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Scot: preço do suíno pronto para abate tem alta de 12,6% na semana em SP

O preço do suíno pronto para abate teve alta de 12,6% nos últimos sete dias e está cotado, em média, a R$ 98/arroba, nas granjas paulistas, segundo a Scot Consultoria. Desde o início das valorizações, em meados de janeiro deste ano, a arroba do suíno acumula alta de 28,9%.
“O aumento está respaldado na combinação de demanda aquecida, em decorrência dos estoques enxutos na indústria, diante de uma oferta escassa”, afirma a consultoria.
No atacado, a valorização nos últimos sete dias foi de 11,4%, com a carcaça cotada, em média, em R$7,80/kg.

Paraná tenta reverter embargo russo à carne suína

Estado teve queda de 29% no volume exportado e de 22% na receita com as remessas internacionais de suínos por conta do embargo

(Rússia é o principal comprador de carnes do Brasil)
 
A Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) informou a Folha de Londrina (PR) que o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Norberto Ortigara, o presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e representantes do setor de carnes do Estado estão em comitiva na Rússia, com o objetivo de retomar os contatos com autoridades do país e retirar o embargo para a exportação de produtos paranaenses, principalmente a carne suína.

Segundo a publicação, eles ainda participam da 22ª Worldfood Moscow 2013, feira internacional de alimentos e bebidas, considerada uma das mais importantes da Europa. A Rússia é o principal comprador de carnes do Brasil e, segundo números da Seab, o Paraná teve queda de 29% no volume exportado e de 22% na receita com as remessas internacionais de suínos por conta do embargo.

De acordo com balanço da Abipecs, o Brasil exportou 52,3 mil toneladas de carne suína em agosto, queda de 4,34% em relação ao mesmo mês de 2012. A receita, de US$ 132,8 milhões, caiu 1,17%, enquanto o preço médio aumentou 3,31% na comparação com agosto do ano passado. No acumulado do ano, as vendas externas atingiram 343,2 mil toneladas, redução de 6,66% ante igual período do ano passado, com receita de US$ 889, 25 milhões, queda de 4,40%. No Paraná, ainda conforme dados da Abipecs, entre janeiro e agosto de 2013, as exportações de carne suína somaram 26,6 mil toneladas, um montante de US$ 68,1 milhões. 

Suinocultura catarinense inicia recuperação

Preços praticados na remuneração dos criadores vêm crescendo desde 1º de maio. 

(Preços praticados na remuneração dos criadores de suínos estão aumentando)
 
Depois de um longo período de margens neutras ou negativas, a suinocultura catarinense iniciou recuperação. Os preços praticados na remuneração dos criadores de suínos estão aumentando.

A Coopercentral Aurora Alimentos, empresa que detém o maior volume de abate em Santa Catarina, elevou o preço por quilograma de suíno em pé para R$ 2,86, incluída a tipificação (adicional por qualidade da carcaça). Desde 1º de maio deste ano, quando o preço estabilizou em R$ 2,30, até esta semana, a remuneração básica (sem tipificação) do suinocultor teve uma recuperação de 13%.

– Em maio, chegamos a uma situação de pouco dinamismo no mercado e assim permanecemos até agosto. Agora, começamos o gradual processo de recuperação – afirma o presidente da Coopercentral Aurora, Mário Lanznaster.

Há uma forte tendência do preço praticado pela indústria na aquisição de suíno vivo continuar subindo até dezembro em razão de quatro fatores: o aumento das exportações com a reabertura das vendas para Ucrânia e Rússia, a diminuição da oferta em razão de redução da base produtiva verificada no primeiro semestre, o aumento do consumo interno em razão do inverno e o início da produção de itens cárneos típicos do fim de ano.

Bem-estar animal evita estresse em suínos durante a criação e no abate

Brasil e União Europeia vêm realizando vários trabalhos de conscientização para o uso do metódo em todo o país

(Nas instalações de bem-estar, exigidas pela União Europeia, os animais ficam em grupos e soltos)
 
Em janeiro, Brasil e União Europeia firmaram um acordo para troca de informações sobre o bem-estar animal. A intenção é estimular os cuidados que o produtor adota para evitar o estresse em suínos durante a criação e também no abate.

