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Campanha de vacinação contra aftosa está aberta no RS

Campanha de vacinação contra aftosa está aberta no Rio Grande do Sul. Atenção produtor, chegou a hora de vacinar seu rebanho! A campanha de vacinação contra febre aftosa está aberta no Rio Grande do Sul. Esse ano, devem ser vacinadas 13 milhões e 800 mil cabeças no Estado.


Reportagem Ellen Bonow 
Imagens José Schafer

Clima contribui para qualidade e quantidade de pastagens no Rio Grande do Sul

Segundo a Emater, as condições sanitárias dos rebanhos são razoáveis, com baixa incidência de ecto e endoparasitas

(Rebanho bovino de corte começa a ter uma melhor condição de alimentação)
 
O rebanho bovino de corte que se encontra no campo nativo do Rio Grande do Sul começa a ter uma melhor condição de alimentação com a incidência de calor e precipitações, que geram um rebrote mais intenso das gramíneas estivais, aumentando a qualidade e a quantidade de pasto. Segundo o informativo conjuntural da Emater-RS/Ascar, a temporada de parição do rebanho de cria nas regiões permanece, com a maioria das matrizes com cria ao pé, apresentando bom desenvolvimento corporal dos terneiros.

Por outro lado, as condições sanitárias dos rebanhos são razoáveis, com baixa incidência de ecto e endoparasitas, mas os pecuaristas permanecem realizando o monitoramento e controle, principalmente das verminoses e carrapatos.

A oferta de gado gordo oriundo de áreas de pastagens cultivadas, deferidas para o cultivo da soja, continua alta na maioria das regiões produtoras de carne bovina do Estado. Nessa época do ano, ocorrem muitas exposições locais de bovinos, ocasião em que os produtores adquirem reprodutores para o melhoramento genético dos rebanhos.

Bovinocultura de leite


As atuais condições climáticas favoreceram a implantação, o crescimento e o manejo das pastagens e do rebanho na maioria das bacias produtoras de leite do Estado. Os produtores permanecem realizando as práticas de implantação e manejo das pastagens anuais de verão, principalmente a semeadura de novas áreas, assim como o controle de plantas espontâneas e adubações nitrogenadas químicas e orgânicas de cobertura.

De modo geral, as pastagens anuais de verão (como milheto e o sorgo forrageiro) ainda não têm condições de serem utilizadas diretamente pelos animais, enquanto as perenes já estão no segundo pastejo em muitas unidades produtoras de leite.

Além do pasto, os produtores estão suplementando a alimentação do rebanho leiteiro com silagem, feno, grãos, farelos e ração. No período, na região de Erechim, os preços do leite recebido pelos agricultores variaram entre R$ 0,72 a R$ 1,05/litro, com tendência de estabilidade.

Rebrote de forrageiras
Ainda segundo o levantamento da Emater-RS/Ascar, em alguns locais, os campos apresentam infestações de plantas invasoras, necessitando uso de roçadeiras para seu controle. O Estado está no período final de utilização de pastagens cultivadas de inverno, especialmente das gramíneas anuais, como aveia e azevém.

Muitas áreas dessas pastagem de inverno já estão em final de ciclo e começam a ceder lugar para a implantação de lavouras de soja. Os animais que estavam em pastagens nas áreas onde será implantada a cultura de soja, e que ainda não foram destinados aos frigoríficos, voltaram para áreas de campo nativo ou áreas de pastagens cultivadas de verão, onde deverão ser terminados.

O período é de planejamento e implantação das pastagens anuais e perenes de ciclo de verão, como milheto, sorgo forrageiro e tifton. Os criadores também intensificam a ampliação e as práticas de manejo das lavouras de milho destinadas para a produção de silagem, realizando o controle das ervas espontâneas e adubações nitrogenadas em cobertura.

Produção de feijão no Rio Grande do Sul deve crescer quase 2% em relação a 2012

Preço médio da saca, de 60 quilos, deve ser R$ 137, aumento de 30%

(Para a próxima safra, no Estado, são esperadas 69 mil toneladas)
 
Depois de 18 anos, a safra gaúcha de feijão voltou a crescer. O Rio Grande do Sul não está entre os maiores Estados produtores da cultura no país, mas a valorização do grão já é histórica. A área cultivada aumentou e quem produz está recebendo mais.

Os produtores Edi Bersagui Aresi e Rosane Souza de Cunha plantam feijão há três anos em Caará, litoral norte do Estado. A família passou a vender o grão para escolas públicas da região. O feijão é utilizado na merenda escolar dos alunos. Os grãos selecionados com cuidado são importantes para agregar valor a mercadoria. 

