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Legisladores pedem ao USDA suspensão de regra de rotulagem de carnes

Adiamento daria a produtores de gado canadenses um alívio temporário das polêmicas mudanças impostas pela norma

Regra exige que a carne seja rotulada com informações sobre os países onde o animal nasceu, foi criado e abatido
 
Legisladores norte-americanos pediram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que suspenda a adoção a uma contestada regra de rotulagem de carnes até que a Organização Mundial do Comércio (OMC) decida sobre a disputa comercial entre EUA, Canadá e México. O adiamento daria a produtores de gado canadenses um alívio temporário das polêmicas mudanças impostas pela norma.

Uma breve seção inserida dentro do Orçamento aprovado pelo Congresso dos EUA destacou que a economia norte-americana pode sofrer um golpe de US$ 2 bilhões se Canadá e México cumprirem suas ameaças de retaliação em uma disputa a respeito da norma de rotulagem de país de origem (conhecida como regra COOL). O projeto recomendava que o Departamento de Agricultura adiasse a implementação da norma até que a OMC se posicione sobre o assunto.

A regra - uma versão alterada da norma que a OMC considerou em 2012 discriminatória contra gado do Canadá e México - entrou em vigor em novembro passado. Produtores de gado bovino e de suínos estimam que a COOL tenha lhes custado cerca de US$ 1 bilhão por ano desde que os requisitos de rotulagem obrigatória apareceram na lei agrícola (Farm Bill) dos EUA em 2008. Eles afirmam que a versão alterada é ainda mais onerosa, pois exige que a carne vendida em território norte-americano seja rotulada com informações sobre os países onde o animal nasceu, foi criado e abatido.

Canadá e México levaram a luta contra a regra alterada à OMC novamente, e em setembro passado, a organização estabeleceu um painel de conformidade que deve divulgar a sua conclusão ainda este ano. De acordo com as notas explicativas no orçamento norte-americano de US$ 1,012 trilhão, se Canadá e México vencerem a luta da OMC, os EUA "sofrerão o impacto econômico de aproximadamente US$ 2 bilhões em ações de retaliação que afetam empregos e indústrias agrícolas e não-agrícolas em todo o país".
A passagem de texto aponta ainda que "é altamente recomendável que o USDA não force o aumento dos custos para a indústria e os consumidores e que o departamento adie a implementação e aplicação da regra final até que a OMC tenha concluído todas as decisões".

O Departamento de Agricultura não é obrigado a seguir a recomendação, de acordo com Brian Rell,  porta-voz do representante Robert Aderholt, republicano do Alabama que preside o painel de agricultura da Comissão de Finanças da Câmara. Mas ele afirmou que o tom do trecho sobre a COOL no projeto de lei era "muito contundente".

– Quem sentirá o peso de uma abordagem agressiva à COOL será o assalariado médio – disse Rell.
Ele não quis comentar o que aconteceria se o Departamento de Agricultura se recusasse a aceitar a recomendação.

O ministro da Agricultura do Canadá, Gerry Ritz, disse que Ottawa saúda o número crescente de legisladores norte-americanos que reconhecem os efeitos nocivos da norma para a economia dos EUA.

Mas, em comunicado enviado por e-mail, o ministro pediu que Washington corrija a regra de "uma vez por todas", por meio da próxima da Farm Bill e renovou a ameaça de retaliação "para alcançar uma resolução justa". Ottawa havia publicado uma lista de produtos dos EUA para os quais poderia direcionar tributos punitivos, incluindo carne, batatas, frutas, queijo e chocolate, mas disse que suspenderia a ação até receber uma decisão da OMC em favor do Canadá.

O Canadá foi o quinto maior exportador de gado e carne bovina do mundo em 2012. Cerca de 85% do seu comércio de carne bovina foi com os EUA, de acordo com dados da Associação Canadense de Pecuaristas.

Farm Bill 

Legisladores estão perto de uma solução para a maior das controvérsias  que ainda atrasam o progresso de um novo projeto de lei agrícola de cinco anos (Farm Bill), disse um dos principais negociadores na quinta-feira.

Collin Peterson, de Minnesota, líder democrata na Comissão de Agricultura da Câmara dos Representantes, disse que ele e o presidente da Câmara, John Boehner (Republicanos, Ohio), conversaram na quarta, dia 15, e esperavam chegar a um acerto sobre os contornos de uma solução conciliatória para encerrar o impasse de como remodelar o apoio do governo para a indústria de laticínios.

– Dada a nossa discussão de ontem, pelo que entendi, provavelmente será algo de que nenhum de nós irá gostar, mas que ambos poderão aceitar – apontou Peterson.

