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Brasil poderá exportar material genético, como ovos férteis, para o México

O México autorizou a importação de material genético avícola do Brasil, informou nesta quinta-feira, 09/02/17, em nota, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O comunicado oficial, emitido pelo Serviço Nacional de Sanidade, Inocuidade e Qualidade Agroalimentária (Senasica) do México, foi feito no dia 3, em carta enviada à embaixada brasileira no país latino-americano.
Conforme a ABPA, 13 empresas do Brasil foram habilitadas a embarcar ovos férteis e ovos embrionados SPF, ou seja, livres de patógenos específicos. “As habilitações ocorrem após visita técnica realizada pelo serviço oficial do México, sob coordenação do Ministério da Agricultura brasileiro, entre os dias 19 e 28 de setembro do ano passado”, disse a associação, na nota, acrescentando que essa autorização é válida por dois anos.
Para o presidente executivo da ABPA, Francisco Turra, os efeitos positivos da abertura do México à genética avícola brasileira vão além das empresas habilitadas. “Em um momento em que vemos mais de 40 nações atingidas por problemas com influenza aviária nos últimos três meses, a abertura do mercado mexicano para um segmento tão sensível a questões sanitárias demonstra o reconhecimento internacional ao status do Brasil”, afirma Turra. “O País é o único entre os grandes produtores mundiais a nunca registrar a enfermidade em seu território.”
De acordo com a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), a produção brasileira de frango continuará crescendo em torno de 5% ao ano e atingirá 14 milhões de toneladas em 2017. Em 2016, o país ultrapassou a China e deve se consolidar pelo segundo ano consecutivo como o segundo maior produtor mundial, superado apenas pelos Estados Unidos. Já o país asiático vem apresentando indícios de retração para os próximos anos. Já nas exportações, o crescimento deve ficar entre entre 5% e 6% em volume, mas com uma receita até 3,5% abaixo de 2016. O Brasil deve exportar 4,3 milhões de toneladas de carne de frango este ano, e a receita gerada pode chegar a US$ 6,6 bilhões.
Fonte: Dinheiro Rural

Temer destaca importância do agronegócio brasileiro em evento de avicultura

No evento, avicultores entregaram ao vice-presidente um estudo que apontou que o setor avícola perdeu competitividade nos últimos 10 anos

(Segundo Temer, setor produtivo gera efeitos positivos para o país)
 
O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), fez nesta terça, dia 27, durante a abertura do Salão Internacional da Avicultura, uma ampla defesa da importância do agronegócio para a economia do Brasil. Segundo ele, o setor produtivo gera efeitos positivos para o país.

– No efeito externo, o Brasil cresceu aos olhos internacionais face a sua produtividade e exportações para mais de 140 países. Nós ficamos sabendo que o crescimento do Brasil e a nova imagem estão vinculados à atividade da avicultura brasileira – comentou.

De acordo com o vice-presidente, o fator externo é "importantíssimo e o governo federal tem procurado prestigiar". Ele destacou que recentemente o poder executivo adotou desonerações tributárias para produtos da cesta básica na qual incluiu o frango.

O segundo fator, na visão de Temer, é o impacto favorável que a produção de aves gera ao país, pois milhões de pessoas que saíram da situação de extrema pobreza e ingressaram na classe média baixa passaram a consumir essa proteína. Para o vice-presidente, a compra do frango por milhões de famílias passou a "ser um símbolo da ascensão da pobreza para a classe média".

Para garantir que este bom desempenho se mantenha, avicultores entregaram ao vice-presidente um estudo que apontou que o setor avícola perdeu competitividade nos últimos 10 anos. O que representou mais de US$ 1,5 bilhão em receita perdidos, e 93 mil empregos não gerados.

Ubabef avalia perda de competitividade das exportações de carne de frango

Estudo concluiu que principal gargalo da indústria avícola nacional está nos altos custos industriais

(Estudo indica altos custos industriais como principal gargalo da competitividade da indústria avícola nacional)
 
Um estudo da União Brasileira de Avicultura (Ubabef) concluiu que o Brasil poderia ter obtido receitas adicionais de US$ 1,650 bilhão e gerado cerca de 94 mil empregos diretos e indiretos nos últimos quatro anos se não houvesse perdido a competitividade das exportações da carne de frango. Até 2020, o prejuízo poderia ser de 103 mil empregos diretos e indiretos na cadeia avícola, caso o quadro permaneça o mesmo.

De acordo com o estudo, o principal gargalo da competitividade da indústria avícola nacional está nos altos custos industriais. Destes, os mais relevantes são os custos de mão de obra, de embalagem e de investimentos.

A perda de competitividade do Brasil no mercado internacional de carne de frango pode ser observada pela redução da participação do país nas exportações mundiais do produto. No período de 2001 a 2004, a participação era de 30%, passando para 39% no período 2005 a 2008 e caindo para 37% no quadriênio 2009 a 2012.

O documento destaca que a melhoria da competitividade na indústria avícola nacional passa pelo aumento da produtividade da mão de obra. O setor responde por 347 mil empregos diretos.

– Precisamos incentivar a modernização e a automação das agroindústrias avícolas, além de investir em capacitação da mão de obra – afirma o presidente executivo da Ubebef, Francisco Turra.

O trabalho será apresentado durante o Salão Internacional da Avicultura (SIAV), que acontece entre os próximos dias 27 e 29, em São Paulo.

México confirma abertura de mercado para avicultura do Brasil

Autoridades sanitárias mexicanas aceitaram o modelo de certificação sanitária proposto pelo Ministério da Agricultura brasileiro, diz Ubabef

Primeiros embarques ao México podem ocorrer até o fim do ano
 
O México confirmou a abertura de seu mercado para a carne de frango brasileira. O presidente executivo da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra, soube nesta quarta, dia 24, que as autoridades sanitárias mexicanas aceitaram a certificação sanitária proposta pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) brasileiro para exportação de carne de aves e ovos férteis.

Segundo a entidade, em nota, a próxima etapa é a finalização da escolha, por parte das autoridades mexicanas, das unidades que poderão exportar para o mercado do país. Turra disse aguardar que os primeiros embarques ao México ocorram até o fim do ano.

– Entre os países pelos quais temos batalhado para abrir o mercado, o México é dos que têm maior potencial. Embora em caráter emergencial, vamos negociar para que essa abertura seja permanente, trabalhando com foco na complementaridade e em parceria com os produtores mexicanos – destacou o executivo no comunicado.

 A expectativa é de que o mercado mexicano represente a exportação de US$ 300 milhões por ano somente nas vendas de carne de frango, tendo por base um preço médio do item inteiro e em cortes.