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Imea: colheita da soja atinge 46% da área em MT; 47% do milho foi plantado

A colheita da safra 2016/17 de soja atingiu 45,79% da área plantada em Mato Grosso, informou nesta sexta-feira, 10, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O avanço na semana foi de 15,16 pontos porcentuais. Os trabalhos seguem bastante adiantados ante igual período do ano passado, quando a colheita havia sido concluída em 25,64% da área.
A região mais adiantada é o médio-norte, com 66,30% da safra já colhida. O oeste de Mato Grosso tem 62,78% da colheita concluída. Já o nordeste do Estado segue com menor porcentual já colhido (15,96%). O Imea estima que foram plantados 9,396 milhões de hectares de soja em 2016/17.
Milho
O plantio de milho safrinha em Mato Grosso atingiu 46,68% da área prevista, de 4,420 milhões de hectares, um avanço de 20,0 pontos porcentuais em uma semana. Em igual período do ano passado, 25,7% da semeadura estava concluída no Estado.

Mato Grosso se posiciona como segundo maior exportador de carne bovina do Brasil

Em 2013, Estado perdeu para São Paulo e ficou na frente de Goiás no comércio exterior

Exportações de carne bovina foram recordes em receita e em volume
 
O ano de 2013 foi marcado por recordes para a bovinocultura de corte mato-grossense e o somatório desses resultados consolidou o ano dos números positivos para a atividade, conforme o boletim semanal do Imea, publicado na segunda, dia 27. As exportações de carne bovina foram recordes, em receita e em volume, sendo que esse avanço só foi possível porque o Estado é capaz de atender a essa demanda – que deve crescer mais em 2014.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) não apresentaram alteração no ranking dos Estados mais exportadores de carne bovina. Dessa maneira, foi observado que São Paulo segue na liderança, exportando 517,43 mil TEC e variação positiva de 14,92% em relação a 2012; o Estado de Mato Grosso apresentou uma alta de 30,59% no volume de carne bovina exportada e terminou o ano na segunda colocação, com 294,96 mil TEC de carne exportada. Fechando o ranking dos três maiores exportadores aparece o Estado de Goiás, com um acumulado de 228,36 mil TEC e um aumento de 12,96% em relação ao ano de 2012.

Os dados do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT) revelaram um abate recorde em 2013 (pelo segundo ano consecutivo) de 6,04 milhões de cabeças bovinas, 9,33% mais que no ano de 2012 que era o maior número até então. Entretanto, esse aumento expressivo no abate foi realizado com envio de mais fêmeas ao gancho, totalizando 2,75 milhões de cabeças ou uma participação de 45,59% de fêmeas no abate total.

Para 2014, as fêmeas devem perder espaço na indústria frigorífica, o que deve restringir a oferta no mercado interno, e, como a tendência é de uma demanda mais firme durante o ano, são esperados preços valorizados para o mercado como um todo, seja de boiadas ou vacadas terminadas. 

Mercado de reposição tem pior comparação anual no Estado
A realidade do bovinocultor de corte que necessitou repor o plantel com boi magro está pior na comparação anual. Em janeiro do ano passado, o boi magro tinha cotação de R$ 1.054,21 por cabeça, já em janeiro de 2014, o animal foi cotado a R$ 1.208,31, alta de 4,62%. O boi gordo de 16,5 arrobas também apresentou valorização, partindo de R$ 1.379,98/cabeça em janeiro de 2013 para a cotação de R$ 1.559,98 em janeiro deste ano, variação positiva de 13,04% no período analisado.

Assim, o poder de compra do bovinocultor de corte demonstrou piora, pois, em janeiro do ano passado, com a venda de um boi gordo era possível adquirir 1,31 boi magro, já em janeiro deste ano é possível comprar 1,29 boi magro. No entanto, essa é a melhor relação de troca desde abril de 2013.

Área de milho deve ser 12,5% menor em Mato Grosso na safra 2013/2014

Recuo ocorre em relação à área da temporada 2012/2013; portos brasileiros embarcaram 72% a mais do cereal mato-grossense em 2013

Área de milho em Mato Grosso na safra 2013/2014 deve recuar 461 mil hectares
 
A área de milho em Mato Grosso na safra 2013/2014 deve recuar 461 mil hectares, ou 12,5%, em relação à área recorde de 3,7 milhões de hectares da temporada 2012/2013, informou o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O Instituto realizou na última semana um novo levantamento para intenção de semeadura do cereal, que apresentou um recuo da área de milho no Estado pouco expressivo, de apenas 7 mil hectares em relação ao levantamento anterior, com a área totalizando 3,24 milhões de hectares.

Com esses resultados, constatou-se uma redução na participação média estadual da área do milho sobre a área de soja para 39,1% na safra 2013/2014, contra a marca recorde de 46,7% na safra 2012/2013.

A produtividade média estadual foi mantida a mesma do último levantamento em 87,6 sacas por hectare. Assim, a produção foi reduzida para 17,04 milhões de toneladas. Segundo o Imea, apesar dos novos números, ainda é preciso aguardar a conclusão das atividades no campo, que apresenta ritmo ainda modesto.

Até o momento, foram semeados apenas 3,8% no Estado, com avanço semanal de 2,9 pontos percentuais.

De acordo com o Imea, os produtores devem ficar atentos, caso ocorram boas condições climáticas nas próximas semanas, para avançarem com a colheita de soja e, consequentemente, com a semeadura do milho, evitando prejuízos e possíveis perdas futuras. 

Exportação
Conforme o Imea, os portos brasileiros em 2013 embarcaram 15,7 milhões de toneladas de milho mato-grossense, 72% a mais que em 2012 e um salto ainda maior, de 157%, em relação a 2011. Mais de 70% dos embarques do ano passado foram realizados no segundo semestre após a entrada da supersafra 2012/2013.

