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Imea: colheita da soja atinge 46% da área em MT; 47% do milho foi plantado

A colheita da safra 2016/17 de soja atingiu 45,79% da área plantada em Mato Grosso, informou nesta sexta-feira, 10, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O avanço na semana foi de 15,16 pontos porcentuais. Os trabalhos seguem bastante adiantados ante igual período do ano passado, quando a colheita havia sido concluída em 25,64% da área.
A região mais adiantada é o médio-norte, com 66,30% da safra já colhida. O oeste de Mato Grosso tem 62,78% da colheita concluída. Já o nordeste do Estado segue com menor porcentual já colhido (15,96%). O Imea estima que foram plantados 9,396 milhões de hectares de soja em 2016/17.
Milho
O plantio de milho safrinha em Mato Grosso atingiu 46,68% da área prevista, de 4,420 milhões de hectares, um avanço de 20,0 pontos porcentuais em uma semana. Em igual período do ano passado, 25,7% da semeadura estava concluída no Estado.

IBGE prevê safra de grãos 11,1% menor que em 2015

Em agosto, estimativa da safra de 2016 é de 186 milhões de toneladas. Previsão da área a ser colhida, de 57,4 milhões de hectares, caiu também.


(Safra de grãos deverá ficar menor do que a registrada em 2015.)
Em agosto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estimou que a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas (algodão herbáceo, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, soja, aveia, centeio, cevada, girassol, sorgo, trigo e triticale) somou 186,1 milhões de toneladas. O valor é 11,1% inferior à registrada em 2015.
A previsão da área a ser colhida, de 57,4 milhões de hectares, também recuou 0,4% em relação ao verificado no ano passado.
Na comparação com a estimativa de julho, a produção caiu 1,5%, e a área foi reduzida a 226,8 mil hectares. O arroz, o milho e a soja representaram 92,6% da estimativa da produção e responderam por 87,8% da área a ser colhida.
Em relação ao ano anterior, houve alta de 3% na área colhida da soja e reduções na área do milho (-1,3%) e arroz (-9,8%). Quanto à produção, a estimativa aponta queda de 0,8% para a soja, 14,9% para o arroz e de 23,4% para o milho.
Estados
O volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição:
Centro-Oeste: 76,5 milhões de toneladas (-14,9% sobre 2015);
Sul: 73,3 milhões de toneladas (-3,5% sobre 2015)
Sudeste: 19,7 milhões de toneladas (2,3% sobre 2015);
Nordeste: 10,3 milhões de toneladas (-38,1% sobre 2015)
Norte: 6,3 milhões de tonelada (-17,9% sobre 2015).

Área de milho deve ser 12,5% menor em Mato Grosso na safra 2013/2014

Recuo ocorre em relação à área da temporada 2012/2013; portos brasileiros embarcaram 72% a mais do cereal mato-grossense em 2013

Área de milho em Mato Grosso na safra 2013/2014 deve recuar 461 mil hectares
 
A área de milho em Mato Grosso na safra 2013/2014 deve recuar 461 mil hectares, ou 12,5%, em relação à área recorde de 3,7 milhões de hectares da temporada 2012/2013, informou o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O Instituto realizou na última semana um novo levantamento para intenção de semeadura do cereal, que apresentou um recuo da área de milho no Estado pouco expressivo, de apenas 7 mil hectares em relação ao levantamento anterior, com a área totalizando 3,24 milhões de hectares.

Com esses resultados, constatou-se uma redução na participação média estadual da área do milho sobre a área de soja para 39,1% na safra 2013/2014, contra a marca recorde de 46,7% na safra 2012/2013.

A produtividade média estadual foi mantida a mesma do último levantamento em 87,6 sacas por hectare. Assim, a produção foi reduzida para 17,04 milhões de toneladas. Segundo o Imea, apesar dos novos números, ainda é preciso aguardar a conclusão das atividades no campo, que apresenta ritmo ainda modesto.

Até o momento, foram semeados apenas 3,8% no Estado, com avanço semanal de 2,9 pontos percentuais.

De acordo com o Imea, os produtores devem ficar atentos, caso ocorram boas condições climáticas nas próximas semanas, para avançarem com a colheita de soja e, consequentemente, com a semeadura do milho, evitando prejuízos e possíveis perdas futuras. 

Exportação
Conforme o Imea, os portos brasileiros em 2013 embarcaram 15,7 milhões de toneladas de milho mato-grossense, 72% a mais que em 2012 e um salto ainda maior, de 157%, em relação a 2011. Mais de 70% dos embarques do ano passado foram realizados no segundo semestre após a entrada da supersafra 2012/2013.

Além da grande diferença do volume movimentado em relação aos anos anteriores, destaca-se o aumento da participação de portos poucos expressivos nos outros anos. Apesar de o porto de Santos continuar sendo o principal ponto de embarque, a sua participação reduziu de 70% em 2012 para 57% em 2013.

Os destaques ficam para os portos de São Francisco do Sul, embarcando 8,8% do total, e o porto de Santarém, com 7,3%. Ambos os portos apresentavam participação próxima a 3% em 2012. O aumento da participação de outros portos se deve à tentativa de reduzir os problemas de superlotação enfrentados pelos principais portos, sobretudo, Santos e Paranaguá.

