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PES mantém safra de laranja em 244,2 mi de caixas, a pior desde 1988/1989

A quarta Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) de laranja 2016/2017 no parque comercial citrícola de São Paulo e Minas Gerais, divulgada nesta sexta-feira, 10, estimou uma produção de 244,2 milhões de caixas de 40,8 kg. O número previsto para a produção é o mesmo do terceiro levantamento, de dezembro de 2016, e mostra queda de 18,77% sobre as 300,65 milhões de caixas de laranja produzidas em 2015/2016. Com isso, a safra deve ser a menor desde as 214 milhões de caixas de 1988/1989
No segundo levantamento, em setembro, a produção foi de 249,04 milhões de caixas e a previsão inicial, em maio do ano passado, de 245,75 milhões de caixas. O fechamento da atual safra, cuja colheita praticamente foi encerrada, ocorre em abril.
O levantamento é feito pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) da Citricultura, em parceria com a Markestrat, a Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto e o Departamento de Estatística da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Jaboticabal.
Segundo os pesquisadores, na reestimativa de fevereiro, o ganho de peso dos frutos, ocasionado pelas chuvas, e o avanço da colheita foram determinantes para a alteração do número de frutos por caixa. Apenas entre dezembro e janeiro choveu praticamente o equivalente a todo o volume acumulado de maio a novembro, com precipitações constantes e generalizadas em todas as regiões produtoras.
No cinturão citrícola choveu em média 18 dias em dezembro e 23 dias em janeiro, um total de 519 milímetros, 16% acima da média histórica. No entanto, havia pouca fruta para ser colhida, muitas delas já com a produção da safra atual encerada. Para variedades que ainda produzem, restam cerca de 2% da colheita. Considerando todas as variedades, uma caixa de 40,8 kg terá 223 frutos, nove a menos do que o estimado em dezembro.
Fonte: Dinheiro Rural

Câmara Setorial rejeita proposta da Faesp sobre Consecitrus

Faesp defende que a abrangência do conselho seja regional

Julgamento do Cade sobre Consecitrus ocorre no próximo dia 5
O presidente da Câmara Setorial da Citricultura, Marco Antonio dos Santos, rejeitou a proposta de modelo de representação dos produtores no Conselho de Produtores e Exportadores de Suco de Laranja (Consecitrus) apresentada pela Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp).

Na proposta da Faesp, o Consecitrus deveria ter abrangência apenas regional e só seriam aceitas como representantes entidades com mais de cinco anos de existência. Critérios que excluiriam várias entidades que estão participando das negociações em torno da formação do Conselho.

– Como presidente da Câmara, que reúne em seus quadros várias outras entidades da citricultura, não é possível concordar com essa postura. Mesmo que São Paulo seja o maior produtor, outros Estados, como Bahia, Paraná, Sergipe, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, têm a sua representação – disse Santos.

Santos, que é presidente do Sindicato Rural de Taquaritinga, filiado à Faesp, afirma que seu sindicato foi excluído das discussões dentro da Federação justamente por não concordar com o modelo proposto. Para ele, a Faesp deveria fazer reuniões no interior do Estado para ouvir os produtores, o que, segundo ele, até agora não aconteceu.

Conab oferta Pepro para escoamento de 550 mil toneladas de milho de Mato Grosso

Neste ano, o governo federal já realizou quatro leilões de Pepro, que somam comércio de 4,83 milhões de toneladas

(Arrematantes deverão escoar o milho para localidades que não tenham como destino Centro-Oeste, Sudeste, Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Piauí, Rondônia e Tocantins)
 
Na sexta, dia 20,  a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza mais um leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) de milho para o Mato Grosso. O prêmio refere-se à venda e escoamento de 550 mil toneladas do produto em grãos, oriundas da safra 2012/2013 e 2013. O papel pode ser adquirido pelo produtor rural ou sua cooperativa que estejam sediados no Estado.

Os arrematantes deverão escoar o milho para qualquer localidade que não tenha como destino final Estados da região Centro-Oeste, Sudeste (exceto Rio de Janeiro, Espírito Santo e norte de Minas Gerais), Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Piauí, Rondônia e Tocantins. O governo federal já realizou, este ano, quatro leilões de Pepro, que somam 4,83 milhões de toneladas comercializadas.

A venda do produto deverá ocorrer até o dia 21 de outubro deste ano, no mínimo, pela diferença entre o preço mínimo estabelecido e o valor do prêmio equalizador de fechamento do leilão, o que deverá ser comprovado por via Notas Fiscais. O preço mínimo, livre de tributos e descontos, será de R$ 0,217 o quilo para o Mato Grosso.

Indústria brasileira da cachaça quer vender produto na China

Mercado asiático foi aberto recentemente para a tequila mexicana

(Exportação da cachaça corresponde a cerca de 0,5% a 1% do total da produção)
 
Mercado que se divide entre 40 mil produtores, 4 mil marcas e que gera uma receita anual de R$ 7 bilhões, a cachaça brasileira quer ir mais longe e conquistar novos mercados. O próximo grande passo será o mercado chinês, aberto recentemente para a tequila mexicana. A negociação, que envolve produtores e órgãos governamentais, foi iniciada há um mês.

– É um acordo que irá reconhecer também alguns destilados chineses. Estamos confiantes. O comércio entre Brasil e China tem aumentado – conta José Lúcio Mendes, diretor de marketing da Expo Cachaça, feira que acontece nesta semana no Mercado Municipal de São Paulo.

O grande foco da indústria é a Comunidade Europeia. A região, no entanto, tem exigências mais rígidas e pede denominações geográficas dos produtos, por exemplo. Hoje, apenas a região de Paraty, no Rio de Janeiro, e Salinas, em Minas Gerais, possuem a  denominação.

