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Festival Internacional de Folclore inicia em clima de festa e emoção

“No colorido de tanta diversidade, as diferenças é que nos tornam iguais, unir culturas traz riqueza e crescimento e uma verdade que não se apaga jamais”. Ao som da Canção da Diversidade, o 44º Festival Internacional de Folclore teve início nesta sexta-feira, 15 de julho, na Rua Coberta, em Nova Petrópolis. A abertura oficial do maior evento cultural da Serra Gaúcha ocorreu com o Acendimento da Chama Folclórica e a apresentação do espetáculo “Dançando Nossa Cultura”. Durante 17 dias ininterruptos, Nova Petrópolis será o reduto de culturas de diversas partes do mundo, todas unidas para celebrar o 44º Festival Internacional de Folclore. 

A abertura oficial do evento enalteceu o esforço cooperativo entre todos os envolvidos no Festival Internacional de Folclore de Nova Petrópolis. Valorizou grupos folclóricos, patrocinadores, apoiadores, público, equipes de trabalho, todos que colaboram para fazer o melhor espetáculo cultural da Serra Gaúcha. As Soberanas do Folclore Alemão, Rainha Franciele Simon, 1ª Princesa Bárbara Neumann e 2ª Princesa Aline Marcon traduziram, em três idiomas, o espírito do Festival Internacional do Folclore, que une diferenças e torna todos iguais.

O Grupo de Danças Folclóricas Alemãs Volkstanzgruppe Bergtal, da localidade de São José do Caí, foi responsável pelo Acendimento da Chama Folclórica. A centelha ficará acesa até o último dia desta grande festa cultural, representando a cultura viva e em movimento, a diversidade de sons, de ritmos e cores, o calor humano e a fraternidade transmitidos e preservados de geração em geração.
O espetáculo “Dançando Nossa Cultura” foi organizado e coreografado pelos integrantes da Associação dos Grupos de Danças Folclóricas Alemãs de Nova Petrópolis (AGDFA-NP), retratando a história da entidade e a união entre os dançarinos que preservam tradições e costumes. Em um misto de tradição e contemporaneidade, os grupos folclóricos trouxeram energia, ritmo e emoção ao palco do 44º Festival Internacional de Folclore de Nova Petrópolis. 


“A diversidade é o que nos une” é tema do evento que reúne, aproximadamente, mil dançarinos, músicos e artistas. A comissão organizadora do evento espera receber 120 mil pessoas, de 15 a 31 de julho. Para a edição 2016, o Festival Internacional de Folclore terá grandes atrações no palco principal. Cinco grupos folclóricos internacionais, nove nacionais e seis regionais estarão em Nova Petrópolis para mostrar sua arte e cultura. O Município também conta com 23 grupos locais que representarão o Jardim da Serra Gaúcha no evento. Os visitantes do festival terão a oportunidade de prestigiar grupos folclóricos da Argentina, Peru e Polônia, além dos Estados brasileiros de Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Paraná e São Paulo.


A Feira de Artesanato também é parada obrigatória para os visitantes. Mais de 20 estandes com artesanato das mais diversas nacionalidades estarão presentes no evento durante os 17 dias de programação, das 09h às 21h. A feira está localizada junto ao palco do evento, onde artesãos expõem e comercializam seus produtos e artigos.


Kartoffelküchelchen, bratwurst, pretzel e apfelstrudel são algumas das delícias que estarão à disposição na praça de alimentação do Festival Internacional de Folclore. O tradicional chopp é uma excelente opção para acompanhar o bolinho de batata, o pão com salsicha alemã, a torta de maçã, além de cucas, linguiça cozida e saladas. Três espaços de gastronomia e um de bebidas estão dispostos na Rua Coberta. 


Apresentações culturais no Parque Aldeia do Imigrante durante os fins de semana levam o Festival de Folclore às suas raízes, como inovação na 44ª edição. A Rainha do Folclore Alemão, Franciele Simon, a 1ª Princesa Bárbara Neumann e a 2ª Princesa Aline Beatriz Marcon promovem o 1º Chá das Soberanas do Festival de Folclore. Mais de 40 ex-rainhas e princesas participaram do encontro no sábado, 16 de julho, no Centro de Convivência do Parque Aldeia do Imigrante.


Além das apresentações de danças folclóricas, o Festival Internacional de Folclore conta ainda com desfiles de integração; baile infantil; os tradicionais jogos germânicos, tais como, corrida de tamancos, pregar o prego, chopp em metro, arremesso de chopp e bolão de corda; as Celebrações da Vida, da Paz e da Diversidade; entre outras atrações. Oito Noites Culturais envolvem a comunidade com o evento e levam o Festival de Folclore para as localidades do interior do Município. Como atividades paralelas, o evento oferece as oficinas de gastronomia, artesanato, danças e jogos da diversidade. 


O 44º Festival Internacional de Folclore é uma realização da Associação dos Grupos de Danças Folclóricas Alemãs, Prefeitura de Nova Petrópolis e Secretaria de Estado da Cultura. O evento integra o calendário anual da IOV – Organização Internacional de Folclore e Artes Populares; conta com apoio da Rota Romântica e Banco do Brasil; é financiado pelo Pró-Cultura RS e Ministério da Cultura. O festival conta com o patrocínio de Banrisul, Corsan, Dakota, Piá, Sicredi, Sugar Shoes e Suibom.

Fonte: Festival Internacional de Folclore

Ciclo 2016 do Freio de Ouro terá novidades


Durante uma reunião da diretoria da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) realizada no mês de julho, uma importante decisão foi tomada. O ciclo 2016 do Freio de Ouro terá novidades. Com o propósito de qualificar a ferramenta de seleção da modalidade, uma nova configuração para o ciclo foi traçada.

O processo de construção do projeto foi gradativo. A avaliação dos ciclos anteriores e as questões apontadas pelos coordenadores de cada região permitiram determinar quais modificações seriam necessárias e benéficas para a modalidade e os seus competidores. Finalizado o projeto, é possível prever para o Ciclo 2016 eventos de maior qualidade com competidores participando em condições similares.

