Esterco tratado vira fertilizante e evita contaminação de nascentes de água

Vacas leiteiras produzem até 45 quilos de esterco por dia em Tomazina, norte do Paraná. Esterqueira recomendada pela Emater pode evitar contaminação e produzir fertilizante a partir do esterco.


Esterco de vaca é um assunto que muita gente acha desagradável, mas o pior mesmo é não falar disso porque, ainda hoje, tem fazenda e sítio que despejam todo o esterco do rebanho na natureza, poluindo o solo e a água. No Paraná, uma tecnologia simples está ajudando criadores a lidar com esse problema.
Tomazina, no norte do Paraná, é um lugar cercado de montanha que produzem cenários dignos de cartão postal. Muitos cursos d’água que formam a bacia do rio nascem nas área mais altas do município, como o bairro da Barra Mansa.
Essa região do município concentra a maior bacia leiteira de Tomazina. Em uma área de pouco mais de 120 hectares, existem perto de 1300 vacas, que produzem por dia 16 mil litros de leite.  São cerca de 12 litros por vaca. Mas tem algo que elas produzem muito mais: resíduo. Uma vaca de leite produz por dia mais de 45 quilos de esterco e urina. Se o animal fica no pasto, o material vai sendo espalhado conforme ele anda, se degrada aos poucos e acaba virando adubo.
Mas quando as vacas estão confinadas, fezes e urina se acumulam no chão da instalação, como explica o agrônomo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Alfredo Alemão:
“Nesse momento em que elas estão, é o momento em que elas acabam defecando mais. Porque estão se alimentando, já ativa o intestino e elas acabam defecando mais aqui. Assim como também é o momento da ordenha. Ela acaba sendo estimulada a defecar. Então, nesse momento acumula mais”.
Para manter a higiene e evitar doenças, o lugar tem que ser lavado, pelo menos, uma vez por dia. A água misturada com urina e com o próprio esterco cria o chorume. E é aí que começam os problemas. Se o chorume que sai do curral vai direto para o ambiente, pode contaminar o solo e, especialmente, a água.
Esterco é matéria orgânica que, na água, rouba o oxigênio dela para sua decomposição. Roubando oxigênio, ele mata a vida que existe naquela água, ou seja, mata peixes. 
O chorume que fica depositado diretamente sobre o solo sem nenhuma proteção e não é escorrido, infiltra. Aí chorume infiltrado vai atingir o lençol freático. Se estiver muito próximo a uma lâmina d’água, significa que o lençol freático é raso. Então, isso atinge rapidamente o lençol freático e vai contaminar não só as águas de lá, como qualquer água de nascente ou outra coisa que tiver sendo abastecida por esse lençol.
Esterqueira é solução
Além da contaminação ambiental, o chorume sem tratamento atrai moscas e outros insetos que incomodam o gado e podem transmitir doenças para animais e pessoas.

Para conter o problema, o governo do Paraná criou um programa para construção de esterqueiras modernas e tecnicamente corretas.
A esterqueira é uma estrutura bem simples: um buraco escavado no chão, cujo tamanho depende do número de animais da propriedade. O diferencial está no material usado para fazer a impermeabilização, que impede que o chorume passe para o solo e para o lençol freático.
A geomembrana é um tipo de plástico que tem alta resistência tanto a agentes físicos como químicos. Ela é resistente à ação do tempo, e recebe um tratamento com uma substância que faz com que ela fique resistente à ação dos raios de sol. São 5 anos de garantia da empresa.
A geomembrana recomendada pela Emater deve ter 0,8 mm de espessura. Assim, fica mais maleável na hora de revestir o buraco, mas ao mesmo tempo tem resistência suficiente para impedir a infiltração do chorume.
Chorume vira fertilizante
Acumulado na esterqueira, o chorume deixa de ser problema e vira um benefício pro criador.  É que esse material pode ser usado como fertilizante. Mas para isso, tem que ser bem manejado. Uma vez por semana, o chorume tem que ser revolvido e bem misturado.

São fases diferentes. Se você deixar parado vai acontecer uma decantação. Parte do produto vai pro fundo, outra parte flutua, e fica uma camada líquida no meio. Então, essa agitação é feita para que você tenha um revolvimento disso tudo e, ao mesmo tempo, permite a entrada de oxigênio. A entrada de oxigênio no material permite uma melhor decomposição dele.
Bem manejado, o chorume pode ser usado na adubação das lavouras de milho, para produção de silagem, e também na nutrição das pastagens.
Quando o gado ingere a ração, ele não absorve todos os nutrientes que ela possui. Então, as fezes do gado têm uma alta quantidade de elementos que são nutrientes para o solo. Tem uma quantidade grande de nitrogênio, de potássio, de fósforo e de outros elementos, além de uma quantidade grande de microflora e dos micro-organismos que melhoram a estrutura do solo.
O programa da Emater construiu 25 esterqueiras em 3 comunidades de Tomazina. O projeto já ganhou vários prêmios por causa dos benefícios que traz para o meio ambiente. O Rio das Cinzas, que recebe muita água dessa região, agradece.
Fonte: G1 Agro

