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Distrito Federal recebe Festa do Morango até domingo

Emater apresentou técnicas a serem usadas onde solo não é propício para plantio da fruta ou quando espaço disponível é pequeno

(18ª Festa do Morango segue até o domingo, dia 8, em Brazlândia)
 
A região administrativa de Brazlândia, no Distrito Federal, recebe até o próximo domingo, dia 8, a 18ª Festa do Morango. A expectativa para este ano é de que mais de 250 mil pessoas passem pela Associação Rural e Cultural Alexandre Gusmão (Arcag), que sedia o evento.

O evento começou na sexta-feira. No sábado, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) realizou um Dia de Campo para apresentar as vantagens e desvantagens das tecnologias da hidroponia e do cultivo suspenso. As técnicas são usadas onde o solo não é propício para o plantio ou onde o espaço disponível é pequeno.

– Para atender às demandas dos produtores da região temos a expectativa da criação de um parque tecnológico do morango – afirmou o gerente da Emater-DF, Rodrigo Teixeira, durante o evento.

Além da apresentação de máquinas que auxiliam na produção, os produtores também puderam conferir durante o fim de semana três formas de cultivo suspenso. Uma com o uso de vasos, outra em sacos, e a em calhas pelo sistema NFT (fluxo laminar de nutrientes).

Distrito Federal é o maior consumidor per capita de flores do Brasil

Em 2013, os quase 500 hectares de plantação, renderam mais de R$ 100 milhões para o país

(Intenção é colocar a região entre os principais fornecedores)
 
O Distrito Federal é o maior consumidor per capita de flores do país. São quase 500 hectares de plantação que, no ano passado, rendeu mais de R$ 100 milhões. Entre os produtores, destaque para as mulheres, que graças a uma cooperativa, conquistaram a independência financeira.

Rosemary Moraes dos Reis cultiva hortaliças, porém, há dois anos, encontrou na beleza das flores, uma forma de garantir a renda nas entressafras, quando o lucro é bem inferior. Hoje, 80% de toda a renda da família vem desta atividade.

– Começamos a plantar cactos, gerânio. Mas o mercado passou a pedir mais. Hoje, a gente ta vendo que com as plantas é muito mais rentável do que hortaliças.

Ela é uma das integrantes da Cooperativa dos Produtores de Flores e Plantas Ornamentais do DF, a Multiflor. Referência no setor, iniciou os trabalhos em 2009, com 21 integrantes e, hoje, conta com 54. Por mês, saem daqui 2.500 vasos de diversas plantas, e mil maços de flores de corte. Números que rendem, em média, R$ 80 mil. A maioria, 80%, é formada por mulheres e agricultores familiares.

A cooperativa faz parte de um projeto de capacitação e inserção da mulher no mercado de trabalho. O grupo tem o apoio da Emater DF e também uma parceria importante com a Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), ligada ao Ministério da Integração Nacional.

– Nós repassamos o ano passado, através da Emater, R$ 200 mil para a Cooperativa. Esse investimento foi para a compra das mudas, divulgação e compra de equipamentos. Isso para que Brasília não seja apenas um centro consumidor, mas que comece a produzir para exportação – salienta o Superintendente do Sudeco, Marcelo Dourado.

Brasília é a maior consumidora de flores e plantas ornamentais do país, de acordo com a Emater do Distrito Federal. Agora, o próximo passo, é conquistar um espaço entre os grandes produtores. Mas, para isso, a mulher, personagem importante no processo, ainda precisa quebrar algumas barreiras e driblar o preconceito.

– O primeiro obstáculo está dentro de casa. É convencer o marido de que ela pode ser uma empreendedora. Que ela pode sair de casa, fazer um financiamento que ela vai conseguir pagar – diz a extensionista da Emater, Regina Lima.

Produtores de morango do Distrito Federal comemoram a boa expectativa para a colheita da fruta

Volume pode ultrapassar 7 milhões de toneladas e deve ser 30% superior ao de 2012

(Produtor estima produzir 250 mil caixas da fruta até dezembro)
 
Os produtores do Distrito Federal já começaram a colher a safra de morango, a sexta maior do país. A expectativa é que o volume seja 30% superior ao de 2012, ultrapassando mais de sete mil toneladas da fruta.

Na propriedade do produtor José Célio de Souza Berreza, familiares e funcionários estão a todo vapor para selecionar e embalar o morango que acaba de ser colhido. Até dezembro, eles devem produzir 250 mil caixas, que vão ser comercializadas no DF, em Goiás e na Bahia.

– Esse ano eu posso dizer que estou rindo a toa. A produção está muito boa. A minha expectativa esse ano de colheita vai ultrapassar, vai dobrar o que eu esperava – comemora o agricultor.

Parte do sucesso dos agricultores da região se deve ao clima seco e quente do cerrado, favorável a este tipo de cultivar, e as linhas de credito fornecidas pelo governo.

– Alguns produtores têm conseguido linhas de crédito e o poder aquisitivo também tem melhorado, fazendo com que invistam numa área maior de produção de morango – diz a engenheira agrônoma da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Magali de Ávila Fortes.

O produtor beneficiado pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Com o dinheiro do financiamento e o pagamento à vista das despesas do custeio, ele ampliou a área plantada de dois para quatro hectares.

