Mostrando postagens com marcador Leite. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Leite. Mostrar todas as postagens

Esterco tratado vira fertilizante e evita contaminação de nascentes de água

Vacas leiteiras produzem até 45 quilos de esterco por dia em Tomazina, norte do Paraná. Esterqueira recomendada pela Emater pode evitar contaminação e produzir fertilizante a partir do esterco.


Esterco de vaca é um assunto que muita gente acha desagradável, mas o pior mesmo é não falar disso porque, ainda hoje, tem fazenda e sítio que despejam todo o esterco do rebanho na natureza, poluindo o solo e a água. No Paraná, uma tecnologia simples está ajudando criadores a lidar com esse problema.
Tomazina, no norte do Paraná, é um lugar cercado de montanha que produzem cenários dignos de cartão postal. Muitos cursos d’água que formam a bacia do rio nascem nas área mais altas do município, como o bairro da Barra Mansa.
Essa região do município concentra a maior bacia leiteira de Tomazina. Em uma área de pouco mais de 120 hectares, existem perto de 1300 vacas, que produzem por dia 16 mil litros de leite.  São cerca de 12 litros por vaca. Mas tem algo que elas produzem muito mais: resíduo. Uma vaca de leite produz por dia mais de 45 quilos de esterco e urina. Se o animal fica no pasto, o material vai sendo espalhado conforme ele anda, se degrada aos poucos e acaba virando adubo.
Mas quando as vacas estão confinadas, fezes e urina se acumulam no chão da instalação, como explica o agrônomo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Alfredo Alemão:
“Nesse momento em que elas estão, é o momento em que elas acabam defecando mais. Porque estão se alimentando, já ativa o intestino e elas acabam defecando mais aqui. Assim como também é o momento da ordenha. Ela acaba sendo estimulada a defecar. Então, nesse momento acumula mais”.
Para manter a higiene e evitar doenças, o lugar tem que ser lavado, pelo menos, uma vez por dia. A água misturada com urina e com o próprio esterco cria o chorume. E é aí que começam os problemas. Se o chorume que sai do curral vai direto para o ambiente, pode contaminar o solo e, especialmente, a água.
Esterco é matéria orgânica que, na água, rouba o oxigênio dela para sua decomposição. Roubando oxigênio, ele mata a vida que existe naquela água, ou seja, mata peixes. 
O chorume que fica depositado diretamente sobre o solo sem nenhuma proteção e não é escorrido, infiltra. Aí chorume infiltrado vai atingir o lençol freático. Se estiver muito próximo a uma lâmina d’água, significa que o lençol freático é raso. Então, isso atinge rapidamente o lençol freático e vai contaminar não só as águas de lá, como qualquer água de nascente ou outra coisa que tiver sendo abastecida por esse lençol.
Esterqueira é solução
Além da contaminação ambiental, o chorume sem tratamento atrai moscas e outros insetos que incomodam o gado e podem transmitir doenças para animais e pessoas.

Para conter o problema, o governo do Paraná criou um programa para construção de esterqueiras modernas e tecnicamente corretas.
A esterqueira é uma estrutura bem simples: um buraco escavado no chão, cujo tamanho depende do número de animais da propriedade. O diferencial está no material usado para fazer a impermeabilização, que impede que o chorume passe para o solo e para o lençol freático.
A geomembrana é um tipo de plástico que tem alta resistência tanto a agentes físicos como químicos. Ela é resistente à ação do tempo, e recebe um tratamento com uma substância que faz com que ela fique resistente à ação dos raios de sol. São 5 anos de garantia da empresa.
A geomembrana recomendada pela Emater deve ter 0,8 mm de espessura. Assim, fica mais maleável na hora de revestir o buraco, mas ao mesmo tempo tem resistência suficiente para impedir a infiltração do chorume.
Chorume vira fertilizante
Acumulado na esterqueira, o chorume deixa de ser problema e vira um benefício pro criador.  É que esse material pode ser usado como fertilizante. Mas para isso, tem que ser bem manejado. Uma vez por semana, o chorume tem que ser revolvido e bem misturado.