O criador de suínos, Rubens Valentini, trabalha com a criação de suínos há 27 anos. Ele cria mais de 100 mil animais, que são vendidos para frigoríficos anualmente. O dono da fazenda resolveu, em 2009, testar um novo método de produção e aplicar as normas de bem-estar animal.

– Uma granja convencional tem ótimos resultados, que não são inferiores, no geral, daqueles que nós tivemos aqui com a gestação coletiva. Por outro lado, a gestação coletiva não tem maior numero de abortos que era uma das nossas principais preocupações. Não apresenta nada inferior a grande convencional – salienta.

Valentini explica que na produção convencional, a fêmea permanece os 112 dias de gestação, numa pequena baia, de 60 centímetros por pouco mais de dois metros, onde descansa e se alimenta. Ela só deixa o local no momento certo de ir à maternidade. Depois, retorna e completa a lactação. Nas instalações de bem-estar, exigidas pela União Europeia, os animais ficam em grupos e soltos.

Segundo Valentin, para evitar estresse, a alimentação ocorre de forma individual. A tecnologia permite que as fêmeas entrem sozinhas numa espécie de cabine. Tudo é registrado no chip que cada matriz carrega na orelha. Atualmente, um terço do plantel da fazenda, de 3800 cabeças, é criado dentro das normas de bem-estar.

– A grande vantagem é o absoluto controle na alimentação, que prevê que a máquina forneça exatamente o que a porca precisa no trigésimo oitavo dia, se assim for o caso, como eu tenho o desperdício zero. Então, nós observamos que na granja de bem-estar, o animal consome menos ração por quilo de leitão nascido, e produz leitões mais pesados – conta.

No Brasil, 99% das granjas ainda adotam o sistema de confinamento. Porém, a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, junto com a Unidade de Bem Estar Animal da Direção Geral da Saúde e da Proteção do Consumidor da Comissão Europeia vêm realizando vários trabalhos de conscientização em todo o país.

Empresa de Cingapura oferece a criadores de SC tecnologia para tratar dejetos na suinocultura

Máquina tem capacidade para processar 15 toneladas de resíduos orgânicos por dia

(Equipamento tem capacidade de processar 15 toneladas de dejetos suínos por dia)
 
O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, participou de uma reunião com representantes da empresa Biomax Tecnologia, de Cingapura, com o objetivo de conhecer uma nova tecnologia para tratar resíduos orgânicos na suinocultura. O equipamento tem capacidade de processar 15 toneladas de dejetos suínos por dia.

–  A máquina transforma os dejetos em adubo orgânico de alta qualidade através da evaporação com a inclusão de enzimas produzidas pela mesma empresa – afirmou o presidente.

Além de destacar os benefícios da nova tecnologia, Lorenzi também falou sobre as dificuldades de implantar essa tecnologia nas propriedades do Estado.

– A dificuldade que nós temos aqui em Santa Catarina é realmente com relação ao volume de água que nós temos no dejeto. Outra dificuldade é por termos uma enorme bacia leiteira no qual os dejetos líquidos servem de irrigação para a produção de pastagens ao rebanho leiteiro – afirmou.

O presidente da ACCS também lembrou o alto custo da máquina, que inviabiliza o uso por pequenas empresas. A máquina custa cerca de U$ 750 mil. O custo por tonelada de dejetos tratada é de U$ 67.

Rússia retira controle rígido para suínos de unidade da BRF em Minas Gerais

Da lista de 21 unidades que possuem autorização para vender ao mercado, 16 seguem com "restrições temporárias", ficando impedidas de embarcar lotes

(Mesmo com quatro unidades aptas a exportar ao país, a Rússia continua como principal mercado em julho e no acumulado do ano)
 
O serviço de fiscalização veterinária e fitossanitária da Rússia (Rosselkhoznadzor) atualizou as informações sobre a situação de unidades brasileiras produtoras de carne aptas a exportar ao país. Conforme dados disponíveis em seu site, a unidade de carne suína da BRF em Uberlândia - MG (SIF 3681) está livre do "controle rígido" imposto recentemente pelas autoridades. Antes, a Rússia havia incluído a unidade na lista.

