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Limousin conquista o bicampeonato de animal mais pesado da Expointer

O touro Zagueiro, da Estância 3M, de Marilândia do Sul (PR), pesou 1,28 tonelada
Pelo segundo ano consecutivo, o touro 3M Zagueiro (BOX 1271), da raça Limousin, da Estância 3M, de Marilândia do Sul (PR), é o animal mais pesado da 38ª Expointer, com 1,28 tonelada. Esta edição da Expointer marca a despedida do animal, nascido em 12 de maio de 2010, de feiras pelo país. "A raça limita em cinco anos a participação em eventos, mesmo que viva entre 25 e 27 anos", explica o expositor Marco Antonio Abib Júnior. "O nosso bicampeão está se aposentando". Para manter seu alto peso, Zagueiro ingere em torno de 60kg de ração por dia. 
O vice-campeão também foi um Limousin, do expositor Edgar Luiz Ferreira Lima, da Fazenda Boa Esperança, de Cachoeira do Sul. O touro 3M Batista (Box 1269) pesou 1,255 tonelada. "Esta pesagem mostra a qualidade da nossa carne com muito pouca gordura. Tal qualidade também garantiu à raça o Campeonato Mundial de Rendimento de Carcaça", comemora Lima.
Fonte: Expointer
Foto:  Vilmar da Rosa

Ciclo 2016 do Freio de Ouro terá novidades


Durante uma reunião da diretoria da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) realizada no mês de julho, uma importante decisão foi tomada. O ciclo 2016 do Freio de Ouro terá novidades. Com o propósito de qualificar a ferramenta de seleção da modalidade, uma nova configuração para o ciclo foi traçada.

O processo de construção do projeto foi gradativo. A avaliação dos ciclos anteriores e as questões apontadas pelos coordenadores de cada região permitiram determinar quais modificações seriam necessárias e benéficas para a modalidade e os seus competidores. Finalizado o projeto, é possível prever para o Ciclo 2016 eventos de maior qualidade com competidores participando em condições similares.

O que muda
- O número de classificatórias será reduzido para dez;
- Os reservas serão chamados para ocupar as vagas disponíveis de acordo com a sua pontuação no ranking geral da modalidade;
- Os conjuntos credenciados no Uruguai e na Argentina estarão aptos a participar de qualquer classificatória aberta brasileira;
- O Paraguai fará parte do circuito. A disputa final realizada no país será admitida como credenciadora brasileira e habilitará os conjuntos vencedores a participar de uma classificatória do Brasil.
  
Novo roteiro para as Classificatórias
No Ciclo 2016, o trajeto percorrido pelos eventos também mudará. A respeito disso, o gerente de Eventos da ABCCC, Ibsen Pacheco Votto, explica “a redução do número de Classificatórias diminui o custo para a organização do evento e consequentemente para quem participa dele, permite que o proprietário tenha mais possibilidades e se programe melhor para as corridas, e ainda, aumenta o número de chances do animal disputar o Freio”.

A redistribuição será da seguinte maneira:
- Quatro classificatórias no Rio Grande do Sul. O Estado recebe uma nova divisão – somente para esta modalidade. Denominadas Região Norte e Região Sul, cada metade gaúcha sediará uma Classificatória. As outras duas serão realizadas em Esteio (Bocal e uma Classificatória);
- Duas classificatórias nas regiões 5 e 7. Uma no Paraná e a outra em Santa Catarina, sendo que o competidor pode escolher em qual Estado prefere competir;
- Duas classificatórias na Região Oito, provas itinerantes;
- Duas classificatórias internacionais, uma na capital da Argentina e a outra na capital do Uruguai.

Apesar da redução no número de classificatórias, a quantidade de finalistas será mantida. Para que isso seja possível, as provas realizadas em Esteio/RS – o Bocal de Ouro e mais uma classificatória – terão o número de habilitados duplicado e mais dois reservas em cada categoria.

Ainda em decorrência das modificações, o circuito dos Passaportes Morfológicos se desvincula do roteiro das Classificatórias. Por isso, o Núcleo que tiver interesse em promover a disputa morfológica poderá, no próximo ciclo, entrar em contato com o setor de Eventos da ABCCC para comunicar sua pretensão. Para tal, deve ter disponível uma pista em condições adequadas para receber a disputa.

Fonte: ABCCC

Câmara Setorial rejeita proposta da Faesp sobre Consecitrus

Faesp defende que a abrangência do conselho seja regional

Julgamento do Cade sobre Consecitrus ocorre no próximo dia 5
O presidente da Câmara Setorial da Citricultura, Marco Antonio dos Santos, rejeitou a proposta de modelo de representação dos produtores no Conselho de Produtores e Exportadores de Suco de Laranja (Consecitrus) apresentada pela Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp).

Na proposta da Faesp, o Consecitrus deveria ter abrangência apenas regional e só seriam aceitas como representantes entidades com mais de cinco anos de existência. Critérios que excluiriam várias entidades que estão participando das negociações em torno da formação do Conselho.

– Como presidente da Câmara, que reúne em seus quadros várias outras entidades da citricultura, não é possível concordar com essa postura. Mesmo que São Paulo seja o maior produtor, outros Estados, como Bahia, Paraná, Sergipe, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, têm a sua representação – disse Santos.

Santos, que é presidente do Sindicato Rural de Taquaritinga, filiado à Faesp, afirma que seu sindicato foi excluído das discussões dentro da Federação justamente por não concordar com o modelo proposto. Para ele, a Faesp deveria fazer reuniões no interior do Estado para ouvir os produtores, o que, segundo ele, até agora não aconteceu.

