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Produção global de ração deve crescer até 2% em 2013

Aumento deve ser influenciado pelo bom desempenho de segmentos de bovinos de leite e aquicultura

(Expectativa é de crescimento do setor de proteína animal, o que puxaria a demanda por ração)
 
A produção global de ração deve crescer entre 1% e 2% este ano, influenciada pelo bom desempenho de segmentos de bovinos de leite e aquicultura, projetou nesta quarta, dia 28, o presidente da Federação Internacional da Indústria de Ração (Ifif, na sigla em inglês), Mario Cutait, no Salão Internacional de Avicultura, em São Paulo.

Segundo Cutait, a expectativa é de crescimento do setor de proteína animal, o que puxaria a demanda por ração.

– Temos certeza de que vamos produzir mais. Agora o que precisamos é de avanços em questões regulatórias. Nós estamos fazendo um trabalho de harmonização regulatória global, e precisamos de uma participação maior do Brasil – salientou.

Segundo ele, os custos de produção estão mais favoráveis do que em anos anteriores.

– Os preços do milho e da soja aparentemente estão se acalmando – destacou.

Para Cutait, é muito cedo para avaliar se a valorização recente dos grãos, por causa do clima seco e quente em regiões produtoras dos Estados Unidos, representa uma mudança de tendência.

– Ninguém toma decisão de estratégia em virtude da mudança de nível de preço de uma semana ou de um mês. O que se pode dizer é que hoje temos um cenário melhor de preços e custos para o setor de ração – assinalou.

A indústria de proteína ainda deve demorar para se recuperar totalmente dos prejuízos dos últimos dois anos com a elevação dos preços das commodities. Sobre o câmbio, ele destacou que as consequências da valorização do dólar ante as principais moedas ainda são incertas.

– Temos que esperar estabilizar isso, por enquanto há muita turbulência, é difícil ver quem é mais afetado em termos de países e ingredientes. O que nos preocupa muito é a inflação dos alimentos, porque muitos países estão com seu poder aquisitivo cortado – disse.

Na avaliação de Cutait, o cenário de demanda até o fim do ano é favorável.

– A gente vê a Europa e os EUA se estabilizando, e a China com crescimento menor, mas crescendo. A América Latina também cresce – assinalou.

Para o coordenador de inteligência de mercado da Associação das Indústrias de Alimentação Animal da América Latina e do Caribe (FeedLatina), Marcel Joineau, o mercado de ração latino-americano tem uma base interna de consumo forte, o que deve compensar em parte a frágil retomada do crescimento global.

– Este ano não deve ser muito diferente do ano passado. Projetamos um crescimento de 1% até 3%, dependendo da economia como um todo – apontou.

De acordo com a Feedlatina, em 2012, a produção de ração da América Latina (incluindo dados de México, Caribe, Américas Central e do Sul) totalizou 138 milhões de toneladas. Conforme Joineau, o México deve reduzir a produção de frangos este ano e importar mais, mas essa demanda pode ser atendida em parte pelo Brasil. Ele salientou, ainda, que as tendências de crescimento populacional e aumento do poder aquisitivo em mercados emergentes são benéficas para a indústria de ração latino-americana.

– A América Latina tem de se preparar cada vez mais para externar essa produção e atender ao aumento de demanda mundial – disse.

Regulação

Durante o painel Regulatórios de Insumos para Rações, realizado na manhã desta quarta foram debatidas legislações para insumos e rações no Brasil e na América Latina. A diretora executiva da Feedlatina, Flavia Ferreira de Castro, ressaltou a importância da participação da indústria latino-americana do Programa Feed and Food Seguro Latinoamerica. Ela assinalou que a harmonização de procedimentos regulatórios entre os países da região é fundamental para aumentar o fluxo de comércio.