Primeiros animais chegam ao Parque Assis Brasil para 40ª Expointer

Primeiro animal a entrar foi um ovino da raça Texel, pertencente à cabanha de Uruguaiana
O Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, abriu suas portas na manhã desta segunda-feira (21) para receber as estrelas da festa: os animais. O secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo, acompanhado do subsecretário do parque, Sérgio Bandoca Foscarini, abriu pessoalmente o portão de acesso para os primeiros exemplares ingressarem em seus espaços. 
O primeiro animal a entrar foi um ovino da raça Texel, pertencente à Cabanha Oliveira, de Uruguaiana, seguido por cavalos crioulos. A entrada de animais prosseguirá nos próximos dias. 
Animais passam por controle sanitário para ingressar no Parque de Exposições
Para a edição 2017, que marca as quarenta edições da maior feira a céu aberto da América Latina, estão inscritos 3.207 animais de argola e 1.437 animais rústicos.
De acordo com Polo, a entrada dos animais é um momento marcante, pois eles são as estrelas. "Todas as melhorias feitas no parque durante o ano são realizadas com o intuito de receber bem os animais e o público, que muitas vezes traz a família para vê-los. As crianças adoram", afirmou.
Após a recepção dos primeiros animais, a imprensa foi convidada para um café seguido de entrevista coletiva e uma visita guiada no parque. Bandoca apresentou as novidades, incluindo os mais de 3,6 mil metros de calçamento nas ruas internas.
A 40ª Expointer ocorre entre os dias 26 de agosto e 3 de setembro.
Fonte: Expointer

Frota de máquinas agrícolas está renovada?

Com linhas de financiamento para investimento a juros fixos, por meio do Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota), as vendas médias anuais de tratores no Brasil dobraram, de uma média de 18,8 mil unidades nos anos 1990, para 38,7 mil entre 2000 e 2016. Da mesma forma, as vendas de colheitadeiras também dobraram, passando de uma média anual de 2,2 mil unidades nos anos 1990, para 4,5 mil entre 2000 e 2016.
Desde o lançamento do Moderfrota, no ano 2000, foram vendidos 659 mil tratores e 77 mil colheitadeiras no Brasil. Diante destes números robustos, poderíamos imaginar que nossa frota de máquinas está renovada e bem dimensionada para atender à crescente demanda por alimentos produzidos no Brasil. Será verdade? Não. A frota nacional de máquinas agrícolas segue necessitando de renovação. No mesmo período, ocorreu aumento expressivo de 54% na área plantada com grãos no país, com a incorporação de mais de 20 milhões de hectares — taxa média anual de incremento de 2,6%. A produção de grãos deu um extraordinário salto de 150%, ultrapassando a casa de 200 milhões de toneladas, com taxa média de incremento de 5,7% ao ano.
Mesmo que as vendas de máquinas agrícolas tenham dobrado com o programa de financiamento, a expansão ainda mais acelerada de áreas de cultivos e os ganhos tecnológicos que puxam a produtividade para cima não permitiram que a renovação das máquinas se concretizasse. Da frota atual de 1,266 milhão de tratores, 44% têm mais de 20 anos de uso. São mais de 560 mil unidades que necessitam ser repostos apenas para manter a frota economicamente viável. No caso das colheitadeiras, a situação parece ainda pior. Das 162 mil máquinas no país, quase metade (49%) têm mais de 20 anos de uso.
No Plano Safra 2016/2017, foram alocados R$ 5,05 bilhões para o Moderfrota. Os agricultores voltaram a investir e, até 31 de janeiro, já haviam tomado 94% destes recursos. Mas ainda temos mais cinco meses até o novo Plano Safra 2017/2018. O programa, então, recebeu mais R$ 2,5 bilhões de reforço. Mesmo assim, o próprio governo afirma que a expectativa é de que os R$ 7,55 bilhões sejam tomados até abril, o que exigiria, portanto, mais dinheiro. O Ministério da Agricultura já afirmou que poderá haver novo remanejamento, de mais R$ 1,5 bilhão. Em recente reunião com executivos do setor, um representante do ministério afirmou que a demanda considerada para o Moderfrota no Plano Safra 2017/2018 é da ordem de R$ 11 bilhões. Se confirmados, os recursos permitirão manter o patamar mínimo de vendas necessárias para, pelo menos, manter a frota. Mas será preciso muito mais do que isso nos próximos anos, se quisermos renová-la!
Carlos Cogo é consultor em agronegócio, especializado em análises,tendências e estatísticas dos mercados agrícolas
carloscogo.com.br

Scot: preço do suíno pronto para abate tem alta de 12,6% na semana em SP

O preço do suíno pronto para abate teve alta de 12,6% nos últimos sete dias e está cotado, em média, a R$ 98/arroba, nas granjas paulistas, segundo a Scot Consultoria. Desde o início das valorizações, em meados de janeiro deste ano, a arroba do suíno acumula alta de 28,9%.
“O aumento está respaldado na combinação de demanda aquecida, em decorrência dos estoques enxutos na indústria, diante de uma oferta escassa”, afirma a consultoria.
No atacado, a valorização nos últimos sete dias foi de 11,4%, com a carcaça cotada, em média, em R$7,80/kg.

