Reconhecimento da área livre de mosca-das-frutas depende do parecer final do Ministério Chileno, avaliação técnica não foram constatadas nenhuma não-conformidade
(Anastrepha grandis (mosca-das-frutas) afeta plantações de melancia e melão nos dois Estados)
A visita da comitiva estrangeira foi orientada pelo diretor do Departamento de Sanidade Vegetal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Cosam Coutinho, que designou o chefe do Serviço de Sanidade, Inspeção e Fiscalização Vegetal (SIFISV) da Superintendência Federal de Agricultura/RN, Roberto Carlos Papa, para a coordenação “in loco”. Integravam a missão chilena os engenheiros agrônomos do Serviço de Agricultura e Pecuária do Ministério da Agricultura do Chile, Ruth Feria, Álvaro Luque e Jorge Torres.
A programação incluiu visita às agências de defesa agropecuária (ADAGRI e IDIARN), aos laboratórios de triagem das moscas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) e Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), a sede da COEX e UNIVALE, as barreiras fitossanitárias e as propriedades que têm interesse na exportação para o Chile.
Todos os pontos foram exaustivamente auditados, momento em que os representantes da ADAGRI, IDIARN, COEX, laboratórios e produtores rurais puderam demonstrar com segurança a seriedade com que realizam o trabalho de monitoramento, rastreabilidade e manutenção da área livre da mosca-das-frutas.
Ao final da visita, de acordo com reunião de avaliação técnica realizada na SFA/RN com os próprios auditores, não foram constatadas nenhuma não-conformidade grave, ficando apenas algumas sugestões como oportunidades de melhora, algumas inclusive, já prontamente acatadas e implantadas nos trabalhos de monitoramento.
O coordenador da missão e chefe do SIFISV da SFA/RN, Roberto Papa, avalia a visita como positiva.
– O resultado foi bastante positivo, lembrando que o reconhecimento da área livre depende ainda do parecer final do Ministério da Agricultura do Chile, após análise dos resultados da auditoria, da avaliação jurídica e da consulta pública realizada antes da publicação em seu Diário Oficial – disse.
Roberto Papa acrescenta que apesar da extrema cordialidade demonstrada pelos auditores, nada escapará ao rigor de suas análises, deixando clara a importância dos trabalhos de defesa fitossanitária executados pelo ADAGRI e IDIARN, sob a coordenação do Mapa.
– É nesse momento que vimos a importância de estarmos preparados e com os serviços executados de forma sistemática, sem interrupções, com pleno apoio dos governos e entidades partícipes. A manutenção desta área livre é uma grife que simboliza a qualidade fitossanitária do melão produzido no semiárido, que já conquistou a Europa, EUA e diversos outros países e que esperamos conquistar agora o Chile – ressaltou.
O Chile é um dos países mais exigentes do mundo quanto ao quesito fitossanidade, pois sua área produtiva estende-se entre a Cordilheira dos Andes e Oceano Pacífico, tornando-o geograficamente protegido, o que reforça o cuidado tomado pelas autoridades do país contra a invasão de pragas por meio de importações e trânsito aduaneiro.
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