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Agricultores desconhecem norma do Banco Central que beneficia inscritos no CAR

Atraso na regulamentação do cadastro impede acesso de produtores a empréstimos mais favoráveis

Promessa, agora, é que o cadastro seja regulamentado em fevereiro
 
O atraso na regulamentação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) impede que produtores acessem empréstimos com condições mais favoráveis. Se o prazo de adesão ao cadastro estivesse valendo na prática, os produtores rurais que aderissem ao programa e comprovassem estar em dia com as exigências ambientais teriam direito a condições diferenciadas de financiamento. Há seis meses, o Banco Central editou uma norma garantindo o aumento em 15% do limite para crédito de custeio e juros agrícolas mais baixos para quem estiver inscrito no CAR.



Mas o CAR ainda não foi regulamentado e muitos produtores desconhecem esses benefícios. Com 35 anos de experiência na produção de grãos, os associados da Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF) não sabiam da novidade.

– Aqui na cooperativa nós temos em torno de 120 associados explorando uma área de 90 mil hectares. Que eu saiba, nenhum produtor teve acesso a isso aí, inclusive, eles nem têm conhecimento porque não foi, eu acho, adequadamente divulgado – diz o responsável técnico da Coopa-DF, Cláudio Malinski.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, tão logo o CAR entre em vigor, os produtores terão acesso ao financiamento mais vantajoso.

– Na próxima safra, os produtores já poderão ter acesso. O CAR é um sistema rápido. De todo modo, o financiamento da safra continua – diz o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Sustentável do MMA, Paulo Guilherme Cabral.

A promessa é que o cadastro seja regulamentado em fevereiro e, a partir, daí o governo federal garante que agilizará a liberação do crédito.

– O produtor pode ter aumento no volume de crédito. Nós vamos trabalhar junto com Banco do Brasil, cooperativas e sindicatos para capacitar pessoas que vão ser os orientadores para o produtor fazer o cadastro – completa Cabral.

Chuvas voltam para o Rio Grande do Sul no fim de semana

Até lá, as temperaturas mais baixas continuam em cena e a chuva segue concentrada entre Centro Oeste e Sudeste

(No Sul do Brasil, massa de ar polar traz frio no início do dia em plena primavera)
 
As instabilidades continuam concentradas na parte central do País e, conforme previsto, aos poucos as chuvas vão se regularizando entre Mato Grosso e Goiás. No Sul do Brasil, quem impede a formação de nuvens carregadas é a atuação de uma massa de ar de origem polar que traz frio no início do dia em plena primavera.


Na madrugada desta terça, dia 29, a estação meteorológica do instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) localizada Morro da Igreja, em Bom Jardim da Serra, na Serra Catarinense, registrou mínima de 2,5ºC. Por conta dos ventos, a sensação térmica chegou -5ºC. No Rio Grande do Sul, pelo menos 12 municípios que possuem estação automática do Inmet registraram temperaturas abaixo dos 10ºC na manhã desta terça. São José dos Ausentes teve o valor mais baixo, com mínima de 5ºC.

Já o Centro-Oeste do Brasil teve chuva forte neste início de terça. A cidade de Goianésia, localizada no norte de Goiás, registrou mais de 50 milímetros nas últimas 24 horas. O Distrito Federal também não escapou do temporal da madrugada. A estação Ecológica de Águas Emendadas, localizada no extremo nordeste da cidade, registrou quase 30 milímetros, o equivalente a pouco mais de 15% do normal para o mês. Nos próximos dias a chuva vai ficar concentrada entre Mato Grosso, Goiás e parte do Sudeste do Brasil, já que as instabilidades vão se espalhar.

Em Mato Grosso do Sul, os volumes são menores na próxima semana, já que o clima deste Estado é mais parecido com o clima do Sul do País. Vai chover bastante também em Minas Gerais. Estas chuvas no Sudeste atrapalham a colheita da cana e também diminuem a quantidade de açúcar da planta. Por outro lado, os altos volumes de chuva garantem condições ideais para a umidade do solo, o que favorece o plantio de novos canaviais.

