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Coxilha/RS realiza classificatória do Crioulaço

Diversos crioulistas se reuniram no último domingo (28/7), na cidade de Coxilha/RS, para uma etapa classificatória do Crioulaço. A prova ocorreu no Parque Municipal de Coxilha e teve organização do Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos José Ronald Bertagnolli. No total, participaram 32 duplas no Crioulaço e seis concorrentes no Laço Criador. Os jurados da classificatória, válida para o ciclo de 2014, foram Jorge Portela e Luis Dickel.
A prova do Crioulaço classificou 12 duplas e teve o acompanhamento do técnico credenciado pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) Jorge Aginelo do Nascimento. Também durante o evento, foi escolhido como Selo da Raça o Ilustre da Cabanha Olho D’água – da cabanha Olho D’água de Passo Fundo/RS. 

Confira os resultados:

Crioulaço
1º lugar
Luiz Paulo montando Alegria do Boqueirão e Rodrigo Moreto montando Legendário do Passo Fundo
2º lugar
Jonas Padilha montando Butiá Zeppelin e Taleson Zanoto montando Morena Da Vinte E Três
3º lugar
Luiz Paulo montando Marca Onze 69 Garoa e Rodrigo Moretto montando Estrela Da Porteira Preta
Demais habilitados:
Marcos Avila montando Armonia do Boqueirão e Paulo Cesar montando Entreveiro Do Boqueirão
Tiago Apolinario montando Jararaca da Cambuatã e Jorge Silva montando Diana Melhores da Terra
Nedio Fernandes montando Escaramuça da San Clemente e Jose Miguel Dos Santos Mello montando Jandaia do Tell
Nilton Sandro Dos Santos montando Lsc Pitanga e Eloi Cavalheiro montando Lsc Ametista
Gerson Borges montando Morocha de Las Flechas e Miguel Keding montando Lendária de Las Flechas
Marcos Avila montando Escaramuça do Boqueirão e Paulo Cesar montando Gaita Velha do Boqueirão
Ricardo Albuquerque montando Rainha dos Três Pastores e Edivaldo Oliboni montando Arteiro do Velho Pai
Guilherme Costa montando Criuva de La Violetera e João Pedro Teles montando Recusa do Campo Seco
Kiones Dos Santos montando Camponesa da Porteira Preta e Adriel Brasaca montando Tubi-chá Jornaleiro

Laço Criador
1º lugar
Marcos Ávila montando Escaramuça do Boqueirão
2º lugar
Marcos Ávila montando Gaita Velha do Boqueirão
3º lugar
Rosalvaro José Carra montando Rjc Haragana
Demais habilitados:
Rosalvaro José Carra montando Rjc Milonga

Selo da Raça
Ilustre da Cabanha Olho D’água

Guto Freire lançará DVD com treinamentos para o Freio de Ouro

Ele é sinônimo de sucesso e talento na raça crioula. César Augusto Shell Freire, o Guto Freire, 32 anos, se tornou uma marca entre os maiores ginetes. Desde 2002 ele disputa as provas do Freio de Ouro, é o atual campeão na categoria dos machos, acumula mais de 200 participações, com 134 animais credenciados e foi o primeiro ginete a classificar 12 animais para a final da mais importante competição do cavalo Crioulo. Agora toda a experiência que forma este currículo será reunida em um DVD que está sendo gravado no seu centro de treinamento e deve ser lançado no ciclo 2014.

Desde 2006 ele se dedica a ensinar o que aprendeu a pessoas que também têm o gosto pela raça. Naquele ano inaugurou um centro de treinamento na cidade de Carazinho, a 43 quilômetros de Passo Fundo, norte do Estado. Três anos depois transferiu a estrutura para Santo Antônio da Patrulha, a 70 quilômetros de Porto Alegre. É neste local, com amplas cocheiras, piquetes, pista e mangueira, que Guto se dedica ao trabalho de treinamento.

“A ideia de fazer um DVD surgiu durante as provas. As pessoas perguntavam como eu treinava os meus animais, o que eu fazia”, conta. O DVD deverá ter uma hora de duração. Serão apresentados vídeos de provas de animais classificados e os resultados serão comentados por jurados, que vão explicar cada movimento e apresentar o que é considerado excelente para a raça de acordo com as características do animal e as normas da ABCCC.

