Mostrando postagens com marcador Arroz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Arroz. Mostrar todas as postagens

Preço do 'arroz e feijão' sobe menos e inflação da baixa renda perde força

De julho para agosto, variação da dupla passou de 12,99% para 1,26%. No ano, o IPC-C1 acumula alta de 5,85% e de 9,29% em 12 meses.


A inflação da baixa renda perdeu força de julho para agosto, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), que calcula a variação de preços para famílias que ganham de 1 a 2,5 salários mínimos, ficou em 0,20%, depois de avançar 0,34% no mês anterior.

No ano, o indicador acumula alta de 5,85% e de 9,29% nos últimos 12 meses.
De um mês para o outro, registraram taxas menores os grupos de gastos com alimentação (de 0,66% para 0,39%), saúde e cuidados pessoais (de 0,77% para 0,39%), vestuário (de 0,20% para -0,13%), educação, leitura e recreação (de 0,71% para 0,27%) e despesas diversas (de 0,06% para -0,04%).
Na contramão, subiram ainda mais os preços de transportes (de -0,06% para 0,20%) e comunicação (de -0,15% para 0,05%). Já o grupo habitação não registrou variação pelo segundo mês consecutivo.
A taxa para a baixa renda ficou abaixo da registrada para o conjunto da população, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR), que atingiu 0,32% em agosto e 8,48%, nos últimos 12 meses.
Veja a variação de preços de alguns itens:
Arroz e feijão (de 12,99% para 1,26%)
Artigos de higiene e cuidado pessoal (de 2,17% para 0,89%)
Calçados (de 0,12% para -0,50%)
Passagem aérea (de 2,97% para -5,71%)
Bilhete lotérico (de 15,44% para 0,00%)
Tarifa de ônibus urbano (de -0,37% para 0,43%)
Tarifa de telefone móvel (-0,26% para 0,29%)
Tarifa de eletricidade residencial (de -1,93% para -1,37%)
Eletrodomésticos e equipamentos (0,64% para 0,04%)

IBGE prevê safra de grãos 11,1% menor que em 2015

Em agosto, estimativa da safra de 2016 é de 186 milhões de toneladas. Previsão da área a ser colhida, de 57,4 milhões de hectares, caiu também.


(Safra de grãos deverá ficar menor do que a registrada em 2015.)
Em agosto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estimou que a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas (algodão herbáceo, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, soja, aveia, centeio, cevada, girassol, sorgo, trigo e triticale) somou 186,1 milhões de toneladas. O valor é 11,1% inferior à registrada em 2015.
A previsão da área a ser colhida, de 57,4 milhões de hectares, também recuou 0,4% em relação ao verificado no ano passado.
Na comparação com a estimativa de julho, a produção caiu 1,5%, e a área foi reduzida a 226,8 mil hectares. O arroz, o milho e a soja representaram 92,6% da estimativa da produção e responderam por 87,8% da área a ser colhida.
Em relação ao ano anterior, houve alta de 3% na área colhida da soja e reduções na área do milho (-1,3%) e arroz (-9,8%). Quanto à produção, a estimativa aponta queda de 0,8% para a soja, 14,9% para o arroz e de 23,4% para o milho.
Estados
O volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição:
Centro-Oeste: 76,5 milhões de toneladas (-14,9% sobre 2015);
Sul: 73,3 milhões de toneladas (-3,5% sobre 2015)
Sudeste: 19,7 milhões de toneladas (2,3% sobre 2015);
Nordeste: 10,3 milhões de toneladas (-38,1% sobre 2015)
Norte: 6,3 milhões de tonelada (-17,9% sobre 2015).

Mapa pede prorrogação das dívidas de produtores de arroz e soja

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) pediu ao Ministério da Fazenda, nesta terça-feira (07), a prorrogação das dívidas de crédito de custeio e de investimento, sobretudo para os produtores de arroz e soja da região Sul. Essas culturas foram atingidas pelo excesso de chuvas durante o plantio e a colheita.

“As lavouras tiveram custo de produção elevado, queda de produtividade e da qualidade do grão. Isto diminuiu a renda a capacidade de pagamento dos compromissos financeiros dos produtores”, diz o secretário de Política Agrícola do Mapa, Neri Geller.


O Ministério da Agricultura solicitou que a Fazenda encaminhe ao Conselho Monetário Nacional (CMN) a proposta de votação da prorrogação das dívidas por 120 dias dos financiamentos a juros controlados. As parcelas com vencimento entre 1º de março a 30 de setembro de 2016 seriam prorrogadas para 1º de outubro deste ano.


O Ministério da Fazenda vai analisar o pedido e verificar a possibilidade de inclusão da proposta na pauta da próxima reunião do CMN este mês.

Mais informações à imprensa:
Assessoria de comunicação social
Inez De Podestà

Empresas repudiam comércio de sementes piratas no RS


Após a publicação da apreensão de quase cem mil quilos de sementes piratas em uma propriedade do Rio Grande do Sul, nessa segunda-feira, as empresas Nidera e Brasmax repudiaram o comércio ilegal de tecnologias.

Por meio de nota, as entidades ressaltaram a legislação vigente para a venda de insumos e ratificaram que a aquisição de sementes piratas é ilegal.

