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Imea: colheita da soja atinge 46% da área em MT; 47% do milho foi plantado

A colheita da safra 2016/17 de soja atingiu 45,79% da área plantada em Mato Grosso, informou nesta sexta-feira, 10, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O avanço na semana foi de 15,16 pontos porcentuais. Os trabalhos seguem bastante adiantados ante igual período do ano passado, quando a colheita havia sido concluída em 25,64% da área.
A região mais adiantada é o médio-norte, com 66,30% da safra já colhida. O oeste de Mato Grosso tem 62,78% da colheita concluída. Já o nordeste do Estado segue com menor porcentual já colhido (15,96%). O Imea estima que foram plantados 9,396 milhões de hectares de soja em 2016/17.
Milho
O plantio de milho safrinha em Mato Grosso atingiu 46,68% da área prevista, de 4,420 milhões de hectares, um avanço de 20,0 pontos porcentuais em uma semana. Em igual período do ano passado, 25,7% da semeadura estava concluída no Estado.

Estudo da Conab revela fatores que determinam o custo de produção da soja

Fertilizantes, agrotóxicos, operações com máquinas, sementes e a depreciação de implementos são os itens que mais pesam nos custos de produção da soja no Brasil. Os dados estão no segundo volume do Compêndio de Estudos da Conab, sob o título "Evolução dos custos de produção de soja no Brasil", lançado nesta terça-feira (6), durante o anúncio do 12º levantamento da safra 2015/2016 de grãos.

O trabalho apresenta informações a respeito da evolução dos custos da soja entre os anos-safra 2007/08 e 2015/16. Segundo a pesquisa, realizada pela Superintendência de Informações do Agronegócio da Companhia, os itens listados representam, em média, 68,80% do custo operacional da produção de soja. No que se refere aos agrotóxicos, por exemplo, o estudo também indica que a opção por lavouras convencionais ou transgênicas não é mais uma decisão embasada somente na obtenção de custos de produção mais vantajosos, mas na exigência de mercado.

O documento revela, ainda, a ampliação da participação das sementes no custo operacional ao longo dos anos. O aumento identificado é de 3,41%, o que representa a crescente importância do componente genético e seu papel fundamental na produção da oleaginosa no Brasil.

A soja é a cultura que apresenta maior volume de produção no Brasil, respondendo por aproximadamente 48% da safra de grãos. Os bons resultados obtidos estão relacionados aos investimentos feitos em todas as etapas do cultivo, desde o preparo do solo até a colheita.

Os compêndios são uma série de publicações da Conab cujo objetivo é promover o debate e a propagação de conhecimento nos segmentos da agropecuária, abastecimento e segurança alimentar e nutricional. O primeiro volume foi lançado em junho, com as perspectivas de diversificação e de investimentos na produção de arroz, trigo e feijão.

Confira aqui o estudo completo.

IBGE prevê safra de grãos 11,1% menor que em 2015

Em agosto, estimativa da safra de 2016 é de 186 milhões de toneladas. Previsão da área a ser colhida, de 57,4 milhões de hectares, caiu também.


(Safra de grãos deverá ficar menor do que a registrada em 2015.)
Em agosto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estimou que a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas (algodão herbáceo, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, soja, aveia, centeio, cevada, girassol, sorgo, trigo e triticale) somou 186,1 milhões de toneladas. O valor é 11,1% inferior à registrada em 2015.
A previsão da área a ser colhida, de 57,4 milhões de hectares, também recuou 0,4% em relação ao verificado no ano passado.
Na comparação com a estimativa de julho, a produção caiu 1,5%, e a área foi reduzida a 226,8 mil hectares. O arroz, o milho e a soja representaram 92,6% da estimativa da produção e responderam por 87,8% da área a ser colhida.
Em relação ao ano anterior, houve alta de 3% na área colhida da soja e reduções na área do milho (-1,3%) e arroz (-9,8%). Quanto à produção, a estimativa aponta queda de 0,8% para a soja, 14,9% para o arroz e de 23,4% para o milho.
Estados
O volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição:
Centro-Oeste: 76,5 milhões de toneladas (-14,9% sobre 2015);
Sul: 73,3 milhões de toneladas (-3,5% sobre 2015)
Sudeste: 19,7 milhões de toneladas (2,3% sobre 2015);
Nordeste: 10,3 milhões de toneladas (-38,1% sobre 2015)
Norte: 6,3 milhões de tonelada (-17,9% sobre 2015).