Em seguida, Guto vai mostrar como os treinadores podem obter o mesmo resultado através das técnicas que desenvolveu ao longo dos anos. “As pessoas treinam o cavalo Crioulo, mas não sabem o que querem daquele animal e o que o animal é capaz de oferecer” revela o ginete. As dicas de treinamento serão para andadura, figura, volta sobre patas, esbarrada, mangueira e paleteada.

Passo Fundo sediará quarta edição do Curso Beneficente Ginetes de Ouro

Aulas serão ministradas por três ginetes campeões do Freio de Ouro

(O bicampeão do Freio Guto Freire é um dos ministrantes do curso)
 
O município de Passo Fundo, na região norte do Rio Grande do Sul, irá sediar uma grande oportunidade aos crioulistas. Em um mesmo evento, realizado entre os dias 19 e 21 de julho, será possível aprender as técnicas de três ginetes vencedores do Freio de Ouro e ainda contribuir para uma causa beneficente.

A quarta edição do Curso Beneficente Ginetes de Ouro será ministrado por José Fonseca Macedo, Cezar Augusto Freire e Marcio Maciel e toda a verba arrecadada com as inscrições será destinada ao Centro de Assistência à Criança com Câncer de Passo Fundo. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo telefone (54) 9901-0077, com Elias, ao custo de R$ 300.

A atividade, que já passou por Rio Grande (RS), Bagé (RS) e Arroio Grande (RS) e beneficiou a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de cada um desses municípios, chega pela primeira vez à cidade na qual contará com o apoio do Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos José Ronald Bertagnolli.

Os três ginetes, com técnicas distintas, apresentarão aos participantes os detalhes e particularidades de cada um no treinamento e preparação de cavalos para a seletiva. José Fonseca Macedo, que liderou a iniciativa nas primeiras edições, já venceu o Freio de Ouro três vezes, enquanto Cezar "Guto" Freire levantou duas vezes o troféu e Márcio Maciel, uma.

Agrônomos debatem boas práticas de manejo de solos no 28º Seminário Cooplantio

Adubação adequada, por exemplo, pode melhorar produção e reduzir gastos nas lavouras

(Participantes mostraram práticas de manejo adequado do solo para culturas como arroz, soja, milho e trigo)
 
O manejo de solos foi tema de debate na tarde desta terça, dia 4, no 28º Seminário Cooplantio, realizado em Gramado (RS). Na ocasião, o agrônomo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Ibanor Anghinoni, e o agrônomo e professor da Universidade de Passo Fundo, Pedro Escosteguy, mostraram práticas de manejo adequado do solo para culturas como arroz, soja, milho e trigo, que podem viabilizar um melhor rendimento das lavouras e a redução de gastos.

Anghonini mostrou a importância do manejo integrado na cultura de arroz orgânico e também na produção de soja de várzea – produzida inicialmente para controlar o arroz vermelho, mas que vem se mostrando como uma opção de renda nas regiões produtoras de arroz do Rio Grande do Sul. Segundo ele, com o manejo adequado do solo, pode-se diminuir os gastos com adubação.

Nas áreas plantadas com arroz, ele destacou o manejo da adubação e o consequente aumento de produtividade com a adoção dessa prática. Na soja de várzea, Anghonini chamou atenção para o manejo da água, mostrando opções como a semeadura em camalhão, a drenagem por sulcos e a irrigação para controlar a umidade do solo.

O agrônomo ainda sugeriu a integração com a pecuária como forma de diminuir o uso de adubos no solo. Para ele, o animal pode funcionar como um reciclador de nutrientes.

– Em vez de adubarmos a soja, o milho, vamos adubar as pastagens. O animal vai devolver a adubação para o solo, e pode ser que não precisemos mais adubar tanto as áreas de grãos.

Pedro Escosteguy concentrou sua palestra na adubação de soja, trigo e milho na região do Planalto. Na cultura da soja, o agrônomo destacou as boas práticas no uso de nitrogênio, como a época correta de uso e a quantidade adequada que o solo necessita.

