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Cotações da soja voltam a subir com redução de estoques mundiais

Na semana passada, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos reduziu as estimativas de oferta de soja norte-americana

(Entre 9 e 16 de agosto, o Indicador Esalq/BM&FBovespa subiu 9,7%, fechando a R$ 70,65 a saca de 60 quilos na última sexta)
 
Vendedores brasileiros estão mais interessados em negociar após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) ter reduzido as estimativas de oferta norte-americana, diminuindo os estoques mundiais de passagem. O cenário fez as cotações da soja e dos derivados voltarem a subir nos últimos dias. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), para o Brasil, as cotações FOB exportação, em dólar, têm se sustentado, o que, somada à alta da moeda norte-americana, também favorece reações expressivas dos preços internos.

Entre 9 e 16 de agosto, o Indicador Esalq/BM&FBovespa (produto transferido para armazéns do Porto de Paranaguá), em moeda nacional, subiu 9,7%, fechando a R$ 70,65 a saca de 60 quilos na sexta, dia 16. Ao ser convertido para dólar, moeda prevista nos contratos futuros da BM&FBovespa, o indicador fechou a US$ 29,54 a saca de 60 quilos, alta de 3,28% no período.

Cotações da mandioca seguem em alta

Pouca disponibilidade de raízes motivou valorização

Desde junho, foi registrada uma baixa disponibilidade de raízes de mandioca de segundo ciclo nas regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), apesar de ser um período de safra no Centro-Sul do país. Com a oferta caindo e a demanda em alta, a mandioca se valorizou pela 11ª semana consecutiva. Entre 29 de julho e 2 de agosto, o valor médio a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 362,96/tonelada (R$ 0,5943/grama de amido na balança hidrostática de 5 kg), alta de 1,89% em relação à semana anterior.

Segundo pesquisadores do Cepea, o plantio segue como prioridade para a maioria dos agricultores, enquanto outros permaneceram retraídos, na expectativa de altas ainda mais expressivas. A oferta de raízes para a indústria de fécula continuou abaixo do esperado e com estoques em baixa, aumenta o interesse em intensificar a produção. O resultado foi uma maior disputa em algumas praças do Centro-Sul pelo produto, inclusive com a indústria de farinha, assim como com os demandantes da região Nordeste.

Colheita da segunda safra de milho avança e preços caem no mercado interno

Em São Paulo e no Paraná, queda nos valores variaram de 15% a 25% na comparação de junho e julho

(Colheita da segunda safra do cereal avança no Centro-Oeste e no Paraná)
 
O avanço na colheita da segunda safra de milho no Brasil Central e no Paraná derrubaram os preços do cereal no mercado interno, informou nesta sexta, dia 2, a Scot Consultoria. Na região de Campinas (SP), a saca de 60 quilos fechou cotada em R$ 23,50 (no último dia 30), queda de 10,1% em relação à média de junho.

Em Mato Grosso, onde a produção deverá ser recorde nesta temporada, a pressão de baixa é ainda maior. Parte do cereal é armazenada ao ar livre no Estado, o que aumenta a pressão de venda do grão. A baixa nos preços também é verificada no Paraná. Nesses Estados, as quedas dos preços variaram de 15% a 25% na comparação de junho e julho.

Diante da quantidade de milho que ainda precisa ser colhida, os preços podem cair ainda mais no mercado interno em curto e médio prazos. Em contrapartida, houve revisões para baixo da produção de milho nos Estados Unidos nos últimos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A expectativa é de que sejam colhidas 354,35 milhões de toneladas de milho em 2013/2014 frente às 355,74 milhões de toneladas estimadas no relatório de junho. Em 2012/2013, os Estados Unidos colheram 273,8 milhões de toneladas de milho, com uma previsão inicial de mais de 370 milhões de toneladas.

No Brasil, os preços em patamares mais baixos diminuíram a liquidez do mercado de milho e devem pesar sobre a decisão do agricultor no plantio de verão da temporada 2013/2014.

Preços do arroz em casca seguem firmes

Preço da saca de 50 quilos fechou em R$ 34,58 nessa terça, dia 23

Os preços do arroz em casca vêm se mantendo firmes nas regiões acompanhadas pelo Cepea. O indicador do arroz em casca Esalq/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa subiu 0,11%, fechando em R$ 34,58/saca de 50 quilos nessa terça-feira, dia 23.

A valorização do dólar no primeiro semestre deste ano alimenta a expectativa de maior exportação e de menor importação. Parte das beneficiadoras, por sua vez, precisou ofertar preço maior para realizar novas compras na última semana. Esse posicionamento é causado por um pequeno aquecimento na demanda por arroz beneficiado por parte do setor atacadista e varejista dos grandes centros. Já outras empresas mantiveram os preços de compra, ainda alegando fraco volume de venda e dificuldade de repasse das altas concedidas ao casca para o fardo de beneficiado.

Menor oferta de leite faz preço subir quase 2% em Santa Catarina

Valorização de julho é resultado da queda de produção, típica do inverno

Os valores de referência do leite padrão em Santa Catarina subiram quase 2% neste mês, para R$ 0,8924 o litro, informa o Conselho Paritário Produtor/Indústria de Leite do Estado (Conseleite) em nota. A valorização é resultado da queda de produção, típica do inverno.

No mês de junho, o preço de referência em Santa Catarina era de R$ 0,8759 o litro. O valor considera o produto apanhado nas propriedades rurais, com Funrural incluso. Segundo o Conseleite, há empresas pagando mais de R$ 1 pelo leite, caso da Coopercentral Aurora Alimentos, que processa 1,5 milhão de litros por dia. A Aurora paga R$ 1,07 por litro. Santa Catarina é o quinto produtor de leite do Brasil, com 2,2 bilhões de litros ao ano. 

Mercado de reposição do boi gordo está em alta na maior parte do país, aponta Scot Consultoria

Em Goiás, o boi magro (12 arrobas) está cotado em R$ 1.160,00 a cabeça, alta semanal de 1,8%. Na média de todas as categorias, houve avanço de 1,1%

As valorizações que ocorreram no mercado de reposição do boi gordo em São Paulo, na última semana, se espalharam para quase todo o Brasil Central nos últimos dias, informou nesta segunda, dia 22, a Scot Consultoria. As recentes altas têm sido o principal fator para a boa demanda por animais de reposição. A pouca oferta e a boa procura também colaboraram para os preços firmes.

Em Goiás, o boi magro (12 arrobas) está cotado em R$ 1.160,00 a cabeça, alta semanal de 1,8%. Na média de todas as categorias pesquisadas, houve crescimento de 1,1%. Em Mato Grosso, os aumentos dos preços foram mais comedidos. Mesmo assim, na média das categorias, a valorização foi de 0,4%. Em São Paulo, o volume de negociações diminuiu. Houve resistência às compras nos preços mais altos, mas o mercado continua firme.

Caso o mercado do boi gordo siga em alta, a procura no mercado de reposição deve continuar aquecida, porém, os aumentos de preços podem diminuir o ritmo dos negócios. Segundo levantamento da Scot Consultoria, na sexta, dia 19, a referência para o boi gordo em São Paulo ficou estável em R$ 103,00 a arroba, à vista, e R$ 104,50 a arroba, a prazo.

Houve queda no mercado atacadista de carne com osso em função do período do mês, que geralmente é de vendas mais fracas.