Farsul apresenta resultado das cultivares de soja 2015/2016

A época do plantio de soja nas três micro regiões do zoneamento agrícola do Rio Grande do Sul no ano passado influenciou diretamente no desempenho das lavouras, impactando numa diferença de produtividade de até 2 mil kg por hectare. O dado faz parte do Ensaio de Cultivares em Rede (ECR) da safra 2015/2016 elaborado pela Fundação Pró-Sementes em parceria com o Sistema Farsul apresentado no dia 18/7 na entidade.
Pela 1ª vez, o levantamento considerou três épocas de plantio, de meados de outubro a dezembro, com o objetivo de detalhar ainda mais para o produtor o rendimento de cada tipo de semente considerando também a sazonalidade. “Os resultados mostraram a importância de incluir no planejamento da lavoura a melhor época de plantio considerando questões como características de clima e de solo”, afirmou o diretor Técnico e Administrativo da Fundação Pró-Sementes, José Hennigen,
O levantamento também deixou evidente a diferença de rendimento de uma mesma área dependendo da semente utilizada. “Estamos falando em variações de rendimento de até 30 sacos por hectare. As variedades mais produtivas variam conforme a época de semeadura”, afirmou Hennigen.
De uma maneira geral, o clima foi bastante positivo para a cultura na última safra, com exceção de alguns municípios da micro região 101, na metade Sul do Estado, que sofreu com muita chuva na época do plantio. Embora o clima estivesse adequado, algumas áreas das regiões 102 e 103 atrasaram a semeadura por conta do atraso da colheita do trigo. O Ensaio testou 2,8 mil parcelas de soja com 46 cultivares com representatividade comercial e indicadas pelo Zoneamento Agrícola do Ministério da Agricultura.
Cachoeira do Sul foi o município que apresentou melhor desempenho na região 101 com a cultivar 6563 , que obteve produtividade de 7119 kg/ha na 2ª época de plantio. Conforme a engenheira agrônoma, Kassiana Kelh, responsável pela apresentação do levantamento, o município apresentou diferenças importantes entre as três épocas. O período de melhor produtividade coincidiu com a presença de maior luminosidade na formação da lavoura e menos chuva.
A 1ª época de plantio foi a que apresentou melhor resultado na região 102. A BMX Vanguarda IPRO obteve 5955 quilos por hectare.
Na microrregião 103, a melhor produtividade foi obtida no plantio da 1ª época com a FPS Paranapanema, com resultado de 5,438 kg/ha. Segundo Kassiana, a região apresentou diferença de 2 mil quilos por hectare entre a 1ª e a 2ª época, especialmente por conta da influência forte da ferrugem.
Hennigen destacou que o custo da semente é um dos menores da lavoura. “Por isso, é extremamente válido buscar a informação da melhor variedade que se adapta à cada região e período de plantio”, afirmou.
O presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, comentou a velocidade de renovação das cultivares ofertadas por conta do avanço das pesquisas na área. “Das cultivares utilizadas no Estado em 2008, quando iniciamos este levantamento, apenas duas ainda figuram no levantamento atual”, comentou. “Isso mostra o quanto estamos evoluindo e o quanto ainda podemos evoluir”, disse. Sperotto . Ele ressaltou a importância dos produtores terem acesso ao levantamento para que possam obter os melhores resultados possíveis nas lavouras. “Além dos meios que já dispomos para o acesso aos dados, essas informações deveriam ser multiplicadas a partir de treinamentos dos produtores e trabalhadores rurais para que possam usar as novas tecnologias da melhor forma”.
Realizado há nove anos, o estudo avalia o desempenho de novas cultivares de soja registradas e indicadas pelo Zoneamento Agrícola de risco climático, e tem por objetivo orientar o produtor na tomada de decisão sobre a melhor semente de acordo com as condições e características de sua região.
Os resultados completos do estudo estão na publicação “Desempenho de Cultivares de Soja Indicadas para o Rio Grande do Sul – Safra 2015/2016” estão disponíveis no site www.farsul.org.br e na página da Fundação Pró-Sementes para o ECR: www.cultivares.com.br . Interessados também poderão acessar o conteúdo na sede da Farsul e nos sindicatos rurais do interior.

Mapa pede prorrogação das dívidas de produtores de arroz e soja

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) pediu ao Ministério da Fazenda, nesta terça-feira (07), a prorrogação das dívidas de crédito de custeio e de investimento, sobretudo para os produtores de arroz e soja da região Sul. Essas culturas foram atingidas pelo excesso de chuvas durante o plantio e a colheita.

“As lavouras tiveram custo de produção elevado, queda de produtividade e da qualidade do grão. Isto diminuiu a renda a capacidade de pagamento dos compromissos financeiros dos produtores”, diz o secretário de Política Agrícola do Mapa, Neri Geller.


O Ministério da Agricultura solicitou que a Fazenda encaminhe ao Conselho Monetário Nacional (CMN) a proposta de votação da prorrogação das dívidas por 120 dias dos financiamentos a juros controlados. As parcelas com vencimento entre 1º de março a 30 de setembro de 2016 seriam prorrogadas para 1º de outubro deste ano.


O Ministério da Fazenda vai analisar o pedido e verificar a possibilidade de inclusão da proposta na pauta da próxima reunião do CMN este mês.

Mais informações à imprensa:
Assessoria de comunicação social
Inez De Podestà

Empresas repudiam comércio de sementes piratas no RS


Após a publicação da apreensão de quase cem mil quilos de sementes piratas em uma propriedade do Rio Grande do Sul, nessa segunda-feira, as empresas Nidera e Brasmax repudiaram o comércio ilegal de tecnologias.

Por meio de nota, as entidades ressaltaram a legislação vigente para a venda de insumos e ratificaram que a aquisição de sementes piratas é ilegal.

As sementes de soja foram apreendidas por meio de um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça a pedido da Associação Brasileira dos Obtentores Vegetais (Braspov), em uma propriedade em Cachoeira do Sul. No local, foram encontradas sementes de soja e arroz.

Nota Nidera:

A empresa segue e defende a legislação brasileira de sementes, bem como a de proteção de cultivares. Quanto ao aspecto legal deste caso específico, a empresa se pronunciará nos autos do processo conforme os prazos legais estabelecidos.

Nota Brasmax:

A Brasmax ratifica que é a favor de toda e qualquer ação que venha a coibir ações de pirataria de sementes, como a encabeçada pela Associação Brasileira dos Obtentores Vegetais. A pirataria de sementes, além de crime, traz prejuízos para toda a cadeia de produção. Além de não haver qualquer garantia de origem e qualidade, colocando em risco a produtividade da lavoura, o uso de sementes ilegais desestimula o investimento em pesquisa e desenvolvimento de novas variedades. A Brasmax recomenda sempre o uso de sementes certificadas que possuem alta qualidade e vigor, proporcionando melhor potencial de rendimento.


Fonte: Agrolink

Apreendidos quase 100 mil quilos de sementes piratas no RS

Quase cem mil quilos de sementes piratas de soja, da Nidera, TMG e Brasmax, e arroz, do IRGA, foram apreendidas nesta quarta-feira (12.08.2015) em uma propriedade de Cachoeira do Sul (RS).

A 2ª Vara Cível da Comarca do município cumpriu mandado de busca e apreensão da Associação Brasileira dos Obtentores Vegetais (Braspov), que havia recebido denúncias sobre a pirataria.

A diligência encontrou as sementes armazenadas em sacos e big bags brancos sem nenhuma identificação oficial, contendo apenas anotações de caneta feitas à mão ou em sacos reutilizados de adubos.

