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Usinas da Biosev no Centro-Sul retomarão moagem em março

As atividades de moagem de cana-de-açúcar pelas usinas da Biosev, braço sucroenergético da Louis Dreyfus Company (LDC), localizadas no Centro-Sul do Brasil serão retomadas em março, disse nesta sexta-feira, 10, o presidente da companhia, Rui Chammas, em teleconferência com analistas e investidores. “Nossas unidades no Nordeste continuarão operando, enquanto as do Centro-Sul voltarão em março. Isso está no nosso cronograma, e agora estamos fazendo os reparos necessários (nas usinas)”, explicou. A temporada de cana tem início, oficialmente, em abril.
Na quinta à noite, a Biosev reportou lucro líquido de R$ 42,78 milhões no terceiro trimestre do ano-safra 2016/17, correspondente aos meses de outubro, novembro e dezembro. O resultado reverteu prejuízo de R$ 96,20 milhões registrado em igual momento do ciclo anterior. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 395,70 milhões, uma diminuição de 9,6%.
As usinas da companhia moeram 0,7% menos cana-de-açúcar no trimestre, com 7,86 milhões de toneladas. No acumulado da safra, o processamento atinge 29,13 milhões de toneladas (mais 1,9%).
A Biosev nasceu em 2009, a partir da fusão da LDC Bioenergia com a Santelisa Vale, uma das maiores companhias nacionais na produção e processamento de cana-de-açúcar. Ela é a segunda maior processadora de cana do mundo, com 11 unidades industriais localizadas em quatro polos agroindustriais no Brasil. A capacidade total de moagem é superior a 36 milhões de toneladas por safra.
Fonte: Dinheiro Rural

Indústria brasileira da cachaça quer vender produto na China

Mercado asiático foi aberto recentemente para a tequila mexicana

(Exportação da cachaça corresponde a cerca de 0,5% a 1% do total da produção)
 
Mercado que se divide entre 40 mil produtores, 4 mil marcas e que gera uma receita anual de R$ 7 bilhões, a cachaça brasileira quer ir mais longe e conquistar novos mercados. O próximo grande passo será o mercado chinês, aberto recentemente para a tequila mexicana. A negociação, que envolve produtores e órgãos governamentais, foi iniciada há um mês.

– É um acordo que irá reconhecer também alguns destilados chineses. Estamos confiantes. O comércio entre Brasil e China tem aumentado – conta José Lúcio Mendes, diretor de marketing da Expo Cachaça, feira que acontece nesta semana no Mercado Municipal de São Paulo.

O grande foco da indústria é a Comunidade Europeia. A região, no entanto, tem exigências mais rígidas e pede denominações geográficas dos produtos, por exemplo. Hoje, apenas a região de Paraty, no Rio de Janeiro, e Salinas, em Minas Gerais, possuem a  denominação.

A exportação da bebida corresponde a cerca de 0,5% a 1% do total da produção, um valor de 8 a 14 milhões de litros por ano. A cachaça já chega a 70 países, mas de forma pulverizada. O maior desafio do segmento é agregar produtores, majoritariamente microempresários, e combater a informalidade no segmento.

Moagem na região Centro-Sul atinge 46,34 milhões de toneladas na primeira quinzena de agosto, diz Unica

Alta foi de 4,72% comparativamente ao valor registrado na mesma quinzena do ano anterior

(Desde o início da safra 2013/2014 até 16 de agosto, a produtividade do canavial colhido na região Centro-Sul alcançou 85,32 toneladas por hectare)
 
O volume de cana-de-açúcar processado pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do Brasil atingiu 46,34 milhões de toneladas nos primeiros 15 dias de agosto, alta de 4,72% comparativamente ao valor registrado na mesma quinzena do ano anterior, quando atingiu 44,25 milhões de toneladas.

