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Classificatória de Bagé revela novos classificados à decisão do Freio de Ouro

Reconhecida como um dos polos mais tradicionais na criação de cavalos Crioulos, a cidade de Bagé, no Rio Grande do Sul, recebeu a sexta etapa classificatória do circuito 2016 do Freio de Ouro. A prova, realizada entre os dias 9 e 12 de junho no parque da Associação Rural do município, habilitou mais oito conjuntos à decisão na Expointer e teve entre os seus destaques o presença de novos criadores e ginetes entre os premiados.

Depois de um começo equilibrado, no dia 9 de junho, com a avaliação morfológica dos 38 machos e 39 fêmeas participantes dessa semifinal, a prova teve alternância de posições entre as etapas funcionais. Sempre sob baixas temperaturas, naturais do clima típico da região da campanha gaúcha nesse período do ano, a disputa foi acirrada até o fim, beneficiada pela qualidade estrutural das pistas, e do gado oriundo da estância Santa Leontina, do criador Carlos Mário Suñe.

Entre as fêmeas, categoria é julgada por Álvaro Dumoncel, Lauro Varela Martins e Leonardo Alberton Ardenghy, chamou a atenção a arrancada impressionante de El Barquero 04 Patagonia, que saltou da 34ª posição na primeira etapa para a liderança desde as primeiras etapas funcionais e encerrou a prova na primeira colocação com a nota 20,515. A fêmea, de propriedade de Ricardo Kroef, foi conduzida por Fabrício Barbosa, eleito o Ginete Destaque da categoria.

“Foi uma prova competitiva, grande, com um clima excelente e um gado de altíssima qualidade. Destaque enorme à égua que venceu, um animal de uma sensibilidade incrível, bem conduzida e com uma funcionalidade impressionante. Acho que o grande diferencial foi justamente essa sintonia entre o animal e o ginete, que se entenderam muito bem”, disse Álvaro Dumoncel, jurado das fêmeas.

Para Kroef, o resultado mostrou que é possível apostar na funcionalidade. “Essa é uma grande comemoração da raça Crioula. Nós sempre acreditamos muito no potencial dessa égua, apesar de ser um animal de uma morfologia não tão privilegiada. Isso é um incentivo àqueles criadores que investem em função. Acho que é um acerto da ABCCC em realizar uma prova em que todos os animais tem a mesma condição de vencer. Vamos ver se na final do Freio conseguimos repetir esse bom desempenho”, afirmou o proprietário.

Entre os machos, julgados por Ciro Manoel Canto de Freitas, Daniel de Souza Mello e Francisco Martins Bastos Sobrinho, a vitória de Lanceiro II de Santa Edwiges foi resultado da persistência, do equilíbrio e da superação. Lanceiro, de Daniel Anzanello, Luis Ricardo e Vanessa Maccaferri, foi montado por Milton Castro, que se recupera de uma fratura no pé e foi eleito o Ginete Destaque dos machos.

“Essa prova, assim como as outras classificatórias, foi de alto nível. O cavalo que venceu é um animal lindo, que não errou e ganhou porque foi o melhor. Além disso, foi um grande resultado para o Milton que é um ídolo para todos nós, uma referência e a sua superação tem que ser aplaudida de pé. É realmente um ginete de ouro”, comentou Francisco Bastos Sobrinho, jurado dos machos.

Para o paulista Luis Maccaferri, integrante da parceria de expositores do animal, a conquista foi a comprovação de que a aposta no animal foi correta. “O cavalo já se mostrava uma promessa boa, por ser filho de dois animais de comprovada qualidade. E também pelo Milton, que é um grande profissional e um ícone como ginete. Nós ficamos na torcida e acho que Deus estava do nosso lado”, disse.

A prova foi supervisionada pelo técnico da ABCCC, Daniel Rossato Costa e contou com o apoio do Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos de Bagé. A próxima etapa do circuito acontece em Araranguá, Santa Catarina, entre os dias 23 e 26 de junho. O Freio de Ouro conta com o patrocínio de Ipiranga, Massey Ferguson e Ford, além do apoio da Supra.

Resultado

Fêmeas
1º Lugar
El Barquero 04 Patagonia, filha de Capanegra Jacarta e Capanegra Iguaria; criador e expositor Ricardo Galicchio Kroef, Cabanha El Barquero, Porto Alegre/RS
Ginete: Fabricio Barbosa
Nota: 20,515

2º Lugar
SC Verônica, filha de Destaque da Boa Vista e SC Pitanga; criador Carlos Santos Silveira de Ávila e expositor Artur Terra e Inácio Terra, Estância Tamanca, Santa Vitória do Palmar/RS
Ginete: Marcos Silveira
Nota: 19,442

3º Lugar
Quermesse de Santa Thereza, filha de Cotizado Chico e Mutreta de Santa Thereza; criador e expositor Rodolfo Belmonte Móglia, Estância Santa Maria, Bagé/RS
Ginete: Pedro Móglia
Nota: 19,394

4º Lugar
Hortênsia do Ribeirão Bonito, filha de Delegado do Ribeirão Bonito e SJ Ofensiva; criador Arison Jung e expositor Sandro Sakata, Cabanha Villarreal, Colombo/PR
Ginete: Jonatan Teixeira
Nota: 19,217

Machos
1º Lugar
Lanceiro II de Santa Edwiges, filho de Rodopio de Santa Edwiges e Víbora de Santa Edwiges; criador Daniel Anzanello e expositor Daniel Anzanello e Luis Ricardo e Vanessa Maccaferri, Cabanha Santa Edwiges e Estância Ferri, São Lourenço do Sul e Tatui/SP
Ginete: Milton Castro
Nota: 19,738