Também foram encontrados vários documentos que continham informações e dados relevantes sobre os cultivares como, por exemplo, as notas fiscais do produtor, anotações em caderno, fichas de controle de peso, entre outros.

Os réus podem contestar a ação até a próxima terça-feira.


Fonte: Agrolink

Área de milho deve ser 12,5% menor em Mato Grosso na safra 2013/2014

Recuo ocorre em relação à área da temporada 2012/2013; portos brasileiros embarcaram 72% a mais do cereal mato-grossense em 2013

Área de milho em Mato Grosso na safra 2013/2014 deve recuar 461 mil hectares
 
A área de milho em Mato Grosso na safra 2013/2014 deve recuar 461 mil hectares, ou 12,5%, em relação à área recorde de 3,7 milhões de hectares da temporada 2012/2013, informou o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O Instituto realizou na última semana um novo levantamento para intenção de semeadura do cereal, que apresentou um recuo da área de milho no Estado pouco expressivo, de apenas 7 mil hectares em relação ao levantamento anterior, com a área totalizando 3,24 milhões de hectares.

Com esses resultados, constatou-se uma redução na participação média estadual da área do milho sobre a área de soja para 39,1% na safra 2013/2014, contra a marca recorde de 46,7% na safra 2012/2013.

A produtividade média estadual foi mantida a mesma do último levantamento em 87,6 sacas por hectare. Assim, a produção foi reduzida para 17,04 milhões de toneladas. Segundo o Imea, apesar dos novos números, ainda é preciso aguardar a conclusão das atividades no campo, que apresenta ritmo ainda modesto.

Até o momento, foram semeados apenas 3,8% no Estado, com avanço semanal de 2,9 pontos percentuais.

De acordo com o Imea, os produtores devem ficar atentos, caso ocorram boas condições climáticas nas próximas semanas, para avançarem com a colheita de soja e, consequentemente, com a semeadura do milho, evitando prejuízos e possíveis perdas futuras. 

Exportação
Conforme o Imea, os portos brasileiros em 2013 embarcaram 15,7 milhões de toneladas de milho mato-grossense, 72% a mais que em 2012 e um salto ainda maior, de 157%, em relação a 2011. Mais de 70% dos embarques do ano passado foram realizados no segundo semestre após a entrada da supersafra 2012/2013.

Além da grande diferença do volume movimentado em relação aos anos anteriores, destaca-se o aumento da participação de portos poucos expressivos nos outros anos. Apesar de o porto de Santos continuar sendo o principal ponto de embarque, a sua participação reduziu de 70% em 2012 para 57% em 2013.

Os destaques ficam para os portos de São Francisco do Sul, embarcando 8,8% do total, e o porto de Santarém, com 7,3%. Ambos os portos apresentavam participação próxima a 3% em 2012. O aumento da participação de outros portos se deve à tentativa de reduzir os problemas de superlotação enfrentados pelos principais portos, sobretudo, Santos e Paranaguá.

Colheita da soja Intacta RR2 PRO, da Monsanto, já começou no Brasil

Produtor de Mato Grosso afirma que a redução na aplicação de defensivos e na contratação de mão-de-obra no manejo torna a tecnologia Intacta 8% mais vantajosa

Foram disponibilizadas cerca de um 1,2 milhão de sacas de sementes da soja Intacta RR2 PRO
 
A nova tecnologia de soja desenvolvida pela Monsanto chega ao mercado com novo modelo de comercialização. A tecnologia da variedade foi desenvolvida principalmente para o plantio nos países da América do Sul e a primeira colheita desta segunda geração de soja transgênica, a Intacta RR2 PRO, já começou no Brasil.

Depois de 11 anos de pesquisas em cerca de 1.500 campos experimentais espalhados por 14 Estados brasileiros, a multinacional realizou a primeira colheita da variedade. A nova tecnologia apresenta tolerância ao herbicida glifosato, produtividade de cerca de seis sacas a mais por hectare em relação às demais variedades de soja e resistência às principais lagartas que atacam a soja. A planta resistiu à atual maior vilã dos sojicultores: a lagarta Helicoverpa armigera.

– A tecnologia Intacta foi desenvolvida para controlar as quatro principais lagartas da cultura, que são as pragas primárias, então a lagarta da soja, a lagarta das maçãs, a broca das axilas e a falsa medideira. Na ultima safra, com a pressão forte da helicoverpa, voltamos para os laboratórios para estudar. Nesses estudos, em cada de vegetação e nos laboratórios da Monsanto, conseguimos comprovar a supressão da helicoverpa e também da lagarta elasmo – explica a gerente de Biotecnologia de Soja da Monsanto para a região do Cerrado, Suzeti Ferreira.

– Em relação à helicoverpa, a soja Intacta confere supressão, que pode ser entendida como um controle parcial, ou seja, ela tem uma maior eficácia com as lagartas neonatas, as lagartas pequenas que estão na cultura – destaca o líder de Manejo de Resistência de Insetos da Monsanto, Renato Carvalho.

Uma das propriedades usadas como referência é a do seu Marino Franz, em Ipiranga do Norte (MT). Dos 14,5 mil hectares plantados com soja, cerca de 2,6 mil foram cultivados com a nova tecnologia. A variedade custa 70% a mais que as sementes existentes no mercado. Para o produtor, a redução da aplicação de defensivos e do uso de mão-de-obra no manejo fazem a tecnologia ficar 8% mais vantajosa.

– Conseguimos, efetivamente, do plantio a colheita, não gastar nenhum centavo com inseticida para combater a lagarta. Então, foi um resultado muito bom. Estamos muito contentes e surpresos com essa nova tecnologia. Vamos continuar evoluindo, quem vai dizer o tamanho da propriedade é o mercado. Nao tendo restrições de mercado, é um caminho sem volta – conta o produtor.

Gilberto Eberhardt, em Lucas do Rio Verde, também em Mato Grosso, plantou cerca de 500 hectares com soja e reservou 85 hectares para experimentar a nova tecnologia. Na última safra, ele conseguiu uma produtividade média de 54 sacas por hectare, mesmo com condições não muito boas de clima na época de colheita. Este ano, ele espera chegar a 60 sacas  por hectare nas áreas com o experimento.