A moagem somou 315,10 milhões de toneladas, no acumulado desde o início da atual safra até 16 de agosto, aumento de 20,68% em relação àquela observada em igual período de 2012. Porém, essa quantia permanece abaixo dos 338,08 milhões de toneladas verificados neste mesmo período da safra 2010/2011 – período em que as usinas localizadas na região Centro-Sul processaram 556,95 milhões de toneladas ao final daquela safra.

De acordo com o diretor Técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Antonio de Padua Rodrigues, o número de dias perdidos nesta primeira quinzena de agosto foi muito baixo, fato que permitiu às unidades produtoras operarem próximo da capacidade de produção desta safra.

Em relação à produtividade agrícola, segundo dados apurados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), esta totalizou 86,50 toneladas de cana-de-açúcar por hectare na primeira metade de agosto. No acumulado desde o início da safra 2013/2014 até 16 de agosto, a produtividade do canavial colhido na região Centro-Sul alcançou 85,32 toneladas por hectare, contra 78,38 toneladas computadas em idêntico período de 2012.

Qualidade da matéria-prima
Nos primeiros 15 dias de agosto, a quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) atingiu 137,96 kg por tonelada de cana-de-açúcar, alta de 3,35% em relação aos 133,49 kg apurados na quinzena passada.

A concentração de ATR também aumentou: totalizou 127,77 kg por tonelada de matéria-prima, ante 126,55 kg verificados no mesmo período do último ano.

Produção de etanol e açúcar
Da quantidade total de cana-de-açúcar moída na primeira metade de agosto, 47,76% destinou-se à produção de açúcar, percentual inferior aos 51,50% computados até o mesmo momento da safra passada.

No acumulado, a proporção de matéria-prima direcionada à fabricação de açúcar também segue abaixo dos índices passados: 43,66% neste ano, contra 48,68% e 47,13% observados até igual período de 2012 e 2011, respectivamente.

Para o executivo da Unica, a recente mudança na taxa de câmbio promoveu uma recuperação dos preços do açúcar em reais e alterou a atratividade do produto frente ao etanol. Esse cenário, porém, não promoveu alterações drásticas no mix de produção em prol do açúcar.

– Isso porque a flexibilidade das unidades produtoras é limitada neste período da safra caracterizado por maior moagem e ATR, isto é, quando as indústrias trabalham próximo de sua capacidade de fabricação – explicou Rodrigues.

Com isso, a produção de etanol alcançou 1,95 bilhão de litros nos primeiros 15 dias de agosto, sendo 1,10 bilhão de litros de etanol hidratado e 858,23 milhões de litros de etanol anidro. A fabricação de açúcar, por sua vez, totalizou 2,91 milhões de toneladas, contra 3,03 milhões de toneladas registradas na mesma quinzena de 2012.

O volume produzido de etanol totalizou 13,29 bilhões de litros no acumulado do início da safra 2013/2014 até a primeira metade de agosto. Deste montante, 7,76 bilhões de litros referem-se ao etanol hidratado, crescimento de 23,75% em relação ao mesmo período do ano passado, e 5,53 bilhões de litros ao etanol anidro (superior à produção de 3,69 bilhões de litros observadas na safra 2012/2013).

Vendas de etanol
Na primeira quinzena de agosto, as vendas de etanol pelas unidades produtoras da região Centro-Sul somaram 1,13 bilhão de litros, contra 945,25 milhões de litros apurados em idêntico período do último ano. Deste volume, 146,76 milhões de litros destinaram-se às exportações e 983,44 milhões de litros ao mercado interno.

No mercado doméstico, o volume comercializado de etanol anidro totalizou 424,91 milhões de litros, crescimento de 45,73% em relação à mesma quinzena de 2012. Já as vendas internas de etanol hidratado alcançaram 558,53 milhões de litros, contra 484,45 milhões de litros registrados no mesmo período da safra 2012/2013 e 662,26 milhões de litros observados na última quinzena de julho.

O diretor da Unica explica que apesar da leve queda observada nas vendas de etanol hidratado ao mercado doméstico nessa quinzena, não houve alteração na demanda final do produto, que continua aquecida.