Da lista de 21 unidades que possuem autorização para vender ao mercado, 16 seguem com "restrições temporárias", ou seja, estão impedidas de embarcar lotes; uma – a da Seara, de Seara (SC) - SIF 490 – segue com "controle rígido" e apenas quatro podem vender ao país sem impeditivos.

Mesmo com apenas quatro unidades aptas a exportar ao país, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), a Rússia continua como principal mercado em julho e no acumulado do ano.

No mês passado, o país importou 13,4 mil toneladas de carne suína, alta de 13,04% ante o mesmo mês do ano passado, com uma receita de US$ 38,87 milhões, aumento de 26,86%. A participação da Rússia no total das exportações brasileiras foi de 26,57% em volume e 30,82% em receita. No acumulado do ano, a Rússia registrou uma fatia de 28,34% em volume (82,455 mil toneladas) e 31,75% em receita (US$ 240,145 milhões).


Instituto gaúcho poderá oferecer exames de disenteria suína

Desde 2012, especialistas registram novos casos de disenteria em algumas granjas; suspeita é de que uma nova cepa esteja atingindo animais que não estão imunes

(Disenteria provoca muitos prejuízos à suinocultura)
 
O Fundesa (Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul) comunicou que irá custear um treinamento para que pesquisadores do Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF), na Universidade Federal de Minas Gerais, se habilitem a realizar exames que detectem a disenteria em suínos. Conforme o presidente do Fundesa, Rogério Kerber, trata-se de uma doença importante para o rebanho suíno, e é necessário ter um laboratório oficial no Estado para a realização dos testes.

A disenteria provoca muitos prejuízos à suinocultura. A doença, causada pela bactéria Brachspyra, foi detectada pela primeira vez no Brasil em 1978. Após diversos trabalhos de desinfecção e tratamentos nas granjas, a ocorrência foi reduzida. Porém, desde o ano passado, especialistas têm registrado novos casos de disenteria em algumas granjas. A suspeita é de que uma nova cepa esteja atingindo animais que não têm imunidade contra a doença. A patologia pode provocar perda de até cem gramas por dia na conversão alimentar.

– Trata-se de uma bactéria de difícil isolamento e cultura – explica a pesquisadora do Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF), Fabiana Mayer.

Segundo Kerber, a recomendação nos casos da doença é a realização da despopulação da granja e vazio sanitário.

– Isso demonstra a importância de adotar todos os cuidados relacionados à biossegurança nas granjas pois trata-se de uma doença que deve ser muito bem controlada – afirma. 

Nova tecnologia em nutrição suína é apresentada em feira de Santa Catarina

Máquina proporciona total rastreabilidade e gerenciamento da produção

Durtante a exposição de animais no Setor do Agronegócio na Expo Concórdia 2013 , uma da novidade foi apresentada pela RupoMaq Nutrição Animal, de Toledo (PR). A empresa desenvolveu uma máquina para melhorar o processo de informações da cadeia da suinocultura e de nutrição animal, proporcionando total rastreabilidade e gerenciamento da produção. O gerente de engenharia da RupoMaq, Andrei César Rupolo, salientou os benefícios da máquina.

– Esse equipamento foi desenvolvido para facilitar o trabalho do suinocultor, proporcionando para ele todo o controle e gerenciamento da sua granja com um trato preciso, pois a máquina pesa o alimento antes de dosar. E, com isso, há redução de mortalidade e de desperdício de ração.

O gerente de engenharia também falou sobre o funcionamento da nova tecnologia.

– Ela funciona a bateria. É só fazer uma programação inicial e, a partir desse ponto, o processo é totalmente automático. Com essa programação, a máquina sabe quantos animais têm em cada baia e quanto alimento ela deve dosar – explica.

O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, ressalta a importância de tecnologias como essa para a suinocultura.

– As tecnologias são sempre importantes e bem-vindas para o setor. Tudo depende da realidade do produtor para implantá-las em sua propriedade. Com as dificuldades vividas nos últimos anos, hoje não se tem recursos para colocá-las em prática. Buscamos sempre alternativas para mudar esta realidade no campo, mas nem tudo está em nossas mãos quando se fala em rentabilidade que depende de mercado consumidor – afirma o presidente.