Enquanto ele chegou a gastar cerca de R$ 200,00 por hectare com inseticidas na área de soja comum, no plantio com a nova tecnologia, ele não usou nenhum tipo de agroquímico e, mesmo assim, a planta resistiu às pragas. Pelas contas do produtor, o que foi economizado com os inseticidas já deu para custear as sementes utilizadas e, por essa razão, ele pretende expandir para até 85% a área plantada com esta nova tecnologia.

– Na área de Intacta, não tive nenhum problema, não vi desfolha ou algum tipo de lagarta. Na área de soja comum, vi de 12 a13 lagartas direto – acrescenta Eberhardt.

Nessa primeira safra, foram disponibilizadas cerca de um 1,2 milhão de sacas de sementes da soja Intacta RR2 PRO. Para os produtores interessados, a nova tecnologia da soja chega ao mercado com um novo modelo de comercialização, definido pela empresa portadora da patente, a Monsanto.

– O produtor que for comprar Intacta no seu distribuidor de preferência ou no seu multiplicador já paga a tecnologia junto com a semente, o que facilita a vida dele, porque ele pode calcular rapidamente quanto é a tecnologia e o quanto pode agregar – conclui Suzeti Ferreira.

MS abre oficialmente colheita da soja com produtividade abaixo do esperado

Clima ruim foi responsável por perdas de até 20% no Estado

Colheita oficial da safra de soja 2013/2014 em Mato Grosso do Sul
 
O Estado de Mato Grosso do Sul abriu oficialmente a colheita no Estado, e com números não muito otimistas. A área plantada e o volume colhido devem aumentar, mas a produtividade será inferior que a safra passada.

A abertura da colheita oficial ocorreu na estância Cláudia, a 11 quilômetros de Campo Grande, capital do Estado. Durante o evento, foram divulgados os números da safra 2013/2014. A área plantada passou de 2 milhões de hectares para 2,2 mil hectares, um crescimento de 10%. O volume de produção também aumentou, de 5,8 milhões de toneladas para 6,1 milhões.

Mas embora Mato Grosso do Sul registre aumento de volume e área plantada nesta safra, a produtividade caiu. De quase 49 sacas por hectare colhidas na safra passada, agora são 46. Culpa do clima, que em muitas regiões não colaborou.

Em algumas áreas na zona sul do Estado, as perdas chegaram a 20%.

– Uma estiagem em dezembro muito forte em algumas regiões do Estado, principalmente na região da grande Dourados, afetou a produtividade de algumas lavouras. Apesar do aumento de área, tivemos uma queda de produtividade em relação ao ano passado – afirma o presidente da Famasul, Eduardo Riedel.

– Nós temos sempre esta desuniformidade. Muitas vezes no regime de chuvas, algumas regiões com variação e perda deste potencial produtivo, em função destas estiagens que nós temos às vezes em novembro, dezembro ou janeiro. Às vezes não ocorre, e este ano ocorreu e afetou aí algumas regiões – completa.

O produtor Dulcimar Cofferi planta numa região que não foi afetada pela seca, e o resultado apareceu: em um solo de boa fertilidade, plantou  soja precoce e colheu acima do esperado: 60 sacas por hectare.

– Nós não tivemos nenhum problema de clima. Transcorreu normal, sem problemas de seca como a gente tem no sul do Estado. E a questão também são os tratos culturais, a adubação pesada no solo e mais o que eu faço aqui na propriedade são os micro nutrientes folhares – explica.

Cofferi comercializou tudo antecipado por um valor de R$ 60 a saca. Produziu bem, por um bom preço:

– A comercialização deste soja inicial, quem comercializou em dezembro pegou um valor agregado bom. Quer dizer, o mercado tava pagando R$ 60 a saca aqui. A gente fechou contrato. Agora, lógico, o mercado começa a cair. Hoje está oscilando em torno de R$ 55, R$ 56.

O desafio agora não é novo: a ineficiência logística que começa do lado de fora da porteira e vai até o embarque nos navios.

– Mais uma vez nosso gargalo vai ser o problema de rodovia e problema portuário. Nós não tivemos mudança significativa da safra anterior para esta safra. A Aprosoja, sistema Famasul e todas as instituições estão voltadas ao setor do agro, tentando trabalhar politicamente para que se viabilize melhores alternativas ao produtor rural – diz o  presidente Aprosoja-MS, Maurício Saito.

E uma das alternativas é antiga: a ferrovia que liga a cidade de Maracaju, em Mato Grosso do Sul, até Guairá, no Paraná, e de lá ao porto de Paranaguá. Há mais de 10 anos no papel, avançou muito pouco até hoje.

– O governo ajustou alguns parâmetros do edital para lançar a licitação da ferrovia, mas nas próximas duas ou três safras não deveremos ter nenhuma melhoria efetiva para os produtores. Mas é um projeto que a gente acredita ser muito viável, que traria melhorias para os produtores de Mato Grosso do Sul. Até lá o produtor infelizmente vai ter que diminuir o seu potencial competitivo pela ineficiência logística. Então o produtor faz a lição de casa, como estamos vendo aqui na lavoura. Boa produtividade, trabalho bem feito, que é perdido por conta da ineficiência logística – lamenta o diretor técnico da Famasul, Lucas Galvan.

Clima contribui para qualidade e quantidade de pastagens no Rio Grande do Sul

Segundo a Emater, as condições sanitárias dos rebanhos são razoáveis, com baixa incidência de ecto e endoparasitas

(Rebanho bovino de corte começa a ter uma melhor condição de alimentação)
 
O rebanho bovino de corte que se encontra no campo nativo do Rio Grande do Sul começa a ter uma melhor condição de alimentação com a incidência de calor e precipitações, que geram um rebrote mais intenso das gramíneas estivais, aumentando a qualidade e a quantidade de pasto. Segundo o informativo conjuntural da Emater-RS/Ascar, a temporada de parição do rebanho de cria nas regiões permanece, com a maioria das matrizes com cria ao pé, apresentando bom desenvolvimento corporal dos terneiros.

