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BNDES abre financiamento para pequeno produtor agroecológico

Edital é voltado para o fortalecimento de cooperativas de produtores rurais de base familiar

Governo investirá R$ 712 milhões, até 2016, em medidas voltadas aos povos 
e comunidades extrativistas da região Amazônica
Mulheres, jovens, quilombolas, indígenas, demais povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares que cultivam a terra com base no sistema de produção agroecológico ou orgânico podem preparar seus projetos para edital que será publicado dentro de um mês.

A partir do dia 17 de fevereiro, estarão abertas as inscrições para o edital de Chamada Pública do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nº 002/2013, no valor de R$ 15 milhões, voltado para o fortalecimento de cooperativas ou associações de produtores rurais de base familiar. As inscrições ficarão abertas até 31 de março.

No total, o governo federal investirá R$ 712 milhões, até 2016, em medidas voltadas aos povos e comunidades extrativistas da região Amazônica.

Objetivos

Os investimentos serão aplicados em estruturação de circuitos locais e regionais de produção, beneficiamento, processamento, armazenamento e comercialização, com o objetivo de melhorar suas condições de atuação no mercado governamental de alimentos, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) ou para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). O edital segue as diretrizes do Programa de Fortalecimento e Ampliação das Redes de Agroecologia, Extrativismo e Produção Orgânica (Ecoforte), em complementação às ações previstas no âmbito do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo).

Não é preciso terra para produzir

Produtor adota sistema semi-hidropônico para cultivar frutas e verduras


Dico e Édila: produtores não precisam mais trabalhar agachados

Preparar canteiros para cultivar frutas e verduras está deixando de fazer parte da rotina do produtor rural Valdemiro Felizardo Efel, o Dico, 44 anos, que está trocando o sistema convencional pelo semi-hidropônico.

Após 25 anos de trabalho na terra, Dico conheceu o sistema em Caxias do Sul e no ano passado investiu no semi-hidropônico para cultivar produtos como alface, rúcula, morango, tempeiros e tomate em sua chácara no Poço Comprido, onde divide as tarefas com sua esposa Édila Freitas Cruz, 31.

As plantas são cultivadas dentro de calhas plásticas com um substrato composto por cinza, casca de arroz e materiais orgânicos, que é usado no lugar da terra. A adubação é feita com fertirrigação, com os nutrientes para a planta sendo fornecidos através da água.

Neste sistema, a muda pode ser usada por três anos, observa Dico. Ele atesta ainda que a incidência de doenças é menor e com isso quase não usa agrotóxicos nos produtos que abastecem duas redes de mercados em Cachoeira do Sul.

Projeto Organics Brasil fecha 2013 com US$ 110 milhões em exportações

Estimativa é de que o mercado global tenha faturado US$ 60 bilhões em 2013

Crescimento foi em torno de 10%
 
O ano de 2013 foi estável para o setor de orgânicos em nível mundial, com crescimento em torno de 10%, com um bom ambiente de negócios para os produtos brasileiros. O Projeto Organics Brasil, que reúne 74 empresas exportadoras, fechou o ano de 2013 com geração de US$ 130 milhões em negócios.

A estimativa é de que o mercado global tenha faturado US$ 60 bilhões em 2013, com a adoção de medidas importantes para o setor, como os convênios de equivalências de certificações entre os mercados europeu e americano e, a partir de 2014, entre o Japão e os Estados Unidos. O Brasil está em negociação para um convênio de equivalência com o Mercado Comum Europeu, que potencializará os negócios em curto prazo.
– Temos a meta quantitativa de atingir 100 empresas brasileiras no mercado internacional em 2014.

Sabemos que quantidade não representa qualidade, e neste caso, vamos dar maior foco no valor agregado. O Brasil já é conhecido por ter produtos de qualidade, porém ainda tem a imagem de fornecedor de matéria prima. Vamos investir no branding dos produtos, promover interesse em inovar e melhorar o nível de empreendedorismo sustentável dos produtores, cooperativas e empresas – explica Ming Liu, coordenador executivo do Projeto Organics Brasil.

De acordo com o coordenador, em um ano com a Copa do Mundo e grande exposição da imagem do Brasil, a prioridade é mostrar os diferenciais dos produtos orgânicos brasileiros.

– Nosso país tem este potencial de trazer ao mercado suas historias e seus produtos, que na maioria dos casos já é orgânico por natureza. No mercado internacional vemos que os consumidores valorizam os produtos dos biomas, como o açaí na Europa e nos Estados Unidos e; mais recente; a erva mate no Japão – diz Ming Liu.

Pavilhão da agricultura familiar aumenta vendas em 20% na Expointer

Comerciantes venderam juntos mais de R$ 1,5 milhão em mercadorias

(Estimativa é de que cerca de 70% do público da feira tenha visitado o local)
 
Comerciantes dos 184 estandes do pavilhão da agricultura familiar da Expointer, que terminou no domingo, dia 1º, venderam juntos mais de R$ 1,5 milhão, aumento de cerca de 20% em relação ao ano passado.