Embrapa vai apresentar novidades para a agropecuária na 36ª Expointer

Evento ocorre entre os dias 24 de agosto e 1º de setembro em Esteio, Rio Grande do Sul

(Mutação genética que possibilita o aumento da produtividade em ovinos da raça Ile de France será uma das inovações que a Embrapa vai apresentar na Expointer)
 
A Embrapa vai participar da 36ª Expointer apresentando aos produtores e ao público em geral tecnologias que contribuem para o aumento da produtividade e melhoria da qualidade da agropecuária. O evento ocorre entre os dias 24 de agosto e 1º de setembro no Parque de Exposições Assis Brasil em Esteio, Rio Grande do Sul.

Serão mostradas durante a exposição três inovações já disponíveis para os produtores: a mutação genética Vacaria que possibilita o aumento da produtividade em ovinos da raça Ile de France, a cultivar forrageira capim-sudão BRS Estribo e tecnologias para a qualidade de sementes de forrageiras.

As tecnologias poderão ser conhecidas na Casa da Tecnologia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, onde ficam centralizadas todas as unidades da Embrapa na exposição, e no estande da Emater Rio Grande do Sul.

A mutação genética Vacaria possibilita a maior incidência de partos duplos ou triplos das ovelhas portadoras do gene. O diagnóstico da mutação, por meio de de técnicas de biologia molecular, viabiliza a identificação precoce de animais portadores, especialmente carneiros, que transmitirão a característica para suas filhas. Juntamente com técnicas adequadas de manejo reprodutivo e alimentar, esta tecnologia poderá incrementar o número de cordeiros desmamados anualmente nas propriedades rurais.

Entre as outras novidades que serão apresentadas estão o lançamento da cultivar de aveia preta BRS Madrugada e da cultivar de milheto BRS 1503. Haverá também o lançamento de três livros: "Zoneamento Edafoclimático da Olivicultura para o Rio Grande do Sul", "Zoneamento Edáfico da Cana-de-açúcar para o Rio Grande do Sul", e "500 perguntas, 500 respostas – Maçã". Também integra a agenda da Embrapa no evento a assinatura de convênios e acordos.

Ubabef avalia perda de competitividade das exportações de carne de frango

Estudo concluiu que principal gargalo da indústria avícola nacional está nos altos custos industriais

(Estudo indica altos custos industriais como principal gargalo da competitividade da indústria avícola nacional)
 
Um estudo da União Brasileira de Avicultura (Ubabef) concluiu que o Brasil poderia ter obtido receitas adicionais de US$ 1,650 bilhão e gerado cerca de 94 mil empregos diretos e indiretos nos últimos quatro anos se não houvesse perdido a competitividade das exportações da carne de frango. Até 2020, o prejuízo poderia ser de 103 mil empregos diretos e indiretos na cadeia avícola, caso o quadro permaneça o mesmo.

De acordo com o estudo, o principal gargalo da competitividade da indústria avícola nacional está nos altos custos industriais. Destes, os mais relevantes são os custos de mão de obra, de embalagem e de investimentos.

A perda de competitividade do Brasil no mercado internacional de carne de frango pode ser observada pela redução da participação do país nas exportações mundiais do produto. No período de 2001 a 2004, a participação era de 30%, passando para 39% no período 2005 a 2008 e caindo para 37% no quadriênio 2009 a 2012.

O documento destaca que a melhoria da competitividade na indústria avícola nacional passa pelo aumento da produtividade da mão de obra. O setor responde por 347 mil empregos diretos.

– Precisamos incentivar a modernização e a automação das agroindústrias avícolas, além de investir em capacitação da mão de obra – afirma o presidente executivo da Ubebef, Francisco Turra.

O trabalho será apresentado durante o Salão Internacional da Avicultura (SIAV), que acontece entre os próximos dias 27 e 29, em São Paulo.

Estudo da CNA prevê aumento de 8,1% na renda da agropecuária

Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) deve atingir R$ 422,7 bilhões em 2013

(Valor Bruto da Produção Agropecuária deve atingir R$ 422,7 bilhões em 2013)
 
Um estudo elaborado pela Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) prevê que o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) deve atingir R$ 422,7 bilhões em 2013, montante 8,1% superior ao calculado para 2012.