Além da grande diferença do volume movimentado em relação aos anos anteriores, destaca-se o aumento da participação de portos poucos expressivos nos outros anos. Apesar de o porto de Santos continuar sendo o principal ponto de embarque, a sua participação reduziu de 70% em 2012 para 57% em 2013.

Os destaques ficam para os portos de São Francisco do Sul, embarcando 8,8% do total, e o porto de Santarém, com 7,3%. Ambos os portos apresentavam participação próxima a 3% em 2012. O aumento da participação de outros portos se deve à tentativa de reduzir os problemas de superlotação enfrentados pelos principais portos, sobretudo, Santos e Paranaguá.

Colheita da soja Intacta RR2 PRO, da Monsanto, já começou no Brasil

Produtor de Mato Grosso afirma que a redução na aplicação de defensivos e na contratação de mão-de-obra no manejo torna a tecnologia Intacta 8% mais vantajosa

Foram disponibilizadas cerca de um 1,2 milhão de sacas de sementes da soja Intacta RR2 PRO
 
A nova tecnologia de soja desenvolvida pela Monsanto chega ao mercado com novo modelo de comercialização. A tecnologia da variedade foi desenvolvida principalmente para o plantio nos países da América do Sul e a primeira colheita desta segunda geração de soja transgênica, a Intacta RR2 PRO, já começou no Brasil.

Depois de 11 anos de pesquisas em cerca de 1.500 campos experimentais espalhados por 14 Estados brasileiros, a multinacional realizou a primeira colheita da variedade. A nova tecnologia apresenta tolerância ao herbicida glifosato, produtividade de cerca de seis sacas a mais por hectare em relação às demais variedades de soja e resistência às principais lagartas que atacam a soja. A planta resistiu à atual maior vilã dos sojicultores: a lagarta Helicoverpa armigera.

– A tecnologia Intacta foi desenvolvida para controlar as quatro principais lagartas da cultura, que são as pragas primárias, então a lagarta da soja, a lagarta das maçãs, a broca das axilas e a falsa medideira. Na ultima safra, com a pressão forte da helicoverpa, voltamos para os laboratórios para estudar. Nesses estudos, em cada de vegetação e nos laboratórios da Monsanto, conseguimos comprovar a supressão da helicoverpa e também da lagarta elasmo – explica a gerente de Biotecnologia de Soja da Monsanto para a região do Cerrado, Suzeti Ferreira.

– Em relação à helicoverpa, a soja Intacta confere supressão, que pode ser entendida como um controle parcial, ou seja, ela tem uma maior eficácia com as lagartas neonatas, as lagartas pequenas que estão na cultura – destaca o líder de Manejo de Resistência de Insetos da Monsanto, Renato Carvalho.

Uma das propriedades usadas como referência é a do seu Marino Franz, em Ipiranga do Norte (MT). Dos 14,5 mil hectares plantados com soja, cerca de 2,6 mil foram cultivados com a nova tecnologia. A variedade custa 70% a mais que as sementes existentes no mercado. Para o produtor, a redução da aplicação de defensivos e do uso de mão-de-obra no manejo fazem a tecnologia ficar 8% mais vantajosa.

– Conseguimos, efetivamente, do plantio a colheita, não gastar nenhum centavo com inseticida para combater a lagarta. Então, foi um resultado muito bom. Estamos muito contentes e surpresos com essa nova tecnologia. Vamos continuar evoluindo, quem vai dizer o tamanho da propriedade é o mercado. Nao tendo restrições de mercado, é um caminho sem volta – conta o produtor.

Gilberto Eberhardt, em Lucas do Rio Verde, também em Mato Grosso, plantou cerca de 500 hectares com soja e reservou 85 hectares para experimentar a nova tecnologia. Na última safra, ele conseguiu uma produtividade média de 54 sacas por hectare, mesmo com condições não muito boas de clima na época de colheita. Este ano, ele espera chegar a 60 sacas  por hectare nas áreas com o experimento.

Enquanto ele chegou a gastar cerca de R$ 200,00 por hectare com inseticidas na área de soja comum, no plantio com a nova tecnologia, ele não usou nenhum tipo de agroquímico e, mesmo assim, a planta resistiu às pragas. Pelas contas do produtor, o que foi economizado com os inseticidas já deu para custear as sementes utilizadas e, por essa razão, ele pretende expandir para até 85% a área plantada com esta nova tecnologia.

– Na área de Intacta, não tive nenhum problema, não vi desfolha ou algum tipo de lagarta. Na área de soja comum, vi de 12 a13 lagartas direto – acrescenta Eberhardt.

Nessa primeira safra, foram disponibilizadas cerca de um 1,2 milhão de sacas de sementes da soja Intacta RR2 PRO. Para os produtores interessados, a nova tecnologia da soja chega ao mercado com um novo modelo de comercialização, definido pela empresa portadora da patente, a Monsanto.

– O produtor que for comprar Intacta no seu distribuidor de preferência ou no seu multiplicador já paga a tecnologia junto com a semente, o que facilita a vida dele, porque ele pode calcular rapidamente quanto é a tecnologia e o quanto pode agregar – conclui Suzeti Ferreira.

Chuvas voltam para o Rio Grande do Sul no fim de semana

Até lá, as temperaturas mais baixas continuam em cena e a chuva segue concentrada entre Centro Oeste e Sudeste

(No Sul do Brasil, massa de ar polar traz frio no início do dia em plena primavera)
 
As instabilidades continuam concentradas na parte central do País e, conforme previsto, aos poucos as chuvas vão se regularizando entre Mato Grosso e Goiás. No Sul do Brasil, quem impede a formação de nuvens carregadas é a atuação de uma massa de ar de origem polar que traz frio no início do dia em plena primavera.


