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Feovelha espera receber 30 mil visitantes até domingo em Pinheiro Machado (RS)

Expectativa da organização é superar R$ 5 milhões em negócios

São 12 mil ovinos participantes entre julgamentos e remates
 
Começou nesta quarta, dia 29, em Pinheiro Machado, no Rio Grande do Sul, a maior feira de ovinos do país. A 30º edição da Feovelha – Feira e Festa Estadual da Ovelha espera receber, até domingo, 30 mil pessoas. A expectativa da organização é superar R$ 5 milhões em negócios.

São 12 mil ovinos participantes entre julgamentos e remates. O leilão mais esperado é o Rematão, que deve durar cerca de 12 horas e está sendo considerado o maior do Brasil em número de exemplares.

Segundo o presidente da Feovelha, Rossano Lazzarotto, a raça mais criada no Rio Grande do Sul é recordista de participação nesta edição. São mais de cinco mil ovinos corriedale incritos. Cerca de 300 expositores de todo o país estão no evento para expor animais.

Até o próximo domingo, os visitantes poderão conferir remates e julgamentos, além de diferentes opções culturais. Outra atração é a degustação de carne de cordeiro e do vinho, produzido na região.

Mato Grosso se posiciona como segundo maior exportador de carne bovina do Brasil

Em 2013, Estado perdeu para São Paulo e ficou na frente de Goiás no comércio exterior

Exportações de carne bovina foram recordes em receita e em volume
 
O ano de 2013 foi marcado por recordes para a bovinocultura de corte mato-grossense e o somatório desses resultados consolidou o ano dos números positivos para a atividade, conforme o boletim semanal do Imea, publicado na segunda, dia 27. As exportações de carne bovina foram recordes, em receita e em volume, sendo que esse avanço só foi possível porque o Estado é capaz de atender a essa demanda – que deve crescer mais em 2014.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) não apresentaram alteração no ranking dos Estados mais exportadores de carne bovina. Dessa maneira, foi observado que São Paulo segue na liderança, exportando 517,43 mil TEC e variação positiva de 14,92% em relação a 2012; o Estado de Mato Grosso apresentou uma alta de 30,59% no volume de carne bovina exportada e terminou o ano na segunda colocação, com 294,96 mil TEC de carne exportada. Fechando o ranking dos três maiores exportadores aparece o Estado de Goiás, com um acumulado de 228,36 mil TEC e um aumento de 12,96% em relação ao ano de 2012.

Os dados do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT) revelaram um abate recorde em 2013 (pelo segundo ano consecutivo) de 6,04 milhões de cabeças bovinas, 9,33% mais que no ano de 2012 que era o maior número até então. Entretanto, esse aumento expressivo no abate foi realizado com envio de mais fêmeas ao gancho, totalizando 2,75 milhões de cabeças ou uma participação de 45,59% de fêmeas no abate total.

Para 2014, as fêmeas devem perder espaço na indústria frigorífica, o que deve restringir a oferta no mercado interno, e, como a tendência é de uma demanda mais firme durante o ano, são esperados preços valorizados para o mercado como um todo, seja de boiadas ou vacadas terminadas. 

Mercado de reposição tem pior comparação anual no Estado
A realidade do bovinocultor de corte que necessitou repor o plantel com boi magro está pior na comparação anual. Em janeiro do ano passado, o boi magro tinha cotação de R$ 1.054,21 por cabeça, já em janeiro de 2014, o animal foi cotado a R$ 1.208,31, alta de 4,62%. O boi gordo de 16,5 arrobas também apresentou valorização, partindo de R$ 1.379,98/cabeça em janeiro de 2013 para a cotação de R$ 1.559,98 em janeiro deste ano, variação positiva de 13,04% no período analisado.

Assim, o poder de compra do bovinocultor de corte demonstrou piora, pois, em janeiro do ano passado, com a venda de um boi gordo era possível adquirir 1,31 boi magro, já em janeiro deste ano é possível comprar 1,29 boi magro. No entanto, essa é a melhor relação de troca desde abril de 2013.

Com reajuste na vacina, pecuaristas de Mato Grosso investirão R$ 45 milhões em imunização de febre aftosa

Vacinação deve ser feita em novembro em todo o rebanho do Estado

(Com reajuste entre 30% e 40%, a dose para a vacinação será comercializada entre R$ 1,55 a R$ 1,60)

A imunização do rebanho de bovinos e bubalinos contra a febre aftosa na segunda etapa de 2013 custará mais caro aos pecuaristas de Mato Grosso, informou a Acrimat. Com reajuste entre 30% e 40%, a dose para a vacinação será comercializada entre R$ 1,55 a R$ 1,60. Em maio, durante a primeira etapa, este valor variou entre R$ 1,05 e R$ 1,20. Ao todo, o desembolso dos pecuaristas deve chegar a R$ 45 milhões, somando os custos do manejo do rebanho, uma vez que neste período de chuvas a condução do gado é mais difícil e pode ocasionar perdas de peso ou imprevistos, e os custos com mão-de-obra.

O segundo período de vacinação no Estado vai de 1º ao dia 30 de novembro e é voltado para todo rebanho, de mamando a caducando. Na região do Pantanal, a imunização poderá ser feita até o dia 10 de dezembro. Apesar da alta nos preços, os produtores devem manter seu compromisso com a sanidade animal, aponta a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat).

O superintendente da Acrimat, Luciano Vacari, explica que os gastos com a vacinação não deixa de ser um investimento do produtor para a manutenção do status sanitário do Estado.

– O pecuarista reconhece a importância da vacinação para manter o rebanho livre da aftosa, o que garante mercado para nossa carne. Apesar de mais cara, o pecuarista não deixará de vacinar.

