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Linhas de crédito facilitam vendas na Expointer 2013

Máquinas e equipamentos agrícolas foram os responsáveis pelas negociações envolvendo o Programa de Sustentação do Investimento

(Máquinas e equipamentos agrícolas foram os responsáveis pelas negociações envolvendo o Programa de Sustentação do Investimento)
 
As linhas de crédito estão impulsionado as vendas na 36ª edição da Expointer. O carro chefe é o Programa de Sustentação do Investimento (PSI). O Programa tem por objetivo estimular a produção, aquisição e exportação de bens de capital e a inovação tecnológica. O Banrisul atingiu até a sexta-feira, dia 30, a marca de R$ 180.630 milhões de negócios em linhas de créditos realizados na agência do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

Cerca de 70% dos créditos são referentes ao PSI e ao Programa Mais Alimentos, ambos do governo federal. Outro banco que teve destaque nas negociações envolvendo as linhas de crédito do PSI foi o Sicredi. Até a sexta-feira, o total de negócios realizados na agência foi de R$ 332,7 milhões, sendo que R$ 209,9 milhões oriundos do Programa, representando 63% das negociações. O Banco do Brasil também teve como principal linha de crédito o PSI. Foram feitas 3,9 mil propostas, totalizando 75% dos negócios.

As máquinas e equipamentos agrícolas foram os responsáveis pelas negociações envolvendo o programa.
Conforme o presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers), Claudio Bier, os números devem-se ao bom momento vivido pelos agricultores.

– Tivemos uma boa safra, vivemos um momento mágico e o preço está bom. Com novas tecnologias se produz mais e perde-se menos – afirma Bier.

Financiamento de máquinas e implementos agrícolas cresce em julho

Crédito concedido ao produtor rural aumentou 61,7%

(Secretário de Política Agrícola do Mapa diz que resultado se deve à melhora nas condições de crédito nas modalidades de investimento)
 
Os empréstimos autorizados por meio do Programa de Sustentação de Investimento (PSI-BK), em julho de 2013, apresentaram alta de 61,7% sobre o mesmo período da safra anterior. A modalidade de empréstimos permite ao produtor rural financiar a aquisição de máquinas e implementos agrícolas.

Com a taxa de juros de 3,5% e a programação de R$ 7 bilhões em recursos pelo PSI-BK, já foram aplicados no primeiro mês da safra deste ano R$ 915,6 milhões. No mesmo mês da safra 2012/13, o valor atingido foi de R$ 566,3 milhões.

Para o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller, o resultado se deve à melhora nas condições de crédito nas modalidades de investimento.

Os financiamentos para a agricultura empresarial na aplicação de julho de 2013 somaram R$ 9,5 bilhões, um aumento de 55% em relação ao mesmo mês da safra anterior, que foi de R$ 6,1 bilhões.

Setor de máquinas e implementos agrícolas comemoram e esperam bater recorde na Expointer 2013

Empresas esperam superar os R$ 2 bilhões em vendas do ano passado

(Empresas estão comemorando o crescimento vivido pelo setor no RS)
 
As empresas produtoras de máquinas e implementos agrícolas estão comemorando o crescimento vivido pelo setor no Rio Grande do Sul. A maior parte delas prevê bater os recordes de venda com relação ao ano passado, quando foi superado os R$ 2 bilhões.

Para Jair Servat, gerente de vendas da John Deere, a recuperação do setor como um todo no Estado teve seu início a partir da Expointer no ano passado. Servat explicou que as vendas dos contratos firmados em setembro de 2012, durante a feira, com taxas de juros reduzidas a 2,5% tiveram as entregas feitas em janeiro. A partir dai o segmento também foi impulsionado pelas altas nos preços dos grãos, originada pela seca nos Estados Unidos, e a falta de mão-de-obra no campo.

– Os produtores estão buscando tratores e colheitadeiras grandes por conta da dificuldade de encontrar mão-de-obra. Nesse ano, as vendas já cresceram na ordem de 30%. Em matéria de opções de bancos e financiamento, o RS é o melhor lugar. O estado tem dinheiro – explicou.