Na madrugada desta terça, dia 29, a estação meteorológica do instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) localizada Morro da Igreja, em Bom Jardim da Serra, na Serra Catarinense, registrou mínima de 2,5ºC. Por conta dos ventos, a sensação térmica chegou -5ºC. No Rio Grande do Sul, pelo menos 12 municípios que possuem estação automática do Inmet registraram temperaturas abaixo dos 10ºC na manhã desta terça. São José dos Ausentes teve o valor mais baixo, com mínima de 5ºC.

Já o Centro-Oeste do Brasil teve chuva forte neste início de terça. A cidade de Goianésia, localizada no norte de Goiás, registrou mais de 50 milímetros nas últimas 24 horas. O Distrito Federal também não escapou do temporal da madrugada. A estação Ecológica de Águas Emendadas, localizada no extremo nordeste da cidade, registrou quase 30 milímetros, o equivalente a pouco mais de 15% do normal para o mês. Nos próximos dias a chuva vai ficar concentrada entre Mato Grosso, Goiás e parte do Sudeste do Brasil, já que as instabilidades vão se espalhar.

Em Mato Grosso do Sul, os volumes são menores na próxima semana, já que o clima deste Estado é mais parecido com o clima do Sul do País. Vai chover bastante também em Minas Gerais. Estas chuvas no Sudeste atrapalham a colheita da cana e também diminuem a quantidade de açúcar da planta. Por outro lado, os altos volumes de chuva garantem condições ideais para a umidade do solo, o que favorece o plantio de novos canaviais.

Nos próximos dias, o tempo continua aberto e frio no Rio Grande do Sul e em boa parte de Santa Catarina e do Paraná. A mínima prevista para a quarta, dia 30, gira em torno dos 3ºC entre as serras Gaúcha e Catarinense. Este tempo mais firme permite que as máquinas entrem em campo para finalizar a colheita do trigo na região. No fim de semana a aproximação de uma frente fria muda o tempo no Sul e volta a chover com chance de algumas pancadas mais intensas. O produtor não deve reclamar desta chuva visto que a partir do mês de novembro a chance de estiagens regionalizadas será bem maior na região do Sul do Brasil.

Com reajuste na vacina, pecuaristas de Mato Grosso investirão R$ 45 milhões em imunização de febre aftosa

Vacinação deve ser feita em novembro em todo o rebanho do Estado

(Com reajuste entre 30% e 40%, a dose para a vacinação será comercializada entre R$ 1,55 a R$ 1,60)

A imunização do rebanho de bovinos e bubalinos contra a febre aftosa na segunda etapa de 2013 custará mais caro aos pecuaristas de Mato Grosso, informou a Acrimat. Com reajuste entre 30% e 40%, a dose para a vacinação será comercializada entre R$ 1,55 a R$ 1,60. Em maio, durante a primeira etapa, este valor variou entre R$ 1,05 e R$ 1,20. Ao todo, o desembolso dos pecuaristas deve chegar a R$ 45 milhões, somando os custos do manejo do rebanho, uma vez que neste período de chuvas a condução do gado é mais difícil e pode ocasionar perdas de peso ou imprevistos, e os custos com mão-de-obra.

O segundo período de vacinação no Estado vai de 1º ao dia 30 de novembro e é voltado para todo rebanho, de mamando a caducando. Na região do Pantanal, a imunização poderá ser feita até o dia 10 de dezembro. Apesar da alta nos preços, os produtores devem manter seu compromisso com a sanidade animal, aponta a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat).

O superintendente da Acrimat, Luciano Vacari, explica que os gastos com a vacinação não deixa de ser um investimento do produtor para a manutenção do status sanitário do Estado.

– O pecuarista reconhece a importância da vacinação para manter o rebanho livre da aftosa, o que garante mercado para nossa carne. Apesar de mais cara, o pecuarista não deixará de vacinar.

Há 17 anos não há registro de aftosa em Mato Grosso, garantindo o status de livre de aftosa com vacinação. O compromisso é reafirmado pelo pecuarista Marcos Jacinto, de Gaúcha do Norte.

– Nosso comprometimento não é atingido pelas variações de preços, até porque, entre o começo do período de vacinação e final há uma redução no valor da vacina. Além disso, há anos a vacinação já integra as atividades da pecuária de corte.

O pecuarista avalia que o acréscimo no preço da vacina é normal sempre que uma etapa começa, mas, que depois, até mesmo para aliviar o estoque, laboratórios e empresas reduzem este margem.

– Os laboratórios sabem da obrigatoriedade da vacinação e por isso praticam o preço que querem. Podemos observar ao longo desses anos que sempre há uma redução no preço ao fim da etapa e se isso ocorre é porque as empresas trabalham com uma margem de lucro majorada – analisa Jacinto.

O gerente de uma rede casa agropecuária, Genésio Puhl, explica que se avaliado o preço nos últimos dois anos é possível identificar que a variação não foi tão grande, uma vez que em 2011 a dose chegou a ser comercializada por R$ 1,30.

– Comparando com 2011, o aumento é pequeno. Final do ano passado e em maio deste ano que houve uma redução mais acentuada no valor, mas agora foi reajustado.

A compra das doses é permitida a partir do dia 1º de novembro e a expectativa do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) é que mais de 28 milhões de animais em mais de 100 mil propriedades sejam vacinados. O descumprimento da obrigação dentro do período estipulado acarretará em uma multa de 2,25 Unidades Padrão Fiscal (UPFs) por animal, o que representa R$ 230,28. A comunicação ao Indea sobre a vacinação deverá ser feita até o dia 10 de dezembro.

