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Helicoverpa armigera é encontrada em mais 10 cidades do Rio Grande do Sul

Com as ocorrências, já chega a 33 o número de municípios gaúchos atingidos pela lagarta

Não está descartado o pedido de inclusão do Rio Grande do Sul no estado de emergência fitossanitária
 
O laboratório de manejo integrado de pragas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) divulgou nesta quarta, dia 29, novo relatório sobre a presença da lagarta Helicoverpa armigera. A lagarta foi encontrada em mais 10 cidades do Rio Grande do Sul: Condor, Cruz Alta, Estrela Velha, Ibiaçá, Júlio de Castilhos, Rio Pardo, São José do Ouro, São Martinho da Serra, São Pedro do Sul e São Sepé.

Com as ocorrências, já chega a 33 o número de municípios gaúchos atingidos pela praga. O documento foi encaminhado para a superintendência federal do Ministério de Agricultura. Não está descartado o pedido de inclusão do Rio Grande do Sul no estado de emergência fitossanitária.

Preço pago ao produtor de trigo gaúcho deve aumentar 50% nesta safra

De acordo com a Emater-RS, a área plantada com o cereal teve aumento de 4% a 5% em relação ao ano passado

(Cenário internacional também deve interferir no rumos do mercado de trigo no país)
 
A expectativa é positiva para a safra de trigo no Rio Grande do Sul. Os preços pagos ao produtor devem ser 50% maiores do que os praticados na safra anterior. De acordo com levantamento da Emater-RS, a safra gaúcha de trigo conta com um aumento de área plantada em regiões tradicionais da produção do cereal. Uma das principais explicações para essa ampliação está na rotação de culturas, em locais como a metade sul do Estado, que, em períodos mais quentes, investem em soja.

– Estamos trabalhando com possibilidade de área de 4% a 5 % maior do que o ano passado – disse o técnico da Emater-RS Dulphe Pinheiro Machado.

A avaliação da fase inicial de plantio é considerada vantajosa, com boas condições de solo para o desenvolvimento do cereal. No entanto, fica o alerta para a chegada do inverno e das baixas temperaturas, que devem impactar a fase de florescimento do trigo.

Na propriedade do agrônomo Carlos Alexandre Santos, em Rio Pardo, ele plantou 50 hectares de trigo, mesma área do ano anterior. Até o final de outubro, ele espera colher três mil quilos do grão, o equivalente a 50 sacas por hectare.

– No ano passado, tivemos muita chuva. Agora, estamos torcendo para ter um ano mais favorável. Já chegamos a colher 74 sacos, vai depender muito do clima – diz Santos.

O cenário internacional também deve interferir no rumos do mercado de trigo no país. De acordo com o gerente da Cooperativa Cotriel, de Rio Pardo, caso o dólar continue subindo, a tendência é de que o Brasil deixe de importar o grão, o que contribuiria para um aquecimento interno.

– Esperamos que o dólar se mantenha nesses patamares – aponta Adilson Nazari.

Até a entrada da próxima safra, o trigo deve seguir valorizado no Rio Grande do Sul, com preços firmes que chegam a R$ 690,00 a tonelada.

– O que a gente tem nesse momento é um período de desabastecimento. A Argentina também teve quebra. Isso deu base para os preços valorizados – pontua o analista de mercado Renan Gomes.

Ventos de mais de 90km/h provocam estragos na região central do Rio Grande do Sul

Várias casas foram destelhadas, mais de cinco mil pessoas ficaram sem energia elétrica e árvores bloquearam a BR-158

(Em Santa Maria, as rajadas de vento chegaram a 91km/h)
 
Uma frente fria passou pelo Rio Grande do Sul nesta quarta, dia 29, e ventos de mais de 90 km/h provocaram destruições no centro do Estado, especialmente nas cidades de Santa Maria, Cachoeira do Sul, São Vicente do Sul e Dilermando de Aguiar. Várias casas foram destelhadas, mais de cinco mil pessoas ficaram sem energia elétrica e árvores bloquearam a BR-158.  Em Santa Maria, as rajadas de vento chegaram a 91km/h, e no município de São Vicente do Sul, um agricultor teve um ataque cardíaco e morreu depois que a ventania derrubou uma árvore sobre sua casa.

Já em Tramandaí, no litoral, os ventos foram de 85km/h, e em Rio Pardo e Quaraí, chegaram a 81km/h. A maior chuva foi registrada em Mostardas, onde o volume acumulado chegou aos 70 milímetros. Na Capital, o volume de chuva foi de 26 milímetros. Das 36 estações meteorológicas do INMET no Estado, 18 tiveram ventos de mais de 60km/h nesta quarta.

Na quinta, dia 30, feriado de Corpus Christi, o tempo abre em todo o Rio Grande do Sul. O sol predomina na maior parte do dia, somente com formação de nevoeiros ao amanhecer. O destaque será a chegada dp frio. A mínima chega a 1°C em Bom Jesus, 6°C em Bagé e 7°C em Porto Alegre. Segundo os meteorologistas da Somar, na sexta, dia 31, o tempo seco e ensolarado predomina no Rio Grande do Sul. O frio aumenta, com temperaturas mínimas negativas e geada na Serra Geral.

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