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Erva-Mate: Política nacional pauta encontros


A cadeia da erva-mate aguarda a realização de audiências públicas para debater o projeto de lei que institui a Política Nacional da Erva-Mate. A comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural aprovou recentemente um requerimento do deputado Afonso Hamm que prevê a realização de seminários nos municípios gaúchos de Erechim, Venâncio Aires e Arvorezinha ou Ilópolis, onde está concentrada boa parte da produção gaúcha. Os encontros devem começar em setembro, mas as datas ainda não estão definidas. o PL visa estimular o desenvolvimento da cadeia produtiva por meio de parcerias entre o setores público e privado. Também devem ocorrer encontros sobre o tema em outros estados produtores e em Brasília

Fonte: Correio do Povo

Clima contribui para qualidade e quantidade de pastagens no Rio Grande do Sul

Segundo a Emater, as condições sanitárias dos rebanhos são razoáveis, com baixa incidência de ecto e endoparasitas

(Rebanho bovino de corte começa a ter uma melhor condição de alimentação)
 
O rebanho bovino de corte que se encontra no campo nativo do Rio Grande do Sul começa a ter uma melhor condição de alimentação com a incidência de calor e precipitações, que geram um rebrote mais intenso das gramíneas estivais, aumentando a qualidade e a quantidade de pasto. Segundo o informativo conjuntural da Emater-RS/Ascar, a temporada de parição do rebanho de cria nas regiões permanece, com a maioria das matrizes com cria ao pé, apresentando bom desenvolvimento corporal dos terneiros.

Por outro lado, as condições sanitárias dos rebanhos são razoáveis, com baixa incidência de ecto e endoparasitas, mas os pecuaristas permanecem realizando o monitoramento e controle, principalmente das verminoses e carrapatos.

A oferta de gado gordo oriundo de áreas de pastagens cultivadas, deferidas para o cultivo da soja, continua alta na maioria das regiões produtoras de carne bovina do Estado. Nessa época do ano, ocorrem muitas exposições locais de bovinos, ocasião em que os produtores adquirem reprodutores para o melhoramento genético dos rebanhos.

Bovinocultura de leite


As atuais condições climáticas favoreceram a implantação, o crescimento e o manejo das pastagens e do rebanho na maioria das bacias produtoras de leite do Estado. Os produtores permanecem realizando as práticas de implantação e manejo das pastagens anuais de verão, principalmente a semeadura de novas áreas, assim como o controle de plantas espontâneas e adubações nitrogenadas químicas e orgânicas de cobertura.

De modo geral, as pastagens anuais de verão (como milheto e o sorgo forrageiro) ainda não têm condições de serem utilizadas diretamente pelos animais, enquanto as perenes já estão no segundo pastejo em muitas unidades produtoras de leite.

Além do pasto, os produtores estão suplementando a alimentação do rebanho leiteiro com silagem, feno, grãos, farelos e ração. No período, na região de Erechim, os preços do leite recebido pelos agricultores variaram entre R$ 0,72 a R$ 1,05/litro, com tendência de estabilidade.

Rebrote de forrageiras
Ainda segundo o levantamento da Emater-RS/Ascar, em alguns locais, os campos apresentam infestações de plantas invasoras, necessitando uso de roçadeiras para seu controle. O Estado está no período final de utilização de pastagens cultivadas de inverno, especialmente das gramíneas anuais, como aveia e azevém.

Muitas áreas dessas pastagem de inverno já estão em final de ciclo e começam a ceder lugar para a implantação de lavouras de soja. Os animais que estavam em pastagens nas áreas onde será implantada a cultura de soja, e que ainda não foram destinados aos frigoríficos, voltaram para áreas de campo nativo ou áreas de pastagens cultivadas de verão, onde deverão ser terminados.

O período é de planejamento e implantação das pastagens anuais e perenes de ciclo de verão, como milheto, sorgo forrageiro e tifton. Os criadores também intensificam a ampliação e as práticas de manejo das lavouras de milho destinadas para a produção de silagem, realizando o controle das ervas espontâneas e adubações nitrogenadas em cobertura.

Seminário Cooplantio destaca inserção da mulher no gerenciamento de propriedades rurais no segundo dia de evento

Na mesa redonda "A mulher na Agricultura Atual e o Futuro", produtoras contaram como superaram as dificuldades e hoje comandam com eficiência suas propriedades

(O 28º Seminário da Cooplantio segue até quarta, dia 5)
 
O papel da mulher na gestão de propriedades rurais e na evolução do agronegócio foi destaque no segundo dia do28º Seminário Cooplantio, realizado em Gramado (RS). Na mesa redonda "A mulher na Agricultura Atual e o Futuro", realizada na manhã desta terça, dia 4, produtoras e administradoras rurais dividiram suas experiências de gestão com as centenas de pessoas que participam do evento.

Mediada pela jornalista Tânia Carvalho, a conversa teve a participação de Renata Zaffari Ariolli, engenheira agrônoma e produtora rural em Erechim (RS); Fernanda Viacelli Falcão, engenheira agrônoma e produtora rural em Passo Fundo (RS); e Helena Schmidt, produtora e administradora rural em Santa Vitória do Palmar (RS).

Ao contar um pouco de suas histórias, as produtoras revelaram que a determinação de fazer suas propriedades terem êxito é um ponto em comum entre elas. Em um ambiente predominantemente dominado por homens, as três conseguiram mostrar que as mulheres também podem gerir com eficiência.

Renata Ariolli administra um haras e fazenda de 1,3 mil hectares em Erechim. A propriedade familiar produz sementes destinadas, em sua totalidade, à Cooplantio. No verão, são produzidos soja e milho, e o no inverno, trigo e aveia branca. A propriedade cria também cavalos, bovinos e ovinos.

A inserção da mulher no trabalho da propriedade da família de Renata cresceu com a necessidade de mão de obra. Ela explica que é grande a dificuldade para manter empregados no campo, e para isso, sua família optou por investir na empregabilidade familiar e, consequentemente, no trabalho feminino também.

– Nesse contexto, porque não inserir também a mulher? Com a inserção da família no trabalho da propriedade, conseguimos uma baixa rotatividade e um melhor desempenho.

Renata conta que no começo de seu trabalho na fazenda teve medo do preconceito por ser mulher e ser jovem. O relacionamento com os colaboradores, muitos deles homens, e a necessidade de resultados também a preocupavam. Mas todas as dificuldades foram ultrapassadas, e ela credita esse sucesso na gestão, também, às suas características como mulher.

– As características que fazem a mulher manter família, emprego e outras funções, ajudam também no gerenciamento da propriedade.

Fernanda Falcão também teve medo, no início, de comandar as propriedades da família – em Primavera do Leste (MT) e no Rio Grande do Sul – e todos os funcionários, que em sua maioria são homens. Ela, no entanto, superou os obstáculos e venceu. Em Mato Grosso, a família tem 3,8 mil hectares onde são produzidos grãos.

Segundo Fernanda, para manter uma empresa familiar e fazer tudo funcionar com eficiência, é necessário pensar como uma empresa e não como família.

– Quando você tem uma empresa familiar, antes de ser filha ou irmã, você tem metas, você tem que ser profissional. Os diferenciais da mulher, segundo ela, também podem ajudar a gerir os negócios com qualidade.

Helena Schmidt administra uma empresa familiar com o marido e os filhos em Santa Vitória do Palmar. A família tem 2,2 mil hectares e possui ainda uma área de domínio que passa de quatro mil hectares. Na área, são produzidos grãos, além de pecuária de leite e de corte.

Quando Helena começou na administração do campo, o Brasil passava por problemas econômicos. De uma área de mil hectares a família baixou para 400 hectares. Para cortar gastos, dispensaram todas as chefias da propriedade. Ela e o marido assumiram, então, toda a gerência da fazenda e, aos poucos, foram crescendo novamente. Para ela, o sucesso da atividade familiar e da mulher no campo está aliado à união familiar, porém, sem nunca perder o foco.

– O papel da mulher do campo está em encontrar o meio termo para o tão desejado equilíbrio – finalizou Helena.

Governo deve suspender demarcação de terras indígenas no Rio Grande do Sul

Na semana passada, Tarso Genro se reuniu com representantes do governo para solicitar que as delimitações fossem feitas por outros outros órgãos, além da Funai

(No Paraná, a mesma medida foi tomada no início do mês; Gleisi Hoffmann prometeu fazer o mesmo em Mato Grosso do Sul e Santa Catarina)
O governo federal decidiu suspender o processo de demarcação de terras indígenas no Rio Grande do Sul e pedir novos estudos sobre as áreas, a exemplo do que ocorreu no Paraná. A informação é do jornal Folha de São Paulo. Segundo o veículo, a decisão tem como objetivo amenizar a tensão entre índios e proprietários rurais que se intensificou nos últimos meses, após o início da demarcação de áreas pela Fundação Nacional do Índio (Funai). No Paraná, a mesma medida foi tomada no início do mês. A ministra Gleisi Hoffmann já prometeu fazer o mesmo em Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.

Na última quinta, dia 23, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, se reuniu com representantes do governo federal para solicitar que as delimitações de terras indígenas dependessem do estudo de outros órgãos da União, e não apenas da Funai. Os conflitos entre índios e produtores foram relatados em um encontro com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, além do secretário geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, em Brasília.
– A escuta de outros órgãos é absolutamente necessária porque é essa escuta que vai determinar a capacidade que o Estado tem de pacificar onde tem conflito e de indenizar na plenitude os agricultores que tiverem que sair e preservar o direito dos indígenas – afirmou o governador.

A Funai considera como terra indígena 10 mil hectares em quatro áreas: Mato Preto – nos municípios de Erebango, Erechim e Getúlio Vargas –, Forquilinha – em Cacique Doble e Sananduva –, Rio dos Índios – em Vicente Dutra –, além da cidade de Mato Castelhano. O prefeito do município, Jorge Luiz Agazzi, conta que o clima na cidade é de tensão. Cerca de 30 mil agricultores gaúchos podem perder as terras se a demarcação for feita.

Na última sexta, dia 24, milhares de índios bloquearam uma rodovia no norte do Rio Grande do Sul para protestar contra as demarcações da Funai. Uma análise do Sindicato Rural de Passo Fundo, em parceira com a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul, aponta que a Funai pretende demarcar 98 mil hectares em todo o Estado. Segundo as entidades, isso representaria uma queda de 20% na produção agrícola gaúcha. Mais de 108 mil hectares já foram estudados no Estado, com possibilidade de serem demarcados. Os números são equivalentes a 0,4% do território gaúcho.

RURALBR