São fases diferentes. Se você deixar parado vai acontecer uma decantação. Parte do produto vai pro fundo, outra parte flutua, e fica uma camada líquida no meio. Então, essa agitação é feita para que você tenha um revolvimento disso tudo e, ao mesmo tempo, permite a entrada de oxigênio. A entrada de oxigênio no material permite uma melhor decomposição dele.
Bem manejado, o chorume pode ser usado na adubação das lavouras de milho, para produção de silagem, e também na nutrição das pastagens.
Quando o gado ingere a ração, ele não absorve todos os nutrientes que ela possui. Então, as fezes do gado têm uma alta quantidade de elementos que são nutrientes para o solo. Tem uma quantidade grande de nitrogênio, de potássio, de fósforo e de outros elementos, além de uma quantidade grande de microflora e dos micro-organismos que melhoram a estrutura do solo.
O programa da Emater construiu 25 esterqueiras em 3 comunidades de Tomazina. O projeto já ganhou vários prêmios por causa dos benefícios que traz para o meio ambiente. O Rio das Cinzas, que recebe muita água dessa região, agradece.
Fonte: G1 Agro

Parmalat interrompe negociações para compra de empresa de lácteos brasileira

Em nota, empresa informou que as condições para completar essa transação não poderiam ser satisfeitas

A italiana Parmalat, empresa de lácteos controlada pela francesa Lactalis, informou, em comunicado ao mercado, que decidiu não prosseguir com as negociações para a aquisição da LBR Lácteos Brasil, "porque atualmente as condições para completar essa transação não podem ser satisfeitas".

Estava prevista para esta segunda-feira, 16, que a gestão da LBR informaria aos credores a situação na qual as negociações LBR-Lactalis se encontraria. A medida foi solicitada primeiramente pelo credor Banco Sicredi na assembleia de credores no último dia 29. O objetivo era que todos os credores estivessem devidamente informados e preparados para a assembleia do dia 30.

A transação entre a LBR e a Lactalis ocorreria via transferência de controle à empresa francesa por meio de aumento de capital. Fontes ainda comentaram que, se o negócio fosse concluído, seria uma boa solução para a companhia, com perspectivas positivas para seus atuais credores. A Lactalis começou a produzir no País em julho, após a compra da fabricante de queijos gourmet Balkis. 

Uso de tecnologia é chave para melhorar a produtividade do leite

No Triângulo Mineiro, produtores utilizam chip que controla alimentação de bezerros

(Segundo produtor, com o uso da tecnologia, as bezerras tendem a emprenhar mais rápido e, consequentemente, vão produzir leite mais rápido)
 
Novidades tecnológicas têm contribuindo para o aumento da produção de leite no Triângulo Mineiro. O alimentador de bezerro é novidade na região. Com um chip preso no pescoço do animal, é possível fazer a sua identificação. Uma máquina libera o leite mantido a 36 graus, uma quantidade é liberada a cada duas horas, de acordo com a fase do animal. O produtor de leite, Eire Enio de Freitas, diz que o investimento de R$ 140 mil atende 200 bezerros.

– O investimento foi um pouco alto, mas por outro lado, cai o uso de medicamento. Menos animais morrem. As bezerras tendem a emprenhar mais rápido e, consequentemente, vão produzir leite mais rápido. Hoje, o que está salvando é a tecnologia – destaca o produtor.

Especialistas apontam que o mercado de leite deve continuar comprador, e que o Brasil é o único país no mundo que pode melhorar a qualidade e a eficiência da produção a pasto. Os novos projetos já nascem viáveis, com investimentos sociais, ambientais, e manejo profissional. O mercado trabalhou numa crescente, o preço subiu R$ 0,15 em média, no primeiro semestre. Na região do Triângulo Mineiro, a produção cresceu 15%. 

Na propriedade do zootecnista Henrique Milagres Rafael, a quantidade e a qualidade do leite possibilitaram um incremento no preço acima da média, que pode passar de R$ 1,20 pelo litro. Henrique conta que, no ano passado, nesta mesma época, o valor era de R$ 0,97. O custo segue em R$ 0,82 por causa da eficiência. Um projeto novo que recebeu investimento de R$ 2,3 milhões começou em abril do ano passado e, hoje, está com 400 vacas em lactação produzindo sete mil litros dia.

– Não com sua capacidade máxima, tirando em média 4,2 mil litros por dia, nós fechamos 33 mil litros por hectare ano. Uma média de rendimento econômico de R$ 3,3 mil por hectare ano, mostrando que nossa atividade leiteira é extremamente rentável quando levada a sério – destaca.

Henrique explica que o segredo está no planejamento e na gestão. Segundo ele, 65 hectares de pastagem é rotacionada para atender todo rebanho nas águas, e confinamento com estrutura simples para abrigar os animais durante a seca.

 – Com o rebanho que nós temos hoje, dá para fazer um novo rebanho e se consolidar daqui a 4 ou 5 anos. Para ter outro projeto e conseguir produzir 25 a 30 mil litros por dia.

Um curso do Serviço Nacional da Aprendizagem Rural (Senar), sobre manejo na produção de leite, estimula e profissionaliza os trabalhadores. A mão-de-obra faz a diferença na atividade que tem uma das menores margens de lucro e trabalho dobrado.

