Mostrando postagens com marcador Piauí. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Piauí. Mostrar todas as postagens

Conab oferta Pepro para escoamento de 550 mil toneladas de milho de Mato Grosso

Neste ano, o governo federal já realizou quatro leilões de Pepro, que somam comércio de 4,83 milhões de toneladas

(Arrematantes deverão escoar o milho para localidades que não tenham como destino Centro-Oeste, Sudeste, Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Piauí, Rondônia e Tocantins)
 
Na sexta, dia 20,  a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza mais um leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) de milho para o Mato Grosso. O prêmio refere-se à venda e escoamento de 550 mil toneladas do produto em grãos, oriundas da safra 2012/2013 e 2013. O papel pode ser adquirido pelo produtor rural ou sua cooperativa que estejam sediados no Estado.

Os arrematantes deverão escoar o milho para qualquer localidade que não tenha como destino final Estados da região Centro-Oeste, Sudeste (exceto Rio de Janeiro, Espírito Santo e norte de Minas Gerais), Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Piauí, Rondônia e Tocantins. O governo federal já realizou, este ano, quatro leilões de Pepro, que somam 4,83 milhões de toneladas comercializadas.

A venda do produto deverá ocorrer até o dia 21 de outubro deste ano, no mínimo, pela diferença entre o preço mínimo estabelecido e o valor do prêmio equalizador de fechamento do leilão, o que deverá ser comprovado por via Notas Fiscais. O preço mínimo, livre de tributos e descontos, será de R$ 0,217 o quilo para o Mato Grosso.

Ceará, Maranhão e Piauí são reconhecidos como livres de aftosa

Ministro da Agricultura diz que assinatura da Instrução Normativa é mais um impulso para que os Estados possam ampliar os negócios

(Nova norma deve contribuir para melhorar o padrão genético do rebanho)
 
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Antônio Andrade, assinou nesta terça, dia 3, com os governadores do Ceará, Cid Gomes, e Piauí, Wilson Nunes Martins, as Instruções Normativas reconhecendo os Estados do Ceará e Piauí como zonas livres de febre aftosa com vacinação. Na tarde de terça, dia 2, o ministro assinou a mesma norma com a governadora do Maranhão, Roseana Sarney.

– Devemos estes avanços a nossa gente, que trabalha e se esforça para ampliar cada vez mais a produtividade nos campos brasileiros. A assinatura desta Instrução Normativa é mais um impulso para que os estados possam ampliar os negócios agropecuários e melhorar o padrão genético do rebanho – explica o ministro.

Com a assinatura da instrução normativa, serão beneficiados 340 mil criadores de bovinos – maior número registrado entre os novos estados da zona livre – e 170 mil propriedades no Ceará. No Piauí, serão 62 mil propriedades e 72 mil criadores de bovinos. O governo federal investiu R$ 2 milhões no serviço veterinário no Ceará e, no Piauí, R$ 5,3 milhões.

Além do Piauí e Ceará também foram reconhecidos nacionalmente os Estados do Maranhão, norte do Pará, Pernambuco Paraíba, Alagoas e Rio Grande do Norte como áreas livres da doença com vacinação. Cerca de 22,6 milhões de cabeças de gado, foram reconhecidos nacionalmente.

Para comprovar a ausência de febre aftosa nestas unidades da federação, os serviços veterinários oficiais foram submetidos a várias auditorias do Mapa. Mais de 1,9 mil propriedades foram monitoradas e 68 mil animais passaram por inspeções clínicas, seguindo critérios técnicos reconhecidos internacionalmente.

Maranhão livre da doença

A governadora Roseana Sarney e o ministro da Agricultura assinaram a Instrução Normativa que certifica nacionalmente o Maranhão como Zona Livre de Febre Aftosa com Vacinação. A nova classificação sanitária é uma antiga reivindicação dos criadores e abre novas perspectivas para a pecuária maranhense.
Roseana Sarney afirmou que o setor agropecuário maranhense, que responde por 17% do PIB estadual, dá um grande salto com a nova classificação.