– Os números de comercialização direta são relevantes, mas a Feira da Agricultura Familiar é mais do que isso. A Expointer é a maior feira agropecuária da América Latina e, com certeza, é uma grande vitrine para as nossas agroindústrias familiares – ressalta a delegada adjunta do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) no Rio Grande do Sul, Dalva Schreiner.

O pavilhão da agricultura familiar estava entre os espaços mais visitados na exposição. A estimativa dos organizadores do evento é que cerca de 70% do público tenha circulado pelo local, cerca de 260 mil pessoas.

– Estamos satisfeitos com os resultados e com o prestígio que tivemos de todos os visitantes. Na próxima Expointer teremos uma ampliação em quantidade de agricultores, com a preservação da qualidade dos produtos – afirmou o secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo do governo do Rio Grande do Sul, Ivar Pavan. Segundo o governo do Estado, a obra de ampliação do pavilhão da agricultura familiar já foi licitada e deve estar concluída até 2014. A ação também terá participação financeira do Governo Federal. O novo prédio deve dobrar a participação das agroindústrias familiares na feira.

Oportunidade de negócios
No início da tarde de domingo, muitos visitantes ainda corriam para garantir as compras na Feira da Agricultura Familiar. Alguns estandes ainda esperavam para vender as últimas unidades. Entre eles, o da agroindústria Casa do Sabor. Animados pelas vendas do último ano, a família trouxe mais mercadorias este ano, mas, ainda assim, foi surpreendida e, um dia antes do fim da feira, todos os sucos haviam sido vendidos – aproximadamente 600 litros. As geleias e chimias (doce de fruta) resistiram até o último dia.

A família veio de Paraí, no nordeste riograndense, para participar da feira.

– Estar aqui foi muito importante para nós este ano porque, além do que vendemos, fizemos bastante contatos – relatou Anélio José Pellegrini, 57 anos. A agroindústria foi uma das 30 participantes da rodada de negócios. Com dois anos e meio de funcionamento é muito importante para a família conquistar espaço no mercado.

A família já conta com o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que garante a comercialização de grande parte do que é produzido na agroindústria.

– É o nosso forte. Essas vendas têm uma grande importância para a nossa renda – afirma o produtor.

Mais tecnologia para o campo
A agricultura familiar também teve um peso importante na venda de máquinas e implementos agrícolas. Até o fechamento das instituições bancárias que operaram o Mais Alimentos na Expointer 2013, na tarde de domingo, foram concretizadas propostas de financiamento no valor de aproximadamente R$ 315 milhões. A expectativa é de que este número alcance R$ 400 milhões até o fim da próxima semana – prazo que as empresas têm para finalizar os contratos solicitados durante a feira. Em 2012, no mesmo período, foram fechadas propostas no valor de R$ 252 milhões pelo programa.

Desenvolvimento rural sustentável no RJ vai receber R$ 200 milhões

Mais da metade dos recursos será aplicado onde se encontra a maior concentração de agricultores familiares em áreas vulneráveis

(Produtores terão acesso a técnicas sustentáveis de cultivo)
 
Um programa de desenvolvimento rural sustentável da secretaria estadual da Agricultura e Pecuária do Rio de Janeiro vai receber R$ 200 milhões. A quantia resulta de um financiamento assinado pelo governo fluminense com o Banco Mundial.

Do total que o programa Rio Rural receberá, R$ 140 milhões serão investidos em atividades produtivas com adequação ambiental e o restante em melhorias na infraestrutura rural. Com os recursos, os produtores terão acesso a tecnologias, infraestrutura de produção e assistência técnica.

Cerca de 60% dos recursos se destina às regiões noroeste e serrana do Estado, onde se encontra a maior concentração de agricultores familiares em áreas vulneráveis a desastres naturais. Outros 20% irão para a região norte, e os 20% restantes distribuídos nas demais partes do Estado.

Feira da Agricultura Familiar reúne 184 estandes na Expointer 2013

No espaço é possível conhecer o programa Mais Alimentos, que financia equipamentos para agricultores familiares em condições facilitadas e juros abaixo do mercado

(Espaço da agricultura familiar costuma ser um dos mais visitados)
 
Desde 1998, a Expointer abriu as portas para a agricultura familiar e hoje a Feira da Agricultura Familiar é um dos espaços mais frequentados do evento. O espaço é uma vitrine para os produtos do da produção familiar e ainda permite que o agricultor faça negócios e tenha contato com as políticas públicas para o fortalecimento e o crescimento do setor. Este ano, o pavilhão da agricultura familiar expõe a produção de mais de nove mil famílias gaúchas.

O espaço de 3,5 mil metros quadrados tem 184 estandes que permitem não apenas a comercialização, como a comunicação com o público e a chance de negócios futuros, como explica a delegada adjunta do Ministério do Desenvolvimento Agrário no Rio Grande do Sul, Dalva Schreiner.

– Fazer o contato direto entre o produtor e o consumidor possibilita que ambos se conheçam. É muito mais prazeroso consumir um produto que você sabe que é de qualidade e a forma de produção – pontua.

O secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo do Rio Grande do Sul, Ivar Pavan, destaca que o espaço é importante para o desenvolvimento de negócios para estes agricultores.

– É importante divulgar essa variedade, apresentar as marcas dos produtos da agricultura familiar dentro da Expointer. Assim, esse processo de produzir, agregar valor e comercializar vai se consolidando a cada ano – diz Pavan.

