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IBGE prevê safra de grãos 11,1% menor que em 2015

Em agosto, estimativa da safra de 2016 é de 186 milhões de toneladas. Previsão da área a ser colhida, de 57,4 milhões de hectares, caiu também.


(Safra de grãos deverá ficar menor do que a registrada em 2015.)
Em agosto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estimou que a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas (algodão herbáceo, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, soja, aveia, centeio, cevada, girassol, sorgo, trigo e triticale) somou 186,1 milhões de toneladas. O valor é 11,1% inferior à registrada em 2015.
A previsão da área a ser colhida, de 57,4 milhões de hectares, também recuou 0,4% em relação ao verificado no ano passado.
Na comparação com a estimativa de julho, a produção caiu 1,5%, e a área foi reduzida a 226,8 mil hectares. O arroz, o milho e a soja representaram 92,6% da estimativa da produção e responderam por 87,8% da área a ser colhida.
Em relação ao ano anterior, houve alta de 3% na área colhida da soja e reduções na área do milho (-1,3%) e arroz (-9,8%). Quanto à produção, a estimativa aponta queda de 0,8% para a soja, 14,9% para o arroz e de 23,4% para o milho.
Estados
O volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição:
Centro-Oeste: 76,5 milhões de toneladas (-14,9% sobre 2015);
Sul: 73,3 milhões de toneladas (-3,5% sobre 2015)
Sudeste: 19,7 milhões de toneladas (2,3% sobre 2015);
Nordeste: 10,3 milhões de toneladas (-38,1% sobre 2015)
Norte: 6,3 milhões de tonelada (-17,9% sobre 2015).

Paraná volta a reduzir área de milho e eleva a de soja para a safra 2013/2014

Cereal deve ocupar 695.195 hectares, recuo de 0,57% em relação à previsão de 699.185 hectares feita em setembro 

(Redução da área destinada ao milho se deve aos preços deprimidos do grão após produção recorde)
 
O Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), ligado à Secretaria de Agricultura do Estado, voltou a reduzir a projeção para a área plantada com milho na primeira safra no Estado e elevou a estimativa para a lavoura de soja 2013/2014. O cereal deve ocupar 695.195 hectares, recuo de 0,57% em relação à previsão de 699.185 hectares feita em setembro e de 21% na comparação com a safra 2012/13, quando foram cultivados 875.970 hectares. Já a oleaginosa será cultivada em 4.872.947 hectares, avanço marginal de 0,26% ante a estimativa feita em setembro, de 4.860.237 hectares, e aumento de 4,13% sobre a temporada 2012/13, quando foram sido semeados 4.679.389 hectares.

A redução da área destinada ao milho se deve aos preços deprimidos do grão após produção recorde.

Apenas o Paraná colheu, somando a primeira e a segunda safra em 2012/2013, mais de 17 milhões de toneladas. Para a primeira safra 2013/2014 são esperadas 5,833 milhões de toneladas, abaixo das 5,893 milhões de toneladas previstas em setembro. O volume também deverá inferior às 7,14 milhões de toneladas colhidas em 2012/13. Além da redução de área, a produtividade deverá ser menor quando comparada à previsão de setembro, de 8.392 quilos por hectare, mas superior aos 8.158 quilos por hectare colhidos na safra passada, quando a estiagem afetou o rendimento.

A safra verão 2013/2014 de milho do Paraná está 85% implantada, e até o momento não foram registradas vendas antecipadas pelos produtores, conforme o Deral. Da segunda safra 2012/2013, o setor produtivo negociou 43% da colheita, de 10,3 milhões de toneladas, avanço de cinco pontos porcentuais em uma semana.

A safra de soja paranaense deve somar 16,35 milhões de toneladas, incremento de 3% sobre o ciclo anterior. Além do aumento de área, o rendimento das lavouras também deve ser maior, de 3.356 quilos por hectare, ante 3.352 quilos por hectare estimados em setembro e 3.381 quilos por hectare obtidos na safra passada. Até o momento, 47% das lavouras estão implantadas no Estado e 20% da soja foi vendida antecipadamente, avanço de 1 ponto porcentual na semana.

Trigo

O Deral também revisou a área semeada com trigo no último inverno, da safra 2012/13, para 978.348 hectares, levemente superior aos 977.040 hectares divulgados em setembro. A produção soma 1,710 milhão de toneladas, abaixo das 1,718 estimadas em setembro, nova redução após as fortes geadas que danificaram as lavouras.

O rendimento, no entanto, está estimado em 2.038 quilos por hectare, marginalmente superior aos 2.032 quilos por hectare esperados em setembro. Até o momento, o trigo foi retirado de 60% das lavouras e, do cereal que ainda está no campo, 46% se encontram em condições boas, 40% em condições regulares.

Produtores negociaram 35% da safra.

Ministério Público quer suspender registro de agrotóxico com carbendazim no Brasil

Fungicida é usado para pulverização de culturas de citrus, grãos e tratamento de sementes é proibido nos Estados Unidos

(Fundecitrus suspendeu uso da substância após o embargo pelos Estados Unidos de 20 carregamentos de suco concentrado com níveis de carbendazim acima do máximo tolerado)
 
O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) entrou com ação na Justiça para suspender o registro de agrotóxicos formulados com carbendazim no Brasil. Segundo o MPF, a proibição do uso do fungicida deve ser adotada até que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conclua o processo de reavaliação da toxicidade do princípio ativo, "considerado nocivo à saúde humana por diversos estudos científicos".

O fungicida é registrado no Ministério da Agricultura para pulverização das culturas de citros, algodão, feijão, soja e trigo, além do tratamento de sementes de algodão, feijão, milho e soja. No caso dos citros, o uso do produto para controle da pinta preta foi suspenso no início do ano passado pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), mantido por produtores e indústrias, após o embargo pelos Estados Unidos de 20 carregamentos de suco concentrado com níveis de carbendazim acima do máximo tolerado pelas autoridades norte-americanas.

O MPF/DF, ao defender a suspensão do carbendazim, argumenta que o fungicida é proibido nos Estados Unidos e faz parte do programa de revisão de substâncias da União Europeia.

– Aqui, a última avaliação do ingrediente foi realizada pela Anvisa em 2002. Desde então, centenas de novas pesquisas apontaram riscos na ingestão do produto, que pode causar danos aos sistemas endócrino, hepático e reprodutor – diz o MPF.

Na ação, o MPF cita que o uso do carbendazim é associado a doenças de pele, problemas no fígado, diminuição da produção de espermatozoides, infertilidade, malformações fetais, distúrbios hormonais e câncer.

Segundo o MPF/DF, a própria Anvisa reconhece a necessidade de reavaliar os riscos da substância, mas informou que só fará a análise depois de concluir a reavaliação de outros 14 ingredientes ativos, previstos na Resolução RDC 10/2008, mas não há data prevista para o término dos trabalhos.

– A inércia da autarquia coloca em risco a saúde da população brasileira – dizem os procuradores, que defendem o princípio da precaução.

– Para que a saúde seja efetivamente tutelada, devem ser aplicadas pelo Estado, de acordo com as suas capacidades, medidas preventivas onde existam ameaças de riscos sérios ou irreversíveis. Não será utilizada a falta de certeza científica total como razão para o adiamento de medidas eficazes diz na ação o procurador da Anselmo Henrique Cordeiro Lopes.