– Leite é uma atividade que você calcula em décimo de centavos. É diferente de qualquer outra atividade do meio rural, além de gerar um volume de trabalho muito grande. Na minha opinião, talvez seja uma das atividades no meio rural que mais exige dedicação do produtor. A gestão é fundamento para economizar tempo e garantir um bom treinamento das pessoas envolvidas no trabalho e para alcançar esta eficiência – disse Rafael Paiva Izidoro, Senar Gado e Leite.

Produção global de ração deve crescer até 2% em 2013

Aumento deve ser influenciado pelo bom desempenho de segmentos de bovinos de leite e aquicultura

(Expectativa é de crescimento do setor de proteína animal, o que puxaria a demanda por ração)
 
A produção global de ração deve crescer entre 1% e 2% este ano, influenciada pelo bom desempenho de segmentos de bovinos de leite e aquicultura, projetou nesta quarta, dia 28, o presidente da Federação Internacional da Indústria de Ração (Ifif, na sigla em inglês), Mario Cutait, no Salão Internacional de Avicultura, em São Paulo.

Segundo Cutait, a expectativa é de crescimento do setor de proteína animal, o que puxaria a demanda por ração.

– Temos certeza de que vamos produzir mais. Agora o que precisamos é de avanços em questões regulatórias. Nós estamos fazendo um trabalho de harmonização regulatória global, e precisamos de uma participação maior do Brasil – salientou.

Segundo ele, os custos de produção estão mais favoráveis do que em anos anteriores.

– Os preços do milho e da soja aparentemente estão se acalmando – destacou.

Para Cutait, é muito cedo para avaliar se a valorização recente dos grãos, por causa do clima seco e quente em regiões produtoras dos Estados Unidos, representa uma mudança de tendência.

– Ninguém toma decisão de estratégia em virtude da mudança de nível de preço de uma semana ou de um mês. O que se pode dizer é que hoje temos um cenário melhor de preços e custos para o setor de ração – assinalou.

A indústria de proteína ainda deve demorar para se recuperar totalmente dos prejuízos dos últimos dois anos com a elevação dos preços das commodities. Sobre o câmbio, ele destacou que as consequências da valorização do dólar ante as principais moedas ainda são incertas.

– Temos que esperar estabilizar isso, por enquanto há muita turbulência, é difícil ver quem é mais afetado em termos de países e ingredientes. O que nos preocupa muito é a inflação dos alimentos, porque muitos países estão com seu poder aquisitivo cortado – disse.

Na avaliação de Cutait, o cenário de demanda até o fim do ano é favorável.

– A gente vê a Europa e os EUA se estabilizando, e a China com crescimento menor, mas crescendo. A América Latina também cresce – assinalou.

Para o coordenador de inteligência de mercado da Associação das Indústrias de Alimentação Animal da América Latina e do Caribe (FeedLatina), Marcel Joineau, o mercado de ração latino-americano tem uma base interna de consumo forte, o que deve compensar em parte a frágil retomada do crescimento global.

– Este ano não deve ser muito diferente do ano passado. Projetamos um crescimento de 1% até 3%, dependendo da economia como um todo – apontou.

De acordo com a Feedlatina, em 2012, a produção de ração da América Latina (incluindo dados de México, Caribe, Américas Central e do Sul) totalizou 138 milhões de toneladas. Conforme Joineau, o México deve reduzir a produção de frangos este ano e importar mais, mas essa demanda pode ser atendida em parte pelo Brasil. Ele salientou, ainda, que as tendências de crescimento populacional e aumento do poder aquisitivo em mercados emergentes são benéficas para a indústria de ração latino-americana.

– A América Latina tem de se preparar cada vez mais para externar essa produção e atender ao aumento de demanda mundial – disse.

Regulação

Durante o painel Regulatórios de Insumos para Rações, realizado na manhã desta quarta foram debatidas legislações para insumos e rações no Brasil e na América Latina. A diretora executiva da Feedlatina, Flavia Ferreira de Castro, ressaltou a importância da participação da indústria latino-americana do Programa Feed and Food Seguro Latinoamerica. Ela assinalou que a harmonização de procedimentos regulatórios entre os países da região é fundamental para aumentar o fluxo de comércio.

Cabanha de Farroupilha ganha pelo terceiro ano consecutivo e festeja com banho de leite

Vaca Cometa produziu um total de 75.006 litros e assegurou o título em 2013

(Banho de leite já é a comemoração tradicional na vitória do Concurso Leiteiro) 
 
Há três anos seguidos, a Granja Tang, de Farroupilha, leva o título de campeã no Concurso Leiteiro da Raça Holandesa da Expointer. A vaca Cometa, na categoria Adulta, produziu um total de 75.006 litros e assegurou o título em 2013.

