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Apreendidos quase 100 mil quilos de sementes piratas no RS

Quase cem mil quilos de sementes piratas de soja, da Nidera, TMG e Brasmax, e arroz, do IRGA, foram apreendidas nesta quarta-feira (12.08.2015) em uma propriedade de Cachoeira do Sul (RS).

A 2ª Vara Cível da Comarca do município cumpriu mandado de busca e apreensão da Associação Brasileira dos Obtentores Vegetais (Braspov), que havia recebido denúncias sobre a pirataria.

A diligência encontrou as sementes armazenadas em sacos e big bags brancos sem nenhuma identificação oficial, contendo apenas anotações de caneta feitas à mão ou em sacos reutilizados de adubos.

Também foram encontrados vários documentos que continham informações e dados relevantes sobre os cultivares como, por exemplo, as notas fiscais do produtor, anotações em caderno, fichas de controle de peso, entre outros.

Os réus podem contestar a ação até a próxima terça-feira.


Fonte: Agrolink

Plantio de arroz deve crescer 2% no Rio Grande do Sul na safra 2013/2014, estima Irga

Produtores gaúchos devem semear 1,100 milhão de hectares ante 1,079 milhão de hectares em 2012/2013

(Condições climáticas estão mais favoráveis ao plantio do cereal)
 
A área de plantio com arroz no Rio Grande do Sul, principal Estado produtor, deve apresentar leve crescimento de 2% na safra 2013/2014, em início de preparo, em comparação com o período anterior. Os produtores gaúchos devem semear 1,100 milhão de hectares ante 1,079 milhão de hectares em 2012/2013.

A estimativa é do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), divulgada na tarde deste domingo, dia 25. Nesta safra a expectativa é que a produtividade aumente 3,2% passando de 7.497 quilos por hectare, para 7.733 quilos por hectare.

O presidente do Irga, Claudio Pereira, informou que nesta safra as condições climáticas estão mais favoráveis ao plantio do cereal, que é realizado essencialmente em áreas irrigadas. Segundo ele, no mesmo período no ano passado, havia recursos hídricos para apenas 54% da área, neste ano 93% da área já está garantida. Pereira considerou que, com as boas condições do clima e com o mercado de arroz e soja estabilizado, por causa de preços atrativos, o Irga acredita que os produtores terão uma colheita com ótimos resultados.

Para o meteorologista do Irga, Glauco Freitas, a tendência é de pouca chuva e com distribuição irregular durante a primavera no Estado. O Irga recomenda que os produtores aproveitem as oportunidades de semeadura na época preferencial, principalmente na segunda quinzena de setembro e no mês de outubro, que prometem ser menos chuvosos e com temperaturas mais adequadas à germinação do arroz. Para o verão, a meteorologia prevê chuvas abaixo da média, podendo ocorrer algum evento de muita chuva localizada em curto período de tempo no Estado, especialmente no oeste e na campanha.

Soja
 
A intenção de plantio de soja na safra 2013/2014, em rotação com arroz, alcança cerca de 296.442 hectares, uma área 9% maior do que na safra anterior. Na safra passada, foram cultivados 272.048 hectares com a oleaginosa no Rio Grande do Sul.

A região da campanha é que tem a previsão de plantar uma área maior (96.600 hectares), seguidos da zona sul (80 mil hectares e aumentar a área em 56,9%). A planície costeira interna irá plantar 60 mil hectares de soja em áreas de arroz, a depressão central, 36.962 hectares, a fronteira oeste, 13 mil hectares e a planície costeira externa, 9.880 hectares. 

Fórum na Expointer debate diversificação na cultura do arroz

Projeto de internacionalização do grão brasileiro foi apresentado durante o evento

(A diversificação que está mudando o perfil da lavoura de arroz)
 
O Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga) realizou na Expointer nesta segunda-feira, dia 26, o fórum "A diversificação que está mudando o perfil da lavoura de arroz".

O presidente do Irga, Claudio Pereira, sublinhou a necessidade de o produtor diversificar o portifólio de culturas para se defender do mercado. Para ele, a monocultura deixa o produtor vulnerável.

– Ter outra cultura para oferecer na hora da colheita é bom para o produtor. O preço do arroz sempre cai na hora da colheita, pelo excesso de oferta – afirmou.

Pereira também relatou que o Irga está desenvolvendo pesquisas com soja e milho para dar segurança ao produtor.

– O produtor é vítima da monocultura. Nós temos a obrigação de levar ao produtor a informação técnica – disse.

O evento também teve a participação do vice-presidente de Exportações e Tributação da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Luiz Carlos Machado. Machado avaliou como positiva a rotação da cultura do arroz com a soja.

– A rotação com a soja veio para ficar. Isso vai otimizar renda e produtividade – afirmou Machado.

O professor e pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Ibanor Anghinoni falou sobre a grande expansão da produção de arroz na última década no Rio Grande do Sul. Anghinoni relatou o resultado de pesquisas que mostram a vantagem da rotação do arroz com a soja e da integração lavoura-pecuária.