Preço pago a produtor de trigo sobe com força no país

No Paraná, as cotações do cereal ao produtor estão na casa dos R$ 50,00 a saca de 60 quilos, patamar considerado recorde pelo Cepea

(Em termos reais, o atual nível é o maior desde maio de 2008)
 
A confirmação da baixa qualidade e do menor volume da atual safra de trigo no Paraná, aliada aos baixos estoques, têm acirrado a disputa pelo produto nacional. Nesse cenário, os preços pagos ao produtor (mercado de balcão) têm subido mais que os valores negociados entre empresas (mercado de lotes). No Paraná, especialmente nas regiões norte e oeste, as cotações do trigo ao produtor estão na casa dos R$ 50,00 a saca de 60 quilos, patamar recorde, em termos nominais.

Em termos reais, ou seja, considerando a inflação (valores corrigidos pelo IGP-DI de agosto de 2013), o atual nível é o maior desde maio de 2008, quando os valores eram impulsionados pelas altas externas.

Considerando os últimos 13 meses (entre setembro de 2012 e a parcial de setembro de 2013), as cotações no mercado de lotes do Paraná registram alta de 59% e no Rio Grande do Sul, de 51%. No mercado de balcão, as cotações subiram menos, 40% e 31%, respectivamente. Portanto, ainda há espaço para os preços aumentarem ainda mais no mercado de balcão, sem apertar as margens de agentes que negociam no de lotes. 

Quase metade da área de Cachoeira é de lavouras

Estimativa do IBGE diz que são 33 produtos cultivados em larga escala em 178.228 hectares

Estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que 47,71% do território de Cachoeira do Sul é ocupado por lavouras.

Conforme a projeção feita com base em dados oficiais do mês de julho, são 178.228 hectares de plantações em larga escala, área em que 33 produtos são cultivados.

A soja - a líder em área plantada no município - ocupa 127 mil hectares, o correspondente a 71,26% da terra ocupada pela agricultura em Cachoeira.

Segunda maior plantadora de soja do Rio Grande do Sul (em área), a cidade perde apenas para Tupaciretã, onde são cultivados 142 mil hectares do produto.

O arroz, que por décadas foi a principal cultura agrícola de Cachoeira, hoje está em segundo lugar em área plantada na cidade.

São 32.950 hectares de lavouras do cereal, apenas 25% da extensão de terra dedicada ao cultivo da soja.

O trigo, com 10 mil hectares, é a terceira maior cultura agrícola de Cachoeira, seguido do milho, da mandioca e do fumo.

Com a economia baseada no setor primário, Cachoeira tem o sétimo maior valor adicionado bruto (VAB) agrícola do Rio Grande do Sul, indicador que considera o quanto é acrescido ao preço de um produto in natura após o beneficiamento.

O VAB é o principal balizador do repasse de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) para os municípios gaúchos.

ATENÇÃO

O território de Cachoeira do Sul tem 3.735,16 quilômetros quadrados, sendo 1.782,28 ocupados por plantações, o que corresponde a 47,71% da área total do município.

PARA SABER MAIS

O mapa das lavouras de Cachoeira

PRODUTO - ÁREA PLANTADA (em hectares)

Soja -  127.000
Arroz -  32.950
Trigo - 10.000
Milho - 5.000
Mandioca - 800
Fumo - 635
Noz  - 610
Colza - 400
Cevada - 300
Feijão preto - 212
Laranja - 72
Bergamota - 41
Cana de açúcar - 30
Sorgo - 30
Pêssego - 28
Batata doce - 20
Azeitona - 12
Limão  - 10
Melancia  -10
Figo - 9
Uva - 8
Cebola - 8
Goiaba - 7
Pera - 6
Abacate - 5
Batata inglesa - 5
Banana  -4
Amendoim - 4
Melão - 3
Tomate - 3
Caqui - 2
Maçã  -2
Alho - 2

TOTAL - 178.228

Proximidade de colheita nos EUA e demanda limitada pressionam para baixo preço de grãos na Ásia

Expectativa de queda afasta importadores asiáticos do mercado

(Safra norte-americana deve crescer neste ano à medida que as principais regiões produtoras se recuperam da seca do ano passado)
 
Os preços dos grãos no mercado asiático devem sofrer pressão para baixo nesta semana. A provável queda se deve à proximidade da colheita nos Estados Unidos e à demanda limitada. Importadores asiáticos começaram a se afastar do mercado em meio à expectativa de queda dos preços.

Os Estados Unidos estão se preparando para a colheita dos grãos que foram plantados na primavera (do hemisfério norte). A produção deve crescer este ano à medida que as principais regiões produtoras se recuperam da grave seca do ano passado.

– Produtores e tradings estão tentando se livrar de seus estoques da safra anterior, aumentando a oferta no mercado à vista antes da próxima safra – disse o vice-gerente geral da corretora Okato Shoji, Kaname Gokon.

Operadores e analistas esperam que os preços da soja caiam abaixo de US$ 13 o bushel neste mês. A projeção para os preços do milho e do trigo é de queda de 15 a 20 centavos de dólar por bushel.

Na semana passada, os preços subiram devido a preocupações com o clima seco nos Estados Unidos.

Chuvas leves se movimentaram na direção oeste através das grandes planícies norte-americanas. De acordo com relatório da consultoria Lachstock, os mercados terão uma ideia melhor do impacto do calor da semana passada quando as condições das lavouras forem atualizadas nesta terça-feira, dia 3 de setembro, pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

IGC eleva estimativas para produções globais de milho e trigo

Projeção da produção mundial de trigo teve aumento de quatro milhões de toneladas

(Elevação da estimativa de produção de trigo é resultado das perspectivas favoráveis para as safras de Canadá, União Europeia e Ucrânia)
 
O Conselho Internacional de Grãos (IGC) elevou a projeção para a produção global de milho no ano safra 2013/2014, de 942 milhões para 945 milhões de toneladas. A recuperação dos estoques norte-americanos respondeu por essa revisão, disse o órgão.

O IGC também elevou sua previsão para a produção mundial de trigo, para 691 milhões de toneladas (aumento de quatro milhões de toneladas), graças às perspectivas favoráveis para as safras de Canadá, União Europeia e Ucrânia. 

Helicoverpa armigera no Manejo Integrado de Pragas de Milho


    O cultivo de milho pode ser atacado por diferentes espécies de inseto desde o plantio até próximo à colheita. No entanto, algumas espécies merecem maior atenção por parte dos agricultores devido ao local de ataque. É o caso, por exemplo, das espécies que atacam as partes reprodutivas da planta, como o complexo de insetos denominados “lagartas”. A espécie mais tradicional e reconhecida como a mais importante é a lagarta-da-espiga, Helicoverpa zea. No entanto, nas espigas é também possível ser encontrada a lagarta-pequena, Dichomeris famulata, a lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda e a broca da cana-de-açúcar, Diatraea saccharalis. À exceção da H. zea e D. famulata, que são intimamente associadas à espiga, as outras espécies podem ocorrer em outras partes da planta, como folhas e colmos.