Há 17 anos não há registro de aftosa em Mato Grosso, garantindo o status de livre de aftosa com vacinação. O compromisso é reafirmado pelo pecuarista Marcos Jacinto, de Gaúcha do Norte.

– Nosso comprometimento não é atingido pelas variações de preços, até porque, entre o começo do período de vacinação e final há uma redução no valor da vacina. Além disso, há anos a vacinação já integra as atividades da pecuária de corte.

O pecuarista avalia que o acréscimo no preço da vacina é normal sempre que uma etapa começa, mas, que depois, até mesmo para aliviar o estoque, laboratórios e empresas reduzem este margem.

– Os laboratórios sabem da obrigatoriedade da vacinação e por isso praticam o preço que querem. Podemos observar ao longo desses anos que sempre há uma redução no preço ao fim da etapa e se isso ocorre é porque as empresas trabalham com uma margem de lucro majorada – analisa Jacinto.

O gerente de uma rede casa agropecuária, Genésio Puhl, explica que se avaliado o preço nos últimos dois anos é possível identificar que a variação não foi tão grande, uma vez que em 2011 a dose chegou a ser comercializada por R$ 1,30.

– Comparando com 2011, o aumento é pequeno. Final do ano passado e em maio deste ano que houve uma redução mais acentuada no valor, mas agora foi reajustado.

A compra das doses é permitida a partir do dia 1º de novembro e a expectativa do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) é que mais de 28 milhões de animais em mais de 100 mil propriedades sejam vacinados. O descumprimento da obrigação dentro do período estipulado acarretará em uma multa de 2,25 Unidades Padrão Fiscal (UPFs) por animal, o que representa R$ 230,28. A comunicação ao Indea sobre a vacinação deverá ser feita até o dia 10 de dezembro.

Paraná tenta reverter embargo russo à carne suína

Estado teve queda de 29% no volume exportado e de 22% na receita com as remessas internacionais de suínos por conta do embargo

(Rússia é o principal comprador de carnes do Brasil)
 
A Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) informou a Folha de Londrina (PR) que o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Norberto Ortigara, o presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e representantes do setor de carnes do Estado estão em comitiva na Rússia, com o objetivo de retomar os contatos com autoridades do país e retirar o embargo para a exportação de produtos paranaenses, principalmente a carne suína.

Segundo a publicação, eles ainda participam da 22ª Worldfood Moscow 2013, feira internacional de alimentos e bebidas, considerada uma das mais importantes da Europa. A Rússia é o principal comprador de carnes do Brasil e, segundo números da Seab, o Paraná teve queda de 29% no volume exportado e de 22% na receita com as remessas internacionais de suínos por conta do embargo.

De acordo com balanço da Abipecs, o Brasil exportou 52,3 mil toneladas de carne suína em agosto, queda de 4,34% em relação ao mesmo mês de 2012. A receita, de US$ 132,8 milhões, caiu 1,17%, enquanto o preço médio aumentou 3,31% na comparação com agosto do ano passado. No acumulado do ano, as vendas externas atingiram 343,2 mil toneladas, redução de 6,66% ante igual período do ano passado, com receita de US$ 889, 25 milhões, queda de 4,40%. No Paraná, ainda conforme dados da Abipecs, entre janeiro e agosto de 2013, as exportações de carne suína somaram 26,6 mil toneladas, um montante de US$ 68,1 milhões. 

Comercialização de machos para reprodução cresce no segundo trimestre

De abril a junho foram comercializadas 13,4 mil cabeças de machos de até 36 meses

(Movimentação de machos é a mais alta desde 2011)
 
De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), de abril a junho deste ano foram comercializadas 13,4 mil cabeças de machos de até 36 meses no Estado. Em comparação com o primeiros três meses do ano, quando foram vendidas 12,3 mil animais, o aumento é de quase 9%.

Segundo o Imea, é possível observar um incremento de aproximadamente 10% nos animais comercializados no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2012, com a venda de 12,2 mil animais.

O boletim aponta ainda que a movimentação de machos é a mais alta desde 2011.

A justificativa do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT) indica que as comercializações desta época têm por finalidade a reprodução da espécie, já que é neste segundo ciclo que ocorre a estação de monta.

Com o aumento na procura pelos animais, o preço teve modificação. As cotações do Imea indicaram valorização acumulada de 5,1% no preço do tourinho nelore desde março. Com isso, o custo médio por cabeça passou de R$ 4.122 para R$ 4.334 nos valores atuais.

Demanda

A procura pelos animais não cresceu somente para a reprodução do plantel bovino estadual. No segundo trimestre deste ano houve uma demanda crescente por animais no mercado internacional para o consumo da carne.

Segundo o Imea, entre o início do ano até julho houve aumento nas exportações da carne bovina. Em janeiro as vendas do produto foram de 16,4 mil Toneladas Equivalente Carcaça (TEC). Já os embarques de julho chegaram a 25,9 mil TEC - um aumento de 57%. Porém. este crescimento não foi uniforme visto que as exportações caíram de abril para maio, voltando a crescer de maio para junho.

O relatório indica tendências favoráveis para as vendas do produto neste segundo semestre. “As exportações mato-grossenses de carne bovina foram boas ao longo do ano, principalmente pelo barateamento da carne bovina no exterior devido o aumento do dólar. A expectativa do setor no segundo semestre é de melhora”, cita o relatório do Imea.

Segundo os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a participação bovina na relação geral das exportações de carne aumentou consecutivamente em 11 pontos percentuais entre maio e julho. Neste intervalo, a participação do produto subiu de 44% para 66% entre os tipos de carne.

