Mostrando postagens com marcador Laranja. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Laranja. Mostrar todas as postagens

PES mantém safra de laranja em 244,2 mi de caixas, a pior desde 1988/1989

A quarta Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) de laranja 2016/2017 no parque comercial citrícola de São Paulo e Minas Gerais, divulgada nesta sexta-feira, 10, estimou uma produção de 244,2 milhões de caixas de 40,8 kg. O número previsto para a produção é o mesmo do terceiro levantamento, de dezembro de 2016, e mostra queda de 18,77% sobre as 300,65 milhões de caixas de laranja produzidas em 2015/2016. Com isso, a safra deve ser a menor desde as 214 milhões de caixas de 1988/1989
No segundo levantamento, em setembro, a produção foi de 249,04 milhões de caixas e a previsão inicial, em maio do ano passado, de 245,75 milhões de caixas. O fechamento da atual safra, cuja colheita praticamente foi encerrada, ocorre em abril.
O levantamento é feito pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) da Citricultura, em parceria com a Markestrat, a Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto e o Departamento de Estatística da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Jaboticabal.
Segundo os pesquisadores, na reestimativa de fevereiro, o ganho de peso dos frutos, ocasionado pelas chuvas, e o avanço da colheita foram determinantes para a alteração do número de frutos por caixa. Apenas entre dezembro e janeiro choveu praticamente o equivalente a todo o volume acumulado de maio a novembro, com precipitações constantes e generalizadas em todas as regiões produtoras.
No cinturão citrícola choveu em média 18 dias em dezembro e 23 dias em janeiro, um total de 519 milímetros, 16% acima da média histórica. No entanto, havia pouca fruta para ser colhida, muitas delas já com a produção da safra atual encerada. Para variedades que ainda produzem, restam cerca de 2% da colheita. Considerando todas as variedades, uma caixa de 40,8 kg terá 223 frutos, nove a menos do que o estimado em dezembro.
Fonte: Dinheiro Rural

Câmara Setorial rejeita proposta da Faesp sobre Consecitrus

Faesp defende que a abrangência do conselho seja regional

Julgamento do Cade sobre Consecitrus ocorre no próximo dia 5
O presidente da Câmara Setorial da Citricultura, Marco Antonio dos Santos, rejeitou a proposta de modelo de representação dos produtores no Conselho de Produtores e Exportadores de Suco de Laranja (Consecitrus) apresentada pela Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp).

Na proposta da Faesp, o Consecitrus deveria ter abrangência apenas regional e só seriam aceitas como representantes entidades com mais de cinco anos de existência. Critérios que excluiriam várias entidades que estão participando das negociações em torno da formação do Conselho.

– Como presidente da Câmara, que reúne em seus quadros várias outras entidades da citricultura, não é possível concordar com essa postura. Mesmo que São Paulo seja o maior produtor, outros Estados, como Bahia, Paraná, Sergipe, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, têm a sua representação – disse Santos.

Santos, que é presidente do Sindicato Rural de Taquaritinga, filiado à Faesp, afirma que seu sindicato foi excluído das discussões dentro da Federação justamente por não concordar com o modelo proposto. Para ele, a Faesp deveria fazer reuniões no interior do Estado para ouvir os produtores, o que, segundo ele, até agora não aconteceu.

Produção mundial de laranjas deve aumentar 5% em 2013/2014

Safra brasileira de laranja, a maior do mundo, deve crescer 8% no período, impulsionada por elevada produtividade e clima favorável, prevê USDA

Produção brasileira de laranja será de 17,75 milhões de toneladas
 
A produção mundial de laranja na safra 2013/2014 deve apresentar crescimento de 5% em relação ao período anterior. O volume deve alcançar 51,77 milhões de toneladas em comparação com 49,40 milhões de toneladas em 2012/2013. Os dados fazem parte de relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado na sexta, dia 24.

Conforme os técnicos do USDA, o aumento da produção no Brasil, China e União Europeia (UE) mais do que compensa a queda nos Estados Unidos. No período, o comércio de laranja deve alcançar nível recorde, "com forte demanda e aumento da oferta", diz o USDA.

A produção brasileira de laranja, a maior do mundo, deve aumentar 8% em 2013/2014, para 17,75 milhões de ton, em comparação com 16,36 milhões de ton no período anterior, impulsionada por elevada produtividade e clima favorável. Segundo o USDA, praticamente todo o aumento na oferta será utilizado para processamento, cujo volume aumentará de 10,91 milhões de ton para 12,24 milhões de ton, no período. O consumo in natura se manterá praticamente estável, de 5,45 milhões de ton para 5,50 milhões de ton.

