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Projeto Organics Brasil fecha 2013 com US$ 110 milhões em exportações

Estimativa é de que o mercado global tenha faturado US$ 60 bilhões em 2013

Crescimento foi em torno de 10%
 
O ano de 2013 foi estável para o setor de orgânicos em nível mundial, com crescimento em torno de 10%, com um bom ambiente de negócios para os produtos brasileiros. O Projeto Organics Brasil, que reúne 74 empresas exportadoras, fechou o ano de 2013 com geração de US$ 130 milhões em negócios.

A estimativa é de que o mercado global tenha faturado US$ 60 bilhões em 2013, com a adoção de medidas importantes para o setor, como os convênios de equivalências de certificações entre os mercados europeu e americano e, a partir de 2014, entre o Japão e os Estados Unidos. O Brasil está em negociação para um convênio de equivalência com o Mercado Comum Europeu, que potencializará os negócios em curto prazo.
– Temos a meta quantitativa de atingir 100 empresas brasileiras no mercado internacional em 2014.

Sabemos que quantidade não representa qualidade, e neste caso, vamos dar maior foco no valor agregado. O Brasil já é conhecido por ter produtos de qualidade, porém ainda tem a imagem de fornecedor de matéria prima. Vamos investir no branding dos produtos, promover interesse em inovar e melhorar o nível de empreendedorismo sustentável dos produtores, cooperativas e empresas – explica Ming Liu, coordenador executivo do Projeto Organics Brasil.

De acordo com o coordenador, em um ano com a Copa do Mundo e grande exposição da imagem do Brasil, a prioridade é mostrar os diferenciais dos produtos orgânicos brasileiros.

– Nosso país tem este potencial de trazer ao mercado suas historias e seus produtos, que na maioria dos casos já é orgânico por natureza. No mercado internacional vemos que os consumidores valorizam os produtos dos biomas, como o açaí na Europa e nos Estados Unidos e; mais recente; a erva mate no Japão – diz Ming Liu.

Exportações de milho dos Estados Unidos caíram 60% na quarta semana de agosto

No entanto, para a safra 2013/2014, foram negociadas 674 mil toneladas para entrega futura, aumento de 55,1%, frente às 434,5 mil toneladas da terceira semana

(Maior comprador dos EUA foi o Japão, que adquiriu 30 mil toneladas)
 
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que o país embarcou 36,2 mil toneladas de milho na última semana, o que significa uma queda 60% em relação à semana anterior. O maior comprador foi o Japão, que adquiriu 30 mil toneladas.

Para a safra 2013/2014, no entanto, foram negociadas 674 mil toneladas para entrega futura, aumento de 55,1%, frente às 434,5 mil toneladas da terceira semana. O México negociou a compra de 317,6 mil toneladas e o Japão, de 138,2 mil toneladas.

Projeção do dólar
A projeção do valor do dólar comercial no final de 2013 foi elevada pela quarta semana consecutiva, passando de R$ 2,32 para R$ 2,36, informou nesta segunda, dia 2, a Safras e Mercado. A expectativa para 2014, segundo dados do Focus, é que o dólar feche o ano a R$ 2,40, taxa maior que a de R$ 2,38, divulgada na semana passada.

Os economistas mantiveram a projeção para a Selic (taxa básica de juros) para o final deste ano em 9,50% ao ano. Já a projeção para 2014 foi elevada de 9,50% para 9,75%.

A projeção para o superávit da balança comercial em 2013 caiu, pela sétima semana consecutiva, passando de US$ 3,40 bilhões para US$ 3 bilhões. A expectativa para 2014 foi reduzida de US$ 9 bilhões para US$ 8 bilhões nesta segunda.

Nas contas externas brasileiras, a projeção de déficit da conta corrente de 2013 foi mantida em US$ 77 bilhões. A estimativa para 2014, por outro lado, foi elevada, passando de US$ 78,55 bilhões para déficit de US$ 78,90  bilhões.