Ceará, Maranhão e Piauí são reconhecidos como livres de aftosa

Ministro da Agricultura diz que assinatura da Instrução Normativa é mais um impulso para que os Estados possam ampliar os negócios

(Nova norma deve contribuir para melhorar o padrão genético do rebanho)
 
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Antônio Andrade, assinou nesta terça, dia 3, com os governadores do Ceará, Cid Gomes, e Piauí, Wilson Nunes Martins, as Instruções Normativas reconhecendo os Estados do Ceará e Piauí como zonas livres de febre aftosa com vacinação. Na tarde de terça, dia 2, o ministro assinou a mesma norma com a governadora do Maranhão, Roseana Sarney.

– Devemos estes avanços a nossa gente, que trabalha e se esforça para ampliar cada vez mais a produtividade nos campos brasileiros. A assinatura desta Instrução Normativa é mais um impulso para que os estados possam ampliar os negócios agropecuários e melhorar o padrão genético do rebanho – explica o ministro.

Com a assinatura da instrução normativa, serão beneficiados 340 mil criadores de bovinos – maior número registrado entre os novos estados da zona livre – e 170 mil propriedades no Ceará. No Piauí, serão 62 mil propriedades e 72 mil criadores de bovinos. O governo federal investiu R$ 2 milhões no serviço veterinário no Ceará e, no Piauí, R$ 5,3 milhões.

Além do Piauí e Ceará também foram reconhecidos nacionalmente os Estados do Maranhão, norte do Pará, Pernambuco Paraíba, Alagoas e Rio Grande do Norte como áreas livres da doença com vacinação. Cerca de 22,6 milhões de cabeças de gado, foram reconhecidos nacionalmente.

Para comprovar a ausência de febre aftosa nestas unidades da federação, os serviços veterinários oficiais foram submetidos a várias auditorias do Mapa. Mais de 1,9 mil propriedades foram monitoradas e 68 mil animais passaram por inspeções clínicas, seguindo critérios técnicos reconhecidos internacionalmente.

Maranhão livre da doença

A governadora Roseana Sarney e o ministro da Agricultura assinaram a Instrução Normativa que certifica nacionalmente o Maranhão como Zona Livre de Febre Aftosa com Vacinação. A nova classificação sanitária é uma antiga reivindicação dos criadores e abre novas perspectivas para a pecuária maranhense.
Roseana Sarney afirmou que o setor agropecuário maranhense, que responde por 17% do PIB estadual, dá um grande salto com a nova classificação.

– A pecuária é uma de nossas mais importantes atividades econômicas e a assinatura dessa portaria tem um significado emblemático para o meu governo, pois foi no meu segundo mandato que, em parceria com a associação dos criadores, à época comandada por Cláudio Azevedo, que iniciamos essa grande cruzada contra a febre aftosa. Esse cenário de crescimento que vislumbramos para a pecuária do Estado a partir de agora, fruto do compromisso e empenho do meu governo, do Ministério da Agricultura e dos criadores, é uma conquista de todos que trabalham por um Maranhão forte e desenvolvido, um Maranhão de oportunidades – assinalou Roseana.

O ministro Antônio Andrade ressaltou o trabalho da governadora Roseana Sarney ao conseguir que o Maranhão cumprisse todos os critérios estabelecidos pelo Mapa, se destacando com algumas ações, além de ter ajudado outras federações na realização da sorologia dos animais e criação de agência de defesa agropecuária e do Fundo de Desenvolvimento da Pecuária.

– Sei da importância do trabalho que foi realizado e preciso que o Maranhão continue ajudando outros Estados. Essa classificação vai valorizar ainda mais o rebanho maranhense de quase 8 milhões de bovinos e bubalinos – pontuou.

O pleito para a certificação internacional junto à Organização Mundial de Saúde Animal será enviado pelo Mapa, no mês de outubro e a previsão é de que em maio de 2014 o Maranhão seja classificado internacionalmente, junto com os Estados do Pará, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas e Paraíba, que formaram um bloco que faz parte do programa de ampliação da zona livre de febre aftosa.

Valor Bruto de Produção da pecuária de corte deve ser recorde em Mato Grosso do Sul

Famasul diz, no entanto, que o VPB representa desempenho do setor para a economia local e não necessariamente o aumento da rentabilidade do produtor

(Valor do boi gordo subiu de forma significativa entre 2012 e 2013)
 
O Valor Bruto de Produção (VBP) da pecuária de corte em Mato Grosso do Sul deverá ser recorde neste ano, segundo a Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Sistema Famasul). O VBP, medido pela multiplicação do volume produzido e o preço do boi gordo, deve atingir R$ 5,45 bilhões, alta de 4,8% ante a de R$ 5,2 bilhões de 2012.

A Federação alerta que o VPB representa o desempenho do setor para a economia local e não necessariamente o aumento da rentabilidade do produtor, que ainda está comprometida pelos custos de produção. De acordo com a assessora técnica do Sistema Famasul, Adriana Mascarenhas, em nota, a projeção da entidade está mais relacionada à elevação dos preços do boi gordo do que o incremento da produção.

– Em 2013, a produção de carne bovina do Estado permaneceu praticamente a mesma, já o valor do boi gordo subiu de forma significativa entre 2012 e 2013, com incremento de 3,8% – afirma Adriana, ressaltando que o boi gordo saltou de R$ 88,84 para R$ 92,21 a arroba no comparativo analisado.

Porém, de janeiro a julho deste ano, o volume de abate de bovinos atingiu 2,4 milhões de cabeças, com elevação de 8,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando os abates atingiram 2,2 milhões de cabeças.

Produtores da região central do Brasil apostam no confinamento de animais para garantir rentabilidade

Em 2013, o número de animais confinados deve aumentar 4% em comparação com o ano passado

(No início dos anos 2000, o confinamento se tornou popular no país)
 
O preço do boi gordo na região central do Brasil sobe no período da seca devido a pouca oferta de animais. Atentos a essa oportunidade de ganhar mais dinheiro, na década de 80, muitos produtores rurais começaram a fechar o gado e tratar no cocho. Porém, no início dos anos 2000, que o confinamento se tornou popular no país.
O pecuarista Donizeth Peixoto da Costa, do município de Bela Vista, em Goiânia, começou a confinar em 1989, com 86 cabeças de gado. Hoje, ele engorda mil animais por ano.