    O controle tradicional das espécies que atacam as espigas é dificultado pela localização das lagartas, geralmente protegidas dentro da espiga, sob as palhas. Quando o controle é através da pulverização com produtos químicos, além da baixa eficiência, há sempre o risco de eliminação de agentes de controle biológico e contaminação ambiental. Além do mais, a pulverização depende da disponibilidade de equipamentos apropriados que possibilitem a aplicação sobre plantas de tamanho elevado, incluindo, além da aplicação tratorizada, a aplicação via água de irrigação ou até mesmo a aplicação aérea. Tais equipamentos não são disponíveis para grande parte dos agricultores brasileiros e, portanto, nesta situação a pulverização não é feita. A ausência de inseticidas permite ao longo do tempo, a colonização de insetos benéficos específicos que acabam por reduzir a população da praga a níveis insuficientes para causar danos econômicos. É o caso, por exemplo, do parasitóide de ovos do gênero Trichogramma que pode atingir taxas de parasitismo acima de 70% em ovos de H. zea (“lagarta-da-espiga”). Outros agentes de controle biológico, também importantes e complementares, incluem a tesourinha, Doru luteipes e o percevejo Orius. Ambos são normalmente encontrados na espiga do milho.

    Recentemente, uma nova espécie de praga foi identificada no Brasil atacando entre outras espécies vegetais, o milho, a soja e o algodão, notadamente no Oeste da Bahia com grande severidade, causando perdas elevadas na produtividade, mesmo com a aplicação de inseticidas químicos. A espécie em questão, conhecida cientificamente como Helicoverpa armigera é muito próxima da lagarta-da-espiga, H. zea, não sendo ambas facilmente separadas visualmente. É uma espécie muito severa em países da Ásia, África e Austrália. Tem como hospedeiro, além dos cultivos já mencionados, o sorgo granífero; painço; girassol; cereais de Inverno, como trigo, aveia, cevada e triticale; linhaça; grão de bico; feijão; e culturas hortícolas, como cerejas, tomate, pepino e frutas cítricas. 

    O que torna a praga importante e severa é o fato de possuir alta mobilidade, polifagia e alta taxa de reprodução. Um problema agravante ao manejo da praga tem sido também o desenvolvimento da resistência aos inseticidas, já documentado na literatura, especialmente em relação a piretróides sintéticos, embora já haja registro de resistência a outros grupos de inseticidas, como carbamatos e organofosforados. 

    Como a espécie H. zea, os ovos de H. armigera são geralmente postos sobre o “cabelo” do milho. Ao eclodir as larvas consomem os grãos em desenvolvimento e, além deste dano direto, é comum ocorrer infecções bacterianas secundárias. As larvas também podem se alimentar das folhas do cartucho, das folhas mais desenvolvidas e do pendão.

    O ciclo de vida do inseto é em torno de um mês, o que permite a existência de várias gerações anuais e contínuas especialmente nas áreas mais quentes. Ocorrem seis estágios larvais e a larva quando completamente desenvolvida chega a 35-40 mm de comprimento. A pupa é marrom escura, com 14-18 mm de comprimento, com superfície lisa, arredondada, tanto anterior como posteriormente, com dois espinhos paralelos na ponta posterior.

MANEJO DA PRAGA

    A fase de ovo é crucial no ciclo de vida de H. armigera uma vez que alta taxa de mortalidade é verificada nesta fase. A literatura mundial tem relatado acima de 88% de mortalidade de ovos de H. armigera, principalmente nos primeiros três dias de oviposição. Esta taxa de mortalidade pode chegar a 95% de mortalidade, considerando-se a fase de ovo e os primeiros estágios larvais. O principal agente de controle biológico para liberação em nível de campo para o controle de ovos de diversas espécies de Lepidoptera é o Trichogramma, um inseto diminuto, porém com alta eficiência no controle das pragas. Além desta eficiência, já existe disponibilidade comercial em diferentes países, incluindo o Brasil. A liberação deste agente de controle biológico deve estar associada com armadilha contendo feromônio sexual que, ao ser utilizado no campo, serve para detectar a chegada da mariposa na área alvo e indicar a época de liberação. A armadilha, bem como o feromônio sexual, já está disponível no mercado internacional.

    O correto manejo das pragas de milho necessariamente deve considerar a possibilidade de liberação de Trichogramma tanto para o controle da lagarta-do-cartucho, como para o controle do complexo de Helicoverpa. O alto índice de parasitismo natural de ovos da “lagarta-da-espiga” indica a adaptação da espécie no agroecossistema milho e a real possibilidade de uso também para o controle da nova espécie, H. armigera. Na realidade, muito se tem pesquisado no Brasil mostrando a importância dos agentes de controle biológico das diferentes espécies de insetos fitófagos associados ao milho. Tanto em áreas de produção onde se utiliza o milho convencional, como em áreas onde há utilização de milho Bt a importância de insetos (parasitóides e predadores) e de microrganismos como tática essencial no manejo integrado não pode deve negligenciada. 


    A introdução de uma nova espécie de praga no sistema agrícola brasileiro mostra a importância de se ter rotineiramente o Manejo Integrado como princípio fundamental, de tal modo que o produtor possa rapidamente adequar medidas que também sejam eficientes, econômicas e ambientalmente adequadas para reduzir a população da nova praga a níveis não econômicos.  Obviamente, as demais espécies de insetos fitófagos não devem ser negligenciadas por conta do aparecimento de novas pragas. Todo o conhecimento gerado pelas Instituições de Pesquisa deve ser normalmente entendido e utilizado para reduzir a probabilidade de haver prejuízos aos produtores e à sociedade como um todo.

Conab estima perda de 26% do trigo no Paraná por geadas

Projeção da companhia para a produção do cereal no Estado passou de 2,7 milhão para 1,98 milhão de toneladas

(Prejuízo aos triticultores paranaenses está estimado em R$ 728,8 milhões)
 
Técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) voltam a campo no Paraná nesta semana para avaliar as perdas nas lavouras provocadas pelas geadas que ocorreram no fim de julho. Há duas semanas, os técnicos fizeram o primeiro levantamento e estimaram as perdas em 695,4 mil toneladas (26%) em relação ao volume previsto no levantamento de safra divulgado no início de agosto. A projeção da Conab para a produção de trigo no Paraná passou de 2,7 milhão para 1,98 milhão de toneladas, número que difere um pouco da estimativa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab), que é de 1,94 milhão de toneladas.

O gerente de levantamento e avaliação de safras da Conab, Francisco Olavo Batista de Sousa, explica que os técnicos irão percorrer quatro regiões produtoras paranaenses. A primeira vai de Paranavaí a Jacarezinho; a segunda, de Ivaiporã a Toledo; a terceira, de Cascavel a Laranjeiras do Sul; e a quarta, de Prudentópolis a Guarapuava. Ele afirmou que as perdas dependem do estágio de desenvolvimento das lavouras na época das geadas. Os efeitos foram mais fortes onde havia formação dos grãos.

Sousa disse que o maior impacto da geada ocorreu na região noroeste, onde as lavouras se encontravam em fase de floração e enchimento de grãos. Ele observou que o trigo está na fase inicial de colheita na região noroeste e que nas visitas às cooperativas os técnicos da Conab poderão fazer as primeiras sondagens sobre a qualidade do grão afetado pelas geadas, que é uma das preocupações dos moinhos. A quebra da safra paranaense levou a Conab a reduzir a estimativa da produção nacional de trigo de 5,6 milhões para 5 milhões de toneladas.

Previsão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná
No dia 14 de agosto, a Seab divulgou a estimativa de quebra do cereal devido às geadas. O trigo paranaense encontrava-se praticamente com a totalidade da safra plantada até 22 de julho. Da área, 47% da plantação estava germinando ou em desenvolvimento vegetativo, fases não suscetíveis a geadas. O prejuízo aos produtores, considerando os preços de mercado, está estimado em R$ 728,8 milhões.

