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Quase metade da área de Cachoeira é de lavouras

Estimativa do IBGE diz que são 33 produtos cultivados em larga escala em 178.228 hectares

Estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que 47,71% do território de Cachoeira do Sul é ocupado por lavouras.

Conforme a projeção feita com base em dados oficiais do mês de julho, são 178.228 hectares de plantações em larga escala, área em que 33 produtos são cultivados.

A soja - a líder em área plantada no município - ocupa 127 mil hectares, o correspondente a 71,26% da terra ocupada pela agricultura em Cachoeira.

Segunda maior plantadora de soja do Rio Grande do Sul (em área), a cidade perde apenas para Tupaciretã, onde são cultivados 142 mil hectares do produto.

O arroz, que por décadas foi a principal cultura agrícola de Cachoeira, hoje está em segundo lugar em área plantada na cidade.

São 32.950 hectares de lavouras do cereal, apenas 25% da extensão de terra dedicada ao cultivo da soja.

O trigo, com 10 mil hectares, é a terceira maior cultura agrícola de Cachoeira, seguido do milho, da mandioca e do fumo.

Com a economia baseada no setor primário, Cachoeira tem o sétimo maior valor adicionado bruto (VAB) agrícola do Rio Grande do Sul, indicador que considera o quanto é acrescido ao preço de um produto in natura após o beneficiamento.

O VAB é o principal balizador do repasse de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) para os municípios gaúchos.

ATENÇÃO

O território de Cachoeira do Sul tem 3.735,16 quilômetros quadrados, sendo 1.782,28 ocupados por plantações, o que corresponde a 47,71% da área total do município.

PARA SABER MAIS

O mapa das lavouras de Cachoeira

PRODUTO - ÁREA PLANTADA (em hectares)

Soja -  127.000
Arroz -  32.950
Trigo - 10.000
Milho - 5.000
Mandioca - 800
Fumo - 635
Noz  - 610
Colza - 400
Cevada - 300
Feijão preto - 212
Laranja - 72
Bergamota - 41
Cana de açúcar - 30
Sorgo - 30
Pêssego - 28
Batata doce - 20
Azeitona - 12
Limão  - 10
Melancia  -10
Figo - 9
Uva - 8
Cebola - 8
Goiaba - 7
Pera - 6
Abacate - 5
Batata inglesa - 5
Banana  -4
Amendoim - 4
Melão - 3
Tomate - 3
Caqui - 2
Maçã  -2
Alho - 2

TOTAL - 178.228

Colheita de bergamota no Vale do Caí (RS) deve ser 25% inferior à média anual da região

Safra deste ano deve ser melhor, mas o valor pago aos agricultores ainda não está cobrindo os custos de produção

(Valor pago ao produtor se mantém o mesmo do ano passado)

A maior região produtora de bergamotas do Rio Grande do Sul deu início à fase de colheita da fruta, conhecida como mexerica ou tangerina em outras regiões do país. A safra deve ser melhor que a do ano passado, mas ainda distante de alcançar a expectativa dos produtores de conseguir maior rentabilidade. Nesta safra, o Vale do Caí  deve colher 25% a menos do que a média anual da região, que é de 140 mil toneladas.

No mesmo período do ano passado, os produtores  colheram apenas 100 mil toneladas. As perdas aconteceram por causa do frio extremo. Muitos agricultores tiveram prejuízos de até 100% nos pomares.

Na safra passada, a geada levou para o mercado uma fruta de qualidade inferior.. O consumidor comprou menos. O resultado foi um preço menor pago ao produtor, em média, R$ 0,70 o quilo. O valor se mantém o mesmo neste ano e, segundo os citricultores, não está cobrindo os custos de produção.

– De la para cá, o custo da fruta aumentou e a gente continua recebendo a mesma média – diz o produtor rural Leandro Gerhardt.

Agora, a expectativa de ganhos melhores se concentra nas cultivares tardias, como a bergamota montenegrina, que começa a ser colhida dentro de um mês.

– A montenegrina  dá mais trabalho para cultivar, mas a gente pretende ter um ganho maior – acrescenta o produtor.