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Mato Grosso se posiciona como segundo maior exportador de carne bovina do Brasil

Em 2013, Estado perdeu para São Paulo e ficou na frente de Goiás no comércio exterior

Exportações de carne bovina foram recordes em receita e em volume
 
O ano de 2013 foi marcado por recordes para a bovinocultura de corte mato-grossense e o somatório desses resultados consolidou o ano dos números positivos para a atividade, conforme o boletim semanal do Imea, publicado na segunda, dia 27. As exportações de carne bovina foram recordes, em receita e em volume, sendo que esse avanço só foi possível porque o Estado é capaz de atender a essa demanda – que deve crescer mais em 2014.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) não apresentaram alteração no ranking dos Estados mais exportadores de carne bovina. Dessa maneira, foi observado que São Paulo segue na liderança, exportando 517,43 mil TEC e variação positiva de 14,92% em relação a 2012; o Estado de Mato Grosso apresentou uma alta de 30,59% no volume de carne bovina exportada e terminou o ano na segunda colocação, com 294,96 mil TEC de carne exportada. Fechando o ranking dos três maiores exportadores aparece o Estado de Goiás, com um acumulado de 228,36 mil TEC e um aumento de 12,96% em relação ao ano de 2012.

Os dados do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT) revelaram um abate recorde em 2013 (pelo segundo ano consecutivo) de 6,04 milhões de cabeças bovinas, 9,33% mais que no ano de 2012 que era o maior número até então. Entretanto, esse aumento expressivo no abate foi realizado com envio de mais fêmeas ao gancho, totalizando 2,75 milhões de cabeças ou uma participação de 45,59% de fêmeas no abate total.

Para 2014, as fêmeas devem perder espaço na indústria frigorífica, o que deve restringir a oferta no mercado interno, e, como a tendência é de uma demanda mais firme durante o ano, são esperados preços valorizados para o mercado como um todo, seja de boiadas ou vacadas terminadas. 

Mercado de reposição tem pior comparação anual no Estado
A realidade do bovinocultor de corte que necessitou repor o plantel com boi magro está pior na comparação anual. Em janeiro do ano passado, o boi magro tinha cotação de R$ 1.054,21 por cabeça, já em janeiro de 2014, o animal foi cotado a R$ 1.208,31, alta de 4,62%. O boi gordo de 16,5 arrobas também apresentou valorização, partindo de R$ 1.379,98/cabeça em janeiro de 2013 para a cotação de R$ 1.559,98 em janeiro deste ano, variação positiva de 13,04% no período analisado.

Assim, o poder de compra do bovinocultor de corte demonstrou piora, pois, em janeiro do ano passado, com a venda de um boi gordo era possível adquirir 1,31 boi magro, já em janeiro deste ano é possível comprar 1,29 boi magro. No entanto, essa é a melhor relação de troca desde abril de 2013.

Chuvas voltam para o Rio Grande do Sul no fim de semana

Até lá, as temperaturas mais baixas continuam em cena e a chuva segue concentrada entre Centro Oeste e Sudeste

(No Sul do Brasil, massa de ar polar traz frio no início do dia em plena primavera)
 
As instabilidades continuam concentradas na parte central do País e, conforme previsto, aos poucos as chuvas vão se regularizando entre Mato Grosso e Goiás. No Sul do Brasil, quem impede a formação de nuvens carregadas é a atuação de uma massa de ar de origem polar que traz frio no início do dia em plena primavera.


Na madrugada desta terça, dia 29, a estação meteorológica do instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) localizada Morro da Igreja, em Bom Jardim da Serra, na Serra Catarinense, registrou mínima de 2,5ºC. Por conta dos ventos, a sensação térmica chegou -5ºC. No Rio Grande do Sul, pelo menos 12 municípios que possuem estação automática do Inmet registraram temperaturas abaixo dos 10ºC na manhã desta terça. São José dos Ausentes teve o valor mais baixo, com mínima de 5ºC.

Já o Centro-Oeste do Brasil teve chuva forte neste início de terça. A cidade de Goianésia, localizada no norte de Goiás, registrou mais de 50 milímetros nas últimas 24 horas. O Distrito Federal também não escapou do temporal da madrugada. A estação Ecológica de Águas Emendadas, localizada no extremo nordeste da cidade, registrou quase 30 milímetros, o equivalente a pouco mais de 15% do normal para o mês. Nos próximos dias a chuva vai ficar concentrada entre Mato Grosso, Goiás e parte do Sudeste do Brasil, já que as instabilidades vão se espalhar.

Em Mato Grosso do Sul, os volumes são menores na próxima semana, já que o clima deste Estado é mais parecido com o clima do Sul do País. Vai chover bastante também em Minas Gerais. Estas chuvas no Sudeste atrapalham a colheita da cana e também diminuem a quantidade de açúcar da planta. Por outro lado, os altos volumes de chuva garantem condições ideais para a umidade do solo, o que favorece o plantio de novos canaviais.