Segundo Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), em 2012, foram confinadas 3.400 milhões de cabeças de gado. A maioria dos currais de engorda está nos Estados onde a seca é mais acentuada nos meses do outono e do inverno. Goiás, Mato Grosso, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais respondem por quase 90% dos confinamentos no Brasil. Outros Estados, como Rondônia e Paraná, já começam a aparecer nas pesquisas.

Os confinamentos no Brasil têm tamanhos muito variados. De acordo com a Assocon, entre as 770 unidades identificadas e que operaram no ano passado, algumas estruturas tinham apenas 30 cabeças e outras mais de 100 mil. Mas, a maioria, cerca de 80%, trabalha com até 5 mil cabeças fechadas. Os pequenos e médios confinamentos são responsáveis apenas pela metade dos animais confinados. Os outros 50% estão nos grandes projetos, que representam 8% do total de confinamentos no país.

Este ano o setor deve manter o mesmo ritmo de 2012, com um crescimento ainda tímido. Em 2013, o número de animais confinados deve aumentar 4% em comparação com o ano passado.

– Não é um número grande, muito por conta do custo que ainda está caro, apesar de mais barato que no ano passado. Mas em alguns Estados a conta ainda não fecha. O preço do boi magro acaba ficando alto para esses Estados também – disse o gerente executivo da Assocon, Bruno Andrade.

Especialistas nas mais diversas áreas do agronegócio acreditam que o pecuarista brasileiro vai aprender a aliar o confinamento à pecuária intensiva à pasto, melhorando as forragens e aumentando a taxa de lotação nas propriedades.

– Acho que o que vai acontecer agora é otimizar mais o pasto, aprimorar a integração lavoura pecuária e maximizar os dois. Eu acredito muito na junção dos dois, do confinamento com o pasto – disse o coordenador do confinamento experimental da EVZ/UFG, Juliano Fernandes.

Suinocultura catarinense inicia recuperação

Preços praticados na remuneração dos criadores vêm crescendo desde 1º de maio. 

(Preços praticados na remuneração dos criadores de suínos estão aumentando)
 
Depois de um longo período de margens neutras ou negativas, a suinocultura catarinense iniciou recuperação. Os preços praticados na remuneração dos criadores de suínos estão aumentando.

A Coopercentral Aurora Alimentos, empresa que detém o maior volume de abate em Santa Catarina, elevou o preço por quilograma de suíno em pé para R$ 2,86, incluída a tipificação (adicional por qualidade da carcaça). Desde 1º de maio deste ano, quando o preço estabilizou em R$ 2,30, até esta semana, a remuneração básica (sem tipificação) do suinocultor teve uma recuperação de 13%.

– Em maio, chegamos a uma situação de pouco dinamismo no mercado e assim permanecemos até agosto. Agora, começamos o gradual processo de recuperação – afirma o presidente da Coopercentral Aurora, Mário Lanznaster.

Há uma forte tendência do preço praticado pela indústria na aquisição de suíno vivo continuar subindo até dezembro em razão de quatro fatores: o aumento das exportações com a reabertura das vendas para Ucrânia e Rússia, a diminuição da oferta em razão de redução da base produtiva verificada no primeiro semestre, o aumento do consumo interno em razão do inverno e o início da produção de itens cárneos típicos do fim de ano.

Criadores de hereford e braford comemoram demanda crescente por carne de qualidade

Programa de Carne Certificada da Associação Brasileira de Hereford e Braford contará com novas plantas industriais no país

(Touro braford Trevo é considerado o animal mais pesado da feira)
 
O mais antigo programa de certificação de carne bovina do país está comemorando o crescimento nas vendas. A Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) aproveita a Expointer, onde foi criado o Programa de Carne Certificada Pampa da associação, há 13 anos, para divulgar as vantagens dos cruzamentos com as raças.

A associação vive um de seus melhores momentos. O gerente do programa, Alfredo Drissen, atribui o bom resultado à procura cada vez maior por carne de qualidade. Os três frigoríficos gaúchos que trabalham para o programa abatem 125 mil animais por ano. Novas plantas industriais começam a ser implantadas em São Paulo e em Mato Grosso do Sul para atender um mercado de carne em crescente expansão.

– Talvez uma forte estratégia da associação seja atingir os mercados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná. Conseguimos contribuir casa vez mais para que a pecuária seja rentável – destaca Drissen.

Com o crescente consumo de carne, os criadores de hereford e braford buscam incentivar os cruzamentos com as raças europeias na região Centro-Oeste, onde a atividade comercial ganha mais expressão.

– O cruzamento de um touro hereford com uma vaca nelore pode gerar um animal com alto peso de carcaça em um prazo de tempo recorde. Hoje, a gente consegue animais de 20 a 22 meses com peso de 500 quilos. Isso é muito importante, porque, com a pecuária tendo números cada vez mais apertados, é necessário que se trabalhe com o conceito de eficiência, e a raça hereford pode contribuir para isso – acrescenta Drissen.

A Associação de Hereford e Braford está presente este ano na Expointer com 290 animais. Apesar de uma participação menor  em relação a 2012, o touro braford Trevo conquistou um prêmio inédito para a raça: com 1.265 quilos e 50 centímetros de perímetro escrotal, foi considerado o animal mais pesado da feira. Outra novidade comemorada pelos criadores é o acordo firmado com uma comitiva do Quênia para a difusão de hereford no continente africano.