Nas culturas de trigo e de milho, o agrônomo também alertou o produtor para o uso do nitrogênio no momento adequado, o que pode evitar aplicações desnecessárias na lavoura.

– Se temos nitrogênio disponível no solo, não precisamos fazer mais aplicações – diz.

Escosteguy mostrou ainda possibilidades de correção de solos com uso adequado de fósforo e potássio, além dos tipos corretos de adubação, como no sulco e a lanço, dependendo da característica do solo. 

Seminário Cooplantio destaca inserção da mulher no gerenciamento de propriedades rurais no segundo dia de evento

Na mesa redonda "A mulher na Agricultura Atual e o Futuro", produtoras contaram como superaram as dificuldades e hoje comandam com eficiência suas propriedades

(O 28º Seminário da Cooplantio segue até quarta, dia 5)
 
O papel da mulher na gestão de propriedades rurais e na evolução do agronegócio foi destaque no segundo dia do28º Seminário Cooplantio, realizado em Gramado (RS). Na mesa redonda "A mulher na Agricultura Atual e o Futuro", realizada na manhã desta terça, dia 4, produtoras e administradoras rurais dividiram suas experiências de gestão com as centenas de pessoas que participam do evento.

Mediada pela jornalista Tânia Carvalho, a conversa teve a participação de Renata Zaffari Ariolli, engenheira agrônoma e produtora rural em Erechim (RS); Fernanda Viacelli Falcão, engenheira agrônoma e produtora rural em Passo Fundo (RS); e Helena Schmidt, produtora e administradora rural em Santa Vitória do Palmar (RS).

Ao contar um pouco de suas histórias, as produtoras revelaram que a determinação de fazer suas propriedades terem êxito é um ponto em comum entre elas. Em um ambiente predominantemente dominado por homens, as três conseguiram mostrar que as mulheres também podem gerir com eficiência.

Renata Ariolli administra um haras e fazenda de 1,3 mil hectares em Erechim. A propriedade familiar produz sementes destinadas, em sua totalidade, à Cooplantio. No verão, são produzidos soja e milho, e o no inverno, trigo e aveia branca. A propriedade cria também cavalos, bovinos e ovinos.

A inserção da mulher no trabalho da propriedade da família de Renata cresceu com a necessidade de mão de obra. Ela explica que é grande a dificuldade para manter empregados no campo, e para isso, sua família optou por investir na empregabilidade familiar e, consequentemente, no trabalho feminino também.

– Nesse contexto, porque não inserir também a mulher? Com a inserção da família no trabalho da propriedade, conseguimos uma baixa rotatividade e um melhor desempenho.

Renata conta que no começo de seu trabalho na fazenda teve medo do preconceito por ser mulher e ser jovem. O relacionamento com os colaboradores, muitos deles homens, e a necessidade de resultados também a preocupavam. Mas todas as dificuldades foram ultrapassadas, e ela credita esse sucesso na gestão, também, às suas características como mulher.

– As características que fazem a mulher manter família, emprego e outras funções, ajudam também no gerenciamento da propriedade.

Fernanda Falcão também teve medo, no início, de comandar as propriedades da família – em Primavera do Leste (MT) e no Rio Grande do Sul – e todos os funcionários, que em sua maioria são homens. Ela, no entanto, superou os obstáculos e venceu. Em Mato Grosso, a família tem 3,8 mil hectares onde são produzidos grãos.

Segundo Fernanda, para manter uma empresa familiar e fazer tudo funcionar com eficiência, é necessário pensar como uma empresa e não como família.

– Quando você tem uma empresa familiar, antes de ser filha ou irmã, você tem metas, você tem que ser profissional. Os diferenciais da mulher, segundo ela, também podem ajudar a gerir os negócios com qualidade.

Helena Schmidt administra uma empresa familiar com o marido e os filhos em Santa Vitória do Palmar. A família tem 2,2 mil hectares e possui ainda uma área de domínio que passa de quatro mil hectares. Na área, são produzidos grãos, além de pecuária de leite e de corte.