A exportação da bebida corresponde a cerca de 0,5% a 1% do total da produção, um valor de 8 a 14 milhões de litros por ano. A cachaça já chega a 70 países, mas de forma pulverizada. O maior desafio do segmento é agregar produtores, majoritariamente microempresários, e combater a informalidade no segmento.

Produtores da região central do Brasil apostam no confinamento de animais para garantir rentabilidade

Em 2013, o número de animais confinados deve aumentar 4% em comparação com o ano passado

(No início dos anos 2000, o confinamento se tornou popular no país)
 
O preço do boi gordo na região central do Brasil sobe no período da seca devido a pouca oferta de animais. Atentos a essa oportunidade de ganhar mais dinheiro, na década de 80, muitos produtores rurais começaram a fechar o gado e tratar no cocho. Porém, no início dos anos 2000, que o confinamento se tornou popular no país.
O pecuarista Donizeth Peixoto da Costa, do município de Bela Vista, em Goiânia, começou a confinar em 1989, com 86 cabeças de gado. Hoje, ele engorda mil animais por ano.

Segundo Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), em 2012, foram confinadas 3.400 milhões de cabeças de gado. A maioria dos currais de engorda está nos Estados onde a seca é mais acentuada nos meses do outono e do inverno. Goiás, Mato Grosso, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais respondem por quase 90% dos confinamentos no Brasil. Outros Estados, como Rondônia e Paraná, já começam a aparecer nas pesquisas.

Os confinamentos no Brasil têm tamanhos muito variados. De acordo com a Assocon, entre as 770 unidades identificadas e que operaram no ano passado, algumas estruturas tinham apenas 30 cabeças e outras mais de 100 mil. Mas, a maioria, cerca de 80%, trabalha com até 5 mil cabeças fechadas. Os pequenos e médios confinamentos são responsáveis apenas pela metade dos animais confinados. Os outros 50% estão nos grandes projetos, que representam 8% do total de confinamentos no país.

Este ano o setor deve manter o mesmo ritmo de 2012, com um crescimento ainda tímido. Em 2013, o número de animais confinados deve aumentar 4% em comparação com o ano passado.

– Não é um número grande, muito por conta do custo que ainda está caro, apesar de mais barato que no ano passado. Mas em alguns Estados a conta ainda não fecha. O preço do boi magro acaba ficando alto para esses Estados também – disse o gerente executivo da Assocon, Bruno Andrade.

Especialistas nas mais diversas áreas do agronegócio acreditam que o pecuarista brasileiro vai aprender a aliar o confinamento à pecuária intensiva à pasto, melhorando as forragens e aumentando a taxa de lotação nas propriedades.

– Acho que o que vai acontecer agora é otimizar mais o pasto, aprimorar a integração lavoura pecuária e maximizar os dois. Eu acredito muito na junção dos dois, do confinamento com o pasto – disse o coordenador do confinamento experimental da EVZ/UFG, Juliano Fernandes.

Uso de tecnologia é chave para melhorar a produtividade do leite

No Triângulo Mineiro, produtores utilizam chip que controla alimentação de bezerros

(Segundo produtor, com o uso da tecnologia, as bezerras tendem a emprenhar mais rápido e, consequentemente, vão produzir leite mais rápido)
 
Novidades tecnológicas têm contribuindo para o aumento da produção de leite no Triângulo Mineiro. O alimentador de bezerro é novidade na região. Com um chip preso no pescoço do animal, é possível fazer a sua identificação. Uma máquina libera o leite mantido a 36 graus, uma quantidade é liberada a cada duas horas, de acordo com a fase do animal. O produtor de leite, Eire Enio de Freitas, diz que o investimento de R$ 140 mil atende 200 bezerros.

– O investimento foi um pouco alto, mas por outro lado, cai o uso de medicamento. Menos animais morrem. As bezerras tendem a emprenhar mais rápido e, consequentemente, vão produzir leite mais rápido. Hoje, o que está salvando é a tecnologia – destaca o produtor.

Especialistas apontam que o mercado de leite deve continuar comprador, e que o Brasil é o único país no mundo que pode melhorar a qualidade e a eficiência da produção a pasto. Os novos projetos já nascem viáveis, com investimentos sociais, ambientais, e manejo profissional. O mercado trabalhou numa crescente, o preço subiu R$ 0,15 em média, no primeiro semestre. Na região do Triângulo Mineiro, a produção cresceu 15%. 

Na propriedade do zootecnista Henrique Milagres Rafael, a quantidade e a qualidade do leite possibilitaram um incremento no preço acima da média, que pode passar de R$ 1,20 pelo litro. Henrique conta que, no ano passado, nesta mesma época, o valor era de R$ 0,97. O custo segue em R$ 0,82 por causa da eficiência. Um projeto novo que recebeu investimento de R$ 2,3 milhões começou em abril do ano passado e, hoje, está com 400 vacas em lactação produzindo sete mil litros dia.

– Não com sua capacidade máxima, tirando em média 4,2 mil litros por dia, nós fechamos 33 mil litros por hectare ano. Uma média de rendimento econômico de R$ 3,3 mil por hectare ano, mostrando que nossa atividade leiteira é extremamente rentável quando levada a sério – destaca.

Henrique explica que o segredo está no planejamento e na gestão. Segundo ele, 65 hectares de pastagem é rotacionada para atender todo rebanho nas águas, e confinamento com estrutura simples para abrigar os animais durante a seca.

 – Com o rebanho que nós temos hoje, dá para fazer um novo rebanho e se consolidar daqui a 4 ou 5 anos. Para ter outro projeto e conseguir produzir 25 a 30 mil litros por dia.