Conforme o proprietário, Marco Tang, que comemorou com o tradicional banho de leite, a vaca de seis anos de idade produz, em média, 80 litros diários.

– Nos primeiros dias do evento ela ultrapassou a marca. Hoje foi um pouco menos – comenta.

Integrante da Associação dos Criadores de Gado Holandês do RS (Gadolando), ele comemora, a conquista.

– Temos um troféu que era itinerante. Porém, estava previsto que quem vencesse três concursos seguidos da Expointer, com a maior produção de leite, fosse vaca adulta ou jovem, ficaria com o troféu em definitivo. É algo que não ocorria há uns vinte anos – relata.

Tang salienta que a vaca, já com quatro crias efetivadas, deve diminuir o ritmo de produção. Em sua propriedade, ele administra cerca de 50 vacas em lactação, com uma produção média de 38 litros ao dia cada uma. Em 2011, o produtor venceu com a vaca Ariana e, ano passado, com Anita.

Para alcançar o resultado, o concurso realiza cinco ordenhas.  As duas melhores são eliminadas e as três restantes são somadas. Na categoria Jovem, a vaca campeã foi a representante da Cabanha Rotili Rodrigues (lote 2230), de Santo Augusto, com um total de 57.614 litros entre as três menores ordenhas.

Produtores cooperativistas vão se reunir na Expointer para o Dia do Leite

Evento ocorrerá na próxima quinta-feira e terá assinatura de convênios e termos de cooperação 

(Evento na próxima quinta-feira deverá reunir 500 produtores vinculados a cooperativas do setor)
 
A 36ª edição da Expointer sediará dois eventos relacionados à cadeia do leite. Um deles é o Dia do Leite na Expointer, que ocorre na quinta-feira, dia 29. Nessa data, será realizado o evento  "Um novo tempo para a cadeia do leite", que deverá reunir 500 produtores vinculados a cooperativas do setor.

Na programação do evento, estão a assinatura de convênios, termos de cooperação e termos de adesão ao Programa Mais Leite de Qualidade e a assinatura de protocolos de adesão, de 13 municípios ao Programa Estadual de Controle e Erradicação da Tuberculose e Brucelose Bovídea (Procetube).

No quarta-feira, dia 28, a Câmara Setorial do Leite também participa de um evento que reúne as cadeias produtivas do leite, da carne e da vitivinicultura. O encontro será realizado às 14h, no auditório da Secretaria da Agricultura no Parque Assis Brasil, em conjunto com os Institutos Nacionais do Leite, da Carne e da Vitivinicultura do Uruguai (Inale, Inac e Inav) e com a presença do ministro da Agricultura daquele país, Tabaré Aguerre.

A 36ª edição da Expointer vai até o dia 1º de setembro.

Ministério Público gaúcho pede informações sobre recall de leite da marca Pavlat

Ministério da Agricultura informou que o produto pode ter sido fraudado, com adição de substâncias como clorito, sacarose e citrato

(Produto apresentava resultado desconforme para o parâmetro FQ 043)
 
A Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Porto Alegre remeteu, na última sexta, dia 16, um ofício à empresa WK Alimentos do Brasil Ltda., localizada em Paverama, solicitando informações sobre notícia de recall em leite UHT integral, marca Pavlat, com fabricação datada em 4 de julho de 2013 e validade em 4 de novembro do mesmo ano, Lote 17C1.

O Ministério Público gaúcho tomou conhecimento através de informação do Ministério da Agricultura de que o produto apresentava resultado desconforme para o parâmetro FQ 043 - Índice Crioscópico. Tal resultado pode indicar possível fraude no produto pela adição de produtos como clorito, sacarose e citrato, por exemplo, com o intuito de mascarar a possível adição de água.

O Ministério da Agricultura determinou o sequestro cautelar de toda a produção referente ao leite cru impróprio e a imediata realização de recall dos lotes de produtos que já tinham sido expedidos ao mercado de consumo.

A Promotoria também solicitou informações à Delegacia de Polícia de Dom Pedrito e à própria empresa WK sobre uma consumidora daquele município que teria ingerido leite com possível presença de água sanitária.

Em maio deste ano, o Ministério Público Estadual desencadeou a Operação Leite Compen$ado, que denunciou a adulteração no leite com formol, ureia e água contaminada. O esquema pode ter adulterado até 100 milhões de litros de leite em 12 meses. A Pavlat não estava entre as marcas que tiveram lotes retirados do comércio.