– Essa pequena retração já era esperada, pois a primeira metade de agosto contabiliza um dia a menos de entrega e existe um movimento característico de menor retirada do produto nas usinas no início do mês – explica.

Para o executivo, a expectativa é de que as saídas de etanol hidratado para o mercado interno na última metade de agosto possam superar àquelas registradas no mesmo período do mês anterior.

Entre 1º de abril até 16 de agosto, o volume comercializado de etanol pela região Centro-Sul atingiu 9,64 bilhões de litros, contra 7,61 bilhões de litros no mesmo período de 2012. As exportações responderam por 1,40 bilhão de litros deste volume, enquanto as vendas domésticas totalizaram 8,24 bilhões de litros (alta de 25,77% sobre a quantia registrada em idêntico período da safra 2012/2013).

Governo prevê recorde para valor da produção agrícola em 2013

Número será 10,8% maior em relação ao ano passado e deve atingir R$ 275,89 bilhões, impulsionado pela colheita recorde de soja

(Produtos que mais colaboraram para o crescimento foi soja, cana e milho)
 
O valor bruto da produção (VBP) dos principais produtos agrícolas deve crescer neste ano 10,8% (R$ 26,8 bilhões) e atingir o recorde de R$ 275,89 bilhões, impulsionado pela colheita da safra recorde de soja.

Os cálculos da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos do Ministério da Agricultura projetam crescimento de 18,5% (R$ 13,037 bilhões) na renda da soja, para R$ 81,898 bilhões. A soja responde por 30% do VPB das lavouras.

Os cálculos levam em conta a estimativa de safra divulgada na véspera pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os levantamentos de preços recebidos pelos produtores feitos pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP).

O estudo mostra que o segundo produto com maior participação no VBP agrícola é a cana-de-açúcar (17%). O Ministério da Agricultura prevê crescimento de 8,9% na renda da cana, para R$ 48,029 bilhões.

O milho ocupa o terceiro lugar, com participação de 13% no VBP. A projeção para o faturamento do milho é de crescimento de 10,5%, para R$ 36,846 bilhões.

Apesar das reclamações dos citricultores de queda na renda e da pressão dos altos estoques de passagem de suco de laranja sobre os preços, o Ministério da Agricultura prevê aumento de 46,1% no VBP da laranja, para R$ 20,637 bilhões. Para a banana, a estimativa de faturamento no ano é de R$ 10,3 bilhões, valor 10,8% superior ao do ano passado.

Entre os cereais, o arroz e o trigo apresentam perspectiva de aumento da renda dos produtores neste ano.

No caso do arroz, a estimativa é de aumento de 8,6% no faturamento, para R$ 8,072 bilhões. O trigo, cujos preços estão em patamares historicamente altos, por causa dos problemas climáticos que provocaram quebra de safra e perda de qualidade nas safras brasileira e argentina, deve ter aumento de 31% na renda, para R$ 4,165 bilhões.

Mesmo com a retração de preços nos últimos dois meses, o tomate aparece dentre os principais produtos. A estimativa do Ministério da Agricultura é de aumento de 76,7% na renda dos produtores, para R$ 10,882 bilhões. Entre os hortifrutigranjeiros também se destaca a batata-inglesa, com projeção de aumento de 35,9% na renda dos produtores, para R$ 3,577 bilhões.

Queda no faturamento
Quanto ao algodão, as previsões são de queda de 30,6% no faturamento, para R$ 8,125 bilhões, provocado pela queda de produção com a redução da área plantada. O café, cujos preços vêm sendo pressionados desde o início do ano, deve ter uma retração na renda de 27,6%, para R$ 14,059 bilhões. Os preços do café estão em queda por causa da percepção dos importadores de que o estoque remanescente e a safra atual serão suficientes para atender a demanda mundial pelo produto brasileiro.