Pelos números levantados pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), estima-se que 954 mil toneladas de trigo serão perdidas. Com isso, a produção paranaense de trigo terá redução de 33% em relação à previsão de 1,94 milhão de toneladas.

O cereal é uma das culturas mais importantes do Estado, com alta colaboração para a produção brasileira. Paraná e Rio Grande do Sul revezam-se em primeiro e segundo lugar na colheita dos últimos anos, gerando quase 90% do volume nacional de trigo. Em 2011, o Estado correspondeu por 42,93% da produção brasileira, quando produziu 2,45 milhões de toneladas das 5,69 milhões de ton de todo o país.

Geada negra
O evento climático que atingiu as culturas agrícolas do Paraná e deve contribuir para um quadro de perdas estimadas em mais de R$ 1,2 bilhão é conhecido como geada negra – um tipo mais nocivo às vegetações em relação à geada branca, que é mais comum. Ela é temida pelos agricultores por congelar a seiva das plantas. Causada por uma associação de muito frio, com temperaturas negativas, e ventos fortes, a geada negra queima as folhas e resfria o caule das vegetações. A branca, por sua vez, compromete apenas a superfície das plantações, causando perdas menos comprometedoras.

– A geada negra acontece quando há um baixo índice de umidade relativa do ar, temperaturas próximas a 0ºC e baixa ou inexistente incidência de chuva. Nesse tipo de ocorrência, a planta fica enegrecida. No inverno, chove pouco no Paraná, e julho deste ano foi um mês mais seco – explica a meteorologista do Instituto Simepar Angela Beatriz Costa.

A geada que atingiu o Sul do país na última semana de julho foi considerada a pior desde 2000. A incidência foi generalizada no Paraná e poupou apenas o litoral. A geada negra afetou durante quatro dias a produção agrícola do Estado.

Agricultor argentino deve reduzir área de milho e investir em soja

Preços baixos para o grão, alta dos custos, elevada carga tributária e intervenção oficial no mercado são fatores que influenciam a decisão

(Soja é a cultura de maior cultivo na Argentina, seguida do milho)
 
Prestes a iniciar o plantio da safra 2013/2014, agricultores argentinos devem reduzir a área semeada com milho e investir em soja, produto de maior liquidez. Levantamentos realizados pelas bolsas de cereais de Buenos Aires e de Rosario apontam, respectivamente, para um recuo de 3% e 10% nas lavouras do milho.

Por trás da decisão, estão os preços mais baixos para o grão, com a colheita de quase 350 milhões de toneladas de milho nos Estados Unidos, perspectiva que também desestimulará o plantio no Brasil. Mas produtores argentinos citam dificuldades extras, provocadas pela intervenção oficial no mercado.

– A realidade da Argentina é diferente da de outros países porque há muitas incertezas e distorções como as diferentes cotações do câmbio – disse o diretor executivo da Maizar, Martín Fraguío, cuja entidade reúne a cadeia produtiva do milho. Além dos preços baixos, o país convive com a alta dos custos e elevada carga tributária ocasionada pelas "retenciones", impostos cobrados sobre as exportações, de 20%.

Fraguío afirmou que os custos são pautados pela cotação do dólar paralelo, enquanto a comercialização da colheita, pelo dólar oficial, é cerca de 70% inferior.

– Isso gera muita preocupação – disse.

O cenário negativo também apresenta expectativa de que o governo possa baixar a alíquota das retenções para estimular o plantio. Em 2009, após uma forte estiagem que provocou prejuízos ao setor agropecuário e de um revés nas eleições parlamentares, a presidente Cristina Kirchner baixou a alíquota sobre as exportações de milho, de 25% para 20%.

Em 2013, não está descartado novo revés eleitoral, desta vez nas eleições parlamentares de outubro, e um clima adverso entre os produtores. Em 2012, os argentinos reduziram, significativamente, a lavoura de trigo, a ponto de faltar cereal no mercado interno no primeiro semestre. Os produtores de leite têm diminuído a produção, assim como os pecuaristas, o abate.

– Entendemos que o momento é ótimo para baixar as retenções sobre o milho porque, se a produção cair, o impacto na economia será muito maior do que está sendo com a queda do trigo – opinou.

Licenças

Para o setor, o governo poderia reduzir as retenções para 15% e liberar licenças para exportação.

– O milho precisa ser liberado urgentemente das licenças de importação e das retenções – afirmou o empresário Gustavo Grobocopatel, da empresa Los Grobo, uma das gigantes argentinas.

O primeiro plantio do milho ocorre entre setembro a outubro e o segundo, chamado de safra tardia, é realizado em dezembro. Essa segunda implantação responde por cerca de 40% da área cultivada com o cereal. Na safra anterior, esse porcentual representava 35% e, em 2010/2011, apenas 10%.

– Este salto foi possível graças ao uso de tecnologia que possibilita altos rendimentos – observou Fraguío.

O milho é o segundo maior cultivo da Argentina, depois da soja. A cotação do cereal n sexta, dia 23, era de US$ 171 a tonelada, enquanto para maio de 2014 a indicação chegava a US$ 160 a tonelada, considerando a produção norte-americana. A bolsa de Buenos Aires estimou a área de milho em 3,460 milhões de hectares.

Rendimento
Estudo da Associação de Consórcios Regionais de Experimentação Agrícola (Acrea) revelou que, por todos os problemas mencionados anteriormente, "o milho só é competitivo em 25% da superfície plantada, principalmente nas zonas próximas aos portos ou indústrias". No resto do país, "a equação apresenta resultados que não cobrem os custos de produção e de aluguel dos campos". Em um campo de Rosario, por exemplo, com aluguel de US$ 280 o hectare, o produtor teria de obter um rendimento de 9.500 quilos/ha ou acima deste volume para ter lucro.

Ao contrário do Brasil, onde a soja avança firme sobre a área do milho, na Argentina a substituição acontece, mas em menor intensidade. O produtor Néstor Roulet, que foi vice-presidente de Confederações Rurais Argentinas (CRA), divulgou um estudo segundo o qual agricultor com terras próprias e rendimento médio de 2.550 quilos de soja por hectare perde US$ 20,62 por hectare devido aos elevados custos e impostos. Já em terras alugadas, o saldo negativo seria de US$ 132,41/ha.

– O setor está deixando de ser rentável e isso se reflete nas áreas de cultivo que não aumentam como deveriam aumentar – afirmou Roulet.

Pesquisa realizada pelo Instituto de Estudos Econômicos e Negociações Internacionais da Sociedade Rural Argentina (SRA) mostrou que os números são negativos para os produtores de trigo, cuja safra se encontra em andamento, de milho e soja.

– Considerando custos de estrutura, mesmo para as áreas altamente produtivas, como no norte da província de Buenos Aires, verificamos margens negativas de US$ 173/ha no caso do trigo, se o rendimento for de 3.500 quilos/ha; US$ 23/ha para a soja com rendimentos de 2.800 quilos/ha; e US$ 23/ha para o milho com rendimento de 7.500 quilos/ha – destaca o estudo.

Independentemente das dificuldades, a área que o milho perder será ocupada pela soja.

– Mesmo com a soja chegando perto dos US$ 300/t ainda é mais vantajoso para o produtor do que produzir milho a US$ 160/t – comentou o analista de grão, Javier Buján. As bolsas ainda não divulgaram estimativa para a safra da oleaginosa na Argentina.