As sementes de soja foram apreendidas por meio de um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça a pedido da Associação Brasileira dos Obtentores Vegetais (Braspov), em uma propriedade em Cachoeira do Sul. No local, foram encontradas sementes de soja e arroz.

Nota Nidera:

A empresa segue e defende a legislação brasileira de sementes, bem como a de proteção de cultivares. Quanto ao aspecto legal deste caso específico, a empresa se pronunciará nos autos do processo conforme os prazos legais estabelecidos.

Nota Brasmax:

A Brasmax ratifica que é a favor de toda e qualquer ação que venha a coibir ações de pirataria de sementes, como a encabeçada pela Associação Brasileira dos Obtentores Vegetais. A pirataria de sementes, além de crime, traz prejuízos para toda a cadeia de produção. Além de não haver qualquer garantia de origem e qualidade, colocando em risco a produtividade da lavoura, o uso de sementes ilegais desestimula o investimento em pesquisa e desenvolvimento de novas variedades. A Brasmax recomenda sempre o uso de sementes certificadas que possuem alta qualidade e vigor, proporcionando melhor potencial de rendimento.


Fonte: Agrolink

Apreendidos quase 100 mil quilos de sementes piratas no RS

Quase cem mil quilos de sementes piratas de soja, da Nidera, TMG e Brasmax, e arroz, do IRGA, foram apreendidas nesta quarta-feira (12.08.2015) em uma propriedade de Cachoeira do Sul (RS).

A 2ª Vara Cível da Comarca do município cumpriu mandado de busca e apreensão da Associação Brasileira dos Obtentores Vegetais (Braspov), que havia recebido denúncias sobre a pirataria.

A diligência encontrou as sementes armazenadas em sacos e big bags brancos sem nenhuma identificação oficial, contendo apenas anotações de caneta feitas à mão ou em sacos reutilizados de adubos.

Também foram encontrados vários documentos que continham informações e dados relevantes sobre os cultivares como, por exemplo, as notas fiscais do produtor, anotações em caderno, fichas de controle de peso, entre outros.

Os réus podem contestar a ação até a próxima terça-feira.


Fonte: Agrolink

Frente Parlamentar da Agropecuária diz que governo suspendeu leilões de arroz

Segundo Luis Carlos Heinze, oferta não promoveu reflexos nas prateleiras

Conab realizou dois leilões de arroz dos estoques oficiais depositados no Rio Grande do Sul. Foram vendidas 32 mil toneladas em agosto (64,7% da oferta) e 44,6 mil toneladas em setembro (88,1% da oferta).
 
O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado federal Luis Carlos Heinze (PP/RS), afirmou que o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, informou que os leilões de venda de arroz dos estoques públicos estão suspensos. Neste ano, a Conab realizou dois leilões de arroz dos estoques oficiais depositados no Rio Grande do Sul. Foram vendidas cerca de 32,5 mil toneladas em agosto (64,7% da oferta) e 44,6 mil toneladas em setembro (88,1% da oferta).


– A excessiva oferta do grão em posse do governo com valores abaixo dos praticados não promoveu reflexos nas prateleiras dos supermercados, mas influenciou negativamente no mercado – diz Heinze.

Segundo o deputado, em alguns municípios gaúchos os preços diminuíram R$ 1 por saca nos últimos dias e a tendência de queda poderia permanecer se os leilões continuassem. Heinze disse que no último leilão, realizado na semana passada, o preço da saca atingiu R$ 30,44, valor bem abaixo do Preço de Liberação de Estoques (PLE), calculado pelo governo em R$ 33,28.

Conforme Heinze, o cancelamento dos pregões era cobrado também pelo presidente da Federação das Associações de Arrozeiros (Federarroz), Henrique Dornelles.

Quase metade da área de Cachoeira é de lavouras

Estimativa do IBGE diz que são 33 produtos cultivados em larga escala em 178.228 hectares

Estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que 47,71% do território de Cachoeira do Sul é ocupado por lavouras.

Conforme a projeção feita com base em dados oficiais do mês de julho, são 178.228 hectares de plantações em larga escala, área em que 33 produtos são cultivados.

A soja - a líder em área plantada no município - ocupa 127 mil hectares, o correspondente a 71,26% da terra ocupada pela agricultura em Cachoeira.

Segunda maior plantadora de soja do Rio Grande do Sul (em área), a cidade perde apenas para Tupaciretã, onde são cultivados 142 mil hectares do produto.

O arroz, que por décadas foi a principal cultura agrícola de Cachoeira, hoje está em segundo lugar em área plantada na cidade.

São 32.950 hectares de lavouras do cereal, apenas 25% da extensão de terra dedicada ao cultivo da soja.

O trigo, com 10 mil hectares, é a terceira maior cultura agrícola de Cachoeira, seguido do milho, da mandioca e do fumo.

Com a economia baseada no setor primário, Cachoeira tem o sétimo maior valor adicionado bruto (VAB) agrícola do Rio Grande do Sul, indicador que considera o quanto é acrescido ao preço de um produto in natura após o beneficiamento.

O VAB é o principal balizador do repasse de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) para os municípios gaúchos.

