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Governo chinês tenta acalmar população que teme vírus da gripe aviária

Oficiais da Organização Mundial de Saúde defendem que o H7N9 é uma infecção transmitida de aves para humanos 

Doença na China continua pontual e foi transmitida apenas para 
os seres humanos que tiveram contato próximo com aves
 
Autoridades de saúde da China estão se mobilizando para tentar acalmar temores de disseminação do vírus da gripe aviária H7N9 depois que três integrantes de uma família chinesa contraíram a doença. A Organização Mundial de Saúde (OMS) está trabalhando com autoridades chinesas para investigar a família, mas oficiais da OMS ainda defendem que o H7N9 é uma infecção transmitida de aves para humanos, disse um porta-voz da organização em Pequim. Até o momento não houve "nenhuma evidência de transmissão sustentada de humano para humano", salientou o porta-voz, acrescentando que é natural que os casos de infecções gripais aumentem no inverno, quando o clima está mais frio.
Autoridades de saúde da província costeira de Zhejiang afirmaram na quarta, dia 29, ter confirmado três novos casos de infecção por H7N9 em Hangzhou em um "núcleo familiar", termo usado na saúde pública para definir um episódio de infecção de vários membros da família, de acordo com nota da Comissão de Saúde e Família de Zhejiang. O comunicado destacou que, antes do vírus, os pacientes tinham similar exposição ao ambiente e contato próximo uns com os outros. Mas não disse se os membros da família foram expostos a aves vivas antes de adoecer. Conforme o comunicado, oficiais de saúde estão investigando o assunto.
A preocupação sobre a propagação do vírus se intensificou na China à medida que o país se prepara para celebrar o Ano Novo Lunar na sexta, dia 31, um feriado no qual se espera que cidadãos chineses façam mais de 3 bilhões de viagens para ver membros da família.

As autoridades chinesas dizem que a doença na China continua pontual e foi transmitida apenas para os seres humanos que tiveram contato próximo com aves, mas estão aconselhando o público a cozinhar bem os alimentos e lavar as mãos com frequência.

O governo chinês fechou nos últimos dias mercados de aves vivas na província de Zhejiang, onde as infecções por H7N9 subiram para 49, incluindo 12 mortes, este ano, de acordo com a agência oficial de notícias Xinhua. Em nível nacional, foram registrados 110 casos no ano até o momento, de acordo com o jornal estatal Diário do Povo.

O total de casos na China continental desde que o vírus surgiu no país no ano passado até agora soma 254, de acordo com um registro mantido por autoridades de saúde de Hong Kong.

Hong Kong abateu cerca de 20 mil frangos e anunciou na terça, dia 28, a suspensão temporária das importações de aves vivas da China para ajudar a prevenir a propagação da doença lá. Enquanto isso, autoridades de Hong Kong apontaram que a cidade registrou a terceira morte relacionada com o H7N9 na quarta. Um homem de 75 anos morreu após contrair a doença em visita a um parente em Shenzhen, que vivia perto de um mercado de aves.

China aumenta prevenção contra gripe aviária

País proibiu a venda de aves vivas em algumas regiões; desde o início do ano, há registro de 96 casos e 19 mortes em consequência da doença

Cerca de 20 mil aves de Hong Kong foram eliminadas nesta terça, dia 28
 
A China começou a adotar medidas de prevenção, como a proibição da venda de aves vivas em várias zonas do Leste do país, diante do aumento do número de casos de gripe aviária H7N9 em humanos. Desde o início do ano, há registro de 96 casos e 19 mortes em consequência da doença.

A nova espécie de vírus foi descoberta pela primeira vez em humanos no ano passado, no Leste da China, onde contagiou 150 pessoas e causou 45 mortes.

Na província oriental de Zhejiang, ao sul de Xangai, onde este ano foram registrados 49 casos, o comércio de aves vivas foi paralisado em grandes cidades como Hangzhou, Ningbo e Jinhua. Em Xangai, também será suspensa a venda de aves vivas entre 31 de janeiro e 30 de abril.

Na província sul oriental de Cantão, há 26 casos desde o início de 2014, mas até agora não foram anunciadas medidas de prevenção.

