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Temer destaca importância do agronegócio brasileiro em evento de avicultura

No evento, avicultores entregaram ao vice-presidente um estudo que apontou que o setor avícola perdeu competitividade nos últimos 10 anos

(Segundo Temer, setor produtivo gera efeitos positivos para o país)
 
O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), fez nesta terça, dia 27, durante a abertura do Salão Internacional da Avicultura, uma ampla defesa da importância do agronegócio para a economia do Brasil. Segundo ele, o setor produtivo gera efeitos positivos para o país.

– No efeito externo, o Brasil cresceu aos olhos internacionais face a sua produtividade e exportações para mais de 140 países. Nós ficamos sabendo que o crescimento do Brasil e a nova imagem estão vinculados à atividade da avicultura brasileira – comentou.

De acordo com o vice-presidente, o fator externo é "importantíssimo e o governo federal tem procurado prestigiar". Ele destacou que recentemente o poder executivo adotou desonerações tributárias para produtos da cesta básica na qual incluiu o frango.

O segundo fator, na visão de Temer, é o impacto favorável que a produção de aves gera ao país, pois milhões de pessoas que saíram da situação de extrema pobreza e ingressaram na classe média baixa passaram a consumir essa proteína. Para o vice-presidente, a compra do frango por milhões de famílias passou a "ser um símbolo da ascensão da pobreza para a classe média".

Para garantir que este bom desempenho se mantenha, avicultores entregaram ao vice-presidente um estudo que apontou que o setor avícola perdeu competitividade nos últimos 10 anos. O que representou mais de US$ 1,5 bilhão em receita perdidos, e 93 mil empregos não gerados.

Receita da BRF soma 7,5 bilhões no segundo trimestre de 2013

Valor é 10% maior em comparação com mesmo período do ano passado

(Recuperação das exportações puxou os bons resultados)
 
A receita líquida da BRF no segundo trimestre de 2013 somou R$ 7,5 bilhões, valor  que representa crescimento de 10% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado chegou a R$ 910 milhões, 61% acima, com margem EBITDA ajustada de 12,1%, e o lucro líquido atingiu R$ 208 milhões, com margem líquida de 2,8% ante 0,1% no 2T12.

Entre os fatores que contribuíram para o bom desempenho destacam-se a recuperação gradual das exportações, com o equilíbrio oferta/demanda; desvalorização do real frente ao dólar; evolução de resultados nos segmentos de food service e lácteos; lançamento de 70 produtos.

O lucro bruto totalizou R$ 1,9 bilhão, avanço de 26% ante o 2T12, com aumento de 3,1% na margem bruta, que passou de 21,8% para 24,9%. O resultado foi favorecido por ganhos relativos à performance comercial e ao arrefecimento de custos das principais matérias primas.

No acumulado do ano, a receita líquida da BRF chegou a R$ 14,7 bilhões, crescimento de 11,8% em comparação ao primeiro semestre de 2012. As vendas chegaram a três milhões de toneladas, na soma dos negócios de carnes, lácteos, processados e demais produtos comercializados pela companhia. O lucro líquido foi de R$ 567 milhões, com aumento de 255%.

O lucro bruto no período totalizou R$ 3,6 bilhões, 26,2% superior ao primeiro semestre do ano passado, favorecido pela melhor performance dos mercados e arrefecimento da pressão de custos. O EBITDA ajustado alcançou R$ 1,8 bilhão, aumento de 61%, com margem de EBITDA de 12% ante 8,3% ao exercício anterior.

México confirma abertura de mercado para avicultura do Brasil

Autoridades sanitárias mexicanas aceitaram o modelo de certificação sanitária proposto pelo Ministério da Agricultura brasileiro, diz Ubabef

Primeiros embarques ao México podem ocorrer até o fim do ano
 
O México confirmou a abertura de seu mercado para a carne de frango brasileira. O presidente executivo da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra, soube nesta quarta, dia 24, que as autoridades sanitárias mexicanas aceitaram a certificação sanitária proposta pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) brasileiro para exportação de carne de aves e ovos férteis.

Segundo a entidade, em nota, a próxima etapa é a finalização da escolha, por parte das autoridades mexicanas, das unidades que poderão exportar para o mercado do país. Turra disse aguardar que os primeiros embarques ao México ocorram até o fim do ano.

– Entre os países pelos quais temos batalhado para abrir o mercado, o México é dos que têm maior potencial. Embora em caráter emergencial, vamos negociar para que essa abertura seja permanente, trabalhando com foco na complementaridade e em parceria com os produtores mexicanos – destacou o executivo no comunicado.

 A expectativa é de que o mercado mexicano represente a exportação de US$ 300 milhões por ano somente nas vendas de carne de frango, tendo por base um preço médio do item inteiro e em cortes.

Relação entre Rio Grande do Sul e Nigéria pode incluir leite, frango e arroz

No ano passado, o comércio entre Brasil e país africano somou US$ 9 bilhões

(Para o frango e para o leite foram discutidos investimentos de grupos de empresas e cooperativas gaúchas)

As possibilidades de cooperação técnica e comercial entre os Estados do Rio Grande do Sul e do Edo, na Nigéria, ampliaram-se nesta quinta, dia 30, com a inclusão das cadeias produtivas do frango e do leite no leque de projetos de colaboração que podem ser firmados em breve, e que já contava com o setor orizícola. À primeira hora da manhã, na sala de reuniões do Homeville Hotel, sentaram-se à mesa de conversações o secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi, e o ministro da Agricultura do Edo, Abdul Oroh, para coordenar a reunião para finalização dos debates que vem sendo realizados desde a terça.