O que muda
- O número de classificatórias será reduzido para dez;
- Os reservas serão chamados para ocupar as vagas disponíveis de acordo com a sua pontuação no ranking geral da modalidade;
- Os conjuntos credenciados no Uruguai e na Argentina estarão aptos a participar de qualquer classificatória aberta brasileira;
- O Paraguai fará parte do circuito. A disputa final realizada no país será admitida como credenciadora brasileira e habilitará os conjuntos vencedores a participar de uma classificatória do Brasil.
  
Novo roteiro para as Classificatórias
No Ciclo 2016, o trajeto percorrido pelos eventos também mudará. A respeito disso, o gerente de Eventos da ABCCC, Ibsen Pacheco Votto, explica “a redução do número de Classificatórias diminui o custo para a organização do evento e consequentemente para quem participa dele, permite que o proprietário tenha mais possibilidades e se programe melhor para as corridas, e ainda, aumenta o número de chances do animal disputar o Freio”.

A redistribuição será da seguinte maneira:
- Quatro classificatórias no Rio Grande do Sul. O Estado recebe uma nova divisão – somente para esta modalidade. Denominadas Região Norte e Região Sul, cada metade gaúcha sediará uma Classificatória. As outras duas serão realizadas em Esteio (Bocal e uma Classificatória);
- Duas classificatórias nas regiões 5 e 7. Uma no Paraná e a outra em Santa Catarina, sendo que o competidor pode escolher em qual Estado prefere competir;
- Duas classificatórias na Região Oito, provas itinerantes;
- Duas classificatórias internacionais, uma na capital da Argentina e a outra na capital do Uruguai.

Apesar da redução no número de classificatórias, a quantidade de finalistas será mantida. Para que isso seja possível, as provas realizadas em Esteio/RS – o Bocal de Ouro e mais uma classificatória – terão o número de habilitados duplicado e mais dois reservas em cada categoria.

Ainda em decorrência das modificações, o circuito dos Passaportes Morfológicos se desvincula do roteiro das Classificatórias. Por isso, o Núcleo que tiver interesse em promover a disputa morfológica poderá, no próximo ciclo, entrar em contato com o setor de Eventos da ABCCC para comunicar sua pretensão. Para tal, deve ter disponível uma pista em condições adequadas para receber a disputa.

Fonte: ABCCC

Produtores de tabaco gaúchos comemoram dia da categoria em Santa Cruz do Sul

Evento reuniu cerca de 1,5 mil pessoas no Parque da Oktoberfest

(Evento reuniu cerca de 1,5 mil pessoas no Parque da Oktoberfest e teve depoimentos de produtores)
 
A cidade de Santa Cruz do Sul (RS) comemorou, nessa segunda-feira, dia 28, o Dia do Produtor de Tabaco. O evento, que reuniu cerca de 1,5 mil pessoas no Parque da Oktoberfest, teve depoimentos de produtores, palestra do chefe executivo da Associação Internacional dos Produtores de Tabaco (ITGA), Antonio Abrunhosa, e apresentações do grupo Os Colonos e da dupla Osvaldir e Carlos Magrão.

– O trabalho dos produtores gera riquezas para o Brasil. Na última safra, foram R$ 5 bilhões de receita bruta. Os produtores são os protagonistas desta história de sucesso – afirmou o presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Benício Werner.

– Se o Brasil chegou aonde está hoje, como segundo maior produtor e maior exportador por mais de 20 anos, é por conta do trabalho dos produtores, mola propulsora da economia de vários municípios da região Sul do país – disse o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schünke.

Com o objetivo de respaldar o trabalho do produtor e enfatizar a importância social e econômica da produção de tabaco, a ideia de criar o dia do produtor surgiu na assembleia da Itga, ocorrida na Argentina, em outubro do ano passado. No Brasil, a primeira oficialização ocorreu em março de 2013, quando foi promulgada pela Assembleia Legislativa gaúcha a Lei 14.208, regulamentando o Dia do Produtor. Em setembro, Santa Catarina também instituiu a data. Já na última semana, um projeto de lei foi aprovado no Paraná, instituindo a data também no Estado.

Produtores de soja querem apoio do governo para padronizar os critérios de classificação de grãos

No Brasil, não há regras estabelecidas na classificação do produto

(Segundo os sojicultores, é o governo que deve ditar as normas de classificação dos grãos)
 
Os produtores de soja querem ajuda do governo federal para padronizar os critérios de classificação de grãos. Eles reclamam da falta de transparência das empresas na hora de descontar o produto considerado de baixa qualidade. Embora a soja tenha sido a principal responsável pelo aumento do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre do ano, que cresceu 3,9%, produtores ainda perdem na venda para as trends. No Brasil, não há regras estabelecidas na classificação do produto, o que faz com que as empresas compradoras criem seus próprios critérios.

A situação foi discutida em Brasília, com a presença de representantes dos Estados Unidos e da Argentina.

Os dois países, que com o Brasil são competidores na venda de soja e outros grãos, trouxeram exemplos do sistema que aplicam. Um método que determina como avaliar o grão e dar o desconto ao vendedor.

Para o diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Soja Mato Grosso (Aprosoja/MT), Marcelo Duarte, a dificuldade no caso do Brasil é a falta de transparência entre as trends.

– O que a gente está pleiteando é que esses descontos sejam feitos de forma também similar entre as empresas. Não idênticos, é obvio, porque cada empresa vai ter seu custo. Algumas empresas podem definir, por exemplo, que ela vai cobrar um pouquinho mais se a soja estiver mais úmida, outra vai cobrar mais se for impura. Mas queremos que isso esteja claro. Que as empresas publiquem para que os produtores não tenham surpresa – destaca Duarte.

Os produtores de soja querem agora expor o problema e pedir apoio do governo. O setor pretende se reunir com o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, levando os exemplos das práticas usadas na Argentina e nos Estados Unidos. Segundo os sojicultores, é o governo que deve ditar as normas de classificação dos grãos.

