Número será 10,8% maior em relação ao ano passado e deve atingir R$ 275,89 bilhões, impulsionado pela colheita recorde de soja
(Produtos que mais colaboraram para o crescimento foi soja, cana e milho)
O valor bruto da produção (VBP) dos principais produtos agrícolas deve
crescer neste ano 10,8% (R$ 26,8 bilhões) e atingir o recorde de R$
275,89 bilhões, impulsionado pela colheita da safra recorde de soja.
Os
cálculos da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos do Ministério da
Agricultura projetam crescimento de 18,5% (R$ 13,037 bilhões) na renda
da soja, para R$ 81,898 bilhões. A
soja responde por 30% do VPB das lavouras.
Os cálculos levam em conta a estimativa de safra divulgada na véspera pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e
os levantamentos de preços recebidos pelos produtores feitos pela
Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Centro de Estudos Avançados em
Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP).
O estudo mostra que o segundo produto com maior participação no VBP agrícola é a
cana-de-açúcar (17%). O Ministério da Agricultura prevê crescimento de 8,9% na renda da cana, para R$ 48,029 bilhões.
O
milho ocupa
o terceiro lugar, com participação de 13% no VBP. A projeção para o
faturamento do milho é de crescimento de 10,5%, para R$ 36,846 bilhões.
Apesar das reclamações dos citricultores de queda na renda e da pressão dos altos estoques de passagem de suco de
laranja sobre os preços, o Ministério da Agricultura prevê aumento de 46,1% no VBP da laranja, para R$ 20,637 bilhões. Para a
banana, a estimativa de faturamento no ano é de R$ 10,3 bilhões, valor 10,8% superior ao do ano passado.
Entre os cereais, o
arroz e o
trigo
apresentam perspectiva de aumento da renda dos produtores neste ano.
No
caso do arroz, a estimativa é de aumento de 8,6% no faturamento, para
R$ 8,072 bilhões. O trigo, cujos preços estão em patamares
historicamente altos, por causa dos problemas climáticos que provocaram
quebra de safra e perda de qualidade nas safras brasileira e argentina,
deve ter aumento de 31% na renda, para R$ 4,165 bilhões.
Mesmo com a retração de preços nos últimos dois meses, o
tomate
aparece dentre os principais produtos. A estimativa do Ministério da
Agricultura é de aumento de 76,7% na renda dos produtores, para R$
10,882 bilhões. Entre os hortifrutigranjeiros também se destaca a
batata-inglesa, com projeção de aumento de 35,9% na renda dos
produtores, para R$ 3,577 bilhões.
Queda no faturamento
Quanto ao
algodão,
as previsões são de queda de 30,6% no faturamento, para R$ 8,125
bilhões, provocado pela queda de produção com a redução da área
plantada. O café, cujos preços vêm sendo pressionados desde o início do
ano, deve ter uma retração na renda de 27,6%, para R$ 14,059 bilhões. Os
preços do
café estão em queda por causa da percepção
dos importadores de que o estoque remanescente e a safra atual serão
suficientes para atender a demanda mundial pelo produto brasileiro.