Paraná volta a reduzir área de milho e eleva a de soja para a safra 2013/2014

Cereal deve ocupar 695.195 hectares, recuo de 0,57% em relação à previsão de 699.185 hectares feita em setembro 

(Redução da área destinada ao milho se deve aos preços deprimidos do grão após produção recorde)
 
O Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), ligado à Secretaria de Agricultura do Estado, voltou a reduzir a projeção para a área plantada com milho na primeira safra no Estado e elevou a estimativa para a lavoura de soja 2013/2014. O cereal deve ocupar 695.195 hectares, recuo de 0,57% em relação à previsão de 699.185 hectares feita em setembro e de 21% na comparação com a safra 2012/13, quando foram cultivados 875.970 hectares. Já a oleaginosa será cultivada em 4.872.947 hectares, avanço marginal de 0,26% ante a estimativa feita em setembro, de 4.860.237 hectares, e aumento de 4,13% sobre a temporada 2012/13, quando foram sido semeados 4.679.389 hectares.

A redução da área destinada ao milho se deve aos preços deprimidos do grão após produção recorde.

Apenas o Paraná colheu, somando a primeira e a segunda safra em 2012/2013, mais de 17 milhões de toneladas. Para a primeira safra 2013/2014 são esperadas 5,833 milhões de toneladas, abaixo das 5,893 milhões de toneladas previstas em setembro. O volume também deverá inferior às 7,14 milhões de toneladas colhidas em 2012/13. Além da redução de área, a produtividade deverá ser menor quando comparada à previsão de setembro, de 8.392 quilos por hectare, mas superior aos 8.158 quilos por hectare colhidos na safra passada, quando a estiagem afetou o rendimento.

A safra verão 2013/2014 de milho do Paraná está 85% implantada, e até o momento não foram registradas vendas antecipadas pelos produtores, conforme o Deral. Da segunda safra 2012/2013, o setor produtivo negociou 43% da colheita, de 10,3 milhões de toneladas, avanço de cinco pontos porcentuais em uma semana.

A safra de soja paranaense deve somar 16,35 milhões de toneladas, incremento de 3% sobre o ciclo anterior. Além do aumento de área, o rendimento das lavouras também deve ser maior, de 3.356 quilos por hectare, ante 3.352 quilos por hectare estimados em setembro e 3.381 quilos por hectare obtidos na safra passada. Até o momento, 47% das lavouras estão implantadas no Estado e 20% da soja foi vendida antecipadamente, avanço de 1 ponto porcentual na semana.

Trigo

O Deral também revisou a área semeada com trigo no último inverno, da safra 2012/13, para 978.348 hectares, levemente superior aos 977.040 hectares divulgados em setembro. A produção soma 1,710 milhão de toneladas, abaixo das 1,718 estimadas em setembro, nova redução após as fortes geadas que danificaram as lavouras.

O rendimento, no entanto, está estimado em 2.038 quilos por hectare, marginalmente superior aos 2.032 quilos por hectare esperados em setembro. Até o momento, o trigo foi retirado de 60% das lavouras e, do cereal que ainda está no campo, 46% se encontram em condições boas, 40% em condições regulares.

Produtores negociaram 35% da safra.

Ministério Público quer suspender registro de agrotóxico com carbendazim no Brasil

Fungicida é usado para pulverização de culturas de citrus, grãos e tratamento de sementes é proibido nos Estados Unidos

(Fundecitrus suspendeu uso da substância após o embargo pelos Estados Unidos de 20 carregamentos de suco concentrado com níveis de carbendazim acima do máximo tolerado)
 
O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) entrou com ação na Justiça para suspender o registro de agrotóxicos formulados com carbendazim no Brasil. Segundo o MPF, a proibição do uso do fungicida deve ser adotada até que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conclua o processo de reavaliação da toxicidade do princípio ativo, "considerado nocivo à saúde humana por diversos estudos científicos".

O fungicida é registrado no Ministério da Agricultura para pulverização das culturas de citros, algodão, feijão, soja e trigo, além do tratamento de sementes de algodão, feijão, milho e soja. No caso dos citros, o uso do produto para controle da pinta preta foi suspenso no início do ano passado pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), mantido por produtores e indústrias, após o embargo pelos Estados Unidos de 20 carregamentos de suco concentrado com níveis de carbendazim acima do máximo tolerado pelas autoridades norte-americanas.

O MPF/DF, ao defender a suspensão do carbendazim, argumenta que o fungicida é proibido nos Estados Unidos e faz parte do programa de revisão de substâncias da União Europeia.

– Aqui, a última avaliação do ingrediente foi realizada pela Anvisa em 2002. Desde então, centenas de novas pesquisas apontaram riscos na ingestão do produto, que pode causar danos aos sistemas endócrino, hepático e reprodutor – diz o MPF.

Na ação, o MPF cita que o uso do carbendazim é associado a doenças de pele, problemas no fígado, diminuição da produção de espermatozoides, infertilidade, malformações fetais, distúrbios hormonais e câncer.

Segundo o MPF/DF, a própria Anvisa reconhece a necessidade de reavaliar os riscos da substância, mas informou que só fará a análise depois de concluir a reavaliação de outros 14 ingredientes ativos, previstos na Resolução RDC 10/2008, mas não há data prevista para o término dos trabalhos.

– A inércia da autarquia coloca em risco a saúde da população brasileira – dizem os procuradores, que defendem o princípio da precaução.

– Para que a saúde seja efetivamente tutelada, devem ser aplicadas pelo Estado, de acordo com as suas capacidades, medidas preventivas onde existam ameaças de riscos sérios ou irreversíveis. Não será utilizada a falta de certeza científica total como razão para o adiamento de medidas eficazes diz na ação o procurador da Anselmo Henrique Cordeiro Lopes.

Embrapa simula desenvolvimento de helicoverpa em cultivos preferenciais da praga

Áreas ao norte e a sudoeste de São Paulo concentram municípios com pelo menos quatro cultivos hospedeiros

(Praga está presente em mais de 10 Estados do país)
 
No início de 2013, a Helicoverpa armigera havia sido constatada em três Estados brasileiros. Atualmente, já está confirmado em mais de 10. É considerada uma praga exótica de importância econômica que demanda esforços de contenção, controle e pesquisa. Conforme os pesquisadores, já foram iniciadas ações pelas secretarias de Agricultura dos Estados onde a praga já foi notificada e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que consideram as estratégias de controle propostas pela Embrapa para ações emergenciais.

