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Agricultores familiares de seis produtos receberão bônus no pagamento de financiamento em junho

Agricultores familiares que cultivam babaçu, borracha natural, cacau, cana-de-açúcar, feijão caupi e triticale contam com bônus do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) para os financiamentos destas culturas no mês de junho.

O percentual do desconto é calculado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para os produtos que, no mês anterior, tiveram preço de marcado inferior ao preço mínimo estabelecido pelo governo federal. A lista foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (7). 

O bônus é concedido aos agricultores familiares em forma de desconto nas operações e parcelas de crédito rural que serão pagas ou amortizadas no período de 10 de junho a 9 de julho de 2016. A operação deve ser feita por meio de agentes financeiros e operadores do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Os produtores de babaçu terão o bônus em cinco estados: Pará, Tocantins, Ceará, Maranhão e Piauí. Terão direito ao desconto os produtores de borracha da Bahia, Goiás e Mato Grosso. No Amazonas o bônus será concedido para os agricultores familiares de cacau e de feijão caupi. As culturas de triticale em Santa Catarina e de cana-de-açúcar no Ceará também registraram valores de comercialização inferiores ao preço mínimo e também contarão com o benefício.

A Conab faz mensalmente o levantamento de preços praticados nas principais praças de comercialização dos produtos da agricultura familiar contemplados pela PGPAF.

Confira aqui os valores de cada produto.


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Crédito emergencial para produtores atingidos pela seca recebe incremento de R$ 400 milhões

Recursos vão ajudar a reduzir os efeitos provocados pela estiagem no semiárido

(Estão disponíveis linhas de crédito com juros de 1% ao ano no valor máximo de R$ 12 mil)
 
O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, destacou a ampliação do crédito emergencial para os produtores rurais afetados pela seca. Coelho disse que a presidente Dilma Rousseff autorizou a liberação de R$ 400 milhões para empréstimos aos agricultores e criadores até o final deste ano.

Os recursos são oriundos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e integram o pacote de ações do Governo Federal para enfrentamento do período de estiagem e buscam reduzir os efeitos da seca.

Os empréstimos podem ser feitos em qualquer agência do Banco do Nordeste. Estão disponíveis linhas de crédito com juros de 1% ao ano no valor máximo de R$ 12 mil para os beneficiários do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os pequenos produtores terão linha de crédito que pode atingir até R$ 100 mil com juros de 3,5% ao ano. Os beneficiários terão uma década (incluindo a carência de até três anos) para saldar a dívida com a primeira parcela prevista somente para 2015 ou, se for agricultor familiar, em 2016.

O ministro Fernando Bezerra Coelho disse que o Governo Federal vai oferecer cerca de R$ 2,8 bilhões em linhas de crédito para os produtores rurais.

– Essa medida se une às outras ações emergenciais e também às obras estruturantes que vão dar a possibilidade de Pernambuco ter segurança hídrica e atravessar outras secas sem os graves prejuízos que enfrentamos nesses últimos dois anos – explicou o ministro.

Produtores de morango do Distrito Federal comemoram a boa expectativa para a colheita da fruta

Volume pode ultrapassar 7 milhões de toneladas e deve ser 30% superior ao de 2012

(Produtor estima produzir 250 mil caixas da fruta até dezembro)
 
Os produtores do Distrito Federal já começaram a colher a safra de morango, a sexta maior do país. A expectativa é que o volume seja 30% superior ao de 2012, ultrapassando mais de sete mil toneladas da fruta.

Na propriedade do produtor José Célio de Souza Berreza, familiares e funcionários estão a todo vapor para selecionar e embalar o morango que acaba de ser colhido. Até dezembro, eles devem produzir 250 mil caixas, que vão ser comercializadas no DF, em Goiás e na Bahia.

– Esse ano eu posso dizer que estou rindo a toa. A produção está muito boa. A minha expectativa esse ano de colheita vai ultrapassar, vai dobrar o que eu esperava – comemora o agricultor.

Parte do sucesso dos agricultores da região se deve ao clima seco e quente do cerrado, favorável a este tipo de cultivar, e as linhas de credito fornecidas pelo governo.

– Alguns produtores têm conseguido linhas de crédito e o poder aquisitivo também tem melhorado, fazendo com que invistam numa área maior de produção de morango – diz a engenheira agrônoma da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Magali de Ávila Fortes.

O produtor beneficiado pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Com o dinheiro do financiamento e o pagamento à vista das despesas do custeio, ele ampliou a área plantada de dois para quatro hectares.

– Esse crédito foi usado tanto para pagar os funcionários em dia, foi 30% que a gente deixou para os funcionários e 70% foi investido em muda no preparo do solo – disse o produtor.

O sucesso dos agricultores e a produtividade poderiam ser ainda maiores, se as mudas que hoje vem do Chile, fossem cultivadas na região.

– Essas mudas vem de longe, elas são judiadas, sofridas. A gente podia estar colhendo morango aqui, em 20 dias, já estar colhendo se essa muda fosse produzida aqui. Como ela vem de fora chega a 60, 90 dias para produzir – explica Berreza.

Cafeicultores da Zona da Mata Mineira querem anistia das dívidas

Produtores querem pagar somente os juros das dívidas e amortizar 10% do principal

(Produtores agrumentam que, ao vender o café para quitar as dívidas, ficam descapitalizados)
 
Uma comissão de representantes dos cafeicultores da Zona da Mata de Minas Gerais se reuniu nesta terça, dia 16, com o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, para propor medidas de apoio ao setor, que responde por 90% da economia da região. O presidente da Associação da Agricultura Familiar do Leste de Minas, Admar Rodrigues Soares, explicou que a comissão representa cerca 40 municípios e 50 mil produtores.

O presidente da associação disse que o atraso na liberação dos financiamentos para colheita, custeio e estocagem de café é preocupante, mas observa que no caso da Zona da Mata os produtores estão receosos de tomar novos créditos por causa do risco de aumento do endividamento. Ele calcula que 15% dos produtores da região que possuem renda de outras atividades fora das fazendas estão em boa situação; 15% estão em situação razoável; e os 70% restantes, a maioria pequenos proprietários, estão enfrentando dificuldades.

Os produtores da Zona da Mata cobram do governo anistia para as dívidas ou uma mudança no sistema de pagamento dos financiamentos do Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf). Argumentam que, ao vender o café para quitar as dívidas, ficam descapitalizados. Eles querem pagar somente os juros das dívidas e amortizar 10% do principal.

Segundo a entidade, os custos de produção da cafeicultura de montanha, que é predominante na região, estão em R$ 336 a saca, bem acima do preço mínimo de R$ 307 a saca estipulado pelo governo. Os produtores da região atualmente estão vendendo o café a R$ 250 a saca.