Embrapa cria tecnologia para detectar adulteração de alimentos por meio de ressonância magnética

Pesquisador espera que aparelho esteja disponível em até dois anos para o consumidor

(Tecnologia de ressonância magnética já possibilita identificar a quantidade de açúcar em uma fruta)
 
A tecnologia de ressonância magnética que permite o diagnóstico de diversos tipos de traumas e doenças também já possibilita identificar a quantidade de açúcar em uma fruta ou se um alimento, como o leite, foi adulterado. A partir da inovação, o consumidor poderá saber se uma fruta está doce ou azeda sem precisar experimentar o produto antes de levar para casa.

O equipamento foi desenvolvido por pesquisadores da Embrapa Instrumentação, em São Carlos, e permite analisar de forma rápida e sem destruir ou estragar os alimentos e até mesmo identificar se sucos de frutas, leite e azeite estão adulterados. De acordo com o criador do aparelho, o bioquímico Luiz Alberto Colnago, a ressonância magnética nuclear pode ser usada em supermercados para garantir a qualidade do produto ao consumidor.

– Se a gente for a um supermercado, frutas, nozes, queijos, qualquer material desses pode ser analisado. E também aqueles alimentos embalados em plástico ou vidro – afirma Colnago.

O aparelho funciona medindo a composição química de um alimento. O equipamento também pode ser ajustado para avaliar o teor de álcool no vinho ou o de gordura em sementes de amendoim ou carnes e embutidos.

A limitação da tecnologia são os pacotes metálicos, latas e embalagens tetra pak, que impedem a leitura do conteúdo do alimento. A análise dos alimentos é feita de forma contínua, em um equipamento semelhante a uma esteira, o que possibilita certificar a qualidade de uma grande quantidade de produtos ao mesmo tempo.

Uma empresa argentina, parceira da Embrapa, patenteou parte da invenção do equipamento. De acordo com o pesquisador, em até dois anos a tecnologia pode estar disponível diretamente ao consumidor e, assim, evitar que produtos falsificados ou sem qualidade sejam comercializados.

Sebrae de Santa Catarina ensina produtores de leite a se tornarem mais competitivos

Brasil é um dos países com o maior custo de produção por unidade de leite, o que o deixa pouco competitivo no mercado internacional

(Meta do Brasil é aumentar em 70% a produção de leite nacional em 10 anos)
 
O Brasil é o quarto maior produtor de leite do mundo. Para superar essa colocação, o país precisa aumentar a competitividade e reduzir os custos de produção. A meta é aumentar em 70% a produção de leite nacional em 10 anos, chegando a 57,6 bilhões de litros de leite em 2023.

Os produtores estão passando por um ótimo período na atividade leiteira, com valores pagos próximos a R$ 1 por litro, o que é suficiente para cobrir com folga o custo de produção de muitas propriedades. Mas, ainda há produtores que estão em dificuldades e, mesmo com altos preços pagos, têm baixa margem de lucro. Para auxiliar os produtores a se tornarem mais competitivos, o Sistema de Inteligência Setorial (SIS), um projeto do Sebrae/SC, desenvolveu um relatório com os principais componentes do custo do litro de leite, trazendo ações que podem ser tomadas para baratear esse alimento e possibilitar maiores ganhos.

O preço alto pago ao produtor é reflexo da baixa produção de leite no campo, devido à entressafra, ocasionando baixa oferta de leite às indústrias, o que aumenta a disputa entre os laticínios que pagam mais pelo litro. Internacionalmente, a produção de leite do maior exportador do mundo, a Nova Zelândia, foi afetada por uma forte seca, o que ocasionou uma intensa redução da oferta de leite no mercado internacional, puxando os preços para cima.

– O Brasil é um dos países com o maior custo de produção por unidade de leite, o que significa que somos pouco competitivos no mercado internacional de lácteos. Mas existem ações que os empresários podem realizar para baixar os custos e medidas que o país pode adotar para ser um exportador – destaca Marcondes da Silva Cândido, gerente da unidade de Gestão Estratégica do Sebrae/SC.

O primeiro passo é fazer uma análise dos custos da empresa, identificando os pontos fortes e as deficiências dos resultados técnicos e econômicos, para, então, agir e solucionar os problemas da atividade leiteira. Para que se obtenha um resultado real da atividade, é preciso analisar a área total de terra, a área utilizada para a produção, máquinas, equipamentos, construções, mão de obra, preço do leite e dos insumos, número de vacas, índices técnicos e econômicos e, principalmente, a disponibilidade de forragens.

Os custos são divididos em fixos (gastos com estrutura, impostos, seguro, manutenção e mão de obra) e variáveis (aqueles que aumentam ou diminuem conforme a variação do rebanho e da produção de leite).

Quando a receita da venda do produto cobre todos os custos, a empresa leiteira é estável, está crescendo e pode investir com segurança. Se a receita cobre apenas os custos variáveis, a empresa tende a sustentar-se apenas em médio prazo e, muitas vezes, inicia a descapitalização da propriedade.