Na última edição da feira, estima-se que 70% do público da Expointer tenha passado pelo pavilhão da agricultura familiar – aproximadamente 325 mil pessoas –, o que movimentou mais de R$ 1,25 milhão.

Mais alimentos

Também muito procurado é o estande do Mais Alimentos, programa do Governo Federal que hoje é um dos grandes responsáveis pela chegada de inovações tecnológicas às unidades familiares. O programa financia equipamentos para agricultores familiares em condições facilitadas e juros abaixo dos praticados pelo mercado. Este ano o espaço traz mais equipamentos expostos e tem uma equipe preparada para ajudar na elaboração de propostas de compra.

Programa de Aquisição de Alimentos atende mais de 128 mil produtores familiares

A região Sul foi a que teve maior número de produtores atendidos, cerca de 42 mil pequenos agricultores

(Em 2012 investidos recursos na ordem de R$ 586,5 milhões na aquisição de alimentos)
 
A Companhia Nacional de Abastecimento atendeu mais de 128 mil produtores pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), em 2012. Foram investidos recursos na ordem de R$ 586,5 milhões e atendidos cerca de 2,6 mil projetos. Os Estados que o maior número de produtores atendidos no ano foram São Paulo, onde 18,5 mil produtores participaram do programa; Rio Grande do Sul, com 17,5 mil; e Santa Catarina, com 12,2 mil produtores.

Os três Estados também receberam o maior volume de investimentos em Reais. No Rio Grande do Sul, a soma dos projetos chegou a R$ 115,6 milhões, em São Paulo, a R$ 74,4 milhões, e em Santa Catarina, R$ 53 milhões. O valor do investimento é variável com as características da produção de cada Estado, quanto mais beneficiado o produto adquirido, mais elevado o preço. Assim, um Estado com um menor número de produtores pode ter um maior valor investido.

De janeiro até o dia 20 de agosto deste ano, a Conab já operou mais de R$ 60 milhões em aquisições de produtos de 237 projetos do PAA. Com isso cerca de 12 mil produtores familiares foram beneficiados pelo programa. Segundo técnicos da Companhia, a tendência é haver uma maior procura dos agricultores pelo PAA no segundo semestre. A expectativa é operar R$ 700 milhões em 2013.

Desempenho por regiões

A região Sul foi a que teve maior número de produtores atendidos em 2012, cerca de 42 mil pequenos agricultores e um volume de recursos de mais de R$ 220 milhões. Em seguida vem o Nordeste, com 37 mil produtores atendidos e R$ 154,9 milhões investidos. No Sudeste, 32 mil projetos somram R$ 131,7 milhões de investimento. Com 9,5 mil produtores atendidos, o Centro-Oeste recebeu R$ 44 milhões. A região Norte teve o menor desempenho, com 8 mil produtores atendidos, a região recebeu R$ 36 milhões.

Confira as atividades do Pavilhão da Agricultura Familiar na Expointer 2013

Concurso Sabor Gaúcho premiará qualidade dos alimentos produzidos por agroindústrias familiares

(Pavilhão da Agricultura Familiar na Expointer 2012)
 
Concursos de produtos das agroindústrias familiares, palestras, rodadas de negócios, assinatura de documentos. Estas são as principais atrações da programação de atividades do Pavilhão da Agricultura Familiar no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). A programação na 36ª Expointer, da 15ª Feira da Agricultura Familiar, começa neste sábado, dia 24, e segue até 1º de setembro.

O Pavilhão abrirá oficialmente na quinta, dia 29, às 11h, com as presenças já confirmadas do governador Tarso Genro, do ministro Pepe Vargas (Ministério do Desenvolvimento Agrário - MDA), dos secretários Ivar Pavan (Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo - SDR) e Luiz Fernando Mainardi (Agricultura, Pecuária e Agronegócio - Seapa), entre outras autoridades.

Este ano, o Pavilhão da Agricultura Familiar contará com 187 expositores, possibilitando aos visitantes apreciar os mais diversos tipos de produtos, como linguiças, salames, queijos, vinhos, cachaças, sucos, iogurtes e pães. Além disso, estarão expostos outros produtos, como artesanato, cuias, facas, artigos de lã e de couro. Haverá, também, um espaço na Praça de Alimentação do Pavilhão com sete cozinhas típicas da culinária gaúcha.

Na programação divulgada esta semana, a partir de sábado, dia 24, e até o dia 27, serão realizados os concursos envolvendo os produtos das agroindústrias expositoras na 15ª Feira da Agricultura Familiar. Na quarta, dia 28, destaque para a assinatura do Protocolo de Cooperação entre os governos gaúcho e uruguaio e o lançamento do II Simpósio de Queijos Artesanais. Ainda neste dia, ocorre debate Diálogos- CDES/RS (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Rio Grande do Sul), com o tema "Água na Agricultura Desafios para o Desenvolvimento".

Outro termo de cooperação vai ser assinado, quinta, dia 29, entre o Governo do Estado e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), cuja sede é no Uruguai. Os detalhes dos termos de cooperação estão sendo finalizados. Todas as atividades vão ocorrer no auditório do Pavilhão da Agricultura Familiar.