Nos próximos dias, o tempo continua aberto e frio no Rio Grande do Sul e em boa parte de Santa Catarina e do Paraná. A mínima prevista para a quarta, dia 30, gira em torno dos 3ºC entre as serras Gaúcha e Catarinense. Este tempo mais firme permite que as máquinas entrem em campo para finalizar a colheita do trigo na região. No fim de semana a aproximação de uma frente fria muda o tempo no Sul e volta a chover com chance de algumas pancadas mais intensas. O produtor não deve reclamar desta chuva visto que a partir do mês de novembro a chance de estiagens regionalizadas será bem maior na região do Sul do Brasil.

JBS se torna parceiro de programa de carne angus certificada

Frigorífico planeja abater cerca de 5 mil animais por mês em MT, MS e GO

(Programa Carne Angus Certificada aproxima-se de 350 mil cabeças por ano)
 
A JBS, o maior grupo frigorífico do mundo, é o mais novo parceiro do Programa Carne Angus Certificada, da Associação Brasileira de Angus. Na primeira fase, o frigorífico planeja abater cerca de 5 mil animais certificados por mês nos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Com isso, o programa cresce pelo menos 20%, aproximando-se de 350 mil cabeças ao ano.

Nove frigoríficos parceiros participam do programa – JBS, Marfrig, VPJ, Frigol, Frigorífico Silva, Verdi, CooperAliança e Cotripal –, totalizando 20 plantas industriais distribuídas em sete Estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul).

– Somos cada vez mais uma raça adaptada à pecuária tropical, e, agora, ganhamos capilaridade para expandir o programa na região de expansão da pecuária – diz o presidente da associação, Paulo de Castro Marques.

O diretor de relacionamento com o pecuarista da JBS, Eduardo Pedroso, afirma que o crescimento da oferta de animais da raça Angus também garante a regularidade no fornecimento ao mercado.

– Os animais da raça Angus apresentam as características ideais para atender a essa demanda – afirma Pedroso.

Produtores da região central do Brasil apostam no confinamento de animais para garantir rentabilidade

Em 2013, o número de animais confinados deve aumentar 4% em comparação com o ano passado

(No início dos anos 2000, o confinamento se tornou popular no país)
 
O preço do boi gordo na região central do Brasil sobe no período da seca devido a pouca oferta de animais. Atentos a essa oportunidade de ganhar mais dinheiro, na década de 80, muitos produtores rurais começaram a fechar o gado e tratar no cocho. Porém, no início dos anos 2000, que o confinamento se tornou popular no país.
O pecuarista Donizeth Peixoto da Costa, do município de Bela Vista, em Goiânia, começou a confinar em 1989, com 86 cabeças de gado. Hoje, ele engorda mil animais por ano.

Segundo Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), em 2012, foram confinadas 3.400 milhões de cabeças de gado. A maioria dos currais de engorda está nos Estados onde a seca é mais acentuada nos meses do outono e do inverno. Goiás, Mato Grosso, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais respondem por quase 90% dos confinamentos no Brasil. Outros Estados, como Rondônia e Paraná, já começam a aparecer nas pesquisas.

Os confinamentos no Brasil têm tamanhos muito variados. De acordo com a Assocon, entre as 770 unidades identificadas e que operaram no ano passado, algumas estruturas tinham apenas 30 cabeças e outras mais de 100 mil. Mas, a maioria, cerca de 80%, trabalha com até 5 mil cabeças fechadas. Os pequenos e médios confinamentos são responsáveis apenas pela metade dos animais confinados. Os outros 50% estão nos grandes projetos, que representam 8% do total de confinamentos no país.

Este ano o setor deve manter o mesmo ritmo de 2012, com um crescimento ainda tímido. Em 2013, o número de animais confinados deve aumentar 4% em comparação com o ano passado.

– Não é um número grande, muito por conta do custo que ainda está caro, apesar de mais barato que no ano passado. Mas em alguns Estados a conta ainda não fecha. O preço do boi magro acaba ficando alto para esses Estados também – disse o gerente executivo da Assocon, Bruno Andrade.

Especialistas nas mais diversas áreas do agronegócio acreditam que o pecuarista brasileiro vai aprender a aliar o confinamento à pecuária intensiva à pasto, melhorando as forragens e aumentando a taxa de lotação nas propriedades.

– Acho que o que vai acontecer agora é otimizar mais o pasto, aprimorar a integração lavoura pecuária e maximizar os dois. Eu acredito muito na junção dos dois, do confinamento com o pasto – disse o coordenador do confinamento experimental da EVZ/UFG, Juliano Fernandes.

Cultivares de uva para processamento de sucos são apresentadas na Expointer

Técnico da Embrapa afirma que produção da fruta está crescendo em regiões tropicais do país

(No evento, foram apontadas as principais características das uvas utilizadas na produção de sucos)
 
O Centro Nacional de Pesquisa de Uva e Vinho (CNPUV) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) promoveram, na manhã deste sábado, a apresentação “Cultivares de Uva para Processamento de Sucos”. A atividade ocorreu no auditório do Pavilhão da Agricultura Familiar, na Expointer.

