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Nova Zelândia realiza workshop sobre produção eficiente e rentável de lácteos na Expointer 2013

Objetivo é apresentar trabalho desenvolvido por empresas neozelandesas

(Empresas neozelandesas apresentam tecnologia avançada em criação e tratamento de gado de leite)
 
A Embaixada da Nova Zelândia e a New Zealand Trade and Enterprise (NZTE), agência para o fomento do comércio internacional deste país, realizará na próxima sexta, dia 30, às 14h, no Auditório do Parque de Exposições da Expointer, o workshop “O aumento da produtividade na pecuária: a experiência da Nova Zelândia na qualidade do leite”.

O objetivo da iniciativa é oferecer uma importante oportunidade aos visitantes da Expointer, uma das maiores feiras agropecuárias da América Latina, que poderão conhecer de perto o trabalho desenvolvido pela Livestock Improvement Corporation NZ Brasil, Instrument Supplies Limited Animal Health, PGW Sementes e QCONZ. Juntas, essas companhias mostrarão aos criadores e produtores brasileiros o que há de mais moderno e já comprovado em genética, saúde animal, pastagens e qualidade do leite, respectivamente.

A discussão de experiências em inovação e tecnologia, que resultaram em notável aumento da eficiência na produção de lácteos nas fazendas de diversos países em que essas empresas atuam, incluindo o Brasil, será o foco principal das atividades do workshop.

Programação

30 de agosto de 2013 (sexta-feira), às 14h
Local: Auditório da Expointer
14h - Abertura
Embaixador da Nova Zelândia no Brasil, Jeffrey McAlister
Secretário de Agricultura do RS, Luiz Fernando Mainardi
14h10 - Gestão de Qualidade do Leite na Nova Zelândia
Palestrante: Bernard Woodcock- QCONZ
14h25 - Melhoramento Genético integrado à Indústria Leiteira
Palestrante: Rejane Palmerio- LIC NZ Brasil
14h40 - Inovações forrageiras para uma pecuária competitiva             
Palestrante: Homero de Boni Júnior- PGW Sementes
14h55 - Tecnologia Aplicada à Saúde Animal
Palestrante: Renato Rocha- Instrument Supplies Limited
15h10 - Perguntas e Respostas
15h20 - Encerramento

Sebrae de Santa Catarina ensina produtores de leite a se tornarem mais competitivos

Brasil é um dos países com o maior custo de produção por unidade de leite, o que o deixa pouco competitivo no mercado internacional

(Meta do Brasil é aumentar em 70% a produção de leite nacional em 10 anos)
 
O Brasil é o quarto maior produtor de leite do mundo. Para superar essa colocação, o país precisa aumentar a competitividade e reduzir os custos de produção. A meta é aumentar em 70% a produção de leite nacional em 10 anos, chegando a 57,6 bilhões de litros de leite em 2023.

Os produtores estão passando por um ótimo período na atividade leiteira, com valores pagos próximos a R$ 1 por litro, o que é suficiente para cobrir com folga o custo de produção de muitas propriedades. Mas, ainda há produtores que estão em dificuldades e, mesmo com altos preços pagos, têm baixa margem de lucro. Para auxiliar os produtores a se tornarem mais competitivos, o Sistema de Inteligência Setorial (SIS), um projeto do Sebrae/SC, desenvolveu um relatório com os principais componentes do custo do litro de leite, trazendo ações que podem ser tomadas para baratear esse alimento e possibilitar maiores ganhos.

O preço alto pago ao produtor é reflexo da baixa produção de leite no campo, devido à entressafra, ocasionando baixa oferta de leite às indústrias, o que aumenta a disputa entre os laticínios que pagam mais pelo litro. Internacionalmente, a produção de leite do maior exportador do mundo, a Nova Zelândia, foi afetada por uma forte seca, o que ocasionou uma intensa redução da oferta de leite no mercado internacional, puxando os preços para cima.