ATENÇÃO

O território de Cachoeira do Sul tem 3.735,16 quilômetros quadrados, sendo 1.782,28 ocupados por plantações, o que corresponde a 47,71% da área total do município.

PARA SABER MAIS

O mapa das lavouras de Cachoeira

PRODUTO - ÁREA PLANTADA (em hectares)

Soja -  127.000
Arroz -  32.950
Trigo - 10.000
Milho - 5.000
Mandioca - 800
Fumo - 635
Noz  - 610
Colza - 400
Cevada - 300
Feijão preto - 212
Laranja - 72
Bergamota - 41
Cana de açúcar - 30
Sorgo - 30
Pêssego - 28
Batata doce - 20
Azeitona - 12
Limão  - 10
Melancia  -10
Figo - 9
Uva - 8
Cebola - 8
Goiaba - 7
Pera - 6
Abacate - 5
Batata inglesa - 5
Banana  -4
Amendoim - 4
Melão - 3
Tomate - 3
Caqui - 2
Maçã  -2
Alho - 2

TOTAL - 178.228

Indicador de arroz fecha agosto em R$ 34 a saca e liquidez é baixa

De julho a agosto deste ano, média mensal do indicador Esalq/Bolsa Brasileira de Mercadorias - BM&FBovespa teve alta de 0,5%

(Indústrias negociam arroz em casca apenas de acordo com o volume necessário para atender as vendas de arroz beneficiado ao setor atacadista e varejista)
 
O mercado de arroz em casca fechou o mês de agosto em ritmo bastante lento no Rio Grande do Sul. O indicador do arroz em casca Esalq/Bolsa Brasileira de Mercadorias - BM&FBovespa (Rio Grande do Sul, 58% de grãos inteiros) atravessou o mês na casa dos R$ 34,00 a saca de 50 quilos. De julho a agosto deste ano, a média mensal do índice teve ligeira alta de 0,5%, indo para R$ 34,64 a saca de 50 quilos.

Segundo pesquisadores do Cepea, indústrias ainda negociam o arroz em casca apenas de acordo com o volume necessário para atender as vendas de arroz beneficiado ao setor atacadista e varejista. Orizicultores, por sua vez, vendem o produto quando precisam “fazer caixa” e/ou cumprir pagamentos de safra.

Plantio de arroz deve crescer 2% no Rio Grande do Sul na safra 2013/2014, estima Irga

Produtores gaúchos devem semear 1,100 milhão de hectares ante 1,079 milhão de hectares em 2012/2013

(Condições climáticas estão mais favoráveis ao plantio do cereal)
 
A área de plantio com arroz no Rio Grande do Sul, principal Estado produtor, deve apresentar leve crescimento de 2% na safra 2013/2014, em início de preparo, em comparação com o período anterior. Os produtores gaúchos devem semear 1,100 milhão de hectares ante 1,079 milhão de hectares em 2012/2013.

A estimativa é do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), divulgada na tarde deste domingo, dia 25. Nesta safra a expectativa é que a produtividade aumente 3,2% passando de 7.497 quilos por hectare, para 7.733 quilos por hectare.

O presidente do Irga, Claudio Pereira, informou que nesta safra as condições climáticas estão mais favoráveis ao plantio do cereal, que é realizado essencialmente em áreas irrigadas. Segundo ele, no mesmo período no ano passado, havia recursos hídricos para apenas 54% da área, neste ano 93% da área já está garantida. Pereira considerou que, com as boas condições do clima e com o mercado de arroz e soja estabilizado, por causa de preços atrativos, o Irga acredita que os produtores terão uma colheita com ótimos resultados.

Para o meteorologista do Irga, Glauco Freitas, a tendência é de pouca chuva e com distribuição irregular durante a primavera no Estado. O Irga recomenda que os produtores aproveitem as oportunidades de semeadura na época preferencial, principalmente na segunda quinzena de setembro e no mês de outubro, que prometem ser menos chuvosos e com temperaturas mais adequadas à germinação do arroz. Para o verão, a meteorologia prevê chuvas abaixo da média, podendo ocorrer algum evento de muita chuva localizada em curto período de tempo no Estado, especialmente no oeste e na campanha.

Soja
 
A intenção de plantio de soja na safra 2013/2014, em rotação com arroz, alcança cerca de 296.442 hectares, uma área 9% maior do que na safra anterior. Na safra passada, foram cultivados 272.048 hectares com a oleaginosa no Rio Grande do Sul.

A região da campanha é que tem a previsão de plantar uma área maior (96.600 hectares), seguidos da zona sul (80 mil hectares e aumentar a área em 56,9%). A planície costeira interna irá plantar 60 mil hectares de soja em áreas de arroz, a depressão central, 36.962 hectares, a fronteira oeste, 13 mil hectares e a planície costeira externa, 9.880 hectares. 

Fórum na Expointer debate diversificação na cultura do arroz

Projeto de internacionalização do grão brasileiro foi apresentado durante o evento

(A diversificação que está mudando o perfil da lavoura de arroz)
 
O Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga) realizou na Expointer nesta segunda-feira, dia 26, o fórum "A diversificação que está mudando o perfil da lavoura de arroz".

O presidente do Irga, Claudio Pereira, sublinhou a necessidade de o produtor diversificar o portifólio de culturas para se defender do mercado. Para ele, a monocultura deixa o produtor vulnerável.