A Embrapa também identificou trabalhos desenvolvidos no exterior, em fase de aperfeiçoamento, necessários para conhecer melhor o comportamento e a dinâmica da praga no ambiente brasileiro e até oferecer futuras opções para ampliar a disponibilidade de alternativas para o controle do inseto, com menor impacto ambiental. Entre os trabalhos já desenvolvidos, a Embrapa Meio Ambiente disponibilizou, em junho, resultados de trabalhos do Laboratório de Quarentena “Costa Lima” (LQC), o único no Brasil credenciado pelo Mapa  para introduzir inimigos naturais e outros benéficos para o controle de pragas e outros fins científicos.

De acordo com a avaliação da equipe do LQC, as estratégias de manejo integrado de controle do inseto também devem estar fundamentadas em estudos prospectivos de estimativas das durações das fases imaturas de desenvolvimento da helicoverpa em localidades brasileiras, considerando o período de safra do cultivo atacado. É necessário determinar a provável quantidade de gerações da praga por ciclo das plantas hospedeiras preferenciais, bem como os períodos mais favoráveis à maior disponibilidade de ovos, lagartas, pupas (estas últimas enterradas no solo) e de mariposas (fase adulta), fundamentando a identificação da melhor estratégia de controle para cada fase de desenvolvimento do inseto.

– Dados disponibilizados para acesso público por instituições de pesquisa e de assistência técnica do Estado de São Paulo possibilitaram ao LQC ranquear os maiores produtores de milho, algodão, tomate, feijão e soja, como também identificar condições climáticas desses municípios – disse a pesquisadora da equipe da Embrapa Meio Ambiente, Maria Conceição Pessoa.

Entre os dez maiores produtores de cada cultivo, a pesquisadora Jeanne Marinho Prado, também da equipe do LQC, informa que foram identificados municípios com maior produção e número de cultivos hospedeiros principais do inseto, muitos dos quais com esses plantios durante a maior parte do ano em função dos seus diferentes períodos.

Áreas ao norte e a sudoeste de São Paulo concentram municípios com pelo menos quatro cultivos hospedeiros preferenciais, motivo pelo qual o trabalho do LQC priorizou estimar gerações de helicoverpa nessas áreas.

Na área sudoeste do Estado, Itapeva foi identificada como grande produtor de milho, tomate, algodão, soja e feijão. Maria Conceição explica que as características climáticas e de períodos de plantios dos cultivos foram utilizados para simular o potencial desenvolvimento da praga em soja, feijão, tomate, milho e algodão na região sudoeste do Estado, considerando as necessidades térmicas das diferentes fases do ciclo de desenvolvimento da praga já realizado pela equipe.

O mesmo método possibilitou identificar outra área de produção expressiva de soja ao norte do Estado, localizada na região de Barretos, pertencente a um dos grandes polos agroindustriais do estado, bem como outras áreas produtoras de cultivos hospedeiros preferenciais da praga, tais como aquelas pertencentes à regional de Orlândia.

– Outras potenciais contribuições do LQC seriam a busca exploratória na fauna nativa brasileira (bioprospecção) ou introdução de insetos ou microrganismos exóticos para pesquisa de potenciais bioagentes de controle, visando subsidiar ações para planos de manejo integrado do inseto – salienta o pesquisador Luiz Alexandre de Sá.

Oferta recorde faz cotação do milho cair na última semana

Saca de 60 quilos foi cotada a R$ 25,22 na região de Campinas (SP) 

(Movimento de alta nos preços do milho, que vinha sendo observado desde meados de agosto, foi invertido na última semana)
 
O movimento de alta nos preços do milho, que vinha sendo observado desde meados de agosto, foi invertido na última semana. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP), as cotações têm caído na maioria das regiões acompanhadas pelo centro, pressionadas pela oferta recorde do cereal e também pela redução nos valores nos portos.

Entre 9 e 16 de setembro, o indicador Esalq/BM&FBovespa, referente à região de Campinas (SP), caiu 1,82%, com a saca de 60 quilos a R$ 25,22 na segunda-feira, dia 16. Se considerados os negócios em Campinas cujos prazos de pagamento são descontados pela taxa de desconto NPR, o preço médio à vista foi de R$ 24,74 a saca de 60 quilos na segunda-feira, com queda de 1,94%.

Conab oferta Pepro para escoamento de 550 mil toneladas de milho de Mato Grosso

Neste ano, o governo federal já realizou quatro leilões de Pepro, que somam comércio de 4,83 milhões de toneladas

(Arrematantes deverão escoar o milho para localidades que não tenham como destino Centro-Oeste, Sudeste, Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Piauí, Rondônia e Tocantins)
 
Na sexta, dia 20,  a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza mais um leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) de milho para o Mato Grosso. O prêmio refere-se à venda e escoamento de 550 mil toneladas do produto em grãos, oriundas da safra 2012/2013 e 2013. O papel pode ser adquirido pelo produtor rural ou sua cooperativa que estejam sediados no Estado.

Os arrematantes deverão escoar o milho para qualquer localidade que não tenha como destino final Estados da região Centro-Oeste, Sudeste (exceto Rio de Janeiro, Espírito Santo e norte de Minas Gerais), Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Piauí, Rondônia e Tocantins. O governo federal já realizou, este ano, quatro leilões de Pepro, que somam 4,83 milhões de toneladas comercializadas.

