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Agricultura irrigada ajuda famílias a mudar de vida no Nordeste

Técnica produz 48 diferentes culturas no Vale do São Francisco

A agricultura irrigada tem mudado a vida de famílias no Nordeste do Brasil. Mesmo em períodos de estiagem, a técnica produz 48 diferentes culturas no Vale do São Francisco, representando o principal polo em atividade na região.

A produtora agrícola Ana dos Santos, 56 anos, mora em Petrolina, Pernambuco, há 28 anos. Ela nasceu e cresceu no município de Simões, no Piauí, e mudou-se para Pernambuco com a família em busca de uma vida melhor. Ana é dona da fazenda Lorena, que produz e comercializa uvas finas de mesa para o Brasil e a Europa.

– Quando não chovia a coisa ficava difícil e com a agricultura irrigada não sofremos mais disso. Temos como comercializar, gerando emprego e renda – disse a produtora, que emprega em seus pomares cerca de 40 trabalhadores.

O terreno da fazenda está localizado nas cidades de Petrolina, Pernambuco, e Juazeiro, Bahia, no Vale do São Francisco, especificamente no Perímetro de Irrigação Senador Nilo Coelho. A área já apresenta mais de 100 mil hectares de terra irrigada, entre projetos públicos e privados, e é considerada o maior polo de fruticultura irrigada do país e o principal em atividade no Nordeste.

Na região, também se encontram os perímetros irrigados Maria Tereza e Bebedouro, todos gerenciados pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco (Codevasf), empresa pública vinculada ao Ministério da Integração Nacional.

Em Pernambuco, os municípios de Petrolina, Lagoa Grande, Santa Maria da Boa Vista e Orocó formam o Polo de Petrolina e Juazeiro. A parte baiana do polo engloba as cidades de Juazeiro, Sobradinho, Casa Nova e Curaçá. Na região, as plantações de uva, manga e goiaba estão em alta e em grande parte voltadas para a exportação. Além delas, os pomares irrigados da região são cobertos por outras 45 diferentes culturas. O mercado de frutas no Brasil movimenta cerca de US$ 100 milhões por ano.

Primeira etapa de vacinação contra aftosa na Bahia tem mais de 90% do rebanho imunizado

Índice é acima dos 90% exigidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE)

(Total foi de 91,15% do rebanho vacinado contra a febre aftosa)
 
Com 91,15% do rebanho vacinado contra a febre aftosa, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), ligada à Secretaria de Agricultura e Pecuária, encerra a primeira etapa de vacinação de 2013 comemorando o alto índice vacinal, acima dos 90% exigidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), mesmo com os problemas ocasionados pela forte seca que atingiu mais de 60% do estado.

Os dados divulgados nesta segunda-feira, dia 29, reforçam a responsabilidade do criador e o compromisso do governo do Estado em desenvolver e fortalecer pecuária, garantindo a sanidade das 11.173.003 cabeças existentes no território baiano, mantendo o status de Livre da Febre Aftosa com Vacinação, como destacou o secretário da Agricultura, Eduardo Salles:

– As atividades de defesa unidas ao processo de modernização da pecuária trazem resultados positivos, favorecendo o sucesso das ações, o alcance das metas e a superação de desafios no combate a seca
Para ele o índice alcançado é um excelente patamar:

– É o reflexo do esforço conjunto entre criadores, associações, sindicatos, governo do Estado e Ministério da Agricultura dentro do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa.

O grande destaque nesta etapa de vacinação foi para a Zona de Proteção com índice de cobertura vacinal de 94,59%, composta pelos municípios de Formosa do Rio Preto, Santa Rita de Cássia, Mansidão, Buritirama, Remanso, Casa Nova, Pilão Arcado e Campo Alegre de Lourdes. Estes fazem divisa com Pernambuco e Piauí, estados que ainda não foram reconhecidos pelo Ministério da Agricultura como livre de aftosa com vacinação, destaca o diretor geral da Adab, Paulo Emílio Torres.

– Estamos cumprindo com o nosso papel de zelar pelo patrimônio pecuário na Bahia, agindo em defesa de toda comunidade rural no estado e garantindo condições mais favoráveis para que o pequeno produtor mantenha seu rebanho livre da aftosa. Para isso, a fiscalização do trânsito de animais e da vigilância ativa das propriedades foi intensificada propiciando maior segurança aos serviços oferecidos ao produtor.

Defesa Agropecuária

A Adab contabilizou 572.859 cabeças de gado que morreram devido à forte seca que afetou o estado. Isso representa cerca de 5% do rebanho existente na Bahia. Os maiores números de mortes ocorreram nas regiões de Miguel Calmon (75.190), Ribeira do Pombal (74.433), Juazeiro (70.700), Itaberaba (69.730) e Feira de Santana (62. 399).