– Tanto culturas de cobertura e rotação com soja quanto o animal em pastejo resultam em alta produtividade do arroz e menor necessidade de adubação – afirmou.

O fórum também teve a participação do gerente do projeto Brazilian Rice, André Anele. O Brazilian Rice é um esforço de internacionalização do arroz produzido no país. Atualmente, 26 empresas participam do projeto.

– O Brasil é o maior produtor de arroz fora da Ásia, e é fundamental para o país exportar o grão. Estamos desenvolvendo estudos para oito mercados, para saber como nos posicionarmos – afirmou Anele.

Chuva favorece a produção de arroz no Rio Grande do Sul

Expectativa dos produtores é manter a mesma produtividade do ano passado

(Área plantada deve aumentar pouco mais de 2% no RS)
 
A chuva que prejudicou muitos produtores no primeiro semestre de 2013, tem favorecido a produção de arroz do Rio Grande do Sul. Com os reservatórios cheios, está mais fácil irrigar as lavouras, o que tem garantido maior segurança para quem produz o grão.

Em Barra do Ribeiro, na região metropolitana de Porto Alegre, o produtor Luciano Ribeiro irriga 1600 hectares. Ele produz entre sete e oito mil quilos de arroz ao ano. Na safra passada, o produtor lembra que o resultado foi acima do esperado e a chuva veio na hora certa.  Para esse ano, a expectativa é manter a mesma produtividade. Ribeiro destaca ainda que as chuvas, observadas no primeiro semestre, chegaram a atrapalhar o preparo da terra, mas  trouxe mais benefícios do que prejuízos.

– Em relação ao ano passado, quando tínhamos 707 milímetros, esse ano choveu 829 aqui na propriedade. Temos 20% a mais de água. O tempo vem correndo bem – salienta.

A rotação de culturas, que acontece com a soja na região, tem contribuído para esse preparo de solo. O produtor conta que depois de implantar o sistema, a produtividade saltou de 100 sacas de arroz por hectare para 180. Um aumento médio de 50 sacas.

– A terra com a rotação da soja é a maior beneficiada, pois quebrou a resistência de invasores que não se tem mais controle. Hoje, a soja esta nos trazendo rentabilidade. Se eu continuasse só no arroz, em dez anos tu não ia me encontrar aqui – disse.

Nos últimos anos, o produtor acredita que a umidade do ar vem baixando na região, fator responsável pelo aumento no consumo de água nas lavouras de arroz.

– Considero de 5 a 10%, porque há anos irriga o mesmo açude e o processo tem melhorado, mas aqueles mesmos volumes que vem entrando chega nos meses de novembro a janeiro. O sol está mais quente e estamos gastando mais água - destaca.

De acordo com o Instituto Rio-grandense do Arroz (Irga), a área plantada deve aumentar pouco mais de 2%. A perspectiva é de uma safra de oito milhões de toneladas do grão.

– A nossa expectativa com a área que será plantada em torno de um milhão e 100 mil e que nos tenhamos a estabilidade produtiva que nos queremos. Temos o fator soja que tem equilibrado as coisas, ou seja, eles tem tendência de manter a área leve aumento que não vai saturar o mercado – disse o presidente Irga, Claudio Pereira.

Safra de arroz do Rio Grande do Sul ultrapassa oito millhões de toneladas e cresce quase 4%

Produtores gaúchos colheram em uma área de 1,076 milhão de hectares, com uma produtividade média de 7.497 quilos por hectare, aponta o Irga

(Região com a maior área colhida de arroz é a Fronteira Oeste, com 328.834 mil hectares)
 
O setor de política setorial do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) divulgou nesta semana os dados da safra de arroz 2012/2013. Os produtores gaúchos colheram em uma área de 1,076 milhão de hectares, com uma produtividade média de 7.497 quilos por hectare, resultando em uma produção de 8,06 milhões de toneladas, quase 4% a mais do que a safra anterior, que resultou em 7,7 milhões de toneladas.

A região com a maior área colhida é a Fronteira Oeste, com 328.834 mil hectares, uma produtividade média de 7.556 quilos por hectare e uma produção de 2.487.795 toneladas. Na região, destacam-se o município de Uruguaiana, com uma área colhida de 81.414 mil hectares, uma produtividade de 7.867 quilos por hectare e uma produção de 640.487 toneladas, seguido por Itaqui, com 81.384 mil hectares colhidos, uma produtividade média de 7.442 quilos por hectare e uma produção de 605.660 toneladas.

Confira o total produzido por cada município gaúcho

De acordo com o Ministério da Agricultura, o Brasil é o nono maior produtor mundial de arroz. A produção está distribuída no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e Mato Grosso. O cultivo de arroz irrigado, praticado na região Sul do Brasil contribui, em média, com 54% da produção nacional, sendo o Estado gaúcho o maior produtor brasileiro.