A safra dos Estados Unidos deve diminuir 11%, para 6,71 milhões de ton, em comparação com 7,57 milhões de ton em 2012/2013. Na Flórida, onde cerca de 95% das laranjas são utilizadas para processamento de suco, o clima seco e a doença greening nos pomares provocam a queda na produção.

Na Califórnia, onde a maioria das laranjas é consumida in natura, a produção deve cair 5%, como resultado do congelamento das frutas em dezembro. Com isso, parte do produto será processado, enquanto a exportação deve cair 6%, com a redução da oferta.

A produção da UE deve subir cerca de 10%, de 5,88 milhões de ton para 6,60 milhões de ton, por causa do clima favorável. A importação de laranja na região deve aumentar ligeiramente, com África do Sul e Egito como principais fornecedores. No fim do ano passado, observa o USDA, a importação do produto da África do Sul foi proibida, em virtude da constatação da doença mancha-preta dos citros.

O USDA estima que a produção de laranja da China deve aumentar 10%, de 7,00 milhões de ton em 2012/2013 para 7,60 milhões de ton em 2013/14, "mantendo o ritmo de crescimento do consumo in natura e do processamento". Os chineses devem manter a posição de maiores consumidores de laranja in natura, representando 20% do total mundial.

– Com o objetivo de expandir a produção, novas variedades estão sendo introduzidas na China, tanto para colheita precoce, como tardia – informou o USDA.

Suco

O relatório mostra, ainda, que a produção global de suco de laranja em 2013/2014 está projetada em 2,02 milhões de ton, um aumento de 6% em relação ao ano-safra anterior (1,91 milhão de ton). O crescimento do processamento brasileiro mais do que compensará o declínio na produção de Estados Unidos e México, principalmente. A exportação (1,52 milhão de ton) e o consumo (1,95 milhão de ton) globais devem se manter estáveis no período, enquanto os estoques (454 mil ton) caem para os níveis mais baixos em pelo menos quatro anos.

A produção brasileira deve crescer 18%, para 1,16 milhão ante 981 mil ton em 2012/2013, com melhora no rendimento. De acordo com o USDA, a exportação brasileira (1,22 milhão de ton) deve superar a produção, "para atender a demanda na UE e nos Estados Unidos". Com isso, o estoque do Brasil deve cair, acompanhando o aumento do ritmo dos embarques.

De acordo com os dados do USDA, a produção de suco de laranja pelos Estados Unidos deve diminuir cerca de 12%, para 550 mil ton, por causa de perdas pela doença greening na Flórida. O consumo e a exportação do país estão em baixa, enquanto os estoques permanecem estáveis nos últimos três anos.

Governo prevê recorde para valor da produção agrícola em 2013

Número será 10,8% maior em relação ao ano passado e deve atingir R$ 275,89 bilhões, impulsionado pela colheita recorde de soja

(Produtos que mais colaboraram para o crescimento foi soja, cana e milho)
 
O valor bruto da produção (VBP) dos principais produtos agrícolas deve crescer neste ano 10,8% (R$ 26,8 bilhões) e atingir o recorde de R$ 275,89 bilhões, impulsionado pela colheita da safra recorde de soja.

Os cálculos da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos do Ministério da Agricultura projetam crescimento de 18,5% (R$ 13,037 bilhões) na renda da soja, para R$ 81,898 bilhões. A soja responde por 30% do VPB das lavouras.

Os cálculos levam em conta a estimativa de safra divulgada na véspera pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os levantamentos de preços recebidos pelos produtores feitos pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP).

O estudo mostra que o segundo produto com maior participação no VBP agrícola é a cana-de-açúcar (17%). O Ministério da Agricultura prevê crescimento de 8,9% na renda da cana, para R$ 48,029 bilhões.

O milho ocupa o terceiro lugar, com participação de 13% no VBP. A projeção para o faturamento do milho é de crescimento de 10,5%, para R$ 36,846 bilhões.

Apesar das reclamações dos citricultores de queda na renda e da pressão dos altos estoques de passagem de suco de laranja sobre os preços, o Ministério da Agricultura prevê aumento de 46,1% no VBP da laranja, para R$ 20,637 bilhões. Para a banana, a estimativa de faturamento no ano é de R$ 10,3 bilhões, valor 10,8% superior ao do ano passado.

