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MS abre oficialmente colheita da soja com produtividade abaixo do esperado

Clima ruim foi responsável por perdas de até 20% no Estado

Colheita oficial da safra de soja 2013/2014 em Mato Grosso do Sul
 
O Estado de Mato Grosso do Sul abriu oficialmente a colheita no Estado, e com números não muito otimistas. A área plantada e o volume colhido devem aumentar, mas a produtividade será inferior que a safra passada.

A abertura da colheita oficial ocorreu na estância Cláudia, a 11 quilômetros de Campo Grande, capital do Estado. Durante o evento, foram divulgados os números da safra 2013/2014. A área plantada passou de 2 milhões de hectares para 2,2 mil hectares, um crescimento de 10%. O volume de produção também aumentou, de 5,8 milhões de toneladas para 6,1 milhões.

Mas embora Mato Grosso do Sul registre aumento de volume e área plantada nesta safra, a produtividade caiu. De quase 49 sacas por hectare colhidas na safra passada, agora são 46. Culpa do clima, que em muitas regiões não colaborou.

Em algumas áreas na zona sul do Estado, as perdas chegaram a 20%.

– Uma estiagem em dezembro muito forte em algumas regiões do Estado, principalmente na região da grande Dourados, afetou a produtividade de algumas lavouras. Apesar do aumento de área, tivemos uma queda de produtividade em relação ao ano passado – afirma o presidente da Famasul, Eduardo Riedel.

– Nós temos sempre esta desuniformidade. Muitas vezes no regime de chuvas, algumas regiões com variação e perda deste potencial produtivo, em função destas estiagens que nós temos às vezes em novembro, dezembro ou janeiro. Às vezes não ocorre, e este ano ocorreu e afetou aí algumas regiões – completa.

O produtor Dulcimar Cofferi planta numa região que não foi afetada pela seca, e o resultado apareceu: em um solo de boa fertilidade, plantou  soja precoce e colheu acima do esperado: 60 sacas por hectare.

– Nós não tivemos nenhum problema de clima. Transcorreu normal, sem problemas de seca como a gente tem no sul do Estado. E a questão também são os tratos culturais, a adubação pesada no solo e mais o que eu faço aqui na propriedade são os micro nutrientes folhares – explica.

Cofferi comercializou tudo antecipado por um valor de R$ 60 a saca. Produziu bem, por um bom preço:

– A comercialização deste soja inicial, quem comercializou em dezembro pegou um valor agregado bom. Quer dizer, o mercado tava pagando R$ 60 a saca aqui. A gente fechou contrato. Agora, lógico, o mercado começa a cair. Hoje está oscilando em torno de R$ 55, R$ 56.

O desafio agora não é novo: a ineficiência logística que começa do lado de fora da porteira e vai até o embarque nos navios.

– Mais uma vez nosso gargalo vai ser o problema de rodovia e problema portuário. Nós não tivemos mudança significativa da safra anterior para esta safra. A Aprosoja, sistema Famasul e todas as instituições estão voltadas ao setor do agro, tentando trabalhar politicamente para que se viabilize melhores alternativas ao produtor rural – diz o  presidente Aprosoja-MS, Maurício Saito.

E uma das alternativas é antiga: a ferrovia que liga a cidade de Maracaju, em Mato Grosso do Sul, até Guairá, no Paraná, e de lá ao porto de Paranaguá. Há mais de 10 anos no papel, avançou muito pouco até hoje.

– O governo ajustou alguns parâmetros do edital para lançar a licitação da ferrovia, mas nas próximas duas ou três safras não deveremos ter nenhuma melhoria efetiva para os produtores. Mas é um projeto que a gente acredita ser muito viável, que traria melhorias para os produtores de Mato Grosso do Sul. Até lá o produtor infelizmente vai ter que diminuir o seu potencial competitivo pela ineficiência logística. Então o produtor faz a lição de casa, como estamos vendo aqui na lavoura. Boa produtividade, trabalho bem feito, que é perdido por conta da ineficiência logística – lamenta o diretor técnico da Famasul, Lucas Galvan.