2º Lugar
Esteio JB de Palermo, filho de Arunco JB de Palermo e KVK Carpincha; criador Otto Jayme Beckert e expositor Alexandre Sandri, Cabanha Potro Sem Dono, Itajaí/SC
Ginete: Claudio Correia
Nota: 19,670

3º Lugar
Urânio do Itaó, filho de Desafio de Santa Edwiges e La Gringa do Infinito; criador Cássio Souza Bonotto e expositor Everson Luciano da Rosa, Cabanha Estribeira, Novo Hamburgo/RS
Ginete: Adriano A. Streck
Nota: 19,380

4º Lugar
Quero Mesmo do Boeiro Branco, filho de Comandante da Velho Pedro e Harpa do Boeiro Branco; criador e expositor Bráulio Dinarte da Silva Pinto, Cabanha Boeiro Branco, Itaqui/RS
Ginete: João Furtado
Nota: 19,270

Ciclo 2016 do Freio de Ouro terá novidades


Durante uma reunião da diretoria da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) realizada no mês de julho, uma importante decisão foi tomada. O ciclo 2016 do Freio de Ouro terá novidades. Com o propósito de qualificar a ferramenta de seleção da modalidade, uma nova configuração para o ciclo foi traçada.

O processo de construção do projeto foi gradativo. A avaliação dos ciclos anteriores e as questões apontadas pelos coordenadores de cada região permitiram determinar quais modificações seriam necessárias e benéficas para a modalidade e os seus competidores. Finalizado o projeto, é possível prever para o Ciclo 2016 eventos de maior qualidade com competidores participando em condições similares.

O que muda
- O número de classificatórias será reduzido para dez;
- Os reservas serão chamados para ocupar as vagas disponíveis de acordo com a sua pontuação no ranking geral da modalidade;
- Os conjuntos credenciados no Uruguai e na Argentina estarão aptos a participar de qualquer classificatória aberta brasileira;
- O Paraguai fará parte do circuito. A disputa final realizada no país será admitida como credenciadora brasileira e habilitará os conjuntos vencedores a participar de uma classificatória do Brasil.
  
Novo roteiro para as Classificatórias
No Ciclo 2016, o trajeto percorrido pelos eventos também mudará. A respeito disso, o gerente de Eventos da ABCCC, Ibsen Pacheco Votto, explica “a redução do número de Classificatórias diminui o custo para a organização do evento e consequentemente para quem participa dele, permite que o proprietário tenha mais possibilidades e se programe melhor para as corridas, e ainda, aumenta o número de chances do animal disputar o Freio”.

A redistribuição será da seguinte maneira:
- Quatro classificatórias no Rio Grande do Sul. O Estado recebe uma nova divisão – somente para esta modalidade. Denominadas Região Norte e Região Sul, cada metade gaúcha sediará uma Classificatória. As outras duas serão realizadas em Esteio (Bocal e uma Classificatória);
- Duas classificatórias nas regiões 5 e 7. Uma no Paraná e a outra em Santa Catarina, sendo que o competidor pode escolher em qual Estado prefere competir;
- Duas classificatórias na Região Oito, provas itinerantes;
- Duas classificatórias internacionais, uma na capital da Argentina e a outra na capital do Uruguai.

Apesar da redução no número de classificatórias, a quantidade de finalistas será mantida. Para que isso seja possível, as provas realizadas em Esteio/RS – o Bocal de Ouro e mais uma classificatória – terão o número de habilitados duplicado e mais dois reservas em cada categoria.

Ainda em decorrência das modificações, o circuito dos Passaportes Morfológicos se desvincula do roteiro das Classificatórias. Por isso, o Núcleo que tiver interesse em promover a disputa morfológica poderá, no próximo ciclo, entrar em contato com o setor de Eventos da ABCCC para comunicar sua pretensão. Para tal, deve ter disponível uma pista em condições adequadas para receber a disputa.

Fonte: ABCCC

Chuvas voltam para o Rio Grande do Sul no fim de semana

Até lá, as temperaturas mais baixas continuam em cena e a chuva segue concentrada entre Centro Oeste e Sudeste

(No Sul do Brasil, massa de ar polar traz frio no início do dia em plena primavera)
 
As instabilidades continuam concentradas na parte central do País e, conforme previsto, aos poucos as chuvas vão se regularizando entre Mato Grosso e Goiás. No Sul do Brasil, quem impede a formação de nuvens carregadas é a atuação de uma massa de ar de origem polar que traz frio no início do dia em plena primavera.


Na madrugada desta terça, dia 29, a estação meteorológica do instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) localizada Morro da Igreja, em Bom Jardim da Serra, na Serra Catarinense, registrou mínima de 2,5ºC. Por conta dos ventos, a sensação térmica chegou -5ºC. No Rio Grande do Sul, pelo menos 12 municípios que possuem estação automática do Inmet registraram temperaturas abaixo dos 10ºC na manhã desta terça. São José dos Ausentes teve o valor mais baixo, com mínima de 5ºC.

Já o Centro-Oeste do Brasil teve chuva forte neste início de terça. A cidade de Goianésia, localizada no norte de Goiás, registrou mais de 50 milímetros nas últimas 24 horas. O Distrito Federal também não escapou do temporal da madrugada. A estação Ecológica de Águas Emendadas, localizada no extremo nordeste da cidade, registrou quase 30 milímetros, o equivalente a pouco mais de 15% do normal para o mês. Nos próximos dias a chuva vai ficar concentrada entre Mato Grosso, Goiás e parte do Sudeste do Brasil, já que as instabilidades vão se espalhar.

Em Mato Grosso do Sul, os volumes são menores na próxima semana, já que o clima deste Estado é mais parecido com o clima do Sul do País. Vai chover bastante também em Minas Gerais. Estas chuvas no Sudeste atrapalham a colheita da cana e também diminuem a quantidade de açúcar da planta. Por outro lado, os altos volumes de chuva garantem condições ideais para a umidade do solo, o que favorece o plantio de novos canaviais.