– Serão vendidos para o Quênia 100 mil doses de sêmen da raça hereford em um composto boran zebuínos, além de 750 embriões – destacou o presidente da Associação Brasileira de Hereford e Braford, Fernando Lopa da Silva.

O acordo com os africanos deve durar cinco anos e os primeiros embarques de material genético estão previsto para março.

Bem-estar animal evita estresse em suínos durante a criação e no abate

Brasil e União Europeia vêm realizando vários trabalhos de conscientização para o uso do metódo em todo o país

(Nas instalações de bem-estar, exigidas pela União Europeia, os animais ficam em grupos e soltos)
 
Em janeiro, Brasil e União Europeia firmaram um acordo para troca de informações sobre o bem-estar animal. A intenção é estimular os cuidados que o produtor adota para evitar o estresse em suínos durante a criação e também no abate.

O criador de suínos, Rubens Valentini, trabalha com a criação de suínos há 27 anos. Ele cria mais de 100 mil animais, que são vendidos para frigoríficos anualmente. O dono da fazenda resolveu, em 2009, testar um novo método de produção e aplicar as normas de bem-estar animal.

– Uma granja convencional tem ótimos resultados, que não são inferiores, no geral, daqueles que nós tivemos aqui com a gestação coletiva. Por outro lado, a gestação coletiva não tem maior numero de abortos que era uma das nossas principais preocupações. Não apresenta nada inferior a grande convencional – salienta.

Valentini explica que na produção convencional, a fêmea permanece os 112 dias de gestação, numa pequena baia, de 60 centímetros por pouco mais de dois metros, onde descansa e se alimenta. Ela só deixa o local no momento certo de ir à maternidade. Depois, retorna e completa a lactação. Nas instalações de bem-estar, exigidas pela União Europeia, os animais ficam em grupos e soltos.

Segundo Valentin, para evitar estresse, a alimentação ocorre de forma individual. A tecnologia permite que as fêmeas entrem sozinhas numa espécie de cabine. Tudo é registrado no chip que cada matriz carrega na orelha. Atualmente, um terço do plantel da fazenda, de 3800 cabeças, é criado dentro das normas de bem-estar.

– A grande vantagem é o absoluto controle na alimentação, que prevê que a máquina forneça exatamente o que a porca precisa no trigésimo oitavo dia, se assim for o caso, como eu tenho o desperdício zero. Então, nós observamos que na granja de bem-estar, o animal consome menos ração por quilo de leitão nascido, e produz leitões mais pesados – conta.

No Brasil, 99% das granjas ainda adotam o sistema de confinamento. Porém, a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, junto com a Unidade de Bem Estar Animal da Direção Geral da Saúde e da Proteção do Consumidor da Comissão Europeia vêm realizando vários trabalhos de conscientização em todo o país.

Uso de tecnologia é chave para melhorar a produtividade do leite

No Triângulo Mineiro, produtores utilizam chip que controla alimentação de bezerros

(Segundo produtor, com o uso da tecnologia, as bezerras tendem a emprenhar mais rápido e, consequentemente, vão produzir leite mais rápido)
 
Novidades tecnológicas têm contribuindo para o aumento da produção de leite no Triângulo Mineiro. O alimentador de bezerro é novidade na região. Com um chip preso no pescoço do animal, é possível fazer a sua identificação. Uma máquina libera o leite mantido a 36 graus, uma quantidade é liberada a cada duas horas, de acordo com a fase do animal. O produtor de leite, Eire Enio de Freitas, diz que o investimento de R$ 140 mil atende 200 bezerros.

– O investimento foi um pouco alto, mas por outro lado, cai o uso de medicamento. Menos animais morrem. As bezerras tendem a emprenhar mais rápido e, consequentemente, vão produzir leite mais rápido. Hoje, o que está salvando é a tecnologia – destaca o produtor.

Especialistas apontam que o mercado de leite deve continuar comprador, e que o Brasil é o único país no mundo que pode melhorar a qualidade e a eficiência da produção a pasto. Os novos projetos já nascem viáveis, com investimentos sociais, ambientais, e manejo profissional. O mercado trabalhou numa crescente, o preço subiu R$ 0,15 em média, no primeiro semestre. Na região do Triângulo Mineiro, a produção cresceu 15%. 

Na propriedade do zootecnista Henrique Milagres Rafael, a quantidade e a qualidade do leite possibilitaram um incremento no preço acima da média, que pode passar de R$ 1,20 pelo litro. Henrique conta que, no ano passado, nesta mesma época, o valor era de R$ 0,97. O custo segue em R$ 0,82 por causa da eficiência. Um projeto novo que recebeu investimento de R$ 2,3 milhões começou em abril do ano passado e, hoje, está com 400 vacas em lactação produzindo sete mil litros dia.

– Não com sua capacidade máxima, tirando em média 4,2 mil litros por dia, nós fechamos 33 mil litros por hectare ano. Uma média de rendimento econômico de R$ 3,3 mil por hectare ano, mostrando que nossa atividade leiteira é extremamente rentável quando levada a sério – destaca.

Henrique explica que o segredo está no planejamento e na gestão. Segundo ele, 65 hectares de pastagem é rotacionada para atender todo rebanho nas águas, e confinamento com estrutura simples para abrigar os animais durante a seca.

 – Com o rebanho que nós temos hoje, dá para fazer um novo rebanho e se consolidar daqui a 4 ou 5 anos. Para ter outro projeto e conseguir produzir 25 a 30 mil litros por dia.

Um curso do Serviço Nacional da Aprendizagem Rural (Senar), sobre manejo na produção de leite, estimula e profissionaliza os trabalhadores. A mão-de-obra faz a diferença na atividade que tem uma das menores margens de lucro e trabalho dobrado.