Um curso do Serviço Nacional da Aprendizagem Rural (Senar), sobre manejo na produção de leite, estimula e profissionaliza os trabalhadores. A mão-de-obra faz a diferença na atividade que tem uma das menores margens de lucro e trabalho dobrado.

– Leite é uma atividade que você calcula em décimo de centavos. É diferente de qualquer outra atividade do meio rural, além de gerar um volume de trabalho muito grande. Na minha opinião, talvez seja uma das atividades no meio rural que mais exige dedicação do produtor. A gestão é fundamento para economizar tempo e garantir um bom treinamento das pessoas envolvidas no trabalho e para alcançar esta eficiência – disse Rafael Paiva Izidoro, Senar Gado e Leite.

Sertão Nordestino está sem chuvas há pelo menos cem dias

Situação deve continuar assim por mais 40 dias

(Sul do Piauí é uma das áreas mais afetadas pela seca)
 
Sem chuvas há 150 dias, o oeste da Bahia e sul do Piauí e Maranhão são as áreas mais secas do Brasil no momento. Em todo sertão nordestino não cai uma gota de água há pelo menos 100 dias. Além disso, as temperaturas estão muito altas. A quinta, dia 28, foi o dia mais quente do ano em Picos (PI), com máxima de 39,9°C e umidade do ar de 10%.

O número de focos de calor quase triplicou no Nordeste nos últimos 30 dias, já que em julho foram registrados cerca de 350 queimadas e até agora, agosto está com 850 focos na região. O ano de 2012, porém, foi ainda mais complicado em relação ao tempo seco. No Nordeste, o número de queimadas em agosto do ano passado passou de três mil focos.

O final da semana ainda será de tempo seco em boa parte da região. A umidade do ar ainda fica abaixo dos 20% no interior nordestino. Ocorrem pancadas de chuva somente entre o sul da Bahia e o Rio Grande do Norte.

A previsão da Somar Meteorologia aponta que o sertão nordestino ainda terá pelo menos mais 40 dias de tempo seco. Em setembro a chuva só ficará acima da média na divisa da Bahia com Minas Gerias. Em outubro, novamente há previsão de chuva abaixo do normal para a maior parte da região. No oeste da Bahia e sul do Maranhão e do Piauí, apesar da expectativa de algumas chuvas fora de época, as precipitações frequentes devem se consolidar somente em novembro.

Temperaturas voltam a subir no Centro-Sul, mas há previsão de nova frente fria em setembro

Calor deve predominar no Norte e Nordeste nos próximos dias; veja a previsão completa para todas as regiões

(Tempo volta a ficar firme no Sul e Sudeste)
 
SUDESTE
Por conta da frente fria, a quarta-feira tem previsão de baixas temperaturas sobre o Sudeste e chuvas sobre a faixa entre o litoral sul de São Paulo e o norte capixaba, pancadas isoladas também sobre o leste de Minas Gerais. No restante da região, o sol aparece entre nuvens e não há previsão de chuva.

Na quinta, a frente fria se afasta e a massa de ar frio garante um dia de tempo aberto, baixas temperaturas pela manhã e temperaturas mais agradáveis à tarde, por conta do retorno do sol. No entanto, nuvens carregadas devem provocar chuvas isoladas entre o norte mineiro e capixaba. Um novo declínio da temperatura deve ocorrer entre 4 e 9 de setembro ao longo do leste da região.

SUL
Nesta quarta, o tempo volta a ficar firme na maior parte da região Sul. Ainda há previsão de chuva fraca e isolada entre o litoral norte de Santa Catarina e o litoral paranaense. Pela manhã, é grande o potencial para geadas generalizadas entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. À tarde, permanece a sensação de frio para a maior parte do Sul do país.

Na quinta, ainda há condição para geadas no início do dia em alguns pontos da região, mas já não ocorre de forma generalizada como no dia anterior. Aos poucos, a massa de ar polar vai perdendo intensidade, já que os ventos passam a soprar do quadrante norte, elevando gradualmente a temperatura e deixando o dia mais agradável. Além disso, não há previsão de chuva. Um novo declínio da temperatura menos intenso que o atual está previsto para entre 2 e 8 de setembro.

CENTRO-OESTE
Na quarta-feira, o Centro-Oeste segue tempo firme, predomínio de sol entre poucas nuvens, grande variação das temperaturas ao longo do dia e baixa umidade relativa do ar. Segundo os meteorologistas, há potencial para geadas no sul do Mato Grosso do Sul.

Na quinta, o frio da madrugada fica restrito ao extremo sul do Mato Grosso do Sul. No restante da região, aos poucos, os ventos voltam a soprar do quadrante norte, elevando gradualmente as temperaturas. Na metade norte do Brasil Central, o calor volta com força, deixando a tarde abafada. Nos próximos dias há o retorno do calor, prosseguindo até 9 de setembro na maior parte da região.

NORDESTE
Na quarta-feira, a chuva permanece concentrada apenas próximo ao litoral do Nordeste. Já no interior, permanece a condição de tempo firme, pouca nebulosidade e baixos índices de umidade relativa do ar. As temperaturas, de forma geral, terão um pequeno declínio, mas a sensação de calor à tarde permanece em toda a região.

Na quinta, uma frente fria avança pela costa e volta a provocar chuvas mais intensas sobre o sul da Bahia. 


Além disso, pancadas isoladas atingem a costa, além da metade norte do Maranhão, Piauí e do Ceará. Em geral, no entanto, essas chuvas são fracas e de baixo acumulado. No restante da Região o tempo seco segue predominando.

O calor continua em grande parte do Nordeste, mas na metade sul da Bahia as temperaturas mínima e máxima entram em declínio. Nos próximos dias, a temperatura volta a subir, com tendência de calor em todo o Nordeste entre 3 e 5 de setembro.