– O Brasil é um dos países com o maior custo de produção por unidade de leite, o que significa que somos pouco competitivos no mercado internacional de lácteos. Mas existem ações que os empresários podem realizar para baixar os custos e medidas que o país pode adotar para ser um exportador – destaca Marcondes da Silva Cândido, gerente da unidade de Gestão Estratégica do Sebrae/SC.

O primeiro passo é fazer uma análise dos custos da empresa, identificando os pontos fortes e as deficiências dos resultados técnicos e econômicos, para, então, agir e solucionar os problemas da atividade leiteira. Para que se obtenha um resultado real da atividade, é preciso analisar a área total de terra, a área utilizada para a produção, máquinas, equipamentos, construções, mão de obra, preço do leite e dos insumos, número de vacas, índices técnicos e econômicos e, principalmente, a disponibilidade de forragens.

Os custos são divididos em fixos (gastos com estrutura, impostos, seguro, manutenção e mão de obra) e variáveis (aqueles que aumentam ou diminuem conforme a variação do rebanho e da produção de leite).

Quando a receita da venda do produto cobre todos os custos, a empresa leiteira é estável, está crescendo e pode investir com segurança. Se a receita cobre apenas os custos variáveis, a empresa tende a sustentar-se apenas em médio prazo e, muitas vezes, inicia a descapitalização da propriedade.

Para baixar os custos de produção, é fundamental depender pouco de insumos externos à empresa rural.
– Só haverá lucro se a diferença entre o preço de venda e os custos totais, que são a soma dos custos fixos mais os variáveis, for positiva – explica Marcondes da Silva Cândido.

Nova Zelândia mostra na Expointer 2013 tecnologias que tornarão o produtor rural brasileiro mais eficiente

(No estande do país, visitantes da feira poderão conhecer e contatar representantes de algumas das principais empresas neozelandesas presentes no Brasil; companhias são reconhecidas por assegurarem alta produtividade e rentabilidade aos criadores)
 
A Embaixada da Nova Zelândia no Brasil e a New Zealand Trade and Enterprise (NZTE), agência para o fomento do comércio internacional deste país, trazem para a Expointer 2013 quatro companhias neozelandesas reconhecidas pelas suas práticas inovadoras em prol de uma agricultura baseada em sistemas de produção de alimentos mais eficientes.


Juntas, as quatro empresas – LIC NZ Brasil, ISL Animal Health, PGW Sementes e QCONZ, mostrarão aos criadores e produtores brasileiros o que há de mais moderno e já comprovado em genética, saúde animal, pastagens e qualidade do leite, respectivamente. A Nova Zelândia contará com um espaço situado no Pavilhão Internacional e representantes das quatro companhias estarão à disposição do público.

Por meio da eficiência, alta produtividade e inovação a Nova Zelândia tem se mostrado um dos países mais importantes do mundo na pesquisa e desenvolvimento do agronegócio. Durante a Expointer 2013, as empresas presentes no estande do país poderão compartilhar um pouco de sua experiência já comprovada com os participantes, mostrando que o emprego de suas técnicas em fazendas do Brasil e outros países elevam o desempenho de sistemas agrícolas, tornando-os mais produtivos e eficientes.

Com origens em 1901, a Expointer acontece anualmente no município de Esteio, no Rio Grande do Sul, e é um importante espaço para o intercâmbio de tecnologia agrícola, possibilitando a comercialização de máquinas, implementos e novidades técnicas da área. Atenta às necessidades de um nicho importante deste mercado, o dos criadores rurais, a Nova Zelândia aposta na inovação em tecnologia agrícola como uma das principais contribuições para o mercado brasileiro.

A LIC NZ Brasil (Livestock Improvement Corporation) é uma cooperativa focada em alta produtividade para a indústria de laticínios, desenvolvendo pesquisas de ponta em genética bovina. A LIC é uma empresa de melhoramento de fazendas e é responsável por 3 de cada 4 vacas leiteiras da Nova Zelândia. Seus produtos e serviços se destacam pelo alto desempenho, rentabilidade e sustentabilidade em exploração leiteira.