O trabalho na região ainda é feito de forma manual, mas é suficiente para garantir a renda de 500 produtores rurais. A possibilidade de ter a venda garantida para as escolas tem fortalecido a cultura. O bom preço pago ao produtor também é outro fator positivo que motiva as famílias a pertencerem na atividade.

Enquanto em outras regiões do Estado a área de plantio do feijão vem diminuindo nos últimos anos, na região está aumentando. Para a próxima safra, o município deve colher 600 toneladas do grão.

De acordo com a agrônoma da Emater,  a possibilidade de uma segunda safra, além da rotação com outras culturas também contribuem para a produção continuar ativa na localidade. Para a próxima safra, no Rio Grande do Sul, são esperadas 69 mil toneladas, um incremento de quase 2% em relação ao ano anterior. O preço médio da saca, de 60 quilos, deve ser R$ 137. Um aumento de quase 30% do valor pago ao produtor, comparado com a safra passada.

Área destinada à soja aumenta 128 mil hectares no Rio Grande do Sul

Segundo estimativa da Emater, 96 mil hectares virão de áreas antes destinadas à pastagem

(Safra de soja também deve avançar sobre áreas antes destinadas ao milho)
 
A área destinada à soja no Rio Grande do Sul na safra 2013/2014 deve avançar 2,71%, para 4.855.127 hectares, informou nesta quinta, dia 29, a Emater-RS em sua primeira estimativa de safra para o próximo ciclo. A empresa projeta que do ganho absoluto de 128.269 hectares, aproximadamente 96 mil virão de áreas antes destinadas à pastagem. A expectativa é de que a produção some 12.765.166 toneladas, avanço 0,07% ante 12.756.577 toneladas colhidas no ciclo 2012/2013.

A safra de soja também deve avançar sobre áreas antes destinadas ao milho, de acordo com a Emater-RS, principalmente pelos preços mais remuneradores da oleaginosa. O cereal deve ter redução de área de 2,89% em relação à safra passada, para 1.004.728 hectares, ante 1.034.623 hectares no ciclo 2012/2013. A produção total deve somar 4.935.315 toneladas, queda de 7,75% ante as 5.349.956 toneladas colhidas na temporada anterior.

Com preços mais remuneradores nesta safra, a área de arroz também deve registrar incremento. A Emater-RS espera ganho de 1,49%, para 1.098.097 de hectares, ante 1.081.963 de hectares semeados na temporada passada. A produção na safra 2013/2014 deve somar 8.579.986 toneladas, crescimento de 5,88% sobre as 8.103.811 toneladas colhidas na safra 2012/2013.

O feijão de primeira safra deve crescer 3,56%, para 54.807 hectares, ainda de acordo com o levantamento. De acordo com a Emater-RS, "a valorização do produto nos últimos meses (cerca de 40% acima das médias históricas) foi capaz de frear a diminuição da área cultiva,a invertendo uma tendência observada desde 1995".

A empresa calcula preço médio do feijão a R$ 137,27 a saca de 60 quilos, ante R$ 107,59 a saca no ano anterior. A safra 2013/2014 deve somar 69.059 toneladas, incremento de 1,65% ante as 67.940 toneladas colhidas no ciclo passado.

Emater-RS apresenta trabalho com plantas medicinais na Expointer

Espaço celebra trabalhos realizados pela estatal com diferentes entidades

(O estudo e os usos da ervas para uso humano, animal e vegetal é o foco das ações)
 
Em um espaço exclusivo do Caminhos da Integração no Parque de Exposições Assis Brasil, durante a 36ª Expointer, uma atividade organizada pela extensão rural gaúcha (Emater/RS-Ascar) irá apresentar um rodízio de experiências regionais, com demonstração e exposição de objetos históricos. O painel “Extensão Rural, antes de tudo, social” destaca o trabalho social que desenvolve nos 493 municípios em que atua.

Uma das experiências que será demonstrada no espaço na sexta, 30, é o trabalho que a Emater/RS-Ascar desenvolve, em parceria com 21 municípios do Conselho Regional de Desenvolvimento da Fronteira Noroeste, com plantas bioativas (medicinais, aromáticas e condimentares). O estudo e os usos da ervas para uso humano, animal e vegetal é o foco das ações de Assistência Técnica e Extensão Rural há muitos anos no Noroeste gaúcho. O ponto alto desse trabalho, quando agricultores familiares se encontram e trocam experiências, ocorre no Fórum pela Vida, onde são debatidos temas como a relação das plantas medicinais com as pessoas, animais e ecossistema; alimentação humana; Agroecologia; homeopatia; acupuntura; do-in; e interações medicamentosas.