Crédito para agricultura empresarial cresce 35,5%

Foram contratados R$ 23,7 bilhões no período de julho e agosto

(Pronamp disponibilizou 1,94 bilhão)
 
Os financiamentos para a agricultura empresarial na aplicação entre julho e gosto de 2013 somaram R$ 23,7 bilhões, um aumento de 35,5% em relação ao mesmo período da safra anterior, que foi de R$ 17,5 bilhões.

Os produtores rurais contrataram R$ 18,5 bilhões pelas modalidades de custeio e comercialização e R$ 5,2 bilhões pela de investimento.

Para o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller, os resultados do crédito rural divulgado nesta quarta, dia 18, confirma o forte acesso do setor diante dos recursos de financiamento de custeio e lembrou que no próximo dia 26 deste mês será realizada em Mato Grosso a abertura oficial do plantio nacional de soja.

– A soja é um grande potencial no agronegócio brasileiro. A expectativa para esta safra é ultrapassar 88 milhões de toneladas, 7% a mais do que a anterior – ressaltou o secretário.

Entre as linhas de crédito para custeio e comercialização, destaque para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), com total de empréstimos de R$ 1,94 bilhão – alta de 44,3% sobre os meses de julho e agosto do ano passado.

Em relação aos investimentos, o Programa de Sustentação de Investimento – PSI-BK, que financia máquinas e equipamentos, foi onde se observou maiores níveis de aplicação nesses dois primeiros meses do Plano Safra. Foram aplicados no âmbito desse Programa R$ 1,9 bilhão, 49,6% a mais do que o volume observado em igual período do ano passado.

JBS se torna parceiro de programa de carne angus certificada

Frigorífico planeja abater cerca de 5 mil animais por mês em MT, MS e GO

(Programa Carne Angus Certificada aproxima-se de 350 mil cabeças por ano)
 
A JBS, o maior grupo frigorífico do mundo, é o mais novo parceiro do Programa Carne Angus Certificada, da Associação Brasileira de Angus. Na primeira fase, o frigorífico planeja abater cerca de 5 mil animais certificados por mês nos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Com isso, o programa cresce pelo menos 20%, aproximando-se de 350 mil cabeças ao ano.

Nove frigoríficos parceiros participam do programa – JBS, Marfrig, VPJ, Frigol, Frigorífico Silva, Verdi, CooperAliança e Cotripal –, totalizando 20 plantas industriais distribuídas em sete Estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul).

– Somos cada vez mais uma raça adaptada à pecuária tropical, e, agora, ganhamos capilaridade para expandir o programa na região de expansão da pecuária – diz o presidente da associação, Paulo de Castro Marques.

O diretor de relacionamento com o pecuarista da JBS, Eduardo Pedroso, afirma que o crescimento da oferta de animais da raça Angus também garante a regularidade no fornecimento ao mercado.

– Os animais da raça Angus apresentam as características ideais para atender a essa demanda – afirma Pedroso.

Conab oferta Pepro para escoamento de 550 mil toneladas de milho de Mato Grosso

Neste ano, o governo federal já realizou quatro leilões de Pepro, que somam comércio de 4,83 milhões de toneladas

(Arrematantes deverão escoar o milho para localidades que não tenham como destino Centro-Oeste, Sudeste, Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Piauí, Rondônia e Tocantins)
 
Na sexta, dia 20,  a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza mais um leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) de milho para o Mato Grosso. O prêmio refere-se à venda e escoamento de 550 mil toneladas do produto em grãos, oriundas da safra 2012/2013 e 2013. O papel pode ser adquirido pelo produtor rural ou sua cooperativa que estejam sediados no Estado.

Os arrematantes deverão escoar o milho para qualquer localidade que não tenha como destino final Estados da região Centro-Oeste, Sudeste (exceto Rio de Janeiro, Espírito Santo e norte de Minas Gerais), Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Piauí, Rondônia e Tocantins. O governo federal já realizou, este ano, quatro leilões de Pepro, que somam 4,83 milhões de toneladas comercializadas.

A venda do produto deverá ocorrer até o dia 21 de outubro deste ano, no mínimo, pela diferença entre o preço mínimo estabelecido e o valor do prêmio equalizador de fechamento do leilão, o que deverá ser comprovado por via Notas Fiscais. O preço mínimo, livre de tributos e descontos, será de R$ 0,217 o quilo para o Mato Grosso.

Rio Paraguai registra menor nível dos últimos 40 anos

Período chuvoso da Bacia Pantaneira, com acumulados mensais de mais de 100 milímetros, vai de novembro a abril

(Rio Paraguai baixa cerca de dois centímetros por dia)
 
A umidade da Amazônia começa a se organizar e as áreas de instabilidade já provocaram as primeiras chuvas do segundo semestre de 2013 em algumas cidades do Centro-Oeste. As precipitações registradas na última madrugada trouxeram acumulados significativos para a época. O município de Coxim, em Mato Grosso do Sul, registrou um volume de 62 milímetros nas últimas 24 horas, maior chuva do ano na região. O volume mais alto até então era de 61 milímetros em fevereiro.

Uma das áreas do Centro-Oeste mais afetadas pela estiagem é a Bacia Pantaneira. O Rio Paraguai está com o menor nível dos últimos 40 anos e, por dia, ele baixa cerca de dois centímetros. O meteorologista da Somar, Celso Oliveira, alerta que não é a falta de chuvas em agosto que colocou o rio nessa situação crítica.