Na ocasião, foram apontadas as principais características das uvas americanas – Isabel, Concord, Bordô e Niágara Rosada –, tradicionalmente utilizadas na produção de sucos, além das metas e resultados do Programa de Melhoramento Genético de Uva para a elaboração de sucos. Criado com o objetivo de desenvolver novas cultivares que contribuam para a competitividade e sustentabilidade da cadeia produtiva, o projeto tem conseguido também aumentar a produtividade para aproximadamente 23 a 30 toneladas de uvas por hectare.

– A serra gaúcha continua sendo a principal produtora de uvas para a elaboração de sucos. Há alguns anos, porém, tem crescido a produção em regiões tropicais, como no Paraná, Mato Grosso, Goiás e Vale do Rio São Francisco – diz o técnico da Embrapa Uva e Vinho Adriano Mazzardo.

As novas cultivares brasileiras de uvas para sucos resultantes do programa são: desde 2000, a BRS Rúbea, decorrente do cruzamento das uvas Bordô e Niágara Rosa; a Corcord Clone 30, mutação da Concord original; e a Isabel Precoce, mutação da Isabel original; desde 2004, a BRS Cora, obtida do cruzamento Muscat Belly A e BRS Rúbea; desde 2006, a BRS Violeta, do cruzamento BRS Rúbea e IAC 1398-21; desde 2008, a BRS Carmem, híbrida surgida do cruzamento de BRS Rúbea e Muscat Belly; e, a mais recente, de 2012, BRS Magna, resultante do cruzamento BRS Rúbea e IAC 1398-21.

Criadores de hereford e braford comemoram demanda crescente por carne de qualidade

Programa de Carne Certificada da Associação Brasileira de Hereford e Braford contará com novas plantas industriais no país

(Touro braford Trevo é considerado o animal mais pesado da feira)
 
O mais antigo programa de certificação de carne bovina do país está comemorando o crescimento nas vendas. A Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) aproveita a Expointer, onde foi criado o Programa de Carne Certificada Pampa da associação, há 13 anos, para divulgar as vantagens dos cruzamentos com as raças.

A associação vive um de seus melhores momentos. O gerente do programa, Alfredo Drissen, atribui o bom resultado à procura cada vez maior por carne de qualidade. Os três frigoríficos gaúchos que trabalham para o programa abatem 125 mil animais por ano. Novas plantas industriais começam a ser implantadas em São Paulo e em Mato Grosso do Sul para atender um mercado de carne em crescente expansão.

– Talvez uma forte estratégia da associação seja atingir os mercados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná. Conseguimos contribuir casa vez mais para que a pecuária seja rentável – destaca Drissen.

Com o crescente consumo de carne, os criadores de hereford e braford buscam incentivar os cruzamentos com as raças europeias na região Centro-Oeste, onde a atividade comercial ganha mais expressão.

– O cruzamento de um touro hereford com uma vaca nelore pode gerar um animal com alto peso de carcaça em um prazo de tempo recorde. Hoje, a gente consegue animais de 20 a 22 meses com peso de 500 quilos. Isso é muito importante, porque, com a pecuária tendo números cada vez mais apertados, é necessário que se trabalhe com o conceito de eficiência, e a raça hereford pode contribuir para isso – acrescenta Drissen.

A Associação de Hereford e Braford está presente este ano na Expointer com 290 animais. Apesar de uma participação menor  em relação a 2012, o touro braford Trevo conquistou um prêmio inédito para a raça: com 1.265 quilos e 50 centímetros de perímetro escrotal, foi considerado o animal mais pesado da feira. Outra novidade comemorada pelos criadores é o acordo firmado com uma comitiva do Quênia para a difusão de hereford no continente africano.

– Serão vendidos para o Quênia 100 mil doses de sêmen da raça hereford em um composto boran zebuínos, além de 750 embriões – destacou o presidente da Associação Brasileira de Hereford e Braford, Fernando Lopa da Silva.

O acordo com os africanos deve durar cinco anos e os primeiros embarques de material genético estão previsto para março.

Chuva prejudica qualidade do milho no Paraná e em Mato Grosso do Sul

Nos dois Estados, parte dos grãos já colhidos estão ardidos

(Colheita do milho safrinha está quase finalizada no Brasil)
 
A produção milho segunda safra está terminando e os índices de produtividade estão cada vez melhores.

Com 98% das áreas colhidas no Mato Grosso e 96% em Goiás, as produtividades estão acima dos 103 sacas por hectare (ha) em Mato Grosso e bem acima dos 135 sacas/ha em Goiás. Além da boa produtividade, a qualidade dos grãos também está excelente, não havendo perdas por causa de excesso de umidade. Por causa desses bons índices de produtividade, o Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea) elevou sua projeção de produção, de 17,8 milhões para os atuais 18,7 milhões de toneladas de milho para essa safra. O mesmo está acontecendo com Goiás, onde a produção passou de 4,4 milhões para os atuais 4,9 milhões de toneladas.