Produtores da suinocultura do RS esperam por concessões de licenças ambientais há sete anos

Demora para liberação prejudica produtores, que pensam até em desistir do negócio

(Suinocultor investiu do próprio bolso na estrutura e aplicação da granja, já que, por não ter a licença)
 
A demora para liberação de concessões de licenças ambientais tem causado muitos prejuízos para diversos setores do agronegócio. Produtores da suinocultura do Rio Grande do Sul têm amargado até sete anos de espera pelo documento e outros pensam até em desistir.

Um suinocultor, que preferiu não se identificar, pois teme ser descredenciado e, assim, não ter para quem vender os animais, aguarda há sete anos pela liberação. Ele trabalha no sistema integrado e fornece carne para grandes frigoríficos, que processam o produto. Na propriedade familiar, a produção mensal chega a 40 mil cabeças. Atualmente, ele está à margem da lei. Encaminhou para a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) um o pedido de licença ambiental e até agora o documento não foi emitido.

 – Aguardo há sete anos pelo documento. Nunca me deram uma justifica pela demora. Era um empreendimento novo, que foi feito a previa licença de instalação, foi encaminhada, porém está em análise, com protocolo ativo, mas ainda em análise – disse.

Para não parar com as atividades, enquanto aguarda o documento, o suinocultor investiu do próprio bolso na estrutura e aplicação da granja, já que, por não ter a licença, não conseguiria financiamento bancário. Só na construção de piscinas, que drenam dejetos dos animais, teve R$ 250 mil.

– Na verdade, eu tenho um empreendimento funcionando, mas não tenho licença de operação válida. Estou à margem do processo de validação. Hoje, se eu precisar de um financiamento, não consigo em virtude de possuir essa licença. O banco exige uma licença ambiental em vigor ativa – disse o produtor.

O produtor rural Adelar de Martini se dedica a atividade há 50 anos. Agora, com receio de trabalhar fora da lei, mesmo contra a sua vontade, aliado aos sucessivos entraves burocráticos, já pensa em desistir. Ele aguarda há quatro anos uma licença ambiental para regularizar o abate de três mil cabeças por ano e não vê solução.    

– Estou pensando até em parar de produzir. Estou inseguro, a fiscalização pode chegar pode até realizar o cancelamento da granja Isso é coisa do governo, essas burocracias, nem sei, não temos conhecimento sobre a causa de tanta demora – diz Martini.

De acordo com o consultor ambiental da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Nelson Grzybowski, a suinocultura ainda é vista pelos órgãos públicos como uma atividade poluidora, o que faz com que os licenciadores tenham certo receio para emitir os documentos. O problema se agravou tanto nos últimos anos que, atualmente, não atinge só o setor. Os prejuízos impactam no desempenho da economia do rio grande do sul, que deixa de arrecadar muito dinheiro todos os meses.

– Muitos investimentos acabam saindo do Estado e partem para o Mato Grosso, onde existe maior facilidade por causa de grãos. Não é só isso, essa morosidade faz com que muito empreendedores acabem deixando de investir aqui da região. A gente vê ao longo dos anos a estruturação do próprio órgão ambiental, os governos não tendo interesse em organizar e fortalecer o órgão, esse órgão fica lento, um órgão de baixa mobilidade, e essa baixa mobilidade acaba atingindo a suinocultura, não emitindo as licenças, dificultando e não conseguindo atender as necessidades do suinocultor. Nesse sentido que ela compromete – explica.

Preço do suíno vivo independente recua R$ 0,02 no RS

Poder de compra de grãos do suinocultor independente também diminuiu

(Preços do suíno vivo de integração se mantiveram)
 
A cotação do suíno vivo produzido pelo criador independente no Rio Grande do Sul recuou R$ 0,02 em uma semana, passando de R$ 2,68 o quilo na segunda passada, dia 1º, para R$ 2,66 o quilo nesta segunda, dia, 8. Segundo a Associação de Criadores de Suínos do Estado (Acsurs), o recuo se deve à demanda menor entre os períodos.

Comparado com igual período de junho, o valor é R$ 0,06 menor. Em relação a igual período de 2012, é R$ 0,73 maior. Os preços do suíno vivo de integração se mantiveram em R$ 2,30.

No levantamento semanal, a Acsurs ainda apurou que o poder de compra de grãos do suinocultor independente também diminuiu. A saca de milho é comprada a R$ 26,30, um aumento de R$ 0,20 ante a semana passada.