– Ter outra cultura para oferecer na hora da colheita é bom para o produtor. O preço do arroz sempre cai na hora da colheita, pelo excesso de oferta – afirmou.

Pereira também relatou que o Irga está desenvolvendo pesquisas com soja e milho para dar segurança ao produtor.

– O produtor é vítima da monocultura. Nós temos a obrigação de levar ao produtor a informação técnica – disse.

O evento também teve a participação do vice-presidente de Exportações e Tributação da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Luiz Carlos Machado. Machado avaliou como positiva a rotação da cultura do arroz com a soja.

– A rotação com a soja veio para ficar. Isso vai otimizar renda e produtividade – afirmou Machado.

O professor e pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Ibanor Anghinoni falou sobre a grande expansão da produção de arroz na última década no Rio Grande do Sul. Anghinoni relatou o resultado de pesquisas que mostram a vantagem da rotação do arroz com a soja e da integração lavoura-pecuária.

– Tanto culturas de cobertura e rotação com soja quanto o animal em pastejo resultam em alta produtividade do arroz e menor necessidade de adubação – afirmou.

O fórum também teve a participação do gerente do projeto Brazilian Rice, André Anele. O Brazilian Rice é um esforço de internacionalização do arroz produzido no país. Atualmente, 26 empresas participam do projeto.

– O Brasil é o maior produtor de arroz fora da Ásia, e é fundamental para o país exportar o grão. Estamos desenvolvendo estudos para oito mercados, para saber como nos posicionarmos – afirmou Anele.

Chuva favorece a produção de arroz no Rio Grande do Sul

Expectativa dos produtores é manter a mesma produtividade do ano passado

(Área plantada deve aumentar pouco mais de 2% no RS)
 
A chuva que prejudicou muitos produtores no primeiro semestre de 2013, tem favorecido a produção de arroz do Rio Grande do Sul. Com os reservatórios cheios, está mais fácil irrigar as lavouras, o que tem garantido maior segurança para quem produz o grão.

Em Barra do Ribeiro, na região metropolitana de Porto Alegre, o produtor Luciano Ribeiro irriga 1600 hectares. Ele produz entre sete e oito mil quilos de arroz ao ano. Na safra passada, o produtor lembra que o resultado foi acima do esperado e a chuva veio na hora certa.  Para esse ano, a expectativa é manter a mesma produtividade. Ribeiro destaca ainda que as chuvas, observadas no primeiro semestre, chegaram a atrapalhar o preparo da terra, mas  trouxe mais benefícios do que prejuízos.

– Em relação ao ano passado, quando tínhamos 707 milímetros, esse ano choveu 829 aqui na propriedade. Temos 20% a mais de água. O tempo vem correndo bem – salienta.

A rotação de culturas, que acontece com a soja na região, tem contribuído para esse preparo de solo. O produtor conta que depois de implantar o sistema, a produtividade saltou de 100 sacas de arroz por hectare para 180. Um aumento médio de 50 sacas.

– A terra com a rotação da soja é a maior beneficiada, pois quebrou a resistência de invasores que não se tem mais controle. Hoje, a soja esta nos trazendo rentabilidade. Se eu continuasse só no arroz, em dez anos tu não ia me encontrar aqui – disse.

Nos últimos anos, o produtor acredita que a umidade do ar vem baixando na região, fator responsável pelo aumento no consumo de água nas lavouras de arroz.

– Considero de 5 a 10%, porque há anos irriga o mesmo açude e o processo tem melhorado, mas aqueles mesmos volumes que vem entrando chega nos meses de novembro a janeiro. O sol está mais quente e estamos gastando mais água - destaca.

De acordo com o Instituto Rio-grandense do Arroz (Irga), a área plantada deve aumentar pouco mais de 2%. A perspectiva é de uma safra de oito milhões de toneladas do grão.

– A nossa expectativa com a área que será plantada em torno de um milhão e 100 mil e que nos tenhamos a estabilidade produtiva que nos queremos. Temos o fator soja que tem equilibrado as coisas, ou seja, eles tem tendência de manter a área leve aumento que não vai saturar o mercado – disse o presidente Irga, Claudio Pereira.

Governo e produtores chegam a acordo sobre nova fórmula da cerveja

Entre os pontos acordados, está a permissão de matérias-primas de origem animal na produção da bebida, como leite e mel

(Matérias-primas de origem animal como leite e mel poderão ser usadas na produção de cervejas)
 
Governo e produtores de cerveja chegaram a um acordo antes do previsto sobre a nova fórmula da bebida.

A reunião para debater o assunto, que duraria dois dias, terminou nessa terça, dia 20. Uma portaria submetendo o texto da instrução normativa a uma consulta pública será publicada no Diário Oficial da União nos próximos meses. Será o último passo para o debate da questão no Brasil. Depois, a discussão passa a ocorrer no Mercosul, que também precisa aprovar as modificações na receita. A cerveja é um dos produtos cujos padrões de qualidade e identidade são harmonizados entre os países do bloco.

Segundo informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a maior parte das reivindicações dos cervejeiros foi atendida, mas não houve consenso quanto ao pedido de parte do setor privado de redução do percentual de cevada maltada de 55% para 50%. Isso permitiria uma adição maior de cereais baratos, como milho e arroz.

