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Ciclo 2016 do Freio de Ouro terá novidades


Durante uma reunião da diretoria da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) realizada no mês de julho, uma importante decisão foi tomada. O ciclo 2016 do Freio de Ouro terá novidades. Com o propósito de qualificar a ferramenta de seleção da modalidade, uma nova configuração para o ciclo foi traçada.

O processo de construção do projeto foi gradativo. A avaliação dos ciclos anteriores e as questões apontadas pelos coordenadores de cada região permitiram determinar quais modificações seriam necessárias e benéficas para a modalidade e os seus competidores. Finalizado o projeto, é possível prever para o Ciclo 2016 eventos de maior qualidade com competidores participando em condições similares.

O que muda
- O número de classificatórias será reduzido para dez;
- Os reservas serão chamados para ocupar as vagas disponíveis de acordo com a sua pontuação no ranking geral da modalidade;
- Os conjuntos credenciados no Uruguai e na Argentina estarão aptos a participar de qualquer classificatória aberta brasileira;
- O Paraguai fará parte do circuito. A disputa final realizada no país será admitida como credenciadora brasileira e habilitará os conjuntos vencedores a participar de uma classificatória do Brasil.
  
Novo roteiro para as Classificatórias
No Ciclo 2016, o trajeto percorrido pelos eventos também mudará. A respeito disso, o gerente de Eventos da ABCCC, Ibsen Pacheco Votto, explica “a redução do número de Classificatórias diminui o custo para a organização do evento e consequentemente para quem participa dele, permite que o proprietário tenha mais possibilidades e se programe melhor para as corridas, e ainda, aumenta o número de chances do animal disputar o Freio”.

A redistribuição será da seguinte maneira:
- Quatro classificatórias no Rio Grande do Sul. O Estado recebe uma nova divisão – somente para esta modalidade. Denominadas Região Norte e Região Sul, cada metade gaúcha sediará uma Classificatória. As outras duas serão realizadas em Esteio (Bocal e uma Classificatória);
- Duas classificatórias nas regiões 5 e 7. Uma no Paraná e a outra em Santa Catarina, sendo que o competidor pode escolher em qual Estado prefere competir;
- Duas classificatórias na Região Oito, provas itinerantes;
- Duas classificatórias internacionais, uma na capital da Argentina e a outra na capital do Uruguai.

Apesar da redução no número de classificatórias, a quantidade de finalistas será mantida. Para que isso seja possível, as provas realizadas em Esteio/RS – o Bocal de Ouro e mais uma classificatória – terão o número de habilitados duplicado e mais dois reservas em cada categoria.

Ainda em decorrência das modificações, o circuito dos Passaportes Morfológicos se desvincula do roteiro das Classificatórias. Por isso, o Núcleo que tiver interesse em promover a disputa morfológica poderá, no próximo ciclo, entrar em contato com o setor de Eventos da ABCCC para comunicar sua pretensão. Para tal, deve ter disponível uma pista em condições adequadas para receber a disputa.

Fonte: ABCCC

Raul Lima vence o Redomão da Lagoa


O ginete cachoeirense Raul Lima conduziu a égua Firmeza 1958 ao primeiro lugar na prova Redomão da Lagoa, disputada em Aceguá, na fronteira com o Uruguai. A vencedora pertence a Cabanha Cinco Pátrias e sua conquista rendeu uma camionete S-10 zero quilômetro.

Além de conquistar o topo do pódio com Firmeza 1958, Lima ficou em terceiro lugar com Dedo Duro Cala Bassa, potro da Cinco Pátrias e do criador Antônio Bibo.

A Redomão da Lagoa, tradicional prova de potros promovida pelas cabanhas Cala Bassa e Firmeza, reuniu 65 jovens exemplares da raça crioula em pista.

Na prova foram avaliados andadura, figura, volta sobre patas, esbarrada, mansidão e o desempenho no laço, paleteada e aparte de mangueira. A disputa visa testar a genética dos jovens animais.