A situação no Paraná é diferente. No Estado, a qualidade dos grãos de milho está baixa. Quanto mais avança a colheita, que já chega aos 90%, mais se observa que as chuvas deste inverno estão causando danos significativos.

Cerca de 35% dos grãos que já foram colhidos apresentam-se “ardidos”, sendo que muitos nem poderão ser utilizados para mistura em rações pelo alto teor de fermentação na qual se encontram. Mas mesmo com essa má qualidade dos grãos, a produção paranaense de milho segunda safra deverá ser 7,4% maior do que a safra passada, com uma produção total de 10,9 milhões de toneladas.


Essa mesma condição está sendo observada em Mato Grosso do Sul, onde 20% dos 92% colhidos até o momento, principalmente da região sul do Estado, estão “ardidos”. Mas, se a qualidade está ruim, a produção sul-mato-grossense deverá ficar quase 2% superior à do ano passado, já que a estimativa é de que o Estado colha 6,6 milhões de toneladas.

Para esta semana, há previsão para chuvas sobre a região leste do Paraná, mas nada que possa inviabilizar os trabalhos de colheita e nem tão pouco a qualidade dos grãos. Já nas demais regiões produtoras, o tempo permanecerá aberto e sem previsões para chuvas, o que permitirá o término da colheita em praticamente todas as principais regiões produtoras de milho segunda safra do Brasil.

Conab realiza na próxima terça quarto leilão do Pepro de milho

Serão ofertados contratos para apoiar comercialização de 1,5 milhão de toneladas

(Arrematantes deverão efetuar a venda do produto até o dia 23 de setembro e comprovar a operação até 24 de março)
 
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará na terça-feira, dia 20, o quarto leilão do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) de milho, com oferta de contratos para apoiar a comercialização de 1,5 milhão de toneladas, das quais 1,3 milhão em Mato Grosso, 100 mil para Goiás e 100 mil para Mato Grosso do Sul. Os arrematantes deverão efetuar a venda do produto até o dia 23 de setembro e comprovar a operação até 24 de março.

Os valores de abertura dos prêmios se mantiveram inalterados em relação à semana passada, assim como o volume total. No entanto, houve remanejamento na distribuição da oferta dos prêmios em Mato Grosso. No caso da Região Centro-Sul (onde ficam Campo Novo do Parecis e Nova Mutum), a oferta foi reduzida de 375 mil para 325 mil toneladas, enquanto que para a Região Nordeste (onde ficam São Félix do Araguaia e Confresa), o volume passou de 150 mil para 200 mil toneladas. Os volumes mantiveram-se inalterados em 385 mil toneladas para a Região Norte (onde estão Alta Floresta e Juína) e em 390 mil toneladas para a centro-norte (onde estão Lucas do Rio Verde e Sorriso).

Leilão de Pepro negocia 94% da oferta de milho

Esse foi o terceiro pregão da Conab neste ano para apoiar escoamento do cereal, que tem preços deprimidos pela perspectiva de uma segunda safra recorde no Brasil

(Leilão de Pepro negociou 94% da oferta de milho nesta terça, dia 13)
 
O leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro), realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça, dia 13, para conceder subvenção ao escoamento da safra de milho de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, vendeu 1,411 milhão toneladas em títulos, ou 94,08% da oferta de 1,5 milhão de toneladas. O deságio médio em relação aos valores de abertura foi de 20,23%, maior que os 10,12% do último pregão. A Conab concedeu R$ 69,541 milhões em prêmios.

É o terceiro pregão da Conab neste ano para apoiar o escoamento do cereal, que tem preços deprimidos pela perspectiva de uma segunda safra recorde no Brasil. O total de prêmio arrematado garante uma subvenção na venda do milho, que cobre a diferença entre o valor recebido e o preço mínimo de garantia, que é de R$ 13,02/saca em Mato Grosso e de R$ 17,46/saca em Mato Grosso do Sul e Goiás.

A maior disputa entre os participantes ocorreu para os títulos relativos a 325 mil toneladas ofertadas para o Centro-Sul (região onde estão Campo Novo do Parecis e Nova Mutum). O deságio foi de 58,73% em relação ao preço de abertura, com preço final de R$ 2,457/saca, superior ao do leilão na semana passada, quando o Pepro na região saiu a R$ 3,18/saca.

Os prêmios ofertados para apoiar a venda de 390 mil sacas de milho no centro-norte de Mato Grosso (região onde estão Lucas do Rio Verde e Sorriso) saíram a R$ 3,177/saca, com deságio de 22,73% sobre os preços de abertura (R$ 3,90/saca). No último leilão, o deságio na região havia sido de 5,29%.