– Leite é uma atividade que você calcula em décimo de centavos. É diferente de qualquer outra atividade do meio rural, além de gerar um volume de trabalho muito grande. Na minha opinião, talvez seja uma das atividades no meio rural que mais exige dedicação do produtor. A gestão é fundamento para economizar tempo e garantir um bom treinamento das pessoas envolvidas no trabalho e para alcançar esta eficiência – disse Rafael Paiva Izidoro, Senar Gado e Leite.

Cabanha de Farroupilha ganha pelo terceiro ano consecutivo e festeja com banho de leite

Vaca Cometa produziu um total de 75.006 litros e assegurou o título em 2013

(Banho de leite já é a comemoração tradicional na vitória do Concurso Leiteiro) 
 
Há três anos seguidos, a Granja Tang, de Farroupilha, leva o título de campeã no Concurso Leiteiro da Raça Holandesa da Expointer. A vaca Cometa, na categoria Adulta, produziu um total de 75.006 litros e assegurou o título em 2013.

Conforme o proprietário, Marco Tang, que comemorou com o tradicional banho de leite, a vaca de seis anos de idade produz, em média, 80 litros diários.

– Nos primeiros dias do evento ela ultrapassou a marca. Hoje foi um pouco menos – comenta.

Integrante da Associação dos Criadores de Gado Holandês do RS (Gadolando), ele comemora, a conquista.

– Temos um troféu que era itinerante. Porém, estava previsto que quem vencesse três concursos seguidos da Expointer, com a maior produção de leite, fosse vaca adulta ou jovem, ficaria com o troféu em definitivo. É algo que não ocorria há uns vinte anos – relata.

Tang salienta que a vaca, já com quatro crias efetivadas, deve diminuir o ritmo de produção. Em sua propriedade, ele administra cerca de 50 vacas em lactação, com uma produção média de 38 litros ao dia cada uma. Em 2011, o produtor venceu com a vaca Ariana e, ano passado, com Anita.

Para alcançar o resultado, o concurso realiza cinco ordenhas.  As duas melhores são eliminadas e as três restantes são somadas. Na categoria Jovem, a vaca campeã foi a representante da Cabanha Rotili Rodrigues (lote 2230), de Santo Augusto, com um total de 57.614 litros entre as três menores ordenhas.

Expointer 2013 será palco de campeonato e grande campeonato da raça angus

Evento acontece no dia 28 de agosto, às 13h15, com transmissão exclusiva pelo C2Rural

(Evento terá transmissão exclusiva pelo C2Rural)
 
Atrativo para os amantes e aficionados da raça, o campeonato e grande campeonato de angus acontece nesta quarta, dia 28 de agosto, às 13h15.

O evento tem início às 13h15, com o campeonato e grande campeonato das fêmeas e, logo após, o campeonato e grande campeonato dos machos.

Julgamento escolhe os melhores da raça devon na Expointer 2013

Evento acontece no dia 28 de agosto, às 11h.

(Escolha do melhor da raça acontece durante a Expointer 2013)
 
Organizado para premiar os melhores da raça, o julgamento de devon durante a Expointer 2013, em Esteio (RS), ocorre no dia 28 de agosto, quarta, às 11h.

O evento ocorre em dois horários: às 11h ocorre o julgamento das fêmeas e às 15h os machos da raça devon. A pista central do Parque Assis Brasil será palco da escolha.

Para mais informações sobre horários de funcionamento do parque, valor do ingresso, estacionamento e excursões.

Comercialização de animais bate os R$ 7 milhões em três dias de feira

De um total de 272 animais, 253 foram vendidos e 19 coberturas

(Venda de animais impulsiona números na Expointer)
 
Durante os três primeiros dias da 36ª Expointer já foram comercializados R$ 7.484.849,00 em vendas e coberturas de animais. De um total de 272 animais, 253 foram vendidos - entre equinos e gado de corte, e 19 coberturas.

Além disso, o terceiro dia de feira fechou com 23.495 visitantes e 1974 veículos. Até o momento 79.051 pessoas passaram pelo parque, além de 10.378 veículos. O Pavilhão do Artesanato já arrecadou R$ 159.614,90.

Somente nesta segunda, dia 26, foram vendidas 1514 peças, totalizando R$60.165,40. Já o Pavilhão da Agricultura Familiar, arrecadou na segunda-feira (26) R$ 82.021,50, totalizando R$260.162,90 com a comercialização de produtos.

Até às 10h desta terça, dia 27, já entraram no parque 12.916 visitantes, acumulando um total de 91.967 pessoas.

Governo gaúcho confirma financiamento de R$ 3 milhões para comercialização de lã

Recursos permitirão compra pela indústria desde o começo da safra em setembro

(Anuncio foi feito na Expointer durante entrega de prêmio)
 
Um dos setores mais beneficiados pelas políticas do Governo do Estado, a ovinocultura contará este ano com R$ 3 milhões, através de financiamento do Banrisul, para comercialização de lã. O anúncio foi feito pelo governador Tarso Genro, nesta segunda, dia 26, na Expointer, durante a entrega do prêmio Tributo Laneiro ao presidente do Conselho Administrativo da empresa Paramount Têxteis, Fuad Mattar.

Os recursos destinados ao setor vão permitir a compra da lã dos produtores para a indústria desde o começo da safra em setembro. Ao destacar a recuperação do rebanho de ovinos, que cresceu de 3 milhões, em 2010, para 4 milhões este ano, o governador afirmou que a solenidade simboliza a articulação institucional do campo com a cidade.

– A ideia do Mais Ovinos é procurar induzir o desenvolvimento econômico e social de uma forma que ele não fosse apenas setorial. Não adianta um desenvolvimento que torne os ricos mais ricos, mas um desenvolvimento onde todo mundo ganhe, onde aqueles que são empreendedores tenham o seu empreendedorismo recompensado e ganhe – afirmou Tarso Genro.