– Uma das saídas seria uma norma privada, e outra coisa seria a legislação que é um pouco mais complicada, precisaria ter um consenso e principalmente vontade política – disse o diretor executivo Aprosoja, Fabrício Rosa.

Fepagro vai testar vacina argentina contra tristeza parasitária bovina

De forma experimental, 270 mil vacinas já foram comercializadas no país vizinho

(Vacinas serão usadas no combate à tristeza parasitária)
 
A Secretaria da Agricultura, por meio da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), deve assinar em breve termo de cooperação com a empresa CGE, da Argentina, para estudar vacina que promete melhores resultados no combate à tristeza parasitária.

Em reunião nesta quarta, 28, no gabinete do secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, durante a 36ª Expointer, a empresa pediu apoio ao secretário. Se aprovada pelos técnicos, ainda este ano começará a ser aplicada, por meio dos programas estaduais, nos animais do Estado.

– Tem um futuro muito promissor. Vamos fazer os testes necessários e, de acordo com as resultados práticos, atestaremos a eficácia da vacina – disse Mainardi.

De forma experimental, 270 mil já foram comercializadas num dos Estados do país vizinho. Criada em parceria com instituto de pesquisa semelhante à Embrapa, já tem apresentado melhoria dos rebanhos, segundo Manoel García Solá, da empresa Litoral Biológicos, vinculada ao grupo CGE.

Segundo Danilo Reimheimer, diretor-presidente da Fepagro, uma vez que vacina não tenha tanta eficácia no rebanho gaúcho, a segunda fase será ainda mais interessante para o governo. A ideia, diz ele, seria trocar microrganismos entre a fundação e a empresa na busca de criar algo em conjunto e que, como fruto, ambos compartilhem de royalties.

Há pelo menos 30 anos, a Fepagro estuda o mesmo tema. Possui banco de microrganismos que poderiam ser testados com os da empresa argentina.

Agricultor argentino deve reduzir área de milho e investir em soja

Preços baixos para o grão, alta dos custos, elevada carga tributária e intervenção oficial no mercado são fatores que influenciam a decisão

(Soja é a cultura de maior cultivo na Argentina, seguida do milho)
 
Prestes a iniciar o plantio da safra 2013/2014, agricultores argentinos devem reduzir a área semeada com milho e investir em soja, produto de maior liquidez. Levantamentos realizados pelas bolsas de cereais de Buenos Aires e de Rosario apontam, respectivamente, para um recuo de 3% e 10% nas lavouras do milho.

Por trás da decisão, estão os preços mais baixos para o grão, com a colheita de quase 350 milhões de toneladas de milho nos Estados Unidos, perspectiva que também desestimulará o plantio no Brasil. Mas produtores argentinos citam dificuldades extras, provocadas pela intervenção oficial no mercado.

– A realidade da Argentina é diferente da de outros países porque há muitas incertezas e distorções como as diferentes cotações do câmbio – disse o diretor executivo da Maizar, Martín Fraguío, cuja entidade reúne a cadeia produtiva do milho. Além dos preços baixos, o país convive com a alta dos custos e elevada carga tributária ocasionada pelas "retenciones", impostos cobrados sobre as exportações, de 20%.

Fraguío afirmou que os custos são pautados pela cotação do dólar paralelo, enquanto a comercialização da colheita, pelo dólar oficial, é cerca de 70% inferior.

– Isso gera muita preocupação – disse.

O cenário negativo também apresenta expectativa de que o governo possa baixar a alíquota das retenções para estimular o plantio. Em 2009, após uma forte estiagem que provocou prejuízos ao setor agropecuário e de um revés nas eleições parlamentares, a presidente Cristina Kirchner baixou a alíquota sobre as exportações de milho, de 25% para 20%.

Em 2013, não está descartado novo revés eleitoral, desta vez nas eleições parlamentares de outubro, e um clima adverso entre os produtores. Em 2012, os argentinos reduziram, significativamente, a lavoura de trigo, a ponto de faltar cereal no mercado interno no primeiro semestre. Os produtores de leite têm diminuído a produção, assim como os pecuaristas, o abate.

– Entendemos que o momento é ótimo para baixar as retenções sobre o milho porque, se a produção cair, o impacto na economia será muito maior do que está sendo com a queda do trigo – opinou.

Licenças

Para o setor, o governo poderia reduzir as retenções para 15% e liberar licenças para exportação.

– O milho precisa ser liberado urgentemente das licenças de importação e das retenções – afirmou o empresário Gustavo Grobocopatel, da empresa Los Grobo, uma das gigantes argentinas.

O primeiro plantio do milho ocorre entre setembro a outubro e o segundo, chamado de safra tardia, é realizado em dezembro. Essa segunda implantação responde por cerca de 40% da área cultivada com o cereal. Na safra anterior, esse porcentual representava 35% e, em 2010/2011, apenas 10%.

– Este salto foi possível graças ao uso de tecnologia que possibilita altos rendimentos – observou Fraguío.

O milho é o segundo maior cultivo da Argentina, depois da soja. A cotação do cereal n sexta, dia 23, era de US$ 171 a tonelada, enquanto para maio de 2014 a indicação chegava a US$ 160 a tonelada, considerando a produção norte-americana. A bolsa de Buenos Aires estimou a área de milho em 3,460 milhões de hectares.

Rendimento
Estudo da Associação de Consórcios Regionais de Experimentação Agrícola (Acrea) revelou que, por todos os problemas mencionados anteriormente, "o milho só é competitivo em 25% da superfície plantada, principalmente nas zonas próximas aos portos ou indústrias". No resto do país, "a equação apresenta resultados que não cobrem os custos de produção e de aluguel dos campos". Em um campo de Rosario, por exemplo, com aluguel de US$ 280 o hectare, o produtor teria de obter um rendimento de 9.500 quilos/ha ou acima deste volume para ter lucro.