Nos próximos dias, o tempo continua aberto e frio no Rio Grande do Sul e em boa parte de Santa Catarina e do Paraná. A mínima prevista para a quarta, dia 30, gira em torno dos 3ºC entre as serras Gaúcha e Catarinense. Este tempo mais firme permite que as máquinas entrem em campo para finalizar a colheita do trigo na região. No fim de semana a aproximação de uma frente fria muda o tempo no Sul e volta a chover com chance de algumas pancadas mais intensas. O produtor não deve reclamar desta chuva visto que a partir do mês de novembro a chance de estiagens regionalizadas será bem maior na região do Sul do Brasil.

Distrito Federal recebe Festa do Morango até domingo

Emater apresentou técnicas a serem usadas onde solo não é propício para plantio da fruta ou quando espaço disponível é pequeno

(18ª Festa do Morango segue até o domingo, dia 8, em Brazlândia)
 
A região administrativa de Brazlândia, no Distrito Federal, recebe até o próximo domingo, dia 8, a 18ª Festa do Morango. A expectativa para este ano é de que mais de 250 mil pessoas passem pela Associação Rural e Cultural Alexandre Gusmão (Arcag), que sedia o evento.

O evento começou na sexta-feira. No sábado, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) realizou um Dia de Campo para apresentar as vantagens e desvantagens das tecnologias da hidroponia e do cultivo suspenso. As técnicas são usadas onde o solo não é propício para o plantio ou onde o espaço disponível é pequeno.

– Para atender às demandas dos produtores da região temos a expectativa da criação de um parque tecnológico do morango – afirmou o gerente da Emater-DF, Rodrigo Teixeira, durante o evento.

Além da apresentação de máquinas que auxiliam na produção, os produtores também puderam conferir durante o fim de semana três formas de cultivo suspenso. Uma com o uso de vasos, outra em sacos, e a em calhas pelo sistema NFT (fluxo laminar de nutrientes).

Distrito Federal é o maior consumidor per capita de flores do Brasil

Em 2013, os quase 500 hectares de plantação, renderam mais de R$ 100 milhões para o país

(Intenção é colocar a região entre os principais fornecedores)
 
O Distrito Federal é o maior consumidor per capita de flores do país. São quase 500 hectares de plantação que, no ano passado, rendeu mais de R$ 100 milhões. Entre os produtores, destaque para as mulheres, que graças a uma cooperativa, conquistaram a independência financeira.

Rosemary Moraes dos Reis cultiva hortaliças, porém, há dois anos, encontrou na beleza das flores, uma forma de garantir a renda nas entressafras, quando o lucro é bem inferior. Hoje, 80% de toda a renda da família vem desta atividade.

– Começamos a plantar cactos, gerânio. Mas o mercado passou a pedir mais. Hoje, a gente ta vendo que com as plantas é muito mais rentável do que hortaliças.

Ela é uma das integrantes da Cooperativa dos Produtores de Flores e Plantas Ornamentais do DF, a Multiflor. Referência no setor, iniciou os trabalhos em 2009, com 21 integrantes e, hoje, conta com 54. Por mês, saem daqui 2.500 vasos de diversas plantas, e mil maços de flores de corte. Números que rendem, em média, R$ 80 mil. A maioria, 80%, é formada por mulheres e agricultores familiares.

A cooperativa faz parte de um projeto de capacitação e inserção da mulher no mercado de trabalho. O grupo tem o apoio da Emater DF e também uma parceria importante com a Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), ligada ao Ministério da Integração Nacional.

– Nós repassamos o ano passado, através da Emater, R$ 200 mil para a Cooperativa. Esse investimento foi para a compra das mudas, divulgação e compra de equipamentos. Isso para que Brasília não seja apenas um centro consumidor, mas que comece a produzir para exportação – salienta o Superintendente do Sudeco, Marcelo Dourado.

Brasília é a maior consumidora de flores e plantas ornamentais do país, de acordo com a Emater do Distrito Federal. Agora, o próximo passo, é conquistar um espaço entre os grandes produtores. Mas, para isso, a mulher, personagem importante no processo, ainda precisa quebrar algumas barreiras e driblar o preconceito.