Nos próximos dias, o tempo continua aberto e frio no Rio Grande do Sul e em boa parte de Santa Catarina e do Paraná. A mínima prevista para a quarta, dia 30, gira em torno dos 3ºC entre as serras Gaúcha e Catarinense. Este tempo mais firme permite que as máquinas entrem em campo para finalizar a colheita do trigo na região. No fim de semana a aproximação de uma frente fria muda o tempo no Sul e volta a chover com chance de algumas pancadas mais intensas. O produtor não deve reclamar desta chuva visto que a partir do mês de novembro a chance de estiagens regionalizadas será bem maior na região do Sul do Brasil.

Produtores de tabaco gaúchos comemoram dia da categoria em Santa Cruz do Sul

Evento reuniu cerca de 1,5 mil pessoas no Parque da Oktoberfest

(Evento reuniu cerca de 1,5 mil pessoas no Parque da Oktoberfest e teve depoimentos de produtores)
 
A cidade de Santa Cruz do Sul (RS) comemorou, nessa segunda-feira, dia 28, o Dia do Produtor de Tabaco. O evento, que reuniu cerca de 1,5 mil pessoas no Parque da Oktoberfest, teve depoimentos de produtores, palestra do chefe executivo da Associação Internacional dos Produtores de Tabaco (ITGA), Antonio Abrunhosa, e apresentações do grupo Os Colonos e da dupla Osvaldir e Carlos Magrão.

– O trabalho dos produtores gera riquezas para o Brasil. Na última safra, foram R$ 5 bilhões de receita bruta. Os produtores são os protagonistas desta história de sucesso – afirmou o presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Benício Werner.

– Se o Brasil chegou aonde está hoje, como segundo maior produtor e maior exportador por mais de 20 anos, é por conta do trabalho dos produtores, mola propulsora da economia de vários municípios da região Sul do país – disse o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schünke.

Com o objetivo de respaldar o trabalho do produtor e enfatizar a importância social e econômica da produção de tabaco, a ideia de criar o dia do produtor surgiu na assembleia da Itga, ocorrida na Argentina, em outubro do ano passado. No Brasil, a primeira oficialização ocorreu em março de 2013, quando foi promulgada pela Assembleia Legislativa gaúcha a Lei 14.208, regulamentando o Dia do Produtor. Em setembro, Santa Catarina também instituiu a data. Já na última semana, um projeto de lei foi aprovado no Paraná, instituindo a data também no Estado.

JBS se torna parceiro de programa de carne angus certificada

Frigorífico planeja abater cerca de 5 mil animais por mês em MT, MS e GO

(Programa Carne Angus Certificada aproxima-se de 350 mil cabeças por ano)
 
A JBS, o maior grupo frigorífico do mundo, é o mais novo parceiro do Programa Carne Angus Certificada, da Associação Brasileira de Angus. Na primeira fase, o frigorífico planeja abater cerca de 5 mil animais certificados por mês nos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Com isso, o programa cresce pelo menos 20%, aproximando-se de 350 mil cabeças ao ano.

Nove frigoríficos parceiros participam do programa – JBS, Marfrig, VPJ, Frigol, Frigorífico Silva, Verdi, CooperAliança e Cotripal –, totalizando 20 plantas industriais distribuídas em sete Estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul).

– Somos cada vez mais uma raça adaptada à pecuária tropical, e, agora, ganhamos capilaridade para expandir o programa na região de expansão da pecuária – diz o presidente da associação, Paulo de Castro Marques.

O diretor de relacionamento com o pecuarista da JBS, Eduardo Pedroso, afirma que o crescimento da oferta de animais da raça Angus também garante a regularidade no fornecimento ao mercado.

– Os animais da raça Angus apresentam as características ideais para atender a essa demanda – afirma Pedroso.

Suinocultura catarinense inicia recuperação

Preços praticados na remuneração dos criadores vêm crescendo desde 1º de maio. 

(Preços praticados na remuneração dos criadores de suínos estão aumentando)
 
Depois de um longo período de margens neutras ou negativas, a suinocultura catarinense iniciou recuperação. Os preços praticados na remuneração dos criadores de suínos estão aumentando.

A Coopercentral Aurora Alimentos, empresa que detém o maior volume de abate em Santa Catarina, elevou o preço por quilograma de suíno em pé para R$ 2,86, incluída a tipificação (adicional por qualidade da carcaça). Desde 1º de maio deste ano, quando o preço estabilizou em R$ 2,30, até esta semana, a remuneração básica (sem tipificação) do suinocultor teve uma recuperação de 13%.

– Em maio, chegamos a uma situação de pouco dinamismo no mercado e assim permanecemos até agosto. Agora, começamos o gradual processo de recuperação – afirma o presidente da Coopercentral Aurora, Mário Lanznaster.

Há uma forte tendência do preço praticado pela indústria na aquisição de suíno vivo continuar subindo até dezembro em razão de quatro fatores: o aumento das exportações com a reabertura das vendas para Ucrânia e Rússia, a diminuição da oferta em razão de redução da base produtiva verificada no primeiro semestre, o aumento do consumo interno em razão do inverno e o início da produção de itens cárneos típicos do fim de ano.

Temperaturas voltam a subir no Centro-Sul, mas há previsão de nova frente fria em setembro

Calor deve predominar no Norte e Nordeste nos próximos dias; veja a previsão completa para todas as regiões

(Tempo volta a ficar firme no Sul e Sudeste)
 
SUDESTE
Por conta da frente fria, a quarta-feira tem previsão de baixas temperaturas sobre o Sudeste e chuvas sobre a faixa entre o litoral sul de São Paulo e o norte capixaba, pancadas isoladas também sobre o leste de Minas Gerais. No restante da região, o sol aparece entre nuvens e não há previsão de chuva.

