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Exposição Internacional do Cavalo Árabe começa nesta quinta, dia 12

O evento aberto ao público irá reunir criadores e animais de todo o país

(Evento terá a presença de criadores de outros países)
 
Nesta quinta, dia 12, a Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Árabe (ABCCA)  realizará em Avaré (SP), a 20ª Exposição Internacional do Cavalo Árabe, que vai até domingo, dia 15. O evento será aberto ao público e contará, ainda, com a presença de criadores de outros países, que buscam na exposição brasileira os melhores exemplares da raça Árabe.

Essa exposição terá apresentação dos animais durante quatro dias, o que acaba sendo uma prévia para a Exposição Nacional, o maior evento da raça, que será realizada em novembro. Durante a 20ª edição da Internacional serão realizadas mais três competições: a Breeders' Cup, a Copa Brasil de Criadores e o Circuito ANCAF de 3 Tambores.

A Breeders’ Cup é uma das competições mais esperadas e sua premiação é uma das mais almejadas por todos os criadores, pois é uma oportunidade para mostrarem o resultado de seus programas de criação.

Nessa categoria, os animais que competem na prova de Halter – onde é avaliada a conformação, a estrutura e a movimentação de cada um deles - devem ter de 6 a 36 meses e nunca terem sido vendidos ou transferidos, apenas criados e expostos pelo mesmo proprietário.

A Exposição Internacional contará com os tradicionais julgamentos de Halter e de Performance - provas nas quais é analisado o condicionamento do animal sob o comando do cavaleiro ou condutor. Juízes brasileiros e estrangeiros serão os responsáveis pela avaliação dos animais, entre eles, Jay Constanti e Terry Holmes, ambos dos Estados Unidos; Jerzy Zbyszewski (George Z), da Polônia; Jorge Concaro, da Argentina, e Luiz Eduardo Moreira Caio, do Brasil.

Já na Copa Brasil de Criadores o cavalo deve ser treinado no próprio haras e os apresentadores não podem ter vínculos com Centros de Treinamento. Assim, essa competição estimula o surgimento de novos apresentadores e incentiva uma maior participação no Circuito Brasileiro de exposições. Os animais são premiados com os títulos de Ouro, Prata e Bronze.

>>> Baixe a programação completa do evento <<<

Campeonato nacional de quarto de milha deve movimentar comércio de R$ 20 milhões em Avaré, em São Paulo

Disputa recebeu recorde de inscrições, número chegou a 5,7 mil pessoas

(Cerca de cinco mil visitantes e competidores são esperados)
 
O 36º Campeonato Nacional da Raça Quarto de Milha, que acontece até domingo, dia 21, em Avaré, no interior de São Paulo, registrou recorde de inscrições de 5,7 mil pessoas. O público deve aquecer a economia local e movimentar R$ 20 milhões na cidade e nos entornos. Cerca de cinco mil visitantes e competidores chegam ao Parque de Exposições Dr. Fernando Cruz Pimentel.
Dos competidores, 5.286 são referentes as provas válidas pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM), que promove o evento, e 465 pela American Quarter Horse Association (AQHA). Cavaleiros de todas as idades se deslocam para Avaré para testar os limites ou acompanhar a evolução da raça no campeonato. Das pistas, saem os melhores atletas, quem competem em 18 modalidades esportivas.

Em comparação aos dois últimos anos, o crescimento foi de 9,2% nos números apurados em 2012 (5.266 inscritos e 2.060 animais) e de 32,4% superior nos de 2011 (4.341 inscrições/1.750 animais).

No parque, é possível encontrar qualquer artigo para animais ou competidores. Os produtos vão desde acessórios cotidianos, como arreios,  máquinas e equipamentos de proteção. O movimento também garante a geração de empregos, com tratadores, treinadores e competidores, além de vendedores de suplementos e nutrição para os animais. 

Prova de Conformação volta a ganhar destaque no Campeonato Nacional do quarto de milha

Modalidade é uma tradicional nos Estados Unidos, mas andava esquecida no Brasil

(Competição é disputada no interior de São Paulo)
 
A 36ª edição do Campeonato Nacional da ABQM está sendo disputada na cidade de Avaré, interior de São Paulo. Na prova de conformação, meio esquecida pelos competidores, os animais são julgados pela perfeição ou, em outras palavras, pelas características próximas do padrão racial quarto milha.