Ao contrário do Brasil, onde a soja avança firme sobre a área do milho, na Argentina a substituição acontece, mas em menor intensidade. O produtor Néstor Roulet, que foi vice-presidente de Confederações Rurais Argentinas (CRA), divulgou um estudo segundo o qual agricultor com terras próprias e rendimento médio de 2.550 quilos de soja por hectare perde US$ 20,62 por hectare devido aos elevados custos e impostos. Já em terras alugadas, o saldo negativo seria de US$ 132,41/ha.

– O setor está deixando de ser rentável e isso se reflete nas áreas de cultivo que não aumentam como deveriam aumentar – afirmou Roulet.

Pesquisa realizada pelo Instituto de Estudos Econômicos e Negociações Internacionais da Sociedade Rural Argentina (SRA) mostrou que os números são negativos para os produtores de trigo, cuja safra se encontra em andamento, de milho e soja.

– Considerando custos de estrutura, mesmo para as áreas altamente produtivas, como no norte da província de Buenos Aires, verificamos margens negativas de US$ 173/ha no caso do trigo, se o rendimento for de 3.500 quilos/ha; US$ 23/ha para a soja com rendimentos de 2.800 quilos/ha; e US$ 23/ha para o milho com rendimento de 7.500 quilos/ha – destaca o estudo.

Independentemente das dificuldades, a área que o milho perder será ocupada pela soja.

– Mesmo com a soja chegando perto dos US$ 300/t ainda é mais vantajoso para o produtor do que produzir milho a US$ 160/t – comentou o analista de grão, Javier Buján. As bolsas ainda não divulgaram estimativa para a safra da oleaginosa na Argentina.

O presidente SRA , Luis Miguel Etchevehere, disse que o governo comemora 100 milhões de toneladas de grãos produzidos na última colheita, mas não reconhece que suas políticas equivocadas impedem os produtores de investir tudo que podem e de chegar a uma produção de US$ 120 milhões de toneladas de um ano para o outro.

Área produzida de soja na América do Sul deve crescer 4% em 2013/2014

Estimativa supera em 4% os valores da safra atual

(Avanço da área deve acontecer de forma homogênea nos países produtores)
 
A área colhida com soja na safra 2013/2014 da América do Sul deve ter um aumento conservador. Inicialmente, a agência Safras & Mercado indica uma estimativa de 54,031 milhões de hectares, o que em caso de confirmação, representaria novo recorde absoluto para a região, superando em 4% os 51,726 milhões de hectares alcançados na safra atual.

A exemplo do ocorrido nas três últimas safras, o avanço da área deve acontecer de forma homogênea nos países produtores. Segundo o analista associado da agência Safras, Flávio França Júnior, são esperados aumentos abaixo da média regional no Paraguai e Bolívia, dentro da média no Brasil, e acima da média na Argentina e Uruguai.

– Nessa mesma época de 2012 enxergávamos a safra 2012/2013 com cautela, mas com otimismo.
Estávamos em um momento de transição entre um período de neutralidade e de influência do fenômeno El Nino, que normalmente está associado a chuvas acima do normal para a região Centro-Sul do Brasil e boa parte dos países do Cone-Sul – disse o analista.

A expectativa para um El Nino não se confirmou e o padrão de neutralidade foi mantido, trazendo comportamento de clima mais errático e regionalizado, com perdas localizadas. Para esta nova safra o quadro deve ser o mesmo e, por enquanto, segue a neutralidade climática.

O levantamento aponta um rendimento médio potencial de 2,96 mil quilos/hectare, que em caso de confirmação superaria os 2,82 mil quilos da safra atual em 5% e o recorde de 2,88 mil quilos da safra 2009/2010 em 3%.

Área plantada com trigo na Argentina cresce 7% em relação à safra 2012/2013

Devido ao clima úmido do ano passado, o país vizinho colheu uma das menores safras do cereal de sua história, de nove milhões de toneladas

(Implantação das lavouras atinge 90% do total esperado)
 
A Argentina deve colher mais trigo em 2013 se o clima for favorável. O plantio, em fase final, foi estimado pela Bolsa de Rosario em 3,8 milhões de hectares, aumento de quase 7% em relação à safra 2012/2013, quando foram semeados 3,5 milhões de hectares com o cereal. Por causa do clima úmido em 2012, o país colheu uma das menores safras de trigo de sua história, de nove milhões de toneladas.
 
No entanto, apesar do incremento de área neste ano, o volume para exportação não deve crescer significativamente, segundo o analista Gustavo López, da consultoria Agritrend.

– Na melhor das hipóteses, a produção chegaria a 10,5 milhões de toneladas, o que deixaria disponível para exportação entre quatro a cinco milhões de toneladas, volume insuficiente para atender o Brasil, por exemplo – afirmou. O mercado brasileiro importa cerca de seis milhões de toneladas do cereal.

A Guia Estratégica para o Agro (GEA), publicada na última semana pela Bolsa de Rosario, aponta que a implantação das lavouras atinge 90% do total esperado. As províncias de Entre Rios, Buenos Aires e Córdoba são as que registram maior incremento de área, de 19% a 22%, ante o ano passado. Já o norte argentino mostra, segundo a bolsa, capacidade "restrita" para investir no cultivo do cereal, devido à escassez de água e às "muito severas" complicações que atingiram a safra verão. No relatório, especialistas da bolsa afirmam que no ano passado o norte e noroeste do país semearam 600 mil hectares. Em 2013, a área deve ser de 300 mil hectares.
 
No sudeste de Buenos Aires, no entanto, os técnicos esperam importante recuperação da superfície do trigo, que havia sido ocupada com cevada no ciclo precedente. Por outro lado, há atrasos na implantação em toda área de Tandil e Tres Arroyos, província de Buenos Aires, em função de excesso de chuva, e a área está longe de chegar aos 850 mil hectares projetados inicialmente. Historicamente, essas regiões semeiam com trigo 1,5 milhão de hectares.
 
No leste de Córdoba e no resto da região pampeana, a safra 2013/2014 começou com um bom cenário hídrico e condições de plantio muito alentadoras, observam os especialistas em trigo da bolsa. Já o sudoeste de Córdoba, parte de La Pampa e sudoeste de Buenos Aires "são as zonas mais ajustadas no que diz respeito às reservas de umidade, como se observava no começo de junho".