Os prêmios para 385 mil toneladas ofertados para região Norte (onde estão Alta Floresta e Juína) finalizaram cotados a R$ 3,528/saca.

Na nova região incluída neste leilão, o nordeste de Mato Grosso, o deságio foi o menor do Estado, de 12,36% ante o preço de abertura, totalizando R$ 2,830/saca.

Em Mato Grosso do Sul e Goiás, não houve disputa pelos prêmios, que foram negociados pelo preço de abertura. Em Mato Grosso do Sul, foram comercializadas 83 mil toneladas em títulos, que correspondem a 83% do total ofertado. Em Goiás, produtores adquiriram 28,26 mil toneladas em títulos, ou 28,26% do total.

Rússia põe três unidades produtoras brasileiras sob controle rígido para exportar carne

Duas unidades de suínos e uma de carne bovina estão sob vigilância do serviço de fiscalização veterinária e fitossanitária do país

(Duas unidades de suínos e uma de carne bovina brasileiras estão na sob vigilância do serviço de fiscalização veterinária e fitossanitária da Rússia)
 
O serviço de fiscalização veterinária e fitossanitária da Rússia (Rosselkhoznadzor) colocou três unidades brasileiras produtoras de carne sob "controle rígido" para exportações desde a última sexta, dia 09. Segundo informações no site do órgão russo, são duas unidades de suínos - SIF 3681 (BRF de Uberlândia - MG) e SIF 490 (Seara de Seara - SC) - e a outra de carne bovina - SIF 3062 (Marfrig, ex-planta do Margen, de Rio Verde - GO).

Ainda no site, o Rosselkhoznadzor informou que exames laboratoriais revelaram a presença da bactéria "Listeria" em carne bovina congelada exportada da unidade da Minerva Foods, em Palmeiras de Goiás (GO) (SIF 431).

"Em 6 de junho, esta planta já tinha sido objeto de restrições temporárias também devido à detecção de Listeria. Decidiu-se informar o serviço veterinário brasileiro sobre os resultados dos testes de produtos expedidos antes da data em que foram impostas restrições temporárias", declarou o serviço.

 

Safra do alho deve ser 11% maior do que a de 2012

Apesar de a chuva ter prejudicado o plantio, Conab estima que a produção ultrapasse 120 toneladas

(Foram plantados 10 mil hectares do tempero)
 
A colheita de alho está começando, em todo o país foram plantados 10 mil hectares da raiz. Apesar de a chuva ter prejudicado o início do plantio, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a expectativa é que a produção ultrapasse a marca de 120 mil toneladas, 11% a mais do que no ano passado. Isso em função de mais investimento e aumento da área cultivada.

O Estado de Goiás produz 33% da produção de alho do Brasil. Na lavoura do gerente Nilvo Dalla Rosa, em Cristalina, a colheita já começou. Segundo ele, o clima atrapalhou o inicio do plantio e deve provocar uma pequena perda, mas que não irá comprometer a produtividade da fazenda.

– Esse ano nós plantamos 487 hectares, aumento de 50 hectares em relação ao ano passado. A expectativa de produção está entre 15 toneladas, 15 e meio por hectare – estima.

Para o presidente da Associação Nacional dos Produtores de Alho (Anapa), Rafael Cursino, esse crescimento foi impulsionado pela entrada de novos agricultores no mercado e pelos recursos disponibilizados pelo governo federal para o setor.

– Os produtores com acesso a crédito mais acessível, investiram em infraestrutura, em galpões, e em maquinas. Os produtores se animaram pelos anos que o alho vem tendo uma receita boa e aproveitaram também e aumentaram as áreas – disse Cursino.

Segundo a Associação, todo alho produzido no Brasil é consumido aqui mesmo. Mas ele tem perdido espaço para o alho Chinês, que é vendido a preços muito mais baratos. Para tentar proteger os agricultores brasileiros, desde 1996, o governo federal cobra uma taxa para importação do produto, que agora é de U$ 5,20 por  caixa de dez quilos. A medida antidumpping, que já foi renovada duas vezes, esta sendo negociada no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

– Nós estamos não só querendo renovar essa tarifa antdumpping, mas também pedindo para aumentar, pois o dumpping que a China pratica no mercado brasileiro não é de U$ 5,2, mas sim, de U$ 10 – ressalta.

Produtores de morango do Distrito Federal comemoram a boa expectativa para a colheita da fruta

Volume pode ultrapassar 7 milhões de toneladas e deve ser 30% superior ao de 2012

(Produtor estima produzir 250 mil caixas da fruta até dezembro)
 
Os produtores do Distrito Federal já começaram a colher a safra de morango, a sexta maior do país. A expectativa é que o volume seja 30% superior ao de 2012, ultrapassando mais de sete mil toneladas da fruta.

Na propriedade do produtor José Célio de Souza Berreza, familiares e funcionários estão a todo vapor para selecionar e embalar o morango que acaba de ser colhido. Até dezembro, eles devem produzir 250 mil caixas, que vão ser comercializadas no DF, em Goiás e na Bahia.