A venda do produto deverá ocorrer até o dia 21 de outubro deste ano, no mínimo, pela diferença entre o preço mínimo estabelecido e o valor do prêmio equalizador de fechamento do leilão, o que deverá ser comprovado por via Notas Fiscais. O preço mínimo, livre de tributos e descontos, será de R$ 0,217 o quilo para o Mato Grosso.

Produção de milho na China deve ser recorde, mas não afetará possível demanda por grãos do Brasil

Segundo o consultor de mercado Liones Severo, o consumo do país asiático tem crescido de 7% a 8% ao ano, o que não limitaria a procura pelo grão

(Exportação de milho para China ainda não está autorizada)
 
Estimativa do Centro Nacional de Informação de Óleos e Grãos da China apontou que a produção de milho deve crescer em 4,6%, na comparação com a safra de 2012. Isso deve totalizar 215 milhões de toneladas do grão.

A notícia poderia não soar bem para os brasileiros, que esperam pelo início das exportações de milho para a China. No entanto, o consultor de mercado Liones Severo aponta que o recorde de produção chinesa não deve afetar a demanda pelo grão.

– O consumo do país asiático tem crescido de 7% a 8% ao ano, o que não limitaria a procura pelo grão.

No Estados Unidos, já há filas de navios esperando pelo milho dos Estados Unidos – afirma.

O diretor da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais, Sérgio Mendes, garante que as negociações para abertura do mercado chinês estão avançadas.

– O Brasil ainda não exporta milho para a China. O que já houve foi uma ou outra exportação no passado, mas não chegava a encher um navio. Formalmente, a exportação brasileira não está autorizada.

Segundo Mendes, o processo de liberação fitossanitária já está ocorrendo há um ano e foi intensificada nos últimos seis meses. O próximo passo para a negociação é uma reunião da ANEC com a secretaria de Assuntos Internacionais. A data para o encontro ainda não foi marcada. 

Preços do milho caem nos portos brasileiros na última semana

Pressão para baixo se deve a início da colheita nos EUA e desvalorização do dólar

(Números do Cepea indicam que valores do milho seguem firmes na maioria das regiões do Brasil pesquisadas)
 
As cotações do milho estão caindo nos portos brasileiros, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP). Os números do Cepea também indicam que os valores do milho seguem firmes na maioria das regiões pesquisadas.

A pressão para baixo dos preços do milho nos portos nacionais se deve ao início da colheita nos Estados Unidos e à desvalorização recente da moeda norte-americana. De acordo com o Cepea, essa queda nos portos pode ser repassada às cotações no interior do país nos próximos dias.

Entre 2 e 9 de setembro, o Indicador Esalq/BM&FBovespa, referente à região de Campinas (SP), subiu 0,62%, com a saca de 60 quilos cotada a R$ 25,68 nessa segunda-feira, dia 9. Se considerados os negócios também em Campinas, mas cujos prazos de pagamento são descontados pela taxa de desconto NPR, o preço médio à vista foi de R$ 25,22 a saca de 60 quilos na quinta-feira, com alta de 0,5% em sete dias.

Quanto às exportações, o volume embarcado em agosto, de 3,05 milhões de toneladas de milho, foi de recorde para o mês, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterio (Secex). O preço médio foi de US$ 231,90 a tonelada, que, considerando-se a média mensal do dólar a R$ 2,3456, o valor recebido pelo exportador foi de R$ 32,63ª a saca. Na parcial de 2013, já foram embarcadas 12,2 milhões de toneladas, equivalentes a 62% das exportações de todo o ano de 2012.

Relatório da USDA: aumenta porcentagem de lavouras nos EUA em condições ruins

Em relatório divulgado nesta segunda-feira, dia 9, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) aumentou a porcentagem de lavouras de milho em condições ruins e muito ruins no país na temporada 2013/2014. O USDA estima que 17% das lavouras norte-americanas estão em condições ruins e/ou muito ruins e 54% estão em condições boas e/ou excelente.

Apesar das revisões nos últimos relatórios, o cenário é diferente do verificado na temporada passada. Em 2012/2013, neste mesmo período, 52% das lavouras de milho estavam em condições ruins ou muito ruins, enquanto 22% das lavouras estavam em condições boas ou excelentes.

Quase metade da área de Cachoeira é de lavouras

Estimativa do IBGE diz que são 33 produtos cultivados em larga escala em 178.228 hectares

Estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que 47,71% do território de Cachoeira do Sul é ocupado por lavouras.

Conforme a projeção feita com base em dados oficiais do mês de julho, são 178.228 hectares de plantações em larga escala, área em que 33 produtos são cultivados.

A soja - a líder em área plantada no município - ocupa 127 mil hectares, o correspondente a 71,26% da terra ocupada pela agricultura em Cachoeira.

Segunda maior plantadora de soja do Rio Grande do Sul (em área), a cidade perde apenas para Tupaciretã, onde são cultivados 142 mil hectares do produto.

O arroz, que por décadas foi a principal cultura agrícola de Cachoeira, hoje está em segundo lugar em área plantada na cidade.

São 32.950 hectares de lavouras do cereal, apenas 25% da extensão de terra dedicada ao cultivo da soja.

O trigo, com 10 mil hectares, é a terceira maior cultura agrícola de Cachoeira, seguido do milho, da mandioca e do fumo.

Com a economia baseada no setor primário, Cachoeira tem o sétimo maior valor adicionado bruto (VAB) agrícola do Rio Grande do Sul, indicador que considera o quanto é acrescido ao preço de um produto in natura após o beneficiamento.

O VAB é o principal balizador do repasse de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) para os municípios gaúchos.

ATENÇÃO

O território de Cachoeira do Sul tem 3.735,16 quilômetros quadrados, sendo 1.782,28 ocupados por plantações, o que corresponde a 47,71% da área total do município.