Nova regulamentação do governo argentino para compra e venda de soja preocupa setor no país

Medida, ainda não publicada, estabelece obrigatoriedade de registro de todas as operações

(Nova regulamentação para a compra e venda de soja deve ser adotada na Argentina)
 
Produtores e exportadores de soja da Argentina estão atentos ao impacto da decisão do governo da presidente Cristina Kirchner de baixar nova regulamentação para a compra e venda da oleaginosa. O setor, que movimenta aproximadamente US$ 50 bilhões ao ano, terá novos controles por meio da Comissão Nacional de Valores (CNV), organismo que regula os mercados com oferta pública. A medida, ainda não publicada e por isso não conhecida em detalhes, estabelece a obrigatoriedade de registro de todas as operações no lugar indicado pela CNV.

De acordo com o maior produtor de soja da Argentina, Gustavo Grobocopatel, presidente da companhia de agronegócios Los Grobo, operações que não passam pelas bolsas deverão ser registradas também.

– Não vejo nenhum problema – disse.

Segundo o analista Gustavo López, diretor da consultoria Agritrend, a questão são as dúvidas causadas no mercado pela decisão governamental.

A avaliação é de que o objetivo da administração argentina é ter acesso às informações sobre o volume exato produzido e vendido no país e no Exterior, além de acompanhar os detalhes dos estoques declarados pelos produtores e exportadores. Até o momento, não há um organismo específico que concentre todas estas informações, o que facilita ao produtor dispor das colheitas no momento que julgar conveniente.

– Há muitas incertezas e inseguranças porque não se sabe como começa e termina esse tipo de medida do governo. Se é para controlar sonegação de impostos ou obrigar o produtor a vender sua mercadoria quando o governo determine. Isso pode prejudicar os preços – avaliou López.

Em plena política restrita do câmbio, Cristina acusa o setor de "sentar em cima da soja" guardada em silos-bolsas para "castigar" o governo com a ausência de divisas. A única entrada de divisas no país é por meio da exportação de grãos e oleaginosas.

O presidente da Sociedade Rural da Argentina, Luis Miguel Etchevehere, responde que o produtor é livre para vender a produção quando lhe pareça oportuno. Agora, com a nova regulamentação, essa liberdade poderia ser restringida, comentou López. Ele afirmou que todos os dados sobre volumes e comercialização existem em documentos diferentes que tramitam no mercado e são exigidos pelo próprio Executivo.

Ainda conforme López, a regulação da compra e venda agrícola é feita pelas bolsas de comércio. Se a CNV assumir esse papel, as bolsas se tornariam obsoletas.

– É cedo para afirmar qualquer coisa porque precisamos ver a norma publicada, mas as versões até agora estão alterando os ânimos – afirmou. O analista destacou também que, atualmente, o comércio de soja "é um mercado ágil e muito transparente". Ao contrário do que ocorre com o milho e o trigo, que se encontram sob forte intervenção oficial.

– Dependendo do tipo de norma, o mercado da soja pode se tornar menos ágil – estimou.

Corrida Internacional de Palermo é cancelada

A Associação Argentina de Criadores de Cavalos Crioulos informa que a tradicional Corrida Internacional de Rodeios, que aconteceria durante a Exposição de Palermo (em Buenos Aires), foi cancelada por problemas logísticos. No entanto, a mostra segue com sua programação normal entre os dias 24 e 26 de julho no Parque de Exposições La Rural.

Confira a programação
24/07
Das 16h às 18h - Julgamento das Categorias (Pista 1)
25/07
Das 9h às 12h30min - Julgamento das Categorias (Pista 3 e 4)
Das 14h às 17h30min - Julgamento das Categorias (Pista 3 e 4)
26/07
Das 9h às 14h - Julgamento dos Campeonatos e Grandes Campeonatos (Pista 1)
20h - Entrega de Prêmios (anexo ao restaurante central)

Argentina tem pior colheita de trigo em 111 anos

Safra de grãos 2012/2013, no entanto, alcançou 105 milhões de toneladas, superando o recorde anterior de 90,4 milhões de toneladas em 2011/2012

(Fraco desempenho do trigo levou a uma severa crise no abastecimento doméstico, cujo preço do produto tornou-se o mais alto do mundo)
 
Em meio a pior colheita de trigo dos últimos 111 anos, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, anunciou que a safra de grãos 2012/2013 alcançou 105 milhões de toneladas, superando o recorde anterior de 90,4 milhões de ton em 2011/2012. Sem oferecer detalhes da colheita, Cristina atribuiu a informação ao ministro de Agricultura, Norberto Yauhar.

– Obtivemos 23 milhões ou 27 milhões de toneladas de milho, não recordo bem – arriscou a presidente para explicar que o bom desempenho da safra que, em parte, foi impulsionada pelo cereal.

Conforme a mais recente estimativa da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a safra de milho foi de 24,8 milhões de ton, superior à colheita anterior de 21,5 milhões de ton. A produção de soja alcançou 48,5 milhões de ton, bem acima do volume prévio de 39,9 milhões de ton, como resultado de uma quebra da safra provocada por forte estiagem.

Milho e soja compensaram o retrocesso da colheita de trigo, que saiu de 14 milhões de ton para atuais 9,8 milhões de ton. A safra de girassol apresentou leve queda de 3,6 milhões de ton para 3,3 milhões de ton.

Produtora de trigo por excelência, a Argentina ficou impossibilitada não só de abastecer a demanda brasileira do cereal, mas também a doméstica. O fraco desempenho do trigo levou a uma severa crise no abastecimento doméstico, cujo preço do produto tornou-se o mais alto do mundo, atingindo valores superiores a US$ 520/ton.

O retrocesso da safra de trigo foi resultado da mistura de intempéries climáticas, intervenção oficial no preço interno e restrições às exportações. Desde 2007, a área cultivada com trigo vem sofrendo cortes, como resposta dos produtores à intervenção oficial.