 Já a ISL Animal Health tem mais de 30 anos de experiência na área de saúde animal, desenvolvendo produtos que dinamizam práticas e técnicas para a aplicação de medicamentos. Com a ajuda da ISL, fazendeiros de todo o mundo conseguem manter a saúde e produtividade de seus rebanhos por meio de aplicadores resistentes, que garantem a dose ideal, sem desperdício de medicamentos, e de fácil manuseio.

Líder mundial no setor de sementes forrageiras, a PGW Sementes Brasil (pertencente ao grupo PGG Wrightson Seeds) mostrará aos visitantes da Expointer sua gama de produtos e serviços baseados em avançadas pesquisas científicas. Suas pastagens são capazes de assegurar elevados índices de retorno de investimentos baseado em performance animal superior, propiciando uma alimentação saudável e rica aos animais.

A QCONZ (Quality Consultants of New Zealand), por sua vez, trabalha com o controle de qualidade e auditoria voltadas para a produção de leite, fornecendo suporte para o gerenciamento de negócios sustentáveis para os laticínios. Seus estudos são específicos para as necessidades do negócio agrícola, e oferecem ferramentas e serviços indispensáveis para os empresários do setor. A QCONZ avalia, por exemplo, meios de melhorar a qualidade do leite e tem alcançado resultados efetivos em fazendas brasileiras e de diversas partes do mundo.

“Trazendo o exemplo de produtividade, eficiência e inovação tecnológica da Nova Zelândia para os criadores rurais brasileiros nós esperamos, de alguma forma, também contribuir para os negócios e avanços nessa área tão promissora no Brasil, que possui todas as condições de se tornar um parceiro-chave das empresas da Nova Zelândia”, completa o Embaixador da Nova Zelândia no Brasil, Jeffrey McAlister.

“Ao possibilitar a troca de experiências entre as empresas neozelandesas e o público brasileiro, a NZTE une duas nações reconhecidas pelo destaque agrícola”, afirma Xymena Wasilewska, executiva da NZTE no Brasil.

Workshop

A Embaixada da Nova Zelândia realizará no dia 30 de agosto (sexta-feira), às 14h, no Auditório do Parque de Exposições da Expointer o workshop "O aumento da produtividade na pecuária: a experiência da Nova Zelândia na qualidade do leite”.

O objetivo é dar a oportunidade para que os visitantes da Expointer conheçam o trabalho desenvolvido pelas empresas neozelandesas com vistas a aumentar a eficiência na produção de lácteos.

O workshop contará com a empresa do secretário de Agricultura, Pecuária e Agronegócios do Estado do Rio Grande do Sul, Luiz Fernando Mainardi, e do embaixador da Nova Zelândia no Brasil, Jeffrey McAlister.


Serviço – Nova Zelândia na Expointer 2013
Quando: de 24 de agosto a 1 de setembro de 2013
Onde: Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, Esteio, RS

Sobre New Zealand Trade and Enterprise (NZTE)
A New Zealand Trade and Enterprise (NZTE) é a agência para o desenvolvimento do comércio internacional da Nova Zelândia. Sua atividade principal é oferecer suporte para que os negócios do país gerem alianças estratégicas e fomentem relações comerciais em nível internacional. Por meio de uma rede de 45 escritórios, a NZTE conecta os empreendimentos da Nova Zelândia ao mundo, compartilhando oportunidades, conhecimento, experiência e contatos.

Governador do RS anuncia medidas para qualificar pecuária gaúcha

Projeto de lei da rastreabilidade será encaminhado à Assembleia na próxima semana

(Medida visa impedir a sonegação de impostos e dar continuidade a projetos de qualificação da pecuária)
 
O governador Tarso Genro confirmou nesta quinta, dia 4, durante o V Seminário O Pampa e o Gado, em Lavras do Sul, que o Executivo estadual vai enviar à Assembleia Legislativa, na próxima semana, um projeto de lei que institui a identificação individual do rebanho bovino. A rastreabilidade bovina será obrigatória e gratuita para os pecuaristas. Além de evitar o abate clandestino no Estado, a medida visa impedir a sonegação de impostos e dar continuidade a projetos de qualificação da pecuária.