Mato Grosso do Sul carimba passaportes na Morfologia

Culturas se misturam na primeira semifinal sul-mato-grossense

(Macarena do Carrachi foi eleita Melhor Exemplar da Raça)
 
A estreia no Estado do Mato Grosso do Sul no circuito das semifinais do cavalo crioulo levou bom público ao CLC Parque do Peão, na cidade de Campo Grande. A morfologia passaporte promovida pelo Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos local foi o primeiro evento no centro-oeste brasileiro a garantir vaga na Expointer, a maior mostra agropecuária da América Latina.

O evento, realizado na última sexta, dia 12, contou com a participação de 41 animais, oriundos de vários Estados, como Paraná, Brasília, Santa Catarina e Mato Grosso, além da criação local, que vem se formando e aperfeiçoando a cada ano. A supervisão técnica do evento ficou a cargo de Rafael Fagundes Santana, profissional credenciado a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC).

O julgamento do evento também teve caráter especial. Para avaliar os exemplares sul-mato-grossenses, nada menos que o próprio jurado da grande final foi escalado. O criador gaúcho Ricardo Vieira Borges ficou com a responsabilidade de garantir a vaga para quatro animais (duas fêmeas e dois machos) na final da modalidade.

Dois criadores garantiram vagas a seus animais na grande final e, curiosamente, cada um levou as duas melhores premiações em cada categoria – machos e fêmeas.  Os catarinenses Romão Francisco Oliveira e Edmundo Rodrigues Filhos conquistaram o primeiro e segundo lugares entre as fêmeas, com as éguas Macarena do Carrachi e Gringa da Invernada de São Pedro. Entre os machos, Luiz Fernando da Silva Guerreiro, proprietário da L. Guerreiro Agropecuária, no município de Campo Verde (MT) também desbancou concorrentes e levou as duas vagas para casa. O grande campeão da mostra foi El Camiño JB de Palermo e o reservado, Guarany 180 da Vendramin.

Veja os resultados: 

Fêmeas
Melhor Exempla da Raça - Grande Campeã – Campeã Égua AdultaMacarena do Carrachi, filha de La Invernada Pascuero e Fagulha do Carrachi; criador Altemo Gomes de Oliveira e expositor Romão Francisco Rodrigues Oliveira e Edmundo Rodrigues Filho, Estância São Pedro, Lages/SC

Reservada Grande Campeã – Campeã Égua MenorGringa da Invernada de São Pedro, filha de De Dar Gosto Marupá e Januária da Boa Vista; criador Romão Francisco Rodrigues Oliveira e expositor Romão Francisco Rodrigues Oliveira e Edmundo Rodrigues Filho, Estância São Pedro, Lages/SC

3ª Melhor Fêmea – Reservada Campeã Égua AdultaSendero Estocada, filha de El Palo Rejoneo e Sendero Fuzarca; criador Jader Luís Piccin e expositor Gladir Tomazelli, Rancho Campeiro, Campo Verde/MT

4ª Melhor Fêmea – Campeã Potranca MenorHarpia da Invernada de São Pedro, filha de Manicero Tupambaé e El Entrevero Aurora; criador Romão Francisco Rodrigues Oliveira e expositor Romão Francisco Rodrigues Oliveira e Edmundo Rodrigues Filho, Estância São Pedro, Lages/SC

Machos
Grande Campeão – Campeão Cavalo AdultoEl Camiño JB de Palermo, filho de CRT Guapo e Madame do Campestre; criador Otto Jayme Beckert e expositor Luiz Fernando Silva Guerreiro, L. Guerreiro Agropecuária, Campo Verde/MT

Reservado Grande Campeão – Campeão Potranco MaiorGuarany 180 da Vendramin, filho de Macanudo do Itapororó e Juta do Purunã; criador Aldo Vendramn e expositor Luiz Fernando Silva Guerreiro, L. Guerreiro Agropecuária, Campo Verde/MT

3º Melhor Macho – Reservado Campeão Cavalo AdultoJuquiá Kaburé, filho de Olho Branco do Purunã e Negra Linda da Fascinação; criador Sérgio Alves Teixeira e expositor Paulo Roberto Faucz da Cunha, Cabanha Cabreúva, Ponta Grossa/PR

4º Melhor Macho – Campeão Cavalo MenorDamasco do Barrozo, filho de Gato da Vila Velha e Xiita do Barrozo; criador Marcos Gomes Antunes e expositor Ricardo Gonzzales Santana, Cabanha Conquista, Chapadão do Sul/MS