– O primeiro obstáculo está dentro de casa. É convencer o marido de que ela pode ser uma empreendedora. Que ela pode sair de casa, fazer um financiamento que ela vai conseguir pagar – diz a extensionista da Emater, Regina Lima.

Produtores de morango do Distrito Federal comemoram a boa expectativa para a colheita da fruta

Volume pode ultrapassar 7 milhões de toneladas e deve ser 30% superior ao de 2012

(Produtor estima produzir 250 mil caixas da fruta até dezembro)
 
Os produtores do Distrito Federal já começaram a colher a safra de morango, a sexta maior do país. A expectativa é que o volume seja 30% superior ao de 2012, ultrapassando mais de sete mil toneladas da fruta.

Na propriedade do produtor José Célio de Souza Berreza, familiares e funcionários estão a todo vapor para selecionar e embalar o morango que acaba de ser colhido. Até dezembro, eles devem produzir 250 mil caixas, que vão ser comercializadas no DF, em Goiás e na Bahia.

– Esse ano eu posso dizer que estou rindo a toa. A produção está muito boa. A minha expectativa esse ano de colheita vai ultrapassar, vai dobrar o que eu esperava – comemora o agricultor.

Parte do sucesso dos agricultores da região se deve ao clima seco e quente do cerrado, favorável a este tipo de cultivar, e as linhas de credito fornecidas pelo governo.

– Alguns produtores têm conseguido linhas de crédito e o poder aquisitivo também tem melhorado, fazendo com que invistam numa área maior de produção de morango – diz a engenheira agrônoma da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Magali de Ávila Fortes.

O produtor beneficiado pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Com o dinheiro do financiamento e o pagamento à vista das despesas do custeio, ele ampliou a área plantada de dois para quatro hectares.

– Esse crédito foi usado tanto para pagar os funcionários em dia, foi 30% que a gente deixou para os funcionários e 70% foi investido em muda no preparo do solo – disse o produtor.

O sucesso dos agricultores e a produtividade poderiam ser ainda maiores, se as mudas que hoje vem do Chile, fossem cultivadas na região.

– Essas mudas vem de longe, elas são judiadas, sofridas. A gente podia estar colhendo morango aqui, em 20 dias, já estar colhendo se essa muda fosse produzida aqui. Como ela vem de fora chega a 60, 90 dias para produzir – explica Berreza.

DF possui o melhor touro para produção de leite do Centro-Oeste

Pequena propriedade se destaca pela genética qualificada

(Uísque é considerado o melhor animal para produção de leite do Centro-Oeste)
 
Uma pequena propriedade do núcleo rural Tabatinga, na região de Planaltina, no Distrito Federal, é o local de nascimento de um dos destaques da alta genética bovina: após avaliações rigorosas da Embrapa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), feitas por meio do teste de progênie, o touro Uísque foi considerado o melhor animal para produção de leite do Centro-Oeste e o sétimo no Brasil, além de ser o primeiro colocado como nova opção, ou seja, que não gera consanguinidade.

A fazenda Hermínia, atendida pela Emater-DF, atua desde 1983 na criação de gado leiteiro. Os proprietários, Paulo Horta e Lindalva Horta, possuem mais de 110 animais, entre touros, vacas e novilhas das raças gir e girolando. O carro-chefe da fazenda é a produção de genética.

– Já que nossa propriedade é pequena, temos que ser grandes na tecnologia – observa o produtor.
Atualmente, o teste da progênie é feito pela Embrapa, junto com a Associação Brasileira de Criadores de Gir Leiteiro. Trata-se de uma rigorosa avaliação científica de nível nacional, que classifica os animais que têm maior potencial de gerar vacas com maior produção de leite que a média dos rebanhos. As vacas são inseminadas artificialmente com o sêmem do touro e as filhas que nascem e são avaliadas nas suas diversas lactações — por isso, a avaliação pode levar até oito anos.

O programa já testou 451 touros em mais de 18 mil novilhas. O exame abrange todos os estados brasileiros. Paulo Horta explica que a terceira lactação é a que melhor indica o potencial de produção leiteira. Atualmente, suas vacas produzem, em média, 12 litros de leite por dia, que é um índice bastante expressivo.