– O período chuvoso do Pantanal vai de novembro a abril e as chuvas, abaixo da média nesse período nos últimos dois anos, resultaram nesse problema – afirma Oliveira.

O considerado normal é que chova entre 750 milímetros e mil milímetros de novembro a abril em todo o Pantanal mato-grossense e sul mato-grossense. Entre 2012 e 2013, no entanto, o volume de chuva nessa área ficou entre 500 milímetros e 750 milímetros. O agravante é que nos mesmos meses, entre 2011 e 2012, as chuvas também ficam abaixo da média em toda a extensão do Rio Paraguai.

– A última vez que as precipitações ficaram acima do normal para a região foi na época chuvosa entre 2010 e 2011 – explica Celso Oliveira.

Ainda é cedo para afirmar como serão as chuvas na Bacia Pantaneira, já que o período chuvoso só começa em novembro. As simulações atuais, porém, não são animadoras para a região.

– As chuvas deverão ficar mais ao norte do Pantanal e esse provavelmente será mais um ano de precipitações abaixo da média nessa área – afirma o meteorologista.

Desde 2005, os rios brasileiros vivem períodos de grande oscilação. Agora, o Rio Paraguai está com o menor nível dos últimos 40 anos, enquanto há dois anos passava pela maior cheia em 20 anos. Em 2011, o rio atingiu 6,82 metros e causou inundações nas cidades ribeirinhas. Algo muito parecido aconteceu no Rio Negro, no Amazonas, que em 2012 registrou o maior nível da história das medições, com 29,78 metros, depois que em 2010 passou pelo menor nível já observado, com 13,63 metros. 

Comercialização de machos para reprodução cresce no segundo trimestre

De abril a junho foram comercializadas 13,4 mil cabeças de machos de até 36 meses

(Movimentação de machos é a mais alta desde 2011)
 
De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), de abril a junho deste ano foram comercializadas 13,4 mil cabeças de machos de até 36 meses no Estado. Em comparação com o primeiros três meses do ano, quando foram vendidas 12,3 mil animais, o aumento é de quase 9%.

Segundo o Imea, é possível observar um incremento de aproximadamente 10% nos animais comercializados no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2012, com a venda de 12,2 mil animais.

O boletim aponta ainda que a movimentação de machos é a mais alta desde 2011.

A justificativa do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT) indica que as comercializações desta época têm por finalidade a reprodução da espécie, já que é neste segundo ciclo que ocorre a estação de monta.

Com o aumento na procura pelos animais, o preço teve modificação. As cotações do Imea indicaram valorização acumulada de 5,1% no preço do tourinho nelore desde março. Com isso, o custo médio por cabeça passou de R$ 4.122 para R$ 4.334 nos valores atuais.

Demanda

A procura pelos animais não cresceu somente para a reprodução do plantel bovino estadual. No segundo trimestre deste ano houve uma demanda crescente por animais no mercado internacional para o consumo da carne.

Segundo o Imea, entre o início do ano até julho houve aumento nas exportações da carne bovina. Em janeiro as vendas do produto foram de 16,4 mil Toneladas Equivalente Carcaça (TEC). Já os embarques de julho chegaram a 25,9 mil TEC - um aumento de 57%. Porém. este crescimento não foi uniforme visto que as exportações caíram de abril para maio, voltando a crescer de maio para junho.

O relatório indica tendências favoráveis para as vendas do produto neste segundo semestre. “As exportações mato-grossenses de carne bovina foram boas ao longo do ano, principalmente pelo barateamento da carne bovina no exterior devido o aumento do dólar. A expectativa do setor no segundo semestre é de melhora”, cita o relatório do Imea.

Segundo os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a participação bovina na relação geral das exportações de carne aumentou consecutivamente em 11 pontos percentuais entre maio e julho. Neste intervalo, a participação do produto subiu de 44% para 66% entre os tipos de carne.

Valor Bruto de Produção da pecuária de corte deve ser recorde em Mato Grosso do Sul

Famasul diz, no entanto, que o VPB representa desempenho do setor para a economia local e não necessariamente o aumento da rentabilidade do produtor

(Valor do boi gordo subiu de forma significativa entre 2012 e 2013)
 
O Valor Bruto de Produção (VBP) da pecuária de corte em Mato Grosso do Sul deverá ser recorde neste ano, segundo a Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Sistema Famasul). O VBP, medido pela multiplicação do volume produzido e o preço do boi gordo, deve atingir R$ 5,45 bilhões, alta de 4,8% ante a de R$ 5,2 bilhões de 2012.

A Federação alerta que o VPB representa o desempenho do setor para a economia local e não necessariamente o aumento da rentabilidade do produtor, que ainda está comprometida pelos custos de produção. De acordo com a assessora técnica do Sistema Famasul, Adriana Mascarenhas, em nota, a projeção da entidade está mais relacionada à elevação dos preços do boi gordo do que o incremento da produção.

– Em 2013, a produção de carne bovina do Estado permaneceu praticamente a mesma, já o valor do boi gordo subiu de forma significativa entre 2012 e 2013, com incremento de 3,8% – afirma Adriana, ressaltando que o boi gordo saltou de R$ 88,84 para R$ 92,21 a arroba no comparativo analisado.

Porém, de janeiro a julho deste ano, o volume de abate de bovinos atingiu 2,4 milhões de cabeças, com elevação de 8,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando os abates atingiram 2,2 milhões de cabeças.