Imea: colheita da soja atinge 46% da área em MT; 47% do milho foi plantado

A colheita da safra 2016/17 de soja atingiu 45,79% da área plantada em Mato Grosso, informou nesta sexta-feira, 10, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O avanço na semana foi de 15,16 pontos porcentuais. Os trabalhos seguem bastante adiantados ante igual período do ano passado, quando a colheita havia sido concluída em 25,64% da área.
A região mais adiantada é o médio-norte, com 66,30% da safra já colhida. O oeste de Mato Grosso tem 62,78% da colheita concluída. Já o nordeste do Estado segue com menor porcentual já colhido (15,96%). O Imea estima que foram plantados 9,396 milhões de hectares de soja em 2016/17.
Milho
O plantio de milho safrinha em Mato Grosso atingiu 46,68% da área prevista, de 4,420 milhões de hectares, um avanço de 20,0 pontos porcentuais em uma semana. Em igual período do ano passado, 25,7% da semeadura estava concluída no Estado.

PES mantém safra de laranja em 244,2 mi de caixas, a pior desde 1988/1989

A quarta Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) de laranja 2016/2017 no parque comercial citrícola de São Paulo e Minas Gerais, divulgada nesta sexta-feira, 10, estimou uma produção de 244,2 milhões de caixas de 40,8 kg. O número previsto para a produção é o mesmo do terceiro levantamento, de dezembro de 2016, e mostra queda de 18,77% sobre as 300,65 milhões de caixas de laranja produzidas em 2015/2016. Com isso, a safra deve ser a menor desde as 214 milhões de caixas de 1988/1989
No segundo levantamento, em setembro, a produção foi de 249,04 milhões de caixas e a previsão inicial, em maio do ano passado, de 245,75 milhões de caixas. O fechamento da atual safra, cuja colheita praticamente foi encerrada, ocorre em abril.
O levantamento é feito pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) da Citricultura, em parceria com a Markestrat, a Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto e o Departamento de Estatística da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Jaboticabal.
Segundo os pesquisadores, na reestimativa de fevereiro, o ganho de peso dos frutos, ocasionado pelas chuvas, e o avanço da colheita foram determinantes para a alteração do número de frutos por caixa. Apenas entre dezembro e janeiro choveu praticamente o equivalente a todo o volume acumulado de maio a novembro, com precipitações constantes e generalizadas em todas as regiões produtoras.
No cinturão citrícola choveu em média 18 dias em dezembro e 23 dias em janeiro, um total de 519 milímetros, 16% acima da média histórica. No entanto, havia pouca fruta para ser colhida, muitas delas já com a produção da safra atual encerada. Para variedades que ainda produzem, restam cerca de 2% da colheita. Considerando todas as variedades, uma caixa de 40,8 kg terá 223 frutos, nove a menos do que o estimado em dezembro.
Fonte: Dinheiro Rural

Usinas da Biosev no Centro-Sul retomarão moagem em março

As atividades de moagem de cana-de-açúcar pelas usinas da Biosev, braço sucroenergético da Louis Dreyfus Company (LDC), localizadas no Centro-Sul do Brasil serão retomadas em março, disse nesta sexta-feira, 10, o presidente da companhia, Rui Chammas, em teleconferência com analistas e investidores. “Nossas unidades no Nordeste continuarão operando, enquanto as do Centro-Sul voltarão em março. Isso está no nosso cronograma, e agora estamos fazendo os reparos necessários (nas usinas)”, explicou. A temporada de cana tem início, oficialmente, em abril.
Na quinta à noite, a Biosev reportou lucro líquido de R$ 42,78 milhões no terceiro trimestre do ano-safra 2016/17, correspondente aos meses de outubro, novembro e dezembro. O resultado reverteu prejuízo de R$ 96,20 milhões registrado em igual momento do ciclo anterior. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 395,70 milhões, uma diminuição de 9,6%.
As usinas da companhia moeram 0,7% menos cana-de-açúcar no trimestre, com 7,86 milhões de toneladas. No acumulado da safra, o processamento atinge 29,13 milhões de toneladas (mais 1,9%).
A Biosev nasceu em 2009, a partir da fusão da LDC Bioenergia com a Santelisa Vale, uma das maiores companhias nacionais na produção e processamento de cana-de-açúcar. Ela é a segunda maior processadora de cana do mundo, com 11 unidades industriais localizadas em quatro polos agroindustriais no Brasil. A capacidade total de moagem é superior a 36 milhões de toneladas por safra.
Fonte: Dinheiro Rural