Governo divulga Zoneamento Agrícola de Risco Climático para algodão, mamona, sorgo e melancia

Zoneamento é necessário para identificar os municípios aptos e os períodos de semeadura com menor risco climático para o cultivo das culturas nos Estados brasileiros

(Levantamento para melancia inclui Bahia, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul)
 
O zoneamento de risco climático para as culturas de algodão, mamona, sorgo granífero e melancia foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) de segunda, dia 15, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A orientação vale para a safra 2013/2014.

O estudo para a cultura de algodão abrange 11 Estados (Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Piauí, Paraná, Rondônia, São Paulo e Tocantins) e o Distrito Federal. Dependo do clima e da duração do ciclo, a precipitação pluvial deve ser de 700 milímetros a 1300 milímetros para o desenvolvimento do algodoeiro.

Em relação à mamona, o zoneamento refere-se aos Estados da Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. A faixa de temperatura ideal para a cultura situa-se entre 20ºC a 30ºC.

O levantamento para melancia inclui Bahia, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Os elementos climáticos de maior relevância para o cultivo da fruta em regime de sequeiro são temperatura, umidade relativa do ar, pluviosidade e fotoperíodo.

Quanto ao sorgo, além do Distrito Federal, foram analisados os estados da Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Piauí, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins. Boa parte dos materiais genéticos do sorgo requer temperaturas superiores a 21°C para um bom desenvolvimento, não suportando, normalmente, abaixo de 16°C. Temperaturas acima de 38°C também reduzem a produtividade.

O zoneamento agrícola é necessário para identificar os municípios aptos e os períodos de semeadura com menor risco climático para o cultivo das culturas nos Estados brasileiros. O levantamento é o principal instrumento utilizado pelo crédito e seguro rural, sendo utilizado para a seleção das áreas com maior aptidão para o cultivo de cada cultura e variedade, diminuindo os riscos devido a problemas climáticos.

Pesquisa da Embrapa busca soluções para combater Helicoverpa armigera

Além de atacar lavouras de algodão, milho e soja, a praga tem sido identificada em frutos de tomate, pimentão e quiabo, em diversas regiões do país

(Manejo inapropriado, com uso abusivo de agrotóxicos, foi um dos fatores que contribuíram para a crescente incidência da praga)
 
As lagartas do gênero Helicoverpa vêm provocando prejuízos significativos em várias culturas agrícolas em diferentes regiões brasileiras. Até pouco tempo, a Helicoverpa zea era a principal representante da subfamília Heliothinae e tida como praga secundária na horticultura. Ela ataca principalmente a ponta da espiga do milho, a maçã do algodoeiro ou os frutos do tomateiro, porém, sem causar perdas na produção, haja vista, a ação efetiva de inimigos naturais. Em algumas situações, como final da safra de milho ou do algodão a praga se deslocava das lavouras velhas e restos culturais para os cultivos de hortaliças, principalmente de tomateiro, ocasionando o broqueamento de frutos já em fase avançada de desenvolvimento.

>> Confira o Manejo Integrado de Pragas (MIP) Emergencial da Helicoverpa, elaborado pela Embrapa
No entanto, recentemente foi confirmada a ocorrência de Helicoverpa armigera no país. Os primeiros focos dessa nova praga foram registrados em 2011 no oeste baiano, com altas infestações em lavouras de algodoeiro, soja, feijão e milho. Agora, essa praga já pode ser encontrada em várias localidades de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e do Distrito Federal, atacando inclusive frutos de tomate, pimentão e quiabo.

A armigera preocupa a cadeia produtiva do tomateiro em seus diferentes segmentos (tomate tutorado para mesa, tomate rasteiro para processamento industrial e produção orgânica), uma vez que se mostra muito mais agressiva que H. zea (lagarta-da-espiga do milho) e as lagartas do complexo Spodoptera (lagarta militar) é polífaga (se alimenta de diversas espécies vegetais cultivadas e silvestres), pode se adaptar a diferentes condições ambientais e não é facilmente controlada com inseticidas químicos sintéticos.