Um dos quatro legisladores trabalhando para fundir as propostas de lei agrícola aprovadas na Câmara e no Senado, Peterson afirmou que a proposta conciliatória não incluiria um programa controverso de "gestão da oferta", que despertou a oposição de Boehner e poderia reduzir a assistência federal a propriedades que produzirem mais de leite em períodos de excesso de oferta. Em vez disso, ocorreriam alguns ajustes em um novo programa aprovado pelas duas Casas que enviaria a produtores de leite pagamentos em momentos de necessidade, com base em uma fórmula que pondera o preço do leite e o custo de suas despesas. Para estimular o mercado a produzir menos em períodos de superávit, seria possível alterar os pagamentos, disse Peterson.

– A proposta está enviando o tipo certo de sinais ao mercado, mas não tenho certeza de que é forte o suficiente – avaliou Peterson.

Ele advertiu que precisava ver detalhes finais antes de confirmar o apoio ao novo texto. O democrata vinha trabalhando ao longo de janeiro com o presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, Frank Lucas (Republicanos, Oklahoma), e com Boehner para resolver as profundas diferenças entre os parlamentares sobre a questão.

– O presidente da Câmara agradece a Lucas por dar continuidade a seu trabalho duro sobre essa questão e espera que encontremos uma maneira de seguir em frente – afirmou o porta-voz de Boehner, Michael Steel, na quinta, dia 16.

Peterson disse que o avanço sobre a disputa em torno dos laticínios ocorreu durante sua discussão com Boehner na quarta.

– Eu disse: 'Você e eu estamos saindo prejudicados, você sabia disso?' Ele disse 'não', então nós discutimos o assunto. Ele claramente quer que isso se resolva – salientou Peterson.

O democrata afirmou que os negociadores ainda estavam discutindo divergências em um punhado de outras questões, mas esperavam finalizar o projeto de lei na próxima semana.

A Câmara poderia aprovar a nova legislação em uma janela estreita em janeiro, quando retorna do recesso da próxima semana, afirmou Peterson. A Câmara terá apenas algumas sessões antes de os republicanos partirem para o seu retiro anual.

A última Farm Bill expirou em setembro, mas legisladores ressaltaram que não haverá consequências graves com o retorno a leis de décadas atrás se a nova legislação for aprovada este mês.

IGC eleva estimativas para produções globais de milho e trigo

Projeção da produção mundial de trigo teve aumento de quatro milhões de toneladas

(Elevação da estimativa de produção de trigo é resultado das perspectivas favoráveis para as safras de Canadá, União Europeia e Ucrânia)
 
O Conselho Internacional de Grãos (IGC) elevou a projeção para a produção global de milho no ano safra 2013/2014, de 942 milhões para 945 milhões de toneladas. A recuperação dos estoques norte-americanos respondeu por essa revisão, disse o órgão.

O IGC também elevou sua previsão para a produção mundial de trigo, para 691 milhões de toneladas (aumento de quatro milhões de toneladas), graças às perspectivas favoráveis para as safras de Canadá, União Europeia e Ucrânia. 

Rio Grande do Sul assina termo de cooperação com província de Manitoba, no Canadá

Estado exportou US$ 62 mi para o Canadá em 2012

(Tabaco esteve entre os produtos exportados pelo Estado em 2012)
 
O governador Tarso Genro assinou, nesta quarta, dia 28, durante a 36ª Expointer, acordo de cooperação com a província de Manitoba, no Canadá. O memorando de entendimento prevê o fortalecimento das ações bilaterais nos setores agrícola, aeroespacial, aeronáutico e da educação, visando o fomento ao desenvolvimento econômico mútuo.

– O Canadá tem uma linha de desenvolvimento humano exemplar, além de uma qualidade tecnológica extraordinária. Teremos um proveito muito grande nesse relacionamento, e também vamos ofertar nossas potencialidades, como o maquinário agrícola, que irá proporcionar uma produtividade mais intensiva aos canadenses – destacou Tarso.

Para o ministro do Comércio e Investimento de Manitoba, Peter Bjornson, o Estado apresenta muitas similaridades com a economia de sua região.

– Estamos muito animados com as expectativas deste acordo. Queremos construir fortes relações na agroindústria, buscando o aumento das exportações e importações, mas também do intercâmbio nas áreas da educação e cultura – informou.

Segundo o coordenador da Assessoria de Cooperação e Relações Internacionais (Acri), Tarson Nuñez, o acordo assinado retoma a relação de fraternidade entre o Rio Grande do Sul e a província canadense, Estados-irmãos desde 1997.