Brasil poderá exportar material genético, como ovos férteis, para o México

O México autorizou a importação de material genético avícola do Brasil, informou nesta quinta-feira, 09/02/17, em nota, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O comunicado oficial, emitido pelo Serviço Nacional de Sanidade, Inocuidade e Qualidade Agroalimentária (Senasica) do México, foi feito no dia 3, em carta enviada à embaixada brasileira no país latino-americano.
Conforme a ABPA, 13 empresas do Brasil foram habilitadas a embarcar ovos férteis e ovos embrionados SPF, ou seja, livres de patógenos específicos. “As habilitações ocorrem após visita técnica realizada pelo serviço oficial do México, sob coordenação do Ministério da Agricultura brasileiro, entre os dias 19 e 28 de setembro do ano passado”, disse a associação, na nota, acrescentando que essa autorização é válida por dois anos.
Para o presidente executivo da ABPA, Francisco Turra, os efeitos positivos da abertura do México à genética avícola brasileira vão além das empresas habilitadas. “Em um momento em que vemos mais de 40 nações atingidas por problemas com influenza aviária nos últimos três meses, a abertura do mercado mexicano para um segmento tão sensível a questões sanitárias demonstra o reconhecimento internacional ao status do Brasil”, afirma Turra. “O País é o único entre os grandes produtores mundiais a nunca registrar a enfermidade em seu território.”
De acordo com a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), a produção brasileira de frango continuará crescendo em torno de 5% ao ano e atingirá 14 milhões de toneladas em 2017. Em 2016, o país ultrapassou a China e deve se consolidar pelo segundo ano consecutivo como o segundo maior produtor mundial, superado apenas pelos Estados Unidos. Já o país asiático vem apresentando indícios de retração para os próximos anos. Já nas exportações, o crescimento deve ficar entre entre 5% e 6% em volume, mas com uma receita até 3,5% abaixo de 2016. O Brasil deve exportar 4,3 milhões de toneladas de carne de frango este ano, e a receita gerada pode chegar a US$ 6,6 bilhões.
Fonte: Dinheiro Rural

Estudo da Conab revela fatores que determinam o custo de produção da soja

Fertilizantes, agrotóxicos, operações com máquinas, sementes e a depreciação de implementos são os itens que mais pesam nos custos de produção da soja no Brasil. Os dados estão no segundo volume do Compêndio de Estudos da Conab, sob o título "Evolução dos custos de produção de soja no Brasil", lançado nesta terça-feira (6), durante o anúncio do 12º levantamento da safra 2015/2016 de grãos.

O trabalho apresenta informações a respeito da evolução dos custos da soja entre os anos-safra 2007/08 e 2015/16. Segundo a pesquisa, realizada pela Superintendência de Informações do Agronegócio da Companhia, os itens listados representam, em média, 68,80% do custo operacional da produção de soja. No que se refere aos agrotóxicos, por exemplo, o estudo também indica que a opção por lavouras convencionais ou transgênicas não é mais uma decisão embasada somente na obtenção de custos de produção mais vantajosos, mas na exigência de mercado.

O documento revela, ainda, a ampliação da participação das sementes no custo operacional ao longo dos anos. O aumento identificado é de 3,41%, o que representa a crescente importância do componente genético e seu papel fundamental na produção da oleaginosa no Brasil.

A soja é a cultura que apresenta maior volume de produção no Brasil, respondendo por aproximadamente 48% da safra de grãos. Os bons resultados obtidos estão relacionados aos investimentos feitos em todas as etapas do cultivo, desde o preparo do solo até a colheita.

Os compêndios são uma série de publicações da Conab cujo objetivo é promover o debate e a propagação de conhecimento nos segmentos da agropecuária, abastecimento e segurança alimentar e nutricional. O primeiro volume foi lançado em junho, com as perspectivas de diversificação e de investimentos na produção de arroz, trigo e feijão.

Confira aqui o estudo completo.

Preços do sebo bovino em alta

A oferta limitada de sebo tem pressionado para cima o mercado de sebo bovino e, apesar da demanda pelo produto não ser grande, os preços tiveram valorizações.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central o sebo está cotado em R$2,20/kg, alta de 2,3% na comparação semanal.

No Rio Grande do Sul a valorização do sebo, assim como no Brasil Central, também foi de 2,3% e o produto está cotado em R$2,25/kg.

Para o curto e médio prazos a perspectiva é de que, devido à oferta restrita, a pressão de alta persista no mercado.

Queda na demanda exerce pressão de baixa no mercado do couro verde

Mesmo com a oferta limitada de couro a demanda está baixa e os curtumes encontram dificuldade no escoamento do produto.
No Brasil Central, apesar da pressão baixista no mercado os preços se mantiveram estáveis em relação à última semana. Segundo levantamento da Scot Consultoria, na região o couro verde está cotado em R$2,50/kg, considerando o produto de primeira linha.
Já no Rio Grande do Sul a menor demanda resultou em desvalorização. O couro verde comum está cotado em R$2,65/kg, queda de 3,6% frente à última semana.
A queda do dólar frente ao real colabora com este cenário, uma vez que volume de couro exportado vem diminuindo na comparação com o início do ano.