Servat estima vendas de 20% a 30% maiores que na feira do ano passado.

– Foi espetacular no ano passado, mas vamos trabalhar para superar o recorde – disse.

Leandro Bérgamo, gerente regional da New Holand, também espera uma boa feira. A meta da empresa é de crescimento de 5% a 8% em relação às vendas do ano passado.

 – O crédito está bom e o RS tem uma boa demanda de máquinas para produção de grãos. Também há segmentos específicos como o mercado de tabaco e hortifruticultura, e isso é muito bom – afirmou Bérgamo.

Exportação e agricultura familiar

A Stara, que tem sede em Não-Me-Toque (RS), no noroeste do Estado, vê também um bom momento econômico e a feira como uma oportunidade para incrementar vendas para a agricultura familiar.

– Falta mão-de-obra no campo e a agricultura familiar está buscando profissionalização. Por isso, a agricultura familiar tem buscado cada vez mais tecnologia. Oferecemos agricultura de precisão para esses pequenos produtores que querem se profissionalizar – revelou Orlando Francisco Mandelli, gerente da região Sul da Stara.

Márcio Elias Fülber, diretor comercial da Stara, contou ainda que a Expointer também é uma ocasião para encontro com possíveis importadores de seus produtos. Segundo Fülber, visitantes estrangeiros já compraram equipamentos da empresa no ano passado e em 2013 isso deve se repetir.
                         
– A exportação é um foco importante. Atualmente, exportamos para mais de 35 países. Para o nosso estande esse ano virão visitantes da África do Sul, Zâmbia, Moçambique, Venezuela, Colômbia, Bolívia e Chile. A expectativa é boa – declarou ao portal da Expointer.

Eduardo Copetti, gerente de desenvolvimento de mercado da Semeato, considera o mercado de máquinas agrícola bastante aquecido no Rio Grande do Sul. No semestre, o crescimento da empresa foi superior a 15%, mas o gerente não faz estimativas específicas para a feira.

– Os preços dos grãos devem nos trazer uma feira boa – resumiu.

Setor de máquinas agrícolas permanece aquecido, apesar de queda na produção industrial do país

Facilidade de acesso ao crédito para a compra de equipamentos deve manter o mercado aquecido até o final de 2013

(Vendas internas de máquinas estão aquecidas este ano)
 
O primeiro semestre de 2013 fechou com crescimento de 29,5% nas vendas de máquinas agrícolas em comparação com os seis primeiros meses do ano passado. Nos últimos doze meses, a comercialização de tratores e colheitadeiras cresceu 23%. Mas a alta do dólar põe o setor em alerta e deve refletir no preço de tratores e colheitadeiras ainda este ano.

O crescimento da produção no campo, principalmente com a grande safra de grãos e também o aumento no preço de commodities, como soja e milho, são motivos para o bom momento do setor de máquinas agrícolas. O acesso ao crédito é outro fator importante.

– Hoje, nós temos uma linha através do BNDES com juros de 3,5% ao ano para o agricultor. A produção agrícola positiva, somando com a disponibilidade de crédito, faz com que o agricultor invista cada vez mais no seu negócio, invista em tecnologia e proporcione uma maior produtividade na agricultura nacional – diz Alexandre Vinícius de Assis, gerente de vendas da Valtra.

Mas o bom momento das fornecedoras de máquinas para o agronegócio é uma exceção. Outros setores da economia não estão no mesmo ritmo. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou que no primeiro semestre deste ano houve queda da produção industrial, com redução do número de trabalhadores e dos lucros, além de aumento da ociosidade das fábricas e dos estoques.

A valorização do dólar, cotado acima de R$ 2,20, deve ser transferida para os preços dos equipamentos e já preocupa a indústria de máquinas agrícolas, que espera queda nas vendas para o próximo ano.

– Hoje a nossa linha de produtos é dependente de muitos itens importados. Se o câmbio varia para cima, consequentemente isto é repassado para o custo de produção e para o agricultor – aponta Assis.