NORTE
Na quarta, embora ainda haja potencial para temporais entre o norte do Amazonas e Roraima, as pancadas de chuva que ocorrem no norte da região ficam ainda mais fracas e isoladas. Os índices de umidade relativa do ar seguem abaixo do ideal em grande parte da região.

Na quinta, o dia será de tempo aberto, com temperaturas baixas pelo período da manhã sobre o sul do Amazonas, Acre e em Rondônia. À tarde, as temperaturas se elevam, afastando a sensação de frio nas primeiras horas do dia no sul da região.

Por outro lado, em boa parte do Norte do Brasil, o dia será de predomínio de sol e temperaturas elevadas, aumentando a sensação de calor. Ao longo do dia, há previsão de pancadas isoladas sobre o norte do Amazonas e do Pará, além de Roraima e do Amapá. Nos próximos dias, o calor retorna para toda a região, prosseguindo até pelo menos 9 de setembro.

Cebola roxa processada traz benefícios ao produtor e ao consumidor

Pesquisa da Esalq mostra que processamento mínimo pode agregar valor para o produtor e aumentar o consumo da variedade

(Cebola é a terceira hortaliça mais cultivada no Brasil)
 
A cebola é uma das plantas de maior difusão do planeta e apresenta grande importância mundial, não só em termos de produção, mas também de consumo. No Brasil, é a terceira hortaliça mais cultivada e seu consumo é feito principalmente in natura como condimento ou tempero. Embora versátil em termos alimentares e culinários, essa hortaliça ainda tem pela frente um grande desafio para aumentar seu consumo, principalmente em se tratando da cebola roxa, pois a demanda por esta variedade é pequena e concentra-se no Nordeste e aos redores de Belo Horizonte (MG).

Para agregar valores nessa espécie de cebola, um estudo realizado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), sinalizou que os produtos minimamente processados vêm obtendo crescente participação no mercado de produtos frescos em função da praticidade que oferecem ao consumidor. No caso da cebola, o preparo do bulbo é o maior motivo de reclamações, já que por conter compostos voláteis, causam irritação aos olhos e deixam odor característico na mão do manipulador. Ao trabalhar com cebola minimamente processada, a atividade poderá trazer benefícios tanto aos produtores quanto ao consumidor, além de tornar-se um nicho de mercado.

Desenvolvido pelo Programa de Pós-Graduação (PPG) em Ciência e Tecnologia de Alimentos, sob orientação de Ricardo Alfredo Kluge, do Departamento de Ciências Biológicas (LCB), o estudo buscou conhecer, com detalhes, a fisiologia e manuseio da cebola roxa.

– Pensamos em estudar o comportamento de cebola roxa minimamente processada a fim de avaliar seus aspectos fisiológicos, bioquímicos e microbiológicos. Para isso, foram testados diferentes temperaturas de armazenamento, combinados com dois tipos de corte, e a influência de diferentes embalagens na vida útil desse produto – explicou a cientista dos alimentos e responsável pela pesquisa, Natalia Dallocca Berno.

A cientista afirmou que no cenário brasileiro atual, as temperaturas de comercialização e armazenamento raramente são respeitadas. Dessa forma, o estudo mostrou que quanto menor a temperatura, maior é a vida útil e a qualidade do produto, sendo que na temperatura de 0ºC, o produto pode durar até três vezes mais que se armazenado a 15ºC. 

– Isso gera um ganho tanto para o comerciante que terá menos descarte do produto ao longo da comercialização, quanto para o consumidor, que poderá adquirir produto com qualidade num maior prazo de validade – disse a pesquisadora.

Por outro lado, foram estudadas quatro embalagens facilmente encontradas e de preços baixos, pois a pesquisa observou que a embalagem também pode interferir na qualidade do produto, mantendo-a por mais tempo.

– A escolha da embalagem adequada pode valorizar o produto não só na aparência geral, mas também na sua qualidade específica.

Outro aspecto interessante diz respeito à pungência da cebola, da sensação picante que os consumidores sentem ao comê-la. No caso da cebola roxa, a pungência pode ser ainda maior, dependendo da variedade e, nessa pesquisa, as etapas de processamento mínimo reduziram em até 50% a pungência da cebola roxa.

As cebolas roxas utilizadas nesse experimento foram classificadas como picantes. No entanto, logo após o processamento, as cebolas roxas puderam ser classificadas como pungentes, e como suaves ao final do experimento.

– Considerando o aumento na demanda por bulbos com menor pungência para consumo direto, a redução da pungência nas cebolas minimamente processadas pode promover aumento do consumo desses produtos – detalhou Natalia.

Mais um fator que se considerou na pesquisa é que a cebola é um dos vegetais mais ricos em quercetina, poderoso composto com propriedades antioxidantes e anticarcinogênicas, e que apesar da redução de quercetina durante o armazenamento, a cebola minimamente processada ainda continha níveis elevados do composto.

– Isso demonstra que o processamento mínimo ainda mantém a cebola como uma das hortaliças mais ricas em quercetinas – finalizou a pesquisadora.

Rússia retira controle rígido para suínos de unidade da BRF em Minas Gerais

Da lista de 21 unidades que possuem autorização para vender ao mercado, 16 seguem com "restrições temporárias", ficando impedidas de embarcar lotes

(Mesmo com quatro unidades aptas a exportar ao país, a Rússia continua como principal mercado em julho e no acumulado do ano)
 
O serviço de fiscalização veterinária e fitossanitária da Rússia (Rosselkhoznadzor) atualizou as informações sobre a situação de unidades brasileiras produtoras de carne aptas a exportar ao país. Conforme dados disponíveis em seu site, a unidade de carne suína da BRF em Uberlândia - MG (SIF 3681) está livre do "controle rígido" imposto recentemente pelas autoridades. Antes, a Rússia havia incluído a unidade na lista.