"Apesar da forte tendência de queda das cotações das commodities agrícolas no mercado internacional, a expectativa é de que o cenário externo desfavorável não comprometa o faturamento da agropecuária brasileira", dizem os técnicos da CNA.

De acordo o estudo, o crescimento do setor agropecuário deve ser impulsionado pelo faturamento da soja, que subiu 19,2% em relação a 2012 e atingiu R$ 82,3 bilhões. A estimativa da CNA é de crescimento de 7,5% no faturamento das lavouras, para R$ 254,9 bilhões. Os técnicos afirmam que a valorização do dólar tem compensado as quedas das cotações observadas no mercado externo, mas, em contrapartida, eleva o custo de produção, "sinalizando ganhos menores para os produtores".

A estimativa da CNA para o arroz é de aumento de 7% no VBP, para R$ 8,3 bilhões em 2013.

"O resultado positivo no setor se deve tanto ao aumento da produção quanto dos preços, no comparativo com 2012. Para a próxima safra, a estimativa é de que a área plantada passe de 2,39 milhões para 2,41 milhões de hectares", dizem os técnicos.

A previsão da CNA é de aumento de 9% no faturamento da pecuária brasileira, que deve atingir R$ 167,8 bilhões. Os técnicos destacam o crescimento de 23,6% na renda da avicultura, estimada em R$ 52,4 bilhões. Para a carne suína, a previsão é de aumento de 11,3% para R$ 12 bilhões.

"No mês de julho, o aumento do consumo doméstico, comportamento típico para esse mês em razão do clima frio, juntamente com o maior volume exportado favoreceu a valorização das cotações do suíno", dizem os técnicos.

Exportação de suco de laranja deve superar volume das duas últimas safras

Embarque a todos os destinos foi 3% maior em relação ao mesmo período da safra anterior

(Foram embarcados 1,094 milhão de toneladas de suco em equivalente concentrado)
Os embarques de suco de laranja devem manter um bom ritmo na safra 2013/2014, principalmente pela expectativa de boa demanda norte-americana. Segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o volume de exportação deve ser superior aos das duas temporadas anteriores.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que, no acumulado da temporada julho 2012 a maio 2013, o embarque de suco de laranja a todos os destinos foi 3% maior em relação ao mesmo período da safra anterior, totalizando 1,094 milhão de toneladas de suco em equivalente concentrado.

As exportações aos Estados Unidos têm ganhado destaque. No acumulado desta temporada, houve aumento de expressivos 35% em volume, totalizando 205,2 mil toneladas em equivalente concentrado. Segundo o Cepea, os envios de julho 2012 a maio 2013 a todos os destinos já superaram o total exportado nas quatro últimas safras – de 2008/2009 a 2011/2012 – antes mesmo de se contabilizar o último mês do ano safra exportador.

Em receita, na moeda americana, o montante obtido pelos envios aos Estados Unidos está 16% maior que o mesmo período da temporada anterior, acumulando US$ 369,2 milhões. Para a União Europeia, principal destino do suco brasileiro, houve aumento de 4% no acumulado desta temporada julho 2012 a maio 2013, totalizando mais de 730 mil toneladas em equivalente concentrado.

Retração de compradores desvaloriza algodão em pluma

Indicador Cepea/Esalq com pagamento em oito dias registrou queda de 1% entre 7 e 14 de maio

(Indicador Cepea/Esalq do algodão em pluma registrou queda de 1% entre 7 e 14 de maio)
 
O Indicador Cepea/Esalq do algodão em pluma com pagamento em oito dias registrou queda de 1% entre 7 e 14 de maio, fechando a R$ 1,9771/libra-peso (lp) nessa terça, dia 14. Segundo pesquisadores do Cepea, a retração de compradores e a postura mais flexível de comerciantes empurraram o Indicador para baixo de R$ 2,00/lp no início de maio.

No entanto, cotonicultores se mantêm firmes nos preços pedidos e isso tem limitado as quedas nos últimos dias. Segundo dados da Conab divulgados na quinta, dia 9, a área cultivada com algodão em pluma na safra 2012/2013 teria totalizado 886,7 mil hectares, 36,4% a menos que na temporada anterior.

A produtividade média deve ser de 1.422 kg/hectare (ha), contra 1.347 kg/ha na safra 2011/2012, avanço de 5,6%. A produção nacional de pluma deve diminuir 32,8%, limitando-se a 1,3 milhão de toneladas.

CEPEA

 

Custos de produção de frangos de corte e suínos caem ao nível mais baixo dos últimos dez meses

Baixa nos gastos com ração das aves é principal motivo de queda

(Custo de produção de frangos de corte acumula queda de 20,33% no ano)
 
Os custos de produção de frangos de corte e de suínos calculados pela Embrapa Suínos e Aves de Concórdia (SC), unidade descentralizada da empresa de pesquisa agropecuária vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) recuaram 4,12% e 0,17%, respectivamente, em abril. O ICPFrango/Embrapa chegou aos 143,45 pontos, enquanto o ICPSuíno/Embrapa fechou o mês em 154,79 pontos, menores valores dos dois índices desde junho de 2012.

O ICPFrango/Embrapa é referente aos custos de produção no Paraná, maior produtor de frangos do país, para o aviário tipo climatizado em pressão positiva, modelo referencial de produção. Já o ICPSuíno/Embrapa é obtido a partir de resultados de custos da produção de suínos em Santa Catarina, maior produtor nacional, em sistema tipo "ciclo completo", para o suinocultor empresário independente (não há um contrato de integração vertical por sítios como ocorre na produção de leitões terminados em sistema de comodato).

No ano, o custo de produção de frangos de corte acumula queda de 20,33%, influenciado principalmente pela baixa nos gastos com a ração das aves (-21,11% em 2013). Já o custo de produção de suínos chega a -14,23% nos quatro primeiros meses de 2013, também reflexo da diminuição dos gastos com a ração dos animais (-15,43%). A nutrição representou, em abril, 67,54% dos custos de produção dos frangos de corte e 74,69% dos custos de produção de suínos.

As informações foram divulgadas nesta terça, dia 14.

CIAS

 

Tentativas de compra em valores menores desaceleram ritmo de negócios no mercado do boi gordo

Nessa segunda, dia13, em São Paulo, a referência para o boi gordo fechou em R$97,00/arroba, à vista, R$99,00/arroba, a prazo

(Ritmo de compras no mercado do boi gordo desacelerou ligeiramente em função das tentativas de compra em valores menores)


Como é típico para a segunda-feira, a maioria dos frigoríficos tentou pressionar o mercado do boi gordo. A oferta de boiadas permitiu que boa parte das indústrias paulistas se abastecesse com mais facilidade até meados da última semana. O ritmo de compras desacelerou ligeiramente em função das tentativas de compra em valores menores.


Segundo levantamento da Scot Consultoria, nessa segunda, dia13, em São Paulo, a referência para o boi gordo fechou em R$97,00/arroba, à vista, R$99,00/arroba, a prazo. Os negócios acima da referência estão mais escassos.

As programações de abate no Estado atendem, em média, quatro dias úteis. As indústrias de menor porte estão com as escalas mais confortáveis comparadas aos grandes frigoríficos, que trabalham com programações curtas.

No mercado atacadista de carne com osso, os preços estão firmes. A movimentação da primeira semana do mês foi melhor frente aos últimos dias.

SCOT CONSULTORIA

 

MP-RS interroga um dos principais suspeitos de adulterar leite

Sete pessoas continuam presas, entre elas, o empresário que prestará depoimento nesta segunda, na cidade de Guaporé (RS)

 
(Volume de leite trabalhado pelo suspeito no período de um ano é de cerca de 43 milhões de litros, segundo promotor)
 
O Ministério Público do Rio Grande do Sul vai interrogar na tarde desta segunda, dia 13, um dos principais empresários suspeitos de envolvimento no esquema de adulteração de leite, com adição de água e um composto com formol, investigado pela Operação Leite Compen$ado, deflagrada na última quarta, dia 8. Segundo o promotor Mauro Rockembach, a denúncia deve ser entregue à Justiça até quinta, dia 16, mas ainda não há definição do número de participantes no esquema.

Sete pessoas continuam presas, entre elas, o empresário que prestará depoimento nesta segunda, na cidade de Guaporé (RS).

– Com certeza, ele é um dos principais envolvidos. O volume de leite trabalhado por ele no período de um ano é elevadíssimo, cerca de 43 milhões de litros. Além de transportar o leite cru do produtor ao posto de resfriamento, instalado em sua propriedade, ele adulterava [o produto] e analisava a qualidade. Em seguida, aproveitava-se do relaxamento de algumas empresas no controle de qualidade para entregar à indústria um leite com substância cancerígena – explicou, ressaltando que não há indícios de participação criminal das fabricantes de leite no esquema.

O promotor enfatizou que a fraude não se espalhou para outras regiões do país porque foi descoberta em uma fase considerada inicial. Segundo as investigações, a adulteração ocorria há cerca de um ano.

O Ministério Público estima que as empresas investigadas transportaram cerca de 100 milhões de litros de leite entre abril de 2012 e maio de 2013. Do total, o órgão acredita que 1 milhão de quilos de ureia contendo formol tenham sido adicionados, com o objetivo de aumentar o volume do leite transportado e consequentemente o lucro sobre o preço do leite cru.

– Era um esquema grande que tivemos a felicidade de pegar no início, a tempo de alertar as autoridades e a fiscalização para essa situação grave. Corríamos o risco de ele circular pelo país e então perderíamos o controle da fraude – destacou, ao acrescentar que novos depoimentos serão tomados na quarta, dia 15.

Além das investigações criminais, quatro inquéritos civis para apurar a responsabilidade das empresas de leite tramitam na Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor. Com o objetivo de fiscalizar a qualidade do leite produzido no Rio Grande do Sul, o órgão vai cruzar as informações levantadas pelo MP-RS com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e de entidades estaduais de fiscalização, como o Centro Estadual de Vigilância e Saúde e a Vigilância Sanitária Estadual. De acordo com o MP, as empresas de leite serão chamadas para uma reunião, no órgão, nos próximos dias.

Na sexta, dia 10, o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, tranquilizou os brasileiros em relação ao consumo de leite, alegando que as adulterações descobertas no produto fabricado no Rio Grande do Sul foram resultado de uma fiscalização eficiente do ministério.

Apesar de o ministério atestar que não há falha no monitoramento, técnicos da pasta se reunirão com representantes da cadeia produtiva do leite com o objetivo de estudar alternativas para melhorar os mecanismos de controle. Um dos encontros será no dia 22, em Brasília. Entre os pontos que o ministério discutirá com o setor privado está a possibilidade de o transporte de leite ser remunerado por quilometragem e não pela quantidade do produto.

Segundo balanço do Ministério da Agricultura, até o fim da semana passada foram recolhidos cerca de 600 mil litros de leite que já haviam passado pelo processo de industrialização e chegado ao mercado. Desses, dois lotes totalizando 28 mil litros do produto registraram presença de formol.

Entenda o caso
O Ministério Público do Rio Grande do Sul, com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Receita Estadual e da Brigada Militar, deflagrou na quarta, dia 8, a Operação Leite Compen$ado, que apura, desde 2012, a adulteração de leite no Estado. A investigação apontou que cinco empresas de transporte de leite adicionavam água e ureia, que tem formol em sua composição, para dar mais volume às mercadorias. Com o aumento do volume do leite transportado, os atravessadores lucravam 10% a mais que os 7% já pagos sobre o preço do leite cru. O MP suspeita que o esquema possa ter adulterado até 100 milhões de litros nos últimos 12 meses. As marcas que tiveram lotes de leite suspensos do mercado são Italac, Bom Gosto/Líder, Mu-Mu, Latvida, Hollmann, Goolac e Só Milk. A operação resultou em 13 mandados de busca e, até o momento, sete pessoas permanecem presas.

AGÊNCIA BRASIL