Produtores de soja querem apoio do governo para padronizar os critérios de classificação de grãos

No Brasil, não há regras estabelecidas na classificação do produto

(Segundo os sojicultores, é o governo que deve ditar as normas de classificação dos grãos)
 
Os produtores de soja querem ajuda do governo federal para padronizar os critérios de classificação de grãos. Eles reclamam da falta de transparência das empresas na hora de descontar o produto considerado de baixa qualidade. Embora a soja tenha sido a principal responsável pelo aumento do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre do ano, que cresceu 3,9%, produtores ainda perdem na venda para as trends. No Brasil, não há regras estabelecidas na classificação do produto, o que faz com que as empresas compradoras criem seus próprios critérios.

A situação foi discutida em Brasília, com a presença de representantes dos Estados Unidos e da Argentina.

Os dois países, que com o Brasil são competidores na venda de soja e outros grãos, trouxeram exemplos do sistema que aplicam. Um método que determina como avaliar o grão e dar o desconto ao vendedor.

Para o diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Soja Mato Grosso (Aprosoja/MT), Marcelo Duarte, a dificuldade no caso do Brasil é a falta de transparência entre as trends.

– O que a gente está pleiteando é que esses descontos sejam feitos de forma também similar entre as empresas. Não idênticos, é obvio, porque cada empresa vai ter seu custo. Algumas empresas podem definir, por exemplo, que ela vai cobrar um pouquinho mais se a soja estiver mais úmida, outra vai cobrar mais se for impura. Mas queremos que isso esteja claro. Que as empresas publiquem para que os produtores não tenham surpresa – destaca Duarte.

Os produtores de soja querem agora expor o problema e pedir apoio do governo. O setor pretende se reunir com o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, levando os exemplos das práticas usadas na Argentina e nos Estados Unidos. Segundo os sojicultores, é o governo que deve ditar as normas de classificação dos grãos.

– Uma das saídas seria uma norma privada, e outra coisa seria a legislação que é um pouco mais complicada, precisaria ter um consenso e principalmente vontade política – disse o diretor executivo Aprosoja, Fabrício Rosa.

Produtores da região central do Brasil apostam no confinamento de animais para garantir rentabilidade

Em 2013, o número de animais confinados deve aumentar 4% em comparação com o ano passado

(No início dos anos 2000, o confinamento se tornou popular no país)
 
O preço do boi gordo na região central do Brasil sobe no período da seca devido a pouca oferta de animais. Atentos a essa oportunidade de ganhar mais dinheiro, na década de 80, muitos produtores rurais começaram a fechar o gado e tratar no cocho. Porém, no início dos anos 2000, que o confinamento se tornou popular no país.
O pecuarista Donizeth Peixoto da Costa, do município de Bela Vista, em Goiânia, começou a confinar em 1989, com 86 cabeças de gado. Hoje, ele engorda mil animais por ano.

Segundo Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), em 2012, foram confinadas 3.400 milhões de cabeças de gado. A maioria dos currais de engorda está nos Estados onde a seca é mais acentuada nos meses do outono e do inverno. Goiás, Mato Grosso, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais respondem por quase 90% dos confinamentos no Brasil. Outros Estados, como Rondônia e Paraná, já começam a aparecer nas pesquisas.

Os confinamentos no Brasil têm tamanhos muito variados. De acordo com a Assocon, entre as 770 unidades identificadas e que operaram no ano passado, algumas estruturas tinham apenas 30 cabeças e outras mais de 100 mil. Mas, a maioria, cerca de 80%, trabalha com até 5 mil cabeças fechadas. Os pequenos e médios confinamentos são responsáveis apenas pela metade dos animais confinados. Os outros 50% estão nos grandes projetos, que representam 8% do total de confinamentos no país.

Este ano o setor deve manter o mesmo ritmo de 2012, com um crescimento ainda tímido. Em 2013, o número de animais confinados deve aumentar 4% em comparação com o ano passado.

– Não é um número grande, muito por conta do custo que ainda está caro, apesar de mais barato que no ano passado. Mas em alguns Estados a conta ainda não fecha. O preço do boi magro acaba ficando alto para esses Estados também – disse o gerente executivo da Assocon, Bruno Andrade.

Especialistas nas mais diversas áreas do agronegócio acreditam que o pecuarista brasileiro vai aprender a aliar o confinamento à pecuária intensiva à pasto, melhorando as forragens e aumentando a taxa de lotação nas propriedades.

– Acho que o que vai acontecer agora é otimizar mais o pasto, aprimorar a integração lavoura pecuária e maximizar os dois. Eu acredito muito na junção dos dois, do confinamento com o pasto – disse o coordenador do confinamento experimental da EVZ/UFG, Juliano Fernandes.

Cultivares de uva para processamento de sucos são apresentadas na Expointer

Técnico da Embrapa afirma que produção da fruta está crescendo em regiões tropicais do país

(No evento, foram apontadas as principais características das uvas utilizadas na produção de sucos)
 
O Centro Nacional de Pesquisa de Uva e Vinho (CNPUV) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) promoveram, na manhã deste sábado, a apresentação “Cultivares de Uva para Processamento de Sucos”. A atividade ocorreu no auditório do Pavilhão da Agricultura Familiar, na Expointer.

Na ocasião, foram apontadas as principais características das uvas americanas – Isabel, Concord, Bordô e Niágara Rosada –, tradicionalmente utilizadas na produção de sucos, além das metas e resultados do Programa de Melhoramento Genético de Uva para a elaboração de sucos. Criado com o objetivo de desenvolver novas cultivares que contribuam para a competitividade e sustentabilidade da cadeia produtiva, o projeto tem conseguido também aumentar a produtividade para aproximadamente 23 a 30 toneladas de uvas por hectare.

– A serra gaúcha continua sendo a principal produtora de uvas para a elaboração de sucos. Há alguns anos, porém, tem crescido a produção em regiões tropicais, como no Paraná, Mato Grosso, Goiás e Vale do Rio São Francisco – diz o técnico da Embrapa Uva e Vinho Adriano Mazzardo.