Para baixar os custos de produção, é fundamental depender pouco de insumos externos à empresa rural.
– Só haverá lucro se a diferença entre o preço de venda e os custos totais, que são a soma dos custos fixos mais os variáveis, for positiva – explica Marcondes da Silva Cândido.

Setor de leite é contra intenção da Fazenda de zerar Tarifa Externa de Comércio Exterior

Medida é estudada pelo governo para conter o impacto da alta de preços na inflação

(Na opinião do presidente da Subleite, o fim da taxação do leite importado seria apenas um paliativo 
para conter a inflação e provocaria uma séria crise para os produtores)
 
Os parlamentares da Subcomissão do Leite (Subleite) da Câmara dos Deputados, acompanhados de representantes do setor leiteiro, se reuniram nesta terça, dia 6, com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dyogo Oliveira, para se posicionar contra a isenção da Tarifa Externa de Comércio Exterior (TEC) na importação de produtos lácteos. A medida é estudada pelo governo para conter o impacto da alta de preços na inflação.

Na opinião do presidente da Subleite, deputado federal Alceu Moreira (PMDB/RS), o fim da taxação do leite importado seria apenas um paliativo para conter a inflação e provocaria uma séria crise para os produtores, "visto que o preço do leite está um pouco acima da média em virtude do período de entressafra, o que ocorre sistematicamente de ano a ano".

No encontro com o secretário, os representantes do setor reforçaram o pedido de isenção da incidência da taxação de PIS/Cofins sobre as rações destinadas à pecuária leiteira. Alceu Moreira lembra que no ano passado propôs a isenção por meio de projeto de lei.

– A ração concentrada e os suplementos correspondem a um custo ao produtor de R$ 0,05 por litro. Setores como suinocultura e avicultura estão isentos há mais de um ano.

Alceu Moreira propôs a criação de um grupo técnico no Ministério da Fazenda para discutir com os atacadistas a questão da margem de lucro, estimada em 40%. Ele disse que a margem é "considerada demasiada em comparação com outros segmentos", pois indústrias e produtores recebem 30% cada.

– O governo tem instrumentos para regular o preço do leite sem onerar o produtor – afirmou o deputado.

Menor oferta de leite faz preço subir quase 2% em Santa Catarina

Valorização de julho é resultado da queda de produção, típica do inverno

Os valores de referência do leite padrão em Santa Catarina subiram quase 2% neste mês, para R$ 0,8924 o litro, informa o Conselho Paritário Produtor/Indústria de Leite do Estado (Conseleite) em nota. A valorização é resultado da queda de produção, típica do inverno.

No mês de junho, o preço de referência em Santa Catarina era de R$ 0,8759 o litro. O valor considera o produto apanhado nas propriedades rurais, com Funrural incluso. Segundo o Conseleite, há empresas pagando mais de R$ 1 pelo leite, caso da Coopercentral Aurora Alimentos, que processa 1,5 milhão de litros por dia. A Aurora paga R$ 1,07 por litro. Santa Catarina é o quinto produtor de leite do Brasil, com 2,2 bilhões de litros ao ano. 

DF possui o melhor touro para produção de leite do Centro-Oeste

Pequena propriedade se destaca pela genética qualificada

(Uísque é considerado o melhor animal para produção de leite do Centro-Oeste)
 
Uma pequena propriedade do núcleo rural Tabatinga, na região de Planaltina, no Distrito Federal, é o local de nascimento de um dos destaques da alta genética bovina: após avaliações rigorosas da Embrapa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), feitas por meio do teste de progênie, o touro Uísque foi considerado o melhor animal para produção de leite do Centro-Oeste e o sétimo no Brasil, além de ser o primeiro colocado como nova opção, ou seja, que não gera consanguinidade.

A fazenda Hermínia, atendida pela Emater-DF, atua desde 1983 na criação de gado leiteiro. Os proprietários, Paulo Horta e Lindalva Horta, possuem mais de 110 animais, entre touros, vacas e novilhas das raças gir e girolando. O carro-chefe da fazenda é a produção de genética.

– Já que nossa propriedade é pequena, temos que ser grandes na tecnologia – observa o produtor.
Atualmente, o teste da progênie é feito pela Embrapa, junto com a Associação Brasileira de Criadores de Gir Leiteiro. Trata-se de uma rigorosa avaliação científica de nível nacional, que classifica os animais que têm maior potencial de gerar vacas com maior produção de leite que a média dos rebanhos. As vacas são inseminadas artificialmente com o sêmem do touro e as filhas que nascem e são avaliadas nas suas diversas lactações — por isso, a avaliação pode levar até oito anos.