A abertura oficial da 36ª Expointer ocorrerá na sexta, dia 30, na Pista Central do Parque de Exposições Assis Brasil. No mesmo dia, está programado um debate promovido pela Via Campesina, no Pavilhão da Agricultura Familiar, sobre "Soberania Alimentar e Plano Camponês". A partir das 18h, a Ceasa-RS (Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul), promoverá um coquetel.

Concurso Sabor Gaúcho 

Uma das novidades no Pavilhão e da 15ª Feira da Agricultura Familiar vai ser a realização de concursos com produtos das agroindústrias. O "Concurso Sabor Gaúcho - Agroindústria Familiar" tem como principal objetivo reconhecer a qualidade dos alimentos produzidos pelas agroindústrias familiares e incentivar os produtores a priorizar as boas práticas de fabricação como fundamentais para garantir um produto de qualidade aliado à segurança sanitária.

Seis categorias participarão deste concurso: queijo tipo colonial, salame tipo italiano, mel, cachaça prata, suco de uva integral e vinho tinto de mesa seco. Os melhores produtos serão premiados com placas, a serem entregues em solenidade com a presença do governador Tarso Genro, quarta, dia 28, às 16h, no Pavilhão da Agricultura Familiar.

Agricultura irrigada ajuda famílias a mudar de vida no Nordeste

Técnica produz 48 diferentes culturas no Vale do São Francisco

A agricultura irrigada tem mudado a vida de famílias no Nordeste do Brasil. Mesmo em períodos de estiagem, a técnica produz 48 diferentes culturas no Vale do São Francisco, representando o principal polo em atividade na região.

A produtora agrícola Ana dos Santos, 56 anos, mora em Petrolina, Pernambuco, há 28 anos. Ela nasceu e cresceu no município de Simões, no Piauí, e mudou-se para Pernambuco com a família em busca de uma vida melhor. Ana é dona da fazenda Lorena, que produz e comercializa uvas finas de mesa para o Brasil e a Europa.

– Quando não chovia a coisa ficava difícil e com a agricultura irrigada não sofremos mais disso. Temos como comercializar, gerando emprego e renda – disse a produtora, que emprega em seus pomares cerca de 40 trabalhadores.

O terreno da fazenda está localizado nas cidades de Petrolina, Pernambuco, e Juazeiro, Bahia, no Vale do São Francisco, especificamente no Perímetro de Irrigação Senador Nilo Coelho. A área já apresenta mais de 100 mil hectares de terra irrigada, entre projetos públicos e privados, e é considerada o maior polo de fruticultura irrigada do país e o principal em atividade no Nordeste.

Na região, também se encontram os perímetros irrigados Maria Tereza e Bebedouro, todos gerenciados pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco (Codevasf), empresa pública vinculada ao Ministério da Integração Nacional.

Em Pernambuco, os municípios de Petrolina, Lagoa Grande, Santa Maria da Boa Vista e Orocó formam o Polo de Petrolina e Juazeiro. A parte baiana do polo engloba as cidades de Juazeiro, Sobradinho, Casa Nova e Curaçá. Na região, as plantações de uva, manga e goiaba estão em alta e em grande parte voltadas para a exportação. Além delas, os pomares irrigados da região são cobertos por outras 45 diferentes culturas. O mercado de frutas no Brasil movimenta cerca de US$ 100 milhões por ano.

Produtores de morango do Distrito Federal comemoram a boa expectativa para a colheita da fruta

Volume pode ultrapassar 7 milhões de toneladas e deve ser 30% superior ao de 2012

(Produtor estima produzir 250 mil caixas da fruta até dezembro)
 
Os produtores do Distrito Federal já começaram a colher a safra de morango, a sexta maior do país. A expectativa é que o volume seja 30% superior ao de 2012, ultrapassando mais de sete mil toneladas da fruta.

Na propriedade do produtor José Célio de Souza Berreza, familiares e funcionários estão a todo vapor para selecionar e embalar o morango que acaba de ser colhido. Até dezembro, eles devem produzir 250 mil caixas, que vão ser comercializadas no DF, em Goiás e na Bahia.

– Esse ano eu posso dizer que estou rindo a toa. A produção está muito boa. A minha expectativa esse ano de colheita vai ultrapassar, vai dobrar o que eu esperava – comemora o agricultor.

Parte do sucesso dos agricultores da região se deve ao clima seco e quente do cerrado, favorável a este tipo de cultivar, e as linhas de credito fornecidas pelo governo.

– Alguns produtores têm conseguido linhas de crédito e o poder aquisitivo também tem melhorado, fazendo com que invistam numa área maior de produção de morango – diz a engenheira agrônoma da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Magali de Ávila Fortes.

O produtor beneficiado pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Com o dinheiro do financiamento e o pagamento à vista das despesas do custeio, ele ampliou a área plantada de dois para quatro hectares.

– Esse crédito foi usado tanto para pagar os funcionários em dia, foi 30% que a gente deixou para os funcionários e 70% foi investido em muda no preparo do solo – disse o produtor.

O sucesso dos agricultores e a produtividade poderiam ser ainda maiores, se as mudas que hoje vem do Chile, fossem cultivadas na região.