As novas cultivares brasileiras de uvas para sucos resultantes do programa são: desde 2000, a BRS Rúbea, decorrente do cruzamento das uvas Bordô e Niágara Rosa; a Corcord Clone 30, mutação da Concord original; e a Isabel Precoce, mutação da Isabel original; desde 2004, a BRS Cora, obtida do cruzamento Muscat Belly A e BRS Rúbea; desde 2006, a BRS Violeta, do cruzamento BRS Rúbea e IAC 1398-21; desde 2008, a BRS Carmem, híbrida surgida do cruzamento de BRS Rúbea e Muscat Belly; e, a mais recente, de 2012, BRS Magna, resultante do cruzamento BRS Rúbea e IAC 1398-21.

Criadores de hereford e braford comemoram demanda crescente por carne de qualidade

Programa de Carne Certificada da Associação Brasileira de Hereford e Braford contará com novas plantas industriais no país

(Touro braford Trevo é considerado o animal mais pesado da feira)
 
O mais antigo programa de certificação de carne bovina do país está comemorando o crescimento nas vendas. A Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) aproveita a Expointer, onde foi criado o Programa de Carne Certificada Pampa da associação, há 13 anos, para divulgar as vantagens dos cruzamentos com as raças.

A associação vive um de seus melhores momentos. O gerente do programa, Alfredo Drissen, atribui o bom resultado à procura cada vez maior por carne de qualidade. Os três frigoríficos gaúchos que trabalham para o programa abatem 125 mil animais por ano. Novas plantas industriais começam a ser implantadas em São Paulo e em Mato Grosso do Sul para atender um mercado de carne em crescente expansão.

– Talvez uma forte estratégia da associação seja atingir os mercados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná. Conseguimos contribuir casa vez mais para que a pecuária seja rentável – destaca Drissen.

Com o crescente consumo de carne, os criadores de hereford e braford buscam incentivar os cruzamentos com as raças europeias na região Centro-Oeste, onde a atividade comercial ganha mais expressão.

– O cruzamento de um touro hereford com uma vaca nelore pode gerar um animal com alto peso de carcaça em um prazo de tempo recorde. Hoje, a gente consegue animais de 20 a 22 meses com peso de 500 quilos. Isso é muito importante, porque, com a pecuária tendo números cada vez mais apertados, é necessário que se trabalhe com o conceito de eficiência, e a raça hereford pode contribuir para isso – acrescenta Drissen.

A Associação de Hereford e Braford está presente este ano na Expointer com 290 animais. Apesar de uma participação menor  em relação a 2012, o touro braford Trevo conquistou um prêmio inédito para a raça: com 1.265 quilos e 50 centímetros de perímetro escrotal, foi considerado o animal mais pesado da feira. Outra novidade comemorada pelos criadores é o acordo firmado com uma comitiva do Quênia para a difusão de hereford no continente africano.

– Serão vendidos para o Quênia 100 mil doses de sêmen da raça hereford em um composto boran zebuínos, além de 750 embriões – destacou o presidente da Associação Brasileira de Hereford e Braford, Fernando Lopa da Silva.

O acordo com os africanos deve durar cinco anos e os primeiros embarques de material genético estão previsto para março.

Produtores de soja de Mato Grosso estão preocupados com o escoamento da produção de 2014

Mesmo antes de plantar a próxima safra, produtores temem que problema de armazenagem se estenda até o ano que vem

(Estado sofre com a falta de armazéns para estocar a produção de grãos)
 
Produtores de Mato Grosso estão preocupados com os problemas que devem enfrentar para escoar a produção de 2014, mesmo antes de começar a plantar a safra de soja. O Estado já sofre com a falta de armazéns para estocar a produção de grãos e temem que a situação possa piorar. Grande parte da produção de milho não deve ser escoada a tempo para dar espaço para a safra de soja, que promete ser recorde mais uma vez, chegando a 25 milhões de toneladas. Diante da queda dos preços da oleaginosa nas últimas semanas, os produtores estão segurando a comercialização.

Segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), somente 30% da safra foi negociada até agora. No mesmo período do ano passado esse número estava em 56%. Na prática soja e milho devem ser escoados ao mesmo tempo. Os prêmios nos portos para o ano que vem, por exemplo, já estão em queda, por falta de infraestrutura logística.

Os prêmios levam em conta a qualidade, a demanda, o frete e a eficiência logística do exportador. O mercado monitora esses fatores e aplica esse prêmio à cotação da bolsa de Chicago. Segundo dados da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso, para a soja entregue nosso porto de Paranaguá nesse mês de agosto, os compradores estão pagando US$ 0.60 a mais por bushel. Para março do ano que vem, período em que a safra de verão começa a ser escoada, o prêmio está negativo em US$ 0,15, ou seja, o exportador deixa de ganhar US$ 0,15 por bushel. Para o milho, o prêmio para agosto está negativo em US$ 0,25 por bushel. Para março do ano que vem também está negativo em US$ 0.15.

Segundo o presidente da Aprosoja, Carlos Favaro, a situação é ainda mais preocupante porque os recursos anunciados pelo governo no Plano Safra ainda não saíram do papel.

Rússia habilita dois frigoríficos de carne bovina do Pará

Embarques podem ter início imediato

(Mais dois frigoríficos brasileiros foram autorizados a exportar para a Rússia)
 
O Ministério da Agricultura informou nesta quinta, dia 29, que dois frigoríficos do Pará foram habilitados pelo serviço sanitário russo, o Rosselkhoznadzor, e agora podem exportar carne bovina para os países que integram a União Aduaneira formada por Belarus, Casaquistão e Rússia. Segundo o governo, "a iniciativa faz parte do processo de negociações que vêm ocorrendo entre as autoridades russas e brasileiras nos últimos anos. Os embarques podem ter início imediatamente".

O Ministério da Agricultura informa que 19 empresas foram selecionadas para participar, entre 16 e 19 de setembro de 2013, da feira 22ª World Food Moscow, das quais oito são frigoríficos. Por meio de nota, o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Marcelo Junqueira, diz que "a notícia ratifica a boa relação que há entre o Brasil e a Rússia, bem como o efetivo trabalho do Ministério da Agricultura, sob a orientação do ministro Antônio Andrade, de buscar novos mercados e de ampliar os já existentes".

As empresas habilitadas para exportar são o Frigorífico Rio Maria Ltda (SIF 112) e o Mafripar Matadouro Frigorifico (SIF 4413). Nos primeiros sete meses o Brasil exportou 177,7 mil toneladas de carne bovina para o mercado russo, que resultaram no faturamento de US$ 700,7 milhões. Em relação ao mesmo período do ano passado, o volume cresceu 7,3% e a receita caiu 2,3%. Vale lembrar que agora são 56 frigoríficos brasileiros habilitados pelo Rosselkhoznadzor, mas apenas 24 deles estão exportando, por causa das restrições temporárias impostas pelo serviço sanitário. Os russos mantêm as restrições à importação de carne bovina de todos frigoríficos de Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul, que entraram em vigor em junho de 2011. 

Chuva prejudica qualidade do milho no Paraná e em Mato Grosso do Sul

Nos dois Estados, parte dos grãos já colhidos estão ardidos

(Colheita do milho safrinha está quase finalizada no Brasil)
 
A produção milho segunda safra está terminando e os índices de produtividade estão cada vez melhores.

Com 98% das áreas colhidas no Mato Grosso e 96% em Goiás, as produtividades estão acima dos 103 sacas por hectare (ha) em Mato Grosso e bem acima dos 135 sacas/ha em Goiás. Além da boa produtividade, a qualidade dos grãos também está excelente, não havendo perdas por causa de excesso de umidade. Por causa desses bons índices de produtividade, o Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea) elevou sua projeção de produção, de 17,8 milhões para os atuais 18,7 milhões de toneladas de milho para essa safra. O mesmo está acontecendo com Goiás, onde a produção passou de 4,4 milhões para os atuais 4,9 milhões de toneladas.

A situação no Paraná é diferente. No Estado, a qualidade dos grãos de milho está baixa. Quanto mais avança a colheita, que já chega aos 90%, mais se observa que as chuvas deste inverno estão causando danos significativos.

Cerca de 35% dos grãos que já foram colhidos apresentam-se “ardidos”, sendo que muitos nem poderão ser utilizados para mistura em rações pelo alto teor de fermentação na qual se encontram. Mas mesmo com essa má qualidade dos grãos, a produção paranaense de milho segunda safra deverá ser 7,4% maior do que a safra passada, com uma produção total de 10,9 milhões de toneladas.


Essa mesma condição está sendo observada em Mato Grosso do Sul, onde 20% dos 92% colhidos até o momento, principalmente da região sul do Estado, estão “ardidos”. Mas, se a qualidade está ruim, a produção sul-mato-grossense deverá ficar quase 2% superior à do ano passado, já que a estimativa é de que o Estado colha 6,6 milhões de toneladas.

Para esta semana, há previsão para chuvas sobre a região leste do Paraná, mas nada que possa inviabilizar os trabalhos de colheita e nem tão pouco a qualidade dos grãos. Já nas demais regiões produtoras, o tempo permanecerá aberto e sem previsões para chuvas, o que permitirá o término da colheita em praticamente todas as principais regiões produtoras de milho segunda safra do Brasil.

Analista de mercado alerta que Brasil deve ser rápido nas exportações de milho

Ivan Wedekin destaca que o país precisa avançar nas vendas para o exterior antes da colheita do cereal dos Estados Unidos, que deve iniciar em setembro e outubro

(De janeiro a julho deste ano, Mato Grosso já exportou cinco milhões de toneladas de milho)
 
O analista de mercado Ivan Wedekin, alertou para a necessidade de os brasileiros avançarem nas exportações do milho antes que os Estados Unidos iniciem a colheita do grão, por volta de setembro e outubro.

– No mercado interno, o que os produtores estão fazendo é avançar as exportações enquanto não chega a colheita norte-americana. Em setembro e outubro, inicia a safra dos EUA e eles vão recuperar um pedaço das exportações.

Wedekin elogiou a posição do Brasil como exportador do cereal, mas afirmou que o grande desafio do setor é a logística.

– O Brasil tem que ser muito rápido nas exportações de milho esse ano e mais rápido ainda, infelizmente, na construção de infraetsuruta, para que não fique dependente. Hoje, quase 70% das exportações de Mato Grosso têm que ir pra fora do país pelo Porto de Santos (SP) e pelo Porto de Paranaguá (PR), com mais de dois mil quilômetros de estradas, muitas vezes em precárias condições – alertou.

De janeiro a julho deste ano, o Estado de Mato Grosso, um dos maiores produtores nacionais, já exportou cinco milhões de toneladas de milho. Em todo o ano de 2012, o total foi de nove milhões de toneladas. A segunda safra deste ano cresceu três milhões de toneladas. Se todo o volume for dedicado às vendas para o exterior, o Estado pode fechar o ano com 12 milhões de toneladas exportadas, o que significa embarcar cerca de 1,5 milhão de toneladas por mês, aponta Wedekin.