Para o frango e para o leite foram discutidos investimentos de grupos de empresas e cooperativas gaúchas, com o apoio do governo nigeriano, em projetos de implantação e profissionalização daquelas cadeias produtivas.

– Propusemos abrir o mercado da Nigéria para nossos produtos avícolas e lácteos, ao mesmo tempo em que buscaríamos grupos interessados em investir na produção em terras africanas – explicou o secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi.

O diretor para a África da JBS, Eduardo Bairros Garcia, depois de informar que o grupo brasileiro está presente na Nigéria, acentuou que as vendas não são diretas, reconhecendo que o mercado local interessa.

– Se levarmos em conta que, segundo as estatísticas oficiais, a Nigéria tem uma população ao redor de 170 milhões de pessoas e que metade é muçulmana, que consome bastante carne de aves, posso afirmar que este mercado nos interessa – informou Garcia.

No setor leiteiro, o governo do Estado do Edo também quer desenvolver projeto de bacias leiteiras. Além de incentivos, o ministro Oroh, também acenou com a cedência de terras para a instalação de bacias leiteiras, assegurando, num primeiro momento, a disponibilização de pelo menos dois mil hectares. A Nigéria importa praticamente todo o leite que consome, especialmente da Holanda.

No arroz, as conversas evoluíram para o detalhamento. De acordo com o presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Claudio Pereira, o Governo gaúcho estuda a possibilidade de receber pelo menos seis técnicos daquele estado africano, para treinamento na área da produção, extensão e pesquisa, os quais ficariam em território gaúcho no período mínimo de seis meses. E, num segundo momento, destacar técnicos do Irga para assessorarem o governo local na modernização do setor orizícola.

Em troca, informou Pereira, deve haver compromisso dos nigerianos em garantir uma cota para a importação do arroz gaúcho.

– Eles importam, anualmente, 2,8 milhões de toneladas e nos queremos reservar parte significativa deste mercado para a nossa indústria – concluiu Pereira.

Governo Federal

Na próxima semana, o secretário Mainardi tentará marcar audiência com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, que chefiará missão de industriais brasileiros em investir na Nigéria. A missão ficará na Nigéria e Guiné de 16 a 21 de junho. O objetivo é negociar a ampliação do comércio entre os dois países. O foco das negociações para as empresas brasileiras será a busca de novos mercados nos setores da construção civil e do agronegócio. Farão parte da missão representantes do Senai e do Sebrae.

No ano passado, o comércio entre os dois países somou US$ 9 bilhões, seis vezes mais do registrado há dez anos. A Nigéria é o maior parceiro comercial do Brasil na África. Compra açúcar e arroz e vende petróleo bruto.

– Vamos informar ao ministro o que fizemos e pedir seu apoio ao prosseguimento desta relação que estamos iniciando – justificou Mainardi.

ASSESSORIA DE IMPRENSA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

 

Custos de produção de frangos de corte e suínos caem ao nível mais baixo dos últimos dez meses

Baixa nos gastos com ração das aves é principal motivo de queda

(Custo de produção de frangos de corte acumula queda de 20,33% no ano)
 
Os custos de produção de frangos de corte e de suínos calculados pela Embrapa Suínos e Aves de Concórdia (SC), unidade descentralizada da empresa de pesquisa agropecuária vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) recuaram 4,12% e 0,17%, respectivamente, em abril. O ICPFrango/Embrapa chegou aos 143,45 pontos, enquanto o ICPSuíno/Embrapa fechou o mês em 154,79 pontos, menores valores dos dois índices desde junho de 2012.

O ICPFrango/Embrapa é referente aos custos de produção no Paraná, maior produtor de frangos do país, para o aviário tipo climatizado em pressão positiva, modelo referencial de produção. Já o ICPSuíno/Embrapa é obtido a partir de resultados de custos da produção de suínos em Santa Catarina, maior produtor nacional, em sistema tipo "ciclo completo", para o suinocultor empresário independente (não há um contrato de integração vertical por sítios como ocorre na produção de leitões terminados em sistema de comodato).

No ano, o custo de produção de frangos de corte acumula queda de 20,33%, influenciado principalmente pela baixa nos gastos com a ração das aves (-21,11% em 2013). Já o custo de produção de suínos chega a -14,23% nos quatro primeiros meses de 2013, também reflexo da diminuição dos gastos com a ração dos animais (-15,43%). A nutrição representou, em abril, 67,54% dos custos de produção dos frangos de corte e 74,69% dos custos de produção de suínos.

As informações foram divulgadas nesta terça, dia 14.

CIAS

 

Mercado do frango no atacado tem valorização de 3,5%

Já a cotação do frango vivo permanece estável na comparação com a semana anterior

 (Carcaça resfriada de frango teve alta de 3,5% desde a primeira semana de maio)

As cotações estão estáveis na granja e há valorizações no atacado. Em São Paulo, o frango vivo
tem sido negociado por R$1,80/quilo, o mesmo valor da semana anterior.

A oferta de animais atende com facilidade a demanda. Diante disto, recuos não estão descartados.

No atacado a situação é diferente. A carcaça resfriada teve alta de 3,5% desde meados da primeira semana de maio e está cotada em R$2,92/quilo.

O varejo não acompanhou esta valorização. No sentido oposto, o frango inteiro e o peito têm sido negociados por R$5,61/quilo e R$10,64/quilo, respectivamente, valores 0,5% e 3,2% menores que os da semana anterior.

SCOT CONSULTORIA