– Este memorando ganha uma nova dimensão, aprofundando nosso vínculo com Manitoba. O Canadá vê o Rio Grande do Sul como uma grande oportunidade de entrada no Brasil, por meio de nossa infraestrutura qualificada, mão de obra preparada, além das parcerias na indústria criativa, tecnologia, petróleo e gás – apontou.

O Estado gaúcho exportou US$ 62 milhões para o Canadá, em 2012, entre tabaco, calçados, produtos à base de carne, couros e peles. Já as importações somaram US$ 214 milhões, com destaque para fertilizantes, papel e indústria automotiva, conformes dados da Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI).

O consulado honorário do Canadá em Porto Alegre foi inaugurado em junho deste ano, pelo embaixador do país norte-americano no Brasil, Jamal Khokhar.

Seara embarca primeiro lote de carne de frango para o México, informa Ubabef

Mercado mexicano foi aberto ao Brasil no fim do mês passado, após a crise de gripe aviária do país

(Empresas brasileiras poderão exportar ao México 300 mil toneladas de carne de frango sem tarifa de importação)
 
A União Brasileira de Avicultura (Ubabef) informou que a Seara fez nesta quarta, dia 21, o primeiro embarque de carne de frango para o México, sem especificar o volume exportado. O mercado mexicano foi aberto ao Brasil no fim do mês passado, após a crise de gripe aviária do país.

Empresas brasileiras poderão exportar ao México 300 mil toneladas de carne de frango sem tarifa de importação. De acordo com a Ubabef, se o México demandar toda a cota disponível, vai se posicionar entre os cinco maiores consumidores da carne de frango brasileira.

– O México nunca abriu o mercado para o Brasil, por causa do acordo comercial com o Nafta (tratado de livre comércio entre Estados Unidos, Canadá e México). Como o Brasil tem acordo só com Cuba e Haiti, ficava de fora do mercado – disse o presidente executivo da Ubabef, Francisco Turra.

Com o acordo sanitário entre os dois países, a expectativa da Ubabef é de que o mercado siga aberto ao produto brasileiro, de modo permanente. O Brasil deve produzir 12 milhões de toneladas de carne de frango este ano. De acordo com Ricardo Santin, diretor de Mercados da Ubabef, as exportações devem alcançar 4 milhões de toneladas.

Conforto animal é essencial para bom desempenho na produção de leite

Especialistas dão dicas para melhorar o conforto dos animais nas propriedades

(Técnicos e criadores precisam atentar ao conforto animal)
 
Com a intensificação no sistema de produção de leite, técnicos e criadores devem se atentar ao conforto animal, afirmam especialistas da Alta, empresa de melhoramento genético com sede no Canadá e com ampla atuação no Brasil. São vários os fatores que influenciam o desempenho da vaca.

Segundo os profissionais da empresa, algumas dicas são importantes para o manejo correto a fim de intensificar a produção leiteira. Uma delas é a arborização da propriedade, que proporciona maior conforto térmico aos animais no pasto. A presença das árvores evita que os animais apresentem stress calórico, extremamente prejudicial à produção de leite. Este conforto deve estar presente em todas as instalações onde os animais permanecem, pois traz condições propícias ao ambiente para que produzam de maneira tranqüila.

Outra dica é cercar e sombrear o trajeto feito pela vaca quando dentro da propriedade. O piso não pode provocar riscos aos cascos e à segurança dos animais. É preciso também que o local de descanso e de alimentação estejam protegidos do sol e da chuva.

O produtor precisa proporcionar uma boa área de descanso aos animais nos pastos ou nas camas, cuidadosamente limpa. Ao deitar o úbere, a vaca pode sofrer contaminação, o que pode resultar em inflamação no local, o que traz consequências diretas à mastite, resultando em prejuízos pelo descarte do leite.

Para rebanhos confinados, alguns recursos podem ser utilizados para melhorar o conforto e também facilitar a vida do produtor como: camas para os animais deitarem que poderão ser de areia, pneus, etc.; ventiladores e aspersores que melhoram a sensação térmica; e o uso de cow brush, tipo de escova onde o animal se coça; e a limpeza rápida do esterco produzido.

Com estas dicas, propriedades como a fazenda Brinco de Ouro, localizada em Coromandel (MG), aumentou sua produtividade após realizar alterações que proporcionaram um ambiente melhor aos animais do rebanho.

– Após quatro meses da primeira etapa de mudança na propriedade, tivemos um aumento de 4,8 quilos de leite produzido por vaca – afirma o médico veterinário Cassimiro César de Castro.

Hoje, a Brinco de Ouro possui 550 vacas em lactação e três ordenhas diárias. A média por animal é de 26 quilos de leite ao dia, resultado que está aumentando cada vez mais com os investimentos feitos na fazenda.