Por outro lado, as condições sanitárias dos rebanhos são razoáveis, com baixa incidência de ecto e endoparasitas, mas os pecuaristas permanecem realizando o monitoramento e controle, principalmente das verminoses e carrapatos.

A oferta de gado gordo oriundo de áreas de pastagens cultivadas, deferidas para o cultivo da soja, continua alta na maioria das regiões produtoras de carne bovina do Estado. Nessa época do ano, ocorrem muitas exposições locais de bovinos, ocasião em que os produtores adquirem reprodutores para o melhoramento genético dos rebanhos.

Bovinocultura de leite


As atuais condições climáticas favoreceram a implantação, o crescimento e o manejo das pastagens e do rebanho na maioria das bacias produtoras de leite do Estado. Os produtores permanecem realizando as práticas de implantação e manejo das pastagens anuais de verão, principalmente a semeadura de novas áreas, assim como o controle de plantas espontâneas e adubações nitrogenadas químicas e orgânicas de cobertura.

De modo geral, as pastagens anuais de verão (como milheto e o sorgo forrageiro) ainda não têm condições de serem utilizadas diretamente pelos animais, enquanto as perenes já estão no segundo pastejo em muitas unidades produtoras de leite.

Além do pasto, os produtores estão suplementando a alimentação do rebanho leiteiro com silagem, feno, grãos, farelos e ração. No período, na região de Erechim, os preços do leite recebido pelos agricultores variaram entre R$ 0,72 a R$ 1,05/litro, com tendência de estabilidade.

Rebrote de forrageiras
Ainda segundo o levantamento da Emater-RS/Ascar, em alguns locais, os campos apresentam infestações de plantas invasoras, necessitando uso de roçadeiras para seu controle. O Estado está no período final de utilização de pastagens cultivadas de inverno, especialmente das gramíneas anuais, como aveia e azevém.

Muitas áreas dessas pastagem de inverno já estão em final de ciclo e começam a ceder lugar para a implantação de lavouras de soja. Os animais que estavam em pastagens nas áreas onde será implantada a cultura de soja, e que ainda não foram destinados aos frigoríficos, voltaram para áreas de campo nativo ou áreas de pastagens cultivadas de verão, onde deverão ser terminados.

O período é de planejamento e implantação das pastagens anuais e perenes de ciclo de verão, como milheto, sorgo forrageiro e tifton. Os criadores também intensificam a ampliação e as práticas de manejo das lavouras de milho destinadas para a produção de silagem, realizando o controle das ervas espontâneas e adubações nitrogenadas em cobertura.

Paraná volta a reduzir área de milho e eleva a de soja para a safra 2013/2014

Cereal deve ocupar 695.195 hectares, recuo de 0,57% em relação à previsão de 699.185 hectares feita em setembro 

(Redução da área destinada ao milho se deve aos preços deprimidos do grão após produção recorde)
 
O Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), ligado à Secretaria de Agricultura do Estado, voltou a reduzir a projeção para a área plantada com milho na primeira safra no Estado e elevou a estimativa para a lavoura de soja 2013/2014. O cereal deve ocupar 695.195 hectares, recuo de 0,57% em relação à previsão de 699.185 hectares feita em setembro e de 21% na comparação com a safra 2012/13, quando foram cultivados 875.970 hectares. Já a oleaginosa será cultivada em 4.872.947 hectares, avanço marginal de 0,26% ante a estimativa feita em setembro, de 4.860.237 hectares, e aumento de 4,13% sobre a temporada 2012/13, quando foram sido semeados 4.679.389 hectares.

A redução da área destinada ao milho se deve aos preços deprimidos do grão após produção recorde.

Apenas o Paraná colheu, somando a primeira e a segunda safra em 2012/2013, mais de 17 milhões de toneladas. Para a primeira safra 2013/2014 são esperadas 5,833 milhões de toneladas, abaixo das 5,893 milhões de toneladas previstas em setembro. O volume também deverá inferior às 7,14 milhões de toneladas colhidas em 2012/13. Além da redução de área, a produtividade deverá ser menor quando comparada à previsão de setembro, de 8.392 quilos por hectare, mas superior aos 8.158 quilos por hectare colhidos na safra passada, quando a estiagem afetou o rendimento.

A safra verão 2013/2014 de milho do Paraná está 85% implantada, e até o momento não foram registradas vendas antecipadas pelos produtores, conforme o Deral. Da segunda safra 2012/2013, o setor produtivo negociou 43% da colheita, de 10,3 milhões de toneladas, avanço de cinco pontos porcentuais em uma semana.

A safra de soja paranaense deve somar 16,35 milhões de toneladas, incremento de 3% sobre o ciclo anterior. Além do aumento de área, o rendimento das lavouras também deve ser maior, de 3.356 quilos por hectare, ante 3.352 quilos por hectare estimados em setembro e 3.381 quilos por hectare obtidos na safra passada. Até o momento, 47% das lavouras estão implantadas no Estado e 20% da soja foi vendida antecipadamente, avanço de 1 ponto porcentual na semana.

Trigo

O Deral também revisou a área semeada com trigo no último inverno, da safra 2012/13, para 978.348 hectares, levemente superior aos 977.040 hectares divulgados em setembro. A produção soma 1,710 milhão de toneladas, abaixo das 1,718 estimadas em setembro, nova redução após as fortes geadas que danificaram as lavouras.

O rendimento, no entanto, está estimado em 2.038 quilos por hectare, marginalmente superior aos 2.032 quilos por hectare esperados em setembro. Até o momento, o trigo foi retirado de 60% das lavouras e, do cereal que ainda está no campo, 46% se encontram em condições boas, 40% em condições regulares.

Produtores negociaram 35% da safra.