O presidente SRA , Luis Miguel Etchevehere, disse que o governo comemora 100 milhões de toneladas de grãos produzidos na última colheita, mas não reconhece que suas políticas equivocadas impedem os produtores de investir tudo que podem e de chegar a uma produção de US$ 120 milhões de toneladas de um ano para o outro.

Culturas de inverno apresentam bom desenvolvimento no Rio Grande do Sul

Trigo não foi prejudicado pelas recentes geadas e apresenta bom aspecto sanitário

(Trigo não foi prejudicada pelas recentes geadas no Ri Grande do Sul e apresenta bom aspecto sanitário)
 
As culturas de inverno - trigo, canola e cevada - apresentam bom desenvolvimento no Rio Grande do Sul.

Conforme informações da Emater/RS-Ascar, as condições climáticas dos últimos dias foram favoráveis às lavouras de trigo, apesar de períodos de temperaturas mais elevadas que ocasionaram os primeiros focos de ferrugem.

De maneira geral, a cultura do trigo apresenta bom aspecto sanitário, não sendo prejudicada pelas recentes geadas, ao contrário do ocorrido no Paraná, onde a redução na safra está estimada, segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, em cerca de 30% devido ao fenômeno climático.

Com a redução de oferta de trigo no mercado em nível nacional por conta dos prejuízos no Paraná, os preços vêm reagindo de forma intensa nos últimos dias, com a saca de 60 quilos cotada entre R$ 30,00 e R$ 37,00. A média para o Estado ficou em R$ 34,55, o que corresponde a um aumento de 3,26% na semana. Em relação ao ano passado, a vantagem chega a 27,54%.

As lavouras de canola, que estão em sua grande maioria nas fases de desenvolvimento vegetativo e floração, também apresentam boa evolução e tendência de bom potencial produtivo. No momento, a atividade dos produtores concentra-se nas práticas culturais necessárias, como aplicação de nitrogênio em cobertura. A sanidade das plantas é boa, não havendo problemas com pragas e doenças. O atual valor de referência é de R$ 59,00 por saca.

Beneficiada pelas condições climáticas, a cevada é outra cultura de inverno que está com bom potencial produtivo. As lavouras encontram-se nas fases de desenvolvimento vegetativo e elongação, sem problemas com pragas e doenças. Os produtores dedicam-se, atualmente, à aplicação de nitrogênio em cobertura e de fungicida. O excesso de precipitações ocorridas no último período preocupa os agricultores pela possibilidade da instalação de doenças nas lavouras. O preço referencial da cevada mantém-se em R$ 510,00 por tonelada.

Frio tem contribuído para o desenvolvimento do trigo no Rio Grande do Sul, dizem especialistas

Clima ameno com baixa umidade traz boas condições para o crescimento do grão

(Produtores torcem para o tempo se manter estável)
 
No Rio Grande do Sul, onde o plantio de trigo é tardio, o frio tem contribuído para o desenvolvimento das plantas. De acordo com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), o clima ameno, com baixa umidade, além da boa luminosidade e noites frias, tem trazido ótimas condições para o crescimento do grão em todas as regiões produtoras.

Técnicos em extensão rural dizem que o verde intenso das plantas é sinal da saúde das, que a partir de agora começam a entrar na fase de floração. Cerca 4% da área plantada no Estado está nessa etapa de desenvolvimento. A partir de agora, o clima deve ser a maior preocupação dos triticultores, já que na safra passada, uma geada trouxe perdas consideráveis. A região noroeste foi uma das mais atingidas e teve queda de 500 quilos por hectare.

A região de Cruz Alta produz, em média, 50 sacas de trigo por hectare. São 30 mil hectares dedicados à cultura, este ano, os produtores esperam resultados mais satisfatórios que compensem os prejuízos do ano passado. Segundo o produtor rural Valdir Schwade, a expectativa é também grande com relação aos preços que estão mais atrativos que os da safra anterior.

– O que nós colhemos ano passado era triguilha. Até as empresas que fazem ração compraram na faixa de R$ 25 a saca, Com todo o prejuízo da geada ainda pagaram satisfatoriamente. Ainda foi porque o preço do grão estava na faixa de R$ 34 – disse.

O produtor fez o plantio há 60 dias, agora os doze hectares plantados estão recebendo o tratamento, como a aplicação de nitrogênio em cobertura e o controle de pragas invasoras e doenças.

– Se não der geada nesse estágio, a perspectiva é conseguir fazer uma safra normal, como nos outros anos. Até agora ta 100%, está um estagio bom, começando agora com aplicação de fungicida – comemora Schwade.

A colheita, que começa em outubro, deve ter boa produtividade por área, de acordo com o extensionista rural, Enio Coelho. Segundo o especialista, o frio intenso do último mês não chegou a atingir as lavouras gaúchas.

– O frio foi benéfico, pois a nossa cultura está em um estagio bem inicial. Cruz Alta é um município que tem uma característica boa de produtividade, em torno de 2.700 quilos por hectare. A expectativa é que se mantenha esta media – disse.

Clima tem propiciado condições favoráveis para o trigo no Rio Grande do Sul

A partir de agora, porém, as lavouras começam a entrar na fase de floração e ficam sensíveis às baixas temperaturas

(Cultura do trigo vem se desenvolvendo muito bem no Rio Grande do Sul)
 
A cultura do trigo vem se desenvolvendo muito bem no Rio Grande do Sul. O clima ameno, com baixa umidade, boa luminosidade e noites frias tem propiciado ótimas condições para o crescimento do grão em todas as regiões produtoras. Segundo técnicos e agricultores, há algum tempo as lavouras não apresentavam aspecto visual e potencial produtivo tão bom.

Informações coletadas pela Emater/RS-Ascar indicam que o aspecto sanitário é considerado excelente na maioria dos casos, com as lavouras apresentando coloração verde intenso e bom perfilhamento. No momento, os agricultores intensificam a aplicação de nitrogênio em cobertura e o controle de invasoras e moléstias. A partir de agora, o clima deverá ser a maior preocupação dos triticultores, tendo em vista o aumento gradativo do percentual de lavouras que começam a entrar nas fases de elongação/floração, consideradas sensíveis à baixa temperatura e às geadas. O total de lavouras nesse estágio chega a 4%.

Outras culturas

Canola

As condições climáticas continuam beneficiando a canola, mesmo com os danos causados a algumas lavouras pelas geadas ocorridas no final do mês de julho, determinando o abortamento de flores. Mesmo assim, em geral, a cultura segue nas fases de desenvolvimento vegetativo e floração, apresentando, ainda, um bom padrão de lavoura e um bom potencial produtivo, mantendo-se acima das estimativas iniciais. O valor de referência para negócios está em R$ 58,00 por saca (equivalente ao preço da soja).

Bananas 

No Litoral Norte, os bananais estão em produção, com frutos apresentando boa qualidade. Não foram registradas perdas ocasionadas pelas baixas temperaturas. A colheita na região é realizada ao longo do ano.

Em todos os meses do ano há formação de brotação, surgimento e desenvolvimento de novos cachos, colheita e comercialização. No momento, os agricultores reclamam da forma de classificação da banana de segunda, que reduz em 50% o valor recebido. Da mesma forma, o peso das caixas é fator de descontentamento entre os agricultores. A comercialização está com a alta dos preços nos principais mercados do país, com isso houve reação positiva na cotação do mercado local. A cotação de preços pagos ao produtor na região do Litoral Norte é considerada boa, com os seguintes valores: banana prata, R$ 24,00 a caixa com 20 quilos (kg) do produto de primeira qualidade e R$ 12,00 para a banana de segunda qualidade; banana caturra (nanica), R$ 12,00 a caixa com 20 kg para produto de primeira qualidade e R$ 6,00 para banana de segunda.