Entre os cereais, o arroz e o trigo apresentam perspectiva de aumento da renda dos produtores neste ano.

No caso do arroz, a estimativa é de aumento de 8,6% no faturamento, para R$ 8,072 bilhões. O trigo, cujos preços estão em patamares historicamente altos, por causa dos problemas climáticos que provocaram quebra de safra e perda de qualidade nas safras brasileira e argentina, deve ter aumento de 31% na renda, para R$ 4,165 bilhões.

Mesmo com a retração de preços nos últimos dois meses, o tomate aparece dentre os principais produtos. A estimativa do Ministério da Agricultura é de aumento de 76,7% na renda dos produtores, para R$ 10,882 bilhões. Entre os hortifrutigranjeiros também se destaca a batata-inglesa, com projeção de aumento de 35,9% na renda dos produtores, para R$ 3,577 bilhões.

Queda no faturamento
Quanto ao algodão, as previsões são de queda de 30,6% no faturamento, para R$ 8,125 bilhões, provocado pela queda de produção com a redução da área plantada. O café, cujos preços vêm sendo pressionados desde o início do ano, deve ter uma retração na renda de 27,6%, para R$ 14,059 bilhões. Os preços do café estão em queda por causa da percepção dos importadores de que o estoque remanescente e a safra atual serão suficientes para atender a demanda mundial pelo produto brasileiro.

Final de mês e clima frio reduzem liquidez da laranja no mercado

Cenário de oferta elevada também dificulta a reação nos preços

(Na semana passada, a laranja pera teve média de R$ 5,87 a caixa de 40,8 quilos, na árvore, queda de 5% em relação à média anterior)
 
Produtores consultados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) têm relatado menor ritmo de vendas no mercado de laranja in natura. O período de final de mês e a queda nas temperaturas diminuíram a comercialização. Além disso, o cenário de oferta elevada também dificulta a reação nos preços. Na semana passada, a pera teve média de R$ 5,87 a caixa de 40,8 quilos, na árvore, queda de 5% em relação à média anterior.

Com relação à tangerina poncã, a safra está praticamente encerrada no Estado de São Paulo. Segundo colaboradores do Cepea, o volume produzido foi baixo, já que as erradicações foram significativas. Na semana passada, a poncã teve média de R$ 11,91 a caixa de 27 kg, na árvore, elevação de 2,4% em relação à média anterior.

A lima ácida tahiti está em entressafra em São Paulo. Dessa forma, produtores ofertam a fruta aos poucos, na expectativa de preços cada vez maiores, segundo informações do Cepea. A demanda, por sua vez, segue estável. Na semana passada, a tahiti teve média de R$ 23,95 a caixa de 27 kg, colhida, alta de 8% em relação à anterior.

Hortaliças substituem produção de laranjas em São Paulo

Citricultor de Mogi Guaçu, em São Paulo, optou pela nova cultura para contornar a crise que atinge o setor da laranja nos últimos dois anos

(Agricultor relata que está satisfeito com a troca de culturas)
 
A crise da citricultura brasileira tem motivado produtores a procurarem novas alternativas de renda. É o caso do produtor Neilo Caetano Silva, de Mogi Guaçu, no interior de São Paulo, que trocou as mudas de laranja pela plantação de hortaliças.

A propriedade rende 23 toneladas de hortaliças por mês, mas a produção deve ser ampliada para 50 mil toneladas até agosto. As alfaces, as cebolinhas e as salsas ocuparão as partes que ainda estão vazias nas estufas. O momento é de transição, já que, antes, viveiros de laranja e limão ocupavam o local.

– Nós fomos obrigados a fazer isso em razão da crise de uns dois anos para cá. Se não tivéssemos feito isso, teríamos que sair do mercado e fechar as portas da empresa. Então, encontramos essa alternativa – explica.

Em 2011, a situação era bem diferente. Em março daquele ano, a propriedade de Silva dava 800 mil mudas de laranja em uma área de 23 mil metros quadrados. Na época, os preços eram bons e o mercado estava aquecido. O produtor até tinha planos para aumentar a produção.