Na quinta, a frente fria se afasta e a massa de ar frio garante um dia de tempo aberto, baixas temperaturas pela manhã e temperaturas mais agradáveis à tarde, por conta do retorno do sol. No entanto, nuvens carregadas devem provocar chuvas isoladas entre o norte mineiro e capixaba. Um novo declínio da temperatura deve ocorrer entre 4 e 9 de setembro ao longo do leste da região.

SUL
Nesta quarta, o tempo volta a ficar firme na maior parte da região Sul. Ainda há previsão de chuva fraca e isolada entre o litoral norte de Santa Catarina e o litoral paranaense. Pela manhã, é grande o potencial para geadas generalizadas entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. À tarde, permanece a sensação de frio para a maior parte do Sul do país.

Na quinta, ainda há condição para geadas no início do dia em alguns pontos da região, mas já não ocorre de forma generalizada como no dia anterior. Aos poucos, a massa de ar polar vai perdendo intensidade, já que os ventos passam a soprar do quadrante norte, elevando gradualmente a temperatura e deixando o dia mais agradável. Além disso, não há previsão de chuva. Um novo declínio da temperatura menos intenso que o atual está previsto para entre 2 e 8 de setembro.

CENTRO-OESTE
Na quarta-feira, o Centro-Oeste segue tempo firme, predomínio de sol entre poucas nuvens, grande variação das temperaturas ao longo do dia e baixa umidade relativa do ar. Segundo os meteorologistas, há potencial para geadas no sul do Mato Grosso do Sul.

Na quinta, o frio da madrugada fica restrito ao extremo sul do Mato Grosso do Sul. No restante da região, aos poucos, os ventos voltam a soprar do quadrante norte, elevando gradualmente as temperaturas. Na metade norte do Brasil Central, o calor volta com força, deixando a tarde abafada. Nos próximos dias há o retorno do calor, prosseguindo até 9 de setembro na maior parte da região.

NORDESTE
Na quarta-feira, a chuva permanece concentrada apenas próximo ao litoral do Nordeste. Já no interior, permanece a condição de tempo firme, pouca nebulosidade e baixos índices de umidade relativa do ar. As temperaturas, de forma geral, terão um pequeno declínio, mas a sensação de calor à tarde permanece em toda a região.

Na quinta, uma frente fria avança pela costa e volta a provocar chuvas mais intensas sobre o sul da Bahia. 


Além disso, pancadas isoladas atingem a costa, além da metade norte do Maranhão, Piauí e do Ceará. Em geral, no entanto, essas chuvas são fracas e de baixo acumulado. No restante da Região o tempo seco segue predominando.

O calor continua em grande parte do Nordeste, mas na metade sul da Bahia as temperaturas mínima e máxima entram em declínio. Nos próximos dias, a temperatura volta a subir, com tendência de calor em todo o Nordeste entre 3 e 5 de setembro.

NORTE
Na quarta, embora ainda haja potencial para temporais entre o norte do Amazonas e Roraima, as pancadas de chuva que ocorrem no norte da região ficam ainda mais fracas e isoladas. Os índices de umidade relativa do ar seguem abaixo do ideal em grande parte da região.

Na quinta, o dia será de tempo aberto, com temperaturas baixas pelo período da manhã sobre o sul do Amazonas, Acre e em Rondônia. À tarde, as temperaturas se elevam, afastando a sensação de frio nas primeiras horas do dia no sul da região.

Por outro lado, em boa parte do Norte do Brasil, o dia será de predomínio de sol e temperaturas elevadas, aumentando a sensação de calor. Ao longo do dia, há previsão de pancadas isoladas sobre o norte do Amazonas e do Pará, além de Roraima e do Amapá. Nos próximos dias, o calor retorna para toda a região, prosseguindo até pelo menos 9 de setembro.

Animal da raça Braford é o mais pesado da Expointer

Touro Trevo, de Santa Catarina, pesa 1.265 quilos

(Touro Trevo é o animal mais pesado da Expointer 2013)
 
O animal mais pesado da Expointer 2013 é um touro da raça Braford. O touro Trevo, das empresas Agronegócios Mãe Rainha e Pitangueiros, de Lages (SC), é o primeiro animal da raça a ser considerado o mais pesado da feira.

Trevo pesa 1.265 quilos e conta com 50 centímetros de perímetro escrotal. 

De acordo com Edson Colombo, sócio administrador da Agronegócios Mãe Rainha, o animal passou solto com vacas até março deste ano e, nos últimos 70 dias, com suplementação. Apesar da preparação, ele não imaginou que pudesse ganhar o prêmio. 

– Ele estava bem de peso, mas eu realmente não esperava que ganhasse – comemorou o criador. Trevo foi o primeiro touro de fora do Estado a ser o mais pesado da Expointer.

Segundo Colombo, ele não deve mais voltar a Santa Catarina. Por conta da legislação sanitária, ele deve ser encaminhado para uma central de genética.

Embrapa Uva e Vinho apresentará rótulos em braile na Expointer

Lançamento do livro "500 perguntas, 500 respostas - Maçã" também marca participação da estatal na feira

(Rótulos dos produtos experimentais como vinhos passarão a conter inscrições em braile)
 
O conceito de inclusão é a base de uma das novidades que a Embrapa Uva e Vinho, de Bento Gonçalves (RS), levará para a edição deste ano de uma das maiores e mais importantes exposições-feira do mundo.

Na Expointer 2013, que acontece de 24 de agosto a 1º de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), a unidade de pesquisa apresentará o novo design dos rótulos dos produtos experimentais (vinhos, sucos e brandy) por ela desenvolvidos, que passarão a conter inscrições em braile. A apresentação acontecerá na próxima sexta, dia 30, em evento com início às 15h, no hall da Casa da Tecnologia (espaço do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária na Expointer).