OIA aumenta estimativa de excedente de açúcar para 10 milhões de toneladas

Incremento foi de 1,5 milhão de toneladas, segundo a Organização

(Boa parte do açúcar estimado para este ano deve vir do Brasil)
 
A Organização Internacional do Açúcar (OIA) elevou, nesta quarta, 15, a estimativa de superávit na safra global 2012/2013 para 10 milhões de toneladas. O aumento foi de 1,5 milhão de toneladas, alcançando 10 milhões de toneladas, agora. A temporada mundial encerra-se no dia 30 de setembro.

É a segunda vez este ano que a OIA reajusta a previsão de excedente para cima. A primeira tinha sido no dia 21 de fevereiro, quando a estimativa passou de 6,2 milhões de toneladas para 8,5 milhões de toneladas.

Boa parte do esperado para este ano deve vir do Brasil, que tem safra estimada em 585 milhões de toneladas de cana. Segundo a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Única), as usinas da região Centro-Sul devem produzir 35,50 milhões de toneladas na temporada 2013/14, que, no Brasil, iniciou-se no último mês.

Só até 30 de abril, foram produzidas 1,69 milhão de toneladas. O número é 210% acima do verificado no mesmo período do ano passado, segundo a Organização.

 

Proibição imediata da queima de palha da cana-de-açúcar pode prejudicar produtores paulistas

Lei prevê que produtores de cana se adaptem gradativamente às novas regras, mas alguns municípios de São Paulo decidiram proibir a queima da palha imediatamente

(Queima da palha da cana deve ser eliminada até 2014 nas áreas mecanizadas e até 2017 nas demais áreas)

 A queima da palha da cana-de-açucar em São Paulo vai ser proibida definitivamente em 2017. Por isso, muitos municípios do Estado estão criando dificuldades para os produtores e impedindo a queima imediata, o que pode causar problemas financeiros no campo.

Desde 2007, São Paulo tem investido mais em sustentabilidade no campo em função da criação de uma lei que antecipa o cronograma de eliminação da queima da palha da cana-de-açúcar de 2021 para 2014 nas áreas mecanizadas e de 2031 para 2017 para as áreas não mecanizadas. Com isso, o Estado deixou de lançar na atmosfera mais de 20 milhões de toneladas de poluentes. Para os produtores se adaptarem a lei, eles vão substituindo a queima gradativamente.

Alguns municípios, no entanto, decidiram proibir de vez a queima da palha da cana por meio de ações civis públicas. Assim, tanto o Estado de São Paulo quanto a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) foram proibidos de conceder autorizações para a queima controlada. A decisão prejudicou muitos produtores.

– Esses processos que estão entrando em regiões como Araçatuba, Jaú, Araraquara e Piracicaba, que proíbem a cana de um dia para o outro, é muito danoso para o produtor porque essas áreas não têm estrutura para serem colhidas mecanicamente e quando são colhidas cruas, custam 20% a mais. Para o produtor é um problema muito grave – afirma Maria Christina Pacheco, ex-vice-presidente da Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do País (Orplana).

O assunto foi debatido por especialistas do setor na sede da Sociedade Rural Brasileira, em São Paulo. Para eles, o desafio dos produtores em substituir a queima de forma imediata pode fazer com que muitos desistam de produzir.

– É um desastre do ponto de vista econômico e industrial, porque passa por cima de um protocolo, de uma decisão que foi construída para atender os anseios da sociedade que não quer mais essa prática, mas sabe que o agricultor precisa se adequar, mas também do trabalhador, que ainda depende da colheita crua pra ter o seu salário – argumenta o assessor jurídico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Francesco Giannetti.

O evento acontece depois de uma audiência convocada pelo ministro Luiz Fux, do Superior Tribunal Federal (STF), para subsidiar a análise e julgamento do recurso extraordinário em que o Estado de São Paulo questiona uma lei municipal que proíbe, desde 1995, a queima da palha da cana-de-açúcar na cidade de Paulínia (SP).