– Algumas empresas estão reivindicando isso, porque diminuiria o custo da matéria-prima. A gente não vê justificativa para a necessidade. O texto vai ser encaminhado [para consulta pública] com esse teor, mas a gente sabe que algumas empresas vão solicitar a diminuição [da cevada maltada]. Só será aceito se houver justificativa técnica muito robusta – explica Marlos Vicenzi, chefe da Divisão de Bebidas do ministério.

Entre os pontos a respeito dos quais houve acordo está a permissão de matérias-primas de origem animal na produção da bebida, que hoje só pode ter adição de sucos vegetais. Mel e leite estão entre os ingredientes que podem passar a fazer parte da fórmula. Ficou acertado ainda que o texto da instrução normativa preverá a possibilidade de envelhecimento da cerveja em recipientes de madeira, a exemplo do que é feito com vinho e outras bebidas. O lúpulo, hoje obrigatório na receita, poderá ser substituído por ervas aromáticas no caso de algumas variedades da bebida.

De acordo com Marlos Vicenzi, a consulta pública sobre o texto deve ter prazo aproximado de 30 dias.

Não há definição sobre a data do lançamento, pois o Ministério da Agricultura ainda precisa reunir-se com a pasta da Justiça para discutir a questão da cerveja sem álcool. Hoje, é considerada sem álcool a cerveja com até 0,5% de teor alcoólico, mas há um entendimento dos órgãos de defesa do consumidor de que a bebida deveria ser completamente livre do aditivo. Como a questão precisa entrar na instrução normativa, a publicização do texto só ocorrerá após acordo sobre o tema.

Com poucos negócios, preços do arroz enfraquecem no Rio Grande do Sul

Indicador caiu 0,23%, fechando a R$ 34,51/saca de 50 quilos na terça, dia 13

(Preços do arroz em casca se enfraqueceram nos últimos dias no Rio Grande do Sul)
 
Os preços do arroz em casca se enfraqueceram nos últimos dias no Rio Grande do Sul, diante da retração de compradores e de vendedores. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o foco de agentes de indústrias e também orizicultores ainda estava no resultado do leilão de venda governamental realizado no dia 6 e aos possíveis reflexos na oferta do arroz em casca no Estado.

Entre 6 e 13 de agosto, o Indicador do Arroz em Casca Esalq/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa (RS, 58% de grãos inteiros) caiu ligeiro 0,23%, fechando a R$ 34,51/saca de 50 kg na terça, dia 13.

 

TCU deve concluir em breve avaliação de dívidas agrícolas de produtores do Rio Grande do Sul

Segundo a senadora Ana Amélia Lemos, trabalho de análise das dívidas dos produtores e dos valores considerados elevados será finalizado em outubro

(Soluções para resolver endividamentos foram debatidas em audiência pública)
 
Lideranças de entidades rurais, parlamentares, prefeitos e vereadores reuniram-se na sexta, dia 9, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, para discutir soluções ao endividamento rural na região Sul. O debate foi promovido pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado, por iniciativa da senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS).

Durante a audiência, Ana Amélia, informou a notícia antecipada a ela pelo presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Augusto Nardes, de que o órgão deverá concluir em breve a auditoria para revisão dos contratos de financiamentos agrícolas em situação de inadimplência. O trabalho de análise das dívidas dos produtores e dos valores considerados elevados, em função da alta da inflação do passado e de renegociações, será finalizado em outubro.

– Vamos aguardar o término da auditoria do Tribunal de Contas e trabalhar em conjunto entre os parlamentares para colocar ponto final no endividamento, que se arrasta desde os anos 90 e cria enorme segurança para os produtores, ainda mais nos Estados onde ocorrem problemas climáticos, como é o caso do Rio Grande do Sul – disse a senadora.

A parlamentar considerou dramáticos alguns relatos feitos na audiência pública e lembrou de outros problemas como a logística cara e deficiente, além da elevação do dólar, que apesar de beneficiar as exportações, afeta o aumento do custo de produção em função da dependência da importação de insumos e defensivos agrícolas.

– Mesmo que hoje tenhamos uma excelente safra, com previsão de crescimento na próxima, o que é um alento muito grande, ainda não estará resolvido o problema do endividamento agropecuário – destacou a senadora.

Juros subsidiados
Entre as reivindicações dos agricultores gaúchos, listadas pelo presidente da Associação dos Produtores de Soja do RS (Aprosoja-RS), Ireneu Orth, durante a audiência pública, está o oferecimento pelos bancos credores da possibilidade de renegociação de contratos inadimplentes mediante a aplicação de taxas de juros subsidiadas e com prazos longos, acima de 20 anos.

Orth considerou também fundamental o estabelecimento de um mecanismo pelo governo federal que evite a elevação especulativa de preços de insumos utilizados na produção agrícola — tais como fertilizantes, defensivos e sementes — em razão da valorização sazonal das cotações internacionais de determinadas commodities como é o caso, por exemplo, da soja.

Já o economista da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Antônio da Luz, tentou retirar dos produtores rurais o rótulo frequentemente a eles associado no Brasil de maus pagadores.