O governador reiterou que a atividade desenvolvida pelos ovinocultores contribui para o desenvolvimento econômico e social a partir da distribuição de riqueza e agregação de valor.

– É uma atividade que preenche exatamente essas características, pois o tipo de terra que é utilizado para o pastoreio ovino pode ser largamente utilizado sem prejudicar a agricultura. É uma atividade que pode ser trabalhada na pequena, média e grande propriedade aqui do Rio Grande do Sul – disse.

Agricultor argentino deve reduzir área de milho e investir em soja

Preços baixos para o grão, alta dos custos, elevada carga tributária e intervenção oficial no mercado são fatores que influenciam a decisão

(Soja é a cultura de maior cultivo na Argentina, seguida do milho)
 
Prestes a iniciar o plantio da safra 2013/2014, agricultores argentinos devem reduzir a área semeada com milho e investir em soja, produto de maior liquidez. Levantamentos realizados pelas bolsas de cereais de Buenos Aires e de Rosario apontam, respectivamente, para um recuo de 3% e 10% nas lavouras do milho.

Por trás da decisão, estão os preços mais baixos para o grão, com a colheita de quase 350 milhões de toneladas de milho nos Estados Unidos, perspectiva que também desestimulará o plantio no Brasil. Mas produtores argentinos citam dificuldades extras, provocadas pela intervenção oficial no mercado.

– A realidade da Argentina é diferente da de outros países porque há muitas incertezas e distorções como as diferentes cotações do câmbio – disse o diretor executivo da Maizar, Martín Fraguío, cuja entidade reúne a cadeia produtiva do milho. Além dos preços baixos, o país convive com a alta dos custos e elevada carga tributária ocasionada pelas "retenciones", impostos cobrados sobre as exportações, de 20%.

Fraguío afirmou que os custos são pautados pela cotação do dólar paralelo, enquanto a comercialização da colheita, pelo dólar oficial, é cerca de 70% inferior.

– Isso gera muita preocupação – disse.

O cenário negativo também apresenta expectativa de que o governo possa baixar a alíquota das retenções para estimular o plantio. Em 2009, após uma forte estiagem que provocou prejuízos ao setor agropecuário e de um revés nas eleições parlamentares, a presidente Cristina Kirchner baixou a alíquota sobre as exportações de milho, de 25% para 20%.

Em 2013, não está descartado novo revés eleitoral, desta vez nas eleições parlamentares de outubro, e um clima adverso entre os produtores. Em 2012, os argentinos reduziram, significativamente, a lavoura de trigo, a ponto de faltar cereal no mercado interno no primeiro semestre. Os produtores de leite têm diminuído a produção, assim como os pecuaristas, o abate.

– Entendemos que o momento é ótimo para baixar as retenções sobre o milho porque, se a produção cair, o impacto na economia será muito maior do que está sendo com a queda do trigo – opinou.

Licenças

Para o setor, o governo poderia reduzir as retenções para 15% e liberar licenças para exportação.

– O milho precisa ser liberado urgentemente das licenças de importação e das retenções – afirmou o empresário Gustavo Grobocopatel, da empresa Los Grobo, uma das gigantes argentinas.

O primeiro plantio do milho ocorre entre setembro a outubro e o segundo, chamado de safra tardia, é realizado em dezembro. Essa segunda implantação responde por cerca de 40% da área cultivada com o cereal. Na safra anterior, esse porcentual representava 35% e, em 2010/2011, apenas 10%.

– Este salto foi possível graças ao uso de tecnologia que possibilita altos rendimentos – observou Fraguío.

O milho é o segundo maior cultivo da Argentina, depois da soja. A cotação do cereal n sexta, dia 23, era de US$ 171 a tonelada, enquanto para maio de 2014 a indicação chegava a US$ 160 a tonelada, considerando a produção norte-americana. A bolsa de Buenos Aires estimou a área de milho em 3,460 milhões de hectares.

Rendimento
Estudo da Associação de Consórcios Regionais de Experimentação Agrícola (Acrea) revelou que, por todos os problemas mencionados anteriormente, "o milho só é competitivo em 25% da superfície plantada, principalmente nas zonas próximas aos portos ou indústrias". No resto do país, "a equação apresenta resultados que não cobrem os custos de produção e de aluguel dos campos". Em um campo de Rosario, por exemplo, com aluguel de US$ 280 o hectare, o produtor teria de obter um rendimento de 9.500 quilos/ha ou acima deste volume para ter lucro.

Ao contrário do Brasil, onde a soja avança firme sobre a área do milho, na Argentina a substituição acontece, mas em menor intensidade. O produtor Néstor Roulet, que foi vice-presidente de Confederações Rurais Argentinas (CRA), divulgou um estudo segundo o qual agricultor com terras próprias e rendimento médio de 2.550 quilos de soja por hectare perde US$ 20,62 por hectare devido aos elevados custos e impostos. Já em terras alugadas, o saldo negativo seria de US$ 132,41/ha.

– O setor está deixando de ser rentável e isso se reflete nas áreas de cultivo que não aumentam como deveriam aumentar – afirmou Roulet.

Pesquisa realizada pelo Instituto de Estudos Econômicos e Negociações Internacionais da Sociedade Rural Argentina (SRA) mostrou que os números são negativos para os produtores de trigo, cuja safra se encontra em andamento, de milho e soja.

– Considerando custos de estrutura, mesmo para as áreas altamente produtivas, como no norte da província de Buenos Aires, verificamos margens negativas de US$ 173/ha no caso do trigo, se o rendimento for de 3.500 quilos/ha; US$ 23/ha para a soja com rendimentos de 2.800 quilos/ha; e US$ 23/ha para o milho com rendimento de 7.500 quilos/ha – destaca o estudo.