PARA SABER MAIS

O mapa das lavouras de Cachoeira

PRODUTO - ÁREA PLANTADA (em hectares)

Soja -  127.000
Arroz -  32.950
Trigo - 10.000
Milho - 5.000
Mandioca - 800
Fumo - 635
Noz  - 610
Colza - 400
Cevada - 300
Feijão preto - 212
Laranja - 72
Bergamota - 41
Cana de açúcar - 30
Sorgo - 30
Pêssego - 28
Batata doce - 20
Azeitona - 12
Limão  - 10
Melancia  -10
Figo - 9
Uva - 8
Cebola - 8
Goiaba - 7
Pera - 6
Abacate - 5
Batata inglesa - 5
Banana  -4
Amendoim - 4
Melão - 3
Tomate - 3
Caqui - 2
Maçã  -2
Alho - 2

TOTAL - 178.228

Analista de mercado afirma que momento é propício para venda de soja

Em entrevista ao programa Mercado e Companhia, Ênio Fernandes aponta que a escassez de chuva nos Estados Unidos estimula altas no mercado futuro

(Analista diz que chance de errar a venda neste momento é muito pequena)
 
Os mapas meteorológicos indicam escassez de chuva na região produtora de grãos nos Estados Unidos e estimulam altas no mercado futuro. Na Bolsa de Chicago, a volta do feriado é marcada por ganhos superiores a US$ 0,40 nos contratos de soja. Milho e trigo também sobem. O analista de mercado Ênio Fernandes afirma que o momento é propício para os produtores começarem a vender a soja.

– Para quem tem soja disponível, colhida, guardada, a chance de errar a venda é muito pequena, porque tem pouco estoque, os preços já estão altos e o mercado interno vai exercer pressão de compra. Para quem vai plantar, para a soja do ano que vem, poucas vezes se vendeu no porto a R$ 70,00, R$ 65,00. O câmbio também está bom.

Fernandes recomenda que os sojicultores que pretendem comercializar o grão futuro acompanhem de perto o clima diariamente.

– Nos próximos dias que não marcar chuva, (o produtor) pode fazer suas posições volume a volume. Ele tem que ficar focado em clima nos próximos 10, 12 dias – sugere.

As projeções climáticas indicam que não deve chover de forma consistente nos Estados Unidos. Segundo Fernandes, o mercado vai permanecer em alta até o momento em que ocorrer uma precipitação mais forte nos Estados do oeste.

– Quando cair uma chuva, o mercado vai ceder, até lá, não – enfatizou.

Segundo ele, os próximos movimentos serão sempre fortes, para cima ou para baixo. 

Proximidade de colheita nos EUA e demanda limitada pressionam para baixo preço de grãos na Ásia

Expectativa de queda afasta importadores asiáticos do mercado

(Safra norte-americana deve crescer neste ano à medida que as principais regiões produtoras se recuperam da seca do ano passado)
 
Os preços dos grãos no mercado asiático devem sofrer pressão para baixo nesta semana. A provável queda se deve à proximidade da colheita nos Estados Unidos e à demanda limitada. Importadores asiáticos começaram a se afastar do mercado em meio à expectativa de queda dos preços.

Os Estados Unidos estão se preparando para a colheita dos grãos que foram plantados na primavera (do hemisfério norte). A produção deve crescer este ano à medida que as principais regiões produtoras se recuperam da grave seca do ano passado.

– Produtores e tradings estão tentando se livrar de seus estoques da safra anterior, aumentando a oferta no mercado à vista antes da próxima safra – disse o vice-gerente geral da corretora Okato Shoji, Kaname Gokon.

Operadores e analistas esperam que os preços da soja caiam abaixo de US$ 13 o bushel neste mês. A projeção para os preços do milho e do trigo é de queda de 15 a 20 centavos de dólar por bushel.

Na semana passada, os preços subiram devido a preocupações com o clima seco nos Estados Unidos.

Chuvas leves se movimentaram na direção oeste através das grandes planícies norte-americanas. De acordo com relatório da consultoria Lachstock, os mercados terão uma ideia melhor do impacto do calor da semana passada quando as condições das lavouras forem atualizadas nesta terça-feira, dia 3 de setembro, pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Exportações de milho dos Estados Unidos caíram 60% na quarta semana de agosto

No entanto, para a safra 2013/2014, foram negociadas 674 mil toneladas para entrega futura, aumento de 55,1%, frente às 434,5 mil toneladas da terceira semana

(Maior comprador dos EUA foi o Japão, que adquiriu 30 mil toneladas)
 
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que o país embarcou 36,2 mil toneladas de milho na última semana, o que significa uma queda 60% em relação à semana anterior. O maior comprador foi o Japão, que adquiriu 30 mil toneladas.

Para a safra 2013/2014, no entanto, foram negociadas 674 mil toneladas para entrega futura, aumento de 55,1%, frente às 434,5 mil toneladas da terceira semana. O México negociou a compra de 317,6 mil toneladas e o Japão, de 138,2 mil toneladas.

Projeção do dólar
A projeção do valor do dólar comercial no final de 2013 foi elevada pela quarta semana consecutiva, passando de R$ 2,32 para R$ 2,36, informou nesta segunda, dia 2, a Safras e Mercado. A expectativa para 2014, segundo dados do Focus, é que o dólar feche o ano a R$ 2,40, taxa maior que a de R$ 2,38, divulgada na semana passada.

Os economistas mantiveram a projeção para a Selic (taxa básica de juros) para o final deste ano em 9,50% ao ano. Já a projeção para 2014 foi elevada de 9,50% para 9,75%.