Quando Helena começou na administração do campo, o Brasil passava por problemas econômicos. De uma área de mil hectares a família baixou para 400 hectares. Para cortar gastos, dispensaram todas as chefias da propriedade. Ela e o marido assumiram, então, toda a gerência da fazenda e, aos poucos, foram crescendo novamente. Para ela, o sucesso da atividade familiar e da mulher no campo está aliado à união familiar, porém, sem nunca perder o foco.

– O papel da mulher do campo está em encontrar o meio termo para o tão desejado equilíbrio – finalizou Helena.

Safra 2013 de trigo terá área ampliada no Rio Grande do Sul

Maior aumento foi observado na regional de Santa Maria

(Produção de trigo projetada para 2013 poderá atingir inicialmente 2,475 milhões de toneladas)
 
A Empresa Brasileira de Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS-Ascar) finalizou, nesta semana, o primeiro levantamento sobre a intenção de plantio para a safra de trigo de 2013 no Estado. O estudo, realizado durante o mês de maio, indica que a mesma deverá ter um incremento de 3,85% em relação ao ano passado, atingindo 1,027 milhão de hectares. Entre as principais regiões produtoras, o maior aumento foi observado no regional de Santa Maria (RS), com 10,10%.

Outra importante região administrativa da Emater/RS-Ascar, Passo Fundo (RS), deve incrementar em 7,31% a sua área de trigo. Já a região de Ijuí, que detém 30% sobre o total a ser cultivado, deverá aumentar apenas 0,8%. Em Santa Rosa, com 25% da área, o aumento deverá ser de 2,54%. As informações foram coletadas em 268 municípios que cobrem 91% da área a ser cultivada.

No que diz respeito à produção projetada para 2013, esta poderá atingir inicialmente 2,475 milhões de toneladas, ficando 32,64% maior que a safra passada, quando foram colhidas 1,867 milhão de toneladas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse aumento é consequência de uma projeção maior para a produtividade inicial, estimada a partir da tendência observada nos municípios ao longo dos últimos dez anos, que fica em 2.409 quilos por hectare contra os 1941 quilos por hectare obtidos no ano passado, resultando 24,10% a mais.

Quanto ao plantio, os últimos dias não foram favoráveis. A umidade presente no solo impediu um avanço mais significativo da área semeada. Na safra 2012, nesta mesma época, o percentual chegava a 8%; na atual, alcança apenas 5% em âmbito estadual. De maneira localizada, a região de Santa Rosa é a que atinge o maior percentual, chegando a 10% do projetado para a região.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

 

Bayer projeta crescimento de 12% no Brasil no segmento agrícola

Companhia confirmou investimento de R$ 152 milhões no Brasil em 2013

(Além dos defensivos, a empresa está apostando na produção de sementes)

O CEO da multinacional alemã Bayer, Marijn Dekkers, afirmou nesta quarta, dia 22,  em São Paulo, que os preços remuneradores das commodities agrícolas devem seguir estimulando produtores a investir em tecnologia para aumento da produtividade das lavouras. Para 2013, a Bayer projeta crescer 12% no segmento agrícola no Brasil, superando o desempenho geral da companhia. Segundo Dekkers, o braço CropSciense da Bayer cresce mais no Brasil que nos Estados Unidos. Ele explicou que no país, além do investimento em produtividade, há avanço na área plantada.

A companhia também confirmou investimento de R$ 152 milhões no Brasil em 2013 e afirmou que parte desse montante deve ser aplicada na ampliação da fábrica de agroquímicos em Belford Roxo (RJ), para atender o aumento da demanda de produtores nacionais, sem citar porcentual.

– No ano passado trabalhamos em três turnos – contou o presidente da Bayer no Brasil, Theo van der Loo. A maior parte dos recursos deve ser destinada a investimentos em laboratórios de controle de qualidade dos produtos.

Além dos defensivos, a empresa está apostando na produção de sementes. A companhia ampliou, neste ano, o acordo com a empresa de melhoramento de trigo Biotrigo Genética, de Passo Fundo (RS). Para atuação na área de soja adquiriu o banco de germoplasma da Melhoramento Agropastoril, de Cascavel (PR). A empresa também tem um acordo para aquisição da empresa de sementes de soja Wehrtec e dos negócios de soja da Agrícola Wehrmann, de Cristalina (GO). A companhia não divulgou o valor das operações.