– A rastreabilidade vai atacar isso em dois níveis: a sonegação de impostos - que permitirá ao estado arrecadar mais para investir na própria sustentabilidade; e na continuidade aos projetos de qualificação da nossa pecuária – disse.

Também foram anunciados investimentos de R$ 1,3 milhão para um conjunto de programas de fortalecimento à ovinocultura gaúcha, principalmente ao processamento de lã produzida no Estado.

Projeto
O projeto vem sendo elaborado há dois anos na Câmara Setorial da Carne e enriquecido por visitas técnicas feitas a países como a Austrália, Nova Zelândia e Uruguai. Inicialmente, seria custeado por recursos do Governo Federal, alocados no orçamento da União através de uma emenda coletiva da bancada gaúcha no Congresso Nacional. Mas, a verba acabou sendo contingenciada e não foi liberada.

Tarso decidiu que o Estado custeará a iniciativa que pretende, ao fim de cinco anos, identificar todo o rebanho bovino do Rio Grande do Sul. Conforme o governador, a implantação da rastreabilidade, além dos benefícios diretos para o produtor e para o consumidor, também produzirá resultados positivos para os cofres estaduais, com a redução da sonegação, do abigeato e do abate clandestino.

– Aqueles que agem à sombra, que se beneficiam com aquelas práticas irregulares, ficarão perplexos – comentou.

Segundo o governador, o projeto também vai provocar uma competição de qualidade entre os produtores, ao invés de gerar uma disputa em torno do preço do produto.

– Melhora ainda a questão da saúde pública, porque esses abates clandestinos que estão fora do controle do Estado são transmissores de doença e, portanto, é ônus para o próprio Estado – disse.

O chefe do Executivo ressaltou ainda as ações voltadas ao fortalecimento da ovinocultura, como a organização da cadeia produtiva do setor, melhora na qualidade e aumento do peso da lã e dos rebanhos gaúchos, além da implementação de programas de melhoramento genético de reprodutores das raças de lã.

De acordo com o secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, o Rio Grande do Sul deixa de arrecadar cerca de R$ 60 milhões ao ano com a sonegação no setor da carne bovina. O secretário informou que, no ano passado, foram registrados cerca de dois milhões de nascimentos de bovinos no Estado, mas há indicadores de que nasceram entre 2,5 e 2,6 milhões de cabeças.

– Pelo menos 500 mil cabeças simplesmente desaparecem a cada ano - justificou o secretário.

Segundo Mainardi, o produtor ganhará uma importante ferramenta para melhor a gestão de sua propriedade e mecanismo de valorização do seu produto. Ele disse que o consumidor saberá o que está consumindo, onde foi produzido e em que condições. E o Estado, acrescentou, poderá melhorar consideravelmente seus controles sanitários.

O diretor-executivo do Sicadergs, Zulmar Moussale, saudou a medida e acrescentou que a adoção do sistema vai colocar a pecuária gaúcha num patamar de maior valorização.

– Há pelo menos 15 anos ouço falar em rastreabilidade, sem avanços concretos. Existe a possibilidade de ocorrer redução na ociosidade média da indústria, que hoje gira em torno de 35%. Em Santa Catarina, por exemplo, não só a bovinocultura de corte se beneficiou com a identificação, pois o frango se valorizou e, agora, eles estão exportando suínos para o Japão, o mercado mais cobiça no mundo – comentou Moussale.

O vice-presidente da Farsul, Gedeão Pereira, depois de elogiar o “diálogo muito franco” que o governo estadual mantém com as representações do setor primário, frisou que há algumas divergências de posicionamento em questões como a criação dos fundos para o desenvolvimento das cadeias produtivas e na rastreabilidade.

Morre Kian, uma lenda do Holandês Vermelho e Branco

Touro da bateria CRV Lagoa morreu aos 16 anos, na Holanda, depois de uma longa carreira de sucesso 

Morreu na Holanda, aos 16 anos, depois de uma longa carreira, o lendário Kian, destaque da bateria de Holandês Vermelho e Branco da CRV. Com 1,4 milhão de doses de sêmen vendidas, Kian é detentor do recorde mundial de vendas no Vermelho e Branco. O touro deixa um claro legado nas linhagens de ambas as variedades.

Kian (Andries x Sunny Boy) nasceu em 11 de junho de 1997. Internacionalmente, evoluiu para o touro Vermelho e Branco mais popular de todos os tempos. Devido às suas qualidades únicas, foi usado em grande escala em vacas da raça Holandesa e foi o primeiro touro Vermelho e Branco a produzir mais de um milhão de doses.

Depois de sua descoberta como touro reprodutor em 2002, Kian foi classificado entre os Top 5 dos mais utilizados por anos, ficando no topo por quatro anos consecutivos. Ele devia sua popularidade, em parte, ao fato de que suas filhas são vacas fortes, com pernas incríveis e pés com elevado teor de proteína e produção de tempo de vida.

Além da Holanda e Bélgica, muitas filhas de Kian se encontram em países como Brasil, Alemanha, África do Sul, Estados Unidos, República Tcheca e Nova Zelândia.

Em sua longa carreira, Kian também foi bem-sucedido como pai de reprodutores. Seus filhos Fidelity, Curtis e Kylian são amplamente elogiados por suas pernas fortes, entre outras qualidades. Seus netos, como Sherlock (Preto e Branco), Delta e Maicon, também se destacam.

Graças à sua imensa popularidade na Holanda e no exterior, com descendentes de sucesso, Kian corretamente pode ser chamado de touro lendário.

Las vacas que hacen el “haka”

Un grupo de tambos bonaerense importó un esquema de Nueva Zelanda con el que produce leche en el corazón sojero del país: Pergamino.

(En la bruma. Alonso Moreno es el tambero y socio del campo que maneja en Acevedo, cerca de Pergamino. Apuntan a la genética Jersey, Holando y a la cruza)

En pleno corazón sojero del norte bonaerense, la lechería da pelea con un sistema que ya implementan 13 establecimientos en total (algunos en el oeste). 
Genética cruza Jersey con Holando para lograr calidad y cantidad de leche, manejos con una fuerte impronta pastoril (más suplementación), pariciones estacionales y una gestión basada en el aporte de un socio administrador (que principalmente pone el capital y el “know how”) y un socio tambero (que aporta la fuerza de trabajo y su capacitación), son las claves del sistema neozelandés “sharemilker”, ahora aplicado a la Argentina. 

Hay distintas formas de participación entre los socios. “El tambero puede participar con hacienda, con maquinaria, con ambos o con otros activos, o sólo con el trabajo” explicó a Clarín Rural Alonso Moreno, socio tambero en el tambo Fundación Acevedo, ubicado a veinte kilómetros de Pergamino, en el norte bonaerense.

En el año 2008, Moreno viajó a Nueva Zelanda, donde conoció los secretos de la producción de leche en base a pasto. Empezó como ordeñador y llegó a ser encargado. En 2011 volvió a la Argentina y se hizo cargo de uno de los trece tambos que tiene, bajo el sistema neozelandés, el Grupo L.P.

“Argentina tiene una diferencia climática fundamental, de lluvias y temperaturas, con Nueva Zelanda, que hace prácticamente imposible que acá lleguemos a obtener las producciones individuales que tienen allí solamente con pasto, y que permiten que allí haya condiciones gran parte del año para que la vaca levante cantidad y calidad, mientras que acá eso ocurre muy pocas veces”, explicó el presidente del Grupo L.P., Luis Peluffo.

En 120 hectáreas, Moreno lleva adelante un sistema semi pastoril con un rodeo de 450 vacas en ordeñe, dividido en dos grupos. La carga es alta, de 4,5 vacas por hectárea. Una de las adaptaciones del sistema pastoril neozelandés a la Argentina ha sido el de la suplementación, dado que, mientras allí tienen pasto a disposición, aquí el clima a veces juega una mala pasada.

