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Leilões de estoques de arroz da Conab vendem 64,78% da oferta no Rio Grande do Sul

Ação vida frear a alta dos preços do cereal, cuja cotação no mercado gaúcho na semana passada estava 30,1% superior ao preço mínimo

(Cotação do cereal estava em R$ 33,56 a saca na semana passada no Rio Grande do Sul)
 
Os dois leilões de arroz dos estoques oficiais depositados no Rio Grande do Sul, realizados nesta terça, dia 6, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), comercializaram 32.486 mil toneladas, que correspondem a 64,78% do volume ofertado. O governo arrecadou nas duas operações R$ 21,1 milhões.

A oferta de arroz dos estoques do governo federal tem por objetivo frear a alta dos preços do cereal. No mercado gaúcho na semana passada a cotação ficou, em média, em R$ 33,56 a saca, valor 30,1% superior ao preço mínimo de garantia (R$ 25,80 a saca) e 20,2% acima do registrado em igual período do passado (R$ 27,92 a saca).
 
No primeiro leilão realizado nesta terça foram ofertadas 43.713 toneladas e vendidas 31.583 toneladas (72,25%), ao preço médio de R$ 32,49 a saca de 50 quilos, valor 2,22% acima do preço médio de abertura (R$ 31,78 a saca). No segundo leilão a oferta foi de 6.434 toneladas, das quais foram comercializadas 902,9 toneladas (14,03%), todas pelo mesmo valor de abertura.

Alguns lotes do primeiro pregão foram negociados com ágio, como 540 toneladas depositadas em Pântano Grande, que saíram por R$ 31,25 a saca, valor 11,1% acima do preço de abertura. Outro lote de 399 toneladas de Cachoeira do Sul foi negociado por R$ 30,80 a saca, valor 9,1% acima do preço de abertura.

Manchas misteriosas em lavouras de soja no RS causam prejuízos de mais de R$ 1 milhão

Soja colhida em Pantano Grande será levada para análise em laboratório

 

(Cinco produtores do município tiveram produção afetada)

Em Pantano Grande, cinco produtores tiveram parte da lavoura afetada por manchas misteriosas em lavouras de soja. Em 350 hectares dos 1800 de área total da fazenda de Lauro Springer, as plantas abortaram a vagem e não puderam ser colhidas. Segundo o produtor, a perda de renda gira em torno de R$ 1 milhão.

O engenheiro agrônomo Adair Sorggin é responsável por 10 propriedades na região. Em quatro delas foi identificada a mesma deformação. Segundo ele, o prejuízo foi grande e a produtividade foi reduzida em mais de 50%, sendo que em alguns casos chegou a 100%.

– Áreas próximas estavam colhendo 50 sacas por hectare, mas nas áreas com problema, a colheita fica em cinco, oito ou às vezes nenhuma saca. A perda é total – diz o agrônomo.

A defesa vegetal do Rio Grande do Sul levou uma fitopatologista da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro/RS) e um engenheiro agrônomo para uma avaliação mais precisa do problema. O grupo está colhendo informações sobre os detalhes do plantio, manejo e produtos usados.

A soja colhida em Pantano Grande será levada para análise em laboratório. A intenção dos pesquisadores é cruzar as informações com outros Estados que também estão com o mesmo problema nas lavouras, como Mato Grosso, Paraná e Goiás.