– Essas mudas vem de longe, elas são judiadas, sofridas. A gente podia estar colhendo morango aqui, em 20 dias, já estar colhendo se essa muda fosse produzida aqui. Como ela vem de fora chega a 60, 90 dias para produzir – explica Berreza.

Crédito para agricultura empresarial cresce 31,2% e atinge R$ 122,6 bilhões

Montante ficou 6,4% acima do valor programado pelo governo

(Linhas do crédito rural, incluindo a agricultura familiar, atingiram R$ 139,712 bilhões)
 
As liberações de crédito rural para a agricultura empresarial na safra 2012/2013, que começou em julho do ano passado e terminou em junho deste ano, atingiram R$ 122,683 bilhões. O montante liberado cresceu 31,2% em relação a safra anterior e ficou 6,4% acima do valor programado pelo governo no lançamento do Plano Safra Agrícola e Pecuário, que previa financiamentos da ordem de R$ 115,25 bilhões.

Os dados divulgados nesta segunda, dia 22, pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura mostram que o total liberado nas diversas linhas do crédito rural, incluindo a agricultura familiar, atingiu R$ 139,712 bilhões, valor 31,3% superior ao registrado na safra 2011/2012. No caso da agricultura familiar os financiamentos somaram R$ 17,029 bilhões, que corresponderam a 94,6% dos R$ 18 bilhões previstos para a safra 2012/2013.

Produtores mineiros de limão tahiti conquistam certificação internacional

Habilitação foi concluída a tempo para que o grupo aproveite as remessas internacionais do segundo semestre, período em que a produção se intensifica

(Com o certificado, produtores poderão participar com segurança das exportações da região)
 
Produtores de limão tahiti da região do Jaíba, em Minas Gerais, foram contemplados com a certificação Global GAP, concedida pelo Instituto Antônio Ernesto de Salvo, entidade vinculada ao Sistema FAEMG/Senar-MG. Com o certificado, esses produtores poderão participar efetivamente e com segurança das exportações da região. Em bom momento, a habilitação foi concluída a tempo para que o grupo aproveite as remessas internacionais do segundo semestre, período em que a produção se intensifica.

O projeto de agricultura familiar da região do Jaíba teve início em junho de 2012, com recursos do Sebrae Minas, consultoria do Inaes/Faemg e apoio da Emater e da Codevasf. Devido aos baixos preços do limão no mercado interno em 2012, a maior parte dos 35 produtores inscritos abandonou o projeto por falta de recursos para fazer as adequações exigidas pelo certificado. Todos os produtores do grupo têm de 5 a 15 hectares de área total, com áreas de plantio de limão que variam de 1 a 5 hectares.

Na etapa final do projeto, foram oito produtores avaliados, dos quais seis foram considerados imediatamente aptos e dois tiveram pequenas correções a fazer para obter o certificado.

Exportação
Em 2012, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as exportações de limão provenientes de Minas somaram três mil toneladas, que geraram receita de US$ 2,5 milhões. Somente no primeiro semestre de 2013, as exportações contabilizadas foram de 1,74 mil toneladas, com receita de US$ 1,41 milhão, um incremento de 17% na comparação com o mesmo período do ano passado. Atualmente, a região do Jaíba é responsável por 100% das exportações mineiras do produto.

Cafeicultores da Zona da Mata Mineira querem anistia das dívidas

Produtores querem pagar somente os juros das dívidas e amortizar 10% do principal

(Produtores agrumentam que, ao vender o café para quitar as dívidas, ficam descapitalizados)
 
Uma comissão de representantes dos cafeicultores da Zona da Mata de Minas Gerais se reuniu nesta terça, dia 16, com o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, para propor medidas de apoio ao setor, que responde por 90% da economia da região. O presidente da Associação da Agricultura Familiar do Leste de Minas, Admar Rodrigues Soares, explicou que a comissão representa cerca 40 municípios e 50 mil produtores.

O presidente da associação disse que o atraso na liberação dos financiamentos para colheita, custeio e estocagem de café é preocupante, mas observa que no caso da Zona da Mata os produtores estão receosos de tomar novos créditos por causa do risco de aumento do endividamento. Ele calcula que 15% dos produtores da região que possuem renda de outras atividades fora das fazendas estão em boa situação; 15% estão em situação razoável; e os 70% restantes, a maioria pequenos proprietários, estão enfrentando dificuldades.

Os produtores da Zona da Mata cobram do governo anistia para as dívidas ou uma mudança no sistema de pagamento dos financiamentos do Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf). Argumentam que, ao vender o café para quitar as dívidas, ficam descapitalizados. Eles querem pagar somente os juros das dívidas e amortizar 10% do principal.

Segundo a entidade, os custos de produção da cafeicultura de montanha, que é predominante na região, estão em R$ 336 a saca, bem acima do preço mínimo de R$ 307 a saca estipulado pelo governo. Os produtores da região atualmente estão vendendo o café a R$ 250 a saca.