– Os produtores que têm até 150 hectares não estão proibidos de queimar com base na lei federal, só quando a estadual for mais restritiva é que tem que deixar de trabalhar, mas com as autorizações recolhidas, eles não poderão queimar. Este é o grande drama enfrentado pelo Estado de São Paulo – explica a advogada Ângela Motta Pacheco, especialista nas áreas tributária e ambiental. 

Moagem de cana-de-açúcar atinge 41 milhões de toneladas até o final de abril

Do total de cana-de-açúcar colhida desde o início da safra 2013/2014 até 30 de abril, 39,93% destinou-se à fabricação de açúcar e 60,07% à produção de etanol

(Do volume total processado, 31,54 milhões de toneladas foram moídas nos últimos 15 dias de abril)
 
A moagem decana-de-açucar pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do país desde o início da safra 2013/2014 até 30 de abril, somou 41,01 milhões de toneladas, contra 14,13 milhões de toneladas observadas no mesmo período da safra 2012/2013, segundo informações divulgadas pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) na segunda, dia 13. Deste volume total processado, 31,54 milhões de toneladas foram moídas nos últimos 15 dias de abril, ante 9,40 milhões de toneladas registradas na primeira metade do mês.

Segundo o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, o crescimento na moagem era esperado porque após 15 de abril praticamente não houve paralisação das atividades devido a problemas climáticos. Além disso, muitas unidades produtoras iniciaram suas operações na segunda quinzena do mês, contribuindo para o aumento no volume processado, acrescentou Rodrigues.

De acordo com a pesquisa periódica realizada pela organização, no dia 1º de maio 220 usinas estavam em safra na região Centro-Sul, frente a 154 apuradas em igual período do ano anterior e 144 verificadas no dia 15 de abril de 2013. Em maio, praticamente todas as unidades produtoras da região que ainda não iniciaram a safra devem estar em operação.

Produção
Do total de cana-de-açúcar colhida desde o início da safra 2013/2014 até 30 de abril, 39,93% destinou-se à fabricação de açúcar e 60,07% à produção de etanol. Na segunda quinzena do mês, a proporção de matéria-prima direcionada para a produção de etanol se manteve praticamente no mesmo patamar observado anteriormente, atingindo 58,05%.

Como resultado, no acumulado desde o início das atividades da atual safra até 30 de abril, a produção de açúcar totalizou 1,69 milhão de toneladas, com 1,45 milhão de toneladas fabricadas na última metade do mês. A produção acumulada de etanol, por sua vez, somou 1,58 bilhão de litros – sendo 400,99 milhões de litros de etanol anidro e 1,18 bilhão de litros de etanol hidratado – alta superior a 180% quando comparada ao mesmo período da safra passada.

Nos últimos 15 dias de abril, o volume produzido de etanol alcançou 1,24 bilhão de litros, dos quais 361,77 milhões de litros de etanol anidro e 878,64 milhões de litros de etanol hidratado.

Vendas de etanol sobem 14% em abril
As vendas de etanol pelas unidades produtoras da região Centro-Sul atingiram 1,59 bilhão de litros em abril, elevação de 13,96% na comparação com igual período do ano anterior, de acordo com a Unica. O crescimento decorre da expansão do volume comercializado no mercado doméstico, que somou 1,52 bilhão de litros ante 1,32 bilhão de litros registrado em abril de 2012 (+14,91%). As exportações somaram 70,71 milhões de litros.

As vendas de etanol anidro atingiram 546,73 milhões de litros no mês passado, 15,32% mais na comparação anual. Já o volume comercializado de etanol hidratado cresceu 14,68%, para 971,83 milhões de litros.

Para o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, o crescimento nas vendas de etanol para o mercado interno em abril deste ano superou as expectativas.

– Este mercado deve se manter aquecido nos próximos meses devido a retração dos preços do produto na bomba e ao esforço de comunicação que tem sido feito para sensibilizar o consumidor em relação às vantagens associadas ao biocombustível.