O programa já testou 451 touros em mais de 18 mil novilhas. O exame abrange todos os estados brasileiros. Paulo Horta explica que a terceira lactação é a que melhor indica o potencial de produção leiteira. Atualmente, suas vacas produzem, em média, 12 litros de leite por dia, que é um índice bastante expressivo.

Conforto animal é essencial para bom desempenho na produção de leite

Especialistas dão dicas para melhorar o conforto dos animais nas propriedades

(Técnicos e criadores precisam atentar ao conforto animal)
 
Com a intensificação no sistema de produção de leite, técnicos e criadores devem se atentar ao conforto animal, afirmam especialistas da Alta, empresa de melhoramento genético com sede no Canadá e com ampla atuação no Brasil. São vários os fatores que influenciam o desempenho da vaca.

Segundo os profissionais da empresa, algumas dicas são importantes para o manejo correto a fim de intensificar a produção leiteira. Uma delas é a arborização da propriedade, que proporciona maior conforto térmico aos animais no pasto. A presença das árvores evita que os animais apresentem stress calórico, extremamente prejudicial à produção de leite. Este conforto deve estar presente em todas as instalações onde os animais permanecem, pois traz condições propícias ao ambiente para que produzam de maneira tranqüila.

Outra dica é cercar e sombrear o trajeto feito pela vaca quando dentro da propriedade. O piso não pode provocar riscos aos cascos e à segurança dos animais. É preciso também que o local de descanso e de alimentação estejam protegidos do sol e da chuva.

O produtor precisa proporcionar uma boa área de descanso aos animais nos pastos ou nas camas, cuidadosamente limpa. Ao deitar o úbere, a vaca pode sofrer contaminação, o que pode resultar em inflamação no local, o que traz consequências diretas à mastite, resultando em prejuízos pelo descarte do leite.

Para rebanhos confinados, alguns recursos podem ser utilizados para melhorar o conforto e também facilitar a vida do produtor como: camas para os animais deitarem que poderão ser de areia, pneus, etc.; ventiladores e aspersores que melhoram a sensação térmica; e o uso de cow brush, tipo de escova onde o animal se coça; e a limpeza rápida do esterco produzido.

Com estas dicas, propriedades como a fazenda Brinco de Ouro, localizada em Coromandel (MG), aumentou sua produtividade após realizar alterações que proporcionaram um ambiente melhor aos animais do rebanho.

– Após quatro meses da primeira etapa de mudança na propriedade, tivemos um aumento de 4,8 quilos de leite produzido por vaca – afirma o médico veterinário Cassimiro César de Castro.

Hoje, a Brinco de Ouro possui 550 vacas em lactação e três ordenhas diárias. A média por animal é de 26 quilos de leite ao dia, resultado que está aumentando cada vez mais com os investimentos feitos na fazenda.

Ministério da Agricultura negocia com empresas no RS redução de horário para recebimento de leite cru

Objetivo é evitar a ocorrência de adulterações nos produtos, como as recentemente identificadas nos transportadores, que culminaram na Operação Leite Compen$ado

(Redução do período de recebimento da matéria-prima pode servir para aprimorar a fiscalização e a melhorar o controle de qualidade das empresas)
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) definiu uma agenda com a cadeia produtiva do leite do Rio Grande do Sul para combater a fraude na produção, transporte e/ou industrialização do produto. O objetivo é evitar a ocorrência de adulterações em qualquer um dos elos da cadeia, como a recentemente identificada nos transportadores do produto e que culminou na Operação Leite Compen$ado, realizada com apoio do Ministério Público Estadual. Uma medida a ser adotada é a otimização da inspeção através da redução do horário do recebimento de leite cru em estabelecimentos sob fiscalização federal (SIF). 

A Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento  (SFA/RS) verificou que grande parte dos estabelecimentos que recebe leite cru no Estado trabalha 24 horas, mas na grande maioria dos casos não existe fluxo de caminhões que motive essa jornada. Vistorias realizadas pela equipe de inspeção em horário noturno revelaram que, em alguns casos, os técnicos das empresas que realizam as análises para recepção do leite cru são menos preparados. A redução do período de recebimento da matéria-prima pode servir para aprimorar a fiscalização e a melhorar o controle de qualidade das empresas.

Nas investigações realizadas pelo Ministério Público durante a Operação Leite Compen$ado foram encontradas evidências de que os fraudadores se utilizavam da amplitude do horário para internalizar o leite cru fraudado na ausência da fiscalização. Por isso, será solicitado a todas as empresas do Rio Grande do Sul um reestudo e uma redução do horário de recebimento do leite cru.