Produtores cooperativistas vão se reunir na Expointer para o Dia do Leite

Evento ocorrerá na próxima quinta-feira e terá assinatura de convênios e termos de cooperação 

(Evento na próxima quinta-feira deverá reunir 500 produtores vinculados a cooperativas do setor)
 
A 36ª edição da Expointer sediará dois eventos relacionados à cadeia do leite. Um deles é o Dia do Leite na Expointer, que ocorre na quinta-feira, dia 29. Nessa data, será realizado o evento  "Um novo tempo para a cadeia do leite", que deverá reunir 500 produtores vinculados a cooperativas do setor.

Na programação do evento, estão a assinatura de convênios, termos de cooperação e termos de adesão ao Programa Mais Leite de Qualidade e a assinatura de protocolos de adesão, de 13 municípios ao Programa Estadual de Controle e Erradicação da Tuberculose e Brucelose Bovídea (Procetube).

No quarta-feira, dia 28, a Câmara Setorial do Leite também participa de um evento que reúne as cadeias produtivas do leite, da carne e da vitivinicultura. O encontro será realizado às 14h, no auditório da Secretaria da Agricultura no Parque Assis Brasil, em conjunto com os Institutos Nacionais do Leite, da Carne e da Vitivinicultura do Uruguai (Inale, Inac e Inav) e com a presença do ministro da Agricultura daquele país, Tabaré Aguerre.

A 36ª edição da Expointer vai até o dia 1º de setembro.

Confira as atividades do Pavilhão da Agricultura Familiar na Expointer 2013

Concurso Sabor Gaúcho premiará qualidade dos alimentos produzidos por agroindústrias familiares

(Pavilhão da Agricultura Familiar na Expointer 2012)
 
Concursos de produtos das agroindústrias familiares, palestras, rodadas de negócios, assinatura de documentos. Estas são as principais atrações da programação de atividades do Pavilhão da Agricultura Familiar no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). A programação na 36ª Expointer, da 15ª Feira da Agricultura Familiar, começa neste sábado, dia 24, e segue até 1º de setembro.

O Pavilhão abrirá oficialmente na quinta, dia 29, às 11h, com as presenças já confirmadas do governador Tarso Genro, do ministro Pepe Vargas (Ministério do Desenvolvimento Agrário - MDA), dos secretários Ivar Pavan (Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo - SDR) e Luiz Fernando Mainardi (Agricultura, Pecuária e Agronegócio - Seapa), entre outras autoridades.

Este ano, o Pavilhão da Agricultura Familiar contará com 187 expositores, possibilitando aos visitantes apreciar os mais diversos tipos de produtos, como linguiças, salames, queijos, vinhos, cachaças, sucos, iogurtes e pães. Além disso, estarão expostos outros produtos, como artesanato, cuias, facas, artigos de lã e de couro. Haverá, também, um espaço na Praça de Alimentação do Pavilhão com sete cozinhas típicas da culinária gaúcha.

Na programação divulgada esta semana, a partir de sábado, dia 24, e até o dia 27, serão realizados os concursos envolvendo os produtos das agroindústrias expositoras na 15ª Feira da Agricultura Familiar. Na quarta, dia 28, destaque para a assinatura do Protocolo de Cooperação entre os governos gaúcho e uruguaio e o lançamento do II Simpósio de Queijos Artesanais. Ainda neste dia, ocorre debate Diálogos- CDES/RS (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Rio Grande do Sul), com o tema "Água na Agricultura Desafios para o Desenvolvimento".

Outro termo de cooperação vai ser assinado, quinta, dia 29, entre o Governo do Estado e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), cuja sede é no Uruguai. Os detalhes dos termos de cooperação estão sendo finalizados. Todas as atividades vão ocorrer no auditório do Pavilhão da Agricultura Familiar.

A abertura oficial da 36ª Expointer ocorrerá na sexta, dia 30, na Pista Central do Parque de Exposições Assis Brasil. No mesmo dia, está programado um debate promovido pela Via Campesina, no Pavilhão da Agricultura Familiar, sobre "Soberania Alimentar e Plano Camponês". A partir das 18h, a Ceasa-RS (Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul), promoverá um coquetel.