Pêssegos

O somatório das condições climáticas das duas últimas semanas - a intensidade e qualidade do frio, a alta e prolongada insolação, gradativa subida da temperatura e, no final, chuvas de media/alta intensidade, propiciaram condições para o desenvolvimento da florada de diversas variedades de pêssegos. A variedade Chimarrita, material semiprecoce e a mais plantada na região da Serra, encontra-se em florescimento pleno, mesmo nos locais de maior altitude em que é cultivada. Em localidades de mesoclima mais quente, como o Vale do Rio Caí, as cultivares mais precoces já apresentam frutos nos seus primeiros estágios de crescimento. Na região Sul, os produtores fazem a limpeza dos pomares e intensificam a poda. Seguem os tratamentos fitossanitários da fase de floração nos pomares cultivados com variedades mais precoces. O frio, até o momento, é favorável à cultura do pêssego.

Rebanho bovino

O rebanho bovino de corte gaúcho, quando mantido exclusivamente no campo nativo, está perdendo peso devido à redução da oferta de alimentos, pois estas espécies forrageiras naturais estão queimadas pelas baixas temperaturas e fortes geadas que ocorreram no período na maioria das regiões produtoras do Estado. Por outro lado, os animais mantidos em pastagens cultivadas, especialmente nas áreas de gramíneas anuais de inverno, como aveia e azevém, ou confinados, apresentam bom ganho de peso. As condições sanitárias dos animais, de maneira geral, continuam satisfatórias, pois predominaram períodos caracterizados pelas baixas temperaturas, porém associadas com baixos teores de umidade, condições pouco favoráveis à proliferação de doenças e parasitas, especialmente verminoses e carrapatos.

TCU deve concluir em breve avaliação de dívidas agrícolas de produtores do Rio Grande do Sul

Segundo a senadora Ana Amélia Lemos, trabalho de análise das dívidas dos produtores e dos valores considerados elevados será finalizado em outubro

(Soluções para resolver endividamentos foram debatidas em audiência pública)
 
Lideranças de entidades rurais, parlamentares, prefeitos e vereadores reuniram-se na sexta, dia 9, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, para discutir soluções ao endividamento rural na região Sul. O debate foi promovido pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado, por iniciativa da senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS).

Durante a audiência, Ana Amélia, informou a notícia antecipada a ela pelo presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Augusto Nardes, de que o órgão deverá concluir em breve a auditoria para revisão dos contratos de financiamentos agrícolas em situação de inadimplência. O trabalho de análise das dívidas dos produtores e dos valores considerados elevados, em função da alta da inflação do passado e de renegociações, será finalizado em outubro.

– Vamos aguardar o término da auditoria do Tribunal de Contas e trabalhar em conjunto entre os parlamentares para colocar ponto final no endividamento, que se arrasta desde os anos 90 e cria enorme segurança para os produtores, ainda mais nos Estados onde ocorrem problemas climáticos, como é o caso do Rio Grande do Sul – disse a senadora.

A parlamentar considerou dramáticos alguns relatos feitos na audiência pública e lembrou de outros problemas como a logística cara e deficiente, além da elevação do dólar, que apesar de beneficiar as exportações, afeta o aumento do custo de produção em função da dependência da importação de insumos e defensivos agrícolas.

– Mesmo que hoje tenhamos uma excelente safra, com previsão de crescimento na próxima, o que é um alento muito grande, ainda não estará resolvido o problema do endividamento agropecuário – destacou a senadora.

Juros subsidiados
Entre as reivindicações dos agricultores gaúchos, listadas pelo presidente da Associação dos Produtores de Soja do RS (Aprosoja-RS), Ireneu Orth, durante a audiência pública, está o oferecimento pelos bancos credores da possibilidade de renegociação de contratos inadimplentes mediante a aplicação de taxas de juros subsidiadas e com prazos longos, acima de 20 anos.

Orth considerou também fundamental o estabelecimento de um mecanismo pelo governo federal que evite a elevação especulativa de preços de insumos utilizados na produção agrícola — tais como fertilizantes, defensivos e sementes — em razão da valorização sazonal das cotações internacionais de determinadas commodities como é o caso, por exemplo, da soja.

Já o economista da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Antônio da Luz, tentou retirar dos produtores rurais o rótulo frequentemente a eles associado no Brasil de maus pagadores.

Baseando-se em dados do Banco Central, Antônio da Luz demonstrou que entre os empréstimos bancários, sejam destinados a pessoas físicas ou jurídicas, os financiamentos agrícolas são os que apresentam as menores taxas de inadimplência.

– Os produtores rurais são bons pagadores, em primeiro lugar porque a escolha é sempre estar em dia. O produtor precisa estar em dia, porque senão ele interrompe um ciclo que é curto entre pegar o dinheiro, plantar, colher e pagar. Porque logo ele precisa do dinheiro de novo — explicou.

Crédito rural privado
Antônio da Luz ainda destacou o fato de a quase totalidade dos recursos destinados ao crédito rural no Brasil se originarem de economias privadas que são captadas pelos bancos e depositadas no Banco Central na forma de depósito compulsório.

Segundo ele, do montante de recursos que o governo federal anunciou, por exemplo, para o Plano Safra de 2011/2012, de cerca de R$ 107 bilhões, apenas R$ 3,6  bilhões originaram-se efetivamente de suas receitas. Ele observou que somente as receitas tributárias que o governo obtém do custo de produção de soja, milho, trigo e arroz no Rio Grande do Sul, totalizam mais de R$ 3 bilhões, valor suficiente para cobrir todo o efetivamente desembolsado pelo Tesouro Nacional no financiamento da atividade agropecuária no país em 2012.

Operacionalização
Márcio Langer, da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul, reclamou das dificuldades de operacionalização pelos bancos tanto de renegociações de dívidas quanto da concessão de novos empréstimos. Segundo ele, os bancos de fábricas de equipamentos agrícolas, como tratores e colheitadeiras, são os que oferecem atendimento de pior qualidade no caso de propostas de renegociações.

Logística
O presidente da Federação dos Produtores de Arroz do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, reclamou da falta de uma estrutura logística adequada de transportes no país. Segundo ele, no caso da rizicultura, esse é um gargalo importante que obstaculiza o desenvolvimento da atividade.

Protesto
Ao final da audiência pública, Glauco Mascarenhas, pecuarista de Dourados (MS), concitou os produtores gaúchos a aderirem ao movimento "Semana da Dependência" criado em seu estado. A campanha pretende ser um boicote do setor produtivo a ser realizado no mês de setembro, mediante a suspensão dos fornecimentos aos consumidores de uma série de produtos agrícolas. A finalidade do protesto será forçar o governo federal a reduzir os custos de produção e impedir a demarcação de terras indígenas.

Área plantada com trigo na Argentina cresce 7% em relação à safra 2012/2013

Devido ao clima úmido do ano passado, o país vizinho colheu uma das menores safras do cereal de sua história, de nove milhões de toneladas

(Implantação das lavouras atinge 90% do total esperado)
 
A Argentina deve colher mais trigo em 2013 se o clima for favorável. O plantio, em fase final, foi estimado pela Bolsa de Rosario em 3,8 milhões de hectares, aumento de quase 7% em relação à safra 2012/2013, quando foram semeados 3,5 milhões de hectares com o cereal. Por causa do clima úmido em 2012, o país colheu uma das menores safras de trigo de sua história, de nove milhões de toneladas.
 