A projeção para o superávit da balança comercial em 2013 caiu, pela sétima semana consecutiva, passando de US$ 3,40 bilhões para US$ 3 bilhões. A expectativa para 2014 foi reduzida de US$ 9 bilhões para US$ 8 bilhões nesta segunda.

Nas contas externas brasileiras, a projeção de déficit da conta corrente de 2013 foi mantida em US$ 77 bilhões. A estimativa para 2014, por outro lado, foi elevada, passando de US$ 78,55 bilhões para déficit de US$ 78,90  bilhões.

IGC eleva estimativas para produções globais de milho e trigo

Projeção da produção mundial de trigo teve aumento de quatro milhões de toneladas

(Elevação da estimativa de produção de trigo é resultado das perspectivas favoráveis para as safras de Canadá, União Europeia e Ucrânia)
 
O Conselho Internacional de Grãos (IGC) elevou a projeção para a produção global de milho no ano safra 2013/2014, de 942 milhões para 945 milhões de toneladas. A recuperação dos estoques norte-americanos respondeu por essa revisão, disse o órgão.

O IGC também elevou sua previsão para a produção mundial de trigo, para 691 milhões de toneladas (aumento de quatro milhões de toneladas), graças às perspectivas favoráveis para as safras de Canadá, União Europeia e Ucrânia. 

Produtores de soja de Mato Grosso estão preocupados com o escoamento da produção de 2014

Mesmo antes de plantar a próxima safra, produtores temem que problema de armazenagem se estenda até o ano que vem

(Estado sofre com a falta de armazéns para estocar a produção de grãos)
 
Produtores de Mato Grosso estão preocupados com os problemas que devem enfrentar para escoar a produção de 2014, mesmo antes de começar a plantar a safra de soja. O Estado já sofre com a falta de armazéns para estocar a produção de grãos e temem que a situação possa piorar. Grande parte da produção de milho não deve ser escoada a tempo para dar espaço para a safra de soja, que promete ser recorde mais uma vez, chegando a 25 milhões de toneladas. Diante da queda dos preços da oleaginosa nas últimas semanas, os produtores estão segurando a comercialização.

Segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), somente 30% da safra foi negociada até agora. No mesmo período do ano passado esse número estava em 56%. Na prática soja e milho devem ser escoados ao mesmo tempo. Os prêmios nos portos para o ano que vem, por exemplo, já estão em queda, por falta de infraestrutura logística.

Os prêmios levam em conta a qualidade, a demanda, o frete e a eficiência logística do exportador. O mercado monitora esses fatores e aplica esse prêmio à cotação da bolsa de Chicago. Segundo dados da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso, para a soja entregue nosso porto de Paranaguá nesse mês de agosto, os compradores estão pagando US$ 0.60 a mais por bushel. Para março do ano que vem, período em que a safra de verão começa a ser escoada, o prêmio está negativo em US$ 0,15, ou seja, o exportador deixa de ganhar US$ 0,15 por bushel. Para o milho, o prêmio para agosto está negativo em US$ 0,25 por bushel. Para março do ano que vem também está negativo em US$ 0.15.

Segundo o presidente da Aprosoja, Carlos Favaro, a situação é ainda mais preocupante porque os recursos anunciados pelo governo no Plano Safra ainda não saíram do papel.

Helicoverpa armigera no Manejo Integrado de Pragas de Milho


    O cultivo de milho pode ser atacado por diferentes espécies de inseto desde o plantio até próximo à colheita. No entanto, algumas espécies merecem maior atenção por parte dos agricultores devido ao local de ataque. É o caso, por exemplo, das espécies que atacam as partes reprodutivas da planta, como o complexo de insetos denominados “lagartas”. A espécie mais tradicional e reconhecida como a mais importante é a lagarta-da-espiga, Helicoverpa zea. No entanto, nas espigas é também possível ser encontrada a lagarta-pequena, Dichomeris famulata, a lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda e a broca da cana-de-açúcar, Diatraea saccharalis. À exceção da H. zea e D. famulata, que são intimamente associadas à espiga, as outras espécies podem ocorrer em outras partes da planta, como folhas e colmos.

    O controle tradicional das espécies que atacam as espigas é dificultado pela localização das lagartas, geralmente protegidas dentro da espiga, sob as palhas. Quando o controle é através da pulverização com produtos químicos, além da baixa eficiência, há sempre o risco de eliminação de agentes de controle biológico e contaminação ambiental. Além do mais, a pulverização depende da disponibilidade de equipamentos apropriados que possibilitem a aplicação sobre plantas de tamanho elevado, incluindo, além da aplicação tratorizada, a aplicação via água de irrigação ou até mesmo a aplicação aérea. Tais equipamentos não são disponíveis para grande parte dos agricultores brasileiros e, portanto, nesta situação a pulverização não é feita. A ausência de inseticidas permite ao longo do tempo, a colonização de insetos benéficos específicos que acabam por reduzir a população da praga a níveis insuficientes para causar danos econômicos. É o caso, por exemplo, do parasitóide de ovos do gênero Trichogramma que pode atingir taxas de parasitismo acima de 70% em ovos de H. zea (“lagarta-da-espiga”). Outros agentes de controle biológico, também importantes e complementares, incluem a tesourinha, Doru luteipes e o percevejo Orius. Ambos são normalmente encontrados na espiga do milho.

    Recentemente, uma nova espécie de praga foi identificada no Brasil atacando entre outras espécies vegetais, o milho, a soja e o algodão, notadamente no Oeste da Bahia com grande severidade, causando perdas elevadas na produtividade, mesmo com a aplicação de inseticidas químicos. A espécie em questão, conhecida cientificamente como Helicoverpa armigera é muito próxima da lagarta-da-espiga, H. zea, não sendo ambas facilmente separadas visualmente. É uma espécie muito severa em países da Ásia, África e Austrália. Tem como hospedeiro, além dos cultivos já mencionados, o sorgo granífero; painço; girassol; cereais de Inverno, como trigo, aveia, cevada e triticale; linhaça; grão de bico; feijão; e culturas hortícolas, como cerejas, tomate, pepino e frutas cítricas. 