– Esse ano eu posso dizer que estou rindo a toa. A produção está muito boa. A minha expectativa esse ano de colheita vai ultrapassar, vai dobrar o que eu esperava – comemora o agricultor.

Parte do sucesso dos agricultores da região se deve ao clima seco e quente do cerrado, favorável a este tipo de cultivar, e as linhas de credito fornecidas pelo governo.

– Alguns produtores têm conseguido linhas de crédito e o poder aquisitivo também tem melhorado, fazendo com que invistam numa área maior de produção de morango – diz a engenheira agrônoma da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Magali de Ávila Fortes.

O produtor beneficiado pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Com o dinheiro do financiamento e o pagamento à vista das despesas do custeio, ele ampliou a área plantada de dois para quatro hectares.

– Esse crédito foi usado tanto para pagar os funcionários em dia, foi 30% que a gente deixou para os funcionários e 70% foi investido em muda no preparo do solo – disse o produtor.

O sucesso dos agricultores e a produtividade poderiam ser ainda maiores, se as mudas que hoje vem do Chile, fossem cultivadas na região.

– Essas mudas vem de longe, elas são judiadas, sofridas. A gente podia estar colhendo morango aqui, em 20 dias, já estar colhendo se essa muda fosse produzida aqui. Como ela vem de fora chega a 60, 90 dias para produzir – explica Berreza.

Mercado de reposição do boi gordo está em alta na maior parte do país, aponta Scot Consultoria

Em Goiás, o boi magro (12 arrobas) está cotado em R$ 1.160,00 a cabeça, alta semanal de 1,8%. Na média de todas as categorias, houve avanço de 1,1%

As valorizações que ocorreram no mercado de reposição do boi gordo em São Paulo, na última semana, se espalharam para quase todo o Brasil Central nos últimos dias, informou nesta segunda, dia 22, a Scot Consultoria. As recentes altas têm sido o principal fator para a boa demanda por animais de reposição. A pouca oferta e a boa procura também colaboraram para os preços firmes.

Em Goiás, o boi magro (12 arrobas) está cotado em R$ 1.160,00 a cabeça, alta semanal de 1,8%. Na média de todas as categorias pesquisadas, houve crescimento de 1,1%. Em Mato Grosso, os aumentos dos preços foram mais comedidos. Mesmo assim, na média das categorias, a valorização foi de 0,4%. Em São Paulo, o volume de negociações diminuiu. Houve resistência às compras nos preços mais altos, mas o mercado continua firme.

Caso o mercado do boi gordo siga em alta, a procura no mercado de reposição deve continuar aquecida, porém, os aumentos de preços podem diminuir o ritmo dos negócios. Segundo levantamento da Scot Consultoria, na sexta, dia 19, a referência para o boi gordo em São Paulo ficou estável em R$ 103,00 a arroba, à vista, e R$ 104,50 a arroba, a prazo.

Houve queda no mercado atacadista de carne com osso em função do período do mês, que geralmente é de vendas mais fracas.

Governo divulga Zoneamento Agrícola de Risco Climático para algodão, mamona, sorgo e melancia

Zoneamento é necessário para identificar os municípios aptos e os períodos de semeadura com menor risco climático para o cultivo das culturas nos Estados brasileiros

(Levantamento para melancia inclui Bahia, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul)
 
O zoneamento de risco climático para as culturas de algodão, mamona, sorgo granífero e melancia foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) de segunda, dia 15, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A orientação vale para a safra 2013/2014.

O estudo para a cultura de algodão abrange 11 Estados (Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Piauí, Paraná, Rondônia, São Paulo e Tocantins) e o Distrito Federal. Dependo do clima e da duração do ciclo, a precipitação pluvial deve ser de 700 milímetros a 1300 milímetros para o desenvolvimento do algodoeiro.

Em relação à mamona, o zoneamento refere-se aos Estados da Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. A faixa de temperatura ideal para a cultura situa-se entre 20ºC a 30ºC.

O levantamento para melancia inclui Bahia, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Os elementos climáticos de maior relevância para o cultivo da fruta em regime de sequeiro são temperatura, umidade relativa do ar, pluviosidade e fotoperíodo.

Quanto ao sorgo, além do Distrito Federal, foram analisados os estados da Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Piauí, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins. Boa parte dos materiais genéticos do sorgo requer temperaturas superiores a 21°C para um bom desenvolvimento, não suportando, normalmente, abaixo de 16°C. Temperaturas acima de 38°C também reduzem a produtividade.

O zoneamento agrícola é necessário para identificar os municípios aptos e os períodos de semeadura com menor risco climático para o cultivo das culturas nos Estados brasileiros. O levantamento é o principal instrumento utilizado pelo crédito e seguro rural, sendo utilizado para a seleção das áreas com maior aptidão para o cultivo de cada cultura e variedade, diminuindo os riscos devido a problemas climáticos.