No entanto, apesar do incremento de área neste ano, o volume para exportação não deve crescer significativamente, segundo o analista Gustavo López, da consultoria Agritrend.

– Na melhor das hipóteses, a produção chegaria a 10,5 milhões de toneladas, o que deixaria disponível para exportação entre quatro a cinco milhões de toneladas, volume insuficiente para atender o Brasil, por exemplo – afirmou. O mercado brasileiro importa cerca de seis milhões de toneladas do cereal.

A Guia Estratégica para o Agro (GEA), publicada na última semana pela Bolsa de Rosario, aponta que a implantação das lavouras atinge 90% do total esperado. As províncias de Entre Rios, Buenos Aires e Córdoba são as que registram maior incremento de área, de 19% a 22%, ante o ano passado. Já o norte argentino mostra, segundo a bolsa, capacidade "restrita" para investir no cultivo do cereal, devido à escassez de água e às "muito severas" complicações que atingiram a safra verão. No relatório, especialistas da bolsa afirmam que no ano passado o norte e noroeste do país semearam 600 mil hectares. Em 2013, a área deve ser de 300 mil hectares.
 
No sudeste de Buenos Aires, no entanto, os técnicos esperam importante recuperação da superfície do trigo, que havia sido ocupada com cevada no ciclo precedente. Por outro lado, há atrasos na implantação em toda área de Tandil e Tres Arroyos, província de Buenos Aires, em função de excesso de chuva, e a área está longe de chegar aos 850 mil hectares projetados inicialmente. Historicamente, essas regiões semeiam com trigo 1,5 milhão de hectares.
 
No leste de Córdoba e no resto da região pampeana, a safra 2013/2014 começou com um bom cenário hídrico e condições de plantio muito alentadoras, observam os especialistas em trigo da bolsa. Já o sudoeste de Córdoba, parte de La Pampa e sudoeste de Buenos Aires "são as zonas mais ajustadas no que diz respeito às reservas de umidade, como se observava no começo de junho".

Governo prevê recorde para valor da produção agrícola em 2013

Número será 10,8% maior em relação ao ano passado e deve atingir R$ 275,89 bilhões, impulsionado pela colheita recorde de soja

(Produtos que mais colaboraram para o crescimento foi soja, cana e milho)
 
O valor bruto da produção (VBP) dos principais produtos agrícolas deve crescer neste ano 10,8% (R$ 26,8 bilhões) e atingir o recorde de R$ 275,89 bilhões, impulsionado pela colheita da safra recorde de soja.

Os cálculos da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos do Ministério da Agricultura projetam crescimento de 18,5% (R$ 13,037 bilhões) na renda da soja, para R$ 81,898 bilhões. A soja responde por 30% do VPB das lavouras.

Os cálculos levam em conta a estimativa de safra divulgada na véspera pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os levantamentos de preços recebidos pelos produtores feitos pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP).

O estudo mostra que o segundo produto com maior participação no VBP agrícola é a cana-de-açúcar (17%). O Ministério da Agricultura prevê crescimento de 8,9% na renda da cana, para R$ 48,029 bilhões.

O milho ocupa o terceiro lugar, com participação de 13% no VBP. A projeção para o faturamento do milho é de crescimento de 10,5%, para R$ 36,846 bilhões.

Apesar das reclamações dos citricultores de queda na renda e da pressão dos altos estoques de passagem de suco de laranja sobre os preços, o Ministério da Agricultura prevê aumento de 46,1% no VBP da laranja, para R$ 20,637 bilhões. Para a banana, a estimativa de faturamento no ano é de R$ 10,3 bilhões, valor 10,8% superior ao do ano passado.

Entre os cereais, o arroz e o trigo apresentam perspectiva de aumento da renda dos produtores neste ano.

No caso do arroz, a estimativa é de aumento de 8,6% no faturamento, para R$ 8,072 bilhões. O trigo, cujos preços estão em patamares historicamente altos, por causa dos problemas climáticos que provocaram quebra de safra e perda de qualidade nas safras brasileira e argentina, deve ter aumento de 31% na renda, para R$ 4,165 bilhões.

Mesmo com a retração de preços nos últimos dois meses, o tomate aparece dentre os principais produtos. A estimativa do Ministério da Agricultura é de aumento de 76,7% na renda dos produtores, para R$ 10,882 bilhões. Entre os hortifrutigranjeiros também se destaca a batata-inglesa, com projeção de aumento de 35,9% na renda dos produtores, para R$ 3,577 bilhões.

Queda no faturamento
Quanto ao algodão, as previsões são de queda de 30,6% no faturamento, para R$ 8,125 bilhões, provocado pela queda de produção com a redução da área plantada. O café, cujos preços vêm sendo pressionados desde o início do ano, deve ter uma retração na renda de 27,6%, para R$ 14,059 bilhões. Os preços do café estão em queda por causa da percepção dos importadores de que o estoque remanescente e a safra atual serão suficientes para atender a demanda mundial pelo produto brasileiro.

Nova regulamentação do governo argentino para compra e venda de soja preocupa setor no país

Medida, ainda não publicada, estabelece obrigatoriedade de registro de todas as operações

(Nova regulamentação para a compra e venda de soja deve ser adotada na Argentina)
 
Produtores e exportadores de soja da Argentina estão atentos ao impacto da decisão do governo da presidente Cristina Kirchner de baixar nova regulamentação para a compra e venda da oleaginosa. O setor, que movimenta aproximadamente US$ 50 bilhões ao ano, terá novos controles por meio da Comissão Nacional de Valores (CNV), organismo que regula os mercados com oferta pública. A medida, ainda não publicada e por isso não conhecida em detalhes, estabelece a obrigatoriedade de registro de todas as operações no lugar indicado pela CNV.

De acordo com o maior produtor de soja da Argentina, Gustavo Grobocopatel, presidente da companhia de agronegócios Los Grobo, operações que não passam pelas bolsas deverão ser registradas também.

– Não vejo nenhum problema – disse.

Segundo o analista Gustavo López, diretor da consultoria Agritrend, a questão são as dúvidas causadas no mercado pela decisão governamental.

A avaliação é de que o objetivo da administração argentina é ter acesso às informações sobre o volume exato produzido e vendido no país e no Exterior, além de acompanhar os detalhes dos estoques declarados pelos produtores e exportadores. Até o momento, não há um organismo específico que concentre todas estas informações, o que facilita ao produtor dispor das colheitas no momento que julgar conveniente.

– Há muitas incertezas e inseguranças porque não se sabe como começa e termina esse tipo de medida do governo. Se é para controlar sonegação de impostos ou obrigar o produtor a vender sua mercadoria quando o governo determine. Isso pode prejudicar os preços – avaliou López.

Em plena política restrita do câmbio, Cristina acusa o setor de "sentar em cima da soja" guardada em silos-bolsas para "castigar" o governo com a ausência de divisas. A única entrada de divisas no país é por meio da exportação de grãos e oleaginosas.

O presidente da Sociedade Rural da Argentina, Luis Miguel Etchevehere, responde que o produtor é livre para vender a produção quando lhe pareça oportuno. Agora, com a nova regulamentação, essa liberdade poderia ser restringida, comentou López. Ele afirmou que todos os dados sobre volumes e comercialização existem em documentos diferentes que tramitam no mercado e são exigidos pelo próprio Executivo.