– A pecuária é uma de nossas mais importantes atividades econômicas e a assinatura dessa portaria tem um significado emblemático para o meu governo, pois foi no meu segundo mandato que, em parceria com a associação dos criadores, à época comandada por Cláudio Azevedo, que iniciamos essa grande cruzada contra a febre aftosa. Esse cenário de crescimento que vislumbramos para a pecuária do Estado a partir de agora, fruto do compromisso e empenho do meu governo, do Ministério da Agricultura e dos criadores, é uma conquista de todos que trabalham por um Maranhão forte e desenvolvido, um Maranhão de oportunidades – assinalou Roseana.

O ministro Antônio Andrade ressaltou o trabalho da governadora Roseana Sarney ao conseguir que o Maranhão cumprisse todos os critérios estabelecidos pelo Mapa, se destacando com algumas ações, além de ter ajudado outras federações na realização da sorologia dos animais e criação de agência de defesa agropecuária e do Fundo de Desenvolvimento da Pecuária.

– Sei da importância do trabalho que foi realizado e preciso que o Maranhão continue ajudando outros Estados. Essa classificação vai valorizar ainda mais o rebanho maranhense de quase 8 milhões de bovinos e bubalinos – pontuou.

O pleito para a certificação internacional junto à Organização Mundial de Saúde Animal será enviado pelo Mapa, no mês de outubro e a previsão é de que em maio de 2014 o Maranhão seja classificado internacionalmente, junto com os Estados do Pará, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas e Paraíba, que formaram um bloco que faz parte do programa de ampliação da zona livre de febre aftosa.

Sertão Nordestino está sem chuvas há pelo menos cem dias

Situação deve continuar assim por mais 40 dias

(Sul do Piauí é uma das áreas mais afetadas pela seca)
 
Sem chuvas há 150 dias, o oeste da Bahia e sul do Piauí e Maranhão são as áreas mais secas do Brasil no momento. Em todo sertão nordestino não cai uma gota de água há pelo menos 100 dias. Além disso, as temperaturas estão muito altas. A quinta, dia 28, foi o dia mais quente do ano em Picos (PI), com máxima de 39,9°C e umidade do ar de 10%.

O número de focos de calor quase triplicou no Nordeste nos últimos 30 dias, já que em julho foram registrados cerca de 350 queimadas e até agora, agosto está com 850 focos na região. O ano de 2012, porém, foi ainda mais complicado em relação ao tempo seco. No Nordeste, o número de queimadas em agosto do ano passado passou de três mil focos.

O final da semana ainda será de tempo seco em boa parte da região. A umidade do ar ainda fica abaixo dos 20% no interior nordestino. Ocorrem pancadas de chuva somente entre o sul da Bahia e o Rio Grande do Norte.

A previsão da Somar Meteorologia aponta que o sertão nordestino ainda terá pelo menos mais 40 dias de tempo seco. Em setembro a chuva só ficará acima da média na divisa da Bahia com Minas Gerias. Em outubro, novamente há previsão de chuva abaixo do normal para a maior parte da região. No oeste da Bahia e sul do Maranhão e do Piauí, apesar da expectativa de algumas chuvas fora de época, as precipitações frequentes devem se consolidar somente em novembro.

Temperaturas voltam a subir no Centro-Sul, mas há previsão de nova frente fria em setembro

Calor deve predominar no Norte e Nordeste nos próximos dias; veja a previsão completa para todas as regiões

(Tempo volta a ficar firme no Sul e Sudeste)
 
SUDESTE
Por conta da frente fria, a quarta-feira tem previsão de baixas temperaturas sobre o Sudeste e chuvas sobre a faixa entre o litoral sul de São Paulo e o norte capixaba, pancadas isoladas também sobre o leste de Minas Gerais. No restante da região, o sol aparece entre nuvens e não há previsão de chuva.

Na quinta, a frente fria se afasta e a massa de ar frio garante um dia de tempo aberto, baixas temperaturas pela manhã e temperaturas mais agradáveis à tarde, por conta do retorno do sol. No entanto, nuvens carregadas devem provocar chuvas isoladas entre o norte mineiro e capixaba. Um novo declínio da temperatura deve ocorrer entre 4 e 9 de setembro ao longo do leste da região.

SUL
Nesta quarta, o tempo volta a ficar firme na maior parte da região Sul. Ainda há previsão de chuva fraca e isolada entre o litoral norte de Santa Catarina e o litoral paranaense. Pela manhã, é grande o potencial para geadas generalizadas entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. À tarde, permanece a sensação de frio para a maior parte do Sul do país.

Na quinta, ainda há condição para geadas no início do dia em alguns pontos da região, mas já não ocorre de forma generalizada como no dia anterior. Aos poucos, a massa de ar polar vai perdendo intensidade, já que os ventos passam a soprar do quadrante norte, elevando gradualmente a temperatura e deixando o dia mais agradável. Além disso, não há previsão de chuva. Um novo declínio da temperatura menos intenso que o atual está previsto para entre 2 e 8 de setembro.

CENTRO-OESTE
Na quarta-feira, o Centro-Oeste segue tempo firme, predomínio de sol entre poucas nuvens, grande variação das temperaturas ao longo do dia e baixa umidade relativa do ar. Segundo os meteorologistas, há potencial para geadas no sul do Mato Grosso do Sul.

Na quinta, o frio da madrugada fica restrito ao extremo sul do Mato Grosso do Sul. No restante da região, aos poucos, os ventos voltam a soprar do quadrante norte, elevando gradualmente as temperaturas. Na metade norte do Brasil Central, o calor volta com força, deixando a tarde abafada. Nos próximos dias há o retorno do calor, prosseguindo até 9 de setembro na maior parte da região.

NORDESTE
Na quarta-feira, a chuva permanece concentrada apenas próximo ao litoral do Nordeste. Já no interior, permanece a condição de tempo firme, pouca nebulosidade e baixos índices de umidade relativa do ar. As temperaturas, de forma geral, terão um pequeno declínio, mas a sensação de calor à tarde permanece em toda a região.

Na quinta, uma frente fria avança pela costa e volta a provocar chuvas mais intensas sobre o sul da Bahia. 


Além disso, pancadas isoladas atingem a costa, além da metade norte do Maranhão, Piauí e do Ceará. Em geral, no entanto, essas chuvas são fracas e de baixo acumulado. No restante da Região o tempo seco segue predominando.

O calor continua em grande parte do Nordeste, mas na metade sul da Bahia as temperaturas mínima e máxima entram em declínio. Nos próximos dias, a temperatura volta a subir, com tendência de calor em todo o Nordeste entre 3 e 5 de setembro.

NORTE
Na quarta, embora ainda haja potencial para temporais entre o norte do Amazonas e Roraima, as pancadas de chuva que ocorrem no norte da região ficam ainda mais fracas e isoladas. Os índices de umidade relativa do ar seguem abaixo do ideal em grande parte da região.

Na quinta, o dia será de tempo aberto, com temperaturas baixas pelo período da manhã sobre o sul do Amazonas, Acre e em Rondônia. À tarde, as temperaturas se elevam, afastando a sensação de frio nas primeiras horas do dia no sul da região.

Por outro lado, em boa parte do Norte do Brasil, o dia será de predomínio de sol e temperaturas elevadas, aumentando a sensação de calor. Ao longo do dia, há previsão de pancadas isoladas sobre o norte do Amazonas e do Pará, além de Roraima e do Amapá. Nos próximos dias, o calor retorna para toda a região, prosseguindo até pelo menos 9 de setembro.

Mais oito Estados brasileiros são reconhecidos como áreas livres da febre aftosa

Ministro da Agricultura reconheceu o norte do Pará como zona livre da doença nesse domingo, dia 18. Próximos Estados serão reconhecidos nos próximos dias

(Norte do Pará foi reconhecido como zona livre da febre aftosa nesse domingo, dia 18)
 
O ministro da Agricultura, Antônio Andrade, assinou nesse domingo, dia 18, em Paragominas (PA), uma Instrução Normativa reconhecendo o norte do Pará como zona livre de aftosa, integrando totalmente o Estado à área de segurança sanitária contra a doença, porque o centro-sul já estava certificado. Andrade também anunciou que mais sete Estados brasileiros receberão o mesmo reconhecimento por meio de Instruções Normativas que serão assinadas nos próximos dias. São eles Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte.

Com a inclusão das áreas, 99% do rebanho de bovinos e búfalos e 78% do território nacional passam a ser livres da doença. Anteriormente, 89% do rebanho eram imunes e 60% do território eram livres da febre.

Após o reconhecimento pelo Ministério da Agricultura, o próximo passo é enviar pleito à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) solicitando o aval internacional para as novas áreas. A solicitação será feita em outubro e a expectativa é que o certificado da OIE seja obtido em maio de 2014. O objetivo do Brasil é obter da entidade o status de país livre da doença até 2015.

Para isso, é preciso esforço para imunizar os rebanhos do Amapá, de Roraima e de parte do Amazonas. As três áreas ainda são consideradas de alto risco. Antônio Andrade disse que o governo intensificará o trabalho para que os três locais alcancem reconhecimento.

– Quando esses Estados forem certificados pela OIE, 78% do território nacional serão reconhecidos internacionalmente como livres de febre aftosa, diminuindo as restrições de trânsito interno e possibilitando a abertura de vários mercados ainda inacessíveis para os produtos dessa zona – explicou.

De acordo com Guilherme Marques, diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, os municípios do Amazonas que ainda não foram certificados devem evoluir para área de médio risco nos próximos dias. O norte do Pará e os outros Estados prestes a serem declarados livres de febre aftosa também eram considerados de médio risco para a doença até esse domingo.

Já são certificados como áreas livres da doença com vacinação os seguintes Estados: Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

As áreas certificadas incluem ainda o Distrito Federal e os municípios de Guajará e Boca do Acre, no Amazonas, todos reconhecidos como livres de aftosa com vacinação. Santa Catarina é a única área no Brasil considerada livre da doença sem necessidade de vacinação, desde 2007.

Para combater o problema da aftosa, o governo criou em 1992 o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção Contra a Febre Aftosa. A doença causa febre e aparecimento de aftas na boca e nos pés de bovinos, búfalos, caprinos, ovinos e suínos. Ela é causada por um vírus e é contagiosa. O último foco de aftosa no Brasil foi detectado em 2006 em Mato Grosso do Sul e no Paraná.

Agricultura irrigada ajuda famílias a mudar de vida no Nordeste

Técnica produz 48 diferentes culturas no Vale do São Francisco

A agricultura irrigada tem mudado a vida de famílias no Nordeste do Brasil. Mesmo em períodos de estiagem, a técnica produz 48 diferentes culturas no Vale do São Francisco, representando o principal polo em atividade na região.

A produtora agrícola Ana dos Santos, 56 anos, mora em Petrolina, Pernambuco, há 28 anos. Ela nasceu e cresceu no município de Simões, no Piauí, e mudou-se para Pernambuco com a família em busca de uma vida melhor. Ana é dona da fazenda Lorena, que produz e comercializa uvas finas de mesa para o Brasil e a Europa.

– Quando não chovia a coisa ficava difícil e com a agricultura irrigada não sofremos mais disso. Temos como comercializar, gerando emprego e renda – disse a produtora, que emprega em seus pomares cerca de 40 trabalhadores.

O terreno da fazenda está localizado nas cidades de Petrolina, Pernambuco, e Juazeiro, Bahia, no Vale do São Francisco, especificamente no Perímetro de Irrigação Senador Nilo Coelho. A área já apresenta mais de 100 mil hectares de terra irrigada, entre projetos públicos e privados, e é considerada o maior polo de fruticultura irrigada do país e o principal em atividade no Nordeste.

Na região, também se encontram os perímetros irrigados Maria Tereza e Bebedouro, todos gerenciados pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco (Codevasf), empresa pública vinculada ao Ministério da Integração Nacional.

Em Pernambuco, os municípios de Petrolina, Lagoa Grande, Santa Maria da Boa Vista e Orocó formam o Polo de Petrolina e Juazeiro. A parte baiana do polo engloba as cidades de Juazeiro, Sobradinho, Casa Nova e Curaçá. Na região, as plantações de uva, manga e goiaba estão em alta e em grande parte voltadas para a exportação. Além delas, os pomares irrigados da região são cobertos por outras 45 diferentes culturas. O mercado de frutas no Brasil movimenta cerca de US$ 100 milhões por ano.

Primeira etapa de vacinação contra aftosa na Bahia tem mais de 90% do rebanho imunizado

Índice é acima dos 90% exigidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE)

(Total foi de 91,15% do rebanho vacinado contra a febre aftosa)
 
Com 91,15% do rebanho vacinado contra a febre aftosa, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), ligada à Secretaria de Agricultura e Pecuária, encerra a primeira etapa de vacinação de 2013 comemorando o alto índice vacinal, acima dos 90% exigidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), mesmo com os problemas ocasionados pela forte seca que atingiu mais de 60% do estado.

Os dados divulgados nesta segunda-feira, dia 29, reforçam a responsabilidade do criador e o compromisso do governo do Estado em desenvolver e fortalecer pecuária, garantindo a sanidade das 11.173.003 cabeças existentes no território baiano, mantendo o status de Livre da Febre Aftosa com Vacinação, como destacou o secretário da Agricultura, Eduardo Salles:

– As atividades de defesa unidas ao processo de modernização da pecuária trazem resultados positivos, favorecendo o sucesso das ações, o alcance das metas e a superação de desafios no combate a seca
Para ele o índice alcançado é um excelente patamar:

– É o reflexo do esforço conjunto entre criadores, associações, sindicatos, governo do Estado e Ministério da Agricultura dentro do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa.

O grande destaque nesta etapa de vacinação foi para a Zona de Proteção com índice de cobertura vacinal de 94,59%, composta pelos municípios de Formosa do Rio Preto, Santa Rita de Cássia, Mansidão, Buritirama, Remanso, Casa Nova, Pilão Arcado e Campo Alegre de Lourdes. Estes fazem divisa com Pernambuco e Piauí, estados que ainda não foram reconhecidos pelo Ministério da Agricultura como livre de aftosa com vacinação, destaca o diretor geral da Adab, Paulo Emílio Torres.

– Estamos cumprindo com o nosso papel de zelar pelo patrimônio pecuário na Bahia, agindo em defesa de toda comunidade rural no estado e garantindo condições mais favoráveis para que o pequeno produtor mantenha seu rebanho livre da aftosa. Para isso, a fiscalização do trânsito de animais e da vigilância ativa das propriedades foi intensificada propiciando maior segurança aos serviços oferecidos ao produtor.

Defesa Agropecuária

A Adab contabilizou 572.859 cabeças de gado que morreram devido à forte seca que afetou o estado. Isso representa cerca de 5% do rebanho existente na Bahia. Os maiores números de mortes ocorreram nas regiões de Miguel Calmon (75.190), Ribeira do Pombal (74.433), Juazeiro (70.700), Itaberaba (69.730) e Feira de Santana (62. 399).

Defesa Civil reconhece situação de emergência devido à estiagem em mais cinco municípios brasileiros

Outras quatro cidades também foram reconhecidas devido a chuvas intensas e enxurradas

(Do total, 1.428 cidades foram reconhecidas devido à estiagem)
 
A Secretaria Nacional de Defesa Civil reconheceu situação de emergência de mais nove municípios, sendo que cinco deles, devido à estiagem. Três deles são localizados em Minas Gerais, dois no Piauí, três no Paraná e um em Santa Catarina. O país contabiliza 1.637 municípios com situação de emergência reconhecida. Deste total, 1.428 foram por causa da estiagem. A situação afeta, segundo a secretaria, a mais de 10 milhões de pessoas, principalmente do Nordeste e do norte de Minas Gerais.

A Bahia é o Estado com maior número de municípios em situação de emergência (271), seguido por Piauí (207) e Paraíba (202). O reconhecimento da situação dos nove municípios foi publicado na edição desta segunda, dia 22, do Diário Oficial da União. Cinco deles foram motivados pela estiagem – os municípios mineiros de Augusto de Lima, Jordânia, Leme; Brasileira e Lagoa de São Francisco, no Piauí; e Xavantina, em Santa Catarina.

Em Mamborê (PR) a situação de emergência decorre de enxurradas; e nos municípios de Queda do Iguaçu (PR), Espigão Alto do Iguaçu (PR) e Xavantina (SC) por chuvas intensas.

Ao longo de 2013, o país contabiliza 2.314 reconhecimentos de situação de emergência. Entre as justificativas apresentadas pelos municípios para a solicitação de reconhecimento estão, principalmente, as de estiagem, alagamentos, deslizamentos, seca, inundações, granizo, vendavais e doenças infecciosas. 

Pequenos grandes vaqueiros

A história do acanhado que se agiganta e ameaça o mais graúdo voltou a mexer com o imaginário popular, porém, neste caso, não estamos nos referindo à épica batalha entre Davi e Golias. Desta vez, o destaque do Crioulo na Vaquejada - considerado um cavalo de baixa estatura para as exigências da modalidade - e a afronta à supremacia de raças de maior alçada e tradição na prova, são o que vem derrubando mitos e conquistando criadores que apostam na proeminência desse "pequeno bravo" no futuro da competição.
“O Crioulo é um gigante”, celebra o criador Joathas Lins de Albuquerque, de Maceió/AL, entusiasmado com os primeiros resultados dos animais da raça que mantém em treinamento específico para a prova. Assim como ele, outros vaqueiros do Norte e Nordeste do País também já descobriram o potencial do cavalo do Sul e incentivam o fortalecimento da sua participação nessa modalidade que, além de oportunizar a sua maior difusão, ainda constitui intenso mercado consumidor.



A própria Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), ciente da qualidade do produto que administra e da alta movimentação financeira envolvida no meio, idealizou e mantém há cerca de três anos um projeto de fomento à consolidação da raça na modalidade. A ideia é estimular o uso e o interesse pelo Crioulo através da promoção de eventos exclusivos, com boas premiações, facilidades nas negociações etc.



A julgar pela expectativa dos criadores e pelo retrospecto dos primeiros animais inseridos na vaquejada, as perspectivas em relação ao cavalo Crioulo na modalidade se mostram cada vez mais animadoras e apontam para um futuro de grandes conquistas.



Em busca de cavalos mais altos



O alagoano Joathas de Albuquerque é mais um dos que creem na alta qualidade do Crioulo, entretanto, considera que a altura mediana da raça limita o seu desempenho com o pesado gado zebuíno. “Para nós o cavalo precisa ser maior. Pelo menos com 1,50m”, opina. Criador de Quarto de Milha, Albuquerque salienta o diferencial do Crioulo. “O Quarto de Milha corre um ano e só e depois se quebra todo, são fracos de patas. O Crioulo se mantém forte. É um cavalo de muita resistência, bom temperamento e manutenção barata”, opina.



Na sua propriedade, além de Cortês Tupan, filho do BT Faceiro do Junco, que já está competindo, foram agregados mais animais para o mesmo fim. “No ano passado fui à Expointer, vi o Freio de Ouro e fui a vários remates. Comprei dois potrancos, um filho do Pergaminho AA e outro filho do Viragro Hijo Guapo, que estou começando a trabalhar”, conta animado.



Projetando a criação de um Núcleo de criadores no Nordeste, o criador diz acreditar que os criadores do Sul precisam olhar com bons olhos para a vaquejada, que tem muito potencial. “Eu acredito muito no cavalo Crioulo e não tenho dúvidas de que se os criadores apostarem realmente na vaquejada, em dez anos ele dominaria a modalidade e superaria o Quarto de Milha. O Crioulo não precisa provar mais nada, ele só precisa é de uma oportunidade.”



Entre os melhores no Ceará



Presidente da Associação de Vaqueiros Amadores do Ceará (Avace), Leôncio Barreto está envolvido com o projeto desde o início. Com criatório localizado na capital, Fortaleza, Barreto acompanha de perto o andamento da raça na modalidade e também tem celebrado bons resultados. Três de seus animais - Suprema Ala Noche, Suprema Aca Estoy e Trovador de São Pedro - foram os destaques de uma vaquejada realizada recentemente no estado nordestino.



O resultado dos Crioulos na Vaquejada de Jaguaribe/CE, realizada entre os dias 23 e 26 de maio no Parque Pereira de Freitas, foi de grande repercussão no esporte. Ala Noche e Aca Estoy formaram a dupla inicial com o primeiro na esteira e, mesmo correndo uma boiada nelore forte pesando em média 270 quilos, ocorreram três retornos, ou seja, os bois não chegavam nas faixas para serem derrubados em virtude da pressão que os cavalos imprimiam sobre eles.



Com a oportunidade de correr mais três vezes, os vaqueiros optaram por trocar o cavalo de puxar. Trovador de São Pedro entrou em pista e teve uma participação excelente, conquistando o privilégio de não correr o primeiro boi da eliminatória decisiva. Entre mais de 500 duplas de competidores passaram somente 55 à final, com os Crioulos se classificando entre as 18 melhores duplas que passaram sem faltas.