Concurso Sabor Gaúcho 

Uma das novidades no Pavilhão e da 15ª Feira da Agricultura Familiar vai ser a realização de concursos com produtos das agroindústrias. O "Concurso Sabor Gaúcho - Agroindústria Familiar" tem como principal objetivo reconhecer a qualidade dos alimentos produzidos pelas agroindústrias familiares e incentivar os produtores a priorizar as boas práticas de fabricação como fundamentais para garantir um produto de qualidade aliado à segurança sanitária.

Seis categorias participarão deste concurso: queijo tipo colonial, salame tipo italiano, mel, cachaça prata, suco de uva integral e vinho tinto de mesa seco. Os melhores produtos serão premiados com placas, a serem entregues em solenidade com a presença do governador Tarso Genro, quarta, dia 28, às 16h, no Pavilhão da Agricultura Familiar.

Área produzida de soja na América do Sul deve crescer 4% em 2013/2014

Estimativa supera em 4% os valores da safra atual

(Avanço da área deve acontecer de forma homogênea nos países produtores)
 
A área colhida com soja na safra 2013/2014 da América do Sul deve ter um aumento conservador. Inicialmente, a agência Safras & Mercado indica uma estimativa de 54,031 milhões de hectares, o que em caso de confirmação, representaria novo recorde absoluto para a região, superando em 4% os 51,726 milhões de hectares alcançados na safra atual.

A exemplo do ocorrido nas três últimas safras, o avanço da área deve acontecer de forma homogênea nos países produtores. Segundo o analista associado da agência Safras, Flávio França Júnior, são esperados aumentos abaixo da média regional no Paraguai e Bolívia, dentro da média no Brasil, e acima da média na Argentina e Uruguai.

– Nessa mesma época de 2012 enxergávamos a safra 2012/2013 com cautela, mas com otimismo.
Estávamos em um momento de transição entre um período de neutralidade e de influência do fenômeno El Nino, que normalmente está associado a chuvas acima do normal para a região Centro-Sul do Brasil e boa parte dos países do Cone-Sul – disse o analista.

A expectativa para um El Nino não se confirmou e o padrão de neutralidade foi mantido, trazendo comportamento de clima mais errático e regionalizado, com perdas localizadas. Para esta nova safra o quadro deve ser o mesmo e, por enquanto, segue a neutralidade climática.

O levantamento aponta um rendimento médio potencial de 2,96 mil quilos/hectare, que em caso de confirmação superaria os 2,82 mil quilos da safra atual em 5% e o recorde de 2,88 mil quilos da safra 2009/2010 em 3%.

Brasil aumenta importação de carne ovina uruguaia e se consolida como principal comprador

Vendas de carne ovina ao Brasil entre janeiro e maio de 2013 alcançaram 3.116 toneladas

(Posição privilegiada de principal comprador de carne ovina foi alcançada no início de 2013)
 
O Brasil se tornou, nos últimos anos, o principal comprador de carne ovina do Uruguai e sua demanda crescente tem cada vez mais incidência na determinação do preço pago ao produtor uruguaio, tanto de cordeiros, como das categorias adultas. Essa tendência se acentuou nos primeiros cinco meses de 2013, quando, segundo dados do Instituto Nacional de Carnes do Uruguai (INAC), o país mais que duplicou as compras com relação ao mesmo período do ano anterior.

Dessa forma, as vendas de carne ovina ao Brasil entre janeiro e maio de 2013 alcançaram 3.116 toneladas, o que representou 45% das exportações totais expressas em peso carcaça, com um faturamento de US$ 13,4 milhões. Segundo a publicação “El mercado de la carne ovina”, do Secretariado Uruguaio de Lã (SUL), o Brasil se transformou no principal comprador em volume e também reporta um valor médio por tonelada que está entre os mais altos, segundo países de destino.