– Há uma crescente preocupação das empresas e instituições em relação à acessibilidade, por portadores de necessidades especiais, tanto às suas instalações quanto aos seus produtos. Com os novos rótulos, a Embrapa também pretende inspirar no setor vitivinícola mais iniciativas no sentido de tornar seus produtos mais acessíveis a esse importante grupo de consumidores que, como cidadãos, têm direito a uma informação adequada à sua condição – observa o chefe adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Uva e Vinho, Alexandre Hoffmann.

Perguntas e respostas sobre maçã

Ainda na tarde do dia 30, no hall da Casa da Tecnologia, será lançada a publicação “500 perguntas, 500 respostas – Maçã”, que tem como editores técnicos os pesquisadores da Embrapa Uva e Vinho João Caetano Fioravanço e Regis Sivori Silva dos Santos. O livro apresenta, de forma objetiva e esclarecedora, informações sobre os mais variados aspectos que caracterizam a produção de maçã no Brasil. Contempla, entre outros, temas como clima, solo, propagação, implantação de pomares, nutrição e adubação, cultivares e melhoramento genético, irrigação e fertirrigação, manejo de pragas e doenças, colheita, armazenamento e processamento da fruta.

Seguindo o formato da coleção “500 Perguntas, 500 Respostas” da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, é o resultado do trabalho conjunto de pesquisadores da Embrapa Uva e Vinho e de instituições parceiras. Tem como objetivo principal contribuir para o avanço do conhecimento relativo à maçã, sendo direcionado a produtores, técnicos e estudantes.

Nesse sentido, a publicação considera que o cultivo de maçã – consolidado na região Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, Estados responsáveis pela implantação dos pomares de macieira brasileiros nos moldes atuais – vem avançando para novas regiões, onde ele, há até bem pouco tempo, era praticamente inconcebível.

A Embrapa Uva e Vinho marcará presença na Expointer, ainda, promovendo uma série de eventos e apresentando tecnologias suas. Também na tarde do dia 30, no hall da Casa da Tecnologia, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária efetuará o lançamento de diversas tecnologias, assinaturas de convênio e homenagens.

Programa de Aquisição de Alimentos atende mais de 128 mil produtores familiares

A região Sul foi a que teve maior número de produtores atendidos, cerca de 42 mil pequenos agricultores

(Em 2012 investidos recursos na ordem de R$ 586,5 milhões na aquisição de alimentos)
 
A Companhia Nacional de Abastecimento atendeu mais de 128 mil produtores pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), em 2012. Foram investidos recursos na ordem de R$ 586,5 milhões e atendidos cerca de 2,6 mil projetos. Os Estados que o maior número de produtores atendidos no ano foram São Paulo, onde 18,5 mil produtores participaram do programa; Rio Grande do Sul, com 17,5 mil; e Santa Catarina, com 12,2 mil produtores.

Os três Estados também receberam o maior volume de investimentos em Reais. No Rio Grande do Sul, a soma dos projetos chegou a R$ 115,6 milhões, em São Paulo, a R$ 74,4 milhões, e em Santa Catarina, R$ 53 milhões. O valor do investimento é variável com as características da produção de cada Estado, quanto mais beneficiado o produto adquirido, mais elevado o preço. Assim, um Estado com um menor número de produtores pode ter um maior valor investido.

De janeiro até o dia 20 de agosto deste ano, a Conab já operou mais de R$ 60 milhões em aquisições de produtos de 237 projetos do PAA. Com isso cerca de 12 mil produtores familiares foram beneficiados pelo programa. Segundo técnicos da Companhia, a tendência é haver uma maior procura dos agricultores pelo PAA no segundo semestre. A expectativa é operar R$ 700 milhões em 2013.

Desempenho por regiões

A região Sul foi a que teve maior número de produtores atendidos em 2012, cerca de 42 mil pequenos agricultores e um volume de recursos de mais de R$ 220 milhões. Em seguida vem o Nordeste, com 37 mil produtores atendidos e R$ 154,9 milhões investidos. No Sudeste, 32 mil projetos somram R$ 131,7 milhões de investimento. Com 9,5 mil produtores atendidos, o Centro-Oeste recebeu R$ 44 milhões. A região Norte teve o menor desempenho, com 8 mil produtores atendidos, a região recebeu R$ 36 milhões.

Empresa de Cingapura oferece a criadores de SC tecnologia para tratar dejetos na suinocultura

Máquina tem capacidade para processar 15 toneladas de resíduos orgânicos por dia

(Equipamento tem capacidade de processar 15 toneladas de dejetos suínos por dia)
 
O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, participou de uma reunião com representantes da empresa Biomax Tecnologia, de Cingapura, com o objetivo de conhecer uma nova tecnologia para tratar resíduos orgânicos na suinocultura. O equipamento tem capacidade de processar 15 toneladas de dejetos suínos por dia.

–  A máquina transforma os dejetos em adubo orgânico de alta qualidade através da evaporação com a inclusão de enzimas produzidas pela mesma empresa – afirmou o presidente.

Além de destacar os benefícios da nova tecnologia, Lorenzi também falou sobre as dificuldades de implantar essa tecnologia nas propriedades do Estado.

– A dificuldade que nós temos aqui em Santa Catarina é realmente com relação ao volume de água que nós temos no dejeto. Outra dificuldade é por termos uma enorme bacia leiteira no qual os dejetos líquidos servem de irrigação para a produção de pastagens ao rebanho leiteiro – afirmou.

O presidente da ACCS também lembrou o alto custo da máquina, que inviabiliza o uso por pequenas empresas. A máquina custa cerca de U$ 750 mil. O custo por tonelada de dejetos tratada é de U$ 67.