– Esse crédito foi usado tanto para pagar os funcionários em dia, foi 30% que a gente deixou para os funcionários e 70% foi investido em muda no preparo do solo – disse o produtor.

O sucesso dos agricultores e a produtividade poderiam ser ainda maiores, se as mudas que hoje vem do Chile, fossem cultivadas na região.

– Essas mudas vem de longe, elas são judiadas, sofridas. A gente podia estar colhendo morango aqui, em 20 dias, já estar colhendo se essa muda fosse produzida aqui. Como ela vem de fora chega a 60, 90 dias para produzir – explica Berreza.

DF possui o melhor touro para produção de leite do Centro-Oeste

Pequena propriedade se destaca pela genética qualificada

(Uísque é considerado o melhor animal para produção de leite do Centro-Oeste)
 
Uma pequena propriedade do núcleo rural Tabatinga, na região de Planaltina, no Distrito Federal, é o local de nascimento de um dos destaques da alta genética bovina: após avaliações rigorosas da Embrapa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), feitas por meio do teste de progênie, o touro Uísque foi considerado o melhor animal para produção de leite do Centro-Oeste e o sétimo no Brasil, além de ser o primeiro colocado como nova opção, ou seja, que não gera consanguinidade.

A fazenda Hermínia, atendida pela Emater-DF, atua desde 1983 na criação de gado leiteiro. Os proprietários, Paulo Horta e Lindalva Horta, possuem mais de 110 animais, entre touros, vacas e novilhas das raças gir e girolando. O carro-chefe da fazenda é a produção de genética.

– Já que nossa propriedade é pequena, temos que ser grandes na tecnologia – observa o produtor.
Atualmente, o teste da progênie é feito pela Embrapa, junto com a Associação Brasileira de Criadores de Gir Leiteiro. Trata-se de uma rigorosa avaliação científica de nível nacional, que classifica os animais que têm maior potencial de gerar vacas com maior produção de leite que a média dos rebanhos. As vacas são inseminadas artificialmente com o sêmem do touro e as filhas que nascem e são avaliadas nas suas diversas lactações — por isso, a avaliação pode levar até oito anos.

O programa já testou 451 touros em mais de 18 mil novilhas. O exame abrange todos os estados brasileiros. Paulo Horta explica que a terceira lactação é a que melhor indica o potencial de produção leiteira. Atualmente, suas vacas produzem, em média, 12 litros de leite por dia, que é um índice bastante expressivo.

Emater apresenta nova opção de pastagem para o Centro-Oeste resistente ao inverno

Já utilizada no Sul do país, a aveia crioula ou preta pode ser aproveitada de diversas maneiras como alimento

(Sementes de aveia crioula ou aveia preta são resistentes ao inverno e podem ser opção de pastagem)
 
No Centro-Oeste do país, a época da seca se aproxima, e muitos pecuaristas que produzem gado leiteiro já se preparam para lidar com a falta de alimento no período de estiagem. Técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) do Distrito Federal apresentaram uma nova opção de pastagem
com sementes de aveia crioula, ou aveia preta, resistentes ao inverno.

Já utilizada no sul do país, a aveia crioula pode ser aproveitada de diversas maneiras: verde no cocho, feno, silagem e pastejo. Pedro Neres de Santana é um pequeno produtor de gado leiteiro da região do Paranoá (DF). Todos os anos ele enfrenta dificuldades na época da seca, e ainda não conhecia a semente.

Novidade no Cerrado, o cereal é resistente a baixas temperaturas, se adequa bem ao clima seco e é rentável: o custo para o produtor gira em torno de R$ 2,5 mil por hectare.

– É uma forrageira que tem grande valor nutricional, então, ela é importante porque a gente pode reduzir o custo através da diminuição do uso da ração concentrada com suplementação, no período da seca que é o maior custo que o produtor de leite tem – diz Flavia Lage, pesquisadora da Emater-DF.

O veterinário Weber Alves de Brito explica que ela pode ser cultivada em áreas já semeadas ou não.

– No plantio solteiro, a gente trabalha em torno de 60 a 80 quilos. Enquanto no plantio sob semeadura, nós trabalhamos com 100 quilos por hectare. Por que no plantio solteiro, ela estaria sem competição enquanto na sub semeadura teria o capim que está ali competindo com ela e impedindo seu crescimento, então, por isso a taxa maior de semeio – explica Brito.

De acordo com a coordenadora do programa, os animais podem ser colocados no pasto 45 dias depois do plantio. Mas, ela ressalta que a aveia preta só pode ser utilizada em pastos que possuem sistema de irrigação.

– Como o período que a gente a utiliza é um período que não tem chuva, então, só se o produtor tiver irrigação ele consegue usar a aveia como alternativa de suplementação do gado – fala Flávia.

Pedro Santana, que acabou de conhecer a novidade, ainda não vai poder usar a semente este ano, pois primeiro precisa investir num sistema de irrigação. Enquanto isso, ele vai continuar utilizando a silagem.

– Achei interessante, só que para mim lá não funciona, pois eu não tenho água para montar o sistema de irrigação. Na época de estiagem, eu uso a silagem de milho e de sorgo. É mais fácil de produzir e tenho uma área boa para plantar o milho. Na seca, o que mais funciona lá e a silagem – fala Santana.