As importações entre janeiro e maio passado ficaram em média em US$ 4.303 por tonelada, situando-se US$ 650 acima da média geral e US$ 1.300 por tonelada acima do valor pago pela União Europeia (UE).
Nesse sentido, o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (ABCOS), Bruno Garcia Moreira, reforça a importância de fortalecer o mercado da ovinocultura, sobre tudo da raça Suffolk.

– O Suffolk é o melhor animal para a produção de carne, precisamos fortalecer e unir os criadores da raça, para que possamos competir com os uruguaios, pelo menos para que o Brasil possa consumir a carne dos animais brasileiros – defende.

Técnicos do Rio Grande do Sul revisam regiões de fronteira do Estado com maior foco de sarna ovina

Doença causa coceira, enfraquecimento, feridas e queda da lã, e é extremamente contagiosa

(Um dos sintomas é a perda de lã e feridas em forma de crostas secas e úmidas)
 
As visitas técnicas da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa) a municípios de fronteira com o Estado do Rio Grande do Sul onde há maior incidência de focos de sarna ovina estão sendo retomadas. Embora no mutirão realizado no mês de maio o índice de cura tenha chegado a 100%, a revisão é necessária, assegura o técnico Ivo Junior, do Serviço de Doenças Parasitárias e Programa Estadual de Sanidade Ovina da Seapa.

Regiões como Livramento, Quaraí e Dom Pedrito concentram o trabalho dos profissionais, que, em setembro, repetirão a ação.

– Por ser época de parição de ovinos, o manejo com os animais pode ser tornar perigoso e causar perdas de cordeiros – alerta Junior.

Em função da demanda, técnicos de outras supervisões se deslocam e ajudam no diagnóstico e controle da parasitose. Até agora, já foram visitadas mais de 30 propriedades, totalizando 12 mil ovinos tratados e curados. Desde 2010, a secretaria atua na região de Livramento. Há três anos começaram a surgir novos casos depois de dez sem notificações.

O trabalho é feito em parceria com o Ministério da Agricultura do Uruguai, onde a doença também está presente e vem sendo combatida. A sarna causa coceira, enfraquecimento e queda da lã, feridas na pele, além de ser extremamente contagiosa, segundo Junior.

A notificação é obrigatória. Deve ser comunicada às inspetorias sempre que o produtor presenciar lã nas cercas, que os animais estiverem se coçando (movimento de pedalar), se esfregando nas paredes e cercas, houver perda de lã e feridas em forma de crostas secas e úmidas.

Ministério do Comércio Exterior prorroga prazo para importação de trigo com alíquota zero

A autorização, que valeria até 31 de julho, vigorará até 31 de agosto

(Medida visa a garantir que o trigo subsidiado chegue ao Brasil.)
 
A Câmara de Comércio Exterior (Camex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior decidiu nessa terça, dia 16, prorrogar o prazo para a importação de dois milhões de toneladas de trigo com alíquota zerada.

A autorização, que valeria até 31 de julho, vigorará até 31 de agosto. A desoneração visa a evitar o desabastecimento do produto e conter a elevação do preço da farinha no Brasil.

Os importadores interessados em trazer o produto para o país com alíquota zero devem completar os trâmites até 1° de agosto.

Do contrário, a cota com o benefício será redistribuída a outros importadores. Segundo a assessoria de comunicação do ministério, a medida visa a garantir que o trigo subsidiado chegue ao Brasil. A alíquota normal para o produto é de 10%.

Por questões climáticas, houve quebra de safra no Brasil e nos principais fornecedores de trigo, como Argentina.

Por isso, o governo decidiu desonerar a importação de uma cota de 2 milhões de toneladas de trigo originário de países que não pertencem ao Mercosul, formado por Argentina, pelo Uruguai, pela Venezuela, pelo Brasil e Paraguai, que no momento está suspenso.