Ministério Público quer suspender registro de agrotóxico com carbendazim no Brasil

Fungicida é usado para pulverização de culturas de citrus, grãos e tratamento de sementes é proibido nos Estados Unidos

(Fundecitrus suspendeu uso da substância após o embargo pelos Estados Unidos de 20 carregamentos de suco concentrado com níveis de carbendazim acima do máximo tolerado)
 
O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) entrou com ação na Justiça para suspender o registro de agrotóxicos formulados com carbendazim no Brasil. Segundo o MPF, a proibição do uso do fungicida deve ser adotada até que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conclua o processo de reavaliação da toxicidade do princípio ativo, "considerado nocivo à saúde humana por diversos estudos científicos".

O fungicida é registrado no Ministério da Agricultura para pulverização das culturas de citros, algodão, feijão, soja e trigo, além do tratamento de sementes de algodão, feijão, milho e soja. No caso dos citros, o uso do produto para controle da pinta preta foi suspenso no início do ano passado pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), mantido por produtores e indústrias, após o embargo pelos Estados Unidos de 20 carregamentos de suco concentrado com níveis de carbendazim acima do máximo tolerado pelas autoridades norte-americanas.

O MPF/DF, ao defender a suspensão do carbendazim, argumenta que o fungicida é proibido nos Estados Unidos e faz parte do programa de revisão de substâncias da União Europeia.

– Aqui, a última avaliação do ingrediente foi realizada pela Anvisa em 2002. Desde então, centenas de novas pesquisas apontaram riscos na ingestão do produto, que pode causar danos aos sistemas endócrino, hepático e reprodutor – diz o MPF.

Na ação, o MPF cita que o uso do carbendazim é associado a doenças de pele, problemas no fígado, diminuição da produção de espermatozoides, infertilidade, malformações fetais, distúrbios hormonais e câncer.

Segundo o MPF/DF, a própria Anvisa reconhece a necessidade de reavaliar os riscos da substância, mas informou que só fará a análise depois de concluir a reavaliação de outros 14 ingredientes ativos, previstos na Resolução RDC 10/2008, mas não há data prevista para o término dos trabalhos.

– A inércia da autarquia coloca em risco a saúde da população brasileira – dizem os procuradores, que defendem o princípio da precaução.

– Para que a saúde seja efetivamente tutelada, devem ser aplicadas pelo Estado, de acordo com as suas capacidades, medidas preventivas onde existam ameaças de riscos sérios ou irreversíveis. Não será utilizada a falta de certeza científica total como razão para o adiamento de medidas eficazes diz na ação o procurador da Anselmo Henrique Cordeiro Lopes.

Crédito para agricultura empresarial cresce 35,5%

Foram contratados R$ 23,7 bilhões no período de julho e agosto

(Pronamp disponibilizou 1,94 bilhão)
 
Os financiamentos para a agricultura empresarial na aplicação entre julho e gosto de 2013 somaram R$ 23,7 bilhões, um aumento de 35,5% em relação ao mesmo período da safra anterior, que foi de R$ 17,5 bilhões.

Os produtores rurais contrataram R$ 18,5 bilhões pelas modalidades de custeio e comercialização e R$ 5,2 bilhões pela de investimento.

Para o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller, os resultados do crédito rural divulgado nesta quarta, dia 18, confirma o forte acesso do setor diante dos recursos de financiamento de custeio e lembrou que no próximo dia 26 deste mês será realizada em Mato Grosso a abertura oficial do plantio nacional de soja.

– A soja é um grande potencial no agronegócio brasileiro. A expectativa para esta safra é ultrapassar 88 milhões de toneladas, 7% a mais do que a anterior – ressaltou o secretário.

Entre as linhas de crédito para custeio e comercialização, destaque para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), com total de empréstimos de R$ 1,94 bilhão – alta de 44,3% sobre os meses de julho e agosto do ano passado.

Em relação aos investimentos, o Programa de Sustentação de Investimento – PSI-BK, que financia máquinas e equipamentos, foi onde se observou maiores níveis de aplicação nesses dois primeiros meses do Plano Safra. Foram aplicados no âmbito desse Programa R$ 1,9 bilhão, 49,6% a mais do que o volume observado em igual período do ano passado.

Embrapa simula desenvolvimento de helicoverpa em cultivos preferenciais da praga

Áreas ao norte e a sudoeste de São Paulo concentram municípios com pelo menos quatro cultivos hospedeiros

(Praga está presente em mais de 10 Estados do país)
 
No início de 2013, a Helicoverpa armigera havia sido constatada em três Estados brasileiros. Atualmente, já está confirmado em mais de 10. É considerada uma praga exótica de importância econômica que demanda esforços de contenção, controle e pesquisa. Conforme os pesquisadores, já foram iniciadas ações pelas secretarias de Agricultura dos Estados onde a praga já foi notificada e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que consideram as estratégias de controle propostas pela Embrapa para ações emergenciais.

A Embrapa também identificou trabalhos desenvolvidos no exterior, em fase de aperfeiçoamento, necessários para conhecer melhor o comportamento e a dinâmica da praga no ambiente brasileiro e até oferecer futuras opções para ampliar a disponibilidade de alternativas para o controle do inseto, com menor impacto ambiental. Entre os trabalhos já desenvolvidos, a Embrapa Meio Ambiente disponibilizou, em junho, resultados de trabalhos do Laboratório de Quarentena “Costa Lima” (LQC), o único no Brasil credenciado pelo Mapa  para introduzir inimigos naturais e outros benéficos para o controle de pragas e outros fins científicos.

De acordo com a avaliação da equipe do LQC, as estratégias de manejo integrado de controle do inseto também devem estar fundamentadas em estudos prospectivos de estimativas das durações das fases imaturas de desenvolvimento da helicoverpa em localidades brasileiras, considerando o período de safra do cultivo atacado. É necessário determinar a provável quantidade de gerações da praga por ciclo das plantas hospedeiras preferenciais, bem como os períodos mais favoráveis à maior disponibilidade de ovos, lagartas, pupas (estas últimas enterradas no solo) e de mariposas (fase adulta), fundamentando a identificação da melhor estratégia de controle para cada fase de desenvolvimento do inseto.