Independentemente das dificuldades, a área que o milho perder será ocupada pela soja.

– Mesmo com a soja chegando perto dos US$ 300/t ainda é mais vantajoso para o produtor do que produzir milho a US$ 160/t – comentou o analista de grão, Javier Buján. As bolsas ainda não divulgaram estimativa para a safra da oleaginosa na Argentina.

O presidente SRA , Luis Miguel Etchevehere, disse que o governo comemora 100 milhões de toneladas de grãos produzidos na última colheita, mas não reconhece que suas políticas equivocadas impedem os produtores de investir tudo que podem e de chegar a uma produção de US$ 120 milhões de toneladas de um ano para o outro.

Programa Mais Ovinos no Campo eleva o rebanho em 350 mil cabeças no Rio Grande do Sul

Meta é retomar o crescimento da ovinocultura no Estado, atuando em duas frentes específicas: auxílio na aquisição e retenção de matrizes

(Desde a implantação, a redução de abates de fêmeas foi significativa)
 
O rebanho gaúcho contou com incremento de 350.524 mil cabeças desde a implantação do programa Mais Ovinos no Campo, pelo Governo do Estado. Os números foram relatados neste domingo, dia 25, pelo superintendente da Unidade de Negócios Rurais do Banrisul, Carlos Roberto Barbieri. A instituição atua em parceria com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa) na gestão da iniciativa.

Barbieri apresentou um balanço atualizado do programa que, até o momento, já registrou 2.531 operações. Implantada em 2010, com a meta de retomar o crescimento da ovinocultura no Rio Grande do Sul, a iniciativa atua em duas frentes específicas: auxílio na aquisição e retenção de matrizes.

– Acredito que este programa tenha obtido o maior sucesso dentre todos existentes no atendimento de um setor. Nunca vi uma incidência tão consistente na produtividade. O Banrisul tem dotação para investir R$ 100 milhões até o final de 2014. Por enquanto, foram mais de R$ 61 milhões aplicados – enumera Barbieri.

Na aquisição, o valor aplicado superou a marca de R$ 34 milhões e, na retenção de matrizes, ultrapassou R$ 27 milhões.

Para tentar explicar o sucesso alcançado, o superintendente argumenta que o fato se deve, exatamente, em vista do funcionamento do programa.

– Primeiro, porque garante a compra de matrizes. Ou seja, foca no aumento da produção. Segundo, porque evita o abate destas fêmeas que, antigamente, eram realizadas para gerar renda. Agora, o produtor pode investir na produção e comercializar, mantendo as matrizes – explica.

Resultados

Desde a implantação, a redução de abates de fêmeas foi significativa. Um estudo realizado sobre o tema apontou 210.997 abates em 2010, 136.180 em 2011, e 92.538 no ano passado. Como resultado, o número de cabeças no Estado passou de 3,73 milhões para mais de R$ 4 milhões, uma elevação aproximada de 10%.

Luiz Fernando Mainardi, secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio do Estado, comemora os resultados obtidos pelo primeiro programa lançado no governo Tarso Genro. Segundo ele, depois desta ação, outras iniciativas foram tomadas com foco no fortalecimento da ovinocultura gaúcha.

 – É necessário retomar a atividade que tem, além da importância econômica, um grande valor social – opinou o secretário.

Entre as medidas tomadas, Mainardi destaca as parcerias com a Associação Brasileira de Criadores de Ovino (Arco) e com o Programa Juntos para Competir, que viabilizam projetos que capacitam produtores, fornecem ferramentas para melhorar o negócio e potencializam a retomada do segmento.

Prazos e juros

Para a retenção, através do Banrisul, o produtor viabiliza crédito com prazo de três anos para pagamento, mais um de carência, com juros de 2% ao ano para os enquadrados no Programa Estadual de Desenvolvimento da Pecuária Familiar e de 5,50% ao ano para os demais. Em contrapartida, alcança a elevação e, cerca de 20% no encarneiramento de matrizes no segundo ano da operação e pode vender a produção para frigoríficos com inspeção oficial.

Para viabilizar a aquisição, as vantagens são ainda maiores. O prazo de quitação é de cinco anos com dois de carência, e juros que variam de 1% a 2% para pronafianos, 4,5% aos pronapianos, e 5,50% aos demais.

Produtores cooperativistas vão se reunir na Expointer para o Dia do Leite

Evento ocorrerá na próxima quinta-feira e terá assinatura de convênios e termos de cooperação 

(Evento na próxima quinta-feira deverá reunir 500 produtores vinculados a cooperativas do setor)
 
A 36ª edição da Expointer sediará dois eventos relacionados à cadeia do leite. Um deles é o Dia do Leite na Expointer, que ocorre na quinta-feira, dia 29. Nessa data, será realizado o evento  "Um novo tempo para a cadeia do leite", que deverá reunir 500 produtores vinculados a cooperativas do setor.

Na programação do evento, estão a assinatura de convênios, termos de cooperação e termos de adesão ao Programa Mais Leite de Qualidade e a assinatura de protocolos de adesão, de 13 municípios ao Programa Estadual de Controle e Erradicação da Tuberculose e Brucelose Bovídea (Procetube).

No quarta-feira, dia 28, a Câmara Setorial do Leite também participa de um evento que reúne as cadeias produtivas do leite, da carne e da vitivinicultura. O encontro será realizado às 14h, no auditório da Secretaria da Agricultura no Parque Assis Brasil, em conjunto com os Institutos Nacionais do Leite, da Carne e da Vitivinicultura do Uruguai (Inale, Inac e Inav) e com a presença do ministro da Agricultura daquele país, Tabaré Aguerre.

A 36ª edição da Expointer vai até o dia 1º de setembro.