Segundo deputado opositor Julio César Martínez (União Cívica Radical/UCR), a próxima safra de trigo, cujo plantio já começou, "também estará praticamente perdida porque o produtor não tem estímulo". Ele apresentou um projeto de lei para acabar com as retenções (as alíquotas de exportações) e proibir as barreiras às exportações. O texto determina que o governo terá a obrigatoriedade de fixar, no primeiro trimestre de cada ano, o volume necessário para atender a demanda doméstica. O restante da produção, pelo projeto, ficaria livre para exportação sem qualquer tipo de restrição.

Martínez explicou que, se o produtor tiver liberdade de vender sua colheita, terá estímulo para plantar cada vez mais. O deputado defende ainda, no texto, créditos do Banco de la Nación, equivalente ao Banco do Brasil, com taxas e prazos acessíveis ao pequeno e médio produtor e um ano de carência. O deputado afirmou que é um fracasso a política de intervenção aplicada pelo governo de Cristina Kirchner, executadas pelo secretário de Comércio, Guillermo Moreno. 

Ministério do Comércio Exterior prorroga prazo para importação de trigo com alíquota zero

A autorização, que valeria até 31 de julho, vigorará até 31 de agosto

(Medida visa a garantir que o trigo subsidiado chegue ao Brasil.)
 
A Câmara de Comércio Exterior (Camex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior decidiu nessa terça, dia 16, prorrogar o prazo para a importação de dois milhões de toneladas de trigo com alíquota zerada.

A autorização, que valeria até 31 de julho, vigorará até 31 de agosto. A desoneração visa a evitar o desabastecimento do produto e conter a elevação do preço da farinha no Brasil.

Os importadores interessados em trazer o produto para o país com alíquota zero devem completar os trâmites até 1° de agosto.

Do contrário, a cota com o benefício será redistribuída a outros importadores. Segundo a assessoria de comunicação do ministério, a medida visa a garantir que o trigo subsidiado chegue ao Brasil. A alíquota normal para o produto é de 10%.

Por questões climáticas, houve quebra de safra no Brasil e nos principais fornecedores de trigo, como Argentina.

Por isso, o governo decidiu desonerar a importação de uma cota de 2 milhões de toneladas de trigo originário de países que não pertencem ao Mercosul, formado por Argentina, pelo Uruguai, pela Venezuela, pelo Brasil e Paraguai, que no momento está suspenso.

Más tecnología para controlar malezas


Con el objetivo ofrecer nuevas alternativas para mantener a raya malezas difíciles, como rama negra, viola y verdolaga, entre otras, la empresa Bayer presentó el herbicida Percutor, en el marco del 9º Encuentro Nacional de Monitoreo y Control de Plagas, Malezas y Enfermedades, que se realizó en Córdoba. El producto tiene una residualidad de 90 días y puede aplicarse para barbechos que van a soja o maíz.

Brasil precisará importar 200 mil toneladas de feijão até outubro, diz ministro da Agricultura

De acordo com Antônio Andrade, poucos países têm condições de vender o produto ao Brasil, 

(A quebra da safra de feijão no Brasil se deve à seca)
 
Com a redução a zero da alíquota de importação do feijão, o governo federal pretende importar 200 mil toneladas até o fim de outubro, segundo o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade. O feijão-branco não está incluído nessa lista.

De acordo com o ministro, poucos países têm condições de vender o produto ao Brasil, além da Argentina, China e do México.

– Há dificuldades porque o feijão está mais para hortifrutigranjeiro. Não dá para estocar, porque perde qualidade. Devemos importar 112 mil toneladas, mas precisamos de 200 mil.

Na próxima quinta-feira, dia 27, ele se reunirá com secretários de quatro Estados produtores – Bahia, Goiás, Minas Gerais, além do Distrito Federal – para estudar medidas de incentivo à produção.

A quebra da safra de feijão no Brasil se deve à seca que atingiu principalmente o Nordeste – em especial o oeste da Bahia –  e Minas Gerais.

– O problema do feijão sempre foi cíclico. Variação do preço muito alto. O ideal é que vá direto da lavoura para a panela

Andrade fez as declarações antes de participar da reunião do Conselho Nacional de Política Energética, no Ministério de Minas e Energia.

Com restrições, vendas de suínos para a Argentina caem 70% no ano ante 2012

Embarques mensais eram de cerca de três mil toneladas e passaram para mil toneladas

(Embarques de carne suína brasileira para a Argentina caíram 70% em relação a 2012)
 
O presidente do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina (Sindicarne), Clever Pirola Ávila, afirmou que os embarques de carne suína brasileira para a Argentina caíram 70% em relação a 2012. Os embarques mensais eram de cerca de três mil toneladas e passaram para mil toneladas, em média.

Há um ano, a Argentina começou a criar obstáculos para a emissão de licenças de importação para a compra da proteína brasileira.

– Essas dificuldades permanecem porque os argentinos decidiram equilibrar sua balança comercial, reduzindo as importações do Brasil. Como não pode erguer barreiras comerciais em razão do acordo do Mercosul, o governo argentino impôs medidas burocráticas adicionais, reduzindo e dificultando a liberação das licenças de importação – explicou o executivo, em nota.

Para Ávila, o governo brasileiro deveria ser mais enérgico na defesa dos interesses comerciais brasileiros, mas lhe falta mais agressividade no comércio exterior.

– Infelizmente somos afetados mais uma vez com as chamadas barreiras não comerciais e não reagimos, à altura ou com a mesma moeda – completou.

Argentina credencia ao Freio 2014

(Público prestigiou o evento)
Situada na província de Santa Fé, a cidade argentina de Rosário deu a largada para o Freio de Ouro 2014. Sim, você entendeu bem: 2014. O ciclo 2013 recém vai se encaminhando para a fase final, que acontece em agosto na Expointer, e as competições valendo para o próximo ano já começaram.


A prova, que abre a nova temporada, ocorreu entre os dias 21 e 23 de junho e foi organizada pela Associação de Criadores de Cavalos Crioulos da Argentina (ACCC). Os competidores foram julgados por Frederico Araújo, Júlio César Hax e Santos Miguens.