– Dados disponibilizados para acesso público por instituições de pesquisa e de assistência técnica do Estado de São Paulo possibilitaram ao LQC ranquear os maiores produtores de milho, algodão, tomate, feijão e soja, como também identificar condições climáticas desses municípios – disse a pesquisadora da equipe da Embrapa Meio Ambiente, Maria Conceição Pessoa.

Entre os dez maiores produtores de cada cultivo, a pesquisadora Jeanne Marinho Prado, também da equipe do LQC, informa que foram identificados municípios com maior produção e número de cultivos hospedeiros principais do inseto, muitos dos quais com esses plantios durante a maior parte do ano em função dos seus diferentes períodos.

Áreas ao norte e a sudoeste de São Paulo concentram municípios com pelo menos quatro cultivos hospedeiros preferenciais, motivo pelo qual o trabalho do LQC priorizou estimar gerações de helicoverpa nessas áreas.

Na área sudoeste do Estado, Itapeva foi identificada como grande produtor de milho, tomate, algodão, soja e feijão. Maria Conceição explica que as características climáticas e de períodos de plantios dos cultivos foram utilizados para simular o potencial desenvolvimento da praga em soja, feijão, tomate, milho e algodão na região sudoeste do Estado, considerando as necessidades térmicas das diferentes fases do ciclo de desenvolvimento da praga já realizado pela equipe.

O mesmo método possibilitou identificar outra área de produção expressiva de soja ao norte do Estado, localizada na região de Barretos, pertencente a um dos grandes polos agroindustriais do estado, bem como outras áreas produtoras de cultivos hospedeiros preferenciais da praga, tais como aquelas pertencentes à regional de Orlândia.

– Outras potenciais contribuições do LQC seriam a busca exploratória na fauna nativa brasileira (bioprospecção) ou introdução de insetos ou microrganismos exóticos para pesquisa de potenciais bioagentes de controle, visando subsidiar ações para planos de manejo integrado do inseto – salienta o pesquisador Luiz Alexandre de Sá.

Quase metade da área de Cachoeira é de lavouras

Estimativa do IBGE diz que são 33 produtos cultivados em larga escala em 178.228 hectares

Estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que 47,71% do território de Cachoeira do Sul é ocupado por lavouras.

Conforme a projeção feita com base em dados oficiais do mês de julho, são 178.228 hectares de plantações em larga escala, área em que 33 produtos são cultivados.

A soja - a líder em área plantada no município - ocupa 127 mil hectares, o correspondente a 71,26% da terra ocupada pela agricultura em Cachoeira.

Segunda maior plantadora de soja do Rio Grande do Sul (em área), a cidade perde apenas para Tupaciretã, onde são cultivados 142 mil hectares do produto.

O arroz, que por décadas foi a principal cultura agrícola de Cachoeira, hoje está em segundo lugar em área plantada na cidade.

São 32.950 hectares de lavouras do cereal, apenas 25% da extensão de terra dedicada ao cultivo da soja.

O trigo, com 10 mil hectares, é a terceira maior cultura agrícola de Cachoeira, seguido do milho, da mandioca e do fumo.

Com a economia baseada no setor primário, Cachoeira tem o sétimo maior valor adicionado bruto (VAB) agrícola do Rio Grande do Sul, indicador que considera o quanto é acrescido ao preço de um produto in natura após o beneficiamento.

O VAB é o principal balizador do repasse de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) para os municípios gaúchos.

ATENÇÃO

O território de Cachoeira do Sul tem 3.735,16 quilômetros quadrados, sendo 1.782,28 ocupados por plantações, o que corresponde a 47,71% da área total do município.

PARA SABER MAIS

O mapa das lavouras de Cachoeira

PRODUTO - ÁREA PLANTADA (em hectares)

Soja -  127.000
Arroz -  32.950
Trigo - 10.000
Milho - 5.000
Mandioca - 800
Fumo - 635
Noz  - 610
Colza - 400
Cevada - 300
Feijão preto - 212
Laranja - 72
Bergamota - 41
Cana de açúcar - 30
Sorgo - 30
Pêssego - 28
Batata doce - 20
Azeitona - 12
Limão  - 10
Melancia  -10
Figo - 9
Uva - 8
Cebola - 8
Goiaba - 7
Pera - 6
Abacate - 5
Batata inglesa - 5
Banana  -4
Amendoim - 4
Melão - 3
Tomate - 3
Caqui - 2
Maçã  -2
Alho - 2

TOTAL - 178.228

Analista de mercado afirma que momento é propício para venda de soja

Em entrevista ao programa Mercado e Companhia, Ênio Fernandes aponta que a escassez de chuva nos Estados Unidos estimula altas no mercado futuro

(Analista diz que chance de errar a venda neste momento é muito pequena)
 
Os mapas meteorológicos indicam escassez de chuva na região produtora de grãos nos Estados Unidos e estimulam altas no mercado futuro. Na Bolsa de Chicago, a volta do feriado é marcada por ganhos superiores a US$ 0,40 nos contratos de soja. Milho e trigo também sobem. O analista de mercado Ênio Fernandes afirma que o momento é propício para os produtores começarem a vender a soja.

– Para quem tem soja disponível, colhida, guardada, a chance de errar a venda é muito pequena, porque tem pouco estoque, os preços já estão altos e o mercado interno vai exercer pressão de compra. Para quem vai plantar, para a soja do ano que vem, poucas vezes se vendeu no porto a R$ 70,00, R$ 65,00. O câmbio também está bom.

Fernandes recomenda que os sojicultores que pretendem comercializar o grão futuro acompanhem de perto o clima diariamente.

– Nos próximos dias que não marcar chuva, (o produtor) pode fazer suas posições volume a volume. Ele tem que ficar focado em clima nos próximos 10, 12 dias – sugere.

As projeções climáticas indicam que não deve chover de forma consistente nos Estados Unidos. Segundo Fernandes, o mercado vai permanecer em alta até o momento em que ocorrer uma precipitação mais forte nos Estados do oeste.

– Quando cair uma chuva, o mercado vai ceder, até lá, não – enfatizou.

Segundo ele, os próximos movimentos serão sempre fortes, para cima ou para baixo. 