A prova faz com que o competidor acompanhe o animal e o apresente na pista para ser julgado e é considerada a porta de entrada para os competidores nas outras modalidades. Muitos tomam gosto pelo esporte na prova, já que é exigido menos do atleta e mais das características físicas dos animais

Nos Estados Unidos, onde a raça surgiu, a prova da conformação é uma das mais importantes. No Brasil, depois de ter perdido espaço para outras modalidades, ela volta a ganhar destaque. A modalidade é aberta tanto para homens quanto para mulheres, iniciantes ou não.

Qualidade genética do quarto de milha brasileiro se destaca em competições

Originária dos Estados Unidos, raça se desenvolveu bastante no Brasil nos últimos 15 anos

(Raça quarto de milha chegou ao Brasil por volta da década de 1950)
 
A qualidade genética dos animais é destaque no 36º Campeonato Nacional da Raça Quarto de Milha, que acontece em Avaré, interior de São Paulo, até dia 21 de julho. A raça, que tem origem nos Estados Unidos, chegou ao Brasil por volta da década de 1950. Nos últimos 15 anos, a genética utilizada por criadores passou a fazer a diferença nas pistas e competições.

Reinaldo de Campos, da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM), diz que há uma significativa melhora nos animais, tanto que pode ser vista nas competições. Há dez anos, Reinaldo é o veterinário oficial da ABQM e, nesse período, diz que muita coisa mudou no trato com os animais, desde o comportamento do criador até a genética, a nutrição e o assessoramento médico. E estes fatores têm refletido no desenvolvimento da raça.

O criador Beto Abdalla é testemunha desse desenvolvimento. Ele cria cavalos da raça há mais de 30 anos e conta que antes era preciso buscar a genética dos melhores animais no exterior, mas agora já é possível encontrar aqui no país cavalos com grande potencial competitivo. Um de seus cavalos, o cavalo First Down Jett Wa é um dos exemplos dessa evolução genética. Ele é brasileiro, ganhou o grande prêmio Campeão dos Campões e Rei da Velocidade; coleciona 13 vitórias e ainda é pai de outros vencedores.

Criadores de equinos pedem mais fiscalização do Ministério da Agricultura para controle de mormo

Em São Paulo, dois animais foram infectados neste ano, e houve suspeita da doença durante o 23º Congresso Brasileiro da Raça Quarto de Milha

(Representantes do setor reivindicam para que somente veterinários credenciados no CFMV façam a coleta de material para o exame da doença)

  Criadores de equinos do Estado de São Paulo não estão autorizados a exportar cavalos e material genético para a Europa desde que foram identificados casos de mormo na região este ano. O Estado não tinha registros da doença desde 2008. Neste ano, dois cavalos foram diagnosticados com mormo e houve suspeita de infecção em animais que participavam do 23º Congresso Brasileiro da Raça Quarto de Milha, em Avaré. Representantes do setor reivindicam mais fiscalização e controle por parte do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no país.

Em abril, um cavalo foi sacrificado após a confirmação do mormo em um haras de Araçariguama. Na mesma propriedade, outro animal foi detectado com a doença e foi sacrificado nesta quarta, dia 22. No caso da suspeita entre equinos do congresso em Avaré, o exame de maleína deu negativo. Apesar do resultado, técnicos da Defesa Agropecuária irão vistoriar as fazendas dos cavalos que estiveram no evento, como forma de precaução.

O mormo é uma doença contagiosa dos equinos (cavalos, asnos e mulas), causada por uma bactéria e transmissível ao homem e a outros animais.  Os principais sintomas são febre, secreção nasal com pus e sangue, ínguas e, na forma mais grave, ataca os pulmões. A taxa de mortalidade é alta. Não há cura, nem vacina para a doença.

O presidente da Associação Brasileira da Raça Puro Sangue, Orpheu Ávila Júnior, acredita que os casos de mormo de São Paulo sejam fatos isolados, mas que é preciso agir para barrar a infecção de novos animais. A Confederação Brasileira de Hipismo e associações de criadores querem que o Ministério da Agricultura seja mais rigoroso no trânsito de animais entre os Estados. Eles sugerem que a fiscalização seja realizada com o apoio da Polícia Rodoviária.

Outra reivindicação é para que somente veterinários credenciados no Conselho Federal de Medicina Veterinária possam fazer a coleta de material para o exame de mormo. Sem medidas de controle, os representantes apontam para o risco de eventos internacionais serem cancelados no país.