Mapa cria novas normas para controle do cancro cítrico

Serviços sanitários e produtores têm 180 dias para se adaptarem às exigências.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estabeleceu novas regras para o controle do cancro cítrico no Brasil. Esta praga quarentenária, sob controle oficial no país, provoca manchas em frutos como laranja e limão, comprometendo a comercialização.
Segundo a instrução normativa n° 37, publicada nesta terça-feira (6), no Diário Oficial da União, os estados e o Distrito Federal deverão adotar práticas para a erradicação das plantas infectadas e para o controle da bactéria Xanthomonas citri subsp. citri, causadora do cancro. 

Na impossibilidade de adoção das medidas, os serviços de sanidade vegetal das unidades da Federação poderão estabelecer, junto com os agricultores, uma alternativa denominada Sistema de Mitigação de Risco. É um conjunto de práticas integradas para reduzir o risco associado à praga nos produtos comercializados. 

“As regras são o resultado de mais de dois anos de estudo, que mobilizaram especialistas e agentes envolvidos no controle da praga no país”, diz o diretor do Departamento de Sanidade Vegetal do Mapa, Marcus Coelho.

A instrução normativa vai entra em vigor dentro de 180 dias. De acordo com o diretor do DSV, o prazo é necessário que os agricultores e os serviços estaduais de sanidade vegetal se preparem para a adequação às novas regras.
Confira aqui a instrução normativa.
Mais informações à imprensa:
Assessoria de comunicação social
imprensa@agricultura.gov.br

Inscrições do Rédeas de Ouro são prorrogadas

Foram prorrogadas as inscrições para as disputas do Campeonato Nacional, Potro do Futuro e Snaffle Bit da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC). Os competidores devem confirmar sua presença no evento até o dia 12 de setembro.

O Rédeas de Ouro 2016 será realizado entre os dias 19 e 25 de setembro no Haras Raphaela, em Porto Feliz/SP. Ao longo destes sete dias, admiradores do cavalo Crioulo e do esporte equestre testemunharão a briga pelo título da modalidade que mais cresce no país e que, além de revelar os melhores competidores do ciclo, irá distribuir mais de R$ 150 mil em prêmios.

A equipe responsável por garantir o sucesso do evento já foi escalada. Hiram Resende, Leonardo Feitosa, Fabrício Suris, Paulo Koury e Ricardo Heyman integrarão o corpo de jurados da prova. Marcos Antônio Jr. cumprirá o papel de juiz de equipamentos. E, ainda, Gustavo Arhanitsch, profissional credenciado à ABCCC, ficará responsável pela supervisão técnica.

Clique aqui para fazer a sua inscrição e aqui para acessar a circular do Rédeas de Ouro 2016.

Programação

16/09/2016 (sexta-feira)
14h - Sorteio da ordem de entrada das categorias

19/09/2016 (segunda-feira)
8h - Entrada dos animais

21/09/2016 (quarta-feira)
9h às 21h - Treino livre
16h - Concentração de Machos

22/09/2016 (quinta-feira)
8h às 12h - Treino pago
16h - Primeira passada Nacional Aberta
19h - Final Rédeas de Ouro - Snaffle Bit

23/09/2016 (sexta-feira)
9h - Final Rédeas de Ouro - categoria Principiante Aberto
14h às 17h - Treino pago
19h - Final Rédeas de Ouro - categoria Potro do Futuro Aberto

24/09/2016 (sábado)
9h - Repescagem Nacional Aberta
12h - Sorteio ordem de entrada finalistas
14h - Selo de Raça
18h30 - Abertura oficial
19h - Final Rédeas de Ouro - categoria Nacional Aberta

25/09/2016 (domingo)
9h - Final Rédeas de Ouro - Principiante Amador, Potro do Futuro Amador, Iniciante Amador e Nacional Amador

Preço do 'arroz e feijão' sobe menos e inflação da baixa renda perde força

De julho para agosto, variação da dupla passou de 12,99% para 1,26%. No ano, o IPC-C1 acumula alta de 5,85% e de 9,29% em 12 meses.


A inflação da baixa renda perdeu força de julho para agosto, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), que calcula a variação de preços para famílias que ganham de 1 a 2,5 salários mínimos, ficou em 0,20%, depois de avançar 0,34% no mês anterior.

No ano, o indicador acumula alta de 5,85% e de 9,29% nos últimos 12 meses.
De um mês para o outro, registraram taxas menores os grupos de gastos com alimentação (de 0,66% para 0,39%), saúde e cuidados pessoais (de 0,77% para 0,39%), vestuário (de 0,20% para -0,13%), educação, leitura e recreação (de 0,71% para 0,27%) e despesas diversas (de 0,06% para -0,04%).
Na contramão, subiram ainda mais os preços de transportes (de -0,06% para 0,20%) e comunicação (de -0,15% para 0,05%). Já o grupo habitação não registrou variação pelo segundo mês consecutivo.
A taxa para a baixa renda ficou abaixo da registrada para o conjunto da população, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR), que atingiu 0,32% em agosto e 8,48%, nos últimos 12 meses.
Veja a variação de preços de alguns itens:
Arroz e feijão (de 12,99% para 1,26%)
Artigos de higiene e cuidado pessoal (de 2,17% para 0,89%)
Calçados (de 0,12% para -0,50%)
Passagem aérea (de 2,97% para -5,71%)
Bilhete lotérico (de 15,44% para 0,00%)
Tarifa de ônibus urbano (de -0,37% para 0,43%)
Tarifa de telefone móvel (-0,26% para 0,29%)
Tarifa de eletricidade residencial (de -1,93% para -1,37%)
Eletrodomésticos e equipamentos (0,64% para 0,04%)