Governo anuncia R$ 7 bilhões de investimentos no primeiro Plano Safra Semiárido

O foco é a agricultura familiar – que está em 95% de 1,6 milhão de estabelecimentos agropecuários dos municípios

(Com medidas que facilitam o acesso ao crédito, a ideia do governo é aumentar o acesso aos programas de compras públicas)
 
Foi anunciada nesta quinta, dia 4, uma série de medidas especiais para o fortalecimento da produção agrícola e pecuária e convivência com a estiagem. Segundo o governo, o objetivo do Plano Safra Semiárido é garantir segurança, impulsionando sistemas de produção adaptados à realidade do clima da região. O foco é a agricultura familiar – que está em 95% de 1,6 milhão de estabelecimentos agropecuários dos municípios. A presidente Dilma Rousseff exaltou as iniciativas:

– Começamos a construir hoje uma política permanente para mudarmos estruturalmente a nossa capacidade de conviver com a seca.

Uma das principais medida do Plano Safra do Semiárido é a suspensão das execuções das dívidas dos produtores da região até o fim do ano que vem. No total, serão investidos R$ 7 bilhões para o Plano Safra do Semiárido, através de ações estruturantes. Deste valor, são R$ 4 bilhões para a agricultura familiar e R$ 3 bilhões para médios e grandes produtores.

Com medidas que facilitam o acesso ao crédito, a ideia do governo é aumentar o acesso aos programas de compras públicas, fazendo aumentar os preços de garantia de importantes produtos da região. O Plano Safra do Semiárido ainda cria uma nova modalidade para o Programa de Aquisição de Alimentos na região e apresenta novidades nos seguros para a agricultura familiar, como exaltou o ministro Pepe Vargas.

– Queremos um desenvolvimento rural sustentável, durável e pleno.

Dilma afirmou é necessário aprender a "conviver" com a seca do Semiárido. De acordo com ela, é fundamental uma ação conjunta das diversas esferas do poder para lidar com essa situação.

– A seca pode ser perfeitamente controlada e, portanto, nós podemos com ela conviver. Para isso é preciso determinação e vontade política e ação conjunta. Aqui houve ação conjunta.

Citando a atual seca que atinge alguns Estados do Nordeste brasileiro, a pior dos últimos 50 anos, a presidente afirmou que era necessária uma "ação emergencial" para enfrentá-la. Ela ressaltou, no entanto, a necessidade de serem criadas estruturas políticas para esse enfrentamento.

– Essa é uma das maiores secas dos últimos 50 ou 100 anos. Essas ações emergenciais são importantes, mas é possível estruturar uma política de combate às questões que nunca foram enfrentadas. Temos que ter um plano para criar agroindústria no Semiárido. Vamos assegurar um padrão de produção à altura dessa região – emendou.

Medidas do Plano Safra Semiárido:
Crédito
As taxas de juros serão especiais para o Semiárido. Para as operações de custeio, os juros serão de 1% a 3% ao ano (para as demais regiões, os juros são de 1,5% a 3,5%); para os contratos de investimento na região, os juros vão de 1% a 1,5% ao ano (as taxas para o resto do país ficam entre 1% e 2%).  Estas operações permitirão acesso à assistência técnica. Para os agricultores que pagarem em dia as parcelas, a assistência técnica será gratuita.  A linha B do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf B) que tem rebate de 25%, ampliará para 40% para o Semiárido.

Compras públicas

Será destinado R$ 1,5 bilhão para compras públicas da agricultura familiar na região na safra de 2013/2014. Desse total, R$ 650 milhões serão para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e R$ 700 milhões para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).  A partir de agora, o programa ganha uma nova modalidade, que vai permitir que agricultores familiares comprem alimentação animal, e também agricultores familiares que tenham excedente de forragem animal possam comercializá-la. Para a alimentação animal serão R$ 100 milhões e R$ 50 milhões para distribuição gratuita de sementes e mudas, bem como a ampliação do limite de venda por agricultor para R$ 8 mil/ano.

PGPAF
O Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar (PGPAF), que abrange 49 produtos, terá uma ação específica para itens importantes para a região. Os produtos caprino/ovino que tinham um preço de garantia de R$ 8,64/kg passam a ter um preço de R$ 9,94/kg. Outros produtos fundamentais para a região também terão seus valores ampliados. A mandioca terá o valor de R$ 188 por tonelada (era de R$ 161,41 na safra 2012/2013) e o leite, terá aumento de 16%, passando de R$ 0,86 para R$1 o litro.

Garantia-Safra
O  Garantia-Safra beneficiará 1,2 milhão de agricultores na safra 2013/2014. Na safra 2012/2013, 971.117 agricultores familiares de 1.114 municípios aderiram ao programa. Os recursos para os pagamentos são do Fundo Garantia-Safra, que tem aporte da União, dos Estados, dos municípios e dos agricultores.

SEAF
Os agricultores do Semiárido terão uma redução do custo do Seguro da Agricultura Familiar (SEAF). Os que contratavam operações de custeio e que tinham sua operação coberta pelo Seguro da Agricultura Familiar, antes pagavam 2% e agora passam a pagar 1%. Com isso, o governo pretende estimular os agricultores a procurarem maior proteção contra perdas climáticas.

Ater
A Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) será disponibilizada a 347 mil agricultores familiares da região na safra 2013/2014. Serão contratadas entidades que prestam serviços de Ater específicos para o Semiárido.