Em 2013, a produção de mudas de laranja e limão é de apenas 10% do que já foi produzido, com um total de 80 mil unidades. Com a crise, muitos clientes deixaram de pagar pelas mudas. O número de funcionários da empresa diminuiu de 36 para 12 trabalhadores. O produtor soube vencer a dificuldade, mudando de cultura.

Uma das vantagens da produção de hortaliças em estufa é que, com a temperatura mais elevada, o ciclo de produção ganha velocidade. Além disso, as plantas protegidas têm melhor qualidade. As folhas verdes ficam sem manchas ou imperfeições.

– A entrada de praga é muito baixa e, sendo assim, não usamos agrotóxico, ou em uma dose muito pequena – diz Silva.

As hortaliças, porém, exigem alguns cuidados.

– Para o plantio da hortaliça, utilizamos um material feito de casca de pinus moída, turfa e mais alguns materiais. Para esse tipo de cultura e na maneira em que estamos trabalhando, dá para conduzir a plantação com o substrato de dois a três anos. A irrigação das mudas de laranja era feita de forma manual. Como optamos por implantar um sistema que minimizasse o custo da cultura, decidimos colocar gotejamento.

Silva acredita que acertou na escolha. Com toda a produção de hortaliças vendida antecipadamente, os lucros aumentaram.

– Com relação à lucratividade, notamos que precisamos ter um volume grande de produção para conseguirmos um retorno considerável. Mas está valendo a pena, porque o ciclo de produção é muito rápido e a gente acaba entregando e recebendo de forma imediata. Consequentemente, o lucro é maior em relação à muda de laranja – ressalta o produtor.

Procura por laranja ainda é fraca, segundo a Scot Consultoria

Nesta semana, as atenções do mercado devem se voltar para a última atualização da estimativa da safra 2012/13 dos Estados Unidos

(Produtores de laranja estão preocupados com o atual cenário da cultura no país)

Produtores de laranja seguem preocupados com o atual cenário da cultura no país. Isso porque os preços no mercado doméstico in natura têm recuado a cada semana, e a maturação da pera está cada vez mais próxima da ideal, fazendo o cenário dos citros ficar complicado.

Segundo colaboradores do Cepea, a demanda por pera não reage. Mesmo com quase todas as indústrias em operação, o volume absorvido pelas processadoras até o momento ainda é considerado insuficiente para enxugar a oferta no mercado de mesa. Na semana passada, a pera teve média de R$ 6,23/cx de 40,8 kg, na árvore, queda de 4,2% em relação à média anterior.

A indústria, por sua vez, tem monitorado o comportamento do suco de laranja no mercado internacional e ainda não se posiciona de maneira forte quanto à compra de matéria-prima.

Nesta semana, as atenções do mercado devem se voltar para a última atualização da estimativa da safra 2012/13 de laranja da Flórida, que será divulgada pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no dia 11.

Apesar de a maioria dos agentes internacionais acreditar que a temporada já está consolidada em 134 milhões de caixas, há aqueles que apostam em reduções de até 2 milhões.

Exportação de suco de laranja deve superar volume das duas últimas safras

Embarque a todos os destinos foi 3% maior em relação ao mesmo período da safra anterior

(Foram embarcados 1,094 milhão de toneladas de suco em equivalente concentrado)
Os embarques de suco de laranja devem manter um bom ritmo na safra 2013/2014, principalmente pela expectativa de boa demanda norte-americana. Segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o volume de exportação deve ser superior aos das duas temporadas anteriores.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que, no acumulado da temporada julho 2012 a maio 2013, o embarque de suco de laranja a todos os destinos foi 3% maior em relação ao mesmo período da safra anterior, totalizando 1,094 milhão de toneladas de suco em equivalente concentrado.

As exportações aos Estados Unidos têm ganhado destaque. No acumulado desta temporada, houve aumento de expressivos 35% em volume, totalizando 205,2 mil toneladas em equivalente concentrado. Segundo o Cepea, os envios de julho 2012 a maio 2013 a todos os destinos já superaram o total exportado nas quatro últimas safras – de 2008/2009 a 2011/2012 – antes mesmo de se contabilizar o último mês do ano safra exportador.

Em receita, na moeda americana, o montante obtido pelos envios aos Estados Unidos está 16% maior que o mesmo período da temporada anterior, acumulando US$ 369,2 milhões. Para a União Europeia, principal destino do suco brasileiro, houve aumento de 4% no acumulado desta temporada julho 2012 a maio 2013, totalizando mais de 730 mil toneladas em equivalente concentrado.