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Linhas de crédito facilitam vendas na Expointer 2013

Máquinas e equipamentos agrícolas foram os responsáveis pelas negociações envolvendo o Programa de Sustentação do Investimento

(Máquinas e equipamentos agrícolas foram os responsáveis pelas negociações envolvendo o Programa de Sustentação do Investimento)
 
As linhas de crédito estão impulsionado as vendas na 36ª edição da Expointer. O carro chefe é o Programa de Sustentação do Investimento (PSI). O Programa tem por objetivo estimular a produção, aquisição e exportação de bens de capital e a inovação tecnológica. O Banrisul atingiu até a sexta-feira, dia 30, a marca de R$ 180.630 milhões de negócios em linhas de créditos realizados na agência do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

Cerca de 70% dos créditos são referentes ao PSI e ao Programa Mais Alimentos, ambos do governo federal. Outro banco que teve destaque nas negociações envolvendo as linhas de crédito do PSI foi o Sicredi. Até a sexta-feira, o total de negócios realizados na agência foi de R$ 332,7 milhões, sendo que R$ 209,9 milhões oriundos do Programa, representando 63% das negociações. O Banco do Brasil também teve como principal linha de crédito o PSI. Foram feitas 3,9 mil propostas, totalizando 75% dos negócios.

As máquinas e equipamentos agrícolas foram os responsáveis pelas negociações envolvendo o programa.
Conforme o presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers), Claudio Bier, os números devem-se ao bom momento vivido pelos agricultores.

– Tivemos uma boa safra, vivemos um momento mágico e o preço está bom. Com novas tecnologias se produz mais e perde-se menos – afirma Bier.

Governo gaúcho confirma financiamento de R$ 3 milhões para comercialização de lã

Recursos permitirão compra pela indústria desde o começo da safra em setembro

(Anuncio foi feito na Expointer durante entrega de prêmio)
 
Um dos setores mais beneficiados pelas políticas do Governo do Estado, a ovinocultura contará este ano com R$ 3 milhões, através de financiamento do Banrisul, para comercialização de lã. O anúncio foi feito pelo governador Tarso Genro, nesta segunda, dia 26, na Expointer, durante a entrega do prêmio Tributo Laneiro ao presidente do Conselho Administrativo da empresa Paramount Têxteis, Fuad Mattar.

Os recursos destinados ao setor vão permitir a compra da lã dos produtores para a indústria desde o começo da safra em setembro. Ao destacar a recuperação do rebanho de ovinos, que cresceu de 3 milhões, em 2010, para 4 milhões este ano, o governador afirmou que a solenidade simboliza a articulação institucional do campo com a cidade.

– A ideia do Mais Ovinos é procurar induzir o desenvolvimento econômico e social de uma forma que ele não fosse apenas setorial. Não adianta um desenvolvimento que torne os ricos mais ricos, mas um desenvolvimento onde todo mundo ganhe, onde aqueles que são empreendedores tenham o seu empreendedorismo recompensado e ganhe – afirmou Tarso Genro.

O governador reiterou que a atividade desenvolvida pelos ovinocultores contribui para o desenvolvimento econômico e social a partir da distribuição de riqueza e agregação de valor.

– É uma atividade que preenche exatamente essas características, pois o tipo de terra que é utilizado para o pastoreio ovino pode ser largamente utilizado sem prejudicar a agricultura. É uma atividade que pode ser trabalhada na pequena, média e grande propriedade aqui do Rio Grande do Sul – disse.

Programa Mais Ovinos no Campo eleva o rebanho em 350 mil cabeças no Rio Grande do Sul

Meta é retomar o crescimento da ovinocultura no Estado, atuando em duas frentes específicas: auxílio na aquisição e retenção de matrizes

(Desde a implantação, a redução de abates de fêmeas foi significativa)
 
O rebanho gaúcho contou com incremento de 350.524 mil cabeças desde a implantação do programa Mais Ovinos no Campo, pelo Governo do Estado. Os números foram relatados neste domingo, dia 25, pelo superintendente da Unidade de Negócios Rurais do Banrisul, Carlos Roberto Barbieri. A instituição atua em parceria com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa) na gestão da iniciativa.

Barbieri apresentou um balanço atualizado do programa que, até o momento, já registrou 2.531 operações. Implantada em 2010, com a meta de retomar o crescimento da ovinocultura no Rio Grande do Sul, a iniciativa atua em duas frentes específicas: auxílio na aquisição e retenção de matrizes.

– Acredito que este programa tenha obtido o maior sucesso dentre todos existentes no atendimento de um setor. Nunca vi uma incidência tão consistente na produtividade. O Banrisul tem dotação para investir R$ 100 milhões até o final de 2014. Por enquanto, foram mais de R$ 61 milhões aplicados – enumera Barbieri.

Na aquisição, o valor aplicado superou a marca de R$ 34 milhões e, na retenção de matrizes, ultrapassou R$ 27 milhões.

Para tentar explicar o sucesso alcançado, o superintendente argumenta que o fato se deve, exatamente, em vista do funcionamento do programa.

– Primeiro, porque garante a compra de matrizes. Ou seja, foca no aumento da produção. Segundo, porque evita o abate destas fêmeas que, antigamente, eram realizadas para gerar renda. Agora, o produtor pode investir na produção e comercializar, mantendo as matrizes – explica.

Resultados

Desde a implantação, a redução de abates de fêmeas foi significativa. Um estudo realizado sobre o tema apontou 210.997 abates em 2010, 136.180 em 2011, e 92.538 no ano passado. Como resultado, o número de cabeças no Estado passou de 3,73 milhões para mais de R$ 4 milhões, uma elevação aproximada de 10%.

Luiz Fernando Mainardi, secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio do Estado, comemora os resultados obtidos pelo primeiro programa lançado no governo Tarso Genro. Segundo ele, depois desta ação, outras iniciativas foram tomadas com foco no fortalecimento da ovinocultura gaúcha.

 – É necessário retomar a atividade que tem, além da importância econômica, um grande valor social – opinou o secretário.

Entre as medidas tomadas, Mainardi destaca as parcerias com a Associação Brasileira de Criadores de Ovino (Arco) e com o Programa Juntos para Competir, que viabilizam projetos que capacitam produtores, fornecem ferramentas para melhorar o negócio e potencializam a retomada do segmento.

Prazos e juros

Para a retenção, através do Banrisul, o produtor viabiliza crédito com prazo de três anos para pagamento, mais um de carência, com juros de 2% ao ano para os enquadrados no Programa Estadual de Desenvolvimento da Pecuária Familiar e de 5,50% ao ano para os demais. Em contrapartida, alcança a elevação e, cerca de 20% no encarneiramento de matrizes no segundo ano da operação e pode vender a produção para frigoríficos com inspeção oficial.

Para viabilizar a aquisição, as vantagens são ainda maiores. O prazo de quitação é de cinco anos com dois de carência, e juros que variam de 1% a 2% para pronafianos, 4,5% aos pronapianos, e 5,50% aos demais.