Empresa disponibiliza nova safra de touros reprodutores montana

Nova seleção tem foco no ganho de peso

(Esta é a primeira safra de touros após a mudança na nova fórmula de seleção genética)

O Programa Montana, da CFM - Leachman Pecuária Ltda, colocou uma nova safra de touros montana no mercado neste mês de julho. São 1.200 reprodutores avaliados pelo rigoroso programa de seleção do Composto Tropical Montana, de São José do Rio Preto, em São Paulo, que passou por modificações, tornando a análise ainda mais sólida. Os animais estarão disponíveis para venda nas fazendas de todos os parceiros, localizadas no norte do Uruguai, Rio Grande do Sul, Goiás, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

De acordo com a gerente de operações do Programa Montana, Gabriela Giacomini, esta é a primeira safra de touros após a mudança na nova fórmula do Índice Montana, principal ferramenta de seleção genética utilizada pelo programa. Com a mudança, o Índice Montana passa a ter a seguinte fórmula: 20%(DEP de Peso à Desmama) + 20%(DEP de Ganho de Peso) + 30%(DEP de Peso ao Sobreano) + 20%(DEP de Músculo) + 10%(DEP de Circunferência Escrotal).

– Após 19 anos de seleção, passamos por uma atualização natural, que nos rendeu uma avaliação mais moderna, voltada ainda mais à obtenção de animais especializados em ganho de peso, sem abrir mão de fertilidade e precocidade – destaca Gabriela.

Além da hetorose – fenômeno genético que ocorre quando animais geneticamente distantes se cruzam – e da rusticidade, o Programa Montana possui o Certificado Especial de Identificação e Produção (Ceip), emitido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para programas com verdadeiro avanço genético. De acordo com as regras do Ceip, apenas os 23% melhores animais podem ser comercializados como touros.

Governador do RS anuncia medidas para qualificar pecuária gaúcha

Projeto de lei da rastreabilidade será encaminhado à Assembleia na próxima semana

(Medida visa impedir a sonegação de impostos e dar continuidade a projetos de qualificação da pecuária)
 
O governador Tarso Genro confirmou nesta quinta, dia 4, durante o V Seminário O Pampa e o Gado, em Lavras do Sul, que o Executivo estadual vai enviar à Assembleia Legislativa, na próxima semana, um projeto de lei que institui a identificação individual do rebanho bovino. A rastreabilidade bovina será obrigatória e gratuita para os pecuaristas. Além de evitar o abate clandestino no Estado, a medida visa impedir a sonegação de impostos e dar continuidade a projetos de qualificação da pecuária.

– A rastreabilidade vai atacar isso em dois níveis: a sonegação de impostos - que permitirá ao estado arrecadar mais para investir na própria sustentabilidade; e na continuidade aos projetos de qualificação da nossa pecuária – disse.

Também foram anunciados investimentos de R$ 1,3 milhão para um conjunto de programas de fortalecimento à ovinocultura gaúcha, principalmente ao processamento de lã produzida no Estado.

Projeto
O projeto vem sendo elaborado há dois anos na Câmara Setorial da Carne e enriquecido por visitas técnicas feitas a países como a Austrália, Nova Zelândia e Uruguai. Inicialmente, seria custeado por recursos do Governo Federal, alocados no orçamento da União através de uma emenda coletiva da bancada gaúcha no Congresso Nacional. Mas, a verba acabou sendo contingenciada e não foi liberada.

Tarso decidiu que o Estado custeará a iniciativa que pretende, ao fim de cinco anos, identificar todo o rebanho bovino do Rio Grande do Sul. Conforme o governador, a implantação da rastreabilidade, além dos benefícios diretos para o produtor e para o consumidor, também produzirá resultados positivos para os cofres estaduais, com a redução da sonegação, do abigeato e do abate clandestino.

– Aqueles que agem à sombra, que se beneficiam com aquelas práticas irregulares, ficarão perplexos – comentou.

Segundo o governador, o projeto também vai provocar uma competição de qualidade entre os produtores, ao invés de gerar uma disputa em torno do preço do produto.

– Melhora ainda a questão da saúde pública, porque esses abates clandestinos que estão fora do controle do Estado são transmissores de doença e, portanto, é ônus para o próprio Estado – disse.