Governo catarinense negocia aumento de subvenção do seguro agrícola para seus produtores de soja e milho

Ministro da Agricultura se comprometeu em aumentar o seguro agrícola ainda nesta safra

(Pedido foi apresentado em audiência com o ministro da Antônio Andrade, que se prontificou a resolver a questão)
 
O governo federal vai ampliar o subsídio do seguro agrícola concedido aos produtores de soja e milho de Santa Catarina. A confirmação foi dada nesta quarta, dia 21, em Brasília, pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Antônio Andrade ao governador do Estado, Raimundo Colombo.

O governador garantiu os encaminhamentos necessários para que os produtores de Santa Catarina passem a ter a mesma subvenção agrícola oferecida aos agricultores do Rio Grande do Sul e do Paraná, que hoje é de 60%. O pedido foi apresentado em audiência com o ministro da Antônio Andrade, que se prontificou a resolver a questão.

Colombo explicou que Santa Catarina é um grande consumidor de milho e de farelo de soja em suas cadeias produtivas de suínos, aves e leite e que o Governo do Estado, em parceria com a iniciativa privada, está fazendo um grande esforço para aumentar a produção de milho no Estado, para ampliar a sustentabilidade às cadeias de produção de proteína animal. Além disso, Santa Catarina apresenta grande vulnerabilidade climática.

No entanto, todos os produtores de soja e parte dos produtores de milho de Santa Catarina tinham sido prejudicados com a redução da subvenção ao prêmio do seguro rural (PSR) de 50% para 40%, enquanto no Rio Grande do Sul e no Paraná o percentual pago pelo governo é de 60%. A diferença havia sido justificada pelo governo federal diante do fato de SC ter uma produção de grãos inferior a dos estados vizinhos.

O governador Colombo destacou que o PSR é fundamental para incentivar a produção e manter a viabilidade do setor agropecuário, inclusive com o aproveitamento da grande oportunidade que surgiu neste ano com a abertura do mercado japonês para a carne suína catarinense. Por isso, solicitou a equiparação da subvenção para os mesmos 60% pagos nos estados vizinhos.

– O seguro é um componente fundamental para as lavouras e um subsídio maior estimula o aumento da produção. Santa Catarina é um importador de grãos porque nós temos a maior indústria de transformação do Brasil. Então, nós temos que aumentar a produção, tanto em produtividade como em novas áreas. E a questão do seguro é essencial para dar segurança e estímulo aos novos produtores e aos atuais – destacou Colombo.

O ministro da agricultura se comprometeu em aumentar o seguro agrícola para o cultivo de soja e milho ainda nesta safra. Nos próximos dias, técnicos farão uma visita ao estado para analisar as regiões que mais produzem esse tipo de grão.

– Vamos dar agilidade, até porque os custeios estão começando a ser liberados para, no máximo, em 15, 20 dias. Nó faremos um encaminhamento com uma solução definitiva – disse Andrade.

Câmara aprova projeto que concede a Braço do Norte o título de Capital do Gado Jersey

Cidade catarinense é a maior criadora da raça Jersey, com mais de vinte mil cabeças de gado leiteiro

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou na última semana o Projeto de Lei 3838/12, que concede ao município catarinense de Braço do Norte o título de Capital Nacional do Gado Jersey.

A proposta, do deputado Ronaldo Benedet (PMDB-SC), recebeu parecer pela aprovação do relator, deputado Fabio Trad (PMDB-MS).

Por tramitar em caráter conclusivo, o texto seguirá para o Senado, a menos que haja pedido para que seja analisado pelo Plenário. A matéria havia sido aprovada também pela Comissão de Cultura.

Ronaldo Benedet argumenta que Braço do Norte é o maior criador da raça Jersey, com mais de vinte mil cabeças de gado leiteiro. Além disso, o município realiza a maior exposição da espécie da América Latina, na Feira e Exposição Agropecuária do Vale de Braço do Norte e Região (Feagro).

Governo fará remoção de milho para venda em balcão em Santa Catarina

Estado produz 4,3 milhões de toneladas de milho e consome 5,5 milhões de toneladas

(Santa Catarina produz 4,3 milhões de toneladas de milho e consome 5,5 milhões de toneladas)
 
O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, disse na última semana que o governo vai retomar nas próximas semanas a venda de milho em balcão para atender pequenos criadores de aves e suínos em Santa Catarina, a partir da remoção de estoques no Centro-Oeste. Os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que os estoques oficiais de milho estão zerados em Santa Catarina. Segundo dados da Conab, o estoque total é de 428,2 mil toneladas, das quais 261,1 mil toneladas estão depositadas em Mato Grosso e outras 75 mil toneladas em Goiás.

Geller afirmou que, de início, serão ofertadas 60 mil toneladas para venda balcão em Santa Catarina. O secretário-adjunto lembrou que, em 2012, Santa Catarina recebeu 116 mil toneladas de milho para venda balcão. Ele acrescenta que a liberação de 60 mil toneladas neste ano dará início a uma ação para prevenir o desabastecimento no segundo semestre, período em que o Estado não tem colheita de milho. Santa Catarina produz 4,3 milhões de toneladas de milho e consome 5,5 milhões de toneladas.

– Esse déficit é histórico, por isso temos que buscar suprir a demanda do milho nos Estados produtores – diz Spies.

Sebrae de Santa Catarina ensina produtores de leite a se tornarem mais competitivos

Brasil é um dos países com o maior custo de produção por unidade de leite, o que o deixa pouco competitivo no mercado internacional

(Meta do Brasil é aumentar em 70% a produção de leite nacional em 10 anos)
 
O Brasil é o quarto maior produtor de leite do mundo. Para superar essa colocação, o país precisa aumentar a competitividade e reduzir os custos de produção. A meta é aumentar em 70% a produção de leite nacional em 10 anos, chegando a 57,6 bilhões de litros de leite em 2023.