Visando garantir a melhoria da qualidade do leite e promover ações de educação em defesa agropecuária, a SFA/RS está atuando em conjunto com o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindlat), a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Agronegócio (SEAPA) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Entre outras ações decorrentes da parceria, está a confecção de um folder com orientações detalhadas sobre as condições em que o leite deve ser entregue e transportado até a indústria. O material já começou a ser distribuído para produtores durante a Expoleite, realizada em Esteio no mês passado. Com apoio das empresas de leite, haverá distribuição aos produtores junto com a nota fiscal de pagamento do produto.

Em conjunto com o Sindilat, ainda será organizado um workshop sobre procedimentos laboratoriais para fiscais e agentes de inspeção da Divisão de Defesa Agropecuária da SFA/RS, Secretaria de Agricultura e técnicos de controle de qualidade das empresas. O objetivo é harmonizar os procedimentos relacionados à qualidade do leite. Ainda conforme a agenda, a SFA/RS poderá realizar coletas de amostras de leite UHT oferecidos com preços muito baixos nos grandes mercados.

Relação entre Rio Grande do Sul e Nigéria pode incluir leite, frango e arroz

No ano passado, o comércio entre Brasil e país africano somou US$ 9 bilhões

(Para o frango e para o leite foram discutidos investimentos de grupos de empresas e cooperativas gaúchas)

As possibilidades de cooperação técnica e comercial entre os Estados do Rio Grande do Sul e do Edo, na Nigéria, ampliaram-se nesta quinta, dia 30, com a inclusão das cadeias produtivas do frango e do leite no leque de projetos de colaboração que podem ser firmados em breve, e que já contava com o setor orizícola. À primeira hora da manhã, na sala de reuniões do Homeville Hotel, sentaram-se à mesa de conversações o secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi, e o ministro da Agricultura do Edo, Abdul Oroh, para coordenar a reunião para finalização dos debates que vem sendo realizados desde a terça.

Para o frango e para o leite foram discutidos investimentos de grupos de empresas e cooperativas gaúchas, com o apoio do governo nigeriano, em projetos de implantação e profissionalização daquelas cadeias produtivas.

– Propusemos abrir o mercado da Nigéria para nossos produtos avícolas e lácteos, ao mesmo tempo em que buscaríamos grupos interessados em investir na produção em terras africanas – explicou o secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi.

O diretor para a África da JBS, Eduardo Bairros Garcia, depois de informar que o grupo brasileiro está presente na Nigéria, acentuou que as vendas não são diretas, reconhecendo que o mercado local interessa.

– Se levarmos em conta que, segundo as estatísticas oficiais, a Nigéria tem uma população ao redor de 170 milhões de pessoas e que metade é muçulmana, que consome bastante carne de aves, posso afirmar que este mercado nos interessa – informou Garcia.

No setor leiteiro, o governo do Estado do Edo também quer desenvolver projeto de bacias leiteiras. Além de incentivos, o ministro Oroh, também acenou com a cedência de terras para a instalação de bacias leiteiras, assegurando, num primeiro momento, a disponibilização de pelo menos dois mil hectares. A Nigéria importa praticamente todo o leite que consome, especialmente da Holanda.

No arroz, as conversas evoluíram para o detalhamento. De acordo com o presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Claudio Pereira, o Governo gaúcho estuda a possibilidade de receber pelo menos seis técnicos daquele estado africano, para treinamento na área da produção, extensão e pesquisa, os quais ficariam em território gaúcho no período mínimo de seis meses. E, num segundo momento, destacar técnicos do Irga para assessorarem o governo local na modernização do setor orizícola.

Em troca, informou Pereira, deve haver compromisso dos nigerianos em garantir uma cota para a importação do arroz gaúcho.

– Eles importam, anualmente, 2,8 milhões de toneladas e nos queremos reservar parte significativa deste mercado para a nossa indústria – concluiu Pereira.

Governo Federal

Na próxima semana, o secretário Mainardi tentará marcar audiência com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, que chefiará missão de industriais brasileiros em investir na Nigéria. A missão ficará na Nigéria e Guiné de 16 a 21 de junho. O objetivo é negociar a ampliação do comércio entre os dois países. O foco das negociações para as empresas brasileiras será a busca de novos mercados nos setores da construção civil e do agronegócio. Farão parte da missão representantes do Senai e do Sebrae.

No ano passado, o comércio entre os dois países somou US$ 9 bilhões, seis vezes mais do registrado há dez anos. A Nigéria é o maior parceiro comercial do Brasil na África. Compra açúcar e arroz e vende petróleo bruto.

– Vamos informar ao ministro o que fizemos e pedir seu apoio ao prosseguimento desta relação que estamos iniciando – justificou Mainardi.

ASSESSORIA DE IMPRENSA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL