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Melancia e pepino estão mais em conta, diz Ceagesp

Outros preços em baixa são morango, berinjela, espinafre e cebola.
Mamão formosa e papaia, limão taiti e banana prata estão mais caros.


A Companhia de Entreposto e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) divulgou a lista de produtos com os preços no atacado em baixa, estáveis ou em alta nesta semana. Veja abaixo:
Preços em baixa
Morango, manga tommy, abacate margarida, carambola, lima da pérsia, melancia, coco verde, abobrinha italiana, berinjela, pimentão verde, tomate rasteiro, batata doce rosada, beterraba, cenoura, gengibre, inhame, mandioca, abóbora moranga, pepino comum,  rabanete, beterraba com folha, brócolos ninja, espinafre, chicória, alfaces, coentro, escarola, rúcula, couve manteiga, alho porró, repolho, acelga, nabo, cenoura com folha, salsa, cebolinha, milho verde, alho chinês, batata lavada, cebola nacional e canjica.

Preços estáveis
Laranja pera, laranja lima, tangerina murcot, melão amarelo, laranja seleta, manga palmer, maracujá azedo, caju, acerola, graviola, cara, abóbora japonesa, abóbora paulista, chuchu, pepino caipira, pepino japonês, pimentões vermelho e amarelo, couve-flor, erva-doce.

Preços em alta
Mamão formosa, mamão papaia, limão taiti, banana prata, uva niágara, pinha, figo roxo, goiaba vermelha, maçã nacional, maçã importada, pera importada, manga hadem, tomate pizzad`oro e carmem, abóbora seca, batata doce amarela, abobrinha brasileira, brócolos comum, ervilha torta, quiabo liso, mandioquinha, vagem macarrão e ovos.

Não é preciso terra para produzir

Produtor adota sistema semi-hidropônico para cultivar frutas e verduras


Dico e Édila: produtores não precisam mais trabalhar agachados

Preparar canteiros para cultivar frutas e verduras está deixando de fazer parte da rotina do produtor rural Valdemiro Felizardo Efel, o Dico, 44 anos, que está trocando o sistema convencional pelo semi-hidropônico.

Após 25 anos de trabalho na terra, Dico conheceu o sistema em Caxias do Sul e no ano passado investiu no semi-hidropônico para cultivar produtos como alface, rúcula, morango, tempeiros e tomate em sua chácara no Poço Comprido, onde divide as tarefas com sua esposa Édila Freitas Cruz, 31.

As plantas são cultivadas dentro de calhas plásticas com um substrato composto por cinza, casca de arroz e materiais orgânicos, que é usado no lugar da terra. A adubação é feita com fertirrigação, com os nutrientes para a planta sendo fornecidos através da água.

Neste sistema, a muda pode ser usada por três anos, observa Dico. Ele atesta ainda que a incidência de doenças é menor e com isso quase não usa agrotóxicos nos produtos que abastecem duas redes de mercados em Cachoeira do Sul.

Distrito Federal recebe Festa do Morango até domingo

Emater apresentou técnicas a serem usadas onde solo não é propício para plantio da fruta ou quando espaço disponível é pequeno

(18ª Festa do Morango segue até o domingo, dia 8, em Brazlândia)
 
A região administrativa de Brazlândia, no Distrito Federal, recebe até o próximo domingo, dia 8, a 18ª Festa do Morango. A expectativa para este ano é de que mais de 250 mil pessoas passem pela Associação Rural e Cultural Alexandre Gusmão (Arcag), que sedia o evento.

O evento começou na sexta-feira. No sábado, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) realizou um Dia de Campo para apresentar as vantagens e desvantagens das tecnologias da hidroponia e do cultivo suspenso. As técnicas são usadas onde o solo não é propício para o plantio ou onde o espaço disponível é pequeno.

– Para atender às demandas dos produtores da região temos a expectativa da criação de um parque tecnológico do morango – afirmou o gerente da Emater-DF, Rodrigo Teixeira, durante o evento.

Além da apresentação de máquinas que auxiliam na produção, os produtores também puderam conferir durante o fim de semana três formas de cultivo suspenso. Uma com o uso de vasos, outra em sacos, e a em calhas pelo sistema NFT (fluxo laminar de nutrientes).

Produtores de morango do Distrito Federal comemoram a boa expectativa para a colheita da fruta

Volume pode ultrapassar 7 milhões de toneladas e deve ser 30% superior ao de 2012

(Produtor estima produzir 250 mil caixas da fruta até dezembro)
 
Os produtores do Distrito Federal já começaram a colher a safra de morango, a sexta maior do país. A expectativa é que o volume seja 30% superior ao de 2012, ultrapassando mais de sete mil toneladas da fruta.

Na propriedade do produtor José Célio de Souza Berreza, familiares e funcionários estão a todo vapor para selecionar e embalar o morango que acaba de ser colhido. Até dezembro, eles devem produzir 250 mil caixas, que vão ser comercializadas no DF, em Goiás e na Bahia.

– Esse ano eu posso dizer que estou rindo a toa. A produção está muito boa. A minha expectativa esse ano de colheita vai ultrapassar, vai dobrar o que eu esperava – comemora o agricultor.

Parte do sucesso dos agricultores da região se deve ao clima seco e quente do cerrado, favorável a este tipo de cultivar, e as linhas de credito fornecidas pelo governo.

– Alguns produtores têm conseguido linhas de crédito e o poder aquisitivo também tem melhorado, fazendo com que invistam numa área maior de produção de morango – diz a engenheira agrônoma da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Magali de Ávila Fortes.

O produtor beneficiado pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Com o dinheiro do financiamento e o pagamento à vista das despesas do custeio, ele ampliou a área plantada de dois para quatro hectares.

– Esse crédito foi usado tanto para pagar os funcionários em dia, foi 30% que a gente deixou para os funcionários e 70% foi investido em muda no preparo do solo – disse o produtor.

O sucesso dos agricultores e a produtividade poderiam ser ainda maiores, se as mudas que hoje vem do Chile, fossem cultivadas na região.

– Essas mudas vem de longe, elas são judiadas, sofridas. A gente podia estar colhendo morango aqui, em 20 dias, já estar colhendo se essa muda fosse produzida aqui. Como ela vem de fora chega a 60, 90 dias para produzir – explica Berreza.