A situação trouxe um fato curioso. Na Classificatória de Buenos Aires em março, o conjunto formado pelo ginete Martin Goldaracena com Revenida Comandante conquistou vaga na final do Freio de Ouro 2013 e agora, na Credenciadora de Rosário, já garantiu vaga na semifinal do ciclo 2014.


Confira os resultados

Machos

1º Lugar

Del Payé Pan Casero; expositor Silvia Matteucci

Ginete: Júlio Portela. Nota: 18,103.

2º Lugar

Chamamé el Alcon; expositor Ricardo Matho Meabe

Ginete: Ruben Veron. Nota: 17,506.

3º Lugar

Revenida Comandate; expositor Maximiliano Sola

Ginete: Martin Goldaracena. Nota: 16,572.

4º Lugar

Pya Guazu Condor; expositor Don Serafin As

Ginete: Jorge Martinez. Nota: 16,237.



Fêmeas

1º Lugar

Entrerriana Llovizna; expositor Cabaña La Entrerriana Srl

Ginete: Hugo Noguera. Nota: 18,539

2º Lugar

Calden Borrachita; expositor Cláudio Garciera

Ginete: Pedro Garciera. Nota: 16,515

3º Lugar

Tranqueadora Hasta Luego; expositor Florencio Daniel Casin

Ginete: Horacio Casin. Nota: 15,939

4º Lugar

Lobory Mate Dulce; expositor Estancia la Pilula AS
Ginete: Pedro Valenzuela. Nota: 15,908

Assembleia aprova alterações no regulamento

(Votação reuniu criadores da sede da Associação em Pelotas)
A Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), reuniu seus associados para Assembleia Geral Extraordinária, na manhã de segunda-feira 24 de junho, na qual foram votadas propostas de alteração ao regulamento de Registro Genealógico. As mudanças foram sugeridas pela superintendência e pelo Conselho Deliberativo Técnico (CDT) da entidade de forma a adequar o seu regulamento ao documento unificado da Federação Internacional (FICCC).
A Assembleia, realizada na sede da ABCCC em Pelotas, teve início às 9h, em segunda chamada, com 65 presenças que no total representaram 112 votantes. A mesa central foi composta pelo presidente da ABCCC, Mauro Ferreira, o vice-presidente Técnico, Mário Suñe, a primeira secretária, Elisabeth Lemos, e mais dois membros convidados: o ex-presidente da entidade, João Manoel Costa e o integrante do Conselho de Planejamento, Frederico Wolf.
 
Na abertura do evento o presidente saudou os presentes e afirmou que a ABCCC tem motivos para se orgulhar do seu regulamento, já que este norteou a reformulação dos documentos na Argentina e Uruguai, os quais deverão adotar o regulamento brasileiro praticamente na íntegra. Também salientou que as propostas colocadas em debate já foram levadas ao conhecimento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e receberam parecer favorável.
 
O órgão do governo, inclusive, deverá receber nos próximos dias as decisões da Assembleia junto ao aval do CDT, para dar procedimento à homologação. De acordo com o superintendente do Registro Genealógico da ABCCC, Rodrigo Teixeira, a ideia é que já na Expointer – quando deverá ocorrer uma nova reunião entre os representantes dos países da FICCC, o regulamento já esteja aprovado.
 
O que foi votado

As alterações, algumas bastante simples e que na realidade ajustam o regulamento à proposta internacional e às novas tecnologias utilizadas na raça, foram em sua grande maioria aprovadas sem ressalvas. Entretanto, no item que se refere à revisão dos garanhões de cujo sêmen seja importado, ficou acordado que a ABCCC irá promover uma gira técnica na Argentina e Uruguai a fim de coletar amostras para o exame de DNA de reprodutores de interesse dos criadores brasileiros.
 
Algumas das mudanças aprovadas, entre outras, se referem à: a atuação em conjunto do superintendente substituto do SRG, o uso por esse de assinatura digital, a definição de sufixo ou prefixo, a não aceitação de produtos oriundos de clonagem, a opção do comunicado de morte ser feito através dos técnicos e a expedição de documento de produto importado para animais nacionalizados. Leia aqui a íntegra do documento com as alterações em vermelho.
 
Outra alteração votada na ocasião, gerada pela atual condição do regulamento da associação argentina que autoriza o uso de sêmen de garanhões mortos, precisou ser colocada em debate. Como os argentinos deixaram fora de cogitação tirar essa prerrogativa do seu registro, restou à brasileiros e uruguaios a opção de adaptarem-se à nova regra.
 
O tema gerou o debate mais intenso da manhã, com a exposição de diferentes posicionamentos por parte dos criadores presentes. Na decisão, mais uma vez, a Assembleia manteve a sua tradição de legislar para a frente e deliberou o seguinte: Após a morte de um garanhão, serão dele aceitas até 120 padreações (ou 150 para animais com Registro de Mérito, dependendo da sua situação no momento da morte), sem limite de tempo.
 
Como a proposta original sugeria o número máximo de 100 padreações, o tópico – com os números estabelecidos pela Assembleia - volta para a avaliação do CDT. Se reprovado, ficam valendo as 100 padreações como teto. A decisão está em vigor a partir da data da Assembleia em diante e não é retroativa, ou seja, vale somente para os reprodutores mortos a partir de agora.
 
O presidente da ABCCC fez uma avaliação positiva da Assembleia e comentou o encontro. “Acredito que a raça cresce com esses debates. A votação foi tranquila com os criadores expondo o seu ponto de vista”, diz Ferreira. “Tenho certeza que o CDT vai ser sensível ao que ficou pendente e vamos unificar o regulamento com os países vizinhos, materializando a razão de ser da FICCC”.

Exposição de Palermo acontece em julho

A 127ª Exposicion de Ganadería, Agricultura e Industria Internacional - a tradicional Exposição Rural de Palermo - acontece de 24 a 26 de julho.

O evento é promovido pela Associação de Criadores de Cavalos Crioulos da Argentina (ACCC) e sediado no Parque de Exposições La Rural, bairro de Palermo em Buenos Aires.

A Morfologia inicia na quarta-feira (24) e tem sequência na quinta, quando serão conhecidos os vencedores dos campeonatos. O grande campeonato acontece na sexta-feira.

Paraguay ya exporta más carne de vaca que la Argentina

Sus ventas al exterior superaron en 27.000 toneladas a las de la Argentina.
(El nuevo presidente del Paraguay, Horacio Cartes)

Paraguay: 210.000. La Argentina: 183.000. En el partido de los exportadores de carne, los guaraníes ganaron a los argentinos por 27 mil toneladas. Son los datos para 2012 de la Sociedad Rural Argentina. Según su instituto de estudios económicos, Brasil se mantiene como el principal exportador de carne del Mercosur, con 1.300.000 de toneladas. En segundo lugar, Urugay (350.000 toneladas). La tercera y cuarta posición, para Paraguay y Argentina.

El 2012 también fue el año en que las exportaciones argentinas de carne de pollo superaron a las de vaca, con 271.000 toneladas. Hasta el año 2000, las exportaciones de pollos no existían. En 1990 el consumo de pollo anual por habitante era de 30 kilos, mientras que el de carne vacuna ascendía a 77 kg. En 2012, las cifras se convirtieron en 41 kilos de pollo por habitante y año frente a 57 kilos de carne vacuna.

En los últimos años, y como fruto de la crisis de su industria frigorífica, el corte bovino que más exportó la Argentina ha sido el mondongo. Según datos oficiales, en 2012 el país vendió 28.140 toneladas de mondongo, como se llama vulgarmente al cuarto y más grande de los estómagos del vacuno. Esa cifra supera a la de otros muchos cortes que caracterizan mejor (al menos para el imaginario popular) la ganadería local.

En el mismo lapso se despacharon 24.659 toneladas de carne sin hueso, 14.251 toneladas de bife angosto, 13.108 toneladas de cuadril y solo 5.699 toneladas de lomo. Es decir, se exportó casi cinco veces más volumen de mondongo que del corte que hizo famosa la carne argentina en el mundo.

Varios factores explican el sorprendente liderazgo del mondongo. Por un lado, en los últimos años ha crecido la disponibilidad de todo tipo de menudencias bovinas para la exportación porque el consumo interno de ese tipo de alimentos viene reduciéndose. Lo mismo sucede con el hígado. En 2012 se exportaron 19.988 toneladas. Quedó tercero en el ránking por cortes.

El mondongo se luce como principal corte de exportación también por otro factor: los envíos de carne al extranjero han caído a sus mínimos niveles de la historia debido a la crisis ganadera que se declaró en 2009. El año pasado el sector frigorífico exportó mayor cantidad de menudencias y vísceras que de cortes frescos. De mondongo, corazón, hígado, librillo (otro estómago de los rumiantes), pulmón, tendones y hasta penes bovinos se vendieron 99.578 toneladas, por U$S 213 millones. En cambio, de cortes frescos solo 87.518 toneladas, por US$ 611 millones. Fue más plata, claro, pero menos volumen. En tiempos normales, la Argentina exportaba unas 400.000 toneladas de carne.

A los países africanos que lo demandan, el mondongo se envía crudo. Pero el principal destino de esa menudencia es Hong Kong, que a su vez actúa como puerta de entrada al gigantesco mercado chino. Allí el mondongo se exporta blanqueado y hervido, por lo que cada pieza pierde varios kilos de peso. Ya en ese destino, se suele servir hervido, cortado en tiras y con diversas salsas agridulces.

Tanto se lucen últimamente las exportaciones de mondongo y otras menudencias –o tan deslucidos son los embarques de los otrora solicitados bifes argentinos–, que Hong Kong se convirtió en 2012 en el segundo destino de productos bovinos, detrás de Rusia.

Este año la situación no cambiará: el Instituto de Promoción de la Carne Vacuna (IPCVA) estimó que se exportarían 210 mil toneladas de carne, una tercera parte de lo que se embarcó en 2005. Mientras esta crisis se prolongue, el lomo deberá ceder su trono al mondongo.

Un objetivo de todos: ser sustentable y producir más


(Pablo Vaquero. Vice de Monsanto)

Aumentar la productividad, utilizando menos recursos, es uno de los objetivos a lograr por la agricultura de hoy. Y también forma parte de las metas que se plantean las empresas en su trabajo de cara al futuro.
Por eso, esos datos también formaron parte de la presentación de su balance de sustentabilidad que hizo Monsanto esta semana, en Buenos Aires.

Allí, la compañía destacó que, a cinco años de haber establecido los objetivos que pretendía alcanzar en materia de agricultura sustentable, se lograron importantes progresos en los tres pilares de producir más, conservar más y mejorar la calidad de vida.

A nivel mundial, la empresa precisó que más de 2,7 millones de pequeños productores adoptaron la biotecnología, lo que les permitió mejorar su productividad y generar ingresos adicionales por casi 5.500 millones de dólares.

“Producimos más, conservando los recursos claves para la producción”, resumió el informe presentado esta semana por Pablo Vaquero, vice de Monsanto para Latinoamerica Sur (Argentina, Uruguay, Paraguay, Bolivia y Chile), en un hotel porteño. Entre los detalles, mencionó que se logró en los últimos 5 años un avance en la productividad que permitó mejorar los rindes de distintos cultivos: 13% en maíz, 10% en soja, 31% en algodón y 21% en colza, en promedio a nivel mundial.

“Gracias a la biotecnología, al mejoramiento génetico y a las prácticas agronómicas, conservamos más los recursos naturales por unidad producida. En este sentido, mejoramos 4% en maíz, 15% en soja y 19% en algodón”, indicó Vaquero.

En el evento, el ejecutivo destacó la necesidad de un correcto uso de los agroquímicos y detalló que la compañía apoya uno de las iniciativas solidarias que considera más útiles del sector agropecuario: la “Chocleada”, que consiste en la cosecha manual de una hectárea de maíz donada por un productor, por parte de voluntarios, y que permitió cosechar 184.260 platos de comida.