O chefe do Executivo ressaltou ainda as ações voltadas ao fortalecimento da ovinocultura, como a organização da cadeia produtiva do setor, melhora na qualidade e aumento do peso da lã e dos rebanhos gaúchos, além da implementação de programas de melhoramento genético de reprodutores das raças de lã.

De acordo com o secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, o Rio Grande do Sul deixa de arrecadar cerca de R$ 60 milhões ao ano com a sonegação no setor da carne bovina. O secretário informou que, no ano passado, foram registrados cerca de dois milhões de nascimentos de bovinos no Estado, mas há indicadores de que nasceram entre 2,5 e 2,6 milhões de cabeças.

– Pelo menos 500 mil cabeças simplesmente desaparecem a cada ano - justificou o secretário.

Segundo Mainardi, o produtor ganhará uma importante ferramenta para melhor a gestão de sua propriedade e mecanismo de valorização do seu produto. Ele disse que o consumidor saberá o que está consumindo, onde foi produzido e em que condições. E o Estado, acrescentou, poderá melhorar consideravelmente seus controles sanitários.

O diretor-executivo do Sicadergs, Zulmar Moussale, saudou a medida e acrescentou que a adoção do sistema vai colocar a pecuária gaúcha num patamar de maior valorização.

– Há pelo menos 15 anos ouço falar em rastreabilidade, sem avanços concretos. Existe a possibilidade de ocorrer redução na ociosidade média da indústria, que hoje gira em torno de 35%. Em Santa Catarina, por exemplo, não só a bovinocultura de corte se beneficiou com a identificação, pois o frango se valorizou e, agora, eles estão exportando suínos para o Japão, o mercado mais cobiça no mundo – comentou Moussale.

O vice-presidente da Farsul, Gedeão Pereira, depois de elogiar o “diálogo muito franco” que o governo estadual mantém com as representações do setor primário, frisou que há algumas divergências de posicionamento em questões como a criação dos fundos para o desenvolvimento das cadeias produtivas e na rastreabilidade.

Assembleia aprova alterações no regulamento

(Votação reuniu criadores da sede da Associação em Pelotas)
A Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), reuniu seus associados para Assembleia Geral Extraordinária, na manhã de segunda-feira 24 de junho, na qual foram votadas propostas de alteração ao regulamento de Registro Genealógico. As mudanças foram sugeridas pela superintendência e pelo Conselho Deliberativo Técnico (CDT) da entidade de forma a adequar o seu regulamento ao documento unificado da Federação Internacional (FICCC).
A Assembleia, realizada na sede da ABCCC em Pelotas, teve início às 9h, em segunda chamada, com 65 presenças que no total representaram 112 votantes. A mesa central foi composta pelo presidente da ABCCC, Mauro Ferreira, o vice-presidente Técnico, Mário Suñe, a primeira secretária, Elisabeth Lemos, e mais dois membros convidados: o ex-presidente da entidade, João Manoel Costa e o integrante do Conselho de Planejamento, Frederico Wolf.
 
Na abertura do evento o presidente saudou os presentes e afirmou que a ABCCC tem motivos para se orgulhar do seu regulamento, já que este norteou a reformulação dos documentos na Argentina e Uruguai, os quais deverão adotar o regulamento brasileiro praticamente na íntegra. Também salientou que as propostas colocadas em debate já foram levadas ao conhecimento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e receberam parecer favorável.
 
O órgão do governo, inclusive, deverá receber nos próximos dias as decisões da Assembleia junto ao aval do CDT, para dar procedimento à homologação. De acordo com o superintendente do Registro Genealógico da ABCCC, Rodrigo Teixeira, a ideia é que já na Expointer – quando deverá ocorrer uma nova reunião entre os representantes dos países da FICCC, o regulamento já esteja aprovado.
 
O que foi votado

As alterações, algumas bastante simples e que na realidade ajustam o regulamento à proposta internacional e às novas tecnologias utilizadas na raça, foram em sua grande maioria aprovadas sem ressalvas. Entretanto, no item que se refere à revisão dos garanhões de cujo sêmen seja importado, ficou acordado que a ABCCC irá promover uma gira técnica na Argentina e Uruguai a fim de coletar amostras para o exame de DNA de reprodutores de interesse dos criadores brasileiros.
 