A distinção entre H. armigera e H. zea, com base tanto nas mariposas adultas como nas lagartas, é muito difícil a olho nu e requer conhecimentos muito específicos de suas estruturas reprodutivas para confirmação da espécie. No momento, o uso de ferramentas de biologia molecular mostra-se indispensável para tal tarefa.

Com o objetivo de desenvolver ações conjuntas, com base na cadeia de produtos mais vulneráveis à H. armigera, pesquisadores da área de entomologia de algumas Unidades da Embrapa formaram uma linha de frente para o enfrentamento do problema. As Unidades Hortaliças (Brasília-DF), Cerrados (Planaltina-DF), Soja (Londrina-PR) e Algodão (Campina Grande-PB) estão atuando de forma integrada e com a perspectiva de identificar pontos em comum, visando o compartilhamento de estratégias e experiências de manejo da praga-alvo nas respectivas culturas trabalhadas pelas unidades nas diversas regiões brasileiras.

As discussões tiveram como base o documento "Ações emergenciais propostas pela Embrapa para o manejo integrado da Helicoverpa spp.", formulado a partir do encontro entre entomologistas da empresa de pesquisa e representantes de produtores e instituições ligadas ao setor produtivo.

A Embrapa considera que o aumento das populações de lagartas do gênero Helicoverpa, principalmente o crescimento abusivo reportado na Bahia, e consequentes prejuízos aos sistemas de produção foram ocasionados por um processo cumulativo de práticas de cultivo inadequadas. O plantio sucessivo de espécies vegetais hospedeiras (milho, soja e algodão) em áreas muito extensas e contíguas, junto com um manejo inapropriado com uso abusivo dos agrotóxicos (http://www.embrapa.br/alerta-helicoverpa/), associado a condições climáticas favoráveis estão entre as principais causas desse desequilíbrio ecológico. Isso também parece ocorrer em várias outras regiões onde tal praga agora chama a atenção de produtores e consultores técnicos.

O grupo de pesquisadores da Embrapa, que vem acompanhando e articulando ações relacionadas ao enfrentamento da H. armigera, esteve reunido nos dias 12 e 13 de junho para a troca de experiências e a proposição de táticas de controle desta praga dentro da filosofia do manejo integrado de pragas (MIP), as quais poderão respaldar em breve os trabalhos de elaboração de um programa nacional de manejo da Helicoverpa.

Com relação ao desenvolvido pela Embrapa Hortaliças, o pesquisador Miguel Michereff Filho informou que uma das primeiras ações envolveu o levantamento da situação da tomaticultura na região do Distrito Federal e de Goiás. Os resultados não foram nem um pouco animadores, principalmente para os produtores de tomate de mesa.

– Como nesse setor qualquer dano reduz o valor de venda, a infestação vem provocando grandes prejuízos, que podem ser atribuídos, em boa parte, à falta de informações técnico-científicas e de manejo adequado desta nova praga por cerca de 80% dos produtores – registrou Miguel.

No Brasil, ainda não há inseticidas registrados para a H. armigera na cultura do tomateiro, o que torna a convivência e o manejo desta praga ainda mais crítica para as próximas safras, principalmente em Goiás. Apesar disso, há grande expectativa no desenvolvimento tecnológico na área de controle biológico, envolvendo o emprego da vespinha parasitoide de ovos (Trichograma spp.), de inseticidas biológicos a base da bactéria Bacillus thuringiensis (produtos com mistura das subespécies kurstaki e azawai) ou à base de vírus que matam lagartas, os quais poderão ser utilizados tanto na produção convencional como na orgânica. Portanto, o uso de inseticidas seletivos em favor dos inimigos naturais será indispensável para o sucesso no controle da praga. Outro grande reforço para a implementação das táticas de controle é o monitoramento de adultos (mariposas machos) de H. armigera pelo emprego de armadilhas iscadas com feromônio sexual sintético (produto ainda não registrado no Brasil).