Na Região Administrativa Especial de Hong Kong, foi detectado nessa segunda, dia 27, o primeiro caso de H7N9 em um mercado agrícola local. Cerca de 20 mil aves desse mercado foram eliminadas nesta terça, dia 28.

As autoridades intensificaram o controle sanitário, nos postos de fronteira, das pessoas que viajam. Estão sendo adotadas medidas como a medição da temperatura e o exame médico, se necessário, dos passageiros que entram e saem do país.

Produção mundial de laranjas deve aumentar 5% em 2013/2014

Safra brasileira de laranja, a maior do mundo, deve crescer 8% no período, impulsionada por elevada produtividade e clima favorável, prevê USDA

Produção brasileira de laranja será de 17,75 milhões de toneladas
 
A produção mundial de laranja na safra 2013/2014 deve apresentar crescimento de 5% em relação ao período anterior. O volume deve alcançar 51,77 milhões de toneladas em comparação com 49,40 milhões de toneladas em 2012/2013. Os dados fazem parte de relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado na sexta, dia 24.

Conforme os técnicos do USDA, o aumento da produção no Brasil, China e União Europeia (UE) mais do que compensa a queda nos Estados Unidos. No período, o comércio de laranja deve alcançar nível recorde, "com forte demanda e aumento da oferta", diz o USDA.

A produção brasileira de laranja, a maior do mundo, deve aumentar 8% em 2013/2014, para 17,75 milhões de ton, em comparação com 16,36 milhões de ton no período anterior, impulsionada por elevada produtividade e clima favorável. Segundo o USDA, praticamente todo o aumento na oferta será utilizado para processamento, cujo volume aumentará de 10,91 milhões de ton para 12,24 milhões de ton, no período. O consumo in natura se manterá praticamente estável, de 5,45 milhões de ton para 5,50 milhões de ton.

A safra dos Estados Unidos deve diminuir 11%, para 6,71 milhões de ton, em comparação com 7,57 milhões de ton em 2012/2013. Na Flórida, onde cerca de 95% das laranjas são utilizadas para processamento de suco, o clima seco e a doença greening nos pomares provocam a queda na produção.

Na Califórnia, onde a maioria das laranjas é consumida in natura, a produção deve cair 5%, como resultado do congelamento das frutas em dezembro. Com isso, parte do produto será processado, enquanto a exportação deve cair 6%, com a redução da oferta.

A produção da UE deve subir cerca de 10%, de 5,88 milhões de ton para 6,60 milhões de ton, por causa do clima favorável. A importação de laranja na região deve aumentar ligeiramente, com África do Sul e Egito como principais fornecedores. No fim do ano passado, observa o USDA, a importação do produto da África do Sul foi proibida, em virtude da constatação da doença mancha-preta dos citros.

O USDA estima que a produção de laranja da China deve aumentar 10%, de 7,00 milhões de ton em 2012/2013 para 7,60 milhões de ton em 2013/14, "mantendo o ritmo de crescimento do consumo in natura e do processamento". Os chineses devem manter a posição de maiores consumidores de laranja in natura, representando 20% do total mundial.

– Com o objetivo de expandir a produção, novas variedades estão sendo introduzidas na China, tanto para colheita precoce, como tardia – informou o USDA.

Suco

O relatório mostra, ainda, que a produção global de suco de laranja em 2013/2014 está projetada em 2,02 milhões de ton, um aumento de 6% em relação ao ano-safra anterior (1,91 milhão de ton). O crescimento do processamento brasileiro mais do que compensará o declínio na produção de Estados Unidos e México, principalmente. A exportação (1,52 milhão de ton) e o consumo (1,95 milhão de ton) globais devem se manter estáveis no período, enquanto os estoques (454 mil ton) caem para os níveis mais baixos em pelo menos quatro anos.

A produção brasileira deve crescer 18%, para 1,16 milhão ante 981 mil ton em 2012/2013, com melhora no rendimento. De acordo com o USDA, a exportação brasileira (1,22 milhão de ton) deve superar a produção, "para atender a demanda na UE e nos Estados Unidos". Com isso, o estoque do Brasil deve cair, acompanhando o aumento do ritmo dos embarques.