Algumas das mudanças aprovadas, entre outras, se referem à: a atuação em conjunto do superintendente substituto do SRG, o uso por esse de assinatura digital, a definição de sufixo ou prefixo, a não aceitação de produtos oriundos de clonagem, a opção do comunicado de morte ser feito através dos técnicos e a expedição de documento de produto importado para animais nacionalizados. Leia aqui a íntegra do documento com as alterações em vermelho.
 
Outra alteração votada na ocasião, gerada pela atual condição do regulamento da associação argentina que autoriza o uso de sêmen de garanhões mortos, precisou ser colocada em debate. Como os argentinos deixaram fora de cogitação tirar essa prerrogativa do seu registro, restou à brasileiros e uruguaios a opção de adaptarem-se à nova regra.
 
O tema gerou o debate mais intenso da manhã, com a exposição de diferentes posicionamentos por parte dos criadores presentes. Na decisão, mais uma vez, a Assembleia manteve a sua tradição de legislar para a frente e deliberou o seguinte: Após a morte de um garanhão, serão dele aceitas até 120 padreações (ou 150 para animais com Registro de Mérito, dependendo da sua situação no momento da morte), sem limite de tempo.
 
Como a proposta original sugeria o número máximo de 100 padreações, o tópico – com os números estabelecidos pela Assembleia - volta para a avaliação do CDT. Se reprovado, ficam valendo as 100 padreações como teto. A decisão está em vigor a partir da data da Assembleia em diante e não é retroativa, ou seja, vale somente para os reprodutores mortos a partir de agora.
 
O presidente da ABCCC fez uma avaliação positiva da Assembleia e comentou o encontro. “Acredito que a raça cresce com esses debates. A votação foi tranquila com os criadores expondo o seu ponto de vista”, diz Ferreira. “Tenho certeza que o CDT vai ser sensível ao que ficou pendente e vamos unificar o regulamento com os países vizinhos, materializando a razão de ser da FICCC”.

Paraguay ya exporta más carne de vaca que la Argentina

Sus ventas al exterior superaron en 27.000 toneladas a las de la Argentina.
(El nuevo presidente del Paraguay, Horacio Cartes)

Paraguay: 210.000. La Argentina: 183.000. En el partido de los exportadores de carne, los guaraníes ganaron a los argentinos por 27 mil toneladas. Son los datos para 2012 de la Sociedad Rural Argentina. Según su instituto de estudios económicos, Brasil se mantiene como el principal exportador de carne del Mercosur, con 1.300.000 de toneladas. En segundo lugar, Urugay (350.000 toneladas). La tercera y cuarta posición, para Paraguay y Argentina.

El 2012 también fue el año en que las exportaciones argentinas de carne de pollo superaron a las de vaca, con 271.000 toneladas. Hasta el año 2000, las exportaciones de pollos no existían. En 1990 el consumo de pollo anual por habitante era de 30 kilos, mientras que el de carne vacuna ascendía a 77 kg. En 2012, las cifras se convirtieron en 41 kilos de pollo por habitante y año frente a 57 kilos de carne vacuna.

En los últimos años, y como fruto de la crisis de su industria frigorífica, el corte bovino que más exportó la Argentina ha sido el mondongo. Según datos oficiales, en 2012 el país vendió 28.140 toneladas de mondongo, como se llama vulgarmente al cuarto y más grande de los estómagos del vacuno. Esa cifra supera a la de otros muchos cortes que caracterizan mejor (al menos para el imaginario popular) la ganadería local.

En el mismo lapso se despacharon 24.659 toneladas de carne sin hueso, 14.251 toneladas de bife angosto, 13.108 toneladas de cuadril y solo 5.699 toneladas de lomo. Es decir, se exportó casi cinco veces más volumen de mondongo que del corte que hizo famosa la carne argentina en el mundo.