O objetivo principal do trabalho, que completa 12 anos na região, é a valorização e o resgate do conhecimento popular, fortalecendo a identidade das famílias do meio rural e colaborando para a melhoria da qualidade de vida. A gerente regional adjunta da Emater/RS-Ascar, na região administrativa de Santa Rosa, Neida Frohlich, que acompanha o trabalho na região desde o início, destaca que “o Fórum pela Vida é muito importante porque é construído a muitas mãos, desde agricultores, profissionais, pessoas que gostam de aprender, usar e trocar experiências de trabalhos realizados nos municípios”.

Neida lembra também que é um espaço de celebração de trabalhos realizados a partir da parceria entre diferentes entidades como Emater/RS-Ascar, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Pastorais, agentes e profissionais de saúde e prefeituras.

– No Fórum pela Vida celebramos a vida e discutimos assuntos pertinentes a ela – ressalta Neida.

Os organizadores do Fórum pela Vida são Emater/RS-Ascar, Prefeituras dos 21 municípios envolvidos, 14ª Coordenadoria de Saúde, 17ª Coordenadoria de Educação e Agricultura, Secretarias Municipais de Saúde, Agricultura e Educação, Sindicatos dos Trabalhadores Rurais, Pastorais da Saúde, Agentes Comunitários de Saúde. Outras parcerias que apoiaram em algum período: Fundação Zoobotânica; Secretaria de Desenvolvimento Rural, Assembleia Legislativa, Ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA), e da Ciência e Tecnologia, UFRGS e UNIJUÍ.

Confira as experiências que serão apresentadas no espaço:

Domingo (25/08) - Porto Alegre apresenta o trabalho realizado com os indígenas.
Segunda (26/08) - ações desenvolvidas junto à Associação Dois Lajeadenses de Senhoras e Moças Agricultoras de Dois Lajeados, que engloba 15 clubes de mães.
Terça (27/08) - experiência dos Guardiões Mirins de Sementes Crioulas de Ivorá.
Quarta (28/08) - ações junto aos quilombolas do município de São Lourenço.
Quinta (29/08) - ações desenvolvidas em Sertão Santana através do Programa Brasil Sem Miséria.
Sexta (30/08) - trabalho de Plantas Bioativas (medicinais, aromáticas e condimentares) no Corede Fronteira Noroeste.
Sábado (31/08) - ações sociais da Pesca Artesanal em Uruguaiana e de Resgate Cultural e Étnico em Carlos Gomes.

Culturas de inverno apresentam bom desenvolvimento no Rio Grande do Sul

Trigo não foi prejudicado pelas recentes geadas e apresenta bom aspecto sanitário

(Trigo não foi prejudicada pelas recentes geadas no Ri Grande do Sul e apresenta bom aspecto sanitário)
 
As culturas de inverno - trigo, canola e cevada - apresentam bom desenvolvimento no Rio Grande do Sul.

Conforme informações da Emater/RS-Ascar, as condições climáticas dos últimos dias foram favoráveis às lavouras de trigo, apesar de períodos de temperaturas mais elevadas que ocasionaram os primeiros focos de ferrugem.

De maneira geral, a cultura do trigo apresenta bom aspecto sanitário, não sendo prejudicada pelas recentes geadas, ao contrário do ocorrido no Paraná, onde a redução na safra está estimada, segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, em cerca de 30% devido ao fenômeno climático.

Com a redução de oferta de trigo no mercado em nível nacional por conta dos prejuízos no Paraná, os preços vêm reagindo de forma intensa nos últimos dias, com a saca de 60 quilos cotada entre R$ 30,00 e R$ 37,00. A média para o Estado ficou em R$ 34,55, o que corresponde a um aumento de 3,26% na semana. Em relação ao ano passado, a vantagem chega a 27,54%.

As lavouras de canola, que estão em sua grande maioria nas fases de desenvolvimento vegetativo e floração, também apresentam boa evolução e tendência de bom potencial produtivo. No momento, a atividade dos produtores concentra-se nas práticas culturais necessárias, como aplicação de nitrogênio em cobertura. A sanidade das plantas é boa, não havendo problemas com pragas e doenças. O atual valor de referência é de R$ 59,00 por saca.