Pesquisa da Embrapa busca soluções para combater Helicoverpa armigera

Além de atacar lavouras de algodão, milho e soja, a praga tem sido identificada em frutos de tomate, pimentão e quiabo, em diversas regiões do país

(Manejo inapropriado, com uso abusivo de agrotóxicos, foi um dos fatores que contribuíram para a crescente incidência da praga)
 
As lagartas do gênero Helicoverpa vêm provocando prejuízos significativos em várias culturas agrícolas em diferentes regiões brasileiras. Até pouco tempo, a Helicoverpa zea era a principal representante da subfamília Heliothinae e tida como praga secundária na horticultura. Ela ataca principalmente a ponta da espiga do milho, a maçã do algodoeiro ou os frutos do tomateiro, porém, sem causar perdas na produção, haja vista, a ação efetiva de inimigos naturais. Em algumas situações, como final da safra de milho ou do algodão a praga se deslocava das lavouras velhas e restos culturais para os cultivos de hortaliças, principalmente de tomateiro, ocasionando o broqueamento de frutos já em fase avançada de desenvolvimento.

>> Confira o Manejo Integrado de Pragas (MIP) Emergencial da Helicoverpa, elaborado pela Embrapa
No entanto, recentemente foi confirmada a ocorrência de Helicoverpa armigera no país. Os primeiros focos dessa nova praga foram registrados em 2011 no oeste baiano, com altas infestações em lavouras de algodoeiro, soja, feijão e milho. Agora, essa praga já pode ser encontrada em várias localidades de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e do Distrito Federal, atacando inclusive frutos de tomate, pimentão e quiabo.

A armigera preocupa a cadeia produtiva do tomateiro em seus diferentes segmentos (tomate tutorado para mesa, tomate rasteiro para processamento industrial e produção orgânica), uma vez que se mostra muito mais agressiva que H. zea (lagarta-da-espiga do milho) e as lagartas do complexo Spodoptera (lagarta militar) é polífaga (se alimenta de diversas espécies vegetais cultivadas e silvestres), pode se adaptar a diferentes condições ambientais e não é facilmente controlada com inseticidas químicos sintéticos.

A distinção entre H. armigera e H. zea, com base tanto nas mariposas adultas como nas lagartas, é muito difícil a olho nu e requer conhecimentos muito específicos de suas estruturas reprodutivas para confirmação da espécie. No momento, o uso de ferramentas de biologia molecular mostra-se indispensável para tal tarefa.

Com o objetivo de desenvolver ações conjuntas, com base na cadeia de produtos mais vulneráveis à H. armigera, pesquisadores da área de entomologia de algumas Unidades da Embrapa formaram uma linha de frente para o enfrentamento do problema. As Unidades Hortaliças (Brasília-DF), Cerrados (Planaltina-DF), Soja (Londrina-PR) e Algodão (Campina Grande-PB) estão atuando de forma integrada e com a perspectiva de identificar pontos em comum, visando o compartilhamento de estratégias e experiências de manejo da praga-alvo nas respectivas culturas trabalhadas pelas unidades nas diversas regiões brasileiras.

As discussões tiveram como base o documento "Ações emergenciais propostas pela Embrapa para o manejo integrado da Helicoverpa spp.", formulado a partir do encontro entre entomologistas da empresa de pesquisa e representantes de produtores e instituições ligadas ao setor produtivo.

A Embrapa considera que o aumento das populações de lagartas do gênero Helicoverpa, principalmente o crescimento abusivo reportado na Bahia, e consequentes prejuízos aos sistemas de produção foram ocasionados por um processo cumulativo de práticas de cultivo inadequadas. O plantio sucessivo de espécies vegetais hospedeiras (milho, soja e algodão) em áreas muito extensas e contíguas, junto com um manejo inapropriado com uso abusivo dos agrotóxicos (http://www.embrapa.br/alerta-helicoverpa/), associado a condições climáticas favoráveis estão entre as principais causas desse desequilíbrio ecológico. Isso também parece ocorrer em várias outras regiões onde tal praga agora chama a atenção de produtores e consultores técnicos.

O grupo de pesquisadores da Embrapa, que vem acompanhando e articulando ações relacionadas ao enfrentamento da H. armigera, esteve reunido nos dias 12 e 13 de junho para a troca de experiências e a proposição de táticas de controle desta praga dentro da filosofia do manejo integrado de pragas (MIP), as quais poderão respaldar em breve os trabalhos de elaboração de um programa nacional de manejo da Helicoverpa.

Com relação ao desenvolvido pela Embrapa Hortaliças, o pesquisador Miguel Michereff Filho informou que uma das primeiras ações envolveu o levantamento da situação da tomaticultura na região do Distrito Federal e de Goiás. Os resultados não foram nem um pouco animadores, principalmente para os produtores de tomate de mesa.