Chuvas voltam para o Rio Grande do Sul no fim de semana

Até lá, as temperaturas mais baixas continuam em cena e a chuva segue concentrada entre Centro Oeste e Sudeste

(No Sul do Brasil, massa de ar polar traz frio no início do dia em plena primavera)
 
As instabilidades continuam concentradas na parte central do País e, conforme previsto, aos poucos as chuvas vão se regularizando entre Mato Grosso e Goiás. No Sul do Brasil, quem impede a formação de nuvens carregadas é a atuação de uma massa de ar de origem polar que traz frio no início do dia em plena primavera.


Na madrugada desta terça, dia 29, a estação meteorológica do instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) localizada Morro da Igreja, em Bom Jardim da Serra, na Serra Catarinense, registrou mínima de 2,5ºC. Por conta dos ventos, a sensação térmica chegou -5ºC. No Rio Grande do Sul, pelo menos 12 municípios que possuem estação automática do Inmet registraram temperaturas abaixo dos 10ºC na manhã desta terça. São José dos Ausentes teve o valor mais baixo, com mínima de 5ºC.

Já o Centro-Oeste do Brasil teve chuva forte neste início de terça. A cidade de Goianésia, localizada no norte de Goiás, registrou mais de 50 milímetros nas últimas 24 horas. O Distrito Federal também não escapou do temporal da madrugada. A estação Ecológica de Águas Emendadas, localizada no extremo nordeste da cidade, registrou quase 30 milímetros, o equivalente a pouco mais de 15% do normal para o mês. Nos próximos dias a chuva vai ficar concentrada entre Mato Grosso, Goiás e parte do Sudeste do Brasil, já que as instabilidades vão se espalhar.

Em Mato Grosso do Sul, os volumes são menores na próxima semana, já que o clima deste Estado é mais parecido com o clima do Sul do País. Vai chover bastante também em Minas Gerais. Estas chuvas no Sudeste atrapalham a colheita da cana e também diminuem a quantidade de açúcar da planta. Por outro lado, os altos volumes de chuva garantem condições ideais para a umidade do solo, o que favorece o plantio de novos canaviais.

Nos próximos dias, o tempo continua aberto e frio no Rio Grande do Sul e em boa parte de Santa Catarina e do Paraná. A mínima prevista para a quarta, dia 30, gira em torno dos 3ºC entre as serras Gaúcha e Catarinense. Este tempo mais firme permite que as máquinas entrem em campo para finalizar a colheita do trigo na região. No fim de semana a aproximação de uma frente fria muda o tempo no Sul e volta a chover com chance de algumas pancadas mais intensas. O produtor não deve reclamar desta chuva visto que a partir do mês de novembro a chance de estiagens regionalizadas será bem maior na região do Sul do Brasil.

Produtores de tabaco gaúchos comemoram dia da categoria em Santa Cruz do Sul

Evento reuniu cerca de 1,5 mil pessoas no Parque da Oktoberfest

(Evento reuniu cerca de 1,5 mil pessoas no Parque da Oktoberfest e teve depoimentos de produtores)
 
A cidade de Santa Cruz do Sul (RS) comemorou, nessa segunda-feira, dia 28, o Dia do Produtor de Tabaco. O evento, que reuniu cerca de 1,5 mil pessoas no Parque da Oktoberfest, teve depoimentos de produtores, palestra do chefe executivo da Associação Internacional dos Produtores de Tabaco (ITGA), Antonio Abrunhosa, e apresentações do grupo Os Colonos e da dupla Osvaldir e Carlos Magrão.

– O trabalho dos produtores gera riquezas para o Brasil. Na última safra, foram R$ 5 bilhões de receita bruta. Os produtores são os protagonistas desta história de sucesso – afirmou o presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Benício Werner.

– Se o Brasil chegou aonde está hoje, como segundo maior produtor e maior exportador por mais de 20 anos, é por conta do trabalho dos produtores, mola propulsora da economia de vários municípios da região Sul do país – disse o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schünke.

Com o objetivo de respaldar o trabalho do produtor e enfatizar a importância social e econômica da produção de tabaco, a ideia de criar o dia do produtor surgiu na assembleia da Itga, ocorrida na Argentina, em outubro do ano passado. No Brasil, a primeira oficialização ocorreu em março de 2013, quando foi promulgada pela Assembleia Legislativa gaúcha a Lei 14.208, regulamentando o Dia do Produtor. Em setembro, Santa Catarina também instituiu a data. Já na última semana, um projeto de lei foi aprovado no Paraná, instituindo a data também no Estado.

Paraná volta a reduzir área de milho e eleva a de soja para a safra 2013/2014

Cereal deve ocupar 695.195 hectares, recuo de 0,57% em relação à previsão de 699.185 hectares feita em setembro 

(Redução da área destinada ao milho se deve aos preços deprimidos do grão após produção recorde)
 
O Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), ligado à Secretaria de Agricultura do Estado, voltou a reduzir a projeção para a área plantada com milho na primeira safra no Estado e elevou a estimativa para a lavoura de soja 2013/2014. O cereal deve ocupar 695.195 hectares, recuo de 0,57% em relação à previsão de 699.185 hectares feita em setembro e de 21% na comparação com a safra 2012/13, quando foram cultivados 875.970 hectares. Já a oleaginosa será cultivada em 4.872.947 hectares, avanço marginal de 0,26% ante a estimativa feita em setembro, de 4.860.237 hectares, e aumento de 4,13% sobre a temporada 2012/13, quando foram sido semeados 4.679.389 hectares.

A redução da área destinada ao milho se deve aos preços deprimidos do grão após produção recorde.

