Estudo da USP teve como objetivo entender mecanismos que regulam temperatura corpórea dos animais
(Estudo indicou que, ao serem transferidos para a
sombra, os animais apresentam uma rápida recuperação fisiológica, que
resulta em economia de energia)
A exposição ao sol por uma hora foi capaz de aumentar a freqüência
respiratória e a temperatura retal de bubalinos. Esse é um dos
resultados apresentados na pesquisa Efeito do ambiente térmico na
fisiologia adaptativa de bubalinos realizada pela zootecnista Reíssa
Alves Vilela e orientada por Evaldo Antonio Lencioni Titto e Alfredo
Manuel Franco Pereira, na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de
Alimentos (FZEA) da Universidade de São Paulo (USP), em Pirassununga.
O
estudo ainda indicou que, ao serem transferidos para a sombra, os
animais apresentam uma rápida recuperação fisiológica, que resulta em
economia de energia. O resultado não era esperado pelos pesquisadores:
– Me
surpreendi com a rápida recuperação fisiológica dos bubalinos após uma
situação de estresse térmico, com maior ênfase à capacidade de perder
calor pela via latente e em particular à taxa de sudação. Ao contrário
do referido por variada bibliografia, a taxa de sudação assume um papel
muito mais relevante no equilíbrio térmico dos bubalinos – afirmou
Reíssa.
O estudo teve como objetivo o melhor entendimento dos
mecanismos que regulam a temperatura corpórea dos bubalinos além de
propiciar informações aos produtores rurais para a construção de abrigos
mais adequados, que respeitem as necessidades biológicas dos animais. O
experimento utilizou 12 animais.