Melancia e pepino estão mais em conta, diz Ceagesp

Outros preços em baixa são morango, berinjela, espinafre e cebola.
Mamão formosa e papaia, limão taiti e banana prata estão mais caros.


A Companhia de Entreposto e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) divulgou a lista de produtos com os preços no atacado em baixa, estáveis ou em alta nesta semana. Veja abaixo:
Preços em baixa
Morango, manga tommy, abacate margarida, carambola, lima da pérsia, melancia, coco verde, abobrinha italiana, berinjela, pimentão verde, tomate rasteiro, batata doce rosada, beterraba, cenoura, gengibre, inhame, mandioca, abóbora moranga, pepino comum,  rabanete, beterraba com folha, brócolos ninja, espinafre, chicória, alfaces, coentro, escarola, rúcula, couve manteiga, alho porró, repolho, acelga, nabo, cenoura com folha, salsa, cebolinha, milho verde, alho chinês, batata lavada, cebola nacional e canjica.

Preços estáveis
Laranja pera, laranja lima, tangerina murcot, melão amarelo, laranja seleta, manga palmer, maracujá azedo, caju, acerola, graviola, cara, abóbora japonesa, abóbora paulista, chuchu, pepino caipira, pepino japonês, pimentões vermelho e amarelo, couve-flor, erva-doce.

Preços em alta
Mamão formosa, mamão papaia, limão taiti, banana prata, uva niágara, pinha, figo roxo, goiaba vermelha, maçã nacional, maçã importada, pera importada, manga hadem, tomate pizzad`oro e carmem, abóbora seca, batata doce amarela, abobrinha brasileira, brócolos comum, ervilha torta, quiabo liso, mandioquinha, vagem macarrão e ovos.

IBGE prevê safra de grãos 11,1% menor que em 2015

Em agosto, estimativa da safra de 2016 é de 186 milhões de toneladas. Previsão da área a ser colhida, de 57,4 milhões de hectares, caiu também.


(Safra de grãos deverá ficar menor do que a registrada em 2015.)
Em agosto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estimou que a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas (algodão herbáceo, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, soja, aveia, centeio, cevada, girassol, sorgo, trigo e triticale) somou 186,1 milhões de toneladas. O valor é 11,1% inferior à registrada em 2015.
A previsão da área a ser colhida, de 57,4 milhões de hectares, também recuou 0,4% em relação ao verificado no ano passado.
Na comparação com a estimativa de julho, a produção caiu 1,5%, e a área foi reduzida a 226,8 mil hectares. O arroz, o milho e a soja representaram 92,6% da estimativa da produção e responderam por 87,8% da área a ser colhida.
Em relação ao ano anterior, houve alta de 3% na área colhida da soja e reduções na área do milho (-1,3%) e arroz (-9,8%). Quanto à produção, a estimativa aponta queda de 0,8% para a soja, 14,9% para o arroz e de 23,4% para o milho.
Estados
O volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição:
Centro-Oeste: 76,5 milhões de toneladas (-14,9% sobre 2015);
Sul: 73,3 milhões de toneladas (-3,5% sobre 2015)
Sudeste: 19,7 milhões de toneladas (2,3% sobre 2015);
Nordeste: 10,3 milhões de toneladas (-38,1% sobre 2015)
Norte: 6,3 milhões de tonelada (-17,9% sobre 2015).