Apenas o Paraná colheu, somando a primeira e a segunda safra em 2012/2013, mais de 17 milhões de toneladas. Para a primeira safra 2013/2014 são esperadas 5,833 milhões de toneladas, abaixo das 5,893 milhões de toneladas previstas em setembro. O volume também deverá inferior às 7,14 milhões de toneladas colhidas em 2012/13. Além da redução de área, a produtividade deverá ser menor quando comparada à previsão de setembro, de 8.392 quilos por hectare, mas superior aos 8.158 quilos por hectare colhidos na safra passada, quando a estiagem afetou o rendimento.

A safra verão 2013/2014 de milho do Paraná está 85% implantada, e até o momento não foram registradas vendas antecipadas pelos produtores, conforme o Deral. Da segunda safra 2012/2013, o setor produtivo negociou 43% da colheita, de 10,3 milhões de toneladas, avanço de cinco pontos porcentuais em uma semana.

A safra de soja paranaense deve somar 16,35 milhões de toneladas, incremento de 3% sobre o ciclo anterior. Além do aumento de área, o rendimento das lavouras também deve ser maior, de 3.356 quilos por hectare, ante 3.352 quilos por hectare estimados em setembro e 3.381 quilos por hectare obtidos na safra passada. Até o momento, 47% das lavouras estão implantadas no Estado e 20% da soja foi vendida antecipadamente, avanço de 1 ponto porcentual na semana.

Trigo

O Deral também revisou a área semeada com trigo no último inverno, da safra 2012/13, para 978.348 hectares, levemente superior aos 977.040 hectares divulgados em setembro. A produção soma 1,710 milhão de toneladas, abaixo das 1,718 estimadas em setembro, nova redução após as fortes geadas que danificaram as lavouras.

O rendimento, no entanto, está estimado em 2.038 quilos por hectare, marginalmente superior aos 2.032 quilos por hectare esperados em setembro. Até o momento, o trigo foi retirado de 60% das lavouras e, do cereal que ainda está no campo, 46% se encontram em condições boas, 40% em condições regulares.

Produtores negociaram 35% da safra.

Paraná tenta reverter embargo russo à carne suína

Estado teve queda de 29% no volume exportado e de 22% na receita com as remessas internacionais de suínos por conta do embargo

(Rússia é o principal comprador de carnes do Brasil)
 
A Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) informou a Folha de Londrina (PR) que o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Norberto Ortigara, o presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e representantes do setor de carnes do Estado estão em comitiva na Rússia, com o objetivo de retomar os contatos com autoridades do país e retirar o embargo para a exportação de produtos paranaenses, principalmente a carne suína.

Segundo a publicação, eles ainda participam da 22ª Worldfood Moscow 2013, feira internacional de alimentos e bebidas, considerada uma das mais importantes da Europa. A Rússia é o principal comprador de carnes do Brasil e, segundo números da Seab, o Paraná teve queda de 29% no volume exportado e de 22% na receita com as remessas internacionais de suínos por conta do embargo.

De acordo com balanço da Abipecs, o Brasil exportou 52,3 mil toneladas de carne suína em agosto, queda de 4,34% em relação ao mesmo mês de 2012. A receita, de US$ 132,8 milhões, caiu 1,17%, enquanto o preço médio aumentou 3,31% na comparação com agosto do ano passado. No acumulado do ano, as vendas externas atingiram 343,2 mil toneladas, redução de 6,66% ante igual período do ano passado, com receita de US$ 889, 25 milhões, queda de 4,40%. No Paraná, ainda conforme dados da Abipecs, entre janeiro e agosto de 2013, as exportações de carne suína somaram 26,6 mil toneladas, um montante de US$ 68,1 milhões. 

JBS se torna parceiro de programa de carne angus certificada

Frigorífico planeja abater cerca de 5 mil animais por mês em MT, MS e GO

(Programa Carne Angus Certificada aproxima-se de 350 mil cabeças por ano)
 
A JBS, o maior grupo frigorífico do mundo, é o mais novo parceiro do Programa Carne Angus Certificada, da Associação Brasileira de Angus. Na primeira fase, o frigorífico planeja abater cerca de 5 mil animais certificados por mês nos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Com isso, o programa cresce pelo menos 20%, aproximando-se de 350 mil cabeças ao ano.

Nove frigoríficos parceiros participam do programa – JBS, Marfrig, VPJ, Frigol, Frigorífico Silva, Verdi, CooperAliança e Cotripal –, totalizando 20 plantas industriais distribuídas em sete Estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul).

– Somos cada vez mais uma raça adaptada à pecuária tropical, e, agora, ganhamos capilaridade para expandir o programa na região de expansão da pecuária – diz o presidente da associação, Paulo de Castro Marques.

O diretor de relacionamento com o pecuarista da JBS, Eduardo Pedroso, afirma que o crescimento da oferta de animais da raça Angus também garante a regularidade no fornecimento ao mercado.

– Os animais da raça Angus apresentam as características ideais para atender a essa demanda – afirma Pedroso.

Conab oferta Pepro para escoamento de 550 mil toneladas de milho de Mato Grosso

Neste ano, o governo federal já realizou quatro leilões de Pepro, que somam comércio de 4,83 milhões de toneladas

(Arrematantes deverão escoar o milho para localidades que não tenham como destino Centro-Oeste, Sudeste, Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Piauí, Rondônia e Tocantins)
 
Na sexta, dia 20,  a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza mais um leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) de milho para o Mato Grosso. O prêmio refere-se à venda e escoamento de 550 mil toneladas do produto em grãos, oriundas da safra 2012/2013 e 2013. O papel pode ser adquirido pelo produtor rural ou sua cooperativa que estejam sediados no Estado.