Os produtores estão passando por um ótimo período na atividade leiteira, com valores pagos próximos a R$ 1 por litro, o que é suficiente para cobrir com folga o custo de produção de muitas propriedades. Mas, ainda há produtores que estão em dificuldades e, mesmo com altos preços pagos, têm baixa margem de lucro. Para auxiliar os produtores a se tornarem mais competitivos, o Sistema de Inteligência Setorial (SIS), um projeto do Sebrae/SC, desenvolveu um relatório com os principais componentes do custo do litro de leite, trazendo ações que podem ser tomadas para baratear esse alimento e possibilitar maiores ganhos.

O preço alto pago ao produtor é reflexo da baixa produção de leite no campo, devido à entressafra, ocasionando baixa oferta de leite às indústrias, o que aumenta a disputa entre os laticínios que pagam mais pelo litro. Internacionalmente, a produção de leite do maior exportador do mundo, a Nova Zelândia, foi afetada por uma forte seca, o que ocasionou uma intensa redução da oferta de leite no mercado internacional, puxando os preços para cima.

– O Brasil é um dos países com o maior custo de produção por unidade de leite, o que significa que somos pouco competitivos no mercado internacional de lácteos. Mas existem ações que os empresários podem realizar para baixar os custos e medidas que o país pode adotar para ser um exportador – destaca Marcondes da Silva Cândido, gerente da unidade de Gestão Estratégica do Sebrae/SC.

O primeiro passo é fazer uma análise dos custos da empresa, identificando os pontos fortes e as deficiências dos resultados técnicos e econômicos, para, então, agir e solucionar os problemas da atividade leiteira. Para que se obtenha um resultado real da atividade, é preciso analisar a área total de terra, a área utilizada para a produção, máquinas, equipamentos, construções, mão de obra, preço do leite e dos insumos, número de vacas, índices técnicos e econômicos e, principalmente, a disponibilidade de forragens.

Os custos são divididos em fixos (gastos com estrutura, impostos, seguro, manutenção e mão de obra) e variáveis (aqueles que aumentam ou diminuem conforme a variação do rebanho e da produção de leite).

Quando a receita da venda do produto cobre todos os custos, a empresa leiteira é estável, está crescendo e pode investir com segurança. Se a receita cobre apenas os custos variáveis, a empresa tende a sustentar-se apenas em médio prazo e, muitas vezes, inicia a descapitalização da propriedade.

Para baixar os custos de produção, é fundamental depender pouco de insumos externos à empresa rural.
– Só haverá lucro se a diferença entre o preço de venda e os custos totais, que são a soma dos custos fixos mais os variáveis, for positiva – explica Marcondes da Silva Cândido.

Rússia retira controle rígido para suínos de unidade da BRF em Minas Gerais

Da lista de 21 unidades que possuem autorização para vender ao mercado, 16 seguem com "restrições temporárias", ficando impedidas de embarcar lotes

(Mesmo com quatro unidades aptas a exportar ao país, a Rússia continua como principal mercado em julho e no acumulado do ano)
 
O serviço de fiscalização veterinária e fitossanitária da Rússia (Rosselkhoznadzor) atualizou as informações sobre a situação de unidades brasileiras produtoras de carne aptas a exportar ao país. Conforme dados disponíveis em seu site, a unidade de carne suína da BRF em Uberlândia - MG (SIF 3681) está livre do "controle rígido" imposto recentemente pelas autoridades. Antes, a Rússia havia incluído a unidade na lista.

Da lista de 21 unidades que possuem autorização para vender ao mercado, 16 seguem com "restrições temporárias", ou seja, estão impedidas de embarcar lotes; uma – a da Seara, de Seara (SC) - SIF 490 – segue com "controle rígido" e apenas quatro podem vender ao país sem impeditivos.

Mesmo com apenas quatro unidades aptas a exportar ao país, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), a Rússia continua como principal mercado em julho e no acumulado do ano.

No mês passado, o país importou 13,4 mil toneladas de carne suína, alta de 13,04% ante o mesmo mês do ano passado, com uma receita de US$ 38,87 milhões, aumento de 26,86%. A participação da Rússia no total das exportações brasileiras foi de 26,57% em volume e 30,82% em receita. No acumulado do ano, a Rússia registrou uma fatia de 28,34% em volume (82,455 mil toneladas) e 31,75% em receita (US$ 240,145 milhões).


Rússia põe três unidades produtoras brasileiras sob controle rígido para exportar carne

Duas unidades de suínos e uma de carne bovina estão sob vigilância do serviço de fiscalização veterinária e fitossanitária do país

(Duas unidades de suínos e uma de carne bovina brasileiras estão na sob vigilância do serviço de fiscalização veterinária e fitossanitária da Rússia)
 
O serviço de fiscalização veterinária e fitossanitária da Rússia (Rosselkhoznadzor) colocou três unidades brasileiras produtoras de carne sob "controle rígido" para exportações desde a última sexta, dia 09. Segundo informações no site do órgão russo, são duas unidades de suínos - SIF 3681 (BRF de Uberlândia - MG) e SIF 490 (Seara de Seara - SC) - e a outra de carne bovina - SIF 3062 (Marfrig, ex-planta do Margen, de Rio Verde - GO).

Ainda no site, o Rosselkhoznadzor informou que exames laboratoriais revelaram a presença da bactéria "Listeria" em carne bovina congelada exportada da unidade da Minerva Foods, em Palmeiras de Goiás (GO) (SIF 431).

"Em 6 de junho, esta planta já tinha sido objeto de restrições temporárias também devido à detecção de Listeria. Decidiu-se informar o serviço veterinário brasileiro sobre os resultados dos testes de produtos expedidos antes da data em que foram impostas restrições temporárias", declarou o serviço.