Farsul apresenta resultado das cultivares de soja 2015/2016

A época do plantio de soja nas três micro regiões do zoneamento agrícola do Rio Grande do Sul no ano passado influenciou diretamente no desempenho das lavouras, impactando numa diferença de produtividade de até 2 mil kg por hectare. O dado faz parte do Ensaio de Cultivares em Rede (ECR) da safra 2015/2016 elaborado pela Fundação Pró-Sementes em parceria com o Sistema Farsul apresentado no dia 18/7 na entidade.
Pela 1ª vez, o levantamento considerou três épocas de plantio, de meados de outubro a dezembro, com o objetivo de detalhar ainda mais para o produtor o rendimento de cada tipo de semente considerando também a sazonalidade. “Os resultados mostraram a importância de incluir no planejamento da lavoura a melhor época de plantio considerando questões como características de clima e de solo”, afirmou o diretor Técnico e Administrativo da Fundação Pró-Sementes, José Hennigen,
O levantamento também deixou evidente a diferença de rendimento de uma mesma área dependendo da semente utilizada. “Estamos falando em variações de rendimento de até 30 sacos por hectare. As variedades mais produtivas variam conforme a época de semeadura”, afirmou Hennigen.
De uma maneira geral, o clima foi bastante positivo para a cultura na última safra, com exceção de alguns municípios da micro região 101, na metade Sul do Estado, que sofreu com muita chuva na época do plantio. Embora o clima estivesse adequado, algumas áreas das regiões 102 e 103 atrasaram a semeadura por conta do atraso da colheita do trigo. O Ensaio testou 2,8 mil parcelas de soja com 46 cultivares com representatividade comercial e indicadas pelo Zoneamento Agrícola do Ministério da Agricultura.
Cachoeira do Sul foi o município que apresentou melhor desempenho na região 101 com a cultivar 6563 , que obteve produtividade de 7119 kg/ha na 2ª época de plantio. Conforme a engenheira agrônoma, Kassiana Kelh, responsável pela apresentação do levantamento, o município apresentou diferenças importantes entre as três épocas. O período de melhor produtividade coincidiu com a presença de maior luminosidade na formação da lavoura e menos chuva.
A 1ª época de plantio foi a que apresentou melhor resultado na região 102. A BMX Vanguarda IPRO obteve 5955 quilos por hectare.
Na microrregião 103, a melhor produtividade foi obtida no plantio da 1ª época com a FPS Paranapanema, com resultado de 5,438 kg/ha. Segundo Kassiana, a região apresentou diferença de 2 mil quilos por hectare entre a 1ª e a 2ª época, especialmente por conta da influência forte da ferrugem.
Hennigen destacou que o custo da semente é um dos menores da lavoura. “Por isso, é extremamente válido buscar a informação da melhor variedade que se adapta à cada região e período de plantio”, afirmou.
O presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, comentou a velocidade de renovação das cultivares ofertadas por conta do avanço das pesquisas na área. “Das cultivares utilizadas no Estado em 2008, quando iniciamos este levantamento, apenas duas ainda figuram no levantamento atual”, comentou. “Isso mostra o quanto estamos evoluindo e o quanto ainda podemos evoluir”, disse. Sperotto . Ele ressaltou a importância dos produtores terem acesso ao levantamento para que possam obter os melhores resultados possíveis nas lavouras. “Além dos meios que já dispomos para o acesso aos dados, essas informações deveriam ser multiplicadas a partir de treinamentos dos produtores e trabalhadores rurais para que possam usar as novas tecnologias da melhor forma”.
Realizado há nove anos, o estudo avalia o desempenho de novas cultivares de soja registradas e indicadas pelo Zoneamento Agrícola de risco climático, e tem por objetivo orientar o produtor na tomada de decisão sobre a melhor semente de acordo com as condições e características de sua região.
Os resultados completos do estudo estão na publicação “Desempenho de Cultivares de Soja Indicadas para o Rio Grande do Sul – Safra 2015/2016” estão disponíveis no site www.farsul.org.br e na página da Fundação Pró-Sementes para o ECR: www.cultivares.com.br . Interessados também poderão acessar o conteúdo na sede da Farsul e nos sindicatos rurais do interior.

IIPR tem maior alta em 46 meses

O Índice de Preços Recebidos pelos produtores Rurais(IIPR) registrou a o maior aumento em 46 meses, chegando a 8,99% em junho. Esta é a terceira alta consecutiva do indicador que já atinge um crescimento de 11,8% no ano. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice é de 31,34%. Os números foram divulgados pela Assessoria Econômica do Sistema Farsul nesta terça-feira (19/7).
Soja e trigo com 10%, arroz (7%), milho (6%) e suínos(23%) foram os principais item que colaboram com o aumento do IIPR no último mês. Já o IPCA Alimentos registra um aumento de 4,42% no ano e 12,85% no acumulado dos últimos 12 meses. A trajetória diferente entre os indicadores comprova, mais uma vez, que é equivocada a tentativa de relacionar os preços pagos aos produtores com o praticado nas gôndolas dos supermercados.
Já o IICP de junho apresenta uma alta de 0,64% após quatro meses de queda consecutiva, confirmando a projeção feita pela Farsul de maio ser o melhor mês para a compra de insumos.  No acumulado do ano o indicador mostra uma deflação de 0,72% e, em 12 meses, uma inflação de 5,09%. Os fertilizantes acumulam uma queda média de 19% em 2016, mas essa redução não se reflete em todos os produtos. Os agroquímicos não acompanham a queda da taxa de câmbio e apresentam aumentos que podem chegar a 19% no ano.



Fonte: Farsul

Festival Internacional de Folclore inicia em clima de festa e emoção

“No colorido de tanta diversidade, as diferenças é que nos tornam iguais, unir culturas traz riqueza e crescimento e uma verdade que não se apaga jamais”. Ao som da Canção da Diversidade, o 44º Festival Internacional de Folclore teve início nesta sexta-feira, 15 de julho, na Rua Coberta, em Nova Petrópolis. A abertura oficial do maior evento cultural da Serra Gaúcha ocorreu com o Acendimento da Chama Folclórica e a apresentação do espetáculo “Dançando Nossa Cultura”. Durante 17 dias ininterruptos, Nova Petrópolis será o reduto de culturas de diversas partes do mundo, todas unidas para celebrar o 44º Festival Internacional de Folclore. 