Os arrematantes deverão escoar o milho para qualquer localidade que não tenha como destino final Estados da região Centro-Oeste, Sudeste (exceto Rio de Janeiro, Espírito Santo e norte de Minas Gerais), Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Piauí, Rondônia e Tocantins. O governo federal já realizou, este ano, quatro leilões de Pepro, que somam 4,83 milhões de toneladas comercializadas.

A venda do produto deverá ocorrer até o dia 21 de outubro deste ano, no mínimo, pela diferença entre o preço mínimo estabelecido e o valor do prêmio equalizador de fechamento do leilão, o que deverá ser comprovado por via Notas Fiscais. O preço mínimo, livre de tributos e descontos, será de R$ 0,217 o quilo para o Mato Grosso.

Preço pago a produtor de trigo sobe com força no país

No Paraná, as cotações do cereal ao produtor estão na casa dos R$ 50,00 a saca de 60 quilos, patamar considerado recorde pelo Cepea

(Em termos reais, o atual nível é o maior desde maio de 2008)
 
A confirmação da baixa qualidade e do menor volume da atual safra de trigo no Paraná, aliada aos baixos estoques, têm acirrado a disputa pelo produto nacional. Nesse cenário, os preços pagos ao produtor (mercado de balcão) têm subido mais que os valores negociados entre empresas (mercado de lotes). No Paraná, especialmente nas regiões norte e oeste, as cotações do trigo ao produtor estão na casa dos R$ 50,00 a saca de 60 quilos, patamar recorde, em termos nominais.

Em termos reais, ou seja, considerando a inflação (valores corrigidos pelo IGP-DI de agosto de 2013), o atual nível é o maior desde maio de 2008, quando os valores eram impulsionados pelas altas externas.

Considerando os últimos 13 meses (entre setembro de 2012 e a parcial de setembro de 2013), as cotações no mercado de lotes do Paraná registram alta de 59% e no Rio Grande do Sul, de 51%. No mercado de balcão, as cotações subiram menos, 40% e 31%, respectivamente. Portanto, ainda há espaço para os preços aumentarem ainda mais no mercado de balcão, sem apertar as margens de agentes que negociam no de lotes. 

Produtores da região central do Brasil apostam no confinamento de animais para garantir rentabilidade

Em 2013, o número de animais confinados deve aumentar 4% em comparação com o ano passado

(No início dos anos 2000, o confinamento se tornou popular no país)
 
O preço do boi gordo na região central do Brasil sobe no período da seca devido a pouca oferta de animais. Atentos a essa oportunidade de ganhar mais dinheiro, na década de 80, muitos produtores rurais começaram a fechar o gado e tratar no cocho. Porém, no início dos anos 2000, que o confinamento se tornou popular no país.
O pecuarista Donizeth Peixoto da Costa, do município de Bela Vista, em Goiânia, começou a confinar em 1989, com 86 cabeças de gado. Hoje, ele engorda mil animais por ano.

Segundo Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), em 2012, foram confinadas 3.400 milhões de cabeças de gado. A maioria dos currais de engorda está nos Estados onde a seca é mais acentuada nos meses do outono e do inverno. Goiás, Mato Grosso, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais respondem por quase 90% dos confinamentos no Brasil. Outros Estados, como Rondônia e Paraná, já começam a aparecer nas pesquisas.

Os confinamentos no Brasil têm tamanhos muito variados. De acordo com a Assocon, entre as 770 unidades identificadas e que operaram no ano passado, algumas estruturas tinham apenas 30 cabeças e outras mais de 100 mil. Mas, a maioria, cerca de 80%, trabalha com até 5 mil cabeças fechadas. Os pequenos e médios confinamentos são responsáveis apenas pela metade dos animais confinados. Os outros 50% estão nos grandes projetos, que representam 8% do total de confinamentos no país.

Este ano o setor deve manter o mesmo ritmo de 2012, com um crescimento ainda tímido. Em 2013, o número de animais confinados deve aumentar 4% em comparação com o ano passado.

– Não é um número grande, muito por conta do custo que ainda está caro, apesar de mais barato que no ano passado. Mas em alguns Estados a conta ainda não fecha. O preço do boi magro acaba ficando alto para esses Estados também – disse o gerente executivo da Assocon, Bruno Andrade.

Especialistas nas mais diversas áreas do agronegócio acreditam que o pecuarista brasileiro vai aprender a aliar o confinamento à pecuária intensiva à pasto, melhorando as forragens e aumentando a taxa de lotação nas propriedades.

– Acho que o que vai acontecer agora é otimizar mais o pasto, aprimorar a integração lavoura pecuária e maximizar os dois. Eu acredito muito na junção dos dois, do confinamento com o pasto – disse o coordenador do confinamento experimental da EVZ/UFG, Juliano Fernandes.

Cultivares de uva para processamento de sucos são apresentadas na Expointer

Técnico da Embrapa afirma que produção da fruta está crescendo em regiões tropicais do país

(No evento, foram apontadas as principais características das uvas utilizadas na produção de sucos)
 
O Centro Nacional de Pesquisa de Uva e Vinho (CNPUV) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) promoveram, na manhã deste sábado, a apresentação “Cultivares de Uva para Processamento de Sucos”. A atividade ocorreu no auditório do Pavilhão da Agricultura Familiar, na Expointer.

Na ocasião, foram apontadas as principais características das uvas americanas – Isabel, Concord, Bordô e Niágara Rosada –, tradicionalmente utilizadas na produção de sucos, além das metas e resultados do Programa de Melhoramento Genético de Uva para a elaboração de sucos. Criado com o objetivo de desenvolver novas cultivares que contribuam para a competitividade e sustentabilidade da cadeia produtiva, o projeto tem conseguido também aumentar a produtividade para aproximadamente 23 a 30 toneladas de uvas por hectare.

