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Brasil vai exportar melão e melancia para o Chile

Até o final do ano, Rio Grande do Norte e Ceará passarão exportar as frutas para o país

O governo do Chile liberou importação de melão e melancia do Brasil. Ainda este ano, o Rio Grande do Norte e o Ceará passarão a exportar para o país. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União chileno desta quarta, dia 28, por meio da resolução 4857/13.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), técnicos chilenos estiveram nas regiões produtoras do Brasil e constataram a eficiência do trabalho realizado para manutenção do status fitossanitário de ausência da praga Anastrepha grandis (mosca-das-frutas).

De acordo com o Ministério, o controle da praga permite ao Brasil exportar melancia para Alemanha, Argentina, Dinamarca, Espanha, Irlanda, Itália, Países Baixos, Paraguai, Reino Unido, Rússia e Uruguai. Já os melões são vendidos para Alemanha, Arábia Saudita, Bélgica, Canadá, Cingapura, Dinamarca, Emirados Árabes, Espanha, Estados Unidos, França, Guiana Francesa, Hong Kong, Irlanda, Itália, Malásia, Noruega, Países Baixos, Reino Unido, Rússia, Suécia e Uruguai.

Carnes impulsionam exportações brasileiras para Liga Árabe

As exportações daqui para lá evoluíram 7% em relação aos seis primeiros meses de 2012

(Maior destino histórico de exportações do agronegócio brasileiro, a Arábia Saudita foi a responsável por 26% do total no semestre)
 
A exportação de carnes foi determinante para o aumento das vendas brasileiras para a Liga Árabe, segundo a Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

As exportações daqui para lá evoluíram 7% em relação aos seis primeiros meses de 2012, atingindo um total de quase US$ 5 bilhões. Os Emirados Árabe Unidos (EAU), segundo maior comprador de produtos brasileiros da Liga Árabe, incrementou expressivamente as exportações em 40%.

A venda de carnes foi responsável por 41% do total comercializado em produtos agrícolas e pecuários, crescendo cerca de 10% e representando um total de mais de US$ 2 bilhões. Dividindo o topo do ranking, o complexo sucroalcooleiro teve participação de quase 38%, apresentando um crescimento de 11% em um montante de US$ 1,9 bilhão. Cresceram de forma também significativa as exportações dos produtos sementes e animais vivos, respectivamente 16% e 90%.

O diretor-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby, exaltou o resultado:

– O destaque foi o complexo soja, que representou 5% do que o agronegócio exportou, ou US$ 252 bilhões no semestre. O resultado positivo decorreu principalmente do desempenho das vendas de milho, soja em grão e açúcar. As exportações de milho passaram de US$ 126 milhões para US$ 316 milhões, com alta de 152%, as de soja cresceram 3,6% para US$ 252 milhões, e as de açúcar 10% para US$ quase 2 bilhões.

PAÍSES

Maior destino histórico de exportações do agronegócio brasileiro, a Arábia Saudita foi a responsável por 26% do total no semestre. O país importou o equivalente a US$ 1,3 bilhão, demonstrando expressivo crescimento de quase 15%. Globalmente, os sauditas ocupam o oitavo lugar no ranking de vendas externas do Brasil.

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) – que figuram na lista dos 20 principais, 14ª posição, em nível mundial - são o segundo maior importador árabe do Brasil, com participação de 18%, o que representou quase US$ 1 bilhão no acumulado do ano, também evidenciando considerável aumento. Só em junho o avanço nas exportações do agronegócio brasileiro para esse país foi de 53%.

Entre os top 5, também destaca-se Omã, para onde as empresas brasileiras tiveram um crescimento de mais de 20% em suas exportações. Entretanto, o desempenho mais surpreendente foi o da Líbia, que aumentou em 32% as compras de produtos brasileiros, demonstrando uma recuperação muito significativa.