Fomento
Trinta mil famílias receberão fomento no valor de R$ 3 mil (não reembolsável) e assistência técnica especial para estruturar o sistema de produção de convivência com o semiárido. Isto vai estimular que o produtor produza alimentos para os animais nos períodos de chuva, e que consiga armazenar para períodos de estiagem.

Linha Emergencial de Crédito
Para ampliar o apoio aos agricultores familiares do semiárido, o governo federal anuncia o aporte de R$ 400 milhões para a linha emergencial de crédito do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), executada pelo Banco do Nordeste. Com o novo recurso, a linha de crédito vai somar R$ 3,15 bilhões. Objetivo é auxiliar os agricultores familiares, produtores rurais e empreendedores prejudicados pela estiagem.

Irrigação
Foi anunciado apoio à agricultura irrigada no Semiárido por meio da redução das taxas de juros, com objetivo de expandir a produção nos perímetros irrigados e os investimentos privados em irrigação na região. 

Seminário Cooplantio destaca inserção da mulher no gerenciamento de propriedades rurais no segundo dia de evento

Na mesa redonda "A mulher na Agricultura Atual e o Futuro", produtoras contaram como superaram as dificuldades e hoje comandam com eficiência suas propriedades

(O 28º Seminário da Cooplantio segue até quarta, dia 5)
 
O papel da mulher na gestão de propriedades rurais e na evolução do agronegócio foi destaque no segundo dia do28º Seminário Cooplantio, realizado em Gramado (RS). Na mesa redonda "A mulher na Agricultura Atual e o Futuro", realizada na manhã desta terça, dia 4, produtoras e administradoras rurais dividiram suas experiências de gestão com as centenas de pessoas que participam do evento.

Mediada pela jornalista Tânia Carvalho, a conversa teve a participação de Renata Zaffari Ariolli, engenheira agrônoma e produtora rural em Erechim (RS); Fernanda Viacelli Falcão, engenheira agrônoma e produtora rural em Passo Fundo (RS); e Helena Schmidt, produtora e administradora rural em Santa Vitória do Palmar (RS).

Ao contar um pouco de suas histórias, as produtoras revelaram que a determinação de fazer suas propriedades terem êxito é um ponto em comum entre elas. Em um ambiente predominantemente dominado por homens, as três conseguiram mostrar que as mulheres também podem gerir com eficiência.

Renata Ariolli administra um haras e fazenda de 1,3 mil hectares em Erechim. A propriedade familiar produz sementes destinadas, em sua totalidade, à Cooplantio. No verão, são produzidos soja e milho, e o no inverno, trigo e aveia branca. A propriedade cria também cavalos, bovinos e ovinos.

A inserção da mulher no trabalho da propriedade da família de Renata cresceu com a necessidade de mão de obra. Ela explica que é grande a dificuldade para manter empregados no campo, e para isso, sua família optou por investir na empregabilidade familiar e, consequentemente, no trabalho feminino também.

– Nesse contexto, porque não inserir também a mulher? Com a inserção da família no trabalho da propriedade, conseguimos uma baixa rotatividade e um melhor desempenho.

Renata conta que no começo de seu trabalho na fazenda teve medo do preconceito por ser mulher e ser jovem. O relacionamento com os colaboradores, muitos deles homens, e a necessidade de resultados também a preocupavam. Mas todas as dificuldades foram ultrapassadas, e ela credita esse sucesso na gestão, também, às suas características como mulher.

– As características que fazem a mulher manter família, emprego e outras funções, ajudam também no gerenciamento da propriedade.

Fernanda Falcão também teve medo, no início, de comandar as propriedades da família – em Primavera do Leste (MT) e no Rio Grande do Sul – e todos os funcionários, que em sua maioria são homens. Ela, no entanto, superou os obstáculos e venceu. Em Mato Grosso, a família tem 3,8 mil hectares onde são produzidos grãos.

Segundo Fernanda, para manter uma empresa familiar e fazer tudo funcionar com eficiência, é necessário pensar como uma empresa e não como família.

– Quando você tem uma empresa familiar, antes de ser filha ou irmã, você tem metas, você tem que ser profissional. Os diferenciais da mulher, segundo ela, também podem ajudar a gerir os negócios com qualidade.

Helena Schmidt administra uma empresa familiar com o marido e os filhos em Santa Vitória do Palmar. A família tem 2,2 mil hectares e possui ainda uma área de domínio que passa de quatro mil hectares. Na área, são produzidos grãos, além de pecuária de leite e de corte.

Quando Helena começou na administração do campo, o Brasil passava por problemas econômicos. De uma área de mil hectares a família baixou para 400 hectares. Para cortar gastos, dispensaram todas as chefias da propriedade. Ela e o marido assumiram, então, toda a gerência da fazenda e, aos poucos, foram crescendo novamente. Para ela, o sucesso da atividade familiar e da mulher no campo está aliado à união familiar, porém, sem nunca perder o foco.

– O papel da mulher do campo está em encontrar o meio termo para o tão desejado equilíbrio – finalizou Helena.

Contingenciamento no MDA não prejudica crédito para agricultura familiar, diz Pepe Vargas

MDA tinha previsão orçamentária de R$ 3,8 bilhões, mas teve R$ 887,9 milhões contingenciados, segundo o corte do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão


O ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, afirmou nesta quarta, dia 22, que o bloqueio de cerca de 24% do orçamento de sua pasta não deverá comprometer as políticas de crédito para agricultores familiares. O Ministério do Desenvolvimento Agrário tinha previsão orçamentária de R$ 3,8 bilhões, mas teve R$ 887,9 milhões contingenciados, segundo o corte anunciado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. No total, o governo decidiu bloquear R$ 28 bilhões do Orçamento de 2013.

– Essa questão não nos preocupa. Todos os anos há um decreto de contingenciamento. Isso nós vamos acertar com o Ministério do Planejamento, mas as metas que temos são perfeitamente possíveis de serem atendidas. Não há nenhuma possibilidade de ser prejudicado o crédito à agricultura familiar nem à agricultura empresarial – disse o ministro.

Segundo Pepe Vargas, o Plano Safra da Agricultura Familiar, que será anunciado no dia 6 de junho, será maior que o da safra anterior, de R$ 22,3 bilhões. No entanto, o ministro não adiantou qual será o novo montante. O Ministério da Agricultura deve ter bloqueio de R$ 1,46 bilhão. A pasta deve se pronunciar oficialmente na quinta, dia 23.

AGÊNCIA BRASIL

 

Produtores do Rio Grande do Sul protestam em busca de recursos e definições sobre demarcação de terras

Grupo de 150 produtores está acampado em frente à sede do governo gaúcho

 

(Agricultores familiares gaúchos estão acampados em frente ao Palácio Piratini, em Porto Alegre)

Um grupo de trabalhadores da agricultura familiar iniciou nesta segunda, dia 13, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, um protesto contra o silêncio do governo do Estado para debater assuntos reivindicados pela categoria. A mobilização não tem prazo para terminar e reúne produtores de diferentes regiões gaúchas.

Cozinhas improvisadas, camas e bandeiraços. Os 150 produtores rurais chegaram por volta das 6h e organizaram um acampamento em frente ao Palácio Piratini, sede do governo estadual.

Os produtores da agricultura familiar querem uma resposta do governo para assuntos que já que foram entregues como reivindicação há alguns dias, mas que ficaram sem resposta. Em pauta, a solicitação de mais recursos para produção de alimentos, educação no campo e o desenvolvimento de projeto de habitação rural.

– Estamos reivindicando um recurso de R$ 170 milhões para produção de alimentos – afirma a coordenadora da Fetraf/Sul, Cleonice Back.

Nesta terça, dia 14, outros 100 agricultores devem chegar à capital gaúcha e se reunir no acampamento. A intenção é fazer uma grande mobilização na próxima quarta-feira. Uma das principais reivindicações é a questão das demarcações de terras indígenas.

– Este é um problema sério. Trinta mil famílias, agricultores, estão com risco de perder suas áreas de terras – alerta a coordenadora da Fetraf.

Segundo o produtor rural Rui Valença, o clima é de incertezas.

– A gente não sabe o que vai acontecer, tu não sabe se faz investimento, reforma... A gente sabe que existe uma portaria declaratório do Ministro... como área indígena diz Valença.

O agricultor conta que produz grãos, leite e erva-mate nos 25 hectares da família, no interior do Estado. As terras foram demarcadas como território indígena. O medo, agora, é não ter mais onde produzir.

– Essas terras foram compradas pelo meu bisavô...foram pagas e foram compradas do Estado do Rio Grande do Sul – garantiu o produtor.

Dilma Rousseff diz que governo vai aumentar limite de compras de alimentos da agricultura familiar

Segundo a presidente, número de agricultores familiares atendidos cresceu 20% no seu governo e chega a quase 200 mil

(Presidente disse nesta segunda, dia 13, que o governo federal vai aumentar o limite de compras de alimentos da agricultura familiar)
 
A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda, dia 13, que o governo federal vai aumentar o limite de compras de alimentos da agricultura familiar. No programa semanal Café com a Presidenta, ela lembrou que, em 2003, quando começou o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o governo comprava até R$ 2,5 mil de cada agricultor familiar por ano. Atualmente, o limite está em R$ 4, 8 mil e deve aumentar ainda mais a partir de junho.

– O governo tem dado um grande apoio para a agricultura familiar. Já compramos R$ 2,25 bilhões de alimentos produzidos pela agricultura familiar e isso tem ajudado a gerar emprego, a gerar renda para os nossos trabalhadores no campo e também alimenta muita gente que precisa pelo Brasil afora – disse.
Ainda de acordo com a presidente, o número de agricultores familiares atendidos cresceu 20% no governo Dilma e chega a quase 200 mil.

– Eles sabem que parte de sua produção tem comprador certo e o mais importante: tem um preço justo.

Somente com o PAA, o meu governo já comprou 830 mil toneladas de alimentos da agricultura familiar. Isso significa um investimento de R$ 1,75 bilhão. E os nossos investimentos no PAA vão continuar crescendo este ano de 2013, com a compra de R$ 1,4 bilhão em alimentos.

AGÊNCIA BRASIL