Baseando-se em dados do Banco Central, Antônio da Luz demonstrou que entre os empréstimos bancários, sejam destinados a pessoas físicas ou jurídicas, os financiamentos agrícolas são os que apresentam as menores taxas de inadimplência.

– Os produtores rurais são bons pagadores, em primeiro lugar porque a escolha é sempre estar em dia. O produtor precisa estar em dia, porque senão ele interrompe um ciclo que é curto entre pegar o dinheiro, plantar, colher e pagar. Porque logo ele precisa do dinheiro de novo — explicou.

Crédito rural privado
Antônio da Luz ainda destacou o fato de a quase totalidade dos recursos destinados ao crédito rural no Brasil se originarem de economias privadas que são captadas pelos bancos e depositadas no Banco Central na forma de depósito compulsório.

Segundo ele, do montante de recursos que o governo federal anunciou, por exemplo, para o Plano Safra de 2011/2012, de cerca de R$ 107 bilhões, apenas R$ 3,6  bilhões originaram-se efetivamente de suas receitas. Ele observou que somente as receitas tributárias que o governo obtém do custo de produção de soja, milho, trigo e arroz no Rio Grande do Sul, totalizam mais de R$ 3 bilhões, valor suficiente para cobrir todo o efetivamente desembolsado pelo Tesouro Nacional no financiamento da atividade agropecuária no país em 2012.

Operacionalização
Márcio Langer, da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul, reclamou das dificuldades de operacionalização pelos bancos tanto de renegociações de dívidas quanto da concessão de novos empréstimos. Segundo ele, os bancos de fábricas de equipamentos agrícolas, como tratores e colheitadeiras, são os que oferecem atendimento de pior qualidade no caso de propostas de renegociações.

Logística
O presidente da Federação dos Produtores de Arroz do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, reclamou da falta de uma estrutura logística adequada de transportes no país. Segundo ele, no caso da rizicultura, esse é um gargalo importante que obstaculiza o desenvolvimento da atividade.

Protesto
Ao final da audiência pública, Glauco Mascarenhas, pecuarista de Dourados (MS), concitou os produtores gaúchos a aderirem ao movimento "Semana da Dependência" criado em seu estado. A campanha pretende ser um boicote do setor produtivo a ser realizado no mês de setembro, mediante a suspensão dos fornecimentos aos consumidores de uma série de produtos agrícolas. A finalidade do protesto será forçar o governo federal a reduzir os custos de produção e impedir a demarcação de terras indígenas.

Governo prevê recorde para valor da produção agrícola em 2013

Número será 10,8% maior em relação ao ano passado e deve atingir R$ 275,89 bilhões, impulsionado pela colheita recorde de soja

(Produtos que mais colaboraram para o crescimento foi soja, cana e milho)
 
O valor bruto da produção (VBP) dos principais produtos agrícolas deve crescer neste ano 10,8% (R$ 26,8 bilhões) e atingir o recorde de R$ 275,89 bilhões, impulsionado pela colheita da safra recorde de soja.

Os cálculos da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos do Ministério da Agricultura projetam crescimento de 18,5% (R$ 13,037 bilhões) na renda da soja, para R$ 81,898 bilhões. A soja responde por 30% do VPB das lavouras.

Os cálculos levam em conta a estimativa de safra divulgada na véspera pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os levantamentos de preços recebidos pelos produtores feitos pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP).

O estudo mostra que o segundo produto com maior participação no VBP agrícola é a cana-de-açúcar (17%). O Ministério da Agricultura prevê crescimento de 8,9% na renda da cana, para R$ 48,029 bilhões.

O milho ocupa o terceiro lugar, com participação de 13% no VBP. A projeção para o faturamento do milho é de crescimento de 10,5%, para R$ 36,846 bilhões.

Apesar das reclamações dos citricultores de queda na renda e da pressão dos altos estoques de passagem de suco de laranja sobre os preços, o Ministério da Agricultura prevê aumento de 46,1% no VBP da laranja, para R$ 20,637 bilhões. Para a banana, a estimativa de faturamento no ano é de R$ 10,3 bilhões, valor 10,8% superior ao do ano passado.

Entre os cereais, o arroz e o trigo apresentam perspectiva de aumento da renda dos produtores neste ano.

No caso do arroz, a estimativa é de aumento de 8,6% no faturamento, para R$ 8,072 bilhões. O trigo, cujos preços estão em patamares historicamente altos, por causa dos problemas climáticos que provocaram quebra de safra e perda de qualidade nas safras brasileira e argentina, deve ter aumento de 31% na renda, para R$ 4,165 bilhões.

Mesmo com a retração de preços nos últimos dois meses, o tomate aparece dentre os principais produtos. A estimativa do Ministério da Agricultura é de aumento de 76,7% na renda dos produtores, para R$ 10,882 bilhões. Entre os hortifrutigranjeiros também se destaca a batata-inglesa, com projeção de aumento de 35,9% na renda dos produtores, para R$ 3,577 bilhões.

Queda no faturamento
Quanto ao algodão, as previsões são de queda de 30,6% no faturamento, para R$ 8,125 bilhões, provocado pela queda de produção com a redução da área plantada. O café, cujos preços vêm sendo pressionados desde o início do ano, deve ter uma retração na renda de 27,6%, para R$ 14,059 bilhões. Os preços do café estão em queda por causa da percepção dos importadores de que o estoque remanescente e a safra atual serão suficientes para atender a demanda mundial pelo produto brasileiro.