Beneficiada pelas condições climáticas, a cevada é outra cultura de inverno que está com bom potencial produtivo. As lavouras encontram-se nas fases de desenvolvimento vegetativo e elongação, sem problemas com pragas e doenças. Os produtores dedicam-se, atualmente, à aplicação de nitrogênio em cobertura e de fungicida. O excesso de precipitações ocorridas no último período preocupa os agricultores pela possibilidade da instalação de doenças nas lavouras. O preço referencial da cevada mantém-se em R$ 510,00 por tonelada.

Frio tem contribuído para o desenvolvimento do trigo no Rio Grande do Sul, dizem especialistas

Clima ameno com baixa umidade traz boas condições para o crescimento do grão

(Produtores torcem para o tempo se manter estável)
 
No Rio Grande do Sul, onde o plantio de trigo é tardio, o frio tem contribuído para o desenvolvimento das plantas. De acordo com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), o clima ameno, com baixa umidade, além da boa luminosidade e noites frias, tem trazido ótimas condições para o crescimento do grão em todas as regiões produtoras.

Técnicos em extensão rural dizem que o verde intenso das plantas é sinal da saúde das, que a partir de agora começam a entrar na fase de floração. Cerca 4% da área plantada no Estado está nessa etapa de desenvolvimento. A partir de agora, o clima deve ser a maior preocupação dos triticultores, já que na safra passada, uma geada trouxe perdas consideráveis. A região noroeste foi uma das mais atingidas e teve queda de 500 quilos por hectare.

A região de Cruz Alta produz, em média, 50 sacas de trigo por hectare. São 30 mil hectares dedicados à cultura, este ano, os produtores esperam resultados mais satisfatórios que compensem os prejuízos do ano passado. Segundo o produtor rural Valdir Schwade, a expectativa é também grande com relação aos preços que estão mais atrativos que os da safra anterior.

– O que nós colhemos ano passado era triguilha. Até as empresas que fazem ração compraram na faixa de R$ 25 a saca, Com todo o prejuízo da geada ainda pagaram satisfatoriamente. Ainda foi porque o preço do grão estava na faixa de R$ 34 – disse.

O produtor fez o plantio há 60 dias, agora os doze hectares plantados estão recebendo o tratamento, como a aplicação de nitrogênio em cobertura e o controle de pragas invasoras e doenças.

– Se não der geada nesse estágio, a perspectiva é conseguir fazer uma safra normal, como nos outros anos. Até agora ta 100%, está um estagio bom, começando agora com aplicação de fungicida – comemora Schwade.

A colheita, que começa em outubro, deve ter boa produtividade por área, de acordo com o extensionista rural, Enio Coelho. Segundo o especialista, o frio intenso do último mês não chegou a atingir as lavouras gaúchas.

– O frio foi benéfico, pois a nossa cultura está em um estagio bem inicial. Cruz Alta é um município que tem uma característica boa de produtividade, em torno de 2.700 quilos por hectare. A expectativa é que se mantenha esta media – disse.

Clima tem propiciado condições favoráveis para o trigo no Rio Grande do Sul

A partir de agora, porém, as lavouras começam a entrar na fase de floração e ficam sensíveis às baixas temperaturas

(Cultura do trigo vem se desenvolvendo muito bem no Rio Grande do Sul)
 
A cultura do trigo vem se desenvolvendo muito bem no Rio Grande do Sul. O clima ameno, com baixa umidade, boa luminosidade e noites frias tem propiciado ótimas condições para o crescimento do grão em todas as regiões produtoras. Segundo técnicos e agricultores, há algum tempo as lavouras não apresentavam aspecto visual e potencial produtivo tão bom.

Informações coletadas pela Emater/RS-Ascar indicam que o aspecto sanitário é considerado excelente na maioria dos casos, com as lavouras apresentando coloração verde intenso e bom perfilhamento. No momento, os agricultores intensificam a aplicação de nitrogênio em cobertura e o controle de invasoras e moléstias. A partir de agora, o clima deverá ser a maior preocupação dos triticultores, tendo em vista o aumento gradativo do percentual de lavouras que começam a entrar nas fases de elongação/floração, consideradas sensíveis à baixa temperatura e às geadas. O total de lavouras nesse estágio chega a 4%.

Outras culturas

Canola

As condições climáticas continuam beneficiando a canola, mesmo com os danos causados a algumas lavouras pelas geadas ocorridas no final do mês de julho, determinando o abortamento de flores. Mesmo assim, em geral, a cultura segue nas fases de desenvolvimento vegetativo e floração, apresentando, ainda, um bom padrão de lavoura e um bom potencial produtivo, mantendo-se acima das estimativas iniciais. O valor de referência para negócios está em R$ 58,00 por saca (equivalente ao preço da soja).