Da lista de 21 unidades que possuem autorização para vender ao mercado, 16 seguem com "restrições temporárias", ou seja, estão impedidas de embarcar lotes; uma – a da Seara, de Seara (SC) - SIF 490 – segue com "controle rígido" e apenas quatro podem vender ao país sem impeditivos.

Mesmo com apenas quatro unidades aptas a exportar ao país, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), a Rússia continua como principal mercado em julho e no acumulado do ano.

No mês passado, o país importou 13,4 mil toneladas de carne suína, alta de 13,04% ante o mesmo mês do ano passado, com uma receita de US$ 38,87 milhões, aumento de 26,86%. A participação da Rússia no total das exportações brasileiras foi de 26,57% em volume e 30,82% em receita. No acumulado do ano, a Rússia registrou uma fatia de 28,34% em volume (82,455 mil toneladas) e 31,75% em receita (US$ 240,145 milhões).


Rússia põe três unidades produtoras brasileiras sob controle rígido para exportar carne

Duas unidades de suínos e uma de carne bovina estão sob vigilância do serviço de fiscalização veterinária e fitossanitária do país

(Duas unidades de suínos e uma de carne bovina brasileiras estão na sob vigilância do serviço de fiscalização veterinária e fitossanitária da Rússia)
 
O serviço de fiscalização veterinária e fitossanitária da Rússia (Rosselkhoznadzor) colocou três unidades brasileiras produtoras de carne sob "controle rígido" para exportações desde a última sexta, dia 09. Segundo informações no site do órgão russo, são duas unidades de suínos - SIF 3681 (BRF de Uberlândia - MG) e SIF 490 (Seara de Seara - SC) - e a outra de carne bovina - SIF 3062 (Marfrig, ex-planta do Margen, de Rio Verde - GO).

Ainda no site, o Rosselkhoznadzor informou que exames laboratoriais revelaram a presença da bactéria "Listeria" em carne bovina congelada exportada da unidade da Minerva Foods, em Palmeiras de Goiás (GO) (SIF 431).

"Em 6 de junho, esta planta já tinha sido objeto de restrições temporárias também devido à detecção de Listeria. Decidiu-se informar o serviço veterinário brasileiro sobre os resultados dos testes de produtos expedidos antes da data em que foram impostas restrições temporárias", declarou o serviço.

 

Instituto gaúcho poderá oferecer exames de disenteria suína

Desde 2012, especialistas registram novos casos de disenteria em algumas granjas; suspeita é de que uma nova cepa esteja atingindo animais que não estão imunes

(Disenteria provoca muitos prejuízos à suinocultura)
 
O Fundesa (Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul) comunicou que irá custear um treinamento para que pesquisadores do Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF), na Universidade Federal de Minas Gerais, se habilitem a realizar exames que detectem a disenteria em suínos. Conforme o presidente do Fundesa, Rogério Kerber, trata-se de uma doença importante para o rebanho suíno, e é necessário ter um laboratório oficial no Estado para a realização dos testes.

A disenteria provoca muitos prejuízos à suinocultura. A doença, causada pela bactéria Brachspyra, foi detectada pela primeira vez no Brasil em 1978. Após diversos trabalhos de desinfecção e tratamentos nas granjas, a ocorrência foi reduzida. Porém, desde o ano passado, especialistas têm registrado novos casos de disenteria em algumas granjas. A suspeita é de que uma nova cepa esteja atingindo animais que não têm imunidade contra a doença. A patologia pode provocar perda de até cem gramas por dia na conversão alimentar.

– Trata-se de uma bactéria de difícil isolamento e cultura – explica a pesquisadora do Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF), Fabiana Mayer.

Segundo Kerber, a recomendação nos casos da doença é a realização da despopulação da granja e vazio sanitário.

– Isso demonstra a importância de adotar todos os cuidados relacionados à biossegurança nas granjas pois trata-se de uma doença que deve ser muito bem controlada – afirma. 

Suspensão de contratos com a BRF causa prejuízos para criadores de peru de Minas Gerais

Cerca de 80 integrados foram desligados da parceria e reclamam sobre o prejuízo com os investimentos que fizeram na granja

(Número de criadores já caiu de 228 para 150)
 
A agroindústria Brasil Foods, de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, suspendeu o contrato de integração com criadores de perus. Cerca de 80 integrados foram desligados da parceria e reclamam sobre o prejuízo com os investimentos que fizeram na granja. Pelo menos 17 criadores já entraram na justiça pedindo indenização.

A maioria das granjas de peru da região de Monte Carmelo, Minas Gerais, está fechando as portas após a decisão da Brasil Foods. O vice-prefeito do município, João Batista Chaves Filho, que tem perto de 50 mil habitantes, já faz os cálculos das perdas de receita e problemas sociais para as famílias que vão ficar sem renda.

– Vamos deixar de arrecadar R$ 50 milhões por ano, impostos estaduais e federais. A gente se preocupa muito porque não vai repercutir agora. Mas sim em 2015, e com o desajuste social, essa população rural vai vir pra cidade. Não temos como receber esse pessoal. Transtornos irreparáveis – disse.

Em 2006 houve um grande estímulo, com novas linhas de crédito para expandir a criação de perus nas regiões do Triângulo Mineiro e alto Paranaíba, mas em maio deste ano, a agroindústria anunciou a redução em um turno no abate de peru na unidade de Uberlândia. Dentro deste processo o numero de criadores está reduzindo, de 228 para 150.