Governador do RS anuncia medidas para qualificar pecuária gaúcha

Projeto de lei da rastreabilidade será encaminhado à Assembleia na próxima semana

(Medida visa impedir a sonegação de impostos e dar continuidade a projetos de qualificação da pecuária)
 
O governador Tarso Genro confirmou nesta quinta, dia 4, durante o V Seminário O Pampa e o Gado, em Lavras do Sul, que o Executivo estadual vai enviar à Assembleia Legislativa, na próxima semana, um projeto de lei que institui a identificação individual do rebanho bovino. A rastreabilidade bovina será obrigatória e gratuita para os pecuaristas. Além de evitar o abate clandestino no Estado, a medida visa impedir a sonegação de impostos e dar continuidade a projetos de qualificação da pecuária.

– A rastreabilidade vai atacar isso em dois níveis: a sonegação de impostos - que permitirá ao estado arrecadar mais para investir na própria sustentabilidade; e na continuidade aos projetos de qualificação da nossa pecuária – disse.

Também foram anunciados investimentos de R$ 1,3 milhão para um conjunto de programas de fortalecimento à ovinocultura gaúcha, principalmente ao processamento de lã produzida no Estado.

Projeto
O projeto vem sendo elaborado há dois anos na Câmara Setorial da Carne e enriquecido por visitas técnicas feitas a países como a Austrália, Nova Zelândia e Uruguai. Inicialmente, seria custeado por recursos do Governo Federal, alocados no orçamento da União através de uma emenda coletiva da bancada gaúcha no Congresso Nacional. Mas, a verba acabou sendo contingenciada e não foi liberada.

Tarso decidiu que o Estado custeará a iniciativa que pretende, ao fim de cinco anos, identificar todo o rebanho bovino do Rio Grande do Sul. Conforme o governador, a implantação da rastreabilidade, além dos benefícios diretos para o produtor e para o consumidor, também produzirá resultados positivos para os cofres estaduais, com a redução da sonegação, do abigeato e do abate clandestino.

– Aqueles que agem à sombra, que se beneficiam com aquelas práticas irregulares, ficarão perplexos – comentou.

Segundo o governador, o projeto também vai provocar uma competição de qualidade entre os produtores, ao invés de gerar uma disputa em torno do preço do produto.

– Melhora ainda a questão da saúde pública, porque esses abates clandestinos que estão fora do controle do Estado são transmissores de doença e, portanto, é ônus para o próprio Estado – disse.

O chefe do Executivo ressaltou ainda as ações voltadas ao fortalecimento da ovinocultura, como a organização da cadeia produtiva do setor, melhora na qualidade e aumento do peso da lã e dos rebanhos gaúchos, além da implementação de programas de melhoramento genético de reprodutores das raças de lã.

De acordo com o secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, o Rio Grande do Sul deixa de arrecadar cerca de R$ 60 milhões ao ano com a sonegação no setor da carne bovina. O secretário informou que, no ano passado, foram registrados cerca de dois milhões de nascimentos de bovinos no Estado, mas há indicadores de que nasceram entre 2,5 e 2,6 milhões de cabeças.

– Pelo menos 500 mil cabeças simplesmente desaparecem a cada ano - justificou o secretário.

Segundo Mainardi, o produtor ganhará uma importante ferramenta para melhor a gestão de sua propriedade e mecanismo de valorização do seu produto. Ele disse que o consumidor saberá o que está consumindo, onde foi produzido e em que condições. E o Estado, acrescentou, poderá melhorar consideravelmente seus controles sanitários.

O diretor-executivo do Sicadergs, Zulmar Moussale, saudou a medida e acrescentou que a adoção do sistema vai colocar a pecuária gaúcha num patamar de maior valorização.

– Há pelo menos 15 anos ouço falar em rastreabilidade, sem avanços concretos. Existe a possibilidade de ocorrer redução na ociosidade média da indústria, que hoje gira em torno de 35%. Em Santa Catarina, por exemplo, não só a bovinocultura de corte se beneficiou com a identificação, pois o frango se valorizou e, agora, eles estão exportando suínos para o Japão, o mercado mais cobiça no mundo – comentou Moussale.

O vice-presidente da Farsul, Gedeão Pereira, depois de elogiar o “diálogo muito franco” que o governo estadual mantém com as representações do setor primário, frisou que há algumas divergências de posicionamento em questões como a criação dos fundos para o desenvolvimento das cadeias produtivas e na rastreabilidade.