Bananas 

No Litoral Norte, os bananais estão em produção, com frutos apresentando boa qualidade. Não foram registradas perdas ocasionadas pelas baixas temperaturas. A colheita na região é realizada ao longo do ano.

Em todos os meses do ano há formação de brotação, surgimento e desenvolvimento de novos cachos, colheita e comercialização. No momento, os agricultores reclamam da forma de classificação da banana de segunda, que reduz em 50% o valor recebido. Da mesma forma, o peso das caixas é fator de descontentamento entre os agricultores. A comercialização está com a alta dos preços nos principais mercados do país, com isso houve reação positiva na cotação do mercado local. A cotação de preços pagos ao produtor na região do Litoral Norte é considerada boa, com os seguintes valores: banana prata, R$ 24,00 a caixa com 20 quilos (kg) do produto de primeira qualidade e R$ 12,00 para a banana de segunda qualidade; banana caturra (nanica), R$ 12,00 a caixa com 20 kg para produto de primeira qualidade e R$ 6,00 para banana de segunda.

Pêssegos

O somatório das condições climáticas das duas últimas semanas - a intensidade e qualidade do frio, a alta e prolongada insolação, gradativa subida da temperatura e, no final, chuvas de media/alta intensidade, propiciaram condições para o desenvolvimento da florada de diversas variedades de pêssegos. A variedade Chimarrita, material semiprecoce e a mais plantada na região da Serra, encontra-se em florescimento pleno, mesmo nos locais de maior altitude em que é cultivada. Em localidades de mesoclima mais quente, como o Vale do Rio Caí, as cultivares mais precoces já apresentam frutos nos seus primeiros estágios de crescimento. Na região Sul, os produtores fazem a limpeza dos pomares e intensificam a poda. Seguem os tratamentos fitossanitários da fase de floração nos pomares cultivados com variedades mais precoces. O frio, até o momento, é favorável à cultura do pêssego.

Rebanho bovino

O rebanho bovino de corte gaúcho, quando mantido exclusivamente no campo nativo, está perdendo peso devido à redução da oferta de alimentos, pois estas espécies forrageiras naturais estão queimadas pelas baixas temperaturas e fortes geadas que ocorreram no período na maioria das regiões produtoras do Estado. Por outro lado, os animais mantidos em pastagens cultivadas, especialmente nas áreas de gramíneas anuais de inverno, como aveia e azevém, ou confinados, apresentam bom ganho de peso. As condições sanitárias dos animais, de maneira geral, continuam satisfatórias, pois predominaram períodos caracterizados pelas baixas temperaturas, porém associadas com baixos teores de umidade, condições pouco favoráveis à proliferação de doenças e parasitas, especialmente verminoses e carrapatos.

Baixas temperaturas comprometem forrageiras, mas ajudam culturas de inverno no Rio Grande do Sul

Aveia e azevém tem bom desenvolvimento vegetativo no Estado

(Aveia e azevém apresentam bom desenvolvimento vegetativo no Estado)

A ocorrência de baixas temperaturas e dias nublados, características climáticas naturais do inverno gaúcho, faz com que a brotação de muitas espécies forrageiras nativas fiquem parcialmente paralisadas no Rio Grande do Sul. Os dados são da Emater/RS, segundo dados de seu Informativo Conjuntural desta semana

No entanto, as pastagens cultivadas de inverno, principalmente as gramíneas, como aveia e azevém, apresentam bom desenvolvimento vegetativo no Estado. As áreas implantadas na entrada do outono estão em plena fase de pastoreio, na maioria das propriedades.

A ocorrência de chuvas no período favoreceu o desenvolvimento destas pastagens cultivadas e a realização da prática de adubação em cobertura com fertilizantes nitrogenados.

Segundo a Emater, nestas condições, os criadores devem estar atentos para o bom manejo dos animais nas áreas de pastagens cultivadas, evitando o pisoteio excessivo das áreas, especialmente nos dias em que a umidade do solo está muito elevada, evitando assim danos às plantas.

Inverno exige mais comida para rebanho bovino

Feno, silagem e concentrado estão sendo usados para alimentar os animais

O trabalho de campo dos técnicos da Emater aponta que as condições nutricionais dos rebanhos estão satisfatórias em Cachoeira do Sul.