Ainda conforme López, a regulação da compra e venda agrícola é feita pelas bolsas de comércio. Se a CNV assumir esse papel, as bolsas se tornariam obsoletas.

– É cedo para afirmar qualquer coisa porque precisamos ver a norma publicada, mas as versões até agora estão alterando os ânimos – afirmou. O analista destacou também que, atualmente, o comércio de soja "é um mercado ágil e muito transparente". Ao contrário do que ocorre com o milho e o trigo, que se encontram sob forte intervenção oficial.

– Dependendo do tipo de norma, o mercado da soja pode se tornar menos ágil – estimou.

Argentina tem pior colheita de trigo em 111 anos

Safra de grãos 2012/2013, no entanto, alcançou 105 milhões de toneladas, superando o recorde anterior de 90,4 milhões de toneladas em 2011/2012

(Fraco desempenho do trigo levou a uma severa crise no abastecimento doméstico, cujo preço do produto tornou-se o mais alto do mundo)
 
Em meio a pior colheita de trigo dos últimos 111 anos, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, anunciou que a safra de grãos 2012/2013 alcançou 105 milhões de toneladas, superando o recorde anterior de 90,4 milhões de ton em 2011/2012. Sem oferecer detalhes da colheita, Cristina atribuiu a informação ao ministro de Agricultura, Norberto Yauhar.

– Obtivemos 23 milhões ou 27 milhões de toneladas de milho, não recordo bem – arriscou a presidente para explicar que o bom desempenho da safra que, em parte, foi impulsionada pelo cereal.

Conforme a mais recente estimativa da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a safra de milho foi de 24,8 milhões de ton, superior à colheita anterior de 21,5 milhões de ton. A produção de soja alcançou 48,5 milhões de ton, bem acima do volume prévio de 39,9 milhões de ton, como resultado de uma quebra da safra provocada por forte estiagem.

Milho e soja compensaram o retrocesso da colheita de trigo, que saiu de 14 milhões de ton para atuais 9,8 milhões de ton. A safra de girassol apresentou leve queda de 3,6 milhões de ton para 3,3 milhões de ton.

Produtora de trigo por excelência, a Argentina ficou impossibilitada não só de abastecer a demanda brasileira do cereal, mas também a doméstica. O fraco desempenho do trigo levou a uma severa crise no abastecimento doméstico, cujo preço do produto tornou-se o mais alto do mundo, atingindo valores superiores a US$ 520/ton.

O retrocesso da safra de trigo foi resultado da mistura de intempéries climáticas, intervenção oficial no preço interno e restrições às exportações. Desde 2007, a área cultivada com trigo vem sofrendo cortes, como resposta dos produtores à intervenção oficial.

Segundo deputado opositor Julio César Martínez (União Cívica Radical/UCR), a próxima safra de trigo, cujo plantio já começou, "também estará praticamente perdida porque o produtor não tem estímulo". Ele apresentou um projeto de lei para acabar com as retenções (as alíquotas de exportações) e proibir as barreiras às exportações. O texto determina que o governo terá a obrigatoriedade de fixar, no primeiro trimestre de cada ano, o volume necessário para atender a demanda doméstica. O restante da produção, pelo projeto, ficaria livre para exportação sem qualquer tipo de restrição.

Martínez explicou que, se o produtor tiver liberdade de vender sua colheita, terá estímulo para plantar cada vez mais. O deputado defende ainda, no texto, créditos do Banco de la Nación, equivalente ao Banco do Brasil, com taxas e prazos acessíveis ao pequeno e médio produtor e um ano de carência. O deputado afirmou que é um fracasso a política de intervenção aplicada pelo governo de Cristina Kirchner, executadas pelo secretário de Comércio, Guillermo Moreno. 

Ministério do Comércio Exterior prorroga prazo para importação de trigo com alíquota zero

A autorização, que valeria até 31 de julho, vigorará até 31 de agosto

(Medida visa a garantir que o trigo subsidiado chegue ao Brasil.)
 
A Câmara de Comércio Exterior (Camex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior decidiu nessa terça, dia 16, prorrogar o prazo para a importação de dois milhões de toneladas de trigo com alíquota zerada.

A autorização, que valeria até 31 de julho, vigorará até 31 de agosto. A desoneração visa a evitar o desabastecimento do produto e conter a elevação do preço da farinha no Brasil.

Os importadores interessados em trazer o produto para o país com alíquota zero devem completar os trâmites até 1° de agosto.

Do contrário, a cota com o benefício será redistribuída a outros importadores. Segundo a assessoria de comunicação do ministério, a medida visa a garantir que o trigo subsidiado chegue ao Brasil. A alíquota normal para o produto é de 10%.

Por questões climáticas, houve quebra de safra no Brasil e nos principais fornecedores de trigo, como Argentina.

Por isso, o governo decidiu desonerar a importação de uma cota de 2 milhões de toneladas de trigo originário de países que não pertencem ao Mercosul, formado por Argentina, pelo Uruguai, pela Venezuela, pelo Brasil e Paraguai, que no momento está suspenso.

Preço pago ao produtor de trigo gaúcho deve aumentar 50% nesta safra

De acordo com a Emater-RS, a área plantada com o cereal teve aumento de 4% a 5% em relação ao ano passado

(Cenário internacional também deve interferir no rumos do mercado de trigo no país)
 
A expectativa é positiva para a safra de trigo no Rio Grande do Sul. Os preços pagos ao produtor devem ser 50% maiores do que os praticados na safra anterior. De acordo com levantamento da Emater-RS, a safra gaúcha de trigo conta com um aumento de área plantada em regiões tradicionais da produção do cereal. Uma das principais explicações para essa ampliação está na rotação de culturas, em locais como a metade sul do Estado, que, em períodos mais quentes, investem em soja.

– Estamos trabalhando com possibilidade de área de 4% a 5 % maior do que o ano passado – disse o técnico da Emater-RS Dulphe Pinheiro Machado.

A avaliação da fase inicial de plantio é considerada vantajosa, com boas condições de solo para o desenvolvimento do cereal. No entanto, fica o alerta para a chegada do inverno e das baixas temperaturas, que devem impactar a fase de florescimento do trigo.

Na propriedade do agrônomo Carlos Alexandre Santos, em Rio Pardo, ele plantou 50 hectares de trigo, mesma área do ano anterior. Até o final de outubro, ele espera colher três mil quilos do grão, o equivalente a 50 sacas por hectare.

– No ano passado, tivemos muita chuva. Agora, estamos torcendo para ter um ano mais favorável. Já chegamos a colher 74 sacos, vai depender muito do clima – diz Santos.

O cenário internacional também deve interferir no rumos do mercado de trigo no país. De acordo com o gerente da Cooperativa Cotriel, de Rio Pardo, caso o dólar continue subindo, a tendência é de que o Brasil deixe de importar o grão, o que contribuiria para um aquecimento interno.

– Esperamos que o dólar se mantenha nesses patamares – aponta Adilson Nazari.

Até a entrada da próxima safra, o trigo deve seguir valorizado no Rio Grande do Sul, com preços firmes que chegam a R$ 690,00 a tonelada.

– O que a gente tem nesse momento é um período de desabastecimento. A Argentina também teve quebra. Isso deu base para os preços valorizados – pontua o analista de mercado Renan Gomes.