A abertura oficial do evento enalteceu o esforço cooperativo entre todos os envolvidos no Festival Internacional de Folclore de Nova Petrópolis. Valorizou grupos folclóricos, patrocinadores, apoiadores, público, equipes de trabalho, todos que colaboram para fazer o melhor espetáculo cultural da Serra Gaúcha. As Soberanas do Folclore Alemão, Rainha Franciele Simon, 1ª Princesa Bárbara Neumann e 2ª Princesa Aline Marcon traduziram, em três idiomas, o espírito do Festival Internacional do Folclore, que une diferenças e torna todos iguais.

O Grupo de Danças Folclóricas Alemãs Volkstanzgruppe Bergtal, da localidade de São José do Caí, foi responsável pelo Acendimento da Chama Folclórica. A centelha ficará acesa até o último dia desta grande festa cultural, representando a cultura viva e em movimento, a diversidade de sons, de ritmos e cores, o calor humano e a fraternidade transmitidos e preservados de geração em geração.
O espetáculo “Dançando Nossa Cultura” foi organizado e coreografado pelos integrantes da Associação dos Grupos de Danças Folclóricas Alemãs de Nova Petrópolis (AGDFA-NP), retratando a história da entidade e a união entre os dançarinos que preservam tradições e costumes. Em um misto de tradição e contemporaneidade, os grupos folclóricos trouxeram energia, ritmo e emoção ao palco do 44º Festival Internacional de Folclore de Nova Petrópolis. 


“A diversidade é o que nos une” é tema do evento que reúne, aproximadamente, mil dançarinos, músicos e artistas. A comissão organizadora do evento espera receber 120 mil pessoas, de 15 a 31 de julho. Para a edição 2016, o Festival Internacional de Folclore terá grandes atrações no palco principal. Cinco grupos folclóricos internacionais, nove nacionais e seis regionais estarão em Nova Petrópolis para mostrar sua arte e cultura. O Município também conta com 23 grupos locais que representarão o Jardim da Serra Gaúcha no evento. Os visitantes do festival terão a oportunidade de prestigiar grupos folclóricos da Argentina, Peru e Polônia, além dos Estados brasileiros de Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Paraná e São Paulo.


A Feira de Artesanato também é parada obrigatória para os visitantes. Mais de 20 estandes com artesanato das mais diversas nacionalidades estarão presentes no evento durante os 17 dias de programação, das 09h às 21h. A feira está localizada junto ao palco do evento, onde artesãos expõem e comercializam seus produtos e artigos.


Kartoffelküchelchen, bratwurst, pretzel e apfelstrudel são algumas das delícias que estarão à disposição na praça de alimentação do Festival Internacional de Folclore. O tradicional chopp é uma excelente opção para acompanhar o bolinho de batata, o pão com salsicha alemã, a torta de maçã, além de cucas, linguiça cozida e saladas. Três espaços de gastronomia e um de bebidas estão dispostos na Rua Coberta. 


Apresentações culturais no Parque Aldeia do Imigrante durante os fins de semana levam o Festival de Folclore às suas raízes, como inovação na 44ª edição. A Rainha do Folclore Alemão, Franciele Simon, a 1ª Princesa Bárbara Neumann e a 2ª Princesa Aline Beatriz Marcon promovem o 1º Chá das Soberanas do Festival de Folclore. Mais de 40 ex-rainhas e princesas participaram do encontro no sábado, 16 de julho, no Centro de Convivência do Parque Aldeia do Imigrante.


Além das apresentações de danças folclóricas, o Festival Internacional de Folclore conta ainda com desfiles de integração; baile infantil; os tradicionais jogos germânicos, tais como, corrida de tamancos, pregar o prego, chopp em metro, arremesso de chopp e bolão de corda; as Celebrações da Vida, da Paz e da Diversidade; entre outras atrações. Oito Noites Culturais envolvem a comunidade com o evento e levam o Festival de Folclore para as localidades do interior do Município. Como atividades paralelas, o evento oferece as oficinas de gastronomia, artesanato, danças e jogos da diversidade. 


O 44º Festival Internacional de Folclore é uma realização da Associação dos Grupos de Danças Folclóricas Alemãs, Prefeitura de Nova Petrópolis e Secretaria de Estado da Cultura. O evento integra o calendário anual da IOV – Organização Internacional de Folclore e Artes Populares; conta com apoio da Rota Romântica e Banco do Brasil; é financiado pelo Pró-Cultura RS e Ministério da Cultura. O festival conta com o patrocínio de Banrisul, Corsan, Dakota, Piá, Sicredi, Sugar Shoes e Suibom.

Fonte: Festival Internacional de Folclore