O farelo de soja à vista (valor de indústria) sai por R$ 1.085,00 a tonelada, alta de R$ 18,33 na mesma base de comparação. A cotação do insumo a prazo (30 dias) aumentou R$ 6,67, para R$ 1.100 a tonelada.

Com restrições, vendas de suínos para a Argentina caem 70% no ano ante 2012

Embarques mensais eram de cerca de três mil toneladas e passaram para mil toneladas

(Embarques de carne suína brasileira para a Argentina caíram 70% em relação a 2012)
 
O presidente do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina (Sindicarne), Clever Pirola Ávila, afirmou que os embarques de carne suína brasileira para a Argentina caíram 70% em relação a 2012. Os embarques mensais eram de cerca de três mil toneladas e passaram para mil toneladas, em média.

Há um ano, a Argentina começou a criar obstáculos para a emissão de licenças de importação para a compra da proteína brasileira.

– Essas dificuldades permanecem porque os argentinos decidiram equilibrar sua balança comercial, reduzindo as importações do Brasil. Como não pode erguer barreiras comerciais em razão do acordo do Mercosul, o governo argentino impôs medidas burocráticas adicionais, reduzindo e dificultando a liberação das licenças de importação – explicou o executivo, em nota.

Para Ávila, o governo brasileiro deveria ser mais enérgico na defesa dos interesses comerciais brasileiros, mas lhe falta mais agressividade no comércio exterior.

– Infelizmente somos afetados mais uma vez com as chamadas barreiras não comerciais e não reagimos, à altura ou com a mesma moeda – completou.

Agroceres PIC inaugura em Santa Catarina unidade de genética

Empreendimento tem capacidade para até 700 suínos reprodutores

(Brasil é o quarto maior produtor e exportador de carne suína do mundo)
 
A Agroceres PIC inaugura nesta terça, dia 21, em Fraiburgo (SC), nova unidade de genética suína, na qual foram investidos R$ 10 milhões. O empreendimento tem capacidade para até 700 suínos reprodutores, o que significa quase 10 vezes mais que a média desse tipo de unidade.

Para o consumidor final, o lançamento representa uma carne mais magra, com baixo potencial de gordura e um alimento mais seguro, saudável e economicamente viável, informa em comunicado o diretor superintendente da Agroceres PIC, Alexandre Rosa.

O Brasil é o quarto maior produtor e exportador de carne suína do mundo. Santa Catarina é o maior Estado produtor, com 25,1% de participação, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 19,3% e Paraná, com 17%. 

 

Custos de produção de frangos de corte e suínos caem ao nível mais baixo dos últimos dez meses

Baixa nos gastos com ração das aves é principal motivo de queda

(Custo de produção de frangos de corte acumula queda de 20,33% no ano)
 
Os custos de produção de frangos de corte e de suínos calculados pela Embrapa Suínos e Aves de Concórdia (SC), unidade descentralizada da empresa de pesquisa agropecuária vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) recuaram 4,12% e 0,17%, respectivamente, em abril. O ICPFrango/Embrapa chegou aos 143,45 pontos, enquanto o ICPSuíno/Embrapa fechou o mês em 154,79 pontos, menores valores dos dois índices desde junho de 2012.

O ICPFrango/Embrapa é referente aos custos de produção no Paraná, maior produtor de frangos do país, para o aviário tipo climatizado em pressão positiva, modelo referencial de produção. Já o ICPSuíno/Embrapa é obtido a partir de resultados de custos da produção de suínos em Santa Catarina, maior produtor nacional, em sistema tipo "ciclo completo", para o suinocultor empresário independente (não há um contrato de integração vertical por sítios como ocorre na produção de leitões terminados em sistema de comodato).

No ano, o custo de produção de frangos de corte acumula queda de 20,33%, influenciado principalmente pela baixa nos gastos com a ração das aves (-21,11% em 2013). Já o custo de produção de suínos chega a -14,23% nos quatro primeiros meses de 2013, também reflexo da diminuição dos gastos com a ração dos animais (-15,43%). A nutrição representou, em abril, 67,54% dos custos de produção dos frangos de corte e 74,69% dos custos de produção de suínos.

As informações foram divulgadas nesta terça, dia 14.

CIAS