De acordo com os dados do USDA, a produção de suco de laranja pelos Estados Unidos deve diminuir cerca de 12%, para 550 mil ton, por causa de perdas pela doença greening na Flórida. O consumo e a exportação do país estão em baixa, enquanto os estoques permanecem estáveis nos últimos três anos.

Indústria brasileira da cachaça quer vender produto na China

Mercado asiático foi aberto recentemente para a tequila mexicana

(Exportação da cachaça corresponde a cerca de 0,5% a 1% do total da produção)
 
Mercado que se divide entre 40 mil produtores, 4 mil marcas e que gera uma receita anual de R$ 7 bilhões, a cachaça brasileira quer ir mais longe e conquistar novos mercados. O próximo grande passo será o mercado chinês, aberto recentemente para a tequila mexicana. A negociação, que envolve produtores e órgãos governamentais, foi iniciada há um mês.

– É um acordo que irá reconhecer também alguns destilados chineses. Estamos confiantes. O comércio entre Brasil e China tem aumentado – conta José Lúcio Mendes, diretor de marketing da Expo Cachaça, feira que acontece nesta semana no Mercado Municipal de São Paulo.

O grande foco da indústria é a Comunidade Europeia. A região, no entanto, tem exigências mais rígidas e pede denominações geográficas dos produtos, por exemplo. Hoje, apenas a região de Paraty, no Rio de Janeiro, e Salinas, em Minas Gerais, possuem a  denominação.

A exportação da bebida corresponde a cerca de 0,5% a 1% do total da produção, um valor de 8 a 14 milhões de litros por ano. A cachaça já chega a 70 países, mas de forma pulverizada. O maior desafio do segmento é agregar produtores, majoritariamente microempresários, e combater a informalidade no segmento.

Produção de milho na China deve ser recorde, mas não afetará possível demanda por grãos do Brasil

Segundo o consultor de mercado Liones Severo, o consumo do país asiático tem crescido de 7% a 8% ao ano, o que não limitaria a procura pelo grão

(Exportação de milho para China ainda não está autorizada)
 
Estimativa do Centro Nacional de Informação de Óleos e Grãos da China apontou que a produção de milho deve crescer em 4,6%, na comparação com a safra de 2012. Isso deve totalizar 215 milhões de toneladas do grão.

A notícia poderia não soar bem para os brasileiros, que esperam pelo início das exportações de milho para a China. No entanto, o consultor de mercado Liones Severo aponta que o recorde de produção chinesa não deve afetar a demanda pelo grão.

– O consumo do país asiático tem crescido de 7% a 8% ao ano, o que não limitaria a procura pelo grão.

No Estados Unidos, já há filas de navios esperando pelo milho dos Estados Unidos – afirma.

O diretor da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais, Sérgio Mendes, garante que as negociações para abertura do mercado chinês estão avançadas.

– O Brasil ainda não exporta milho para a China. O que já houve foi uma ou outra exportação no passado, mas não chegava a encher um navio. Formalmente, a exportação brasileira não está autorizada.

Segundo Mendes, o processo de liberação fitossanitária já está ocorrendo há um ano e foi intensificada nos últimos seis meses. O próximo passo para a negociação é uma reunião da ANEC com a secretaria de Assuntos Internacionais. A data para o encontro ainda não foi marcada. 

Produção global de ração deve crescer até 2% em 2013

Aumento deve ser influenciado pelo bom desempenho de segmentos de bovinos de leite e aquicultura

(Expectativa é de crescimento do setor de proteína animal, o que puxaria a demanda por ração)
 
A produção global de ração deve crescer entre 1% e 2% este ano, influenciada pelo bom desempenho de segmentos de bovinos de leite e aquicultura, projetou nesta quarta, dia 28, o presidente da Federação Internacional da Indústria de Ração (Ifif, na sigla em inglês), Mario Cutait, no Salão Internacional de Avicultura, em São Paulo.

Segundo Cutait, a expectativa é de crescimento do setor de proteína animal, o que puxaria a demanda por ração.

– Temos certeza de que vamos produzir mais. Agora o que precisamos é de avanços em questões regulatórias. Nós estamos fazendo um trabalho de harmonização regulatória global, e precisamos de uma participação maior do Brasil – salientou.

Segundo ele, os custos de produção estão mais favoráveis do que em anos anteriores.