RURALBR, COM INFORMAÇÕES DA UNICA

 

Recrutamento de mão de obra para a safra de cana-de-açúcar está mais difícil

Encarregados pelo recrutamento de pessoal para a colheita manual entre abril e novembro afirmam que trabalhadores estão mais exigentes

 

(Trabalhadores da colheita manual da cana recebem cerca de R$ 800,00 por mês durante a safra)

Empresas do Centro-Sul do país que buscam mão de obra no interior do Nordeste para a produção agroindustrial estão voltando de suas missões de contratação com as mãos abanando. Mesmo experientes encarregados de recrutar gente para trabalhos de temporada, como a safra da cana-de-açucar, encontram limites para a formação das equipes que vão empunhar o podão nas áreas de colheita manual entre abril e novembro.

– Está mais difícil de conseguir gente – afirma José Jorge Dias, de Missão Velha (CE), encarregado de buscar peão para derrubar cana em lavouras da região de Piracicaba (SP). Trabalhando para um consórcio de 76 produtores, o Concentral, em Rio das Pedras (SP), Dias afirma que "antigamente era mais fácil contratar".

Habituado com o recrutamento de peão nordestino, responsável por um grupo de 14 cearenses trazidos para a safra que vai até novembro, Dias explica que a oferta de empregos na construção civil e na mineração no Nordeste, além da mecanização da lavoura paulista, prejudicam o convencimento na hora de formar a turma.

Há duas semanas, Dias desembarcou do ônibus da Concentral que retornava do corte em uma área em Mombuca (SP), cidade vizinha de Rio das Pedras, acompanhado pelo colega Romário Amorim Barbosa, outro encarregado de turma. Os dois, ao lado do paulista Donizete Moacir Aparecido da Silva, proprietário do Alojamento do Zetão, de Rio das Pedras, tocam parte do grupo de trabalhadores da Concentral, que tem 520 no podão.

Nem mesmo a seca que torra o chão da área rural nordestina provoca debandada de gente no rumo do sul para trabalhar, admitem os encarregados de turma – que não gostam de serem chamados de "gato", termo que julgam pejorativo.

 – O pessoal agora está mais exigente – conta Barbosa, encarregado de recrutar no interior da Bahia.

Ele diz que o pessoal só aceita vir se conhece bem a empresa contratante, se puder voltar para casa no fim da safra e se tiver alojamento e quem faça a comida deles.

– Ninguém mais quer vir se tiver de fazer a comida – completa Zetão, que está na lida da coordenação de peão há mais de 20 anos.

– O pessoal está sofrendo muito lá com a seca. Mas não é mais como era antigamente, que se tinha mais facilidade para conseguir gente – emenda Dias.

Dono do alojamento na periferia de Rio das Pedras, Zetão explica que oferece acomodações para 84 trabalhadores, com 12 banheiros, cozinha e dormitórios.
Carteira assinada

De acordo com José Francisco da Silva Filho, produtor rural que lidera o consórcio Concentral, os trabalhadores que aceitam migrar para a safra exigem pagamento das passagens, de vinda e de volta, além de cesta básica de R$ 95,00, mais ajuda de custo de R$ 100,00 para aluguel, entre outros benefícios de um trabalhador contratado por tempo indeterminado. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Piracicaba e Saltinho, Jacob Alcides Bortoletto, explica que a carteira assinada garante aos trabalhadores migrantes o recebimento do seguro-desemprego.

– Esse pessoal que vem já está acostumado, é registrado lá na cidade deles e tem seguro, ônibus, tudo por conta de quem contrara.

Jossivan Bezerra dos Santos, de 36 anos, de Ipaumirim (CE), conta ter deixado mulher e três filhas em casa.

– É difícil passar esse tempo longe da família. Mas não tem jeito. Está na hora de parar – conta o nordestino, que trabalha como cortador de cana há sete safras.

Ele conta que plantou quatro hectares de feijão em seu sítio e perdeu tudo na seca.

– A gente tem o Bolsa Família, mas é só R$ 134,00 – diz Jossivan, que espera faturar no corte da cana cerca de R$ 800,00 limpos por mês até novembro.