Varios factores explican el sorprendente liderazgo del mondongo. Por un lado, en los últimos años ha crecido la disponibilidad de todo tipo de menudencias bovinas para la exportación porque el consumo interno de ese tipo de alimentos viene reduciéndose. Lo mismo sucede con el hígado. En 2012 se exportaron 19.988 toneladas. Quedó tercero en el ránking por cortes.

El mondongo se luce como principal corte de exportación también por otro factor: los envíos de carne al extranjero han caído a sus mínimos niveles de la historia debido a la crisis ganadera que se declaró en 2009. El año pasado el sector frigorífico exportó mayor cantidad de menudencias y vísceras que de cortes frescos. De mondongo, corazón, hígado, librillo (otro estómago de los rumiantes), pulmón, tendones y hasta penes bovinos se vendieron 99.578 toneladas, por U$S 213 millones. En cambio, de cortes frescos solo 87.518 toneladas, por US$ 611 millones. Fue más plata, claro, pero menos volumen. En tiempos normales, la Argentina exportaba unas 400.000 toneladas de carne.

A los países africanos que lo demandan, el mondongo se envía crudo. Pero el principal destino de esa menudencia es Hong Kong, que a su vez actúa como puerta de entrada al gigantesco mercado chino. Allí el mondongo se exporta blanqueado y hervido, por lo que cada pieza pierde varios kilos de peso. Ya en ese destino, se suele servir hervido, cortado en tiras y con diversas salsas agridulces.

Tanto se lucen últimamente las exportaciones de mondongo y otras menudencias –o tan deslucidos son los embarques de los otrora solicitados bifes argentinos–, que Hong Kong se convirtió en 2012 en el segundo destino de productos bovinos, detrás de Rusia.

Este año la situación no cambiará: el Instituto de Promoción de la Carne Vacuna (IPCVA) estimó que se exportarían 210 mil toneladas de carne, una tercera parte de lo que se embarcó en 2005. Mientras esta crisis se prolongue, el lomo deberá ceder su trono al mondongo.

Un objetivo de todos: ser sustentable y producir más


(Pablo Vaquero. Vice de Monsanto)

Aumentar la productividad, utilizando menos recursos, es uno de los objetivos a lograr por la agricultura de hoy. Y también forma parte de las metas que se plantean las empresas en su trabajo de cara al futuro.
Por eso, esos datos también formaron parte de la presentación de su balance de sustentabilidad que hizo Monsanto esta semana, en Buenos Aires.

Allí, la compañía destacó que, a cinco años de haber establecido los objetivos que pretendía alcanzar en materia de agricultura sustentable, se lograron importantes progresos en los tres pilares de producir más, conservar más y mejorar la calidad de vida.

A nivel mundial, la empresa precisó que más de 2,7 millones de pequeños productores adoptaron la biotecnología, lo que les permitió mejorar su productividad y generar ingresos adicionales por casi 5.500 millones de dólares.

“Producimos más, conservando los recursos claves para la producción”, resumió el informe presentado esta semana por Pablo Vaquero, vice de Monsanto para Latinoamerica Sur (Argentina, Uruguay, Paraguay, Bolivia y Chile), en un hotel porteño. Entre los detalles, mencionó que se logró en los últimos 5 años un avance en la productividad que permitó mejorar los rindes de distintos cultivos: 13% en maíz, 10% en soja, 31% en algodón y 21% en colza, en promedio a nivel mundial.

“Gracias a la biotecnología, al mejoramiento génetico y a las prácticas agronómicas, conservamos más los recursos naturales por unidad producida. En este sentido, mejoramos 4% en maíz, 15% en soja y 19% en algodón”, indicó Vaquero.

En el evento, el ejecutivo destacó la necesidad de un correcto uso de los agroquímicos y detalló que la compañía apoya uno de las iniciativas solidarias que considera más útiles del sector agropecuario: la “Chocleada”, que consiste en la cosecha manual de una hectárea de maíz donada por un productor, por parte de voluntarios, y que permitió cosechar 184.260 platos de comida.