– Os preços do milho e da soja aparentemente estão se acalmando – destacou.

Para Cutait, é muito cedo para avaliar se a valorização recente dos grãos, por causa do clima seco e quente em regiões produtoras dos Estados Unidos, representa uma mudança de tendência.

– Ninguém toma decisão de estratégia em virtude da mudança de nível de preço de uma semana ou de um mês. O que se pode dizer é que hoje temos um cenário melhor de preços e custos para o setor de ração – assinalou.

A indústria de proteína ainda deve demorar para se recuperar totalmente dos prejuízos dos últimos dois anos com a elevação dos preços das commodities. Sobre o câmbio, ele destacou que as consequências da valorização do dólar ante as principais moedas ainda são incertas.

– Temos que esperar estabilizar isso, por enquanto há muita turbulência, é difícil ver quem é mais afetado em termos de países e ingredientes. O que nos preocupa muito é a inflação dos alimentos, porque muitos países estão com seu poder aquisitivo cortado – disse.

Na avaliação de Cutait, o cenário de demanda até o fim do ano é favorável.

– A gente vê a Europa e os EUA se estabilizando, e a China com crescimento menor, mas crescendo. A América Latina também cresce – assinalou.

Para o coordenador de inteligência de mercado da Associação das Indústrias de Alimentação Animal da América Latina e do Caribe (FeedLatina), Marcel Joineau, o mercado de ração latino-americano tem uma base interna de consumo forte, o que deve compensar em parte a frágil retomada do crescimento global.

– Este ano não deve ser muito diferente do ano passado. Projetamos um crescimento de 1% até 3%, dependendo da economia como um todo – apontou.

De acordo com a Feedlatina, em 2012, a produção de ração da América Latina (incluindo dados de México, Caribe, Américas Central e do Sul) totalizou 138 milhões de toneladas. Conforme Joineau, o México deve reduzir a produção de frangos este ano e importar mais, mas essa demanda pode ser atendida em parte pelo Brasil. Ele salientou, ainda, que as tendências de crescimento populacional e aumento do poder aquisitivo em mercados emergentes são benéficas para a indústria de ração latino-americana.

– A América Latina tem de se preparar cada vez mais para externar essa produção e atender ao aumento de demanda mundial – disse.

Regulação

Durante o painel Regulatórios de Insumos para Rações, realizado na manhã desta quarta foram debatidas legislações para insumos e rações no Brasil e na América Latina. A diretora executiva da Feedlatina, Flavia Ferreira de Castro, ressaltou a importância da participação da indústria latino-americana do Programa Feed and Food Seguro Latinoamerica. Ela assinalou que a harmonização de procedimentos regulatórios entre os países da região é fundamental para aumentar o fluxo de comércio.

Gripe aviária H7N9 mata 44 pessoas na China

Número de pessoas infectadas com o vírus no país chega a 134

(H7N9 foi identificado na China foi em fevereiro)
 
A gripe aviária H7N9 matou 44 pessoas na China. No último dia 9, foi confirmado mais um caso de infecção na província de Guangdong, no Sul do país, que elevou para 134 o número total de pessoas infectadas com o vírus no país.

A primeira vez que o H7N9 foi identificado na China foi em fevereiro. Ao longo dos meses, os especialistas não tinham certeza se era possível ocorrer a transmissão do vírus entre pessoas. Mas um artigo, publicado na revista British Medical Journal, revelou a existência de um caso de contágio entre duas pessoas. Ambas morreram.

USDA anuncia venda de 713 mil toneladas de soja à China

Departamento informou ainda a venda de mais de 252 mil toneladas de milho para entrega ao México

(Exportadores privados dos EUA venderam 713 mil toneladas de soja para entrega à China no ano comercial 2013/2014)
 
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou nesta segunda, dia 12, que exportadores privados venderam 713 mil toneladas de soja para entrega à China no ano comercial 2013/2014, que começará em 1º de setembro.

Qualquer venda de 100 mil toneladas ou mais de uma commodity feita em um único dia para um mesmo destino deve ser comunicada ao USDA até o próximo dia útil. Volumes inferiores devem ser relatados semanalmente.

O USDA informou ainda que exportadores privados venderam 252.153 toneladas de milho para entrega ao México no ano comercial 2013/2014, que começará em 1º de setembro.