Todo el semen que se usa es importado de Nueva Zelanda. “Usamos razas Jersey, Holando y cruza, buscando una genética que nos permita tener alto contenido de sólidos en la leche comparado con la raza Holando sola”, contó Moreno. “Hace 30 años que venimos usando genética neozelandesa tanto Holando como Jersey, porque allí la gente que ha hecho la selección de las vacas es la misma que la que ordeña”, explicó Peluffo. Se refiere a que esa selección fue hecha, además de por las características genético-productivas de los animales, por las que brindan una vaca amigable, dócil y que facilita las tareas.
En lo que respecta a la suplementación, manejan silos de maíz y rollos con autoconsumo, además de afrechillo de trigo en la parcela sobre la pastura.

De las 120 hectáreas, 94 son de pasturas y en seis hectáreas tienen verdeos de invierno. “Buscamos la mayor cantidad de materia seca por hectárea y para eso tenemos varios tipos de pasturas”, repasó Moreno. Hay parcelas consociadas de alfalfa y achicoria, o alfalfa, achicoria y festuca, o festuca y alfalfa, e intersiembras de alfalfa, festuca, cebadilla y trébol rojo. Tienen también verdeos de invierno, avena básicamente, y verdeos de verano, más alguna soja de pastoreo.

Además, se busca el autoabastecimiento de la producción de silaje de maíz. “El objetivo es encontrar una pradera consociada que soporte las vacas en ordeñe y atrás de las vacas aguante el repaso con las vaquillonas sin sufrir mucha pérdida de plantas ni tener roturas de piso”, explicó Moreno.

Al ser un sistema de parición estacionada en otoño, la curva de lactancia tiene un pico en marzo-abril, con un ideal de 22 litros por vaca por día. Entre mayo y noviembre, cuando se empiezan a secar las vacas de menor producción, y en diciembre, por fecha de parto, lo ideal es sacar entre 14 y 15 litros por vaca. “Secamos todas las vacas 60 días antes del parto para que tengan una buena regeneración de ubre en la próxima lactancia”, contó Moreno.

En cuanto a la organización de los rodeos. Al tener trece tambos con pariciones estacionadas, pero en distintas épocas del año, lo que queda preñado para parir en otoño se deja en el tambo de Acevedo, pero lo que no queda preñado se lleva a otro tambo de la empresa con otra época de parición.

Se inseminan dos ciclos, que equivalen a 42 días, y después se largan toros hasta completar los tres meses de servicio. Apuntan a un 90% de los vientres preñados. “Lo que no quedó preñado en esos tres meses se vuelve a repasar en primavera y esas son las vacas que no quedan en el tambo nuestro sino que van a un tambo de parición de invierno de la misma empresa”, explicó Moreno.

En cuanto al manejo de efluentes, Moreno contó que el lavado de la pista y la fosa de ordeñe se canaliza a una cava anaeróbica donde se produce la decantación de sólidos y pasa a través de un caño a una cava aeróbica. Desde allí se bombea para irrigar y fertilizar unas 15 hectáreas, las más cercanas al tambo, por un tema de logística.

No es fácil producir leche y tener muchos costos atados a la soja, como le pasa a esta empresa, por la zona en la que está instalada. Con más de tres décadas trabajando en el oeste bonaerense, el Grupo L.P. siempre se planteó el desafío de qué pasaba si se instalaban en una región con mejores suelos, más cara. “A mí me gusta competir en esta zona”, disparó Peluffo. Y agregó: “El año pasado fue prácticamente de pérdida, aún con muy buena eficiencia, porque cuando la soja está arriba de 400 dólares y la leche a 1,5 pesos por litro, y vos producís leche pero tenés que pagar los alquileres en soja, no hay pirueta que alcance”.

Este año, la balanza está mejor para la leche. No obstante, se buscan los campos de cría, que son más baratos, y también se intenta arreglar con los dueños para pagar una parte en carne o en leche.

Así, con eficiencia productiva y de gestión, la lechería argentina busca establecerse en las grietas que deja la soja, aún en plena zona núcleo.