– Como nesse setor qualquer dano reduz o valor de venda, a infestação vem provocando grandes prejuízos, que podem ser atribuídos, em boa parte, à falta de informações técnico-científicas e de manejo adequado desta nova praga por cerca de 80% dos produtores – registrou Miguel.

No Brasil, ainda não há inseticidas registrados para a H. armigera na cultura do tomateiro, o que torna a convivência e o manejo desta praga ainda mais crítica para as próximas safras, principalmente em Goiás. Apesar disso, há grande expectativa no desenvolvimento tecnológico na área de controle biológico, envolvendo o emprego da vespinha parasitoide de ovos (Trichograma spp.), de inseticidas biológicos a base da bactéria Bacillus thuringiensis (produtos com mistura das subespécies kurstaki e azawai) ou à base de vírus que matam lagartas, os quais poderão ser utilizados tanto na produção convencional como na orgânica. Portanto, o uso de inseticidas seletivos em favor dos inimigos naturais será indispensável para o sucesso no controle da praga. Outro grande reforço para a implementação das táticas de controle é o monitoramento de adultos (mariposas machos) de H. armigera pelo emprego de armadilhas iscadas com feromônio sexual sintético (produto ainda não registrado no Brasil).

A nova tecnologia reduzirá as dificuldades encontradas pelos produtores com o uso de armadilhas luminosas (fontes de energia elétrica no campo, influência da lua cheia na atração das mariposas e confusão na identificação dos insetos descamados) e permitirá que medidas de controle (inseticidas químicos, biológicos e parasitoides de ovos) sejam utilizadas de forma mais efetiva contra a praga. Soluções técnicas existem e o problema gerado pela H. armigera na agricultura brasileira poderá ser resolvido nos próximos anos, desde que haja o empenho de toda a sociedade.

Empresa disponibiliza nova safra de touros reprodutores montana

Nova seleção tem foco no ganho de peso

(Esta é a primeira safra de touros após a mudança na nova fórmula de seleção genética)

O Programa Montana, da CFM - Leachman Pecuária Ltda, colocou uma nova safra de touros montana no mercado neste mês de julho. São 1.200 reprodutores avaliados pelo rigoroso programa de seleção do Composto Tropical Montana, de São José do Rio Preto, em São Paulo, que passou por modificações, tornando a análise ainda mais sólida. Os animais estarão disponíveis para venda nas fazendas de todos os parceiros, localizadas no norte do Uruguai, Rio Grande do Sul, Goiás, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

De acordo com a gerente de operações do Programa Montana, Gabriela Giacomini, esta é a primeira safra de touros após a mudança na nova fórmula do Índice Montana, principal ferramenta de seleção genética utilizada pelo programa. Com a mudança, o Índice Montana passa a ter a seguinte fórmula: 20%(DEP de Peso à Desmama) + 20%(DEP de Ganho de Peso) + 30%(DEP de Peso ao Sobreano) + 20%(DEP de Músculo) + 10%(DEP de Circunferência Escrotal).

– Após 19 anos de seleção, passamos por uma atualização natural, que nos rendeu uma avaliação mais moderna, voltada ainda mais à obtenção de animais especializados em ganho de peso, sem abrir mão de fertilidade e precocidade – destaca Gabriela.

Além da hetorose – fenômeno genético que ocorre quando animais geneticamente distantes se cruzam – e da rusticidade, o Programa Montana possui o Certificado Especial de Identificação e Produção (Ceip), emitido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para programas com verdadeiro avanço genético. De acordo com as regras do Ceip, apenas os 23% melhores animais podem ser comercializados como touros.

Brasil precisará importar 200 mil toneladas de feijão até outubro, diz ministro da Agricultura

De acordo com Antônio Andrade, poucos países têm condições de vender o produto ao Brasil, 

(A quebra da safra de feijão no Brasil se deve à seca)
 
Com a redução a zero da alíquota de importação do feijão, o governo federal pretende importar 200 mil toneladas até o fim de outubro, segundo o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade. O feijão-branco não está incluído nessa lista.

De acordo com o ministro, poucos países têm condições de vender o produto ao Brasil, além da Argentina, China e do México.

– Há dificuldades porque o feijão está mais para hortifrutigranjeiro. Não dá para estocar, porque perde qualidade. Devemos importar 112 mil toneladas, mas precisamos de 200 mil.

Na próxima quinta-feira, dia 27, ele se reunirá com secretários de quatro Estados produtores – Bahia, Goiás, Minas Gerais, além do Distrito Federal – para estudar medidas de incentivo à produção.

A quebra da safra de feijão no Brasil se deve à seca que atingiu principalmente o Nordeste – em especial o oeste da Bahia –  e Minas Gerais.

– O problema do feijão sempre foi cíclico. Variação do preço muito alto. O ideal é que vá direto da lavoura para a panela

Andrade fez as declarações antes de participar da reunião do Conselho Nacional de Política Energética, no Ministério de Minas e Energia.