Leilões de estoques de arroz da Conab vendem 64,78% da oferta no Rio Grande do Sul

Ação vida frear a alta dos preços do cereal, cuja cotação no mercado gaúcho na semana passada estava 30,1% superior ao preço mínimo

(Cotação do cereal estava em R$ 33,56 a saca na semana passada no Rio Grande do Sul)
 
Os dois leilões de arroz dos estoques oficiais depositados no Rio Grande do Sul, realizados nesta terça, dia 6, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), comercializaram 32.486 mil toneladas, que correspondem a 64,78% do volume ofertado. O governo arrecadou nas duas operações R$ 21,1 milhões.

A oferta de arroz dos estoques do governo federal tem por objetivo frear a alta dos preços do cereal. No mercado gaúcho na semana passada a cotação ficou, em média, em R$ 33,56 a saca, valor 30,1% superior ao preço mínimo de garantia (R$ 25,80 a saca) e 20,2% acima do registrado em igual período do passado (R$ 27,92 a saca).
 
No primeiro leilão realizado nesta terça foram ofertadas 43.713 toneladas e vendidas 31.583 toneladas (72,25%), ao preço médio de R$ 32,49 a saca de 50 quilos, valor 2,22% acima do preço médio de abertura (R$ 31,78 a saca). No segundo leilão a oferta foi de 6.434 toneladas, das quais foram comercializadas 902,9 toneladas (14,03%), todas pelo mesmo valor de abertura.

Alguns lotes do primeiro pregão foram negociados com ágio, como 540 toneladas depositadas em Pântano Grande, que saíram por R$ 31,25 a saca, valor 11,1% acima do preço de abertura. Outro lote de 399 toneladas de Cachoeira do Sul foi negociado por R$ 30,80 a saca, valor 9,1% acima do preço de abertura.

Novo presidente da Federarroz critica congelamento do preço mínimo

Apesar do governo não ter reajustado o preço mínimo de garantia do arroz para Rio Grande do Sul e Santa Catarina põe em risco a segurança alimentar

(Preço mínimo para Santa Catarina e Rio Grande do Sul permaneceu em R$ 25,80 a saca de 50 kg)
 
O presidente recém-eleito da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, disse nesta segunda, dia 29, que o fato de o governo não ter reajustado o preço mínimo de garantia do arroz para Rio Grande do Sul e Santa Catarina põe em risco a segurança alimentar, uma vez que os dois Estados representam 70% da produção nacional.

O dirigente lembra que ao definir os novos preços mínimos do arroz, o governo federal elevou os valores do Paraná, argumentando que o objetivo era desconcentrar a produção para evitar o risco de desabastecimento em caso de problemas climáticos. O preço mínimo para Santa Catarina e Rio Grande do Sul permaneceu em R$ 25,80 a saca de 50 kg.

Dornelles afirmou que é preciso considerar que as políticas de seguro e de financiamentos para custeio e comercialização levam em conta o preço mínimo, que ficou defasado em relação ao custo de produção para o próximo plantio, estimado entre R$ 30 a R$ 32 a saca, valores até 10% acima dos que vigoravam na safra passada. Ele disse que sem a correção do preço mínimo será mais difícil para o governo apoiar a comercialização da próxima safra, que deve superar a anterior, por causa do aumento da produtividade.

O novo presidente da Federarroz, que toma posse nesta terça, dia 30, às 19 horas, na sede da Federação de Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Sul (Farsul), esteve em Brasília reunido com técnicos da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. Dornelles afirmou que um dos assuntos discutidos foi a retomada dos leilões de estoques do governo federal para conter a alta de preços do arroz.

Ele afirmou que considera os leilões desnecessários, alegando que o setor privado tem condições de abastecer o mercado até a entrada da nova safra e sugeriu que em caso de realização dos pregões as ofertas sejam regionalizadas, com prioridade para os municípios gaúchos onde os preços estiverem mais altos. Hoje os preços do arroz no mercado gaúcho variam de R$ 33 a R$ 36 a saca de 50 kg. 

Preços do arroz em casca seguem firmes

Preço da saca de 50 quilos fechou em R$ 34,58 nessa terça, dia 23

Os preços do arroz em casca vêm se mantendo firmes nas regiões acompanhadas pelo Cepea. O indicador do arroz em casca Esalq/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa subiu 0,11%, fechando em R$ 34,58/saca de 50 quilos nessa terça-feira, dia 23.

A valorização do dólar no primeiro semestre deste ano alimenta a expectativa de maior exportação e de menor importação. Parte das beneficiadoras, por sua vez, precisou ofertar preço maior para realizar novas compras na última semana. Esse posicionamento é causado por um pequeno aquecimento na demanda por arroz beneficiado por parte do setor atacadista e varejista dos grandes centros. Já outras empresas mantiveram os preços de compra, ainda alegando fraco volume de venda e dificuldade de repasse das altas concedidas ao casca para o fardo de beneficiado.