No ultimo dia, com uma boiada de 360 quilos, houve racha da premiação de R$ 38 mil para os 19 que continuavam na disputa, cabendo a cada um R$ 2 mil sendo R$ 15 mil para o primeiro colocado. A equipe de Barreto saiu da competição quando restavam somente seis duplas competindo, terminando no décimo lugar geral.



“Primeiro quero agradecer pela confiança depositada pela diretoria da ABCCC na representação da raça na vaquejada. Esse resultado foi uma façanha e posso afirmar que a admiração de todos os presentes com o desempenho dos ‘pequenos cavalos’ foi o maior comentário do evento”, diz Leôncio, que também destacou o resultado alcançado uma semana depois, a classificação em primeiro lugar na categoria Amador na Vaquejada de Caucaia/CE.



Mercado para cavalos castrados



Após a conquista de vários prêmios no Piauí com o criador Marcelo Rodrigues Sérgio, uma dupla de crioulos chamou a atenção dos vaqueiros do estado e regiões vizinhas. Descendente de dois vencedores do Freio de Ouro, a dupla Pura Pinta do Infinito, filho de Consuelo do Infinito, e LS Ouro e Fio, filho de LS Balaqueiro, teve grande destaque em uma série de provas e, consequentemente, se valorizou na modalidade.



Pura Pinta, um castrado que atua como puxador, foi vendido por Sérgio ao também vaqueiro Pedro Alves de Souza, da Chácara Mirandas, de São José de Ribamar, no Maranhão. A transação, ao custo de R$ 60 mil, mostrou outra característica interessante do esporte. “O cavalo de vaquejada é muito valorizado porque o criador só quer um animal bom para correr e ganhar o prêmio, não importa se é castrado ou não. Já vi castrados serem vendidos a R$ 120 mil”, afirma o comprador.


Souza conta que gosta do cavalo já há algum tempo e inclusive já havia feito uma proposta ao ex-proprietário, porém, só conseguiu comprá-lo agora. “Estou muito feliz, semana passada competi com ele e fiquei em terceiro lugar na vaquejada de São Luiz. Tenho a intenção de no próximo trimestre adquirir outro Crioulo, de preferência da mesma cor de pelo, para fazer o esteira.” Ouro e Fio, o esteira,  foi vendido a um criador amigo de Souza por R$ 20 mil.

Governo divulga Zoneamento Agrícola de Risco Climático para algodão, mamona, sorgo e melancia

Zoneamento é necessário para identificar os municípios aptos e os períodos de semeadura com menor risco climático para o cultivo das culturas nos Estados brasileiros

(Levantamento para melancia inclui Bahia, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul)
 
O zoneamento de risco climático para as culturas de algodão, mamona, sorgo granífero e melancia foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) de segunda, dia 15, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A orientação vale para a safra 2013/2014.

O estudo para a cultura de algodão abrange 11 Estados (Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Piauí, Paraná, Rondônia, São Paulo e Tocantins) e o Distrito Federal. Dependo do clima e da duração do ciclo, a precipitação pluvial deve ser de 700 milímetros a 1300 milímetros para o desenvolvimento do algodoeiro.

Em relação à mamona, o zoneamento refere-se aos Estados da Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. A faixa de temperatura ideal para a cultura situa-se entre 20ºC a 30ºC.

O levantamento para melancia inclui Bahia, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Os elementos climáticos de maior relevância para o cultivo da fruta em regime de sequeiro são temperatura, umidade relativa do ar, pluviosidade e fotoperíodo.

Quanto ao sorgo, além do Distrito Federal, foram analisados os estados da Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Piauí, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins. Boa parte dos materiais genéticos do sorgo requer temperaturas superiores a 21°C para um bom desenvolvimento, não suportando, normalmente, abaixo de 16°C. Temperaturas acima de 38°C também reduzem a produtividade.

O zoneamento agrícola é necessário para identificar os municípios aptos e os períodos de semeadura com menor risco climático para o cultivo das culturas nos Estados brasileiros. O levantamento é o principal instrumento utilizado pelo crédito e seguro rural, sendo utilizado para a seleção das áreas com maior aptidão para o cultivo de cada cultura e variedade, diminuindo os riscos devido a problemas climáticos.