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José Cláudio Machado

Nome: José Cláudio Machado
DT Nasc.: 17/11/1948
Cidade: Tapes
Estado: Rio Grande do Sul
Pais: Brasil
DT Morte: 12/12/11

Zé Cláudio, foi um músico brasileiro. Intérprete da música nativa do Rio Grande do Sul, José Cláudio foi o vencedor da Califórnia da Canção Nativa de 1972, com a música Pedro Guará. Fez algumas parcerias com Jaime Caetano Braun (1924 – 1999), interpretou os mais belos versos de Mauro Moraes e Participou do conjunto Os Serranos em duas oportunidades, a última na metade da década de 1980, quando gravou o álbum Isto é... Os Serranos.

Discografia:


1986 - Isto É... Os Serranos, com Os Serranos
1988 - Fletes e Amores
1990 - Pedro Guará
1993 - Milongueando uns Troços c/ Bebeto Alves
1995 - Entre Amigos
2001 - De Bota e Bombacha c/ Luiz Marenco
? - Marcas
? - Campesino
? - Gaúcho
2008 - No Meu Rancho - Acústico e ao Vivo
? - Tapeando o Sombreiro
? - Em Espanhol
2005 - Arranchado
2007 - Os Melhores Sucessos de José Claudio Machado
2009 - Ao Vivo em Vacaria

Chasque Pra Don Muñoz

Amigo Érbio Munhoz
Meu chasque não tem floreios
Eu uso bombacha larga
E um chapéu de metro e meio
Botas de garrão de potro
Laço, pealo e gineteio
E me sustento pachola
Da serventia do arreio

Por voltas que a vida faz
Para açoitar um cristão
Ando cortado dos trocos
Freio e pelego na mão
Sem um cavalo de lei
Pra visitar meu rincão
O nosso Caiboaté Grande
Que trago no coração

(A Tia Maria me disse
Que tua tropilha é de lei
E o José Rodrigues Ramos
Confirmou quando eu pensei
Em te pedir um cavalo
Nesses versos que criei
Pra cantar em São Gabriel
Querência que sempre amei)

Entrega pro Tio Adir
Lá na Costa do Lageado
E diz pra Enilda e Sivinha
Que eu chegarei afogado
Num borrachão de saudade
Do tamanho do meu pago
E a Negra Juci me espere
Com um chimarrão bem cevado

Don Érbio guarde consigo
Que um dia arranco do peito
E pago esta obrigação
Que me deixa satisfeito
O pêlo é da tua conta
Baio, rosilho, eu aceito
Que o velho Moacir Cabral
Me fez assim por direito

(A Tia Maria me disse
Que tua tropilha é de lei
E o José Rodrigues Ramos
Confirmou quando eu pensei
Em te pedir um cavalo
Nesses versos que criei
Pra cantar em São Gabriel
Querência que sempre amei)

Cantar Galponeiro

Meu verso é rio de águas claras correndo para o remanso
É igual a um potro manso se andar garboso e faceiro
Faz tempo que é meu parceiro pois é meu verso que acalma
As penas da minha alma nas horas de desespero

(O meu cantar galponeiro traz a marca da querência
E aprova de uma existência cevada no mate amargo
E quem aceita o encargo de campeiro cantador
Sabe que é fiador da memória do seu pago)

Quem não renega as origens é cerno de corunilha
Plantado numa coxilha palanque por vocação
Esta xucra devoção expressa através do verso
Participa do universo sem desgarrar do seu chão

Meu verso carrega o timbre do sentimento nativo
E cada rima é um estribo onde se afirma a consciência
E nesta busca de essência meu canto é quase sagrado
Porque projeta um legado além da minha existência