A nova tecnologia reduzirá as dificuldades encontradas pelos produtores com o uso de armadilhas luminosas (fontes de energia elétrica no campo, influência da lua cheia na atração das mariposas e confusão na identificação dos insetos descamados) e permitirá que medidas de controle (inseticidas químicos, biológicos e parasitoides de ovos) sejam utilizadas de forma mais efetiva contra a praga. Soluções técnicas existem e o problema gerado pela H. armigera na agricultura brasileira poderá ser resolvido nos próximos anos, desde que haja o empenho de toda a sociedade.

Brasil precisará importar 200 mil toneladas de feijão até outubro, diz ministro da Agricultura

De acordo com Antônio Andrade, poucos países têm condições de vender o produto ao Brasil, 

(A quebra da safra de feijão no Brasil se deve à seca)
 
Com a redução a zero da alíquota de importação do feijão, o governo federal pretende importar 200 mil toneladas até o fim de outubro, segundo o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade. O feijão-branco não está incluído nessa lista.

De acordo com o ministro, poucos países têm condições de vender o produto ao Brasil, além da Argentina, China e do México.

– Há dificuldades porque o feijão está mais para hortifrutigranjeiro. Não dá para estocar, porque perde qualidade. Devemos importar 112 mil toneladas, mas precisamos de 200 mil.

Na próxima quinta-feira, dia 27, ele se reunirá com secretários de quatro Estados produtores – Bahia, Goiás, Minas Gerais, além do Distrito Federal – para estudar medidas de incentivo à produção.

A quebra da safra de feijão no Brasil se deve à seca que atingiu principalmente o Nordeste – em especial o oeste da Bahia –  e Minas Gerais.

– O problema do feijão sempre foi cíclico. Variação do preço muito alto. O ideal é que vá direto da lavoura para a panela

Andrade fez as declarações antes de participar da reunião do Conselho Nacional de Política Energética, no Ministério de Minas e Energia.

História do Freio de Ouro

Um circuito com tradição e mais de 70 disputas

(O Freio de Ouro é uma das maiores e mais eficazes ferramentas de seleção de raça equina no Brasil e no Exterior)

Ele nasceu simples, interiorano, um tanto acanhado e quase despretensioso. Com o passar dos anos foi se aperfeiçoando, ganhou forma, ultrapassou fronteiras e evoluiu através da própria experiência.
Reconhecido como uma das maiores e mais eficazes ferramentas de seleção de raça equina no Brasil e no exterior, o Freio de Ouro surgiu, em 1982, a partir da idéia de basicamente reproduzir o trabalho de campo e utilizá-lo como método de avaliação.

Além da morfologia, o Freio de Ouro também testa a doma, a resistência, a docilidade, a aptidão e a coragem. Características que somadas formam o perfil ideal do cavalo crioulo: beleza e funcionalidade.
A prova é composta por uma etapa morfológica e oito funcionais: andaduras, figura, volta sobre patas e esbarrada, mangueira, campo, mangueira II, Bayard-Sarmento e campo II.

Um circuito com mais de 70 disputas
O que antes era feito em somente três semifinais e uma final, hoje se transformou em mais de 60 credenciadoras e 12 classificatórias realizadas no Rio Grande do Sul,  Santa Catarina, Paraná, Distrito Federal e ainda na Argentina e no Uruguai, além da grande final em Esteio (RS).

Credenciadoras (cerca de 60/ano)
São dois tipos: as de animais inéditos e as abertas. Nas credenciadoras de inéditos, os 48 machos e 48 fêmeas melhor pontuados do ciclo garantem vaga no Bocal de Ouro, realizada no mês de abril, em Esteio (RS). Já nas abertas, habilitam-se os quatro machos e as quatro fêmeas mais pontuados para a fase Classificatória.

Classificatórias (cerca de 12/ano)
As regionais (duas no exterior – Argentina e Uruguai) e as repescagens de Brasília (DF) (aberta, sem pontuação mínima) e de Esteio (RS) (para credenciados com mais de 18 pontos). Entre as classificatórias está o Bocal de Ouro, a grande final para os animais estreantes na modalidade.
Cada uma, por sua vez, habilita os quatro machos e as quatro fêmeas mais pontuados, com dois reservas por sexo, para a final do Freio de Ouro onde 48 machos e 48 fêmeas disputam o grande título.