Safra de arroz do Rio Grande do Sul ultrapassa oito millhões de toneladas e cresce quase 4%

Produtores gaúchos colheram em uma área de 1,076 milhão de hectares, com uma produtividade média de 7.497 quilos por hectare, aponta o Irga

(Região com a maior área colhida de arroz é a Fronteira Oeste, com 328.834 mil hectares)
 
O setor de política setorial do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) divulgou nesta semana os dados da safra de arroz 2012/2013. Os produtores gaúchos colheram em uma área de 1,076 milhão de hectares, com uma produtividade média de 7.497 quilos por hectare, resultando em uma produção de 8,06 milhões de toneladas, quase 4% a mais do que a safra anterior, que resultou em 7,7 milhões de toneladas.

A região com a maior área colhida é a Fronteira Oeste, com 328.834 mil hectares, uma produtividade média de 7.556 quilos por hectare e uma produção de 2.487.795 toneladas. Na região, destacam-se o município de Uruguaiana, com uma área colhida de 81.414 mil hectares, uma produtividade de 7.867 quilos por hectare e uma produção de 640.487 toneladas, seguido por Itaqui, com 81.384 mil hectares colhidos, uma produtividade média de 7.442 quilos por hectare e uma produção de 605.660 toneladas.

Confira o total produzido por cada município gaúcho

De acordo com o Ministério da Agricultura, o Brasil é o nono maior produtor mundial de arroz. A produção está distribuída no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e Mato Grosso. O cultivo de arroz irrigado, praticado na região Sul do Brasil contribui, em média, com 54% da produção nacional, sendo o Estado gaúcho o maior produtor brasileiro. 

Rizicultores gaúchos enfretam dificuldade para conseguir permissão para o uso da água na atividade

Produtores lutam para minimizar prejuízos na disputa por espaço no mercado internacional

(Rizicultores precisam do documento para usar água na atividade)
Os produtores de arroz do Rio Grande do Sul enfrentam dificuldades para conseguir concessões de licenças ambientais. Os rizicultores precisam do documento para usar água na atividade. Mesmo que consigam, esperam anos e lutam para minimizar prejuízos na disputa por espaço no mercado internacional.
No Estado, a produção de arroz é 100% irrigada. Para que o produtor do grão possa usar a água disponível, é necessária uma outorga. Um documento oficial emitido pelo departamento de recursos hídricos do Estado, ligado à Fundação Estadual de Proteção Ambiental. (Fepam)

O assessor de políticas agrícolas da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag), Alexandre Scheifler, diz que sem a licença, o agricultor tem acessos limitados, principalmente, a financiamentos.

– Sem considerar também que a parte de recurso hídrico e a própria instituição financeira cobra a licença por parte do agricultor. São fatores que acabam limitando o agricultor a acessos, principalmente, a investimentos – destaca.

Em 2005 um programa estadual foi criado com a iniciativa de regularizar a atividade irrigante. Mas somente cinco anos depois um protocolo de intenções foi assinado entre as entidades representativas dos arrozeiros e os órgãos ambientais do Estado. Só este ano a medida começa a apresentar resultados mais efetivos. 

– Como algumas questões ficaram pendentes de haver esta regularização, existe este compromisso. Hoje, a grande maioria dos produtores estão cumprindo as legislações nesse sentido e dando continuidade na sua atividade produtiva – disse Renato Rocha, presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz).

O produtor Daire Coutinho é um entre tantos arrozeiros gaúchos que têm sofrido com a morosidade do poder público. Ele está há quase três anos esperando a renovação da outorga para uso da água em um açude da sua propriedade. O produtor já tentou contato com a Fepam por diversas vezes, mas foi informado de que não há previsão para uma solução. Enquanto a licença não sai, o produtor conta com um documento provisório. O governo estadual emite um decreto para que a produção do arroz não pare, no entanto, esse documento resolve apenas momentaneamente a situação de quem produz.

– Se conseguiu isso com governo do Estado, uma atitude de quem não tem a resposta ainda da sua licença ou da sua outorga, mas preencheu todos os requisitos em tem hábil e o Estado ainda não conseguiu formalizar a licença, o produtor fica apto a plantar. Esse decreto é anualmente feito pra que possibilite que esses produtores venham a se beneficiar do credito rural – diz Coutinho.

Para Daire, a questão central está no descompasso entre quem regula a atividade no campo e quem, de fato, produz. Segundo ele, a ineficiência dos órgãos ambientais impacta diretamente no resultado final dos produtores que, em desvantagem, não têm para quem recorrer. Enquanto os processos tramitam, os produtores aguardam por respostas sem qualquer garantia de prazo. Insegurança que tem um custo alto e traz outros prejuízos como a falta de espaço para competir no mercado internacional.

– Nós temos problema de concorrência de custos com outros produtores de arroz, como na Ásia, em que nada disso é necessário, então acredito que o produtor sinta uma desvantagem em ter que cumprir com todas essas exigências, tem um custo, às vezes o seu concorrente não tem o mesmo custo – conta.

O presidente da Federarroz acredita que uma alternativa para o impasse seria municipalizar ou descentralizar muitas das decisões sobre a concessão, ou não, dos licenciamentos. O que não acontece atualmente. De acordo com o representante, com o trabalho dividido por regiões, os processos seriam resolvidos com maior agilidade e transparência.