Brasil precisará importar 200 mil toneladas de feijão até outubro, diz ministro da Agricultura

De acordo com Antônio Andrade, poucos países têm condições de vender o produto ao Brasil, 

(A quebra da safra de feijão no Brasil se deve à seca)
 
Com a redução a zero da alíquota de importação do feijão, o governo federal pretende importar 200 mil toneladas até o fim de outubro, segundo o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade. O feijão-branco não está incluído nessa lista.

De acordo com o ministro, poucos países têm condições de vender o produto ao Brasil, além da Argentina, China e do México.

– Há dificuldades porque o feijão está mais para hortifrutigranjeiro. Não dá para estocar, porque perde qualidade. Devemos importar 112 mil toneladas, mas precisamos de 200 mil.

Na próxima quinta-feira, dia 27, ele se reunirá com secretários de quatro Estados produtores – Bahia, Goiás, Minas Gerais, além do Distrito Federal – para estudar medidas de incentivo à produção.

A quebra da safra de feijão no Brasil se deve à seca que atingiu principalmente o Nordeste – em especial o oeste da Bahia –  e Minas Gerais.

– O problema do feijão sempre foi cíclico. Variação do preço muito alto. O ideal é que vá direto da lavoura para a panela

Andrade fez as declarações antes de participar da reunião do Conselho Nacional de Política Energética, no Ministério de Minas e Energia.

Produtores devem investir na variedade de soja Intacta RR2 para combater a helicoverpa na próxima safra

Monsanto ainda não definiu o valor de royalty a ser pago pela soja transgênica, mas cerca de 10% das lavouras brasileiras devem ser semeadas com a Intacta

(Segundo a Aprosoja, é esperado um ganho de 10% na produtividade com a variedade)
 
Cerca de 10% das lavouras de soja brasileiras deverão ser semeadas na próxima safra com a Intacta RR2, soja transgênica que teve a comercialização autorizada pela China no dia 10 de junho. Apesar de a multinacional Monsanto estar revisando o valor que será cobrado de royalty, que antes era estimado em R$ 115,00 o hectare, os produtores que já experimentaram a Intacta têm constatado na prática a resistência à temida helicoverpa, lagarta que também prejudica as produções de milho e algodão.

Os produtores que já testavam a tecnologia aprovada no Brasil desde 2010 têm mais um incentivo para usá-la. Apesar de ter enfrentado 45 dias de seca durante o plantio, o que comprometeu os ganhos de produtividade, o agricultor Rodrigo Werlang gostou dos resultados obtidos com a soja transgênica.
  
– A tecnologia funcionou muito bem. A lavoura não teve problema com lagartas – afirmou o produtor.  

Agora, as áreas irrigadas recebem as culturas de inverno. A próxima safra de verão começará a ser plantada em outubro e, de acordo com uma consultoria, 9% das lavouras receberão a soja transgênica de segunda geração.  

Há mais de oito anos, o produtor Osmar Artiaga utiliza a primeira geração de soja transgênica, que é tolerante a herbicidas. Ele sabe das dificuldades no combate às pragas e vê na nova tecnologia a possibilidade de um melhor manejo.

– Uma das características, e o que a gente espera que possa acontecer, é um melhor controle das lagartas. Com isso, teremos melhores resultados de produção.

– Na verdade, ela é importante para toda a produção nacional. É importante porque é mais uma tecnologia que vem no mercado. Se olharmos na questão da sustentabilidade, é importante porque há uma diminuição no uso de agrotóxicos – destaca o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller.

– O custo de produção da soja é muito elevado. Com um royalty muito caro, a produção será onerada. Porém, o produtor também vai gastar menos com o uso de inseticidas para o controle de lagarta – pontua Werlang.

A Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja) estima que o crescimento da área com a nova tecnologia será gradual ao longo das próximas safras.

– É esperado um ganho de 10% na produtividade. Chega a compensar a cobrança de royalties que foram apresentados. Não existe comprovação de que se terá tal ganho. É preciso a ajuda do clima e o manejo ser feito corretamente para se ter esse ganho – afirmou o diretor-executivo da Aprosoja, Fabricio Morais Rosa.