    O que torna a praga importante e severa é o fato de possuir alta mobilidade, polifagia e alta taxa de reprodução. Um problema agravante ao manejo da praga tem sido também o desenvolvimento da resistência aos inseticidas, já documentado na literatura, especialmente em relação a piretróides sintéticos, embora já haja registro de resistência a outros grupos de inseticidas, como carbamatos e organofosforados. 

    Como a espécie H. zea, os ovos de H. armigera são geralmente postos sobre o “cabelo” do milho. Ao eclodir as larvas consomem os grãos em desenvolvimento e, além deste dano direto, é comum ocorrer infecções bacterianas secundárias. As larvas também podem se alimentar das folhas do cartucho, das folhas mais desenvolvidas e do pendão.

    O ciclo de vida do inseto é em torno de um mês, o que permite a existência de várias gerações anuais e contínuas especialmente nas áreas mais quentes. Ocorrem seis estágios larvais e a larva quando completamente desenvolvida chega a 35-40 mm de comprimento. A pupa é marrom escura, com 14-18 mm de comprimento, com superfície lisa, arredondada, tanto anterior como posteriormente, com dois espinhos paralelos na ponta posterior.

MANEJO DA PRAGA

    A fase de ovo é crucial no ciclo de vida de H. armigera uma vez que alta taxa de mortalidade é verificada nesta fase. A literatura mundial tem relatado acima de 88% de mortalidade de ovos de H. armigera, principalmente nos primeiros três dias de oviposição. Esta taxa de mortalidade pode chegar a 95% de mortalidade, considerando-se a fase de ovo e os primeiros estágios larvais. O principal agente de controle biológico para liberação em nível de campo para o controle de ovos de diversas espécies de Lepidoptera é o Trichogramma, um inseto diminuto, porém com alta eficiência no controle das pragas. Além desta eficiência, já existe disponibilidade comercial em diferentes países, incluindo o Brasil. A liberação deste agente de controle biológico deve estar associada com armadilha contendo feromônio sexual que, ao ser utilizado no campo, serve para detectar a chegada da mariposa na área alvo e indicar a época de liberação. A armadilha, bem como o feromônio sexual, já está disponível no mercado internacional.

    O correto manejo das pragas de milho necessariamente deve considerar a possibilidade de liberação de Trichogramma tanto para o controle da lagarta-do-cartucho, como para o controle do complexo de Helicoverpa. O alto índice de parasitismo natural de ovos da “lagarta-da-espiga” indica a adaptação da espécie no agroecossistema milho e a real possibilidade de uso também para o controle da nova espécie, H. armigera. Na realidade, muito se tem pesquisado no Brasil mostrando a importância dos agentes de controle biológico das diferentes espécies de insetos fitófagos associados ao milho. Tanto em áreas de produção onde se utiliza o milho convencional, como em áreas onde há utilização de milho Bt a importância de insetos (parasitóides e predadores) e de microrganismos como tática essencial no manejo integrado não pode deve negligenciada. 


    A introdução de uma nova espécie de praga no sistema agrícola brasileiro mostra a importância de se ter rotineiramente o Manejo Integrado como princípio fundamental, de tal modo que o produtor possa rapidamente adequar medidas que também sejam eficientes, econômicas e ambientalmente adequadas para reduzir a população da nova praga a níveis não econômicos.  Obviamente, as demais espécies de insetos fitófagos não devem ser negligenciadas por conta do aparecimento de novas pragas. Todo o conhecimento gerado pelas Instituições de Pesquisa deve ser normalmente entendido e utilizado para reduzir a probabilidade de haver prejuízos aos produtores e à sociedade como um todo.

Embrapa defende Manejo Integrado de Pragas e uso de inimigos naturais para combater Helicoverpa

Chefe da Embrapa Milho e Sorgo, Antônio Álvaro Corsetti Purcino, aconselha a utilização de feromônios para atrair as lagartas durante monitoramento

(Documento da Embrapa para controlar a Helicoverpa está disponível na internet)
 
O chefe da Embrapa Milho e Sorgo, Antônio Álvaro Corsetti Purcino, afirmou nesta sexta, dia 30, que o monitoramento é um dos passos principais para combater a Helicoverpa armigera, que tem causado prejuízos bilionários nas plantações de soja, milho e algodão, e afetado outras 17 culturas, como a do tomate e a do pimentão. Ele defende o Manejo Integrado de Pragas (MIP) e a utilização de inimigos naturais nas lavouras.

– Estamos distribuindo um boletim técnico que trata do manejo integrado em lavouras e faz recomendações de como o produtor pode controlar a Helicoverpa, utilizando também cultivares transgênicas eficientes e inseticidas eficientes – diz Purcino.
 
Leia o documento oficial da Embrapa com ações emergenciais contra Helicoverpa

Purcino alerta para a necessidade de os agricultores realizarem inspeções nas lavouras com mais frequência, utilizando feromônios liberados pelo Ministério da Agricultura, um composto químico que atrai a lagarta através de um odor. De acordo com o especialista, o tratamento deve iniciar após a detecção do nível básico de infestação, que é de três mariposas por metro quadrado de voo à noite.

– Quando atinge esse nível de infestação, você deve usar técnicas de controle – aconselha o chefe da Embrapa Milho e Sorgo.

Purcino ressalta que um dos problemas atuais é que as lavouras infectadas estão muito fechadas, com espaçamentos pequenos entre as plantas.