– A serra gaúcha continua sendo a principal produtora de uvas para a elaboração de sucos. Há alguns anos, porém, tem crescido a produção em regiões tropicais, como no Paraná, Mato Grosso, Goiás e Vale do Rio São Francisco – diz o técnico da Embrapa Uva e Vinho Adriano Mazzardo.

As novas cultivares brasileiras de uvas para sucos resultantes do programa são: desde 2000, a BRS Rúbea, decorrente do cruzamento das uvas Bordô e Niágara Rosa; a Corcord Clone 30, mutação da Concord original; e a Isabel Precoce, mutação da Isabel original; desde 2004, a BRS Cora, obtida do cruzamento Muscat Belly A e BRS Rúbea; desde 2006, a BRS Violeta, do cruzamento BRS Rúbea e IAC 1398-21; desde 2008, a BRS Carmem, híbrida surgida do cruzamento de BRS Rúbea e Muscat Belly; e, a mais recente, de 2012, BRS Magna, resultante do cruzamento BRS Rúbea e IAC 1398-21.

Criadores de hereford e braford comemoram demanda crescente por carne de qualidade

Programa de Carne Certificada da Associação Brasileira de Hereford e Braford contará com novas plantas industriais no país

(Touro braford Trevo é considerado o animal mais pesado da feira)
 
O mais antigo programa de certificação de carne bovina do país está comemorando o crescimento nas vendas. A Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) aproveita a Expointer, onde foi criado o Programa de Carne Certificada Pampa da associação, há 13 anos, para divulgar as vantagens dos cruzamentos com as raças.

A associação vive um de seus melhores momentos. O gerente do programa, Alfredo Drissen, atribui o bom resultado à procura cada vez maior por carne de qualidade. Os três frigoríficos gaúchos que trabalham para o programa abatem 125 mil animais por ano. Novas plantas industriais começam a ser implantadas em São Paulo e em Mato Grosso do Sul para atender um mercado de carne em crescente expansão.

– Talvez uma forte estratégia da associação seja atingir os mercados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná. Conseguimos contribuir casa vez mais para que a pecuária seja rentável – destaca Drissen.

Com o crescente consumo de carne, os criadores de hereford e braford buscam incentivar os cruzamentos com as raças europeias na região Centro-Oeste, onde a atividade comercial ganha mais expressão.

– O cruzamento de um touro hereford com uma vaca nelore pode gerar um animal com alto peso de carcaça em um prazo de tempo recorde. Hoje, a gente consegue animais de 20 a 22 meses com peso de 500 quilos. Isso é muito importante, porque, com a pecuária tendo números cada vez mais apertados, é necessário que se trabalhe com o conceito de eficiência, e a raça hereford pode contribuir para isso – acrescenta Drissen.

A Associação de Hereford e Braford está presente este ano na Expointer com 290 animais. Apesar de uma participação menor  em relação a 2012, o touro braford Trevo conquistou um prêmio inédito para a raça: com 1.265 quilos e 50 centímetros de perímetro escrotal, foi considerado o animal mais pesado da feira. Outra novidade comemorada pelos criadores é o acordo firmado com uma comitiva do Quênia para a difusão de hereford no continente africano.

– Serão vendidos para o Quênia 100 mil doses de sêmen da raça hereford em um composto boran zebuínos, além de 750 embriões – destacou o presidente da Associação Brasileira de Hereford e Braford, Fernando Lopa da Silva.

O acordo com os africanos deve durar cinco anos e os primeiros embarques de material genético estão previsto para março.

Rússia habilita dois frigoríficos de carne bovina do Pará

Embarques podem ter início imediato

(Mais dois frigoríficos brasileiros foram autorizados a exportar para a Rússia)
 
O Ministério da Agricultura informou nesta quinta, dia 29, que dois frigoríficos do Pará foram habilitados pelo serviço sanitário russo, o Rosselkhoznadzor, e agora podem exportar carne bovina para os países que integram a União Aduaneira formada por Belarus, Casaquistão e Rússia. Segundo o governo, "a iniciativa faz parte do processo de negociações que vêm ocorrendo entre as autoridades russas e brasileiras nos últimos anos. Os embarques podem ter início imediatamente".

O Ministério da Agricultura informa que 19 empresas foram selecionadas para participar, entre 16 e 19 de setembro de 2013, da feira 22ª World Food Moscow, das quais oito são frigoríficos. Por meio de nota, o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Marcelo Junqueira, diz que "a notícia ratifica a boa relação que há entre o Brasil e a Rússia, bem como o efetivo trabalho do Ministério da Agricultura, sob a orientação do ministro Antônio Andrade, de buscar novos mercados e de ampliar os já existentes".

As empresas habilitadas para exportar são o Frigorífico Rio Maria Ltda (SIF 112) e o Mafripar Matadouro Frigorifico (SIF 4413). Nos primeiros sete meses o Brasil exportou 177,7 mil toneladas de carne bovina para o mercado russo, que resultaram no faturamento de US$ 700,7 milhões. Em relação ao mesmo período do ano passado, o volume cresceu 7,3% e a receita caiu 2,3%. Vale lembrar que agora são 56 frigoríficos brasileiros habilitados pelo Rosselkhoznadzor, mas apenas 24 deles estão exportando, por causa das restrições temporárias impostas pelo serviço sanitário. Os russos mantêm as restrições à importação de carne bovina de todos frigoríficos de Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul, que entraram em vigor em junho de 2011. 

Chuva prejudica qualidade do milho no Paraná e em Mato Grosso do Sul

Nos dois Estados, parte dos grãos já colhidos estão ardidos

(Colheita do milho safrinha está quase finalizada no Brasil)
 
A produção milho segunda safra está terminando e os índices de produtividade estão cada vez melhores.

Com 98% das áreas colhidas no Mato Grosso e 96% em Goiás, as produtividades estão acima dos 103 sacas por hectare (ha) em Mato Grosso e bem acima dos 135 sacas/ha em Goiás. Além da boa produtividade, a qualidade dos grãos também está excelente, não havendo perdas por causa de excesso de umidade. Por causa desses bons índices de produtividade, o Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea) elevou sua projeção de produção, de 17,8 milhões para os atuais 18,7 milhões de toneladas de milho para essa safra. O mesmo está acontecendo com Goiás, onde a produção passou de 4,4 milhões para os atuais 4,9 milhões de toneladas.

A situação no Paraná é diferente. No Estado, a qualidade dos grãos de milho está baixa. Quanto mais avança a colheita, que já chega aos 90%, mais se observa que as chuvas deste inverno estão causando danos significativos.

Cerca de 35% dos grãos que já foram colhidos apresentam-se “ardidos”, sendo que muitos nem poderão ser utilizados para mistura em rações pelo alto teor de fermentação na qual se encontram. Mas mesmo com essa má qualidade dos grãos, a produção paranaense de milho segunda safra deverá ser 7,4% maior do que a safra passada, com uma produção total de 10,9 milhões de toneladas.


Essa mesma condição está sendo observada em Mato Grosso do Sul, onde 20% dos 92% colhidos até o momento, principalmente da região sul do Estado, estão “ardidos”. Mas, se a qualidade está ruim, a produção sul-mato-grossense deverá ficar quase 2% superior à do ano passado, já que a estimativa é de que o Estado colha 6,6 milhões de toneladas.

Para esta semana, há previsão para chuvas sobre a região leste do Paraná, mas nada que possa inviabilizar os trabalhos de colheita e nem tão pouco a qualidade dos grãos. Já nas demais regiões produtoras, o tempo permanecerá aberto e sem previsões para chuvas, o que permitirá o término da colheita em praticamente todas as principais regiões produtoras de milho segunda safra do Brasil.

Temperaturas voltam a subir no Centro-Sul, mas há previsão de nova frente fria em setembro

Calor deve predominar no Norte e Nordeste nos próximos dias; veja a previsão completa para todas as regiões

(Tempo volta a ficar firme no Sul e Sudeste)
 
SUDESTE
Por conta da frente fria, a quarta-feira tem previsão de baixas temperaturas sobre o Sudeste e chuvas sobre a faixa entre o litoral sul de São Paulo e o norte capixaba, pancadas isoladas também sobre o leste de Minas Gerais. No restante da região, o sol aparece entre nuvens e não há previsão de chuva.

Na quinta, a frente fria se afasta e a massa de ar frio garante um dia de tempo aberto, baixas temperaturas pela manhã e temperaturas mais agradáveis à tarde, por conta do retorno do sol. No entanto, nuvens carregadas devem provocar chuvas isoladas entre o norte mineiro e capixaba. Um novo declínio da temperatura deve ocorrer entre 4 e 9 de setembro ao longo do leste da região.

SUL
Nesta quarta, o tempo volta a ficar firme na maior parte da região Sul. Ainda há previsão de chuva fraca e isolada entre o litoral norte de Santa Catarina e o litoral paranaense. Pela manhã, é grande o potencial para geadas generalizadas entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. À tarde, permanece a sensação de frio para a maior parte do Sul do país.

Na quinta, ainda há condição para geadas no início do dia em alguns pontos da região, mas já não ocorre de forma generalizada como no dia anterior. Aos poucos, a massa de ar polar vai perdendo intensidade, já que os ventos passam a soprar do quadrante norte, elevando gradualmente a temperatura e deixando o dia mais agradável. Além disso, não há previsão de chuva. Um novo declínio da temperatura menos intenso que o atual está previsto para entre 2 e 8 de setembro.

CENTRO-OESTE
Na quarta-feira, o Centro-Oeste segue tempo firme, predomínio de sol entre poucas nuvens, grande variação das temperaturas ao longo do dia e baixa umidade relativa do ar. Segundo os meteorologistas, há potencial para geadas no sul do Mato Grosso do Sul.

Na quinta, o frio da madrugada fica restrito ao extremo sul do Mato Grosso do Sul. No restante da região, aos poucos, os ventos voltam a soprar do quadrante norte, elevando gradualmente as temperaturas. Na metade norte do Brasil Central, o calor volta com força, deixando a tarde abafada. Nos próximos dias há o retorno do calor, prosseguindo até 9 de setembro na maior parte da região.

NORDESTE
Na quarta-feira, a chuva permanece concentrada apenas próximo ao litoral do Nordeste. Já no interior, permanece a condição de tempo firme, pouca nebulosidade e baixos índices de umidade relativa do ar. As temperaturas, de forma geral, terão um pequeno declínio, mas a sensação de calor à tarde permanece em toda a região.

Na quinta, uma frente fria avança pela costa e volta a provocar chuvas mais intensas sobre o sul da Bahia. 


Além disso, pancadas isoladas atingem a costa, além da metade norte do Maranhão, Piauí e do Ceará. Em geral, no entanto, essas chuvas são fracas e de baixo acumulado. No restante da Região o tempo seco segue predominando.

O calor continua em grande parte do Nordeste, mas na metade sul da Bahia as temperaturas mínima e máxima entram em declínio. Nos próximos dias, a temperatura volta a subir, com tendência de calor em todo o Nordeste entre 3 e 5 de setembro.

NORTE
Na quarta, embora ainda haja potencial para temporais entre o norte do Amazonas e Roraima, as pancadas de chuva que ocorrem no norte da região ficam ainda mais fracas e isoladas. Os índices de umidade relativa do ar seguem abaixo do ideal em grande parte da região.

Na quinta, o dia será de tempo aberto, com temperaturas baixas pelo período da manhã sobre o sul do Amazonas, Acre e em Rondônia. À tarde, as temperaturas se elevam, afastando a sensação de frio nas primeiras horas do dia no sul da região.

Por outro lado, em boa parte do Norte do Brasil, o dia será de predomínio de sol e temperaturas elevadas, aumentando a sensação de calor. Ao longo do dia, há previsão de pancadas isoladas sobre o norte do Amazonas e do Pará, além de Roraima e do Amapá. Nos próximos dias, o calor retorna para toda a região, prosseguindo até pelo menos 9 de setembro.

A última vez do Crioulaço na Expointer

A partir de 2014, a final da competição não será mais realizada na feira

(Para chegar à grande final na Expointer, 10 mil conjuntos pelearam ao longo do ano pelo país)
 
O Crioulaço chega a Esteio (RS) em clima de despedida. Essa será a última vez que a disputa acontecerá na Expointer. Ao todo serão 27 duplas que vão brigar pelos R$ 50 mil de prêmio e pela consagração de se tornarem os melhores laçadores do país. A competição ocorre nesta quarta, dia 28, a partir das 13h30, na Pista P1 do Parque de Exposições.

Após 20 anos como competição oficial crioulista, a disputa ganhou o coração dos ginetes pelo Brasil afora.

Para chegar à grande final na Expointer, 10 mil conjuntos pelearam ao longo do ano pelo país.

– De fato, pelo tudo que vi nas classificatórias, não haverá injustiça na escolha do campeão, pois o que há de melhor no laço no Brasil estará presente aqui na feira – comenta o diretor da sub comissão de crioulaço, Lucio Stacowski.

No decorrer do ciclo 2013, foram realizadas 89 provas. Ao todo, 2072 laçadores e 6317 animais disputaram as vagas classificatórias em Lapa, no Paraná, e Santiago e Osório, no Rio Grande do Sul.

Laço Criador

A final do Laço Criador também ocorre nesta quarta, dia 28. Ao todo 23 duplas se credenciaram para disputa. A competição tem como objetivo trazer as pistas laçadores que estavam fora da ativa, mas ainda tinham muito a mostrar. Ao todo cerca de 500 criadores participaram das etapas classificatórias.

Conab estima perda de 26% do trigo no Paraná por geadas

Projeção da companhia para a produção do cereal no Estado passou de 2,7 milhão para 1,98 milhão de toneladas

(Prejuízo aos triticultores paranaenses está estimado em R$ 728,8 milhões)
 
Técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) voltam a campo no Paraná nesta semana para avaliar as perdas nas lavouras provocadas pelas geadas que ocorreram no fim de julho. Há duas semanas, os técnicos fizeram o primeiro levantamento e estimaram as perdas em 695,4 mil toneladas (26%) em relação ao volume previsto no levantamento de safra divulgado no início de agosto. A projeção da Conab para a produção de trigo no Paraná passou de 2,7 milhão para 1,98 milhão de toneladas, número que difere um pouco da estimativa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab), que é de 1,94 milhão de toneladas.

O gerente de levantamento e avaliação de safras da Conab, Francisco Olavo Batista de Sousa, explica que os técnicos irão percorrer quatro regiões produtoras paranaenses. A primeira vai de Paranavaí a Jacarezinho; a segunda, de Ivaiporã a Toledo; a terceira, de Cascavel a Laranjeiras do Sul; e a quarta, de Prudentópolis a Guarapuava. Ele afirmou que as perdas dependem do estágio de desenvolvimento das lavouras na época das geadas. Os efeitos foram mais fortes onde havia formação dos grãos.

Sousa disse que o maior impacto da geada ocorreu na região noroeste, onde as lavouras se encontravam em fase de floração e enchimento de grãos. Ele observou que o trigo está na fase inicial de colheita na região noroeste e que nas visitas às cooperativas os técnicos da Conab poderão fazer as primeiras sondagens sobre a qualidade do grão afetado pelas geadas, que é uma das preocupações dos moinhos. A quebra da safra paranaense levou a Conab a reduzir a estimativa da produção nacional de trigo de 5,6 milhões para 5 milhões de toneladas.

Previsão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná
No dia 14 de agosto, a Seab divulgou a estimativa de quebra do cereal devido às geadas. O trigo paranaense encontrava-se praticamente com a totalidade da safra plantada até 22 de julho. Da área, 47% da plantação estava germinando ou em desenvolvimento vegetativo, fases não suscetíveis a geadas. O prejuízo aos produtores, considerando os preços de mercado, está estimado em R$ 728,8 milhões.

Pelos números levantados pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), estima-se que 954 mil toneladas de trigo serão perdidas. Com isso, a produção paranaense de trigo terá redução de 33% em relação à previsão de 1,94 milhão de toneladas.

O cereal é uma das culturas mais importantes do Estado, com alta colaboração para a produção brasileira. Paraná e Rio Grande do Sul revezam-se em primeiro e segundo lugar na colheita dos últimos anos, gerando quase 90% do volume nacional de trigo. Em 2011, o Estado correspondeu por 42,93% da produção brasileira, quando produziu 2,45 milhões de toneladas das 5,69 milhões de ton de todo o país.

Geada negra
O evento climático que atingiu as culturas agrícolas do Paraná e deve contribuir para um quadro de perdas estimadas em mais de R$ 1,2 bilhão é conhecido como geada negra – um tipo mais nocivo às vegetações em relação à geada branca, que é mais comum. Ela é temida pelos agricultores por congelar a seiva das plantas. Causada por uma associação de muito frio, com temperaturas negativas, e ventos fortes, a geada negra queima as folhas e resfria o caule das vegetações. A branca, por sua vez, compromete apenas a superfície das plantações, causando perdas menos comprometedoras.

– A geada negra acontece quando há um baixo índice de umidade relativa do ar, temperaturas próximas a 0ºC e baixa ou inexistente incidência de chuva. Nesse tipo de ocorrência, a planta fica enegrecida. No inverno, chove pouco no Paraná, e julho deste ano foi um mês mais seco – explica a meteorologista do Instituto Simepar Angela Beatriz Costa.

A geada que atingiu o Sul do país na última semana de julho foi considerada a pior desde 2000. A incidência foi generalizada no Paraná e poupou apenas o litoral. A geada negra afetou durante quatro dias a produção agrícola do Estado.

Analista de mercado alerta que Brasil deve ser rápido nas exportações de milho

Ivan Wedekin destaca que o país precisa avançar nas vendas para o exterior antes da colheita do cereal dos Estados Unidos, que deve iniciar em setembro e outubro

(De janeiro a julho deste ano, Mato Grosso já exportou cinco milhões de toneladas de milho)
 
O analista de mercado Ivan Wedekin, alertou para a necessidade de os brasileiros avançarem nas exportações do milho antes que os Estados Unidos iniciem a colheita do grão, por volta de setembro e outubro.

– No mercado interno, o que os produtores estão fazendo é avançar as exportações enquanto não chega a colheita norte-americana. Em setembro e outubro, inicia a safra dos EUA e eles vão recuperar um pedaço das exportações.

Wedekin elogiou a posição do Brasil como exportador do cereal, mas afirmou que o grande desafio do setor é a logística.

– O Brasil tem que ser muito rápido nas exportações de milho esse ano e mais rápido ainda, infelizmente, na construção de infraetsuruta, para que não fique dependente. Hoje, quase 70% das exportações de Mato Grosso têm que ir pra fora do país pelo Porto de Santos (SP) e pelo Porto de Paranaguá (PR), com mais de dois mil quilômetros de estradas, muitas vezes em precárias condições – alertou.

De janeiro a julho deste ano, o Estado de Mato Grosso, um dos maiores produtores nacionais, já exportou cinco milhões de toneladas de milho. Em todo o ano de 2012, o total foi de nove milhões de toneladas. A segunda safra deste ano cresceu três milhões de toneladas. Se todo o volume for dedicado às vendas para o exterior, o Estado pode fechar o ano com 12 milhões de toneladas exportadas, o que significa embarcar cerca de 1,5 milhão de toneladas por mês, aponta Wedekin.

Animais da raça Holandês começam a chegar à Expointer

Até a tarde de quarta, chegaram ao parque 48 animais da raça Holandês

(Em 2013 o total de inscritos da raça chegou a 290 animais de 34 expositores)
 
No terceiro dia de portões abertos para receber os animais inscritos na 36º edição da Expointer, já chegaram ao Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), até às 17h de quarta, dia 21, 48 animais da raça Holandês. A feira começa no sábado, dia 24, e vai até domingo, dia 1º de setembro.

Na raça Holandês, tradicionalmente, os primeiros animais a chegar estão cotadas a participar do Concurso Leiteiro, cujas inscrições encerram na tarde do domingo e a primeira ordenha está marcada para a segunda, dia 26.

Em 2013 o total de inscritos da raça chegou a 290 animais de 34 expositores. Depois de um intervalo de 15 anos, a novidade fica com a volta de criadores de fora do RS. A Fazenda Alvorada, de Bragança Agropastoril Ltda, de Bragança Paulista, no estado de São Paulo, inscreveu 11 fêmeas. Hendrik de Boer e Reinaldo de Boer, do município de Castro, no Paraná, inscreveram cinco fêmeas, enquanto Jan Johannes de Boer e Fernando de Boer, também de Castro/PR, trarão à feira 15 fêmeas.

Para o presidente da Gadolando, Marcos Tang, a presença de expositores de outros estados endossa o mérito da Expointer ser uma grande vitrine para os animais participantes e seus criadores. Tang lembra que todos os três são criadores de ponta, sendo que um deles, de Castro, alcançou um grande campeonato com uma fêmea de sua criação em uma importante mostra da raça.

Programação da raça

21 a 23/08/2013Entrada dos animais

24/08 (sábado)Identificação e admissão dos animais

25/08 (domingo)14h – Fim das inscrições para o Concurso Leiteiro

26/08 (segunda)06h – 1ª Ordenha do Concurso Leiteiro
14h – 2ª Ordenha do Concurso Leiteiro
22h – 3ª Ordenha do Concurso Leiteiro

27/08 (terça)6h – 4ª Ordenha do Concurso Leiteiro
14h – 5ª Ordenha do Concurso Leiteiro
Banho de Leite das Campeãs do Concurso Leiteiro

28/08 (quarta)09h – Início do Julgamento de Classificação Machos e Fêmeas Jovens

29/08 (quinta)14h – Continuação do Julgamento de Classificação Vacas, Conjuntos, Progênie
Grande Campeonato
19h – 5º Leilão Tipo Leite (Pista de Remates Pavilhão Gado Leiteiro)

30/08 (sexta)19h – Coquetel de Confraternização e Entrega de Prêmios aos Campeões e Participantes da Raça Holandesa (Pista C de Remates)
20h – Entrega dos Prêmios aos vencedores do Circuito Exceleite 2012/2013 (Pista C de Remates)

31/08 (sábado)14h – Concurso Jovem Puxador    
17h – Confraternização Holandês
Leite com Chocolate         
              
01/09 (Domingo)17h – Happy Hour (Stand)
20h – Encerramento e saída dos animais