Produtores de soja querem apoio do governo para padronizar os critérios de classificação de grãos

No Brasil, não há regras estabelecidas na classificação do produto

(Segundo os sojicultores, é o governo que deve ditar as normas de classificação dos grãos)
 
Os produtores de soja querem ajuda do governo federal para padronizar os critérios de classificação de grãos. Eles reclamam da falta de transparência das empresas na hora de descontar o produto considerado de baixa qualidade. Embora a soja tenha sido a principal responsável pelo aumento do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre do ano, que cresceu 3,9%, produtores ainda perdem na venda para as trends. No Brasil, não há regras estabelecidas na classificação do produto, o que faz com que as empresas compradoras criem seus próprios critérios.

A situação foi discutida em Brasília, com a presença de representantes dos Estados Unidos e da Argentina.

Os dois países, que com o Brasil são competidores na venda de soja e outros grãos, trouxeram exemplos do sistema que aplicam. Um método que determina como avaliar o grão e dar o desconto ao vendedor.

Para o diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Soja Mato Grosso (Aprosoja/MT), Marcelo Duarte, a dificuldade no caso do Brasil é a falta de transparência entre as trends.

– O que a gente está pleiteando é que esses descontos sejam feitos de forma também similar entre as empresas. Não idênticos, é obvio, porque cada empresa vai ter seu custo. Algumas empresas podem definir, por exemplo, que ela vai cobrar um pouquinho mais se a soja estiver mais úmida, outra vai cobrar mais se for impura. Mas queremos que isso esteja claro. Que as empresas publiquem para que os produtores não tenham surpresa – destaca Duarte.

Os produtores de soja querem agora expor o problema e pedir apoio do governo. O setor pretende se reunir com o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, levando os exemplos das práticas usadas na Argentina e nos Estados Unidos. Segundo os sojicultores, é o governo que deve ditar as normas de classificação dos grãos.

– Uma das saídas seria uma norma privada, e outra coisa seria a legislação que é um pouco mais complicada, precisaria ter um consenso e principalmente vontade política – disse o diretor executivo Aprosoja, Fabrício Rosa.

Exportação de derivados da soja cresce 12,8% no acumulado de 2013

Receita atingiu US$ 24,019 bilhões

(Levantamento relativo ao mês de agosto mostra que as exportações de soja em grãos somaram 4,155 milhões) 
 
A receita das exportações do complexo soja atingiram US$ 24,019 bilhões no acumulado de janeiro a agosto deste ano, valor 12,8% superior ao faturamento registrado em igual período do ano passado. Já o volume exportado de soja e derivados nos primeiros oito meses deste ano cresceu 9,5% na comparação anual, para 45,084 milhões de toneladas. Os cálculos foram atualizados com base nos dados divulgados nesta segunda, dia 2, sobre a balança comercial brasileira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic).

O levantamento relativo ao mês de agosto mostra que as exportações de soja em grãos somaram 4,155 milhões de toneladas e a receita atingiu US$ 2,241 bilhões. Em relação ao mês de julho, houve queda de 26,6% no volume e de 26,8% no valor. Já comparado a agosto de 2012, o total embarcado cresceu 71% e o faturamento aumentou 57,1%. No acumulado do ano, a exportação de soja em grãos somou 35,913 milhões de toneladas e a receita US$ 19,115 bilhões. Em relação ao mesmo período do ano passado houve crescimento de 20% no volume e de 22,4% no valor.

A exportação de farelo de soja no mês passado somou 1,053 milhão de toneladas e a receita foi de US$ 523 mil. Frente ao mês de julho, houve redução de 34,2% no volume exportado e de 32% na receita. Na comparação com agosto do ano passado, a exportação de farelo caiu 22,2% no volume e 24,3% no valor.

No acumulado de oito meses, os embarques de farelo totalizaram 8,462 milhões de toneladas e a receita somou US$ 4,163 bilhões. Em relação ao mesmo período do ano passado, o volume embarcado recuou 15,2% e o valor caiu apenas 1%.

As exportações de óleo de soja em agosto ficaram em 85,5 mil toneladas, que geraram uma receita de US$ 83 milhões. Comparado ao mês anterior o volume exportado caiu 22,2% e a receita recuou 23,3%. Em relação a julho do ano passado, houve queda de 52,4% no volume e de 60,3% no valor. A exportação somou 708,8 mil toneladas e a receita US$ 741 milhões entre janeiro e agosto de 2013. Em relação ao mesmo período de 2012, o volume embarcado recuou 44% e a receita caiu 49,7%.

Proximidade de colheita nos EUA e demanda limitada pressionam para baixo preço de grãos na Ásia

Expectativa de queda afasta importadores asiáticos do mercado

(Safra norte-americana deve crescer neste ano à medida que as principais regiões produtoras se recuperam da seca do ano passado)
 
Os preços dos grãos no mercado asiático devem sofrer pressão para baixo nesta semana. A provável queda se deve à proximidade da colheita nos Estados Unidos e à demanda limitada. Importadores asiáticos começaram a se afastar do mercado em meio à expectativa de queda dos preços.

Os Estados Unidos estão se preparando para a colheita dos grãos que foram plantados na primavera (do hemisfério norte). A produção deve crescer este ano à medida que as principais regiões produtoras se recuperam da grave seca do ano passado.

– Produtores e tradings estão tentando se livrar de seus estoques da safra anterior, aumentando a oferta no mercado à vista antes da próxima safra – disse o vice-gerente geral da corretora Okato Shoji, Kaname Gokon.

Operadores e analistas esperam que os preços da soja caiam abaixo de US$ 13 o bushel neste mês. A projeção para os preços do milho e do trigo é de queda de 15 a 20 centavos de dólar por bushel.

Na semana passada, os preços subiram devido a preocupações com o clima seco nos Estados Unidos.

Chuvas leves se movimentaram na direção oeste através das grandes planícies norte-americanas. De acordo com relatório da consultoria Lachstock, os mercados terão uma ideia melhor do impacto do calor da semana passada quando as condições das lavouras forem atualizadas nesta terça-feira, dia 3 de setembro, pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).