– É difícil que a aplicação do veneno atinja a praga nesse estágio porque a lagarta fica protegida dentros dos frutos [na vagem da soja, no algodão ou na espiga do milho]. O inseticida, usado por pulverização ou por via aérea, não consegue atingir a praga, que precisa receber uma certa quantia mínima de agrotóxico para ser controlada. O aparecimento da mariposa no campo deve ser sempre monitorado.

A Helicoverpa armigera é resistente a vários inseticidas e se alimenta de cerca de 20 culturas no Brasil. O especialista alerta que é necessário não só utilizar o agrotóxico, mas aplicá-lo com as técnicas corretas.

Quebra na safra de grãos norte-americana pode ser maior que o esperado, diz Aprosoja

Representantes da comitiva brasileira observam que, se não chover dentro de uma semana, a produtividade de soja pode ser mais afetada do que a do milho

(Soja ainda precisa de mais chuvas durante a formação de grãos para garantir uma boa produtividade)
 
Uma comitiva da Aprosoja está nos Estados Unidos para acompanhar a safra de grãos do país e conhecer novas tecnologias e processos internacionais que possam ser aplicados na realidade da produção mato-grossense. Na última terça, dia 27, a equipe visitou a primeira fazenda no país, na divisa dos Estados de Indiana e Illinois.

Na propriedade, considerada grande produtora de grãos, são cultivados mais de 3,8 mil hectares entre soja e milho pelo o produtor Ollie Dorn, seus dois filhos e mais quatro funcionários em tempo integral. O produtor Ricardo Arioli, que acompanha a comitiva desde a primeira edição, há seis anos, contou que o milho nessa fazenda está se desenvolvendo bem, apesar da seca que se prolonga por 10 dias.

– Parece que o milho não será afetado, mesmo que esta seca continue por mais alguns dias como está previsto.

No entanto, a caminho de Champaign, foram vistas várias lavouras de milho com problemas de desenvolvimento devido à seca, como folhas enroladas, espigas pequenas, áreas mais amareladas e manchas em alguns talhões.

– Isso mostra que os problemas são localizados e que a falta de chuvas afetou algumas lavouras mais do que outras – explicou Arioli. De acordo com os jornais locais, este é o segundo mês de agosto mais seco da história.

Na quarta, foram visitadas mais duas fazendas, além da visita ao Laboratório Nacional de Pesquisa de Soja, que fica na Universidade de Illinois e é mantido pela Associação dos Produtores de Soja do Estado. Nessas lavouras, segundo os produtores, foi possível perceber que a soja visualmente está muito boa.

– A sensação dos produtores é de que se a seca continuar por mais uma semana, a produtividade da soja será mais afetada do que o milho – disse Arioli.

Como a soja e o milho foram plantados mais tarde do que o normal, a soja ainda precisa de mais chuvas durante a formação de grãos para garantir uma boa produtividade. Boa parte do milho já se encontra com a produtividade definida, pois durante a polinização o clima transcorreu bem com umidade e temperatura.

Outro problema que os produtores americanos temem é que possa ocorrer geada mais cedo, o que poderia causar algumas perdas. Segundo Arioli, a percepção é de que a safra americana poderá ter uma quebra maior do que o esperado e divulgado até agora e que ainda há muitas incertezas a respeito dos números finais da safra.

– Enquanto isso, o mercado continuará nervoso. Esta será uma safra de fortes emoções, mas também cheia de oportunidades – finalizou. 

Área destinada à soja aumenta 128 mil hectares no Rio Grande do Sul

Segundo estimativa da Emater, 96 mil hectares virão de áreas antes destinadas à pastagem

(Safra de soja também deve avançar sobre áreas antes destinadas ao milho)
 
A área destinada à soja no Rio Grande do Sul na safra 2013/2014 deve avançar 2,71%, para 4.855.127 hectares, informou nesta quinta, dia 29, a Emater-RS em sua primeira estimativa de safra para o próximo ciclo. A empresa projeta que do ganho absoluto de 128.269 hectares, aproximadamente 96 mil virão de áreas antes destinadas à pastagem. A expectativa é de que a produção some 12.765.166 toneladas, avanço 0,07% ante 12.756.577 toneladas colhidas no ciclo 2012/2013.

A safra de soja também deve avançar sobre áreas antes destinadas ao milho, de acordo com a Emater-RS, principalmente pelos preços mais remuneradores da oleaginosa. O cereal deve ter redução de área de 2,89% em relação à safra passada, para 1.004.728 hectares, ante 1.034.623 hectares no ciclo 2012/2013. A produção total deve somar 4.935.315 toneladas, queda de 7,75% ante as 5.349.956 toneladas colhidas na temporada anterior.

Com preços mais remuneradores nesta safra, a área de arroz também deve registrar incremento. A Emater-RS espera ganho de 1,49%, para 1.098.097 de hectares, ante 1.081.963 de hectares semeados na temporada passada. A produção na safra 2013/2014 deve somar 8.579.986 toneladas, crescimento de 5,88% sobre as 8.103.811 toneladas colhidas na safra 2012/2013.

O feijão de primeira safra deve crescer 3,56%, para 54.807 hectares, ainda de acordo com o levantamento. De acordo com a Emater-RS, "a valorização do produto nos últimos meses (cerca de 40% acima das médias históricas) foi capaz de frear a diminuição da área cultiva,a invertendo uma tendência observada desde 1995".

A empresa calcula preço médio do feijão a R$ 137,27 a saca de 60 quilos, ante R$ 107,59 a saca no ano anterior. A safra 2013/2014 deve somar 69.059 toneladas, incremento de 1,65% ante as 67.940 toneladas colhidas no ciclo passado.