O avicultor Claiton Luiz de Lima, disse que já havia preparado os aviários para receber mais um lote, quando foi surpreendido com o aviso de rescisão de contrato. A dívida com a agroindústria referente ao investimento em toda granja chega a R$ 600 mil, e com o banco mais R$ 120 mil.

– Vamos dizer que foi um sonho de investir empreender, trabalhamos, lutamos, passamos por vários obstáculos, inclusive, na crise de 2008 com o mercado americano. E, hoje, estamos aqui nesta situação tentando achar um caminho para toda esta estrutura que está parada. Eu não acho justo, o investimento foi feito para trabalhar com eles, e agora isso aqui só tem valor se tiver aves dentro e uma empresa trabalhando com a gente – desabafa o avicultor.

Antes de receber a notícia de que a empresa iria reduzir o numero de criatórios, o produtor Gilmar Mundim chegou a iniciar uma reforma em um dos aviários, em janeiro deste ano e gastou mais de R$ 80 mil. Ele trabalhava com frango e foi estimulado pela agroindústria para ajudar na implantação das granjas de perus, o valor pago no início parecia ser um bom negócio.

– Me prometeram entre R$ 3 e R$ 3,50 por peru. Queriam mesmo implantar o peru na região e depois eles viram que não era bem assim E agora fazem isso – disse ele.

O avicultor Camilo José Filho continua na ativa, mas já vendeu parte da propriedade para pagar a conta de lotes de perus que deram prejuízo. Ele reclama da falta de qualidade dos perus que são entregues para engorda e se a dívida continuar vai ter que sair da atividade antes mesmo de ser dispensado pela agroindústria.

– O peru está de péssima qualidade. Do último lote estou devendo R$ 4.875 porque não consegui pagar. Se eu não der conta de pagar as dívidas anteriores e esta de agora, eu vou ter que parar, não precisa ninguém fechar para mim. Não vou fazer como fiz no início, que tive que vender um alqueire de terra para pagar conta de um barracão que era para me dar lucro – conta.

A BRF informou que cumpre todas as obrigações assumidas em contrato com produtores integrados e que a decisão de descontinuar a parceria se deve a queda de demanda, especialmente no mercado internacional. Explicou que o comunicado foi feito no mês de maio para a associação dos criadores. A empresa afirmou ainda que todos os integrados vão receber de acordo com os valores estabelecidos em contrato.

Ministro da Agricultura assina norma que trata de queijo artesanal

Revisão da norma irá facilitar o registro de queijos tradicionalmente produzidos a partir de leite cru

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade, divulgou nesta terça, dia 6, em Belo Horizonte, em Minas Gerias, a revisão de norma que irá facilitar o registro de queijos artesanais tradicionalmente produzidos a partir de leite cru. Com a publicação dessa instrução normativa, o produtor desse tipo de queijo, maturado em período inferiores a 60 dias, poderá comercializar seu produto por todo país.

A nova norma determina que, além de produtores com propriedades certificadas pelo Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT), aqueles que tiverem suas propriedades controladas para brucelose e tuberculose pelos órgãos estaduais de Defesa Sanitária Animal no prazo de três anos, a contar da data da publicação, também poderão comercializar os queijos artesanais.

A comercialização estava restrita a queijarias situadas em região de indicação geográfica e propriedades certificadas pelo PNCEBT.

Além de expandir os requisitos de certificação de queijarias, a norma flexibiliza a análise de estudos técnico-científicos que comprovem que a redução do período de maturação não compromete a qualidade e a inocuidade do produto. Esses estudos eram apenas analisados por comitê designado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

 A partir da nova redação da Instrução Normativa, a avaliação deverá ser feita pelo órgão estadual e/ou municipal de inspeção industrial e sanitária reconhecimentos pelo Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi/POA).

O produtor de queijo artesanal interessado em comercializar seus produtos deve implantar Programa de Controle de Mastite com a realização de exames para detecção da doença, incluindo análise periódica do leite da propriedade em laboratório da Rede Brasileira da Qualidade do Leite.

A norma anterior determinava que essas análises fossem feitas mensalmente. Com a nova norma, será exigido um controle efetivo, mas sem periodicidade pré-fixada, porém verificado pelo serviço oficial competente. As propriedades rurais devem ainda instituir Programa de Boas Práticas de Ordenha e Fabricação e controle de cloração e potabilidade da água utilizada nessas atividades.

Apreensão de defensivos agrícolas ilegais cresce 50% no país

Cerca de 14 toneladas saíram de circulação no primeiro semestre de 2013

(Delitos de produção, transporte, compra, venda e utilização de agroquímico contrabandeado ou pirateado são considerados crimes de sonegação)
 
Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag) a fiscalização das regiões fronteiriças apreendeu 14 toneladas de defensivos agrícolas ilegais entre os meses de janeiro e junho, quantidade que representa um aumento de 50% em relação ao mesmo período do ano passado.

Apreensões representativas de produtos falsificados e contrabandeados foram registradas recentemente nos estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Rondônia.

De acordo com o Sindag, os delitos de produção, transporte, compra, venda e utilização de agroquímico contrabandeado ou pirateado são considerados crimes de sonegação, contrabando e descaminho e também enquadrados na Lei dos Crimes Ambientais (Lei nº 9605, de 12 de fevereiro de 1988); contrabando ou descaminho (art. 334 do Código Penal) e na Lei dos Agrotóxicos (Lei 7.802/89).

A recomendação para os agricultores é de que adquiram os defensivos agrícolas de revendedores, cooperativas e canais de distribuição credenciados pelas indústrias, sempre acompanhados dos documentos exigidos pela Lei, a nota fiscal e a receita agronômica para evitarem o uso de produtos ilegais em suas lavouras.

Desde 2001, quando teve início a campanha nacional de combate aos defensivos ilegais, mais de 400 toneladas desses compostos foram apreendidas pelas autoridades, com quase um mil pessoas detidas. Esse volume de produtos seria suficiente para pulverizar áreas de lavouras equivalentes a 5,6 milhões de campos de futebol. O Disque-Denúncia já recebeu cerca de 18 mil chamadas. Para fazer uma denúncia basta ligar para 0800-940-7030.

Mercado genético do mangalarga marchador cresceu 20% em 2013

Criadores da raça apostam no marketing para atrair novos interessados na raça

(Muitas vezes, quem compra um mangalarga marchador, nem é criador, mas sim, pessoas que acham o animal dócil e macio)
 
O mercado genético da raça mangalarga marchador apresentou um crescimento de 20% este ano. A 32ª Exposição Nacional da raça, em Belo Horizonte, está sendo um bom espaço para fechar negócios. O primeiro leilão movimentou mais de R$ 2 milhões com a venda de 40 lotes. A aposta está no marketing, que vem dando visibilidade para a raça e atraindo novos criadores e usuários de cavalo de sela.
O novo criador, Luiz Begazo, monta e faz test ride. Ele disse que experimentou o mangalarga marchador com a intenção de comprar animais para iniciar um criatório, mas viu que não é a mesma coisa que comprar um carro, por exemplo.

– Seria muito mais fácil olhar ano, modelo, raça e saber exatamente um parâmetro em que se basear. Infelizmente, cavalo não tem tabela Fipe, o que dificulta um pouco, daí a necessidade de fazer uma pesquisa mais extensa para ampliar um pouco o conhecimento da qualidade e dos preços – explica.

Os usuários de cavalos de sela que mais estão movimentando esse mercado e ajudando na expansão da raça. É o que diz o organizador exposição, Mario Figueiredo.

– Hoje, temos uma infinidade de gente que quer cavalo para andar no final de semana. Muitas vezes, nem são criadores e escolhem o mangalarga marchador por essas características, por ser um cavalo acessível, bonito e cômodo, macio e dócil – disse Figueiredo.

Do outro lado está o topo da genética. Garanhões e doadoras que já provaram em pista que fazem a diferença. O criador do cavalo Tigrão Café, que ficou no haras, é o atual campeão do ranking de reprodutores; na lista de títulos, foi o grande vencedor nacional da raça em 2006. A filha dele, Bonança Sangue Azul é a atual campeã nacional égua graduada. De acordo com Maurício Zacarias Constâncio, filho do criador do haras MZC, o resultado em pista dos descendentes ajuda na valorização da genética de cada linhagem.

– A gente disponibilizou quatro embriões de cruzamentos de éguas nossas pelo Tigrão Café. Tivemos um aumento de faturamento de 50%, a influência do cavalo nesse cruzamento é absurda no faturamento dos embriões – disse.

A Associação Brasileira dos Criadores aposta na visibilidade da raça, o que ficou claro quando a escola de Samba Beija flor foi vice-campeã na passarela do samba este ano, contando a história de 200 anos do mangalarga marchador.

– O marketing tem dado uma liquidez numa faixa de 60%  a 70%, que eu acho excelente pelo número de animais que está sendo ofertado. A liquidez do mangalarga marchador é muito grande, e mais importante do que os valores de média, enquanto você tem liquidez o mercado está bem – concluiu.

Defesa Civil reconhece situação de emergência devido à estiagem em mais cinco municípios brasileiros

Outras quatro cidades também foram reconhecidas devido a chuvas intensas e enxurradas

(Do total, 1.428 cidades foram reconhecidas devido à estiagem)
 
A Secretaria Nacional de Defesa Civil reconheceu situação de emergência de mais nove municípios, sendo que cinco deles, devido à estiagem. Três deles são localizados em Minas Gerais, dois no Piauí, três no Paraná e um em Santa Catarina. O país contabiliza 1.637 municípios com situação de emergência reconhecida. Deste total, 1.428 foram por causa da estiagem. A situação afeta, segundo a secretaria, a mais de 10 milhões de pessoas, principalmente do Nordeste e do norte de Minas Gerais.

A Bahia é o Estado com maior número de municípios em situação de emergência (271), seguido por Piauí (207) e Paraíba (202). O reconhecimento da situação dos nove municípios foi publicado na edição desta segunda, dia 22, do Diário Oficial da União. Cinco deles foram motivados pela estiagem – os municípios mineiros de Augusto de Lima, Jordânia, Leme; Brasileira e Lagoa de São Francisco, no Piauí; e Xavantina, em Santa Catarina.

Em Mamborê (PR) a situação de emergência decorre de enxurradas; e nos municípios de Queda do Iguaçu (PR), Espigão Alto do Iguaçu (PR) e Xavantina (SC) por chuvas intensas.

Ao longo de 2013, o país contabiliza 2.314 reconhecimentos de situação de emergência. Entre as justificativas apresentadas pelos municípios para a solicitação de reconhecimento estão, principalmente, as de estiagem, alagamentos, deslizamentos, seca, inundações, granizo, vendavais e doenças infecciosas. 

Organizadores já pensam na 23ª edição da EXPHOMIG, uma das maiores exposições de gado holandês do Brasil

O evento contará com ampla programação, além da tradicional exposição com julgamentos do gado jovem e gado adulto 

(Um dos principais objetivos da organização é atrair diferentes públicos, como criadores, expositores, veterinários, zootecnistas, estudantes e empresários do agronegócio)
 
Já está em fase de preparativos a EXPHOMIG, feira que ocorre de 14 a 21 de setembro, no Parque de Exposições Senador Bias Fortes em Barbacena, no Estado de Minas Gerais. Há quatro anos, a exposição, organizada pela Associação dos Criadores de Gado Holandês de Minas Gerais adquiriu um novo formato.

O evento contará com ampla programação, e além da tradicional exposição com julgamentos do gado jovem e gado adulto acontecerá também a 1ª Feira de Animais Jovens e Tourinhos da Associação Mineira, o 1º Torneio Leiteiro, o Iº Curso Estadual de Avaliação Morfológica de Vacas de Leite e Interpretação de Provas de Touro, o 4º Leilão Parada da Perfeição e o café da manhã na Poitara Genética.

Juntamente com a agenda de eventos, acontecerá também a tão esperada premiação Melhores de Minas, onde todos terão a oportunidade de conhecer os melhores na criação do gado Holandês em Minas Gerais.

Um dos principais objetivos da organização é atrair diferentes públicos, como criadores, expositores, veterinários, zootecnistas, estudantes e empresários do agronegócio.

Os julgamentos acontecerão nos dias 20 e 21 de setembro e contarão com a presença especial do americano Paul Trapp responsável pelos julgamentos do gado jovem e adulto. Ele e sua família são proprietários de um rebanho de elite das raças Pardo-Suiço, Jersey e Holandesa, recebendo indicações ao All-Americans em todas as três raças.

Os interessados em participar do evento devem reservar o espaço. www.exphomig.com.br

Produtores mineiros de limão tahiti conquistam certificação internacional

Habilitação foi concluída a tempo para que o grupo aproveite as remessas internacionais do segundo semestre, período em que a produção se intensifica

(Com o certificado, produtores poderão participar com segurança das exportações da região)
 
Produtores de limão tahiti da região do Jaíba, em Minas Gerais, foram contemplados com a certificação Global GAP, concedida pelo Instituto Antônio Ernesto de Salvo, entidade vinculada ao Sistema FAEMG/Senar-MG. Com o certificado, esses produtores poderão participar efetivamente e com segurança das exportações da região. Em bom momento, a habilitação foi concluída a tempo para que o grupo aproveite as remessas internacionais do segundo semestre, período em que a produção se intensifica.

O projeto de agricultura familiar da região do Jaíba teve início em junho de 2012, com recursos do Sebrae Minas, consultoria do Inaes/Faemg e apoio da Emater e da Codevasf. Devido aos baixos preços do limão no mercado interno em 2012, a maior parte dos 35 produtores inscritos abandonou o projeto por falta de recursos para fazer as adequações exigidas pelo certificado. Todos os produtores do grupo têm de 5 a 15 hectares de área total, com áreas de plantio de limão que variam de 1 a 5 hectares.

Na etapa final do projeto, foram oito produtores avaliados, dos quais seis foram considerados imediatamente aptos e dois tiveram pequenas correções a fazer para obter o certificado.

Exportação
Em 2012, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as exportações de limão provenientes de Minas somaram três mil toneladas, que geraram receita de US$ 2,5 milhões. Somente no primeiro semestre de 2013, as exportações contabilizadas foram de 1,74 mil toneladas, com receita de US$ 1,41 milhão, um incremento de 17% na comparação com o mesmo período do ano passado. Atualmente, a região do Jaíba é responsável por 100% das exportações mineiras do produto.

Exposição Mangalarga Marchador espera movimentar R$ 9 milhões

Cerca de 450 expositores participam do evento que acontece até o dia 27 de julho em Belo Horizonte (MG)

(Exposição promete levar para a cidade um pouco da vida no campo)
 
A 32ª edição da Exposição Nacional do Mangalarga Marchador, um dos maiores eventos equestres da América Latina, iniciou nesta quarta, dia 17, em Belo Horizonte. Com o tema Nacional Sertaneja, o evento promete apresentar aos moradores da capital e visitantes de outras cidades e Estados cerca de 1,5 mil animais. Os organizadores esperam movimentar perto de R$ 9 milhões e manter o faturamento da edição passada.

Voltada para empresários, produtores rurais, profissionais liberais, pessoas ligadas ao agronegócio, o evento tem como objetivo a avaliação dos animais inscritos em diversos quesitos, além de promover interação entre os criadores do país e do exterior. Para isso, veterinários especialistas também participam da feira, onde vão falar sobre a nutrição animal, marcha, desempenho físico dos cavalos e sobre o estudo genético da marcha.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), Magdi Shaat, shows e uma programação especial vão demonstrar a relação entre o meio rural e a evolução da raça, que saiu das fazendas para chamar a atenção nos grandes centros urbanos. Ele lembra que não tem como falar do mangalarga sem falar da vida sertaneja.

– Nós preparamos todo o parque para receber os trabalhadores, criadores, expositores e os amigos do Mangalarga Marchador para fazer  uma grande festa – disse Shaat.

– É possível conferir todos os expositores, e todos estão na expectativa de se graduar melhor na sua respectiva categoria, cavalo, égua, criador, expositor, criador expositor, ranking, isso é o que realmente move este grande evento – destaca o vice-presidente da ABCCMM, Antônio Sergio Barbosa.
O criador Yuri Engler pretende ficar de olho na pista, e com atenção especial para os  clientes. Levou para o evento 13 animais para julgamento e 30 para o shopping de venda direta.

– O evento é super importante, não só para a venda do shopping, mas também para conhecer pessoas. Em um contato direto dá para negociar a forma de pagamento que o criador preferir, num jeito bem mineiro de receber, tomar um café e mostrar os animais – disse Engler.

A disputa vai até o dia 27 de julho, 450 expositores participam do evento, e buscam o melhor resultado  dentro do ranking nacional da raça.