No entanto, as pastagens nativas se encontram mais fibrosas, com redução da qualidade forrageira.

Assim, foi iniciado o uso de pastagens de inverno e suplementação com o feno, a silagem e o concentrado.

Preço pago ao produtor de trigo gaúcho deve aumentar 50% nesta safra

De acordo com a Emater-RS, a área plantada com o cereal teve aumento de 4% a 5% em relação ao ano passado

(Cenário internacional também deve interferir no rumos do mercado de trigo no país)
 
A expectativa é positiva para a safra de trigo no Rio Grande do Sul. Os preços pagos ao produtor devem ser 50% maiores do que os praticados na safra anterior. De acordo com levantamento da Emater-RS, a safra gaúcha de trigo conta com um aumento de área plantada em regiões tradicionais da produção do cereal. Uma das principais explicações para essa ampliação está na rotação de culturas, em locais como a metade sul do Estado, que, em períodos mais quentes, investem em soja.

– Estamos trabalhando com possibilidade de área de 4% a 5 % maior do que o ano passado – disse o técnico da Emater-RS Dulphe Pinheiro Machado.

A avaliação da fase inicial de plantio é considerada vantajosa, com boas condições de solo para o desenvolvimento do cereal. No entanto, fica o alerta para a chegada do inverno e das baixas temperaturas, que devem impactar a fase de florescimento do trigo.

Na propriedade do agrônomo Carlos Alexandre Santos, em Rio Pardo, ele plantou 50 hectares de trigo, mesma área do ano anterior. Até o final de outubro, ele espera colher três mil quilos do grão, o equivalente a 50 sacas por hectare.

– No ano passado, tivemos muita chuva. Agora, estamos torcendo para ter um ano mais favorável. Já chegamos a colher 74 sacos, vai depender muito do clima – diz Santos.

O cenário internacional também deve interferir no rumos do mercado de trigo no país. De acordo com o gerente da Cooperativa Cotriel, de Rio Pardo, caso o dólar continue subindo, a tendência é de que o Brasil deixe de importar o grão, o que contribuiria para um aquecimento interno.

– Esperamos que o dólar se mantenha nesses patamares – aponta Adilson Nazari.

Até a entrada da próxima safra, o trigo deve seguir valorizado no Rio Grande do Sul, com preços firmes que chegam a R$ 690,00 a tonelada.

– O que a gente tem nesse momento é um período de desabastecimento. A Argentina também teve quebra. Isso deu base para os preços valorizados – pontua o analista de mercado Renan Gomes.

Safra 2013 de trigo terá área ampliada no Rio Grande do Sul

Maior aumento foi observado na regional de Santa Maria

(Produção de trigo projetada para 2013 poderá atingir inicialmente 2,475 milhões de toneladas)
 
A Empresa Brasileira de Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS-Ascar) finalizou, nesta semana, o primeiro levantamento sobre a intenção de plantio para a safra de trigo de 2013 no Estado. O estudo, realizado durante o mês de maio, indica que a mesma deverá ter um incremento de 3,85% em relação ao ano passado, atingindo 1,027 milhão de hectares. Entre as principais regiões produtoras, o maior aumento foi observado no regional de Santa Maria (RS), com 10,10%.

Outra importante região administrativa da Emater/RS-Ascar, Passo Fundo (RS), deve incrementar em 7,31% a sua área de trigo. Já a região de Ijuí, que detém 30% sobre o total a ser cultivado, deverá aumentar apenas 0,8%. Em Santa Rosa, com 25% da área, o aumento deverá ser de 2,54%. As informações foram coletadas em 268 municípios que cobrem 91% da área a ser cultivada.

No que diz respeito à produção projetada para 2013, esta poderá atingir inicialmente 2,475 milhões de toneladas, ficando 32,64% maior que a safra passada, quando foram colhidas 1,867 milhão de toneladas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse aumento é consequência de uma projeção maior para a produtividade inicial, estimada a partir da tendência observada nos municípios ao longo dos últimos dez anos, que fica em 2.409 quilos por hectare contra os 1941 quilos por hectare obtidos no ano passado, resultando 24,10% a mais.

Quanto ao plantio, os últimos dias não foram favoráveis. A umidade presente no solo impediu um avanço mais significativo da área semeada. Na safra 2012, nesta mesma época, o percentual chegava a 8%; na atual, alcança apenas 5% em âmbito estadual. De maneira localizada, a região de Santa Rosa é a que atinge o maior percentual, chegando a 10% do projetado para a região.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL