Produtor de Mato Grosso afirma que a redução na aplicação de
defensivos e na contratação de mão-de-obra no manejo torna a tecnologia
Intacta 8% mais vantajosa
Foram disponibilizadas cerca de um 1,2 milhão de sacas de sementes da soja Intacta RR2 PRO
A nova tecnologia de soja desenvolvida pela Monsanto chega ao mercado com novo modelo de comercialização.
A tecnologia da variedade foi desenvolvida principalmente para o
plantio nos países da América do Sul e a primeira colheita desta segunda
geração de soja transgênica, a Intacta RR2 PRO, já começou no Brasil.
Depois
de 11 anos de pesquisas em cerca de 1.500 campos experimentais
espalhados por 14 Estados brasileiros, a multinacional realizou a
primeira colheita da variedade. A nova tecnologia apresenta tolerância
ao herbicida glifosato, produtividade de cerca de seis sacas a mais por
hectare em relação às demais variedades de soja e resistência às
principais lagartas que atacam a soja. A planta resistiu à atual maior
vilã dos sojicultores: a lagarta
Helicoverpa armigera.
– A tecnologia Intacta foi desenvolvida para controlar as quatro
principais lagartas da cultura, que são as pragas primárias, então a
lagarta da soja, a lagarta das maçãs, a broca das axilas e a falsa medideira.
Na ultima safra, com a pressão forte da helicoverpa, voltamos para os
laboratórios para estudar. Nesses estudos, em cada de vegetação e nos
laboratórios da Monsanto, conseguimos comprovar a supressão da
helicoverpa e também da lagarta elasmo – explica a gerente de
Biotecnologia de Soja da Monsanto para a região do Cerrado, Suzeti
Ferreira.
– Em relação à helicoverpa, a soja Intacta confere
supressão, que pode ser entendida como um controle parcial, ou seja, ela
tem uma maior eficácia com as lagartas neonatas, as lagartas pequenas
que estão na cultura – destaca o líder de Manejo de Resistência de
Insetos da Monsanto, Renato Carvalho.
Uma das propriedades usadas
como referência é a do seu Marino Franz, em Ipiranga do Norte (MT). Dos
14,5 mil hectares plantados com soja, cerca de 2,6 mil foram cultivados
com a nova tecnologia. A variedade custa 70% a mais que as sementes
existentes no mercado. Para o produtor, a redução da aplicação de
defensivos e do uso de mão-de-obra no manejo fazem a tecnologia ficar 8%
mais vantajosa.
– Conseguimos, efetivamente, do plantio a
colheita, não gastar nenhum centavo com inseticida para combater a
lagarta. Então, foi um resultado muito bom. Estamos muito contentes e
surpresos com essa nova tecnologia. Vamos continuar evoluindo, quem vai
dizer o tamanho da propriedade é o mercado. Nao tendo restrições de
mercado, é um caminho sem volta – conta o produtor.
Gilberto
Eberhardt, em Lucas do Rio Verde, também em Mato Grosso, plantou cerca
de 500 hectares com soja e reservou 85 hectares para experimentar a nova
tecnologia. Na última safra, ele conseguiu uma produtividade média de
54 sacas por hectare, mesmo com condições não muito boas de clima na
época de colheita. Este ano, ele espera chegar a 60 sacas por hectare
nas áreas com o experimento.
Enquanto ele chegou a gastar cerca
de R$ 200,00 por hectare com inseticidas na área de soja comum, no
plantio com a nova tecnologia, ele não usou nenhum tipo de
agroquímico e, mesmo assim, a planta resistiu às pragas. Pelas contas do
produtor, o que foi economizado com os inseticidas já deu para custear
as sementes utilizadas e, por essa razão, ele pretende expandir para até
85% a área plantada com esta nova tecnologia.
– Na área de
Intacta, não tive nenhum problema, não vi desfolha ou algum tipo de
lagarta. Na área de soja comum, vi de 12 a13 lagartas direto –
acrescenta Eberhardt.
Nessa primeira safra, foram
disponibilizadas cerca de um 1,2 milhão de sacas de sementes da soja
Intacta RR2 PRO. Para os produtores interessados, a nova tecnologia da
soja chega ao mercado com um novo modelo de comercialização, definido pela empresa portadora da patente, a Monsanto.
–
O produtor que for comprar Intacta no seu distribuidor de preferência
ou no seu multiplicador já paga a tecnologia junto com a semente, o que
facilita a vida dele, porque ele pode calcular rapidamente quanto é a
tecnologia e o quanto pode agregar – conclui Suzeti Ferreira.