 

Nova tecnologia em nutrição suína é apresentada em feira de Santa Catarina

Máquina proporciona total rastreabilidade e gerenciamento da produção

Durtante a exposição de animais no Setor do Agronegócio na Expo Concórdia 2013 , uma da novidade foi apresentada pela RupoMaq Nutrição Animal, de Toledo (PR). A empresa desenvolveu uma máquina para melhorar o processo de informações da cadeia da suinocultura e de nutrição animal, proporcionando total rastreabilidade e gerenciamento da produção. O gerente de engenharia da RupoMaq, Andrei César Rupolo, salientou os benefícios da máquina.

– Esse equipamento foi desenvolvido para facilitar o trabalho do suinocultor, proporcionando para ele todo o controle e gerenciamento da sua granja com um trato preciso, pois a máquina pesa o alimento antes de dosar. E, com isso, há redução de mortalidade e de desperdício de ração.

O gerente de engenharia também falou sobre o funcionamento da nova tecnologia.

– Ela funciona a bateria. É só fazer uma programação inicial e, a partir desse ponto, o processo é totalmente automático. Com essa programação, a máquina sabe quantos animais têm em cada baia e quanto alimento ela deve dosar – explica.

O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, ressalta a importância de tecnologias como essa para a suinocultura.

– As tecnologias são sempre importantes e bem-vindas para o setor. Tudo depende da realidade do produtor para implantá-las em sua propriedade. Com as dificuldades vividas nos últimos anos, hoje não se tem recursos para colocá-las em prática. Buscamos sempre alternativas para mudar esta realidade no campo, mas nem tudo está em nossas mãos quando se fala em rentabilidade que depende de mercado consumidor – afirma o presidente.

Produtores de maçã de São Joaquim (SC) esperam colher 400 mil toneladas da fruta na próxima safra

Volume de produção deve ser 50% maior do que no ano anterior

(Maçã movimenta cerca de 70% da economia da cidade e é o principal produto da região)
 
A cidade de São Joaquim, na serra catarinense, é maior produtora de maçã do país. O setor se prepara para mais uma safra e espera colher 400 mil toneladas da fruta. Volume de produção deve ser 50% maior do que no ano anterior.

Na propriedade do produtor Aldo de Souza, são plantadas 6 hectares da maçã dos tipos maxi gala, imperial gala, fuji, fiji mischina e suprema. Por safra, a produção média é de 250 toneladas. No mês de julho, a fase é de poda nos pomares. Segundo Souza, é indispensável que as árvores recebam a luz solar. O tradicional frio da região traz também a incidência de geada, o que prejudica o desenvolvimento das frutas. 
 
De acordo com o produtor o custo de produção está em torno de R$ 0,40 por quilo. Os preços são considerados razoáveis, R$ 0,78 centavos pelo quilo da variedade gala, e R$ 0,86 na Fuji.

A maçã movimenta cerca de 70% da economia da cidade e é o principal produto da região. É o que diz o engenheiro agrônomo da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Marlon Couto.

– O Estado, hoje, responde por 50% da produção nacional da maçã. Em SC, são em torno de 2.500 produtores, o município de São Joaquim tem 1650 fruticultores – disse Couto.

Há quase quatro décadas, os imigrantes japoneses formaram uma colônia em na cidade, atraídos pela alta produtividade da fruta. Alguns anos depois, fundaram a Cooperativa Agrícola de São Joaquim (Sanjo) que, hoje, com 20 anos de existência, está consolidada e atende 78 cooperados.

Segundo o gerente de processamento da Sanjo, José Roberto Macedo, a cooperativa é conhecida pela qualidade da maçã que coloca no mercado. Possui 150 funcionários que trabalham no setor de embalagem das frutas. Por dia são embaladas em media 200 toneladas. O volume depende do clima, este ano a produção recebida foi de 38 mil toneladas.

Para 2014 a expectativa é receber ate 44 mil toneladas. A cooperativa é pioneira no selo de qualidade, chamado Pim, produção integrada de maçã. Um selo de certificação do Ministério da Agricultura.

– É preciso obedecer a uma série de normas pra conseguir essa certificação. A cada ano que se passa a cooperativa tem ido atrás de tecnologias novas pra tentar buscar essa consolidação do mercado e a permanência. Para estar no topo, entre as maiores e melhores – conclui Macedo.

No município de Fraiburgo, na região meio oeste do Estado, o frio contribuiu para a boa safra da fruta. Segundo os produtores, os pomares estavam em fase de dormência, que é quando a seiva desce para a raiz e as macieiras se fecham, como forma de recarregar as energias.

Frio beneficia plantações de maçã em Santa Catarina

Produtores acreditam em um crescimento de 10% em relação ao ano passado

(Produtores estão animados com a próxima colheita)
 
O município de Fraiburgo, na região meio oeste de Santa Catarina, é um dos maiores produtores de maçã gala e fugi do país. São 4 mil hectares plantados com macieiras, que por ano rendem cerca de 200 mil toneladas entre as duas variedades.

No ano passado, os números da produção caíram em pelo menos 5% por causa do frio e da geada fora de época, condições climáticas que, neste ano, vieram no momento ideal.

Segundo os produtores, o que faz com que o frio intenso e a geada nesta época do ano sejam vistos com bons olhos, é o fato dos pomares estarem em fase de dormência. A seiva desce para a raiz e as macieiras se fecham, como forma de recarregar as energias. Somente quando os dias ficam mais longos e o calor começa a chegar é que a planta se abre, dando origem às flores, que iniciam um novo ciclo.

Dados da Associação Brasileira de Produtores de Maçã apontam que na última semana a região teve cerca de 200 horas de frio, forte indicativo de uma boa colheita.

O produtor Elvito Coldebella tem 15 hectares plantados com maçã gala. O ano passado, ele conseguiu colher 600 toneladas.

– Eu acho que devemos aumentar a produção em cerca de 10% em 2013 – disse.